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8 de jul. de 2018

Recursos para verificar interações medicamentosas


Do livro, Clinica e Prescrição, de Prof Dr. Ricardo de Souza Pereira (disponível para download no link no final do post), trago esses dicas para recursos online ou em apps para verificar interações medicamentosas.

"SITES E PROGRAMAS  DE COMPUTADOR SOBRE INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA
Existem programas de computador (softwares) que dão resultados rápidos e imediatos de combinações de medicamentos em uma receita médica ou farmacêutica.
1- Um site que possui interações medicamentosas e interações com alimentos é o seguinte:
http://interacoesmedicamentosas.com.br/
  • O usuário precisa se inscrever. O site é bastante útil para verificar receitas que chegam na farmácia e/ou drogaria e em hospitais ou postos de saúde. 

2- Existe um aplicativo para celular, em português, chamado eVita:
http://aplicativosdesaude.com.br/evita-interacoes-medicamentosas/
3- Se o leitor entrar na App Store do Google Play e digitar “interações medicamentosas” irá encontrar aplicativos gratuitos e pagos. Em geral, os gratuitos são oferecidos pela indústria farmacêutica para determinada classe ou área médica. Por exemplo: interação medicamentosa na ginecologia (fornecido pelo laboratório Aché) ou interação medicamentosa na oncologia (fornecido pela Eurofarma), etc... O problema, neste caso, é a falta de interação entre medicamentos de áreas diferentes.
4- Um dos programas mais completos é produzido pela empresa EPOCRATES® e está disponível, na internet, em versão gratuita e por assinatura anual (seja para computador ou para celulares do tipo “smartphone” que possuam o sistema android ou similar). O programa é muito bom, porém existem alguns problemas: saber inglês e ter o nome dos medicamentos nesta língua. Isto pode ser resolvido no tradutor do GOOGLE, acessando a internet do próprio “smartphone”. Outro problema é que ele não possui interações entre medicamentos, fitoterápicos e alimentos. A interação é apenas medicamento-medicamento. Porém, para interações alimentos e álcool (ethanol ou ethy alcohol) ele ainda contém alguma informação."


Complemento o artigo acima com mais algumas ferramentas para verificar interações medicamentosas:
1- Medscape:

Uma publicação compartilhada por TI Medicina (@timedicina) em


15 de jan. de 2014

Aplicativos Médicos: Caixa de Remédios - identifica, organiza e emite lembretes sobre horários

A novidade reúne informação farmacêutica, lembretes e permite fotografar as caixas para evitar troca de medicamentos, entre outras funções

Planejado para organizar seus medicamentos e emitir lembretes para você não se esquecer de usa-los na hora certa, o app Caixa de Remédios revela também a formulação do medicamento, quais seus componentes, quais dosagens existem e muito mais.
 
O aplicativo gratuito Caixa de Remédios’ (Android) foi desenvolvido pela empresa brasileira Ambiente Medicamento e possibilita a identificação do medicamento através do escaner do celular com a simples leitura do código de barras da embalagem do produto. O software permite visualizar a rotina do paciente e é o único que tem um banco de dados com mais de 16.000 medicamentos comercializados no Brasil.



O aplicativo Caixa de Remédios também permite que um familiar ou cuidador de crianças ou idosos supervisione a medicação de vários pacientes à distância. Ele detalha de maneira simples e rápida qual é a fórmula do produto, alerta se pode ser usado na gravidez e se existe interação com alimentos. “Com essas ferramentas, as chances de acidentes com medicamentos diminuirão significativamente”, afirma Zanini.

Conforme estimativa do IBGE, quase um terço da população do país sofre de doenças crônicas; cerca de 59 milhões de pacientes, dos quais muitos são idosos. O aplicativo será de grande utilidade para os pacientes que precisam de mais de um medicamento por dia. “Como a caixa de remédios tem sido, na prática, o meio mais usado pelos pacientes para controlar sua medicação, nós resolvemos adaptar esse método para a mídia eletrônica, aproveitando os recursos disponíveis nos smartphones”, explica o diretor da Ambiente Medicamento Antonio Carlos Zanini.

Idioma: português
Preço: Gratuito

24 de nov. de 2010

Comprimido permite o monitoramento remoto da dose da droga e sua eficácia

Novartis AG, utilizando tecnologia licenciada da Proteus Biomédica, está aguardando aprovação para um comprimido contendo um microchip, tornando o conceito de pílula inteligente maiperto de se tornar realidade.


Quando um paciente ingere um comprimido com a tecnologia integrada, seus ácidos do estômago ativam o microchip, que envia dados como freqüência cardíaca, temperatura e movimentos do corpo a um patch cutâneo através da conectividade Bluetooth. Este patch pode exportar os dados para um prontuário eletrônico, de modo que ele possa ser acessado pelos médicos. A Novartis afirma como seu dispositivo não irá alterar os efeitos das drogas, o IEM poderia estar no mercado em 2 anos.
Fonte: Medgadget

30 de set. de 2009

Nova droga contra doença de Chagas

A Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi, na sigla em inglês) anunciou nesta terça-feira (29) em Tóquio que vai iniciar em 2010 testes clínicos em humanos com um “novo e promissor” medicamento contra a doença de Chagas. Segundo a entidade, o lançamento é o lance mais significativo na luta contra a doença em quatro décadas.
Há quase 40 anos foram descobertos os dois únicos medicamentos disponíveis contra Chagas. O problema é que eles não são administrados na fase crônica da doença, nem são muito eficazes. Entretanto, mais de 90% dos pacientes só descobrem que sofrem de Chagas já nessa fase crônica. O objetivo do novo tratamento é justamente atuar com mais eficácia na fase crônica da doença, em especial entre pacientes adultos.
Transmitida pela picada do barbeiro, a doença de Chagas é uma doença infecciosa fatal. No Brasil há 3 milhões de pessoas com a enfermidade. Na América Latina e Caribe a doença é endêmica em 21 países. São cerca de 8 milhões de pessoas infectadas, com cerca de 14 mil mortes por ano.
Imagem: Rubem Figueiredo

Trypanosoma cruzi na corrente sangüínea visto ao microscópio eletrônico
A doença de Chagas mata mais pessoas na região do que qualquer outra doença parasitária, incluindo malária. Sem diagnóstico e tratamento adequados, 1 em cada 3 pacientes desenvolve a forma fatal da doença com o crescimento do coração. Com frequência, os pacientes precisam de marcapassos, desfibriladores e, em alguns casos, de transplante de coração. Mas muitos morrem subitamente – sem saber que estavam infectados.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos diagnosticados vem crescendo nos últimos anos por causa da migração populacional e da inclusão de novas áreas de transmissão até então não endêmicas como Austrália, Estados Unidos, Canadá, Japão e Europa.
A “globalização” da doença está relacionada a outros tipos de transmissão como a transfusão de sangue, a transmissão congênita e o transplante de órgão.
O novo remédio é o E1224, uma “pró-droga” do ravuconazol – quando entra no organismo, o E1224 se transforma no antifúngico, que tem demonstrado in vitro e in vivo ter uma atividade potente contra o parasita responsável pela doença. Ele foi desenvolvido pela Eisai, uma empresa farmacêutica japonesa.(Leia mais em G1)
Estudo aponta possibilidade de quimioterapia natural para doença de Chagas

Derivados de substâncias extraídas de uma planta nativa do Brasil podem ser eficientes contra o Trypanosoma cruzi, parasito causador da doença de Chagas. A descoberta, realizada por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC),constatou a suscetibilidade do parasito a compostos oriundos de substâncias isoladas a partir desta espécie botânica. A doença de Chagas é endêmica no Brasil, não tem cura ou vacina e atinge cerca de cinco milhões de brasileiros segundo dados do Ministério da Saúde.
A equipe do setor de Quimioterapia Experimental do Laboratório de Ultra-Estrutura e Biologia Celular do IOC, liderada por Solange de Castro, testou três compostos derivados de naftoquinonas. A análise do mecanismo de ação dos compostos indicou que estas substâncias agem sobre estruturas específicas do protozoário - mitocôndria, reservosomos e DNA nuclear. “Os compostos mostraram-se ativos sobre as três formas evolutivas do parasito e apresentaram baixa toxicidade às células hospedeiras”, afirma o pesquisador Rubem Figueiredo Sadok Menna Barreto, que acaba de apresentar o estudo como sua tese de mestrado.

Leia mais em Informe Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz