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14 de fev. de 2012

Hologramas em prontuário eletrônico e Plama Medicine

No futuro, os ensaios clínicos serão baseados em bytes e bits. Hoje gasta-se $200 milhões de dólares e 20 anos para passar por um completo estudo clínico randomizado. A tecnologia de simulação, uma vez que é capaz de imitar processos biológicos humanos, iria mudar o processo de ensaios clínicos, disse Dr. Richard Satava.

Dr. Richard Satava, professor de cirurgia da Washington Medical Center University, um dos criadores do processo de cirurgia robótica que se tornou o Da Vinci, falou no FutureMed sobre Cirurgia robótica, medicina de plasma e prontuário eletrônico com homem virtual, segundo o Medgadget.

Dr. Satava afirmou que necessitamos de um novo tipo de prontuário eletrônico do paciente que inclua informações baseadas em representações do corpo de pacientes. Ele deu como exemplo o holomer (HOLO-graphic M-edical E-lectronic R-epresentation), que é uma imagem holográfica em 3D do paciente, usando Tomografia Computadorizada, Ressonânica Magnética, Ultrassonografia e outras modalidades de exames.
Assim, não só informações anatomicamente precisas estarão disponívies, mas também informações fisiológicas, biológicas, genéticas, demográficas e outras contidas na imagem. Para o diagnóstico, todos os dados relevantes sobre o paciente pode ser recuperados na forma de um registo visual médico.


Sobre os avanços na Cirurgia Robótica, ele afirmou que 95% do potencial do Da Vinci é desperdiçado. As informações que podem ser colhidas durante um procedimento cirúrgico com o sistema robótico não são aproveitadas. A próxima evolução dos robôs em sala operatória será para substituir as instrumentadoras em procedimentos cirúrgicos. 
aplicação de plasma na pele

"A energia vai ser uma parte muito importante do futuro da medicina", raciocinou.  Plasma Medicine é a combinação de física de plasma , ciências da vida e medicina para utilizar plasma físico para aplicações terapêuticas. O tratamento será capaz de utilizar o poder de plasma (como em uma nuvem de energia) com instrumentos portáteis à temperatura ambiente. Nuvem de plasma são partículas carregadas que podem trabalhar diretamente em células individuais e ao nível molecular. O campo de brotamento dá aos médicos o poder de ligar e desligar a moléculas específicas, por exemplo, influenciar os tempos de coagulação e cicatrização. Também podem ser usados ​​para matar agentes biológicos. "Neste momento no tempo, não existe nenhum agente biológico conhecido que é resistente à exposição ao plasma por 30 segundos", disse ele. Ele supôs que o plasma medicine representa uma das "mais excitantes novas áreas, além de genômica" na medicina moderna.


31 de jul. de 2011

Cirurgia robótica vascular Megallan


Sistema robótico para Intervenções Vascular Magellan permite a canulação robótica dos vasos periféricos por controle simultâneo do cateter e da bainha em uma estação de trabalho remoto. Permite o controle robótico completo em 3D da ponta do cateter para navegar de forma eficiente através de uma variedade de anatomias e lesões. Fios-guia também são controladas pelo robô.
O sistema reduz o tempo de procedimento, assim como o trauma dos vasos durante a navegação em comparação com a técnica manual e fornecer um canal roboticamente estabilizado para a infusão de dispositivos terapêuticos, protegendo o médico da radição do procedimento.



site: http://www.hansenmedical.com/eu/products/vascular/magellan.html

Fonte: Medgadget

9 de out. de 2010

Robô DaVinci utilizado em entubação orotraquelal e nasotraqueal


Na última edição da revista Anesthesia & Analgesia, há um novo conceito para a manipulação de vias aéreas: o Robô Cirúrgico Da Vinci da Intuitive Surgical foi usado para simular a intubação orotraqueal e nasotraqueal por fibra ótica. Quatro dos braços do robô foram utilizados: a primeira usa a câmera, outro segurou o broncoscópio, e outros dois foram usados para manipular os controles broncoscópio. O tudo foi manualmente colocado na orofaringe, o console do DaVinci foi então utilizado para navegar na hipofaringe e através das cordas vocais. Os autores também demonstraram uma intubação nasotraqueal, e cada um desses intubações simulada foi realizada em menos de 75 segundos.
O artigo admite que, devido à despesa e à lentidão do equipamento, isso não é provável que se torne uma prática clínica comum, mas é uma prova de conceito interessante. As aplicações dessa técnica incluem campo de batalha e cenários de vôo espacial.

21 de jul. de 2010

Imagem do dia: 1º transplante de rim realizado por Cirurgia Robótica

Médicos italianos anunciaram nesta segunda-feira (19) ter realizado, com sucesso, o primeiro transplante de rim realizado com ajuda de um robô naquele país. As informações são da Ansa.
Fonte:UOL

14 de abr. de 2010

Cirurgia Robótica pelo Sus em breve em Curitiba!!


Erasto Gaertner adquire sistema de cirurgia robótica
14/04/2010
Ministério da Saúde liberou R$ 12 milhões para a compra do sistema, que será utilizado em pacientes do SUS para tratamento de câncer

O Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, vai disponibilizar a pacientes do SUS um sistema de cirurgia robótica para tratamento de câncer. A aquisição do Sistema Endoscópico Robótico será possível por meio da verba de R$ 12,7 milhões liberada pelo Ministério da Saúde.
E ainda, o hospital vai utilizar os recursos federais para comprar equipamento de ressonância magnética, aparelho para radiocirurgia, neuronavegador, 15 monitores multiparâmetro com capnografia, cinco aparelhos de anestesia e 15 respiradores pulmonares.

21 de mar. de 2010

Universidade do 'Google' em parceria com FIAP tem biotecnologia, nanotecnologia, medicina e robótica na grade curricular


Conhecida por Universidade do 'Google', a Singularity University (SU) fechou uma parceria internacional inédita com uma faculdade de tecnologia brasileira, a Fiap, que fica em São Paulo. O lançamento do convênio, que pretende promover a troca de conhecimento e o intercâmbio de alunos e professores, ocorreu no início desta semana.

A Universidade do Futuro, como também é chamada, foi criada há um ano e funciona no campus da Nasa (agência espacial americana) no Vale do Silício, na Califórnia (EUA), onde estão as principais empresas de tecnologia do mundo.

Fundada por Ray Kurzweil, um futurólogo americano, a instituição foi apadrinhada por famosos, como Larry Page, vice-presidente do Google, que doou US$ 1 milhão -daí o apelido de Universidade do 'Google'

Da sua grade curricular fazem parte as descobertas mais recentes no campo da biotecnologia, nanotecnologia, medicina e robótica. No banco escolar, estão presidentes de empresas, lideranças governamentais e empreendedores visionários. Do outro lado, ensinando, um time de cientistas e experts 'top' em diferentes áreas do conhecimento, como Vint Cerf, um dos pais da internet, e o ex-astronauta Dan Barry.


Cursos


A despeito da palavra universidade no nome, a SU não oferece graduação. Os interessados tem à disposição dois formatos de curso: um mais curto, de nove dias, e que acontece a cada semestre, e outro com duração de dez semanas, com freqüência anual. O custo é de US$ 15 mil e R$ 25 mil, respectivamente.


No entanto, a cereja do bolo será um concurso que dará uma bolsa de estudos para um aluno ou ex-aluno ir ao Vale do Silício fazer o curso de dez semanas. Para concorrer, o candidato deve ser fluente em inglês, já que as aulas são todas dadas naquele idioma, e montar um projeto de inovação tecnológica. O prazo de inscrição vai até o dia 9 de abril. A viagem, programada para junho, será toda custeada pela Fiap. A instituição pretende mandar um estudante por ano.

leia o artigo completo em: Educação e Carreira Globo.com

11 de mar. de 2010

Dispositivo para treinamento na cirurgia robótica


Os pesquisadores do Roswell Park Cancer Institute e da Universidade Estadual de Nova York, em Buffalo, desenvolveram um simulador cirúrgico para ajudar os médicos a treinar para operar o robô da Vinci. 
The Ross Robotic Surgical Simulator foi transformado em um produto, comercializado por um derivado chamado Simulated Surgical Systems of Williamsville, NY.
Praticando, os médicos e os estudantes podem treinar em tarefas rotineiras, como sutura e nós, e até mesmo realizar procedimentos completos como prostatectomia radical e histerectomia.

3 de nov. de 2009

Cirurgias robóticas serão pagas pelo SUS a partir de 2010





Até o primeiro semestre de 2010, cirurgias feitas com o uso de robôs deverão ser oferecidas aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). 

O primeiro centro a atender pelo SUS deverá ser o Hospital de Câncer de São Paulo, ligado à Universidade de São Paulo (USP). O anúncio foi feito no XVIII Congresso Brasileiro de Cancerologia (CONCAN), que se encerrou no dia 31 de novembro em Curitiba.

Fonte: Blog do Abel

21 de out. de 2009

Primeira cirurgia robótica para tratamento de endometriose

O procedimento foi realizado no Hospital Israelita Albert Einstein pela Dra Rosa Maria Neme e também contou com a participação do Dr. Vladimir Schraibman, gastrocirurgião e único orientador emCirurgias Robóticas da área de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo desse hospital (Proctor Intuitive Robotic System).


“A endometriose envolveu o intestino e a região atrás do útero (chamada retrocervical) e apresentava aderências do intestino neste nódulo. Foram desfeitas as aderências e a retirada do nódulo, que se encontrava atrás do útero e da parede do intestino. Tudo foi feito com muita precisão, pela equipe envolvida que contou com a presença do Dr. Vladimir Schraibman, gastrocirurgião especialista em cirurgia robótica”, relata a Dra. Rosa Maria Neme (CRM SP-87844), graduada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, com residência médica e doutorado em Medicina na área de Ginecologia pela Universidade de São Paulo e Diretora do Centro de Endometriose São Paulo, primeira clínica no Brasil especializado no tratamento da doença.
“Este procedimento é uma importante evolução no tratamento da endometriose, permitindo à paciente maior precisão, mais segurança, menor sangramento, menor tempo de internação e menos dor pós-operatória. Nossa equipe e o Hospital Albert Einstein são novamente pioneiros no desenvolvimento e implantação desta tecnologia para atender as mulheres portadoras dessa doença”, avalia Dr. Vladimir Schraibman (CRM-SP 97304), especialista em cirurgia geral, gastrocirurgia e único orientador de Cirurgias Robóticas da área de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo do Hospital Israelita Albert Einstein (Proctor Intuitive Robotic System).
Fonte: RedeNotícia

Vantagens da cirurgia robótica
“Os sistemas robóticos trazem várias vantagens, como o aumento de liberdade de movimentação das pinças do cirurgião, maior precisão dos movimentos, melhor qualidade de imagem e realização de movimentos em 360 graus (como um punho) pela ponta da pinça. As pinças do robô são mais articuladas principalmente em suas extremidades, quando comparadas as pinças laparoscópicas convencionais. Além disso, qualquer possível tremor do cirurgião é eliminado pelo sistema e não é transmitido para o campo operatório”, completa Dr. Vladimir.
Outras vantagens incluem o posicionamento mais ergonômico do cirurgião, tornando os possíveis erros causados pela fadiga menos prováveis e ainda criando uma perspectiva de telecirurgia – médico e paciente em locais diferentes, como na ficção. A imagem da região a ser operada em três dimensões permite muito mais acurácia e acuidade visual para o cirurgião.


Comparação entre Histectomia robótica (da Vinci), laparoscópica e aberta.



Entenda mais no vídeo abaixo:





28 de ago. de 2009

Cirurgia robótica de fígado e pâncreas no Hospital das Clínicas FMUSP

Por Thiago Romero
Agência FAPESP – As duas primeiras cirurgias de fígado e pâncreas na América Latina utilizando um robô mecânico controlado remotamente foram realizadas por médicos do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Os procedimentos resultaram em artigos publicados na revista Arquivos de Gastroenterologia – detalhando os procedimentos utilizados em uma ressecção hepática para o tratamento de um tumor – e no Journal of Laparoendoscopic and Advanced Surgical Techniques – relatando o primeiro caso conhecido na região de ressecção pancreática com o uso do dispositivo robótico cirúrgico.

Os dois procedimentos foram feitos no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, e coordenados por Marcel Autran Cesar Machado, professor livre-docente de cirurgia da FMUSP. O primeiro foi publicado no início deste ano, enquanto o segundo estudo, que já foi aceito e aprovado pela revista internacional, deverá sair nos próximos meses.

As duas operações utilizaram basicamente as mesmas técnicas da laparoscopia por vídeo, cirurgia minimamente invasiva na qual os médicos fazem uma pequena incisão no umbigo do paciente e introduzem um laparoscópio, instrumento de fibra óptica que permite realizar
procedimentos diagnósticos e terapêuticos.

“Na primeira operação fizemos uma ressecção de fígado central, em que retiramos o miolo do fígado, uma cirurgia complexa por haver duas linhas de corte, uma do lado esquerdo e outra do lado direito do órgão. Nesse caso, o robô esculpiu a região central do fígado, além de ser decisivo
para o controle do sangramento do fígado do paciente”, disse Autran à Agência FAPESP.

“Na segunda cirurgia também tratamos um câncer que comprometia quase todo o pâncreas do paciente. Fizemos então uma pancreatectomia subtotal e o robô nos ajudou a identificar e enxergar melhor os vasos, artérias e veias próximas ao órgão, permitindo a retirada de cerca de 80% do pâncreas sem prejudicar outras estruturas”, explicou.

Segundo ele, além de ser extremamente preciso e permitir visualizações tridimensionais, o robô elimina tremores e permite que o movimento seja escalonado. “O cirurgião pode realizar movimentos mais amplos e rápidos no robô e que se tornam mais lentos quando as pinças entram em contato com o órgão do paciente, diminuindo as chances de erros”, disse Autran.

Diferentemente das cirurgias normais em que o médico atua em pé, com a utilização do robô o profissional fica sentado para movimentar, por meio de três braços mecânicos, as pequenas pinças que se movimentam para todos os lados em ângulos de 360 graus, fazendo com que órgão operado possa ser visto em três dimensões pelos médicos.

Para isso, as câmeras de vídeo do robô são controladas por um pedal, permitindo, por exemplo, uma visualização mais detalhada do órgão para a retirada dos tecidos comprometidos no paciente e para a realização de outros procedimentos, como os pontos que devem ser dados no local operado. Controlando o robô de modo remoto, o cirurgião fica a uma distância de pouco mais de um metro do paciente.

O Brasil conta atualmente, segundo Autran, com quatro dispositivos obóticos cirúrgicos importados, dois no hospital Sírio Libanês, um no Oswaldo Cruz e outro no Albert Einstein, todos na capital paulista.

“Um dos equipamentos do Sírio Libanês é utilizado para o treinamento e a certificação de cirurgiões. O Hospital das Clínicas da USP, por sua vez, está tentando, junto ao Ministério da Saúde, comprar um robô semelhante e a expectativa é que ele possa ser utilizado para fins de pesquisa e treinamento de profissionais”, apontou.

Segundo Autran, que é professor do Departamento de Gastroenterologia da FMUSP, além das cirurgias do aparelho digestivo, sobretudo de fígado, pâncreas e esôfago, robôs também vêm sendo utilizados por médicos de diversos países em especialidades como urologia e ginecologia.
Fonte: News da SBIS

4 de jul. de 2009

Cirurgia Robótica + Tecnologia de ultrassom 3D ajudará no tratamento do câncer


Bioengenheiros da Universidade de Duke, no Reino Unido, desenvolveram um robô em escala de laboratório que consegue localizar minúsculas peças metálicas no interior do corpo humano e guiar uma agulha até sua localização exata - tudo sem a necessidade de assistência humana.

"Sementes" radioativas

Os experimentos bem-sucedidos estão levando os pesquisadores a acreditar que logo um robô desse tipo poderá ajudar a remover estilhaços metálicos em pacientes e também ser utilizado em tratamentos de radioterapia, com a inserção e remoção de "sementes" radioativas usadas nos tratamentos de câncer de próstata e outros.

Nas experiências mais recentes, os engenheiros começaram com um robô rudimentar cujos "olhos" são constituídos por uma nova tecnologia de ultrassom 3-D desenvolvida na mesma universidade.

Simulação de cirurgias

Um programa de inteligência artificial funciona como o cérebro do robô, capturando a informação 3-D em tempo real, processando-a e dando ao robô os comandos específicos para que ele faça o trabalho. Nas cirurgias simuladas, os pesquisadores usaram dois pedaços de agulha, com 2 milímetros de comprimento, como alvo.

"Nós ligamos um eletroímã à nossa sonda 3-D, o que fez o estilhaço vibrar o suficiente para que seu movimento pudesse ser detectado," explica o pesquisador A.J. Rogers. "Assim que o computador estabeleceu as coordenadas da peça metálica ele guiou a agulha para a sua localização exata."

Agora que comprovaram que o robô consegue guiar a agulha até a localização exata, será uma simples questão de substituir a agulha com a ferramenta adequada para desempenhar cada tipo de função.

"Visão" de ultrassom

O projeto do robô foi possível, segundo os pesquisadores, pelos avanços na tecnologia de ultrassom, permitindo a geração de imagens 3-D em movimento em tempo real. A vibração induzida na peça metálica, por exemplo, não pode ser visível a olho nu, mas pode ser detectada pela "visão" de ultrassom do robô.

Eles destacaram ainda que utilizaram um robô muito rudimentar nestes testes iniciais, dotado de apenas três graus de liberdade. O próximo passo da pesquisa será avaliar o funcionamento do sistema em um robô mais moderno, com seis graus de liberdade e precisão ainda maior, preparando-se para o lançamento de um robô cirurgião completo.

23 de jun. de 2009

O passado da Cirurgia, o presente e o futuro da Cirurgia Robótica

Catherine Mohr, cirurgiã, engenheira e inventora da LapCap, na palestra proferida na TED 2009, falando sobre a história da cirurgia e as novas tecnologias na medicina, dando um especial destaque para a tecnologia da Cirurgia Robótica DaVinci. O vídeo abaixo é muito bom, e a tradução livre encontra-se abaixo para quem preferir à legenda em inglês disponível.




Falar sobre Cirurgia Robótica é também falar sobre Cirurgia. E enquanto eu tento não trazer gráficos demais, tento manter em mente que os cirurgiões tem uma relação diferente com sangue do que a maioria das passoas tem. Porque o que o cirurgião faz a um paciente, se não fosse feito com o seu consentimento, seria um considerado crime. Cirurgiões são os alfaiates, os encanadores, os carpinteiros, alguns diriam os açougueiros médicos do mundo. Cortando, remodelando, reformando, bypassing, fixando. Mas é preciso falar conjuntamente de instrumentos cirúrgicos e evolução da tecnologia cirúrgica.
Para te dar uma perspectiva de onde a Cirurgia Robótica está no momento,e onde estará no futuro, eu gostaria de dar a vocês uma noção de como chegamos nesse ponto. Como nós acreditamos naquela cirurgia, que era possível ser feita, que esse tipo de procedimento cirúrgico era possível.
Então, um pouco de perspectiva, 10.000 anos de perspectiva.
Isso é um crânio trepanado.E a trepanação é fazer um furo no crânio. E muitas centenas de crânios como esse foram encontrados em sítios arqueológicos, datando de 5 a 10.00o anos atrás. Agora imagine isso: você é um curandeiro em uma aldeia na idade da pedra e você não tem certeza do que há de errado com um cara. Oliver Sacks só nascerá no futuro. O cara tem uma disorder e você não entende bem o que, mas pensa consigo mesmo: "Não tenho certeza o que há de errado com esse cara. Mas talvez se eu fizer um buraco na cabeça dele posso consertar." (risos) Agora isso é um pensamento cirúrgico.

Agora temos o início da intervenção cirúrgica aqui. Não temos certeza quanto desse procedimento teve a intensão de ser religioso e quanto de terapêutico, mas posso dizer que esses pacientes viveram. A julgar pela cicatrização nas bordas do orifício, eles vivweram diuas, meses anos após a trepanação. O que estamos vendo é a evidência de uma técnica refinafa, que foi transmitida por centanas de anos pelo mundo. E isso ocorreu independentemente em vários sítios arqueológicos sem comunicação entre eles. Nós realemnte estamos vendo o início da intervenção cirúrgica.
Agora avançamos milhares de anos até a Idade do Bronze e e além. E vemos novas ferramentas refinadas chegando. Mas os cirurgiões eram mais conservadores que seus antepassados trepanadores. Esses caras restringiam os procedimentos a lesões superficiais. E cirurgiões eram comerciantes e não médicos, e isso persistiu através da Renascença.
Eles podem ter salvo os escritores, mas não os terríveis cirurgiões, ainda eram vítimas da desconfiançae ainda ttinahm um pouco de problema PR. Porque o cenário era dominado pelos cirurgiões-barbeiros ambulantes. Eles que viajavam de aldeia em aldeia, cidade em cidade, fazendo cirurgia com uma forma de arte performática. Foi a era antes da anestesia. E a agonia do paciente é era mais um espetáculo público do que uma cirurgia propiamente diat. Um dos mais famosos , Frere Jacques, aparece aqui a fazendo uma litotomia. A remoção do cálculo vesical, um das cirurgias mais invasivas da época, tinha que ser executada em menos de dois minutos. Você tinha que uma queda para o dramático e ser muito, muito rápido. E aqui pode-se ver ele fazendo uma litotomia. Acredita-se que ele tenha feito mais de 4000 desse procedimento através da Europa. O que é espantoso pensando-se tartar da cirurgia um último recurso. E isso leva-nos até a Anestesia, a ausência de sensação. Com a demosntração da Inalação do éter de William Morton em 1947, toda uma nova era da cirurgia surgiu. A Anestesia deu ao cirurgião a liberdade para operar, experimentar, mexer profundamente no corpo. Isso foi uma revolução para a Cirurgia.

Mas havia um grande problema. Após longas cirurgias, tentando curar coisas que não se era capaz de tocar antes, os paciente morriam. de infecção maciça. A Cirurgia não machucava mais ninguém, mas matava rapidamente. E infecção iria continuar a reclamar a maioria dos pacientes cirúrgicos, até a próxima grande revolução na cirurgia,que foi a técnica asséptica.
Joseph Lister foi o maior defensos da assepsia para um bando de cirurgiões céticos.Os irmãos Mayo foram visitar Lister na Europa e Voltaram afirmando que tinha aprendido que era tão importante lavar as mãos antes da cirurgia quanto depois. Tão simples e no entanto a mortalidade cirurgica caiu drasticamente.

As cirurgias tornaram-se eficazes, com o paciente insensívela a dor e campos operatórios estéreis, o céu era o limite. Podia-se operar agora intestino, fígado, coração, cérebro. Transplante: podia-se colocar um orgão de uma pessoa em outrae funcionaria. Cirurgiões não tinham mais problema com respeitabilidade, tinham-se tornado Deuses. A era dos "grande cirurgião, grande incisão" tinha chegado. Mas a que custo, porque eles salvam vidas mas não com qualidade de vida. Pois pessoas saudáveis usualmente não precisam de cirurgia. E os doentes passavam longo tempo recupernao de um corte como esse. A pergunta que foi feita: " Bem, podemos fazer essas mesmas cirurgias com incisões pequenas?" Laparoscopia está fazendo esse tipo de cirurgia, com longos instrumentos através de pequenas incisões. E isso mudou o cenário da Cirurgia. Os instrumentos têm cerca de 100 anos, mas só foram utilizados para diagnóstico a partir dos anos 80 devido aos avanços tecnológicos das câmeras.

O que você vê agora -está é a 1ª imagem cirúrgica - entrando pelo trocater. É muito diferente do que se espera que uma cirurgia se pareça. Introduzimos os instrumentos por 2 cortes nas laterais, para manipulação dos tecidos. Com 10 anos da primeira colecistectomia por vídeolaparoscopia, a maioria das colecistectomias atualmente são feitas por laparoscopia. Uma verdadeira revolução.
Mas houve vítimas nesta revolução. Estas técnicas foram muito mais difíceis de aprender do que as pessoas tinham previsto. A curva de aprendizado foi muito longa. E que a curva de aprendizado durante as complicações foi um pouco maior. Cirurgiões tiveram de abdicar da sua visão 3D. Eles tiveram que abandonar os seus punhos. Eles tiveram que desistir dos movimentos intuitivos nos instrumentos. Este cirurgião tem mais de 3.000 horas de experiência laparoscópica. A colocação da agulha é particularmente frustrante. E uma das razões por que razão é tão difícil, é porque ergonomia externa é terrível. Há estes longos instrumentos, e se trabalha fora de seu centro de equilíbrio. E ose trabalha com os instrumentos de maneira inversa ao movimento normal.

Então o que você precisa fazer, para ter a capacidade que teria com suas mãos dentro da pequena incisão, é pegar o instrumento. E assim - Eu vou falar de robôs - o robô da Vinci coloca sua mão do outro lado da mesma incisão. E então aqui pode-se ver o funcionamento deste punho. Ao contrário da laparoscopia, você pode colocar a agulha em seus instrumentos, e você traçar uma trajetória. E a razão pela qual esta se torna muito mais fácil é, você pode ver em baixo, as mãos estão a fazer os movimentos, e os instrumentos fazem exatamente o mesmo movimento. O cirurgião está sentado em um console, e comanda o robô por estes controladores. E o robô está se movendo em torno destes instrumentos, e alimentando-os, para baixo dentro do corpo. Você tem uma câmera 3D, para que você obtenha uma visualização em 3D.

Desde que foi introduzido em 1999 um lote destes robôs vem sendo utilizados para procedimentos cirúrgicos como a prostatectomia. Uma próstata profunda na pélvis requer dissecção fina e manipulação delicada para poder obter um bom resultado cirúrgico. Pode-se fazer bypass venosos com um coração em funcionamento, sem incisões torácias, pois é realizado entre as costelas. Pode-se fazer procedimento intracardíacos, como reparo de válvulas. Tendo essas tecnologias (Aplausos) Pergunta-se: "porque as cirurgias não são realizadas dessa forma?" E há algumas razões, e o custo é uma delas.

Falei sobre o complicado robô. Um desses robôs irá custar-lhe cerca do peso em ouro do cirurgião. Mais útil do que cirurgião de ouro, mas, ainda assim, é um investimento bastante grande. Mas existem outras barreiras. O robô é configurado para uma posição, como na prostratectomia, mas se houver necessidade de outro procedimento em outra localização abdominal, vão ser necessárias outras incisões. O robô precisará ser movido e reconfigurado, e o problema é que isso consome tempo, além do peso considerável do aparelho.


E por esta razão não há muitas cirurgias sendo feitas com o Leonardo da Vinci. E como mudar isso? E se não precisássemos reconfigurar a cada alteração? E se pudéssemos reunir todos os instrumentos juntos em um lugar? Isso alteraria a capacidade do cirurgião? E como teria que mudar a experiência para o paciente? Agora, para isso, temos de ser capazes de levar uma câmera, e os instrumentos, em conjunto através de um pequeno tubo, como o tubo (trocater)que você viu na vídeolaparoscopia. Ou, não coincidentemente, como um tubo como este.

Então, o que saírá deste tubo é a estréia desta nova tecnologia, o novo robô que vai ser capaz de chegar a qualquer lugar. Esta é a câmara e três instrumentos em um só. E a fim de ser mais útil, não pode ficar agregado como este. Tem de ser capaz de sair da linha central e, em seguida, ser capaz de trabalhar para voltar a linha central.Isso permite dissecar, suturar, fazer todas as coisas que você precisa fazer, todas as tarefas cirúrgicas. E tudoi atrvés de UMA incisão. Não é assim tão simples. Mas valerá a liberdade que isto nos proporcionará.

É excitante ver onde podemos chegar com isso. Nós escrevemos o script da próxima revolução na Cirurgia. Com essas capacidades e um objetivo, temos de decidir pra onde as novas cirirgias irão. E para consolidar a revolução. Temos de ver para além da superfície. Precisamos de ser capazes de perceber que fazemos uma incisão de maneira muito melhor.

Este é uma de cancer. Um dos problemas é quando você não pode ver o câncer, especialmente quando está escondido abaixo da superfície. E então o que estamos começando a fazer é que estamos começando a injectar marcadores especialmente concebidos para a circulação sanguínea que terá como alvo o câncer. Ele irá ligar-se ao cancer. E podemos tornar esses marcadores fluorescentes, podendo ter câmeras especiais para vê-los. Agora sabemos onde devemos incisar, mesmo quando está abaixo da superfície. Podemos injetar o marcador e seguí-lo para as áreas de disseminação. Podemos injetar estes corantes na circulação sanguínea para revisão antes de fechar o paciente. Algo que não temos sido capazes de fazer, sem radiação, antes. Podemos iluminar tumores renais como este tumor de modo que você possa ver exatamente onde está olimite entre o tumor renal, o rim e o que você quer deixar para trás. Ou tumor no fígado, o fígado e que pretende deixar para trás.

E não precisamos limitar nossa visão ao cancer. Temos sondas flexíveis microscópicas que podemos inserir no organismo, olhando diretamente para as células. Eu estou olhando nervos. Esses são nervos que você vê, na parte inferior, e na parte superior o que está sendo realizado pela sonda microscópica. Isso ainda é um protótipo. Mas a inervação é importante se você é o paciente, pois ela controla a continênciae a função sexual.

A combinação dessas tecnologias nos permite chegar a isso tudo. Nós podemos curar a doença deixando a função intacta depois.Falamos do paciente como se ele fosse algo fora dessa sala. Muitos de vcoês ou todos vocês serão pacientes de um cirurgião.

E a perspectiva que eu lhes ofereço de uma cirurgia mais fácil ... é que vai fazer esse diagnóstico qualquer menos aterrador? Não tenho certeza que eu realmente queira que ele mesmo. A consciência da propria mortalidade trás uma reavaliação de prioridades, e um realinhamento dos quais são seus objetivos na vida, ao contrário de qualquer outra coisa. E eu nunca iria querer privá-lo de uma epifania. O que eu quero é que você esteja inteiro, intacto, e funcional o suficiente para sair e salvar o mundo, depois que você decidiu o que você precisa fazê-lo. E essa é a minha visão para o futuro. Obrigado. (Aplausos)

15 de jun. de 2009

São Paulo terá centro de cirurgia robótica de tumor


Um instituto europeu de pesquisa, o Ircad, referência internacional em procedimentos minimamente invasivos e cirurgias robóticas, escolheu o Brasil para sediar sua quarta unidade, a primeira nas Américas. As outras três estão na França, em Taiwan e em Dubai.
O centro vai funcionar no Hospital de Câncer de Barretos (interior de SP), um dos principais polos de atendimento oncológico do SUS. Médicos brasileiros e da América Latina serão treinados para fazer cirurgias por videolaparoscopia, técnica que pode retirar um tumor de forma menos invasiva, com recuperação mais rápida e menos taxas de infecção.
Ao menos 30% das vagas de treinamento serão destinadas aos médicos do SUS. A direção do hospital fechou uma parceria com o governo de José Serra (PSDB) e negocia com o Ministério da Saúde outros acordos. Os equipamentos, avaliados em US$ 12 milhões, serão doados por empresas europeias por meio do Ircad. Ao todo, o centro custará US$ 20 milhões. A entrega está prevista para 2011.
O hospital de Barretos é considerado hoje o maior serviço da América Latina em cirúrgicas oncológicas do sistema digestivo por videolaparoscopia.
“Temos pacientes que têm alta do hospital após 24 horas. Na cirurgia aberta, ele ficaria seis dias internado” afirma o diretor do hospital, Henrique Prata.
Os médicos também serão treinados em medicina robótica, hoje presente no Brasil apenas em grandes centros médicos, como os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês. Nos EUA, em torno 70% das cirurgias de próstata são robóticas.
“Há novos softwares sendo lançados que preservam em 99% o nervo da próstata. Nenhum homem vai querer mais operar do jeito antigo. O SUS pode achar caro o investimento, mas é direito absoluto de todo homem não ficar broxa”, dispara Henrique Prata.

Fonte: PJ Saúde

8 de abr. de 2009

Da Vinci Surgical - Sistema de cirurgia remota com HDTV Ultra-preciso

O da Vinci Surgical System combina imagens 3D em alta resolução e movimentos, controlados intuitivamente durante a cirurgia, foi desenvolvido pela Intuitive Surgical, empresa que lidera a tecnologia de robótica aplicada em cirurgias minimamente invasivas e é representada no Brasil pela H. Strattner.
Criado como alternativa para operações à distância, o sistema é integrado por três unidades.
A primeira é a mesa de operação com o robô, composto por quatro braços poliarticulados, com flexibilidade de 360º e movimentos precisos. Na ponta de um desses braços, há uma câmera que emite imagens em 3D. Os outros três braços manipulam pinças cirúrgicas, movimentadas pela máquina, reproduzindo as sutilezas do mais exímio cirurgião.
A segunda unidade é um console inspirado nos simuladores de vôo, no qual os médicos recebem as imagens 3D de alta definição e realizam os movimentos operatórios com as próprias mãos, que são transmitidos para o robô.
Completando o sistema, há um conjunto de hardware externo.


Os recentes avanços na tecnologia da cirurgia minimamente invasiva dão aos pacientes uma série de boas alternativas que não existiam há 10 anos. Entre eles está o da Vinci Surgical System que oferece procedimentos minimamente invasivos, com significantes vantagens sobre as cirurgias convencionais. As cirurgias robóticas minimamente invasivas – disponíveis para o tratamento de obesidade, doenças cardíacas e câncer de próstata, podem beneficiar pacientes com diminuição da dor e do desconforto, perda sanguínea durante o procedimento e oferecer a oportunidade de retorno mais rápido às atividades diárias.

Site do Produto: Intutive Surgical.

Fontes: Digital Drops e UNIFESP