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17 de nov de 2010

Medtronic lança website para estimular inovação em tecnologia médica


A Medtronic acaba de lançar o Medtronic Eureka, um portal europeu para inovação na área da tecnologia médica, desenvolvido para ajudar os médicos e inventores de tecnologia médica a “dar vida” às suas ideias inovadoras.
O programa Medtronic Eureka (www.MedtronicEUreka.com) foi desenvolvido para proporcionar um processo único e eficaz de submissão de ideias, de forma a criar parcerias fortes entre a Medtronic e inventores europeus para que conceitos de novos produtos sejam lançados no mercado e melhorem a vida dos pacientes a nível global. O programa responde assim à necessidade dos médicos terem um processo simples e claro, que permita que o potencial das suas ideias seja avaliado por profissionais.


Sobre o MD Start
MD Start (www.mdstart.eu), sedeada em Lausanne, na Suíça, é a primeira Venture Capital/ incubadora de tecnologia médica na Europa, da qual a Medtronic é um accionista minoritário. A sua missão consiste em acelerar o desenvolvimento de dispositivos médicos revolucionários na Europa, fornecendo aos inventores uma forma de desenvolver as suas ideias, sem ter que deixar a sua prática.
Quaisquer declarações de intenções estão sujeitas a riscos e incertezas, como as descritas nos relatórios periódicos da Medtronic, em arquivo na Securities and Exchange Commission. Os resultados reais podem diferir materialmente dos resultados esperados.

3 de nov de 2010

Usos recentes do iPad na medicina

O Chicago Sun-times publicou um artigo sobre o uso dos iPads pelos médicos.
Os usos mais comuns do iPad são:
  • Solicitar exames de laboratório e medicamentos no atendimento de urgência;
  • Mostrar previsão de resultados de cirurgias para os pacientes pelos cirurgiões plásticos;
  • Na residência médica  como uma referência rápida para procurar interações medicamentosas e patologias;
  • Ter acesso a registros médicos, exames , eletrocardiogramas e radiografias, além de poder mostrá-los aos pacientes em uma tela fácil de manusear;
  •  Prescrever e pedir exames da cabeceira do paciente, enquanto o examina e avalia.
Segundo o artigo, o Dr. Richard Watson, um médico da urgência em Chicago, usou seu IPAD para mostrar a Gustavo Piñor, de 14 anos, um raio-X de seu entorse de tornozelo. "Foi legal ver", disse o adolescente, que havia se machucado no treino de futebol. "Eu entendo o que aconteceu agora."
Dr. Richard Watson mostra a Gustavo Piñor um raio-X de seu tornozelo torcido em um iPad.
No próximo mês, a Universidade de Medicina de Chicago tem planos de fornecer iPads a todos os seus residentes de medicina interna, uma expansão de um programa piloto lançado no início deste ano. Da mesma forma, Loyola University Medical Center, em Maywood, forneceu iPads a todos os seus residentes de ortopedia como parte de um programa piloto.
Fontes: Chicago Sun-times e Medgadget

16 de set de 2010

Brasil é 2º maior produtor de tecnologia médica

O Brasil é o segundo maior produtor de equipamentos e tecnologia médica entre os países emergentes, perdendo apenas para a China. A constatação é da Organização Mundial da Saúde (OMS), que anteontem publicou seu primeiro levantamento sobre o setor. Segundo o relatório, as empresas brasileiras venderam US$ 2,6 bilhões em 2009.
No documento, a OMS afirma que a inovação na medicina significa também a criação de instrumentos baratos e eficientes para o diagnóstico e o tratamento de doenças. “A indústria de aparelhos médicos tem em suas mãos a grande promessa para a saúde pública”, afirmou Margaret Chan, diretora da OMS.

O relatório diz que o controle sobre o setor está nas mãos de países ricos. Europa e EUA vendem quatro de cada cinco aparelhos comercializados no mundo, em um mercado anual de US$ 210 bilhões. Só os EUA vendem por ano US$ 91,3 bilhões – 40% do mercado. O Japão vem em segundo (US$ 22,7 bilhões).

Pela primeira vez, países emergentes surgem como atores desse comércio. A China vem em primeiro, com vendas em 2009 de US$ 6,1 bilhões, na frente de tradicionais fabricantes como Suíça e Itália.


por Jamil Chade / GENEBRA – O Estado de S.Paulo via Leituras Favre

24 de jan de 2010

Realidade aumentada e sua aplicabilidade na medicina

A Realidade Aumentada proporciona ao usuário uma interação segura, sem necessidade de treinamento, uma vez que ele pode trazer para o seu ambiente real objetos virtuais, incrementando e aumentando a visão que ele tem do mundo real. Isto é obtido, através de técnicas de visão computacional e de computação gráfica/realidade virtual, resultando na sobreposição de objetos virtuais com o mundo real.
Além de permitir que objetos virtuais possam ser introduzidos em ambientes reais, a Realidade Aumentada proporciona também, ao usuário, o manuseio desses objetos com as próprias mãos, possibilitando uma interação atrativa e motivadora com o ambiente.
No entanto, para que os objetos virtuais façam parte do ambiente real e sejam manuseados, deve-se utilizar um software com capacidade de visão do ambiente real e de posicionamento dos objetos virtuais, além de acionar dispositivos tecnológicos apropriados para Realidade Aumentada.
Apesar de grande parte dos dispositivos utilizados em um ambiente de Realidade Virtual poderem ser utilizados em ambientes de Realidade Aumentada, existem casos onde é necessário que haja algumas adaptações. Por conseguinte, as principais diferenças encontradas entre esses dispositivos tecnológicos estão situadas nos displays e rastreadores.

TIPOS DE REALIDADE AUMENTADA:


  • Optical See-through: projeta imagens e informações em um para-brisa ou outra interface transparente à frente da pessoa Video




  • See-through: por meio de um capacete ou óculos dá para ver imagens reais com informações virtuais




  • Espacial: a informação virtual é projetada sobre objetos da cena




  • Indireta: objetos virtuais são projetados no monitor e seguem movimentos do mundo real



TECNOLOGIA NA VEIA



Enxergar por dentro do corpo de uma pessoa parece um talento de Superman, mas, com ajuda da realidade aumentada, já existem médicos que conseguem visualizar o sistema venoso do paciente. Na Clínica Miyake, em São Paulo, o sistema VeinViewer (que já foi publicado aqui no blog) projeta sobre a pele da pessoa a imagem de suas veias. O equipamento emite raios infravermelhos que captam a temperatura corporal — as veias são mais quentes que os tecidos ao redor. O computador recebe as informações e as transforma em imagens. “Isso permite um tratamento mais eficaz para problemas vasculares”, diz o cirurgião vascular Kasuo Miyake, que trouxe o VeinViewer para o Brasil. O equipamento também pode ser útil para hospitais, para facilitar a coleta e sangue e injeção de medicamentos nos pacientes. “Isso diminuiria o sofrimento daqueles que passam por quimioterapia e recebem várias agulhadas.”
Outra aplicabilidade é no aprendizado, afirmam Wneiton Luiz Gomes e Cláudio Kirner . Como pode-se ver na figura abaixo, no estudo anatômico do coração é possível manipulá-lo em 3D. visualizar e manipular o coração, com aspectos diferenciados tornando o aprendizado mais dinâmico e realista.



Entenda mais no vídeo abaixo:


Fonte: Realidade Aumentada, Info Abril, e trabalho (Dados da Publicação: Gomes, Wneiton Luiz; Kirner, Cláudio. Desenvolvimento de Aplicações Educacionais na Medicina Com Realidade Aumentada. Bazar: Software e Conhecimento Livres, (1): 1, 13- 20, Jul. 2006.)

4 de dez de 2009

Tendências estratégicas da TI na Medicina e Saúde para 2010



O Gartnet, líder mundial em pesquisas e aconselhamento na área de tecnologia da informação, aponta dez principais tecnologias estratégicas - aquelas que impactam as iniciativas de longo prazo das organizações - para 2010. Confira as  tendências que podem ajudar e transformar os negócios no ano que vem, que inclusive se aplicam a área da saúde e da medicina.

  • Computação em nuvem (cloud computing) - o modelo da nuvem computacional, com recursos e serviços distribuidos é uma tendência forte. Sua utilização, diz o Gartner, não elimina o custo das soluções de TI mas ajuda a reorganizá-los e pode até reduzi-los em alguns casos. Com serviços em nuvem, as empresas fornecem cada vez mais informação, aplicações e processos aos seus clientes e parceiros.  Na área da saúde isso já vem ocorrendo, temos como exemplo o prontuário eletrônico universal da P2D, as agendas Linha1 e Portal Consulte.
  • Análises Avançadas - regras fixas e políticas pré-definidas deram lugar às decisões a partir de informações corretas na hora correta, seja por meio da gestão do relacionamento com clientes (CRM), do planejamento de recursos empresariais (ERP) ou de outras aplicações. É um novo passo, diz o Gartner, que olha para o futuro e prevê o que vai ou pode ocorrer. No artigo "Situação Atual da TI nos principais hospitais brasileiros" isso fica bem evidente!
  • Client Computing - a virtualização cria novas formas de empacotar aplicações e capacidades de client computing, tornando menos crítica a escolha das plataformas de hardware e sistema operacional. Para o instituto, as empresas devem estabelecer um roadmap estratégico de cinco a oito anos para client computing, definir uma abordagem para os padrões de dispositivos, propriedade e suporte; seleção, implementação e atualização do sistema operacional e da aplicação; e planos de gerenciamento e segurança para administrar a diversidade. Cada vez mais optamos por soluções que não envolvam baixar e instalar programas no computador, e com a virtualização os hospitais ou operadoras de saúde estaraim economizando espaço físico, hardware, e energia, uma tendência da TI verde.
  • TI Verde - a onda ecológica e a preocupação com a redução no consumo de energia deve ficar ainda mais forte, e a TI pode tornar viáveis muitas iniciativas 'verdes', como o uso de documentos eletrônicos e o incentivo ao trabalho via teleconferência, além de ferramentas analíticas que podem ser implementadas para a redução do consumo de energia em transporte ou outras atividades. O hospital sem papel e a TI verde na Saúde, exemplificam muito bem essa tendência.
  • Remodelagem do Data Center - os custos serão menores se as empresas adotarem uma abordagem pod-based, método de engenharia de estrutura, para a construção e expansão dos data centers. Cortar despesas operacionais libera recursos que podem ser aplicados em outros projetos ou investimentos em TI ou até mesmo no próprio negócio. Há uma tendência em terceirizar o Data Center se a empresa de saúde tem como objetivo investir em outras áreas da TI, assim obtém-se a disponibilidade do sistema e uma infraestrutura centralizada.
  • Computação Social (Social Computing) - empresas devem perceber que o funcionário não quer dois ambientes diferentes - um para os produtos do trabalho e outra para ter acesso a informações "externas". O foco a ser adotado é o uso de software e mídia social na companhia e a integração com comunidades externas patrocinadas pela empresa e públicas.  Estas aplicações digitais definem-se por capacitarem interacção, colaboração e partilha entre utilizadores.  Aplicações para blogging, podcasting, conteúdo colaborativo (por exemplo, Wikipedia), redes sociais (por exemplo, twitter, MySpace, Facebook), partilha de multimedia (isto é, Flickr, YouTube), social tagging (por exemplo, Deli.cio.us) e social gaming (por exemplo Second Life) já são uma realiadade, ainda pouco difundida, mas a cada dia mais requisitada. Recomendo, para quem quiser conhecer, o Twitter da lista @Jsystems, @medicinaexpress, @dr.Carlos Andrade, o facebook , o blog do Dr. Leonardo Diamante, da Informática no PSF, Fora do Ponto do Dr. Cídio, e o Comunidade Saúde em Rede.
  • Segurança e Monitoramento de Atividades - o foco da segurança evoluiu do 'muro' que mantém os outros de fora para o monitoramento das atividades e a identificação de padrões que foram esquecidos anteriormente. As ferramentas de monitoramento e análise complementares ajudam a perceber e investigar atividades suspeitas, inclusive com alertas em tempo real ou atuação direta nas transações. Observando os pontos fortes e fracos dessas ferramentas, as empresas entendem como podem usá-las melhor para se defenderem e para atender às exigências de auditoria. A segurança se torna de extrema importância quando o foco é direcionado para o prontuário eletrônico do paciente e a certificação digital do médico.
  • Memória Flash - a novidade na memória flash é, segundo o Gartner, que ela está se movendo para um novo nível no plano de storage - e a desvantagem do preço mais alto em relação aos discos giratórios está chegando ao fim. Por isso, essa tecnologia deve obter taxa composta de crescimento anual superior a 100% nos próximos anos, e será estratégica em muitas áreas de TI. Outras vantagens, aponta o Gartner, incluem espaço, aquecimento, performance e robustez.
  • Virtualização para aumentar disponibilidade - a virtualização esteve entre as principais tecnologias estratégicas em anos anteriores e continua na lista por novos elementos, como a migração dinâmica, permite obter a maior disponibilidade possível e alterar as configurações rapidamente quando for preciso. 
  • Aplicações Móveis - até o final de 2010, estima-se que 1,2 bilhão de pessoas vai levar consigo dispositivos com capacidade de fazer transações comerciais móveis, favorecendo a convergência da mobilidade e da web. Plataformas como Apple e iPhone já têm alguns milhares de aplicações. O mercado limitado e a necessidade de codificação única podem favorecer uma versão que opere de forma flexível tanto em PCs como nos sistemas em miniatura, diz o Gartner.  De acordo com pesquisa realizada pelo Manhattan Research, cerca de 64% dos médicos nos Estados Unidos estão usando smartphones no trabalho. Nessa comunidade, os aparelhos BlackBerry são mais populares do que o iPhone, aponta a reportagem. Alguns hospitais tem testado o uso do celular para acessar informações dos pacientes, como o HC de Ribeirão Preto,  além do uso de smartphones para realização de Ultrassonografia, ainda o aplicativo "Epocrates" onde o médico consulta mediciamentos, interações medicmanetosas e cálculos de doses. Há um blog sobre o IPHONE e Medicina.

Esse realmente é um quadro muito promissor, com as tecnologias apontando para uma melhor qualidade do serviço de saúde prestado, com economia de recursos e tempo, e com resultado final de inquestionável benefício para a população.

19 de out de 2009

Redes Neurais, Neurociência e Inteligência Artificial na Medicina




Redes Neurais:
O cérebro humano é considerado o mais fascinante processador baseado em carbono existente, sendo composto por aproximadamente 10 bilhões neurônios. Todas as funções e movimentos do organismo estão relacionados ao funcionamento destas pequenas células. Os neurônios estão conectados uns aos outros através de sinapses, e juntos formam uma grande rede, chamada REDE NEURAL. As sinapses transmitem estímulos através de diferentes concentrações de Na+ (Sódio) e K+ (Potássio), e o resultado disto pode ser estendido por todo o corpo humano. Esta grande rede proporciona uma fabulosa capacidade de processamento e armazenamento de informação.

Foi pensando em como os neurônios trabalham que pesquisadores desenvolveram neurônios artificiais.O segredo não está na arquitetura dessa rede, mas na forma como ela processa: Redes Neurais não rodam programas, elas aprendem!




A grande vantagem disso é que para executar tarefas, uma rede neural não precisa guardar instruções de comando e executá-las de forma lógica, como num computador tradicional. Ao invés disso, a rede aprende o que é preciso ser feito e executa a função. Dessa forma, uma mesma rede, se ela for capacitada com os neurônios necessários para tal, é capaz de executar várias funções diferentes, independente de espaço de memória. Uma rede neural consegue aprender qualquer função que uma pessoa possa saber e não há limites para a quantidade de informação que ela possa processar.
As redes neurais são principalmente utilizadas para criar sistemas de inteligência artificial. Os computadores tradicionais podem fazer isso de forma simulada, mas sua principal função é seguir regras ou comandos oferecidos pelo usuário. Assim, a inteligência artificial gerada por computadores tradicionais são simulações de inteligência real, ou seja, apresentam respostas segundo regras e comandos de um programa pré-estabelecido.
Já  os sistemas de IA baseados em redes neurais conseguem aprender com seus erros e executar diferentes processos, independente de instruções.





Aplicações na Medicina:
Computação Bioinspirada é uma área de pesquisa da Computação que estuda e desenvolve técnicas de Computação inspiradas na Biologia e utiliza estas técnicas para a resolução de problemas práticos.

O aprendizado de máquinas, por exemplo, não está somente relacionado a robôs. Pode ser aplicada a um computador programado para reconhecer materiais microbiológicos, como o DNA. Para isso, o computador agrupa dados biológicos e os classifica. Com isso, é possível, além de fazer o reconhecimento de paternidade, realizar a comparação entre espécies de animais
"Outra aplicação é na medicina. Se descobrirmos através do reconhecimento do DNA, o que causa determinadas doenças, poderemos saber quem tem tendência a ter quais tipos de problemas", conta o professor Mello.

De forma geral, todas as pesquisas trabalham com a compreensão de informações conhecidas no passado, interpretação lógica desses dados e criação de um modelo matemático capaz de expressá-las. "Nessa lógica, quanto mais informações o computador tem como referência, maior são suas chances de acertar", explica Rodrigo Mello,  do grupo de Computação Bioinspirada (BioCom) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP.
Outra aplicação das redes neurais e da AI na Medicna são os Sistemas de Apoio a Decisão Clínica, onde softwares são desenvolvidos para aprenderem com base nos dados inseridos e ajudarem na análise de dados como imagens de mamografias, colonoscopias ou mesmo dados de acompanhamento clínico para prognósticos.





15 de out de 2009

SoundBite - dispositivo auditivo coclear não-cirúrgico


Dispositivo retroauricular
SoundBite é um aparelho auditivo que auxilia na audicão coclear sem o implante cirúrgico. Ele é removível e transmite o som através dos dentes.
SoundBite sistema auditivo foi concebido para permitir que o som para viajar através dos dentes, através dos ossos, para ambas as cócleas, ignorando o ouvido médio e externo totalmente. Ao utilizar condução óssea através dos dentes, SoundBite destina-se a restaurar a audição normal ao paciente com surdez unilateral único, condutora, ou perda auditiva mista, todos sem cirurgia. 



Dispositivo oral


O dispositivo oral  é moldado sob encomenda por um dos dentistas parceiros do programa e utiliza tecnologia avançada eletrônica e  especializada para produzir vibrações imperceptíveis que são transmitidas através dos dentes e ossos, a ambas as cócleas. O dispositivo retroauricular possui um microfone sem fio que envia os sons para o dispositivo oral.



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15 de set de 2009

Orçamento Participativo ou Neurotecnologia para decidir obras públicas?

A revista Science publicou um estudo onde usaram a  Ressonância Magnética Funcional (fMRI - ressonância que mede o fluxo sanguíneo em áreas do cérebro, em resposta a umj estímulo) para determinar soluções viáveis, eficientes e justas para o problema da compra de bens públicos. Exemplos de bens públicos vão desde saúde, educação, defesa nacional até sala de musculação ou piscina aquecida que seu condomínio decide comprar.  Mas como o governo ou o seu condomínio vão decidir em que bens públicos para gastar seus recursos limitados? E como é que estes poderes decidir a melhor maneira de dividir os custos?
O estudo convidou as pessoas a forncerem um valor de impostos que estariam dispostas a pagar por um bem público, e depois perguntá-las o quanto o bem seria útil. Com base nas imagens obtidas na fMRI, se houvesse incompatibilidade entre os dados ( desvalorização do bem, mas com benefício para a pessoa), ela pagaria um imposto mais alto que quem valorizou de acordo com o benefíco da obra.
Esta é uma das primeiras aplicações de sempre neurotecnologia para problemas reais da vida econômica. "Nós mostramos que, ao aplicar as ferramentas da neurociência ao problema do bem público, podemos obter soluções que são significativamente melhores do que aqueles que podem ser obtidos sem analisar dados do cérebro", diz Antonio Rangel, professor de Economia da Caltech e principal pesquisador.
Na verdade, Rangel diz, é possível imaginar um futuro em que, em vez de uma votação sobre uma proposta para financiar uma nova rodovia, esta tecnologia é usada para fazer a varredura de uma amostra aleatória de pessoas que se beneficiariam com a estrada para ver se é realmente vale o investimento.  "Seria uma forma alternativa interessante para decidir onde gastar o dinheiro do governo", observa ele.
Fonte: medgadget

30 de ago de 2009

Tecnociência -Ciência e tecnologia ganharam poder desmedido na medicina


José Eduardo Siqueira

A relação entre ética e tecnologia e a necessidade de haver uma intervenção pública sobre a ciência foram os temas principais da palestra Aspectos Éticos e Jurídicos da Tecnociência, proferida por José Eduardo Siqueira (foto), membro titular da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, durante a IV Conferência Nacional de Ética Médica (IV Conem).
Segundo ele, a ciência e a tecnologia deram ao conhecimento científico um poder desmedido, porém dentro de uma condição de profundo vazio ético. Na medicina, isto se reflete, principalmente, na cada vez menor interação médico-paciente. “Médico e paciente olham para o ‘deus’ tecnologia e não se preocupam com uma análise mais aprofundada. Transformaram a tecnologia, a qual deveria ser uma ferramenta auxiliar, em algo essencial”, afirmou. Como exemplo deste desregramento ético, o palestrante citou o recente caso do médico Roger Abdelmassih, que teria inserido um óvulo sem citoplasma dentro do óvulo de outra mulher, resultando, assim, em um embrião com três DNAs. “Isto é um embrião transgênico”, considerou.

Diaulas Costa Ribeiro


Na segunda palestra, o promotor de justiça do Ministério Público do Distrito Federal e pós-doutor em Bioética, Diaulas Costa Ribeiro (foto), citou os limites constitucionais pelos quais a ciência deve se submeter. Para ele, há um grande equívoco na ideia de que a ciência pertence somente aos cientistas, já que ela deve estar a serviço da sociedade e, logo, submetida aos códigos de ética. Citando a reprodução humana assistida, por ser uma área da medicina em grande discussão atualmente, o promotor comentou que vem cobrando, há dez anos, a aprovação de uma lei no Congresso Nacional que torne crime algumas ações antiéticas dos profissionais médicos. Entre elas, exercer a função sem estar habilitado para a prática, realizar a reprodução assistida sem o consenso dos envolvidos, ser intermediário e/ou beneficiário da prática de “barriga de aluguel” e realizar pré-seleção sexual ou racial. “Esta proposta levaria à Justiça cada ação médica irregular e poderia acarretar, inicialmente, a perda da licença profissional”, explicou Ribeiro.

Fotos: Osmar Bustos
Fonte: Notícias CREMESP

30 de jul de 2009

O que é necessário para um Hospital sem papel?


As tendências de TI para a área de saúde caminham para a construção de um hospital livre de papéis, com aplicativos de telemedicina, telemonitorização e telediagnósticos, em que as paredes não sejam um obstáculo ao acesso dos dados ou ao cuidado com o paciente.

O que é necessário para o hospital sem papel
O hospital sem papel também exigirá que as empresas colaborem entre si, criando plataformas que permitam a troca de dados, independente de marca ou equipamento.
Os requisitos serão:
  1. Interoperabilidade, em que plataformas distintas apresentem a informação em qualquer lugar e sempre que necessário;
  2. Convergência e integração, em que aparelhos com diferentes finalidades, como MPOC (Mobile Point of Care), smartphones, TV digital e computadores, por exemplo, sejam integrados;
  3. Mobilidade, para que as unidades móveis de saúde, como as ambulância, possam consultar e inserir dados;
  4. Integração e abrangência, com uma visão holística de processos e compartilhamento de informações entre as áreas;
  5. Digitalização das informações em papel, para que sejam absorvidas pelo sistema
    e facilidade de acesso e portabilidade, para que os pontos e meios de acesso aos documentos digitais sejam universais.

"Para isso, será preciso criar ferramentas de compartilhamento, para que o hospital possa ser até mesmo na casa das pessoas, como uma extensão do home-care", analisa Sobral.
A simplicidade torna-se, então, a única maneira de garantir que estas soluções estarão disponíveis o mais rápido possíveis e que terão um alto índice de aceitação. "Em poucos anos, poderemos ir de um hospital para outro com o mesmo número de prontuário, mas, para que isso aconteça é preciso evitar os entraves e simplificar os processos", conclui Magnus, presidente da MV Sistemas.
Font: Colaboração omo estrat´ga de TI em Saúde - Saúde Business Web por Cylene Souza

Atualização do post:

        6.  Certificação pela SBIS: o CFM e a SBIS possuem um manual para certificação de software médico, onde, para se ter um Hospital sem Papel é necessário o cumprimento dos Requisitos do Nível de Garantia de Segurança 2 (NGS2)  – Certificação Digital, ou seja a utilização de certificado digital emitido por AC credenciada à ICP-Brasil para os processos de autenticação de usuários e para assinatura digital de documentos eletrônicos no S-RES.

29 de jul de 2009

ALERT® - soluções para a informatização dos serviços de saúde

O software ALERT é uma solução operacional para todos os ambientes de prestação de cuidados à saúde com a capacidade de produzir ambientes clínicos totalmente sem papel. O sistema permite a introdução, em tempo real, de toda a informação clínica do paciente, em telas sensíveis ao tato (touch-screen). O software permite a realização de triagem por meio do Protocolo de Manchester* ou qualquer outro protocolo de classificação de riscos, com consulta em tempo real aos dados dos pacientes e interação entre as equipes dos profissionais da saúde.
Outro aspecto do ALERT é o fato de controlar o acesso à informação clínica por meio de identificação biométrica dos usuários (impressão digital) e de identificar pacientes por meio de fotografia digital e códigos de barra em pulseiras. Isso garante segurança tanto ao paciente quanto à instituição de saúde. O ALERT também tem capacidade de “conversar” com outros programas de gestão administrativa, sendo membro do IHE, instituto que produz protocolos para a troca, gerenciamento e integração de informações pertinentes aos cuidados do paciente, assim como a administração, distribuição e avaliação dos serviços de saúde. A vantagem para os clientes ALERT é a possibilidade de interoperabilidade entre seus sistemas de informação, sem prejuízo ou necessidade de substituição de programas já instalados.

  1. ALERT® PHF – PAPER FREE HOSPITAL: sistema de informação clínica hospitalar para o registo e consulta de dados em tempo real. Este software permite fazer a gestão de toda a informação sobre os doentes e respectivos episódios clínicos desde o momento da entrada até que lhes é atribuída alta. Foi fechado acordo com a UNIMED-BH em Nov/2008 para softwares clínicos Alert –Paper Free Hospital para as unidades de serviços próprios da Unimed-BH, e o Alert – Private Practice para os consultórios dos médicos cooperados.
  2. ALERT® ER uma solução para urgências hospitalares que possibilita o registo, a interligação, a reutilização e análise de toda a informação relativa aos episódios de urgência.
  3. ALERT® MANCHESTER é uma aplicação informática para triagem de doentes nas urgências hospitalares. Atualmente é utilizado no HPS João XXIII e está em afse de implantação no PA do Hospital das Clínicas da UFMG.
  4. ALERT® OUTPATIENT faz a gestão da informação relativa às consultas externas. Usado atualmente pelo Grupo Santa Casa de Belo Horizonte no Centro de Especialidades Médicas. Entre outras características do Alert Outpatient estão incluídos os Motivo da Consulta; Consultas anteriores (o profissional pode acessar visitas anteriores do paciente, bem como visualizar informações detalhadas sobre ele, como sinais vitais, diagnósticos, exames de imagem, administração medicamentosa e prescrição; e Avaliação infantil.
    Também quanto a fatores e avaliações de risco, o médico pode medir todos os fatores associados a diferentes tipos de doença: doenças cardiovasculares ou de Diabetes Mellitus, por exemplo. Para cada uma das avaliações de risco, o Alert disponibiliza um formulário específico com um conjunto de questões que irão determinar, no final, um determinado nível de risco. Outra vantagem do Alert é que oferece a oportunidade de criar e marcar processos cirúrgicos e de internação, sempre que necessário.
    Também quanto a Medicina Física e de Reabilitação, o Alert disponibiliza planilha que lista os pacientes diários com procedimentos agendados para a Medicina Física e Reabilitação (MFR), onde é possível visualizar dados pessoais e clínicos do paciente. O Alert possibilita também a criação de fichas de avaliação de Medicina Física e de Reabilitação de acordo com avaliação de funcionalidade e o Plano de Intervenção.
  5. ALERT® CARE é um sistema de informação clínica para Centros de Saúde e Instituições de Saúde Pública que faz a interligação de toda a informação clínica de Cuidados de Saúde Primários, além de uma ligação, através de telemedicina, entre Centros de Saúde e Hospitais. Provavelmente será empregado nas unidades de saúde da prefeitura de Belo Horizonte, seguindo a linha de informatização da saúde em Minas Gerais.

11 de jul de 2009

Microeletrodos sob o crânio - eletrocorticografia


A imagem mostra microeletrodos ligados a microwires que passam pelos tubos laranja e verde para ligar duas matrizes, de 16 de microeletrodos. Cada matriz é embutida em um pequeno tapete de silicone.
Neurocirurgiões da Universidade de Utah desenvolveram novos minúsculos eletrodos que não penetram na superfície do cérebro, evitando muitos dos efeitos colaterais potencialmente comuns aos modernos eletrodos de alta precisão . Semelhante à Eletrocorticografia (ECOG), o dispositivo microECoG pode ser suficientemente pequeno para a colocação permanente sob o crânio.
Leia mais aqui.
Para se ter idéia da magnitude do progresso, observe as imagens abaixo de uma eletrocorticografia:


Sistema de posicionamento de Eletrodos de Eletrocorticografia (usado o sistema da empresa Micromar)

4 de jul de 2009

Cirurgia Robótica + Tecnologia de ultrassom 3D ajudará no tratamento do câncer


Bioengenheiros da Universidade de Duke, no Reino Unido, desenvolveram um robô em escala de laboratório que consegue localizar minúsculas peças metálicas no interior do corpo humano e guiar uma agulha até sua localização exata - tudo sem a necessidade de assistência humana.

"Sementes" radioativas

Os experimentos bem-sucedidos estão levando os pesquisadores a acreditar que logo um robô desse tipo poderá ajudar a remover estilhaços metálicos em pacientes e também ser utilizado em tratamentos de radioterapia, com a inserção e remoção de "sementes" radioativas usadas nos tratamentos de câncer de próstata e outros.

Nas experiências mais recentes, os engenheiros começaram com um robô rudimentar cujos "olhos" são constituídos por uma nova tecnologia de ultrassom 3-D desenvolvida na mesma universidade.

Simulação de cirurgias

Um programa de inteligência artificial funciona como o cérebro do robô, capturando a informação 3-D em tempo real, processando-a e dando ao robô os comandos específicos para que ele faça o trabalho. Nas cirurgias simuladas, os pesquisadores usaram dois pedaços de agulha, com 2 milímetros de comprimento, como alvo.

"Nós ligamos um eletroímã à nossa sonda 3-D, o que fez o estilhaço vibrar o suficiente para que seu movimento pudesse ser detectado," explica o pesquisador A.J. Rogers. "Assim que o computador estabeleceu as coordenadas da peça metálica ele guiou a agulha para a sua localização exata."

Agora que comprovaram que o robô consegue guiar a agulha até a localização exata, será uma simples questão de substituir a agulha com a ferramenta adequada para desempenhar cada tipo de função.

"Visão" de ultrassom

O projeto do robô foi possível, segundo os pesquisadores, pelos avanços na tecnologia de ultrassom, permitindo a geração de imagens 3-D em movimento em tempo real. A vibração induzida na peça metálica, por exemplo, não pode ser visível a olho nu, mas pode ser detectada pela "visão" de ultrassom do robô.

Eles destacaram ainda que utilizaram um robô muito rudimentar nestes testes iniciais, dotado de apenas três graus de liberdade. O próximo passo da pesquisa será avaliar o funcionamento do sistema em um robô mais moderno, com seis graus de liberdade e precisão ainda maior, preparando-se para o lançamento de um robô cirurgião completo.

23 de jun de 2009

O passado da Cirurgia, o presente e o futuro da Cirurgia Robótica

Catherine Mohr, cirurgiã, engenheira e inventora da LapCap, na palestra proferida na TED 2009, falando sobre a história da cirurgia e as novas tecnologias na medicina, dando um especial destaque para a tecnologia da Cirurgia Robótica DaVinci. O vídeo abaixo é muito bom, e a tradução livre encontra-se abaixo para quem preferir à legenda em inglês disponível.




Falar sobre Cirurgia Robótica é também falar sobre Cirurgia. E enquanto eu tento não trazer gráficos demais, tento manter em mente que os cirurgiões tem uma relação diferente com sangue do que a maioria das passoas tem. Porque o que o cirurgião faz a um paciente, se não fosse feito com o seu consentimento, seria um considerado crime. Cirurgiões são os alfaiates, os encanadores, os carpinteiros, alguns diriam os açougueiros médicos do mundo. Cortando, remodelando, reformando, bypassing, fixando. Mas é preciso falar conjuntamente de instrumentos cirúrgicos e evolução da tecnologia cirúrgica.
Para te dar uma perspectiva de onde a Cirurgia Robótica está no momento,e onde estará no futuro, eu gostaria de dar a vocês uma noção de como chegamos nesse ponto. Como nós acreditamos naquela cirurgia, que era possível ser feita, que esse tipo de procedimento cirúrgico era possível.
Então, um pouco de perspectiva, 10.000 anos de perspectiva.
Isso é um crânio trepanado.E a trepanação é fazer um furo no crânio. E muitas centenas de crânios como esse foram encontrados em sítios arqueológicos, datando de 5 a 10.00o anos atrás. Agora imagine isso: você é um curandeiro em uma aldeia na idade da pedra e você não tem certeza do que há de errado com um cara. Oliver Sacks só nascerá no futuro. O cara tem uma disorder e você não entende bem o que, mas pensa consigo mesmo: "Não tenho certeza o que há de errado com esse cara. Mas talvez se eu fizer um buraco na cabeça dele posso consertar." (risos) Agora isso é um pensamento cirúrgico.

Agora temos o início da intervenção cirúrgica aqui. Não temos certeza quanto desse procedimento teve a intensão de ser religioso e quanto de terapêutico, mas posso dizer que esses pacientes viveram. A julgar pela cicatrização nas bordas do orifício, eles vivweram diuas, meses anos após a trepanação. O que estamos vendo é a evidência de uma técnica refinafa, que foi transmitida por centanas de anos pelo mundo. E isso ocorreu independentemente em vários sítios arqueológicos sem comunicação entre eles. Nós realemnte estamos vendo o início da intervenção cirúrgica.
Agora avançamos milhares de anos até a Idade do Bronze e e além. E vemos novas ferramentas refinadas chegando. Mas os cirurgiões eram mais conservadores que seus antepassados trepanadores. Esses caras restringiam os procedimentos a lesões superficiais. E cirurgiões eram comerciantes e não médicos, e isso persistiu através da Renascença.
Eles podem ter salvo os escritores, mas não os terríveis cirurgiões, ainda eram vítimas da desconfiançae ainda ttinahm um pouco de problema PR. Porque o cenário era dominado pelos cirurgiões-barbeiros ambulantes. Eles que viajavam de aldeia em aldeia, cidade em cidade, fazendo cirurgia com uma forma de arte performática. Foi a era antes da anestesia. E a agonia do paciente é era mais um espetáculo público do que uma cirurgia propiamente diat. Um dos mais famosos , Frere Jacques, aparece aqui a fazendo uma litotomia. A remoção do cálculo vesical, um das cirurgias mais invasivas da época, tinha que ser executada em menos de dois minutos. Você tinha que uma queda para o dramático e ser muito, muito rápido. E aqui pode-se ver ele fazendo uma litotomia. Acredita-se que ele tenha feito mais de 4000 desse procedimento através da Europa. O que é espantoso pensando-se tartar da cirurgia um último recurso. E isso leva-nos até a Anestesia, a ausência de sensação. Com a demosntração da Inalação do éter de William Morton em 1947, toda uma nova era da cirurgia surgiu. A Anestesia deu ao cirurgião a liberdade para operar, experimentar, mexer profundamente no corpo. Isso foi uma revolução para a Cirurgia.

Mas havia um grande problema. Após longas cirurgias, tentando curar coisas que não se era capaz de tocar antes, os paciente morriam. de infecção maciça. A Cirurgia não machucava mais ninguém, mas matava rapidamente. E infecção iria continuar a reclamar a maioria dos pacientes cirúrgicos, até a próxima grande revolução na cirurgia,que foi a técnica asséptica.
Joseph Lister foi o maior defensos da assepsia para um bando de cirurgiões céticos.Os irmãos Mayo foram visitar Lister na Europa e Voltaram afirmando que tinha aprendido que era tão importante lavar as mãos antes da cirurgia quanto depois. Tão simples e no entanto a mortalidade cirurgica caiu drasticamente.

As cirurgias tornaram-se eficazes, com o paciente insensívela a dor e campos operatórios estéreis, o céu era o limite. Podia-se operar agora intestino, fígado, coração, cérebro. Transplante: podia-se colocar um orgão de uma pessoa em outrae funcionaria. Cirurgiões não tinham mais problema com respeitabilidade, tinham-se tornado Deuses. A era dos "grande cirurgião, grande incisão" tinha chegado. Mas a que custo, porque eles salvam vidas mas não com qualidade de vida. Pois pessoas saudáveis usualmente não precisam de cirurgia. E os doentes passavam longo tempo recupernao de um corte como esse. A pergunta que foi feita: " Bem, podemos fazer essas mesmas cirurgias com incisões pequenas?" Laparoscopia está fazendo esse tipo de cirurgia, com longos instrumentos através de pequenas incisões. E isso mudou o cenário da Cirurgia. Os instrumentos têm cerca de 100 anos, mas só foram utilizados para diagnóstico a partir dos anos 80 devido aos avanços tecnológicos das câmeras.

O que você vê agora -está é a 1ª imagem cirúrgica - entrando pelo trocater. É muito diferente do que se espera que uma cirurgia se pareça. Introduzimos os instrumentos por 2 cortes nas laterais, para manipulação dos tecidos. Com 10 anos da primeira colecistectomia por vídeolaparoscopia, a maioria das colecistectomias atualmente são feitas por laparoscopia. Uma verdadeira revolução.
Mas houve vítimas nesta revolução. Estas técnicas foram muito mais difíceis de aprender do que as pessoas tinham previsto. A curva de aprendizado foi muito longa. E que a curva de aprendizado durante as complicações foi um pouco maior. Cirurgiões tiveram de abdicar da sua visão 3D. Eles tiveram que abandonar os seus punhos. Eles tiveram que desistir dos movimentos intuitivos nos instrumentos. Este cirurgião tem mais de 3.000 horas de experiência laparoscópica. A colocação da agulha é particularmente frustrante. E uma das razões por que razão é tão difícil, é porque ergonomia externa é terrível. Há estes longos instrumentos, e se trabalha fora de seu centro de equilíbrio. E ose trabalha com os instrumentos de maneira inversa ao movimento normal.

Então o que você precisa fazer, para ter a capacidade que teria com suas mãos dentro da pequena incisão, é pegar o instrumento. E assim - Eu vou falar de robôs - o robô da Vinci coloca sua mão do outro lado da mesma incisão. E então aqui pode-se ver o funcionamento deste punho. Ao contrário da laparoscopia, você pode colocar a agulha em seus instrumentos, e você traçar uma trajetória. E a razão pela qual esta se torna muito mais fácil é, você pode ver em baixo, as mãos estão a fazer os movimentos, e os instrumentos fazem exatamente o mesmo movimento. O cirurgião está sentado em um console, e comanda o robô por estes controladores. E o robô está se movendo em torno destes instrumentos, e alimentando-os, para baixo dentro do corpo. Você tem uma câmera 3D, para que você obtenha uma visualização em 3D.

Desde que foi introduzido em 1999 um lote destes robôs vem sendo utilizados para procedimentos cirúrgicos como a prostatectomia. Uma próstata profunda na pélvis requer dissecção fina e manipulação delicada para poder obter um bom resultado cirúrgico. Pode-se fazer bypass venosos com um coração em funcionamento, sem incisões torácias, pois é realizado entre as costelas. Pode-se fazer procedimento intracardíacos, como reparo de válvulas. Tendo essas tecnologias (Aplausos) Pergunta-se: "porque as cirurgias não são realizadas dessa forma?" E há algumas razões, e o custo é uma delas.

Falei sobre o complicado robô. Um desses robôs irá custar-lhe cerca do peso em ouro do cirurgião. Mais útil do que cirurgião de ouro, mas, ainda assim, é um investimento bastante grande. Mas existem outras barreiras. O robô é configurado para uma posição, como na prostratectomia, mas se houver necessidade de outro procedimento em outra localização abdominal, vão ser necessárias outras incisões. O robô precisará ser movido e reconfigurado, e o problema é que isso consome tempo, além do peso considerável do aparelho.


E por esta razão não há muitas cirurgias sendo feitas com o Leonardo da Vinci. E como mudar isso? E se não precisássemos reconfigurar a cada alteração? E se pudéssemos reunir todos os instrumentos juntos em um lugar? Isso alteraria a capacidade do cirurgião? E como teria que mudar a experiência para o paciente? Agora, para isso, temos de ser capazes de levar uma câmera, e os instrumentos, em conjunto através de um pequeno tubo, como o tubo (trocater)que você viu na vídeolaparoscopia. Ou, não coincidentemente, como um tubo como este.

Então, o que saírá deste tubo é a estréia desta nova tecnologia, o novo robô que vai ser capaz de chegar a qualquer lugar. Esta é a câmara e três instrumentos em um só. E a fim de ser mais útil, não pode ficar agregado como este. Tem de ser capaz de sair da linha central e, em seguida, ser capaz de trabalhar para voltar a linha central.Isso permite dissecar, suturar, fazer todas as coisas que você precisa fazer, todas as tarefas cirúrgicas. E tudoi atrvés de UMA incisão. Não é assim tão simples. Mas valerá a liberdade que isto nos proporcionará.

É excitante ver onde podemos chegar com isso. Nós escrevemos o script da próxima revolução na Cirurgia. Com essas capacidades e um objetivo, temos de decidir pra onde as novas cirirgias irão. E para consolidar a revolução. Temos de ver para além da superfície. Precisamos de ser capazes de perceber que fazemos uma incisão de maneira muito melhor.

Este é uma de cancer. Um dos problemas é quando você não pode ver o câncer, especialmente quando está escondido abaixo da superfície. E então o que estamos começando a fazer é que estamos começando a injectar marcadores especialmente concebidos para a circulação sanguínea que terá como alvo o câncer. Ele irá ligar-se ao cancer. E podemos tornar esses marcadores fluorescentes, podendo ter câmeras especiais para vê-los. Agora sabemos onde devemos incisar, mesmo quando está abaixo da superfície. Podemos injetar o marcador e seguí-lo para as áreas de disseminação. Podemos injetar estes corantes na circulação sanguínea para revisão antes de fechar o paciente. Algo que não temos sido capazes de fazer, sem radiação, antes. Podemos iluminar tumores renais como este tumor de modo que você possa ver exatamente onde está olimite entre o tumor renal, o rim e o que você quer deixar para trás. Ou tumor no fígado, o fígado e que pretende deixar para trás.

E não precisamos limitar nossa visão ao cancer. Temos sondas flexíveis microscópicas que podemos inserir no organismo, olhando diretamente para as células. Eu estou olhando nervos. Esses são nervos que você vê, na parte inferior, e na parte superior o que está sendo realizado pela sonda microscópica. Isso ainda é um protótipo. Mas a inervação é importante se você é o paciente, pois ela controla a continênciae a função sexual.

A combinação dessas tecnologias nos permite chegar a isso tudo. Nós podemos curar a doença deixando a função intacta depois.Falamos do paciente como se ele fosse algo fora dessa sala. Muitos de vcoês ou todos vocês serão pacientes de um cirurgião.

E a perspectiva que eu lhes ofereço de uma cirurgia mais fácil ... é que vai fazer esse diagnóstico qualquer menos aterrador? Não tenho certeza que eu realmente queira que ele mesmo. A consciência da propria mortalidade trás uma reavaliação de prioridades, e um realinhamento dos quais são seus objetivos na vida, ao contrário de qualquer outra coisa. E eu nunca iria querer privá-lo de uma epifania. O que eu quero é que você esteja inteiro, intacto, e funcional o suficiente para sair e salvar o mundo, depois que você decidiu o que você precisa fazê-lo. E essa é a minha visão para o futuro. Obrigado. (Aplausos)

21 de jun de 2009

Grupo Medial implanta o maior PACS e RIS da América Latina

foto- Horizon Radiology Manager
O grupo Medial concluiu a primeira fase de implantação dos sistemas PACS e RIS em Abril. Dois hospitais da rede, Hospital Alvorada Moema e Hospital Alvorada Santo Amaro, já contam com os sistemas inteiramente integrados. Nos próximos dez meses, todos os 10 hospitais, 43 centros médicos, unidades laboratoriais e o centro avançado de diagnóstico por imagem, que formam a rede própria de atendimento da operadora, também irão usufruir dos benefícios dessas tecnologias.

A implantação das soluções PACS – Picture Archiving and Communications System, considerada a tecnologia mais moderna do mundo em termos de diagnóstico por imagem e RIS – Radiology Information System vai possibilitar a integração dos exames por imagens e laudos em toda a rede própria de atendimento do grupo Medial, dimensão que confere ao projeto o status de maior da América Latina.

O uso de sistemas digitais como PACS e RIS é uma tendência mundial e proporciona maior agilidade nos atendimentos. Com a eliminação da revelação fotográfica dos exames, o tempo para liberação dos resultados diminui em quase 100%. Outro fator que eleva a segurança no diagnóstico é que a ferramenta possibilita ao profissional compartilhar o resultado remotamente com outros especialistas para troca de opiniões, o que elimina a barreira geográfica.

Os benefícios dessa tecnologia atingem todos os envolvidos com o atendimento na área da saúde, desde o médico passando pela operadora de saúde até o paciente. Além das muitas facilidades de verificação dos resultados, há também a possibilidade de definir configurações pessoais de acesso como, por exemplo, a preferência no formato da abertura dos laudos, a ordem como os itens aparecem na tela e outras comodidades. Em breve os médicos também poderão ser informados via SMS (mensagem de texto no celular), sobre a disponibilidade de seus resultados.

“A rapidez nos resultados dos exames modifica positivamente muitas rotinas e pode impactar, inclusive, na diminuição do período de internação. Especialmente nos pronto-socorros, onde parte desse tempo deve-se à espera pelo diagnóstico”, avalia o Dr. Marco Rocha Mello, diretor médico da Unidade de Negócios Diagnósticos do Grupo Medial. “Outra possibilidade que a tecnologia permite é a criação de centros remotos onde equipes de especialistas das mais diversas áreas poderão realizar laudos à distância”, projeta.

Todas essas facilidades geram ganhos no tempo de consulta, qualidade na prestação do serviço hospitalar e economia de recursos.

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