3 de jun. de 2020

Atenção Estudantes de Medicina: sorteio de um kit de sutura e placa de treino de sutura!

O Blog TI Medicina convida os Estudantes de Medicina residentes na América Latina a responderem a pesquisa sobre Preferências de Aprendizagem. Todos os que responderem até 01/07/2020 estarão concorrendo a um kit de sutura e uma placa de treino de sutura!! Participem e convidem seus amigos!
Placa de treino de sutura com 11 tipos de ferimentos e 3 camadas de pele

Kit de sutura da Kolplast com um porta-agulha, uma tesoura, uma pinça dente de rato, um fio de Nylon, um campo e um pacote de gaze.
Link da pesquisa: http://tiny.cc/kitsutura

28 de abr. de 2020

Teorias da Aprendizagem (em EAD)

Estou fazendo um curso de EAD: MOOC EaD de AaZ., que estou gostando bastante. Por isso vou fazer uns posts sobre o que eu acho interessante, e mais adiante espero poder fazer posts aplicando  os ensinamentos do curso com aplicação no ensino médico. 
Tenho bastante interesse em como fazer ambientes de ensino médico online interessantes e funcionais, que possam realmente contribuir com o aprendizado médico. Aguardem!!!
Fiz um Mapa Mental das principais teorias - algumas dessas nem são consideradas teorias em si- de aprendizagem. Foi mais uma tentativa de compartimentar e colocar tudo no papel, mas aceito críticas e correções de quem é mais interado do assunto. 
Veja a imagem ampliada aqui e aqui (jpeg). 

26 de abr. de 2020

Total de casos confirmados de Covid-19

Total de casos confirmados de Covid-19

O número de casos confirmados é menor que o número total de casos. A principal razão para isso é o teste limitado.


Total de mortes confirmadas por COVID-19

Total de mortes confirmadas por COVID-19

Testes e desafios limitados na atribuição da causa da morte significam que o número de mortes confirmadas pode não ser uma contagem precisa do número real de mortes por COVID-19.

26 de mar. de 2020

Os "poréns" da Telemedicina liberada pelo Ministério da Saúde e CFM

Trouxe um post do Linkedin, do Robertson Bernardo (Membro da Câmara Técnica de Diag. por Imagem do CFM. Fundador do IRB®. Diretor de qualidade do CIIM Poços de Caldas-MG).

"E finalmente o CFM liberou a telemedicina no Brasil, correto?


Não é bem assim, de verdade.

Quem liberou alguma coisa foi o ministério da Saúde, através da portaria Nº 467, de 20 de março de 2020.
Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem


Esta portaria determina a liberação, POR TEMPO DETERMINADO, de recursos de telemedicina, tais como a teleconsulta, teleconsultoria, etc. Estabelece também alguns critérios para a sua aplicação, especialmente quando estivermos diante da necessidade de entrega de receitas.

Pois bem, eu aqui quero ainda acrescentar mais coisinhas a isso tudo.
Principalmente porque VOCÊ, médico ou médica, será o responsável legal por tudo o que será feito.


Sim, caro amigo, cara amiga, não será o serviço que te contrata o único responsável pelas trocas de informações.

Vamos lá? Eis alguns pontos a serem considerados:

1 - Você tem programa específico e seguro para a teleconsulta?


Sim. Você precisa de ferramenta de vídeo que permita a troca de informações de modo seguro, em que você possa gravar a consulta, para arquivamento. Essa conexão deve ser síncrona (em tempo real), e que você possa auditá-la.

2 - Você tem certeza que o paciente que está consultando é verdadeiramente o paciente que diz ser?


Parece surreal, mas é questão relevante (por isso a obrigatoriedade da gravação). Imagine que um usuário de convênio resolva ter atendimento por teleconsulta, mas, na verdade, põe em atendimento outra pessoa no lugar dele. Todos os dados ficarão no prontuário do conveniado, inclusive eventuais patologias e comorbidades relevantes.

3 - Seu convênio está disponível a pagar pela teleconsulta?


Não existe, até o momento, nenhum código TISS ou TUSS que permita o reembolso pela teleconsulta. Obviamente que as operadoras têm esse recurso, mas em acertos com seus médicos conveniados. Mas, diretamente, entre você e o paciente, não há previsão, até a presente data.

4 - Você tem que manter os dados no prontuário e por tempo indeterminado.


É isso aí! Você tem que manter os dados da consulta (as gravações, inclusive), por tempo indeterminado, e com registro no prontuário do paciente.

5 - O paciente tem que estar de acordo com a teleconsulta, aceitando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido que você tem que providenciar.


É um grande dilema. Os termos de consentimento devem ser individuais, de acordo com cada especialidade. E o paciente tem que dar um "de acordo" antes de iniciar a consulta. Pode ser por aceite na página da internet, pode ser por aceite em documento físico retornado ao médico. Não importa. TEM QUE TER TCLE antes de começar a consulta. E tem que estar arquivado no prontuário.

6 - Vai armazenar os dados em nuvem? Cuidado com a Lei Geral de Proteção de Dados - LGPD


Isso mesmo! A empresa que você escolheu para armazenamento dos dados do seu paciente DEVE estar de acordo com a LGPD brasileira, preferencialmente com hospedagem no Brasil ou em País com leis de proteção de dados (GPDR na Europa - HIPAA nos EUA), ressaltando-se que a hospedagem no exterior te faz ser corresponsável nas duas pontas (eu, particularmente, não gostaria de ter meus dados armazenados em servidor na Califórnia, p.ex., porque a HIPAA lá é de arrancar o fígado a cada vazamento). Ademais, VOCÊ tem que ter um contrato assinado com o provedor de armazenamento, garantindo que ele cumpre INTEGRALMENTE a LGPD brasileira.

7 - Vai dar receita? TEM que ser assinada digitalmente


Mais uma coisinha na lista. Sua receita tem que ser assinada digitalmente, de acordo com o ICP-Brasil, certificados pelo menos A3. Essa receita DEVE ser encaminhada diretamente à farmácia, para evitar cópias não autorizadas dela. O paciente leva somente os dados para a farmácia e a farmácia encontra a receita e avia.

8 - Receita de controlados? Esqueça!


O receituário de controlados - receita azul - só presencialmente, por enquanto.

9 - Whatsapp?


Use! Se você quiser que sua receita, sua consulta e seus vídeos circulem em velocidade maior do que a da transmissão do SARS-COV2, use. É pedir para visitar o juiz!

10 - Hardware adequado


Parece óbvio, mas acredite em mim, não é tão assim. Internet estável, câmeras de boa qualidade, storage para armazenamento das imagens, capacidades de rastreamento de todas as etapas, etc... Precisa de um ambiente favorável.
Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem


Existem vários produtos sendo oferecidos no mercado, que vão desde funções básicas, de agendamento, até a consulta em si. Você pode trabalhar por conta própria, pode trabalhar para outros, pode pagar por consulta ou mensal. Sinceramente, pouco importa. Aqui o que importa é que VOCÊ É O RESPONSÁVEL PELA CONSULTA e todo o ato decorrente dela.

E lembre-se de que esta portaria tem validade. Depois, quando caducar, não poderá mais ser praticada a teleconsulta nesses moldes. Deve-se aguardar nova resolução do CFM sobre o assunto.

Faça o que é certo e tenha a tranquilidade do que foi feito.

No nosso perfil do instagram (@institutorbernardo), e nossa página no youtube (IRBernardo) falamos sobre normativas do CFM, questões sobre telerradiologia e LGPD."

Espaço COVID-19 da Rede NUTES da UFPE

Espaço COVID-19 da Rede NUTES da UFPE é gratuito e apresenta uma coletânea de  Planos de contingência, Semana atual, Vigilância em saúde, Protocolos, Boletins e informes epidemiológicos, Aplicativos, Cursos em andamento, Webpalestras e Artigos científicos, além de 
Materiais e links úteis. 
Vale a pena conferir!!
http://www.nutes.ufpe.br/indu/course/view.php?id=1011


O INDU é um inovador Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) criado pelo NUTES-HC-UFPE para promover a educação e disseminar o conhecimento nas áreas de saúde e tecnologias associadas.

O ambiente oferece cursos e bibliotecas digitais com conteúdos nas mais diversas áreas de conhecimento da saúde e tecnologias da informação em saúde.

Dentro dele é possível encontrar cursos, webpalestras, webseminários, fóruns de discussão e reuniões de matriciamento ministrados por especialistas das mais diversas áreas, abordando temáticas atuais e relevantes, com um vasto acervo composto por materiais educativos, proporcionando educação permanente, qualificação e atualização profissional.

25 de mar. de 2020

O pior cenário possível do Coronavírus no Brasil


Vídeo de 20/03, muito didático, que mostra um futuro próximo que eu não quero passar e não quero que minha família passe, e que vai de encontro ao que o Ministro Mandetta está tentando fazer.

Informações sobre o vídeo:



Atualizações sobre por onde o vírus tem circulado, no que o pronunciamento do Ministro da Saúde implica e como deve avançar a pandemia no Brasil.

Peixe Babel: @canalpeixebabel no Instagram e no Twitter Para saber mais e discutir notícias e artigos científicos: https://www.reddit.com/r/coronabr/ twiter.com/oatila instagram.com/oatila 
Encaminhe fake news para: +55 19 99327-8829 
Grupo para seguir no telegram: t.me/corona_atila 

Estudo com a simulação: Ferguson, N. M., Laydon, D., Nedjati-Gilani, G., Imai, N., Ainslie, K., Baguelin, M., ... & Dighe, A. Impact of non-pharmaceutical interventions (NPIs) to reduce COVID-19 mortality and healthcare demand. https://www.imperial.ac.uk/media/impe... 

Comentários de especistas: https://www.sciencemediacentre.org/ex... 

Artigos citados: 
Cheng, V. C., Lau, S. K., Woo, P. C., & Yuen, K. Y. (2007). Severe acute respiratory syndrome coronavirus as an agent of emerging and reemerging infection. Clinical microbiology reviews, 20(4), 660-694. https://doi.org/10.1128/CMR.00023-07 

Menachery, V. D., Yount Jr, B. L., Debbink, K., Agnihothram, S., Gralinski, L. E., Plante, J. A., ... & Randell, S. H. (2015). A SARS-like cluster of circulating bat coronaviruses shows potential for human emergence. Nature medicine, 21(12), 1508. https://doi.org/10.1038/nm.3985

Em tempo: outro vídeo muito bom e que alerta para a a falta de leitos de UTI e o do Solon Maia (25/03/2020):


22 de mar. de 2020

Ambiente Gratuito no Moodle sobre Coronavírus

Em uma iniciativa da TI Medicina , estou montando um ambiente no Moodle com informações para médicos, população, além de assuntos para descontração e aquecer o coração de quem está em quarentena.
Convido todos a conhecerem e a participarem: https://novomoodle.braininbusiness.com.br/
É um ambiente em constante atualização, aceitando toda a juda e sugestões que vocês tenham. Quem tiver interesse em participar como produtos de conteúdo, por favor entre em contato: leandracarneiro@gmail.com.

Para ter acesso, basta se inscrever no moodle no endereço: https://novomoodle.braininbusiness.com.br/login/index.php
E depois se inscrever no curso:

Temos informações para profissionais de saúde:
Informações para a população:
Para descontrair:
E para aquecer o coração e manter a sanidade mental:



4 de jan. de 2020

Memes de Informática em Saúde (Informática Médica, Informática Clínica, Saúde Digital)

Hoje trago um post muito interessante do Dr Dirk Stanley (DirkMD - CMIO Perspective),  que é certificado em Informática Clínica, designer de fluxo de trabalho clínico e CMIO na Uconn Health em Massachusetts. Ele, gentilmente, que meu  permissão para tradução dos seus memes e imagens para o português e a publicação no blog. Coloquei vários links no texto que levam a explicações melhores sobre muitos termos que não temos tanta familiaridade no Brasil. Alguns, acrescentei explicações que achei necessárias no próprio texto, escritos em azul.
Espero que se divirtam tanto quanto eu.


"Olá, colegas #ClinicalInformatics, #CMIO, #CNIO, #HealthIT e outros amigos, explicar o termo " Informática clínica " para leigos não é fácil . Depois de tentar primeiro descrever o papel, a discussão pode se perder facilmente no atual mar de terminologia que cerca o uso atual da palavra "Informática". 
Veja as entradas atuais da Wikipedia em:
  • " Informática ": consulte https://en.wikipedia.org/wiki/Informatics ( cerca de 620 ou mais edições desde a primeira entrada criada em 1/5/2006 ) 
  • "Informática em saúde (informática biomédica )": consulte https://en.wikipedia.org/wiki/Health_informatics ( mais de 700 edições desde a primeira entrada criada em 21/02/2010 )
  • " Informática Clínica ": ( De acordo com a Wikipedia, esta é uma subespecialidade da He alth Informática acima )


Logo após a criação deste post, o famoso professor e guru de informática Dr. Bill Hersh (da OHSU!) Revisou meu diagrama acima e ofereceu seu famoso diagrama de " Um estímulo para definir a informática e a tecnologia da informação em saúde ", publicado em maio de 2009 na BMC. Tomada de decisão sobre informações médicas , para comparação. Assim, de Hersh, W. Um estímulo para definir informática e tecnologia da informação em saúde. BMC Med Inform Decis Mak 9, 24 (2009) doi: 10.1186 / 1472-6947-9-24 , o diagrama a seguir está sendo usado com permissão para fins educacionais: 

(Nota: Que honra receber o feedback do grande Dr. Hersh!)
O Dr. Hersh aponta corretamente (parafraseando) que todos os 'informatas' precisam se preocupar com os padrões e com os dados que entram e saem - portanto, não é útil fazer uma distinção entre pessoas que se concentram na produção de dados e outras que se concentram na análise de dados. Ainda assim, minha observação pessoal é que alguns 'Informaticists' e 'Health Informaticists' parecem focar mais os dados em ( Informática Clínica ), e outros focam nos dados ( Analytics, Cientistas de Dados, Pesquisa em Informática, Saúde da População, Informática em Saúde Pública) ) Todos nós devemos trabalhar juntos? Absolutamente sim. Precisamos traçar linhas entre os papéis?

Idealmente, não, mas do ponto de vista prático - Parece que algumas pessoas preferem criar dados e outras preferem analisá-las e estudá-las. ( Espero que ambos os tipos possam trabalhar juntos para melhorar a saúde individual e da população .)

De qualquer maneira, embora o uso comum do termo "Informática em Saúde" possa levar algumas pessoas a se referirem a si mesmas como "Informatas" (Informaticas?) Ou talvez "Informatas clínicos" (informadores clínicos?). Muitas vezes há confusão sobre quem é responsável pela difícil tarefa de usabilidade, configuração, teste, educação, implementação e suporte . 

Afinal, quando se trata de dados, garbage in, garbage out  - portanto, enquanto a análise de dados pode ser uma ferramenta poderosa para análises, pesquisas e saúde da população, a qualidade desses dados é tão boa quanto a usabilidade do software, a função da configuração durante o atendimento ao paciente, previsibilidade dos fluxos de trabalho clínicos e suporte de treinamento para os usuários.

Como nenhuma dessas complexas terminologias e discussões sobre funções realmente ajuda os leigos a entender melhor o papel da Informática Clínica ou a envolver os médicos no importante papel de configuração e adoção - decidi começar a montar alguns memes de Informática Clínica, apenas para uma discussão amigável e propósitos educacionais. 


Eles estão anexados abaixo - Sinta-se à vontade para clicar em cada imagem para ampliá-la.


[ DRAFT ] BIBLIOTECA - Amostra de Memes de Informática Clínica ( clique em cada imagem para ampliar ): 

Essas são partes importantes da manutenção de um RES (Registro Eletrônico em Saúde) saudável e muitas organizações já possuem muitas dessas peças. 

cuidados e ingredientes  necessários de um EMR (Eletronic Medical Record ou Registro Médico Eletrônico): Ingredientes: governança, admissão e priorização de projetos, gestão de projetos, governança de dados, análise de ti na saúde, informática clínica, gerenciamento de documentos, gestão de terminologia, engajamento com fornecedores, gestão de conteúdo, suporte à decisão clínica, escrita de políticas e gerenciamento de normas, gerenciamento de mudanças, negócios




O que a Informática Clínica pode ajudar em seu ambiente de trabalho



(Veja um post super completo sobre Wotkflow Clínico aqui e entenda o quão impostante é)
O que é WORKFLOW CLÍNICO: "O fluxo de trabalho é uma série de tarefas ordenadas que usam pessoas, tempo e recursos para atingir uma meta desejada ". Um excelente fluxo de trabalho é  o tipo que faz os usuários clínicos e administrativos sorrirem. E isso aplicado aos Registros Eletrônicos em Saúde. A criação de fluxos de trabalho clínicos bons, suaves e fáceis de usar exige consistentemente estratégia, planejamento e infraestrutura. Primeiro, você desejará propor um processo consistente de gerenciamento de mudanças , que possua um único ponto de entrada ( processo de entrada ) e siga todo o caminho até a entrega dos serviços e o monitoramento e suporte necessários após a sua implementação. A hashtag #Blueprintsbeforebuild do Twitter foi criada para tentar conscientizar a importância desse processo de gerenciamento de alterações.
"Oito etapas básicas para o fluxo de trabalho"  (veja uma imagem de Workflow Gourmet aqui)
  • Concepção / análise / priorização / aprovação do projeto
  • Planejamento
  • Desenho / edifício
  • Teste / "vetting"
  • Aprovação final
  • Educando
  • Publicação / "go-live"
  • Monitoramento / suporte



BLUEPPRINTSBEFOREBUID: é a necessidade de mapeamento dos processos de trabalho dos médicos, como executam suas tarefas e as registram nos prontuários, assim como de toda a equipe de profissionais de saúde envolvidos no cuidado do paciente, mesmo o administrativo, ANTES de processo de mudanças como implantação e registro eletrôncio ou mudança no já existente. Alguns desenvolvedores de Prontuários eletrônicos e RES apenas se reúnem com alguns médicos e começam a construir, sem planejar todo o fluxo de trabalho ou diagramá-lo em uma planta. Workflow clínico se as pessoas criarem projetos antes da construção, os fluxos de trabalho serão melhores e aceitos pela equipe clínica - Ajuda a economizar tempo a longo prazo


"O fluxo de trabalho  é uma série de tarefas ordenadas que usam pessoas, tempo e recursos para atingir uma meta desejada .


Para um bom workflow é preciso fazer algumas perguntas:
  • Todas as etapas deste fluxo de trabalho foram adequadamente organizadas, projetadas e orçadas?
  • Como é a governança clínica? É compartilhado ou isolado? E como ele interage com a governança administrativa?
  • A assistência médica é um esporte de equipe - Os médicos, enfermeiros e líderes de farmácias precisam se reunir para avaliar e reavaliar criticamente seus objetivos e necessidades clínicas compartilhadas?
  • Os fluxos de trabalho do estado atual e do estado futuro em todas as linhas de serviço foram bem documentados?
  • Existem modelos para ferramentas e documentos operacionais comuns encontrados dentro e fora do EMR?
  • Os diretores e chefes clínicos têm suporte adequado para sua participação nas discussões de EMR ( análise, design e teste )?
  • Como é o processo de entrada de pedidos, priorização e gerenciamento de projetos?
  • Quantas maneiras os usuários podem encontrar soluções? A educação do usuário final está facilmente disponível na intranet organizacional?
  • Como a terminologia clínica é gerenciada e harmonizada?
  • Quantas equipes clínicas foram treinadas no desenvolvimento de fluxos de trabalho, gerenciamento de projetos ou redação de documentos (por exemplo, políticas, pedidos, conjuntos de pedidos, protocolos, diretrizes, documentação clínica, suporte a decisões clínicas, etc.)?
  • Existem profissionais treinados em informática clínica disponíveis para ajudar a educar, avaliar e supervisionar todos os itens acima?

BLUEPPRINTSBEFOREBUID: é a necessidade de mapeamento dos processos de trabalho dos médicos, como executam suas tarefas e as registram nos prontuários, assim como de toda a equipe de profissionais de saúde envolvidos no cuidado do paciente, mesmo o administrativo, ANTES de processo de mudanças como implantação e registro eletrôncio ou mudança no já existente. Alguns desenvolvedores de Prontuários eletrôncios e RES apenas se reúnem com alguns médicos e começam a construir, sem planejar todo o fluxo de trabalho ou diagramá-lo em uma planta. Workflow clínico se as pessoas criarem projetos antes da construção, os fluxos de trabalho serão melhores e aceitos pela equipe clínica - Ajuda a economizar tempo a longo prazo. Veja um exemplo aqui.







" fluxo de trabalho da tigela de espaguete": Muitos profissionais de informática gastam tempo desembaraçando esses fluxos de trabalho 'tigela de espaguete', otimizando-os e fazendo com que pareçam a categoria "DEPOIS" acima. Mas como exatamente eles fazem isso? Em resumo, é útil ter uma receita sólida para criar fluxos de trabalho clínicos excelentes, previsíveis e construídos no estilo "gourmet", que deixam todos felizes - incluindo pacientes, equipe clínica, regulamentação / conformidade, finanças e TI. Veja receita gourmet aqui. 



Espero que essas imagens o ajudem a educar e se envolver com suas próprias equipes!


Lembre-se, estas imagens e neste blog são para fins educacionais apenas - sua milhagem pode variar . Sempre consulte sua própria equipe de informática clínica, a equipe jurídica / de conformidade e as equipes de liderança clínica e sênior antes de se envolver em qualquer planejamento estratégico ou mudança de processo.


12 de nov. de 2019

Colega Médico: considerações sobre Audiência Pública sobre a Telemedicina - Parte III

Sou médica, com residência em Cirurgia Geral e especialização em Coloproctologia e também em Informática em Saúde, e entusiasta da tecnologia na Medicina.  Gostaria de discutir alguns aspectos, que vou listar abaixo:

POR QUE NÃO FOI FEITA AUDIÊNCIA PÚBLICA ANTES DA REGULAMENTAÇÃO?

Como parte da classe médica e como estive envolvida durante mais de um ano na diretoria da SBIS (Sociedade Brasileira de Informática em Saúde), não vi debates com a classe médica, não vi audiência pública. Tenho que concordar com o Dep. Dr Luiz Ovando que afirma suspeita de viés no processo; que houve pressa em regulamentar, sem na realidade dar, á comunidade médica, os subsídios como manuais de normas e certificação dos softwares (veja aqui) que realizariam as consultas de telemedicina. E imediatamente as empresas de saúde divulgaram o serviço, mesmo sem os manuais de normas ou os requisitos para certificação. 

QUAIS AS ESPECIALIDADES ONDE A TELEMEDICINA PODE SER EFETIVA? EXISTE ALGUMA ESPECIALIDADE ONDE NÃO É?


AMA - Which medical specialties use telemedicine the most? 

Na resolução 2227/2018 do CFM não há menções às especialidades menos afeitas à telemedicina. Como exemplo, a Pediatria e a Coloproctologia, duas especialidades muito dependentes da habilidade médica. Se a presença do médico só é necessária em uma ponta, a mãe da criança filmará a garganta e o ouvido do paciente, ou fará a ausculta com um estetoscópio eletrônico? O paciente exporia a área anal à câmera? Uma enfermeira faria a retossigmoidoscospia como já vi em artigos científicos? Como fica a responsabilização em caso de erro médico por exames que deixaram passar uma lesão? Seria permitido a um outro profissional de saúde usar um transdutor de ultrassom e o ultrassonografista ver a imagem via telemedicina, já que enfermeiros podem fazer a retossigmoidoscopia em outros países?
É evidente que a telemedicina é extremante benéfica na Psiquiatria, na dermatologia na radiologia... Mas e onde não há evidências da sua efetividade? O CFM foi omisso neste aspecto.

SERIA PERMITIDO ÀS OPERADORAS DE SAÚDE, MUNICÍPIOS E ESTADOS TEREM SOMENTE ESPECIALISTAS VIA TELEMEDICINA?

Penso que uma ideia que já deve ter sido aventada pelos gestores da saúde suplementar e da saúde pública é que a quantidade de especialistas presenciais poderia ser extremamente reduzida. Um especialista ficaria encarregado de realizar uma primeira consulta, presencial, que funcionaria como uma triagem, pediria exames e o restante dos atendimentos seriam via telemedicina. Eu, como muitos médicos, imagino o cenário onde nossos colegas recém formados se sujeitariam a esse tipo de atendimento, por imposição do mercado. O CFM foi omisso neste aspecto também.

COMO DEFINIDO PELO CFM, A PRIMEIRA CONSULTA TINHA QUE SER PRESENCIAL. 

O CFM também deixou a desejar nesse quesito. O retorno, por telemedicina, teria que ser com o mesmo médico que atendeu da primeira vez na especialidade? Ou outros médicos  poderiam fazer o retorno por telemedicina se o paciente já tivesse se consultado na especialidade? Pois essas brechas na regulamentação permitem que saúde suplementar e pública definam como passíveis de telemedicina, todos os pacientes que alguma vez já se consultaram na especialidade. Como empresas de saúde estão divulgando serviços de médicos 24 horas por telefone, se o médico que fará o atendimento nunca atendeu o paciente?


FALTA DE PRONTUÁRIO ELETRÔNICO, CONECTIVIDADE, FALTA DE LETRAMENTO DIGITAL...

Trabalho em Belo Horizonte (6º maior município do Brasil) e Contagem ( 2ª cidade de Minas com maior Índice de Desenvolvimento Econômico) como médica. Em nenhum dos dois há prontuário eletrônico onde trabalho, até hoje é EM PAPEL, PASMEM !! Imagina no interior do país. E o CFM vem falar em telemedicina? Infelizmente a telemedicina ainda é a cereja do bolo, sendo que nem o bolo temos!!! 



Por favor, deixem nos comentários as limitações do seu trabalho, suas críticas quanto a telemedicina, ou suas boas experiências onde trabalham com a assistência remota. Gostaria de saber a opinião de vocês.

 Parte I e Parte II


Se quiser saber mais sobre a resolução que foi suspensa, leia: 

Telemedicina e as discussões médicas após a Resolução CFM no 2.227/2018 - parte 1

Colega Médico: como foi a Audiência Pública sobre a Telemedicina - Parte II


APRESENTAÇÕES

O Prof. Dr. Chao Lung Wen, chefe da Disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e membro da Câmara Técnica de Informática em Saúde do Conselho Federal de Medicina, falou sobre quebra de paradigmas. Ele "não descarta que 10% (dos atendimentos) necessitem de atendimento presencial, mas há uma grande maioria (de pacientes) que são desassistidos". Alemanha, Reino Unido, Portugal e recentemente  a Colômbia estão publicando projetos de regulamentação da telessaúde. Estes países enxergam a telemedicina não como um substituto à medicina, mas como um braço para estender o atendimento e acelerar a forma de atendimento. Afirma que o Whatsapp não é telemedicina pois não é HIPAA complience. 
Apresentação do Prof. Dr. Chao Lung Wen
A Medicina associada a Telemedicina se torna a Medicina Conectada, com o propósito de melhorar o  fluxo da saúde e não apenas a substituição. Esclarece que a telemedicina não é uma ferramenta, mas um método. Existe uma diferença entre uma telechamada e a telemedicina. Nesta há uma propedêutica, com raciocínio investigativo, com registro das condutas. E como método de abordagem não presencial,  é necessário o ensino e aprendizagem nos cursos de graduação. 
Apresentação do Prof. Dr. Chao Lung Wen
Esclarece que telemedicina não é somente um computador e uma câmera, mas um conjunto de recursos como dermatoscópios, ECG e  transdutores para Ultrassonografia para smartphones e muito mais. 
Apresentação do Prof. Dr. Chao Lung Wen
Reforça a necessidade de um curso de no mínimo 80 horas na graduação, que foque principalmente nos aspectos éticos da telemedicina e almeja uma Ecossistema de Saúde Conectada como no slide abaixo.
Apresentação do Prof. Dr. Chao Lung Wen

A Dra Adriana da Silva e Sousa, representante do Ministério da Saúde, diretora do Departamento de Saúde Digital (DESD) da Secretaria Executiva do MS, falou sobre a recente criação do DESD, há 5 meses e suas diretrizes, como coordenar a implantação e a expansão de iniciativas nessa área que já existem dentro do sistema de saúde, como a telessaúde. Falou das prioridades- Apoio a a Regulação, Consultoria, Diagnóstico, Apoio a Inovação em Saúde e  Monitoramento. Na teleregulação há iniciativas como o Regula + Brasil, que tem omo objetivo de reduzir as filas de atendimento no SUS; teleconsultoria  síncrona ou assíncrona; telediagnóstico; emissão de laudos à distância; monitoramento as distância.  
Apresentação da Dra Adriana Sousa

INTERVENÇÕES

Dep. Flávia Morais, gestora, fala da necessidade dos médicos de se reinventar na telemedicina, com o objetivo de melhorar o acesso dos pacientes aos cuidados. Questiona sobre o que fazer para vencer as resistências e viabilizar a medicina conectada. 

Já o Dep. Dr Luiz Ovando, médico, ficou frustrado com as apresentações, que não abordaram o âmago do problema, a questão médica em si. Entende que a medicina intensiva, sua especialidade, baseia-se muito em observação dos parâmetros nos monitores e nas diretrizes de tratamento; a dermatologia é muito auxiliada na teledermatologia onde o equipamento aumenta a resolução da imagem muito mais que a lupa na beira do leito; na radiologia os laudos são feitos em casa; o mesmo com laudos de ECG. Mas quando não há o médico na ponta, só o médico na central, como fazer com um paciente pediátrico, onde a mãe terá que fazer a semiologia? Refere que não há médicos da família devido a superespecialização da medicina e assim a maioria dos casos são encaminhados da atenção básica para atenção secundária- uma falha na formação médica. Levanta brilhantemente a questão da resolução 2227 do CFM, que não foi discutida amplamente, e quando foi publicada,  as empresas médicas disponibilizaram rapidamente o serviço, mostrando que havia tendência (viés), e que a intenção era enriquecer financeiramente as empresas que já tinham essa situação na mão. Alerta ainda que é necessário experiência, e que quem estará atrás da tela do computador provavelmente é o médico jovem. 

A Dep. Dra. Soraya Manato, ultrassonografista, que não assistiu as apresentações, preocupa-se com médicos, que atualmente, não querem tocar nos pacientes, não examinam e pedem exames complementares. Questiona a formação médica atual, baseada na propedêutica. Acha que a telemedicina vai acabar com a carreira médica, sendo substituídos por enfermeiros e posteriormente pela máquina. 

O Dep. Dr. Jaziel, ginecologista e obstetra, relata que a tecnologia agrega, mas temos que temos observar a motivação por trás da regulamentação da telemedicina. Afirma que a telemedicina irá auxiliar muito no contexto do diagnóstico. 

No próximo post, às 21:00, coloco minhas observações pessoais.

Parte I e Parte III 

Colega Médico: como foi a Audiência Pública sobre a Telemedicina - Parte I

Vou fazer um resumo em dois posts sobre a audiência pública de telemedicina (assista a íntegra aqui) e ao final, tecerei comentários práticos de quem está na ponta, atuando, mas é entusiasta da tecnologia. 
Assista à integra da audiência aqui
Aconteceu no dia 05/11/2019 a audiência pública que debateu o uso da telemedicina, no Plenário 7 da Câmara dos Deputados, em Brasília.


APRESENTAÇÕES: 


O Dr José Diniz Júnior, Otorrinolaringologista e Coordenador da Rede Universitária de Telemedicina, RUTE HUOL UFRN começou a apresentação (feita pelo Prof Luiz Roberto de Oliveira, coordenador do Núcleo de Tecnologias e Educação a Distância em Saúde (NUTEDS), da UFC) explicando conceitos de telessaúde e telemedicina, vantagens,  a necessidade na Telemedicina de um médico em pelo menos uma das pontas, a possibilidade de ser síncrona, os limitantes como conectividade, os aspectos éticos e a privacidade e segurança dos dados, que com a lei de Proteção de Dados recai sobre o médico. 

Apresentação do Dr José Diniz Junior
Dr Carlos Henrique Sartorato Pedrotti, Médico Referência do Centro de Telemedicina do Hospital Israelita Albert Einstein, Representante da ANAHP, apresentou a experiência do serviço desde 2012  e as vantagens local e mundialmente. 

Apresentação do Dr Carlos Henrique Sartorato

Afirma que não há necessita de grande tecnologia, somente um computador e uma câmera. Oferece exemplos em Medicina Intensiva onde é possível aumentar a rotatividade de leitos, exemplos de avaliações neurológicas de trauma com estudos radiográficos no caso de TCE (vide mais abaixo as críticas de quem vive no mundo real). Mostra também resolutividade no caso da Dengue, 93% em tendas de hidratação e somente 7% encaminhados para assistência médica, assim como o sucesso na teledermatologia. Tambem demosntra a satisfação dos médicos na teledermatologia com os resultados do trabalho. 

Apresentação do Dr Carlos Henrique Sartorato

Fala também da necessidade de segurança, o que vai contra ao conceito de que é necessário somente um computador e uma câmera.
Apresentação do Dr Carlos Henrique Sartorato

Sr. Mário César Homsi Bernardes, Diretor Geral da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, situou o setor filantrópico na telemedicina atual. Afirma que cerca de 40% dos hospitais filantrópicos associados é a única referência de atendimento em saúde em vários municípios, assim a telemedicina pode melhorar o acesso ao diagnóstico às comunidades longes dos grandes centros. Os hospitais filantrópicos vem há quatro anos desenvolvendo a tele-educação, pela EducaSUS, trabalhando educação continuada nos hospitais.

 INTERVENÇÃO


Uma intervenção muito pertinente do Deputado Dr Zacharias Calil Hamu, Cirurgião Pediátrico,  entende a necessidade de dois médicos nos atendimentos de telemedicina, um em cada ponta.  Mostra inquietação com o uso do aplicativo Whastapp, a preocupação com os aspectos éticos e cita como exemplos a empresa AMIL- já divulgando serviços de telemedicina- e a  UNIMED anunciando a R$9,99 a mais no plano por mês para o serviço de médico 24 horas disponível à distância. Vê como necessária a regulamentação do serviço baseada em normas do CFM. 

Hoje as 14:00, no próximo post, falo sobre as apresentações do Dr. Prof. Dr. Chao Lung Wen (CFM) e a da Dra Adriana da Silva e Souza (MS), além dos questionamentos dos deputados Flávia Morais,  Dr Luiz Ovando,  Dra. Soraya Manato e Dr. Jaziel.