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13 de mar de 2013

Recursos digitais para o PROVAB

Atualização 11/05/2013
Apartir desse mês os médicos do PROVAB contam com o 0800 644 6543, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30. 
Através deste canal, o médico da Atenção Básica, antes de encaminhar o paciente para outra unidade ou nível da assistência, pode ter acesso a um médico especialista experiente, que vai tirar dúvidas e orientá-lo sobre como cuidar daquele paciente ali mesmo na periferia ou no interior. Isso vai qualificar e agilizar todo o processo de atendimento do SUS, reduzindo, por exemplo, o tempo de espera e as filas para exames, esclarece o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O médico é atendido por um profissional de call-center que confirma a participação dele no Programa e remete o atendimento para uma equipe qualificada, composta por médicos especialistas em Medicina de Família e Comunidade. O novo canal de comunicação faz parte do Telessaúde Brasil Redes, programa do Ministério da Saúde que utiliza as tecnologias de informação para apoiar os profissionais de saúde na sua prática clínica e processo de trabalho, oferecendo teleconsultorias, telediagnósticos e ações de teleducação aplicadas às questões e dificuldades vivenciadas na prática clínica, na gestão do cuidado e no processo de trabalho em saúde. (Revista Hospitais Brasil)

Ainda não é o que eu queria, mas chegaremos lá, com certeza. Eu acredido em um SUS de qualidade.

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A maioria dos médicos que eu conheço que não querem ir trabalhar no interior, principalmente no PSF (Programa de Saúde da Família), justificam que os recursos são escassos. Esses recursos são principalmente recursos diagnósticos e de tratamento. Os médicos que optartam pelo PROVAB são, na sua maioria, recém-formados, com falta de experiência clínica que só se obtém na prática diária e nos anos de atuação. Trabalhar sozinho longe dos grandes centros, sem algum colega mais experiente para dicussão dos casos, pode ser estressante e definir a permanência do médico no interior.

Hoje, com os recursos tecnológicos disponíveis de forma tão mais acessível, eu penso que seria bem simples propiciar um recurso que julgo ser de muita valia para os médicos longe dos grandes centros. O Ministério da Saúde e Secretarias Estaduais de Saúde poderiam disponibilizar profissionais especialistas para receberem dúvidas dos médicos em tempo real e fornecerem uma seguna opiniáo nos casos.

Hoje isso já existe na forma de telemedicina, como a Segunda Opinião, mas demanda infraestrutura especializada.

A solução que eu penso ser bastante barata, acessível e de uso intuitivo é usar smartphones com aplicativos de comunicação instantânea gratuitos.

WhatsApp Messenger é um aplicativo de mensagens multiplataforma que permite trocar mensagens de texto, vídeo e áudio pelo celular sem pagar por SMS. Está disponível para iPhone, BlackBerry, Android, Windows Phone, e Nokia e sim, esses telefones podem trocar mensagens entre si! Como o WhatsApp Messenger usa o mesmo plano de dados de internet que você usa para e-mails e navegação, não há custo para enviar mensagens e ficar em contato com seus amigos.

Disponível para todas as plataformas móveis
Enviar fotografias de eletrocardiogramas tiradas diretamente do smartphone, radiografias, lesões de pele
como úlceras ou tumorações, e enviá-las pelo app Whatsapp para o smartphone do especialista com uma avaliação e discussão do caso em tempo real já é uma realidade no meu meio. Contudo, fazemos isso com colegas de trabalho do nosso convívio.

Exemplo de imagem compartilhada via Whatsapp: a resolução das imagens é bem aceitável, sendo possível fazer zoom


A disponibilização desses profissionais para avaliação desses casos não é um recurso difícil ou dispendioso, já que a tecnologia já é de uso bem difundido.

Acho que é uma solução a se pensar...

3 de nov de 2010

Usos recentes do iPad na medicina

O Chicago Sun-times publicou um artigo sobre o uso dos iPads pelos médicos.
Os usos mais comuns do iPad são:
  • Solicitar exames de laboratório e medicamentos no atendimento de urgência;
  • Mostrar previsão de resultados de cirurgias para os pacientes pelos cirurgiões plásticos;
  • Na residência médica  como uma referência rápida para procurar interações medicamentosas e patologias;
  • Ter acesso a registros médicos, exames , eletrocardiogramas e radiografias, além de poder mostrá-los aos pacientes em uma tela fácil de manusear;
  •  Prescrever e pedir exames da cabeceira do paciente, enquanto o examina e avalia.
Segundo o artigo, o Dr. Richard Watson, um médico da urgência em Chicago, usou seu IPAD para mostrar a Gustavo Piñor, de 14 anos, um raio-X de seu entorse de tornozelo. "Foi legal ver", disse o adolescente, que havia se machucado no treino de futebol. "Eu entendo o que aconteceu agora."
Dr. Richard Watson mostra a Gustavo Piñor um raio-X de seu tornozelo torcido em um iPad.
No próximo mês, a Universidade de Medicina de Chicago tem planos de fornecer iPads a todos os seus residentes de medicina interna, uma expansão de um programa piloto lançado no início deste ano. Da mesma forma, Loyola University Medical Center, em Maywood, forneceu iPads a todos os seus residentes de ortopedia como parte de um programa piloto.
Fontes: Chicago Sun-times e Medgadget

4 de set de 2009

Tecnologia amplia uso da telemedicina no Brasil

Da redação ::
Convergência Digital :: 03/09/2009


O projeto de diagnóstico à distância TIPIRX, financiado pela FINEP, leva soluções de baixo custo a municípios do Estado do Rio de Janeiro para tratamento de doenças pulmonares. No Rio de Janeiro ocorre a maior incidência de casos e de mortes por tuberculose no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde.

Outras doenças, como pneumonia e gripe, de risco especialmente alto para pacientes idosos ou debilitados, também são alvo do programa. Desde 2002 a FINEP apoia iniciativas na área de telemedicina, ou seja, medicina à distância. Até agora, já foram investidos cerca de R$ 30 milhões, além de mais de R$ 100 milhões concedidos para o trabalho de estruturação de redes de comunicação.

A importância do investimento em telemedicina é possibilitar o acesso a exames e médicos a pessoas que moram em lugares onde esses recursos não estão disponíveis. Muitas vezes o paciente é obrigado a se deslocar para outras cidades para suas consultas, e isso frequentemente dificulta ou até inviabiliza o tratamento.

"Há pacientes que nem sequer chegam a ser diagnosticados por isso, ou quando são, já é tarde demais", diz a doutora Alexandra Monteiro, professora-adjunta da Faculdade de Ciências Médicas e coordenadora do Laboratório de Telessaúde da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

A ideia inicial do projeto partiu da necessidade de se identificar uma solução de custo mais baixo que viabilizasse a digitalização de imagens do tórax, tendo como prioridade acelerar o diagnóstico da tuberculose feito remotamente, via internet.

O projeto tem como foco o Programa Telessaúde Brasil, do qual a Uerj é o núcleo no estado do Rio. Dez estados fazem parte desse programa do Ministério da Saúde. “Dentro do escopo maior do Telessaúde Brasil, cada núcleo desenvolve uma expertise diferencial. No Rio, é a teleconsultoria na telerradiologia pulmonar”, explica Alexandra.

Um dos principais problemas a serem enfrentados era o alto custo das soluções disponíveis no mercado para a telerradiologia. A solução sustentável veio da equipe coordenada pelo professor Amit Bhaya, engenheiro e professor titular da Coppe/UFRJ.

Ele desenvolveu um processo inovador, utilizando um scanner convencional em conjunto com um software original – o ScanX - de uso totalmente amigável, com linguagem simples, e que pode ser operado por leigos.

Basicamente, um exame de raios X em filme convencional é escaneado em quatro partes (por causa do tamanho do filme), e a imagem é automaticamente ‘costurada’, formando uma única imagem digital completa.

O arquivo gerado é compactado o suficiente para não perder detalhes de definição, sem se tornar muito pesado para ser transmitido de locais com conexões lentas à internet. “Tudo foi pensado para ser utilizado por usuários que saibam usar o básico num computador”, explica o professor Amit.

A imagem digitalizada do exame é anexada a um formulário eletrônico desenvolvido no Núcleo RJ no Telessaúde Brasil e enviada a uma equipe de teleconsultores dos serviços de radiologia do HUPE (Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Uerj), HUAP (Hospital Universitário Antônio Pedro, da UFF) e HUCFF (Hospital Universitário Clemente Fraga Filho, da UFRJ).

A resposta é enviada de volta no mesmo formulário. Todo o procedimento segue as resoluções éticas do Conselho Federal de Medicina e da resolução específica em Telerradiologia, aprovada este ano.

Fonte: convergência digital

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