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23 de dez de 2013

Infoveillance & Infodemiology

Por Luciana Alves PhD


O surgimento da primeira ferramenta de busca na internet, em 1990, foi criada por Alan Emtage, em 1990, e batizada com o nome Archie. Se tratava de uma coleção de servidores FTP (File Transfer Protocol) interconectados que disponibilizava espaço para o download e upload de arquivos (Zander, s/d). 

Desde Archie, sugiram inúmeras ferramentas de busca, a citar, Bing, Yahoo, e o gigante Google, entre outras. Em relação ao número de buscas, usamos as principais ferramentas cerca de 500.000 vezes a cada segundo. Todos os dias, são realizadas mais de 3 bilhões de buscas por usuários do Google em todo o mundo. Desse total, 15%, ou 450 milhões, são combinações de palavras inéditas, ou seja, combinações nunca antes digitadas no sistema.

Até o ano de 2010, segundo o Science Express Journal (2010) estima-se que a quantidade de informação produzida no mundo foi 295 exabytes. Esse valor equivale à quantidade de informação contida em uma pilha de CDs de 400 metros de diâmetro, capaz de ultrapassar a altura da Lua.

Fato é que a informação rompeu fronteiras de velocidade, armazenamento e flexibilidade no tratamento da informação vinda de múltiplas fontes. O termo infodemiology foi cunhado inicialmente para sugerir o desenvolvimento de parâmetros métricos para o que está sendo publicado na Internet (“supply-based infodemiology”). É definida como a ciência da distribuição da informação em formato eletrônico, especificamente a Internet, com o objetivo de fornecer informações relevantes para saúde pública. Originalmente foi aplicado no contexto da identificação e monitorização de informações equivocadas sobre os vários aspectos da saúde, discussão que esteve em destaque no final da década de 90. Posteriormente, popularizado pela sua aplicação pelo Google na predição da epidemia da gripe (H1N1) – Flutrends, e aplicado para este fim (Eysenbach, 2009; 2011).

Em Infodemiology os dados coletados apresentam algumas características como: ser derivado de dados não-estruturados, serem textuais, acessíveis de forma livre (concessão realizada pelo usuário ao assinar que concorda com os Termos - Leia sempre os termos), a informação é produzida e consumida pelo público na internet (como blogs, sites de consulta e de navegação, etc.), e todos dados podem ser coletados e analisados em tempo real.
A utilização de dados em “infodemiology” para fins de vigilância tem sido chamado de "infoveillance”. Neste caso, quando identificados por exemplo, picos de procura por um tipo de informação sobre uma doença específica, em pesquisas, conversas em grupos, notícias, postagens em Blogs, twitter, etc., estes picos podem ser, de uma forma bem grosseiramente falando, um preditor precoce de uma epidemia por exemplo. Entretanto, a utilização destes dados para este fim passa por profundos estudos, até que possam ser considerados válidos de acordo com parâmetros científicos estabelecidos e testada a hipótese. 

A utilização das redes sociais e outros meios de difusão da informação baseados na internet, para interagir, opinar e compartilhar conteúdos sobre os mais diversos tópicos, como diversão, o clima, questões de trabalho, comportamento familiar, sobre o trânsito e mesmo e sobretudo sobre a própria saúde evolui de forma dinâmica. 

Para quem ainda não conhece, uma ferramenta para pesquisar de forma genérica tendências de busca de determinados termos, que vale apena explorar, é a ferramenta do Google, Trends. A ferramenta permite a inclusão de termos específicos e ainda a procura por termos pré-definidos, como por exemplo, Saúde. No momento apenas exibidos dados dos EUA. Explorando sobre o tema “medicamentos” observa-se que, nos EUA, o interesse por antibacterianos está no topo da lista de interesse de buscas nesta categoria há pelo menos 119 semanas, seguido pelo interesse por sais de anfetamina há 103 meses entre os 10 mais procurados, e em terceiro lugar, o paracetamol. No top 10, os demais medicamentos de interesse, a iniciar do quarto ao décimo, estão: alprazolan, ibuprofen, tramadol, diphenhydramine, naproxen, aspirin, e na décima posição, sertraline (Figura 1)

Figura 1- Detalhe Top 10 medicamentos mais procurados, nos EUA, na internet de acordo com a ferramenta Google Trends – os mais pesquisados categoria Natureza e ciência – medicamentos em 15 de dez de 2013.


É por isso e muito mais que a coleta de dados (mineração de dados na internet, seja de informações publicadas no twitter, notícias, dados de buscadores, etc.) é tão importante e pode impactar fortemente para um melhor controle de aspectos relativos à saúde. Para quem já ouviu, quando a gente tem uma informação especial e alguém pergunta quem contou, as vezes a gente diz “um passarinho me contou”. Então, da próxima vez que ouvir isso, pode realmente ter sido um passarinho, do Twitter, é claro.

Luciana Alves é Neuropsicóloga, Mestre e Doutora em Ciências da Saúde, e faz Residência Pós-doutoral no Instituto de Ciências Biológicas - UFMG, com temática relacionada à Infoveillance & Infodemiology, junto ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Dengue. Ministra curso com temática relacionada com Informática em Saúde, coordena, como colaboradora, uma linha de pesquisa em Mobilidade em Saúde e Segurança da informação no np-Infosaude – UFMG. Fundou e Lidera uma atividade de cunho social denominada PACEMAKERusers.com, e é CEO - Chief Executive Officer na  Bionics Health and Technology.
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22 de dez de 2013

Panorama atual do uso de tecnologias (computadores, tablets, smartphones) por médicos - Parte I

Realizada pela primeira vez em 2013, a pesquisa TIC Saúde (CETIC.br*)  mede o estágio de adoção das TIC (tecnologias de informação e comunicação) nos estabelecimentos de saúde brasileiros e sua apropriação pelos profissionais do setor. As entrevistas são realizadas presencialmente e por telefone, em estabelecimentos de saúde públicos e privados de todo o país e com profissionais do setor (médicos e enfermeiros). Foram realizadas entrevistas com 1484 médicos no período de Fevereiro a Agosto de 2013, em todo o território nacional.
A maioria absoluta, 99% dos médicos entrevistados tem computador em casa com acesso à internet. No trabalho, 60% tem acesso a computadores de mesa, 22% a laptops, notebooks e netbooks; 16% a tablets e 40% a celulares e 34% dos casos nenhum destes equipamentos está disponível.  Computadores de mesa e os celulares são os equipamentos de escolha fornecidos pelos locais de trabalho. 
Curiosamente, eu faço parte desses 34%, mesmo morando e trabalhando na região sudeste, na 6ª maior capital do país, Belo Horizonte. As UPAS de BH não tem sistema informatizado para os médicos e só recentemente, após pedido nosso (da cirurgia da nossa unidade), nos foi disponibilizado um computador de mesa para impressão de receituário. Em Contagem, a segunda maior cidade da RMBH, e o quarto maior PIB de Minas, não tem sistema informatizado e nem computadores no Iria Diniz, o Centro de Consultas Especializadas onde trabalho.

Tipo de equipamento disponível e acesso a internet
Quando o equipamento está disponível, a grande maioria disponibiliza o acesso a internet como pode-se observar no gráfico inferior direto da imagem acima.  Mas curiosamente, 8% dos tablets no ambiente de trabalho não tem acesso a internet, como os do programa Mais Médicos. Isso porque uma das características dos tablets é ter acesso à internet por wifi ou 3G/4G em todos os aparelhos, sendo uma função inerente ao dispositivo. 

Acesso a rede interna intitucional e uso do computador no contato com o paciente.
Dos 66% dos médicos que tem equipamento computacional disponível, 56% tem acesso a rede interna da instituição e 10%, não tem, como é o meu caso na PBH. Com relação ao tipo de equipamento onde é disponibilizado o acesso, 89% dos computadores de mesa contra 33% dos tablets e 22% dos celulares, o que eu pessoalmente acho que deva fazer parte da política de segurança, já que são dispositivos onde os dados de pacientes ainda não tem uma legislação pelo CFM/SBIS, como a que é feita para software de resgistro eletrônico em saúde. Temos um grupo fora da SBIS, onde discutimos as normas de certificação de apps de saúde e médicos, mas ainda não tem o aval da sociedade.

77% dos médicos usam o computador no contato diário com o paciente, o que ainda incita dúvidas de que se o equipamento está disponível, qual o motivo de 15% não usarem, como no gráfico inferior direito da figura acima evidencia. Posso inferir, e posteriormente farei um post dedicado a isso, que é a falta de treinamento que deixa esses profissionais à margem do uso da tecnologia.

Noss próximos posts abordarei a Infraestrutura de TIC e Gestão de TI, Registro Eletrônico em Saúde e troca de informações e Serviços oferecidos ao paciente e Telessaúde, assim como o impacto percebido pelos médicos no uso das TICs.

*Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br) é o departamento do NIC.br responsável pela coordenação e publicação de pesquisas sobre a disponibilidade e uso da Internet no Brasil. Esses estudos são referência para a elaboração de políticas públicas que garantam o acesso da população às Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs), assim como para monitorar e avaliar o impacto socioeconômico das TICs.

O post Panorama atual do uso de tecnologias (computadores, tablets, smartphones) por médicos - Parte I é original do TI Medicina. Quando copiá-lo ou citá-lo, adiconar as devidas fontes.

30 de set de 2013

O que é Big Data e porque os médicos odeiam isso

Big Data é, na prática, a tecnologia que permite analisar qualquer tipo de informação digital em tempo real sendo importante para a tomada de decisões. A novidade é que essa tecnologia permite lidar com informações e dados não estruturadas como tweets, posts no facebook, geolocalização, vídeos no youtube e outros dados que  dependem das pessoas e do contexto para serem entendidos.

Parte do Infográfico Big Data de O Globo

O Big data pode ser usado pela área de gestão da saúde com foco centrado nos custos e resultados, com fins a compilar dados não só para o estabelecimento de metas a serem atingidas no plano da saúde individual como também para o estabelecimento de programas e políticas no âmbito da saúde coletiva. A análise dessa enorme quantidade de dados estruturados e não estruturados permite melhorar o cuidado com doenças crônicas (impedindo ou minimizando complicações de diabetes e hipertensão arterial, por exemplo), mostrando eficácia clínica de um tratamento X para um paciente Y(golden-patch) e diminuindo readmissões.

Um dos mais importantes divulgadores da ideia da aplicação do Big Data na área da Saúde é o líder do Mckinsey Global Institute, Michael Chui. De acordo com Chui a ocorrência de epidemias de doenças pode, muitas vezes, ser mensurada até por meio de buscas feitas no google. Na mesma direção cientistas ambientais estão capturando enormes quantidades de dados de qualidade do ar de zonas poluídas e tentando combiná-los com bases de dados de saúde igualmente volumosas para a produção de insights sobre doenças respiratórias. Epidemiologistas têm reunindo informações obtidas nas redes sociais para identificar melhor a propagação de doenças e até mesmo criar sistemas de alerta precoce. Em outro uso que vem sendo dados ao Big Data, pesquisadores estão vasculhando diversos bancos de dados do governo e de clínicas nos EUA para tratamentos de melhor relação custo-benefício para centenas de doenças, informações estas que poderiam transformar as políticas de saúde.

Outros exemplos do uso do Big Data são o projeto que vêm sendo realizado no Kwait, (desenvolvido pela Aridhia Informatics) cujo objetivo é relacionar o registro eletrônico de saúde com dados de Diabetes, e o projeto para monitorar pacientes com câncer, correlacionando os riscos de doenças crônicas bem como a avaliação de pacientes com prescrições de certas medicações associadas a condições clínicas que vem sendo realizado no Reino Unido. No âmbito acadêmico, professores da Harvard Medical School desenvolvem uma pesquisa em farmaco-epidemiologia com o objetivo de aumentar a segurança e efetividade dos medicamentos.

Mas se os benefícios são tantos por que é que alguns médicos odeiam o Big Data? Como toda ferramenta de gestão, ela está voltada para o fornecimento de indicadores exclusivos de produtividade e eficiência voltados quase sempre para o estabelecimento de critérios de parametrização da relação custo/benefício. Infelizmente critérios de efetividade e eficácia em geral são secudarizados pelos gestores na área de saúde uma vez que tais indicadores muitas vezes podem interferir substancialmente nos custos envolvidos no sistema.

Em seu artigo no Information Week, Paul Cerrato, afirma que “algum contador decidirá o que é o desempenho”, e seu temor é  que as aplicações da análise de Big Data associadas à pressão para ajustar a prática clínica à enorme lista de métricas de desempenho pode forçar os médicos a evitar o trato de pacientes mais velhos e doentes cujo quadro clínico podem baixar sua estatística de desempenho em razão do tratamento mais adequado a ser utilizado. Exemplo disso é a política do governo Obama nos EUA de pagamento por performance dos médicos, baseado em metas de produtividade verticalmente estipuladas.

Um exemplo real desta situação pode ser verificada em uma iniciativa da ABIM Foundation que criou uma lista ( denominada Choosing Wisely) de práticas médicas, exames e testes que não são apoiadas por evidências, e que portanto seriam desnecessárias ou poderiam inclusive causar danos. Estão entre os procedimentos listados "não realizar teste de papanicolau de rotina em mulheres de 30 a 65 anos de idade" (e mais alguns outros que podem ser vistos no quadro abaixo). Polêmicas à parte, a inclusão destes procedimentos à essa  lista acabaram por receber o aval de 25 sociedades médicas.

Embora não esteja claro se as companhias de seguros de saúde irão utilizar as listas para controlar os custos ou até mesmo negar a cobertura, é do conhecimento público que planos médicos de cuidados de saúde estão trabalhando cada vez mais com as sociedades médicas sobre as diretrizes de qualidade e os resultados que reduziriam a realização de exames e procedimentos desnecessários.

A maioria dos médicos concorda que a política das operadoras de planos e seguros de saúde em remunerar diferenciadamente o médico pode limitar suas opções terapêuticas. As políticas de meta referencial ou gerencial (método usado pelas operadoras para monitorar e, freqüentemente punir – pecuniariamente ou não – o médico que solicita mais exames complementares do que a média mensal de seus colegas) e o pagamento por performance (uma modalidade que premia médicos que cumprem metas de redução de exames) são práticas são proibidas pelo CFM e condenadas pelas demais entidades médicas, todavia é de amplo conhecimento dos profissionais de saúde que  algumas operadoras continuem a adotá-las.

No âmbito da saúde pública no Brasil, o PMAQ é uma política do Ministério da Saúde e utilizado no SUS cujo objetivo é incentivar a ampliação do acesso da população aos serviços de saúde e a melhorar da qualidade da atenção básica mediante a contratualização de compromissos e indicadores a serem firmados entre as Equipes de Atenção Básica e os gestores municipais, em que uma recompensa financeira que pode ser repassada às ESF (equipe de Saúde da Família) por decisão do gestor municipal em caso do cumprimento do acordo de resultados. Essa política, apesar da boa intensão de melhorar a atenção básica no SUS, é uma política de pagamento por performance praticada pelo Estado Brasileiro.

O Debate em curso envolve uma tensão (que é crescente) entre a mercantilização do trabalho médico por meio do estabelecimento de controles e metas de produtividade baseadas na contabilização (e em alguns casos restrição) dos instrumentos de diagnóstico e de procedimentos que interferem objetivamente na prática da clínica por meio da limitação dos recursos disponíveis ou da “ameaça” de penalização do profissional. O Código de Ética Médica veda ao médico deixar de utilizar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento cientificamente reconhecidos e a seu alcance, em favor do paciente. A decisão dos procedimentos deve ser do médico, preparado na ciência de curar e que melhor conhece os convenientes e os inconvenientes de cada conduta, e principalmente no quadro clínico individual de cada paciente.

Ao usarmos o Big Data e as listas de procedimentos recomendáveis, assim como as ferramentas de gestão, não estaríamos deixando de lado casos que não são estatisticamente significativos, mas que, são pacientes que, em razão destas diretrizes, poderão deixar de ser diagnosticados e tratados corretamente?

"O que é Biga Data e porque os médicos odeiam isso" é um artigo original do TI Medicina. Quando for copiá-lo ou citá-lo, dar os devidos créditos.

10 de jun de 2013

Apps médicos pagos e caros, valem a pena?

A cultura por pagar por apps é bem mais aceita entre os usuários de dispositivos Apple, como o iPhone e o iPad, do que entre os usuários Android e Windows Phone.
Na pesquisa que eu fiz (aqui), ainda é baixo o número de usuários da área de saúde que possuem smartphones e tablets que compram livros  textos - 27% somente. E dos que compram apps, a maioria acha que preço não é um fator relevante na hora de baixar um aplicativo. Mas não é o que ocorre na prática. 

Vamos fazer uma comparação do título Schwartz's Principles of Surgery. O preço do app na Apple é $69,99, o preço da versão para Kindle é $156,15, e a versão capa dura é $176,18 (sem contar o frete).

Outra comparação: Manual de Medicina de Harrison o livro físico custa R$395,00 a R$598,00 e o app custa $59,99.

As vantagens de se ter o aplicativo médico em relação ao livro físico é principalmente a portabilidade. É possível levar quantos livros quiser ao ponto de cuidado do paciente, ou seja, no plantão, consultório, hospital, bloco cirúrgico, etc. Outra vantagem é que já existem apps como o Blio, que é um apliativo para leitura de ebooks.

Apps médicos pagos e caros, valem a pena? é um posto original do TI Medicina. Quando for copiá-lo, adicionar os devidos créditos.


4 de jun de 2013

Uruguai digitalizará os prontuários médicos em todo o país


Converter a suporte digital todos os registros de atendimento de pacientes para melhorar a gestão desses dados e gerar maior eficiência no sistema de saúde, essa é a meta para que estejam disponíveis os dados médicos dos mais de 3 milhões de usuários do sistema de saúde, em qualquer local do país.

Primeiramente, só será digitalizado o prontuário eletrônico de um grupo de usuários do sistema público da Administração de Serviços de Saúde do Estado (ASSE). Nesta primeira parte trabalha-se na integração dos dados básicos de toda a população atendida em instituições públicas e privadas. Os dados básicos são: nome, cédula de identidade, carteira de vacinas, se sofre alguma enfermidade e toma determinada medicação, assim como a carteira de saúde da criança. 

A implementação permitirá que todas as instituições cruzem dados caso seja necessário, o que beneficiará o paciente que requeira atendimento em qualquer posto de emergência ou policlínica de qualquer lugar do país. Além disso, analisa-se quanta informação há digitalizada, já que vários centros de saúde começaram este processo há dois anos.

31 de mai de 2013

e-SUS: implantando o PEC e o CDS da Atenção Básica nas prefeituras


A utilização doe-SUS Atenção Básica é obrigatória para as equipes que realizaram atividades vinculadas à Semana Saúde na Escola (do Programa Saúde na Escola - PSE) e para as equipes com profissionais do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (PROVAB).

tela "escuta inicial" no acolhimento do PEC (prontuário eletrônico do cidadão) 

O primeiro passo na implantação do e-SUS AB é identificar as características tecnológicas disponíveis em cada UBS, como conectividade à internet, quantidade de computadores, quantidade de impressoras, suporte a informatização das unidades, entre outros. A partir das características de cada UBS, o gestor terá o diagnóstico sobre qual tipo de sistema que deverá ser implantado: Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) ou Coleta de Dados Simplificada (CDS).


Nós da TI Medicina, dispomos de um programa de implantação do e-SUS na sua prefeitura, desde o levantamento da infraestrutura passando pela análise funcional dos processos de trabalho, com treinamento das equipes, de modo que haja a aderência dos profissionais ao novo sistema e o gestor disponha de dados de qualidade para análise.

Deseja uma ajuda para implementar na sua cidade? Entre em contato com a TI Medicina: diretorcomercial@timedicina.com.br

19 de mar de 2013

Consulta virtual - impacto digital na experiência do paciente




70% sentem-se a vontade para comunicar-se por email, mensagens ou vídeo. 

40% marcam consultas, 29% recebem lembretes de tratamento, 30% informações sobre efeitos colaterias, 28% usam cupons de desconto em produtos de saúde, 22% informações sobre estudos clínicos,...

Fontes de informações confiáveis de saúde

Privacidade: 25% estáo dispostos a compartilhar prática de exercícios, 28% peso, 26%  padrões de sono, 20%
informações nutricionais, 25% sintomas e quixas e 15% sinais vitais.



Vote você também na enquete sovre consulta virtual: 




16 de mar de 2013

Workshop “Gestão de TI para Hospitais” em São Paulo no dia 22 de Março



Workshop “Gestão de TI para Hospitais”

  • Local: Golden Tulip Paulista Plaza - Alameda Santos No.85 - Jardins - São Paulo-SP
  • Público-alvo: Coordenadores, Gerentes e Diretores de TI de instituições de saúde, bem como profissionais que buscam maior compreensão e entendimento da área de informática em saúde.
  • Data: 22 de Março de 2013
  • Valor da Inscrição: R$ 450,00

Maiores Informações: folks@folksesaude.com.br










11 de mar de 2013

Os 5 estágios do luto digital dos médicos

A maioria de nós, médicos, já passou por isso. Veja se você se encaixa em alguma dessas fases:

E há também o outro extremo: o exagerado entusiasmo inicial e subsequente desapontamento que tipicamente acontece na introdução de novas tecnologias. O gráfico abaixo mostra o que ocorre depois desse ciclo inicial, quando a tecnologia cai na real, passa a oferecer benefícios práticos e começa a ser efetivamente adotada pela sociedade.
Gartner Hype Cycle, com seus altos e baixos; é a forma gráfica de representar a maturidade e a adoção de determinadas tecnologias.

 

Gartner Hype Cycle. Veja mais detalhes aqui



Hype Cycle 2012 que tenta prever onde cada tecnologia está em sua evolução

 
Os 5 estágios do luto digital dos médicos é um post original do TI Medicina. Quando for copiá-lo, adicionar os devidos créditos.

6 de fev de 2013

E-SUS AB: o prontuário eletrônico da Atenção Básica do SUS

O Ministério da Saúde, Alexandre Padilha, lançou o software E-SUS  para o uso dos profissionais de saúde nas unidades básicas. Por meio desse programa, que está sendo testado em dez municípios brasileiros e estará disponível a todos a partir de março deste ano, será possível fazer prontuários eletrônicos, armazenar e acessar dados sobre os pacientes e sobre a rede de saúde.
Créditos da foto:  Diniz Neto - Informações e ideias

O programa pode ser usado em notebooks, tablets e celulares com plataforma mobile. O software poderá ser usado em versões online e off-line – em municípios onde as unidades de saúde ainda não estão conetadas à internet. Nesses locais onde não há rede disponível, o Ministério das Cidades irá custear a conexão a cerca de 14 mil unidades básicas que aderiram ao Plano Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade.

TECNOLOGIA NAS UNIDADES BÁSICAS – Outra ferramenta que moderniza os serviços de saúde é o software público E-SUS Atenção Básica (E-SUS AB), capaz de organizar a gestão do funcionamento das unidades básicas e que será ofertado gratuitamente a todos os municípios.

“O Ministério da Saúde desenvolveu um sistema para ajudar o prefeito a gerenciar melhor a Unidade Básica de Saúde, controlar o horário do médico, a agenda e manter as informações do prontuário do cidadão disponíveis aos profissionais de saúde. Assim, o médico vai saber quais doenças aquele paciente tem, quais tratamentos e exames já realizou e poderá prestar um atendimento de melhor qualidade”, informou Alexandre Padilha.


Segundo o ministro, a ferramenta irá proporcionar economia aos municípios. “Há municípios que chegaram a gastar até R$ 2 milhões para desenvolver um sistema próprio de informação. Agora, todos receberão de graça”, destacou.
As informações específicas sobre cada paciente que constarem na plataforma ficarão registradas nas unidades de cada município. Para ampliar a adesão a essas ferramentas e aperfeiçoar a capacidade de atendimento, o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério das Comunicações, irá custear conexão a internet banda larga para as quase 14 mil unidades básicas que aderiram ao Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade (PMAQ). O programa induz a ampliação do acesso e a melhoria da qualidade da atenção básica.


“Vamos financiar a Internet Banda Larga, com velocidade adequada para todas as UBS que fazem parte do PMAQ e ainda para as novas que vierem a fazer parte do programa. Desta forma, vamos garantir que todos os dispositivos e ferramentas que integram o conjunto de ações do sistema nacional de saúde sejam acessados por todas as UBS que fazem parte do PMAQ”, afirmou o secretário de Gestão Estratégica e Participativa, Luiz Odorico Andrade.


A conectividade garante maior agilidade no uso do Cartão Nacional, do prontuário eletrônico e do Portal do Cidadão, aumentando, assim, o acesso e a integração do SUS.


Em fevereiro, será realizada audiência pública com as operadoras de telefonia para definir o cronograma de implantação desse serviço. Após a discussão com o setor privado, a expectativa é lançar em março o edital para selecionar as empresas que levarão a conexão às unidades. Todos os custos serão pagos pelo Ministério da Saúde.

27 de set de 2012

Estudo personalizado do DNA e app baseado no seu código genético

23andMe, empresa de genética pessoal baseada no Vale do Silício, tem como produto o 23andMe DNA Spit Kit, que é um estudo personalizado de DNA, vendido a $299 via internet. Colhendo a saliva e despachando pelo correio, um email é enviado após algumas semanas e de posse de um login e senha o usuário acessa os dados do seu DNA.  

Compreendendo seu DNA
Os resultados do teste incluem mais de 40 marcadores de condições clínicas hereditárias, como por exemplo, Fibrose Cística, Anemia Falciforme, a doença de Tay-Sachs , doença de Canavan , doença de Niemann-Pick tipo A, e síndrome de Bloom entre muitas outras. (veja a lista completa aqui)
Os teste incluem também avaliação das combinações genéticas que revelam o risco genético para várias doenças e condições, como Diabetes, Degeneração Macular e Parkinson, mas também curiosidades como risco de calvície, infertilidade masculina e transtorno obsessivo-compulsivo. Cada condição possui um grau de confiabilidade, que varia de 1 a 4, sendo 4 a relação genética comprovada e 1, cuja relação com DNA ainda é incerta.
Ainda muito interessante são os testes genéticos de resposta a drogas como Warfarin e Clopidogrel
A sua ancestralidade também é mapeada nos testes.


Aplicativos baseados no seu código genético
Esse mês ainda a 23nadMe anunciou a Personal Genome API (https://api.23andme.com/), que irá permitir a integração de aplicativos com os dados da empresa (autorizado previamente pelos clientes, é claro). No site da API há um convite para desenvolvedores criarem sua DNApp. As possibilidades são inúmeras, mas a mais óbvia é a privacidade e segurança de dados baseada no seu DNA.
O campo para a Informática Biomédica está cada dia mais amplo e interessante e o desenvolvimento de apps baseados no seu código genético parace uma área muito promissora.


Estudo personalizado do DNA e app baseado no seu código genético é um artigo original do TI medicina. Por favor acrescentar os créditos ao copiar o post.

16 de set de 2012

Desabafo de um médico sobre o prontuário eletrônico


Faço parte de uma lista de discussão muito boa da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde e gostei tanto da resposta do Dr. João Marcelo a um post sobre a falta de profissionais de TI em Saúde, que resolvi postar no meu blog. Aí vai:

"Sou médico e há muitos anos interessado em informática na saúde.
Gostaria de tecer algumas considerações sobre o preparo dos profissionais de informática para atuar na área da saúde.
Acho que os profissionais de informática não percebem as diferenças entre a prática profissional em saúde e sistemas bancários, cartões de crédito e gerenciamento de estoques.
Em geral, se fascinam por ontologias e árvores semânticas, relutando (ou não conseguindo) perceber que o raciocínio clínico é muito mais nebuloso e baseado em padrões. Nosso conhecimento vem de bases incertas, sem limites pré-definidos.
Vejo hoje prontuários eletrônicos que não passam de toscas imitações do prontuário de papel. Colocam lá, como quem jogasse em uma caixa, CIDs eletrônicos. Mas quem oferece exames complementares na forma de sistemas de apoio a tomada de decisão que sejam interessantes para aquele CID cadastrado? Quem audita em tempo real a pertinência de um pedido de exames de triagem (sensíveis e não específicos) quando exames de alta especificidade já estão com o resultado disponível para aquele determinado paciente? Quantos estão lendo esse parágrafo sem entender do que eu estou falando?
Nunca vi nos meios onde circulo um prontuário eletrônico que oferecesse sequer uma busca de “string” para o corpo das evoluções. Quanto mais buscas metaindexadas como as do UptoDate, que quando procuramos por petéquias e ele devolve tópicos que tratarão também de plaquetopenia.
Vejo como é fácil para o profissional da informática propor gerenciamentos por curva A, preparar agendas para melhor aproveitamento de salas em centros cirúrgicos ou cruzar fármacos de uma prescrição (usando tabelas prontas, claro) em busca de interações medicamentosas. Mas não vejo eles propondo soluções para saber se o fármaco caro era adequado para as patologias do paciente, nem fazendo sistemas que considerem o tempo de espera do paciente por aquele procedimento que será adiado ou cancelado, tampouco filtrando dezenas de interações estilo pop-up induzindo o usuário à fechá-las mesmo antes de ler.
Faço mestrado e tenho lá contato com as ferramentas de inteligência artificial. Propus nos hospitais onde trabalho que se customizasse a lista de solicitação de exames complementares pelo número do conselho. Eu, na minha especialidade, tendo a necessitar de uma dúzia de exames com muito mais frequência que as centenas que o hospital dispõe. Por que o sistema não consegue me apresentar aqueles em primeiro plano? Por que quando solicito uma angiotomografia (cara e com contraste) ninguém me pergunta antes se uma solicitação de d-dímeros não poderia fornecer informação útil em 30 minutos?
A resposta é essa: por que o pessoal de informática não sabe. Não quer ouvir o cliente. E quando ouve,  se dá conta que precisa aprender ferramentas que não dominam ainda.
Recentemente, ouvi de um analista sênior (ele vai reconhecer a frase se lê-la): “nossas rotinas são excelentes, têm mais de duas mil linhas de código”. Ora, isso é critério de qualidade para sistemas de saúde? De uma das analistas que trabalham com ele, ouvi há anos atrás que o sistema do hospital era o melhor por que tinha mais de duas mil telas. Pelo amor de Deus... Me sinto dialogando com um profissional da IBM. Só que na década de 70.
Redes bayesianas (excelentes por simularem muito bem a forma como se pensa diagnósticos diferenciais e se escolhe investigações e condutas), regras de produção (para sistemas de apoio à decisão alimentados por guidelines clínicos), redes neurais para aprender padrões de comportamento de determinados profissionais ou equipes... Onde estão? Não falo nem de algoritmos genéticos nem mapas de estado...
Sinto muito dizer isso, mas acho sim que há despreparo entre os profissionais de informática. Prontuários ingênuos que acumulam menus e penduricalhos, mostram calculadoras e importam tabelas de cruzamento sem adaptá-las não é o que se precisa. Precisamos de gente que programa como a heurística que prevê o uso fora de padrão do cartão de crédito. Não como o sujeito que programa o débito automático ou o gerenciamento de estoque. Se o Google pode me dizer que vou terminar um email sem anexar (como disse como disse que iria) ou que se quero ir para algum lugar provavelmente vou querer partir de onde estou agora, por que nenhum prontuário me avisa que internei um infartado sem prescrever AAS ou adivinha que se pedi uma transaminase é provável que eu queira também outras provas de função hepática?
Sou otimista quanto ao futuro. Mas para isso, alguém tem que ter a coragem e o investimento de querer fazer diferente. "


Dr. João Marcelo Lopes Fonseca
Médico Intensivista no Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Clínica Médica (HCPA), Medicina Intensiva (HCPA), Gestão em Saúde (Escola de Administração UFRGS)

16 de ago de 2012

Livro Interativo "Introdução os Smartphones e Tablets para Profissionais de Saúde" - Sorteio!

ibook interativo para iPad
Os médicos estão se haituando a ter as informações sempre à mão com a popularização dos iPhones e iPads, mas será que a sua funcionalidade está sendo aproveitada?

Com essa publicação pretendo ajudar os profissionais de saúde a usar toda a gama de usos que podemos fazer dos smartphones e tablets.

Em linguagem acessível, abordo desde o que é um smartphone e o que é um tablet, até o que se levar em conta na hora de escolher um tablet para suo médico.


clique nas imagens para vê-las ampliadas


Entre os outros assuntos abordados estão dicas de segurança, desde como recuperar seu tablet roubado a quais antivírus instalar no Android. 

A limpeza e antissepsia em ambiente hospitalar também é abordada de forma simples e objetiva.

Mas, sem dúvida, o mais atraente e interessante são os usos médicos que podemos fazer desses aparelhos, incluindo demosntração e treinamento a pacientes, uso de aplicativos e aceesórios médicos que transformam seu iphone em esfignomanômetros, dermatoscópios, etc...


Com a interatividade no é possível grifar e fazer anotações no texto, além das imagens interativas.



Como ainda não está disponível no iTunes, sortearei um exemplar aqui no blog. 

Não se preocupe, se você não tiver um iPad. Disponho do livro em PDF ou ePub, então quem tem tablet Android, ou outros smartphones também poderão concorrer!

Para participar, basta responder a pesquisa abaixo, colocando seu nome e email de contato!




16 de jun de 2012

Portal da Saúde: Periódicos e Medicina Baseada em Evidências




Criado pelo Ministério da Saúde em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), o Portal Saúde Baseada em Evidências reitera o compromisso do governo brasileiro de aprimorar o exercício dos trabalhadores da saúde democratizando as condições de acesso, nas suas áreas de atuação, a conteúdos cientificamente fundamentados na perspectiva de melhor atender à população.

Objetivo
Fornecer acesso rápido ao conhecimento científico por meio de publicações atuais e sistematicamente revisadas. As informações, providas de evidências científicas, são utilizadas para apoiar a prática clínica, como também a tomada de decisão para a gestão em saúde e qualificação do cuidado, auxiliando assim os profissionais da saúde.

Público-Alvo
Os conteúdos estão disponíveis para os profissionais de saúde vinculados ao respectivo Conselho Profissional. Terão acesso à pesquisa os profissionais das áreas de Biologia, Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Medicina, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Psicologia e Serviço Social.

Como acessar
Os profissionais de saúde realizam a pesquisa por meio de qualquer computador conectado a internet. Para acessar o conteúdo disponível, é necessário digitar o endereço http://mbe.periodicos.capes.gov.br ou entrar em um dos sites habilitados - do conselho profissional ao qual está vinculado, da Capes, do Portal de Periódicos ou do Ministério da Saúde - e localizar o banner "Saúde Baseada em Evidências". Depois, basta escolher a base de dados para iniciar a pesquisa.

Suporte
A equipe do Portal de Periódicos realiza o suporte aos usuários. Os profissionais podem solicitar informações pelo e-mail periodicos@capes.gov.br.

Base de pesquisas disponíveis:












leia mais sobre as bases aqui 

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