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17 de jan. de 2017

Palestra Gratuita 26/01 11:00- Educação em Bioinformática - Brasil e Portugal



O Núcleo de Tecnologias e Educação a Distância em Saúde da Universidade Federal do Ceará (NUTEDS/UFC) realiza, dia 26 de janeiro, às 11h (horário de Fortaleza/CE), a webconferência especial "Educação em Informática Biomédica: O Estado da Arte em Portugal e no Brasil", ministrada pelo Professor Ricardo João Cruz Correia, docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (U.Porto), em Portugal. A webconferência é aberta ao público.

A iniciativa faz parte da estratégia para a criação do Grupo de Interesse Especial (do inglês Special Interest Groups - SIGs) intitulada Educação em Informática Biomédica. A ideia é fomentar o debate sobre a Informática Biomédica no Brasil, tendo como base a experiência exitosa da universidade portuguesa. A Faculdade de Medicina da U.Porto conta com um departamento específico voltado para a Informática Médica, além de um Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde.

Também deve participar da web a Profa. Dra. Zilma Reis, do Centro de Informática Médica no Centro de Tecnologia em Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Participarão ainda os Núcleos da Rede Universitária de Telemedicina (RUTE) que devem compor o SIG Educação em Informática Biomédica. Além do NUTEDS, na Faculdade de Medicina da UFC, estão confirmados até agora os Núcleos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com o Prof. Dr. José Diniz Junior; da Escola Bahiana de Medicina, com o Prof. Antonio Carlos; da Universidade Federal de Pernambuco, com a Profa. Magdala Novaes; da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, com a Profa. Alexandra Monteiro.

Como participar?
 
A webconferência é aberta ao público em geral. Interessados podem acessar pelo link: http://webconf2.rnp.br/rutehuwcufc. Basta entrar como convidado, colocar o nome e acessar a sala virtual. Lá, é possível acompanhar as discussões, visualizar o conteúdo e participar do debate.
 
Sobre os SIGs e a Rede RUTE
 
Os SIGs são uma iniciativa fomentada pela Rede Universitária de Telemedicina (RUTE) para promoção de debates, discussões de caso e até aulas à distância, por videoconferência ou webconferência, estimulando a integração e a capacitação entre profissionais de saúde em diferentes níveis de formação profissional.

A Rede RUTE é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), apoiada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e coordenada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que visa a apoiar o aprimoramento de projetos em Telemedicina em universidades públicas e Hospitais Universitários (HUs), estimulando a colaboração entre os parceiros, por meio de vídeo e webconferência, com palestras, educação permanente, Segunda Opinião Formativa e teleconsultas.

15 de out. de 2016

Abertas inscrições para Cursos EAD de Introdução à Informática em Saúde, Telessaúde e Telemedicina

O Núcleo de Tecnologias e Educação a Distância em Saúde da Universidade Federal do Ceará (NUTEDS/UFC) abriu inscrições para quatro cursos ofertados em parceria com o Programa Telessaúde Brasil Redes. O público-alvo são os profissionais de saúde, embora, em alguns casos, demais interessados nos temas possam participar.


São 8 mil vagas abertas para todo o Brasil, 2 mil para cada um dos cursos. As inscrições vão até março de 2017. Interessados devem preencher o formulário de inscrição especificado para cada curso. As informações de acesso serão enviadas em até 48 horas após o preenchimento do formulário. Todos os cursos são gratuitos e autoinstrucionais. 



1ª oferta - Capacitação sobre Diabetes Mellitus para Profissionais de Saúde

O curso tem como objetivo ampliar a capacidade de enfrentamento das principais situações de risco relacionadas ao Diabetes Mellitus que se apresentam no cotidiano do profissional de saúde. Podem participar Enfermeiros e Médicos, preferencialmente atuantes no Sistema Único de Saúde (SUS), em especial nas Equipes da Saúde da Família (ESF). O curso tem carga horária de 10h.
CLIQUE AQUI para acessar o formulário de inscrição.


2ª oferta - Curso Contexto Atual da Telessaúde e da Telemedicina no Brasil

O curso de Capacitação "Contexto Atual da Telessaúde e da Telemedicina no Brasil" é voltado para profissionais da área da saúde de nível médio e superior, mas está aberto para demais interessados no tema. 2 mil vagas estão abertas. O curso pretende mostrar a o que é e como funciona o Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes.
CLIQUE AQUI para acessar o formulário de inscrição.

2ª oferta - Curso Introdução à Informática em Saúde

O curso "Introdução à Informática em Saúde" aborda a importância da utilização das Tecnologias Digitais da Informação e das Comunicações (TDICs) na área da saúde, tanto nos aspectos ligados ao que se denomina Informática em Saúde ou Informática Médica, quanto na convergência desta área com a Educação a Distância online. A ideia é enfatizar o valor da educação colaborativa à distância na capacitação profissional em diferentes áreas da saúde. O curso possui três unidades que abordam temas relacionados à história da Informática em Saúde, as perspectivas desta área no Brasil, e aspectos referentes à Saúde Digital. 2 mil vagas estão abertas. Profissionais da saúde e interessados no tema podem participar.
CLIQUE AQUI para acessar o formulário de inscrição.



3ª oferta - Capacitação para Profissionais de Saúde em Telessaúde

O projeto pretende ampliar a capacidade de enfrentamento de situações de risco que se apresentam nas áreas de atuação do profissional de saúde e áreas afins. O curso é constituído de cinco módulos. O primeiro módulo aborda as diretrizes do Programa Telessaúde Brasil Redes, e como este tem funcionado no Estado do Ceará. O segundo aborda as Doenças tropicais com foco na Dengue, Chikungunya e Zica; seguido pelos módulos sobre Geriatria, Drogas e Doenças Crônicas não Transmissíveis. 2 mil vagas estão abertas. Profissionais da saúde e interessados no tema podem participar.

CLIQUE AQUI para acessar o formulário de inscrição.

17 de fev. de 2011

Telemedicina no SAMU


Na  Telemedicina, as informações sobre o estado do coração do paciente são captadas de dentro da ambulância com um aparelho. Esses dados são transmitidos via celular e chegam a essas telas. Em segundos, os cardiologistas analisam o eletro e devolvem o laudo com as orientações para o atendimento.
Além de evitar sequelas, a rapidez também significa economia para o SUS (Sistema Público de Saúde). Com o diagnóstico correto é possível evitar que um paciente com um problema simples ocupe um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), por exemplo.
Mas o atendimento da Telemedicina está só no começo. No Hospital do Coração, em São Paulo, são 137 equipamentos distribuídos em todos os Estados e 400 médicos socorristas treinados. Ainda é pouco. Mas para um país continental como o Brasil é a esperança de levar para os locais mais distantes o que há de melhor nos grandes centros. 

Veja a matéria completa do Jornal da Record:

Fonte: R7

14 de jun. de 2010

Telemedicina é um bom negócio

Pauta boa publicada pelo New York Times : avanços na tecnologia de vídeo e a necessidade de reduzir custos médicos transformaram a medicina interativa num negócio promissor. Leia a reportagem: “The Doctor Will See You Now. Please Log On“. Acima, o doutor Jerry Jones, que trata de pacientes usando vídeo — ele tem contrato com a NuPhysicia, uma das novas empresas de “telemedicina”.
Dr. Jerry Jones usa teleconferência em Houston, para consultar com um paciente do outro lado da cidade. Dr. Jones tem contrato com a NuPhysicia, uma das empresas de telemedicina
.

leia mais em: The Doctor Will See You Now. Please Log On. 


Fonte: por ricardo no site "Desculpe a Poeira"

4 de set. de 2009

Tecnologia amplia uso da telemedicina no Brasil

Da redação ::
Convergência Digital :: 03/09/2009


O projeto de diagnóstico à distância TIPIRX, financiado pela FINEP, leva soluções de baixo custo a municípios do Estado do Rio de Janeiro para tratamento de doenças pulmonares. No Rio de Janeiro ocorre a maior incidência de casos e de mortes por tuberculose no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde.

Outras doenças, como pneumonia e gripe, de risco especialmente alto para pacientes idosos ou debilitados, também são alvo do programa. Desde 2002 a FINEP apoia iniciativas na área de telemedicina, ou seja, medicina à distância. Até agora, já foram investidos cerca de R$ 30 milhões, além de mais de R$ 100 milhões concedidos para o trabalho de estruturação de redes de comunicação.

A importância do investimento em telemedicina é possibilitar o acesso a exames e médicos a pessoas que moram em lugares onde esses recursos não estão disponíveis. Muitas vezes o paciente é obrigado a se deslocar para outras cidades para suas consultas, e isso frequentemente dificulta ou até inviabiliza o tratamento.

"Há pacientes que nem sequer chegam a ser diagnosticados por isso, ou quando são, já é tarde demais", diz a doutora Alexandra Monteiro, professora-adjunta da Faculdade de Ciências Médicas e coordenadora do Laboratório de Telessaúde da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

A ideia inicial do projeto partiu da necessidade de se identificar uma solução de custo mais baixo que viabilizasse a digitalização de imagens do tórax, tendo como prioridade acelerar o diagnóstico da tuberculose feito remotamente, via internet.

O projeto tem como foco o Programa Telessaúde Brasil, do qual a Uerj é o núcleo no estado do Rio. Dez estados fazem parte desse programa do Ministério da Saúde. “Dentro do escopo maior do Telessaúde Brasil, cada núcleo desenvolve uma expertise diferencial. No Rio, é a teleconsultoria na telerradiologia pulmonar”, explica Alexandra.

Um dos principais problemas a serem enfrentados era o alto custo das soluções disponíveis no mercado para a telerradiologia. A solução sustentável veio da equipe coordenada pelo professor Amit Bhaya, engenheiro e professor titular da Coppe/UFRJ.

Ele desenvolveu um processo inovador, utilizando um scanner convencional em conjunto com um software original – o ScanX - de uso totalmente amigável, com linguagem simples, e que pode ser operado por leigos.

Basicamente, um exame de raios X em filme convencional é escaneado em quatro partes (por causa do tamanho do filme), e a imagem é automaticamente ‘costurada’, formando uma única imagem digital completa.

O arquivo gerado é compactado o suficiente para não perder detalhes de definição, sem se tornar muito pesado para ser transmitido de locais com conexões lentas à internet. “Tudo foi pensado para ser utilizado por usuários que saibam usar o básico num computador”, explica o professor Amit.

A imagem digitalizada do exame é anexada a um formulário eletrônico desenvolvido no Núcleo RJ no Telessaúde Brasil e enviada a uma equipe de teleconsultores dos serviços de radiologia do HUPE (Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Uerj), HUAP (Hospital Universitário Antônio Pedro, da UFF) e HUCFF (Hospital Universitário Clemente Fraga Filho, da UFRJ).

A resposta é enviada de volta no mesmo formulário. Todo o procedimento segue as resoluções éticas do Conselho Federal de Medicina e da resolução específica em Telerradiologia, aprovada este ano.

Fonte: convergência digital

5 de fev. de 2014

TELESSAÚDE - As dificuldades para uma boa comunicação entre as partes (parte 2)

por Eduardo Guagliardi

Como havia referido no primeiro post desta série, meu primeiro compromisso como teleconsultor em saúde mental pelo NUTES UFPE era estruturar uma entrevista padronizada que pudesse ser utilizada pelos clínicos, ao encaminharem suas solicitações de consultoria em saúde mental. O NUTES já havia percebido que as comunicações entre clínicos e especialistas podiam se dar de uma forma mais clara e organizada. Mas as dificuldades para se chegar a isso são muitas e, até este momento, as solicitações são ainda feitas através de um email simples, onde o clínico expõe livremente sua dúvida ou expõe o caso. É de interesse de qualquer serviço de telessaúde, em qualquer lugar do mundo, poder constituir um banco de dados a partir das solicitações de consultorias recebidas e das respostas dadas, dando acesso à pesquisadores mediante material organizado e facilmente recuperável. Se assim não for, estaremos usando apenas metade do que as tecnologias podem nos proporcionar.

Na verdade, profissionais de saúde, seja pela formação que recebem, seja pela forma como ainda estão organizados os serviços, não estão muito habituados a trabalharem com formulários padronizados, sistemas informatizados e coisas do gênero. É natural que aquilo que seja básico para qualquer procedimento de telessaúde - como a solicitação de uma consultoria - ainda esbarre em vícios ou hábitos entranhados em épocas anteriores à nossa era digital. Um profissional de saúde "não alfabetizado digitalmente" tenderá a ver com naturalidade um pedido informal de teleconsultoria e poderá ter muita resistência para aderir a qualquer tipo de formulário padronizado a ser preenchido e enviado pelo computador.

Na área "psi", sobretudo nos serviços públicos de saúde mental deste país, onde predomina entre os profissionais a visão da chamada "Reforma Psiquiátrica" que tende a hiper-valorizar o contexto de vida do sujeito, existe uma grande tendência para o que poderíamos chamar de "subjetivação plena das análises e dos processos". Esta subjetivação se estende inevitavelmente aos registros de atendimentos que são feitos de uma tal maneira que, muitas vezes, dados fundamentais para o diagnóstico médico são colocados em segundo plano. Estes registros "à mão livre", como sempre ocorre nestes casos, geram dados que serão praticamente irrecuperáveis e que estarão perdidos para sempre pelos sistemas de informação. Os Centros de Atenção Psico-social, baluartes da "Reforma Psiquiátrica", espalhados por todo o país, estão abarrotados de pilhas e pilhas de prontuários escritos à mão que com muita dificuldade poderão ser consultados e pesquisados, numa curiosa prova de que a importância do sujeito e de sua singularidade não levou, até o momento, estes serviços a darem melhor destino e trato aos documentos destas pessoas (nunca sendo demais lembrar que o prontuário é do paciente, não do médico, nem do serviço). Trata-se de um problema que, na verdade, tem origem na própria formação destes profissionais, e que mais tarde se agrava nos serviços - especialmente nos da rede pública - onde a informatização limita-se à algumas planilhas preenchidas pelos gestores e passa longe das salas de atendimento.

O panorama da área de saúde, tanto pelo lado de quem faz a solicitação de teleconsultoria como pelo lado de quem a recebe é este então, em resumo: profissionais e serviços ainda não inteiramente preparados para lidarem com as novas tecnologias e seus pressupostos.


Mas como então conseguiremos superar esses velhos vícios e hábitos, indo além de relatos puramente subjetivos e conseguindo adotar protocolos para uma rápida e objetiva descrição de caso, reconhecendo sinais e sintomas de algum transtorno mental? E como fazer com que um clínico sem treinamento específico na área consiga, ao registrar um determinado atendimento, fazer-se entender por um psiquiatra? Como construir um instrumento que, mesmo tendo que ser utilizado por computador, não represente uma dificuldade nem levante resistências em profissionais pouco habituados às tecnologias?

Interessante lembrar que telessaúde e telemedicina no Brasil são conceitos e iniciativas que, até o momento, não cruzaram as fronteiras dos meios acadêmicos e oficiais, não tendo assim alcançado as leis do mercado. Nos EUA, por exemplo, já existem vários serviços particulares de telepsiquiatria que oferecem consultoria (paga) em diversas áreas para escolas, hospitais, cidades e cidadãos. É de se supor que a concorrência entre estes serviços tenha contribuído para o desenvolvimento de plataformas e tenha ajudado aos órgãos reguladores no estabelecimento de diretrizes e parâmetros. No Brasil, a opção foi por simplesmente vedar (ou dificultar) ao médico o uso deste recurso tecnológico, fora dos limites oficiais ou acadêmicos. 

Como se sabe, vários estados brasileiros já têm seu núcleo de telessaúde e alguns já se destacam com boas plataformas. Embora não seja assumido abertamente, alguns destes serviços oficiais competem entre si, no afã de terem sua plataforma como a oficialmente escolhida para ser o modelo adotado nacionalmente. Este "mercado paralelo" é tão parecido com o mercado convencional que quem trabalha num núcleo dificilmente tem acesso e conhece em detalhes como funciona a plataforma do outro estado - segredos industriais. É de se perguntar se o desenvolvimento do setor de telessaúde e telemedicina no país não ganharia mais se houvessem regras menos rígidas e houvesse mais abertura para a participação de empresas, lado a lado das universidades e governo...

De qualquer modo, considerando-se o contexto brasileiro da telessaude, está claro que a construção de instrumentos como entrevistas padronizadas impõe a observância de critérios bem estabelecidos e aceitos, academicamente falando. Por outro lado, em se tratando de um instrumento que será utilizado por não especialistas e, partindo-se da ideia de que seja algo para facilitar-lhes a vida, deveríamos ter em mente evitar aquilo que nem sempre o mundo acadêmico consegue evitar: seus preciosismos. Na prática, o instrumento deveria então ser um meio termo entre aquilo que é aceito cientificamente (ou que, ao menos, não se contrapõe ao consenso na área) e aquilo que é prático, corriqueiro e reconhecível pelos profissionais que estão atuando na linha de frente dos serviços públicos.

Com tudo isto em mente, apresentei recentemente ao NUTES uma proposta de um formulário para solicitações de consultorias, que ainda está sendo analisada. Com poucos campos para serem assinalados e respondidos objetivamente, este formulário tentaria dar conta ao menos dos principais e mais graves transtornos mentais. Sua preocupação seria fazer com que o clínico não deixasse de informar pontos importantes para o diagnóstico e tratamento da condição. Um exemplo seria a informação de internações psiquiátricas prévias ou de tentativas de suicídio. Para o psiquiatra consultor certamente estes seriam eventos relevantes e onde a informação inclusive da data em que ocorreram seria igualmente importante. Importante salientar que, dependendo da orientação do pesquisador ou gestor quanto à concepções do que vem a ser um transtorno mental, um simples formulário de solicitação como este pode apresentar ou omitir perguntas. Profissionais simpáticos à chamada "Reforma Psiquiátrica", como já referimos no início deste texto, tenderiam a hipervalorizar informações dos aspectos sociais e familiares, em detrimento de informações clínicas ou relacionadas à tratamentos medicamentosos, enquanto profissionais da "linha biológica" tenderiam a deixar de lado dados referentes à vida diária do paciente, suas relações de trabalho, familiares etc.

Como se vê, um simples formulário de solicitação de teleconsultoria na área da saúde mental pode levantar inúmeras questões, de diferentes ordens e aspectos. De modo nenhum se trata de um mero formulário... e não pode ser tratado assim. Talvez por isso mesmo se entenda o fato de que, até hoje, nenhum serviço, ao que se saiba, tenha "comprado esta briga" e a levado até o final. Quem disse que os caminhos da telessaúde e da telemedicina no país são fáceis e já estão todos abertos?

Eduardo Guagliardi é médico psiquiatra, formado em 1986 pela UFRJ. Já viveu e trabalhou em vários estados brasileiros, sempre atuando na rede pública e privada. Atualmente é aluno do curso de especialização em Informática em Saúde (UAB-UNIFESP). Escreve regularmente e mantém dois blogs (http://e-saudemental.com e http://edmedandtech.wordpress.com ) além de fazer a curadoria dos temas “saúde mental e tecnologias” e “educação médica e tecnologias” em páginas do Facebook (https://www.facebook.com/esaudementalhttp://bit.ly/edmedandtech) e Scoop.it! (http://www.scoop.it/t/pensa-tics http://www.scoop.it/t/edmedandtech). Está no Twitter: @e_saudemental





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28 de jan. de 2017

Evidências científicas sobre o uso do whatsapp na prática clínica

A cada dia usamos mais o whatsapp tanto entre colegas quanto em comunicação com pacientes. E na minha opinião, é uma excelente forma de segunda opinião médica, relatório de encaminhamento médico, contato com especialistas, etc...

Hoje vou falar de uma revisão do uso do app na prática clínica (1). WhatsApp in clinical practice: A literature review  revisou a literatura sobre o uso do WhatsApp na prática clínica, como é usado e a satisfação dos usuários com a ferramenta. 

Houve sete relatos de casos, seis dos quais foram da Índia e um da Arábia Saudita Arábia. Seis serviços clínicos, além de grupos intradepartamentais, incluíram um serviço de triagem de retinopatia diabética na Índia que usava uma câmera de fundo acoplada a um smartphone, um serviço de triagem para patologia bucal e odontológica na Itália, um segundo serviço de opinião para emergências maxilofaciais na Turquia, um programa de cardiologia de emergência na Turquia, e pacientes na Espanha usando WhatsApp para contatar seu alergologista. Uma visão geral do uso de aplicativos cirúrgicos na prática clínica mencionou o uso de WhatsApp por um cirurgião pediátrico na África do Sul.




O WhatsApp está sendo usado em uma variedade de serviços clínicos para facilitar a comunicação dentro de grupos intradisciplinares.

Os médicos incorporaram o WhatsApp em sua prática cotidiana sem a necessidade de formação adicional, quer técnica ou profissional. Em geral, as vantagens práticas de usar WhatsApp superam as desvantagens. Há má compreensão e equívoco de como o WhatsApp usa criptografa, transmite e armazena mensagens de texto e arquivos associados. O consentimento, a confidencialidade, a privacidade dos pacientes, a segurança dos dados e a manutenção de registros foram pouco relatados (o artigo foi escrito antes da criptografia end-to-end). Parece que a maioria dos clínicos não tinha conhecimento das potenciais violações de segurança e confidencialidade que poderiam ocorrer.

Alguns  médicos erroneamente acreditavam que usar uma conexão wi-fi (de preferência protegida por senha) em vez do serviço GSM do telefone, ou que confinar mensagens para o grupo de bate-papo resolvia os problemas de segurança. Idealmente não deve haver dados de pacientes armazenados em um telefone. Alguns defendem a supressão de mensagens após um determinado período, enquanto outros têm notado os benefícios de ter dados do paciente permanentemente armazenados. Os dados do WhatsApp armazenados em telefones permanecem criptografados, mas podem ser "lidos" se o telefone estiver desbloqueado. As precauções razoáveis são proteger a senha do telefone, de preferência usando biometria e senha no app.

Conclusão
A ubiquidade do WhatsApp, sua simplicidade, baixo custo e criptografia melhorada tornam uma proposta atraente para o desenvolvimento de serviços de telemedicina em ambientes com restrições de recursos. O advento da criptografia de ponta a ponta reduz as preocupações de segurança, mas pode enfrentar a regulamentação médica em alguns países. O que é necessário agora é o desenvolvimento de diretrizes para o uso do WhatsApp para grupos intradisciplinares e consulta de telemedicina. Estas podem começar como diretrizes genéricas que podem ser adaptadas para atender às necessidades legais, regulatórias e éticas locais usando o WhatsApp

1. MARS, M.; ESCOTT, R. WhatsApp in clinical practice: A literature review. Studies in Health Technology and Informatics, v. 231, p. 82–90, 2016. Disponível em: <http://ebooks.iospress.nl/publication/45680>. 

19 de jun. de 2013

Google Glass e sua aplicação na telemedicina em teste

John Rodley
O potencial médico do Google Glass está sendo testado pelo desenvolvedor John Rodley, que é o responsável pelo app ArrtGlass (RRT significa "rapid response team"). 
A Equipe de Resposta Rápida é uma equipe de plantão no hospital, responsável por avaliar e atender aos pacientes que apresentam piora aguda e grave do quadro clínico. Ela é responsável pela diminuição da mortalidade nas paradas cárdio-respiratórias ocorridas fora das unidades de terapia intensivas. E mais ou menos como se fosse o nosso plantão geral aqui.
O app ArrtGlass permite o contato remoto da RRT com o paciente. Uma enfermeira usando o Google Glass transmitiria à Equipe de Resposta Rápida um vídeo ao vivo do paciente, assim como frequência cardíaca, saturação de oxigêncio, temperatura, frequência respiratória e pressão arterial, além de ECG, enquanto a equipe está a caminho do leito. 


Outra possibilidade interessante seria o atendimento pelo SAMU em locais de acidentes e o uso pelo médico responsável para discussão de casos com Especialistas. O Google Glass caminha para ser mais um gadget de telemedicina devido ao seu potencial de streaming de vídeo!
A startup de John Rodley chama-se Farlo (que em italiano significa "fazer").Quem desejar mais informações sobre a Farlo e app aRRTGlass, entre em contato diretamente John em john@farlo.co e @ farlohealth no Twitter.

O post acima tem como fontes: Boston.com, HCPlive

30 de jan. de 2013

Telemedicina e as vítimas de Santa Maria


A SMCC ( Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas) realizará hoje às 16:00 na UNICAMP uma teleconferência entre médicos do Brasil, Canadá e Estados Unidos, unindo os maiores especialistas em atendimento a queimados e trauma desses países para auxilio as vitimas de Santa Maria.

Teleconferência – debate médico para atendimento às vítimas de Santa Maria
Local: Hospital das Clinicas da Unicamp – sala de telemedicina
Horário: 16h00

4 de jun. de 2011

Medicina e tecnologia vão convergir em 5 áreas

Medicina e a tecnologia estão convergindo no cuidado aos pacientes em um ritmo mais rápido do que a maioria das pessoas imagina. Os avanços de tecnologias da era espacial aplicadas à saúde - do atendimento inicial, como a telemedicina, até os robôs cirurgiões - estão rapidamente se tornando comuns em muitos hospitais. E o que poderemos esperar a seguir? Quais serão os benefícios que a tecnologia trará à Medicina no futuro próximo? Este foi o tema do estudo realizado pelo Professor Atam Dhawan, do Instituto de Tecnologia de Nova Jérsei, nos Estados Unidos, especialmente para uma Conferência sobre Engenharia, Medicina e Biologia, que se realizará em Boston, em Agosto.


Futuro da Medicina


O evento, considerado como a maior reunião mundial de bioengenheiros, tem por objetivo analisar profundamente o futuro da Medicina.

"Nosso objetivo é investigar quais as tecnologias de engenharia biológica e biomédica que tendem a se tornar importantes na próxima década," afirmou Dhawan. "Um amanhã mais saudável consiste em avanços que vão desde biomarcadores para o diagnóstico precoce e o monitoramento de doenças, até a engenharia de sistemas neurais."

Foram identificadas cinco novas "áreas quentes" no campo da bioengenharia. Segundo Dhawan, é aí que a Medicina e a eletrônica irão se unir e exercer o maior impacto sobre a vida das pessoas.


  • Tecnologias para o atendimento médico


"É através das tecnologias no ponto de atendimento que a Medicina pode ser exercida em situações individuais, que variam de monitoramento da saúde até a telemedicina," diz o pesquisador. Todas as soluções de atendimento médico dependerão da conexão entre os pacientes e os profissionais de saúde através de computadores. Tratar as pessoas dessa maneira pode ter benefícios não apenas na forma de uma grande redução de custos, mas também do ponto de vista da qualidade do atendimento. Dentro desta abordagem, a "engenharia de enfermagem" está se tornando rapidamente uma carreira do futuro. O mesmo ocorre com a vigilância, a tele-saúde, a gestão de informações de saúde em situações de desastres e várias outras. Todas estas soluções dependerão de melhorias de hardware e de software, desenvolvidos especialmente para a área de saúde.

  • Bioeletrônica
Avanços entusiasmantes em várias áreas da neurociência estão sendo obtidos com os avanços rápidos verificados na bioeletrônica, na tecnologia de bio-nano-sensores (sensores construídos com nanotecnologia, usando materiais biológicos) e na engenharia neural.
Estes progressos tecnológicos são fundamentais para enfrentar os desafios de melhorar os conhecimentos básicos do sistema nervoso, a neurofisiologia e os distúrbios neurológicos e para desenvolver dispositivos de interface com tecidos neurais.



  • Engenharia de tecidos
A engenharia de tecidos e a Medicina regenerativa é considerada por muitos como a onda do futuro.
O advento de terapias baseadas em células-tronco colocou a Medicina regenerativa no centro das atenções.
A terapia gênica também vai desempenhar um papel mais importante nesta nova era da Medicina.




  • Imageamento óptico
As tecnologias de imagens ópticas serão cada vez mais utilizadas para o diagnóstico e para o acompanhamento do câncer, das doenças cardiovasculares e outras doenças fibróticas.
As atuais pesquisas sobre imageamento molecular e agentes terapêuticos estão se centrando na descoberta e uso de alvos moleculares naturais para tratar as diversas doenças.
Essas pesquisas também buscam novas abordagens para encontrar forma melhores de explorar as diferenças associadas com os alvos moleculares - entres os estados normal e doente.


  • Bio-robôs
Cada vez mais, os pacientes verão robôs médicos ou bio-robôs se tornando uma parte importante no seu atendimento e nos seus tratamentos.
"Estes robôs irão desenvolver novos micros e macros dispositivos para auxiliar no diagnóstico, cirurgia, prótese, reabilitação e apoio domiciliário," afirmou Dhawan.
"As aplicações clínicas, terapêuticas e cirúrgicas dos robôs médicos com instrumentação avançada, sensores, atuadores e sistemas de tempo real podem ter um impacto revolucionário na Medicina e no cuidado da saúde," conclui ele.


22 de nov. de 2010

Estetoscópio da Littmann agora é um gadget de telemedicina


A 3M está anunciando o novo Littmann Scope-to-Scope Tele-Auscultation System, que permite aos médicos ascultarem os pacientes remotamente usando um estetoscópio como se eles estivessem no local. Utilizando a conectividade Bluetooth, o sistema transfere, em tempo real de áudio,para outro estetoscópio Littmann Modelo 3200 em qualquer lugar do mundo. 
estetoscópio, além de ser um dispositivo médico de diagnóstico, agora se torna um dispositivo de comunicação e telemedicina.


  • Tecnologia Bluetooth ®, estetoscópio Littmann ® modelo 3200 eletrônico 


  • Oferece qualidade de um interface amigável e som de alta qualidade


  • Requer software fácil de instalar e usar


  • Na tela do paciente, o Scope-to-Scope Software captura o som cardíaco com um sensor, e transmite via wireless para o software usando o Bluetooth do modelo Littmann ® 3200  


  • Na tela do médico, o som é emitido para as olivas do consultor, que ouve os sons internos do paciente como se o paciente estivesse presente


  • Press release: New 3M™ Littmann® Scope-to-Scope Software Transforms Tele-Auscultation Experience ...




    Fonte:  medgadget

    3 de jul. de 2010

    Seminário online 05 de Julho: A Ética Profissional na Informática em Saúde

    Inspiradas pelo código de ética profissional mais antigo do mundo, o Juramento de Hipócrates, muitas profissões delinearam seus próprios códigos de ética e a área de informática em saúde, embora não seja ainda uma profissão reconhecida oficialmente em muitos países, inclusive o Brasil, tem procurado fazer o mesmo. 
    Um código de ética para a informática em saúde contém muitas particularidades, delineadas exemplarmente pela Associação Americana de Informática Médica (AMIA) e que são apresentados e discutidos na palestra. O entendimento dos riscos éticos e soluções normativas são exemplificados através de casos reais ou fictícios, que serão discutidos com os participantes. O surgimento de redes interconectadas globais e a universalização dos documentos digitais são os fatores de maior impacto a curto e longo prazo, como por exemplo, em uma ética para a telemedicina. A regulamentação das responsabilidades éticas em registros eletrônicos de saúde, a responsabilidade civil do informática biomédico, as classes de softwares e dispositivos médicos de acordo com esse risco, a necessidade de acreditação e controle de qualidade de softwares e processos, etc. são discutidos no contexto da ética profissional.

    A participação é gratuita para sócios quites da SBIS.

    Recomenda-se especialmente que estudantes de graduação e de pós-graduação em informática em saúde e telemedicina participem desse seminário.

    Para quem ainda não se inscreveu, é necessário inscrever-se previamente pelo site http://sbis.virtual.org.br

    No site do curso estarão disponiveis também PDF dos slides do palestrante, referências bibliográficas e sites recomendados. Perguntas e discussões adicionais poderão ser colocadas através de um webfórum e respondidas pelo palestrante.

    Se você não for, vale a pena ficar sócio só por isso, pois a taxa de inscrição no Ciclo para não sócios é de R$ 190,00 para 10 palestras (19 reais por palestra).

    Clique aqui para solicitar sua inscrição de associado:

    Atenção: a capacidade do auditório virtual é limitada a 50 participantes. Inscreva-se o quanto antes. O curso vale pontos para o Certificado de Atualização Profissional (CAP) da SBIS, 0.5 ponto por palestra. As palestras, em número de 10 por ano, serão transmitidas pela Web em tempo real, com possibilidade de interação, das 18 as 19:30 (horário de Braslia)

    Qualquer dúvida, escreva para sabbatini@edumed.org.br

    O evento é organizado pela Diretoria de Educação e Formação Profissional da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde, com o apoio técnico e hospedagem do Instituto Edumed para Educação em Medicina e Saúde. 

    Palestra: A Ética Profissional na Informática em Saúde
    Local: site da SBIS
    Data e Horário: 05/07/2010 de 18:00 às 19:30

    30 de mai. de 2010

    Telemedicina afasta usuários dos hospitais

    Os Serviços de Saúde de North East Essex, no Reino Unido, registaram um decréscimo de 44 por cento nas visitas aos hospitais desde que foi implementado um sistema de telemedicina na região.

    A informação foi fornecida pelo portal Public Technology e dizem respeito aos primeiros seis meses de teste do projeto. Com base nestes valores, a organização acredita que até uma centena de pacientes com doenças crônicas, como os que sofrem de doença pulmonar obstrutiva ou insuficiência cardíaca, podem beneficiar-se de uma melhor prestação de cuidados de saúde.

    Através deste sistema os pacientes podem medir diariamente em casa ou na unidade de saúde mais perto da residência aspectos como a pressão arterial, peso, temperatura ou os níveis de oxigénio, entre outros. Esta informação é depois enviada em tempo real para um especialista, que avalia se o paciente necessita de algum cuidado especial.
    Enviado por: Renato M.E. Sabbatini, PhD via SBIS NEWS

    18 de mar. de 2010

    RJ implanta serviço de diagnóstico à distância no PSF



    Exames realizados pelo PSF devem ser encaminhados, via internet, para o Hospital Miguel Couto, onde especialistas ajudarão no diagnóstico

    O Programa de Saúde da Família Olímpia Esteves, no Rio de Janeiro, vai contar com serviços de telemedicina de diagnóstico com radiografias. A novidade faz parte da estratégia da Secretaria Municipal de Saúde em diagnosticar doenças com maior rapidez sem necessidade de o paciente esperar por um consulta da rede pública. A ação da secretaria deve começar a ser testada nesta quinta-feira (18).
    Os exames realizados pelo PSF devem ser encaminhados, via internet, para o Hospital Miguel Couto, onde especialistas ajudarão no diagnóstico. De acordo com a secretaria, a telemedicina pode ser usada para reduzir a sobrecarga de hospitais. A ideia é integrar a rede pública ao sistema.
    A implantação em larga escala do serviço de diagnóstico à distância ainda depende da integração on-line de toda a rede municipal, que terá que ser licitada, segundo a secretaria.  
    18/03/2010


    23 de dez. de 2009

    Internet na medicina reduz em 50% ida de pacientes para grandes centros


    Um levantamento do Ministério da Saúde obtido pelo G1 mostra que a troca de informações via internet sobre pacientes entre médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) está reduzindo em pelo menos 50% os deslocamentos de quem está em tratamento entre cidades pequenas e grandes centros.

    A telemedicina serve como suporte ao diagnóstico e não permite ao médico dar diagnósticos à distância. Um dermatologista, por exemplo, que tenha dúvidas sobre o estado de um paciente, pode enviar uma foto do caso via e-mail a outro médico, que faz outra análise. Isso evita que o paciente tenha que ir a outro hospital em um grande centro.


    A pesquisa, feita pela Universidade Federal de Minas Gerais, mostra também que o custo de atendimento chegou a ser dez vezes menor no estado. Esse custo, segundo o ministério, inclui desde os computadores utilizados no programa até a economia feita com a gasolina não utilizada nos deslocamentos.



    “Tem prefeitura em Minas que gasta mais com combustível e deslocamento do que para pagar médicos no local”, afirma Francisco Campos, secretário de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde do ministério.


    O programa do Ministério da Saúde, chamado de Telessaúde Brasil, está em 728 municípios de somente dez estados (AC, AM, CE, GO, MG, PE, RJ, SP, SC e RS), mas a proposta é expandir aos outros no ano que vem.


    Segundo Chao Lung Wen, professor da Universidade de São Paulo da área de telemedicina, um dos problemas para a expansão do sistema é a dificuldade estrutural. “O Brasil tem muitos locais em que precisamos criar bandas de comunicação de alta performance. Mas as coisas não estão paradas. Mesmo os locais com dificuldades estão sendo identificados”, diz.



    Ele aponta também que a disseminação da prática passa pelos profissionais. “Além de prover a tecnologia, prover banda, você precisa desenvolver um novo hábito, que não está no dia a dia deles [dos médicos]. É uma estratégia de treinamento contínuo e criação de políticas de apoio”, afirma.

    Fonte: G1

    12 de mai. de 2009

    Holanda tornará obrigatório o Registro Eletrônico de Saúde


    Instituições holandesas que lidam com a saúde da criança utilizarão os registos de saúde electrónicos (EHRs) até ao final de 2009, segundo o ministro da Saúde da Criança.

    O Ministro holandês Andre Rouvoet disse que os arquivos eletrônicos irão incluir informações sobre o histórico de saúde da criança, a sua situação familiar, e várias outras circunstâncias. O sistema é projetado para ajudar a melhorar a qualidade de saúde da criança, recolhendo todas as informações cruciais sobre um histórico médico da criança em um documento central que pode ser consultado por pessoal autorizado.

    Quando o sistema estiver totalmente implementado, todos os recém nascidos receberão um arquivo electrônico após seu primeiro contato com uma instituição de saúde, de acordo com Rouvoet.

    Fonte Citação: Naditz, Alan. "Holanda para ir electrónico com saúde da criança pelos registros tardios 2009. (telemedicina news) (Breve artigo). "Telemedicina e e-Saúde 14,8 (outubro 2008): 734 (1). Académica OneFile. Gale. CAPES. 10 de Maio de 2009 .

    1 de fev. de 2009

    Medicina e tecnologia da informação criam novas profissões

    A medicina se une cada vez mais à tecnologia de ponta - robôs servem de assistentes de médicos, surgem sofisticados programas de diagnósticos por imagem, cirurgias e pacientes já são monitorados a distância.
    Esse fenômeno não só cria novas profissões como exige a educação continuada dos profissionais da saúde, bem como abre frentes para especialistas de outras áreas que nunca imaginaram atuar neste campo.
    Médicos tornam-se executivos, físicos trabalham em hospitais e engenheiros começam a estudar medicina. Em centros de pesquisa brasileiros de ponta há investimento em várias especializações. 'Temos profissionais bolsistas em doutorado em genômica (com enfoque em câncer), neurociência, e-medicine (monitoramento de doentes), terapia celular e pesquisas clínicas', comenta o geneticista Carlos Alberto Moreira, diretorsuperintendente do Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP) do Hospital Albert Einstein, ao comentar as áreas que ganham ênfase hoje e a necessidade que a instituição tem de atualizar seus profissionais. 'Há mais campo de trabalho em pesquisa de doenças vasculares, neurologia e oncologia (esse último principalmente em diagnóstico)', diz o executivo, que atua como pesquisador há 25 anos.
    Ele comemora o fato de que ao longo da sua carreira presenciou vários avanços. 'Acompanhei de perto a grande explosão da biotecnologia e o advento da imagem'. Agora, além de reciclar os profissionais do Einstein, o IEP oferece hoje uma série de especializações para profissionais de saúde. Lá são ministrados 20 cursos de pós lato sensu, como medicina nuclear, patologia clínica, psicologia hospitalar.
    Um dos principais entusiastas do casamento da medicina com a robótica é o coordenador geral da disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Chao Lung Wen. Ele explica que hoje ocorre uma convergência de profissões em prol da saúde. 'Os profissionais de tecnologia da informação e ciências da computação são importantes para viabilizar os portais de aquisição de informações e obtenção de segunda opinião médica', diz.
    'Eles atuam na comunicação via videoconferência ou streaming (áudio mais vídeo em tempo real), no desenvolvimento de softwares acoplados a equipamentos de diagnóstico ou mesmo a robôs que auxiliam em cirurgias, desenvolvimento de ferramentas para educação de médicos e público geral.'
    Também cita a criação de soluções para facilitar o tráfego, acesso e armazenamento de dados médicos (prontuários eletrônicos, redes digitais, bancos de dados).
    O cirurgião cardiovascular Leonardo Esteves Lima, que trabalhou como cirurgião-assistente no Hospital La Pitié-Salpêtrière - o maior da capital francesa, para onde a princesa Diana foi encaminhada em estado quase terminal -, chega a fazer prognósticos. 'Em dez anos, 70% das cirurgias, todas elas, serão feitas com o auxílio da robótica.' Suas últimas empreitadas envolvem a bioengenharia, paixão de adolescente, que ele traduziu em meticulosos robôs, desenvolvidos por empresas americanas e testados por ele em cirurgias cardíacas, que se movem apenas pelo reconhecimento de voz.
    'Tenho estudado muito a força da migração da tecnologia da informação para outros campos. Muita coisa coisa já saturou', afirma Roberto Braga, da Siemens. Engenheiro elétrico especializado em biotecnologia, ele diz que vem se dedicando ao estudo da área médica, principalmente da gestão em saúde.
    A Siemens, assim como outras gigantes de tecnologia, vem investindo na produção de equipamentos eletromédicos. 'Uma das minhas tarefas é estudar as necessidades da comunidade cientifica local', observa. Ele também coordena treinamento de médicos em tecnologia. E ele faz um alerta aos médicos. 'Tenho procurado médicos para trabalhar na área de tecnologia. E isso é uma tendência mundial. No mundo inteiro ocorreu assim', diz Braga. 'Uma empresa de tecnologia não vive só de engenheiros.' Ele conta que também é preciso investir na formação de biotécnicos.
    O professor Flávio Dantas, titular da cadeira de Ética da Universidade Federal de Uberlândia, lembra que, além dos avanços da telemedicina, é importante para o profissional que pretende trabalhar na área da saúde entender o quanto o Brasil mudou seu perfil em termos de saúde. 'Saímos do padrão de doenças transmissíveis para as degenerativas crônicas. Vamos precisar de médicos que saibam entender e cuidar bem do envelhecimento e isso inclui pesquisar agravos evitáveis, estímulo de bons hábitos', explica. 'Nunca houve tanto interesse dos jovens pela genética como hoje. Temos décadas de pesquisa pela frente, para estudarmos plantas e organismos', observa a bióloga Mayana Zatz. 'Será possível passar décadas inteiras estudando. Cada pesquisador poderá optar por um grupo de genes, doenças, plantas', diz ela, ao comentar o campo que surgiu após o seqüenciamento do genoma.
    Seu trabalho de decodificação de genes atuantes em doenças neuromusculares - no Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP) - conquistou, em 2001, o prêmio concedido pela L´Oreal e Unesco para uma cientista de cada continente.

    (O Estado de S.Paulo-14/03/05)