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28 de jan. de 2017

Evidências científicas sobre o uso do whatsapp na prática clínica

A cada dia usamos mais o whatsapp tanto entre colegas quanto em comunicação com pacientes. E na minha opinião, é uma excelente forma de segunda opinião médica, relatório de encaminhamento médico, contato com especialistas, etc...

Hoje vou falar de uma revisão do uso do app na prática clínica (1). WhatsApp in clinical practice: A literature review  revisou a literatura sobre o uso do WhatsApp na prática clínica, como é usado e a satisfação dos usuários com a ferramenta. 

Houve sete relatos de casos, seis dos quais foram da Índia e um da Arábia Saudita Arábia. Seis serviços clínicos, além de grupos intradepartamentais, incluíram um serviço de triagem de retinopatia diabética na Índia que usava uma câmera de fundo acoplada a um smartphone, um serviço de triagem para patologia bucal e odontológica na Itália, um segundo serviço de opinião para emergências maxilofaciais na Turquia, um programa de cardiologia de emergência na Turquia, e pacientes na Espanha usando WhatsApp para contatar seu alergologista. Uma visão geral do uso de aplicativos cirúrgicos na prática clínica mencionou o uso de WhatsApp por um cirurgião pediátrico na África do Sul.




O WhatsApp está sendo usado em uma variedade de serviços clínicos para facilitar a comunicação dentro de grupos intradisciplinares.

Os médicos incorporaram o WhatsApp em sua prática cotidiana sem a necessidade de formação adicional, quer técnica ou profissional. Em geral, as vantagens práticas de usar WhatsApp superam as desvantagens. Há má compreensão e equívoco de como o WhatsApp usa criptografa, transmite e armazena mensagens de texto e arquivos associados. O consentimento, a confidencialidade, a privacidade dos pacientes, a segurança dos dados e a manutenção de registros foram pouco relatados (o artigo foi escrito antes da criptografia end-to-end). Parece que a maioria dos clínicos não tinha conhecimento das potenciais violações de segurança e confidencialidade que poderiam ocorrer.

Alguns  médicos erroneamente acreditavam que usar uma conexão wi-fi (de preferência protegida por senha) em vez do serviço GSM do telefone, ou que confinar mensagens para o grupo de bate-papo resolvia os problemas de segurança. Idealmente não deve haver dados de pacientes armazenados em um telefone. Alguns defendem a supressão de mensagens após um determinado período, enquanto outros têm notado os benefícios de ter dados do paciente permanentemente armazenados. Os dados do WhatsApp armazenados em telefones permanecem criptografados, mas podem ser "lidos" se o telefone estiver desbloqueado. As precauções razoáveis são proteger a senha do telefone, de preferência usando biometria e senha no app.

Conclusão
A ubiquidade do WhatsApp, sua simplicidade, baixo custo e criptografia melhorada tornam uma proposta atraente para o desenvolvimento de serviços de telemedicina em ambientes com restrições de recursos. O advento da criptografia de ponta a ponta reduz as preocupações de segurança, mas pode enfrentar a regulamentação médica em alguns países. O que é necessário agora é o desenvolvimento de diretrizes para o uso do WhatsApp para grupos intradisciplinares e consulta de telemedicina. Estas podem começar como diretrizes genéricas que podem ser adaptadas para atender às necessidades legais, regulatórias e éticas locais usando o WhatsApp

1. MARS, M.; ESCOTT, R. WhatsApp in clinical practice: A literature review. Studies in Health Technology and Informatics, v. 231, p. 82–90, 2016. Disponível em: <http://ebooks.iospress.nl/publication/45680>. 

20 de set. de 2014

Sugestões de Instagram médicos para seguir

Há vários usuários do Instagram que postam muitas coisas interessanates para quem é médico ou ainda está cursamdo Medicina.
Começamos com o nosso Instagram:
@TIMedicina: curiosidades médicas com uma pitada de tecnologia

@Neurocirurgiabr: neurorcirurgia com muitas imagens educativas
 @Medicosjovenes: não recomendado para quem não tolera imagens mais fortes. Muito interessante.


 @Radiopaedia: casos radiológicos muito interessantes

 @AcademiaMedica: do site Academia Médica, imagens interessantes para profissionais e estudantes de medicina
 @Lat_Trauma: Liga Araguainense do Trauma
 @Medicinaeterna: lincas imagens médicas

 @SolonMaia: imagens do cartunista Solon Maia, do blog Meus Nervos, o ponto de vista médico com ironia inteligente
 @cafesinazucar: imagens médicas interessantes. Capturando momentos. Tener dos hogares y que el segundo sea el quirófano. Neurosurgery lover.
@MPerroni: A visão poética da medicina pelos olhos da médica intensivista Mariana Perroni, @mperroni no twitter, e colunista na Palpitação da revista TPM
@Hosp_Einstein: instagram do Hospital Albert Eisntein
 @JeanPaulSol: Memorial Hospital New York Asociación Colombiana de Cirugía
@Web_medicine: medical Community to meet doctors , dentists pharmacists nurses and medical students worldwide To share medical related pictures,jokes, cases n Mcqs https://www.facebook.com/studentconsult

5 de set. de 2014

parte 2- Perfil dos médicos quanto ao uso de celulares (smartphones) na prática clínica 2014- USOS


Continuando a análise da pesquisa/enquete realizada no blog e redes sociais, hoje abordarei os principais usos que os médicos fazem de seus smartphones.


Na pesquisa era possível marcas quantas opções desejasse.  Opções: 1-Apps médicos, 2- Sites de referência (busca na internet), 3- Acesso a prontuário eletrônico do paciente, 4- Orientação a pacientes. 5-Discussão de casos via Whatsapp, Skype, etc, 6- Livros médicos, PDfs, revistas médicas , 7-Outros
Considerando o sistema operacional escolhido, os médicos usuários de iOS (iPhone) aproveitam mais as funções de smartphone de seus celulares dos que os usuários de Android, com 91% usando aplicativos médicos contra 78% dos Galaxys, demonstrando mesmo assim, a incrível utilidades dos apps médicos para a medicina. Isso vem corroborar um dado que eu obtive em outra pesquisa, e que a maioria dos desenvolvedores já sabe, que desenvolver para iOS é financeiramente mais vantajoso que para Android em se tratando de apps médicos. Usuários de Android compram bem menos apps que usuários de iOS.

Já no uso de sites de referência, ou seja, buscar na internet informações médicas sobre assuntos de interesse, a usabilidade manteve o padrão de ser maior no iOS, com 88%, contra 59% dos médicos que usam Android. 

No acesso a Prontuário Eletrônico de Pacientes (PEP), a adesão ao uso por tecnologia móvel é muito baixa, com 12% no iPhone e 9% no Galaxy. Isso se deve a  que no Brasil, ainda não há regulamentação de aplicativos médicos quanto a requisitos mínimos de segurança e privacidade. A maioria dos desenvolvedores de software opta por dar somente acesso a consultas nos PEPs, não sendo possível utilizar toda a gama de funcionalidades dos softwares com a comodidade da mobilidade.

A orientação a pacientes usando a tecnologia móvel também ainda é incipiente, com 25% dos donos de iPhone e 18% dos de Samsung Galaxy. 

Um dado muito interessante é o uso dos smartphones para discussão de casos clínicos, onde o Android supera o iOS no uso médico, com 62% contra 54%. Não encontrei nenhuma justificativa para esse fato, e não o observo na minha prática clínica.

Outro uso bastante frequente foi usar a tecnologia móvel para ler livros médicos, artigos (PDFs) e revistas médicas, com 83% dos iPhones contra 68% dos médicos que tem Samsung Galaxy.

Outros usos citados foram: vídeos médicos, mapas mentais e webmeetings.

O uso dos smartphones de acordo com a idade dos médicos e os principais usos

Como mostrado no outro post, parte 1, a faixa etária que menos usa para fins de medicina é a dos 41 a 50 anos, justamente a que considera o smartphone menos útil na prática clínica. A faixa etária que mais usa é a dos 21 aos 30 anos, faixa que a maioria dos médicos ainda estão em formação nas suas residências e plantões e onde o celular com as funções de smartphone se mostra mais útil.


O primeiro uso que os médicos fazem de seus celulares é principalmente os aplicativos médicos e em segundo lugar a utilização para ler livros, artigos científicos e revistas. A faixa etária mais adepta aos apps médicos é a de 20 a 30 anos e a menos adepta é dos 41 a 50 anos. Fica claro que as gerações mais novas se adaptaram melhor ao uso das tecnologias móveis em seu cotidiano médico. Os médicos na quinta década de vida, apesar de mais resistentes ao uso médicos dos smartphones, aderiram relativamente melhor ao uso da mobilidade para acessar dados de pacientes.


O que me chamou a atenção foi que, no mínimo,  34% dos médicos entre 41 e 50 anos, não usam o smartphone para apoio diagnóstico, discussão de casos, atualização médica, etc. Fico pensando que talvez o usem para ligações telefônicas, rsrsrsss.....

E fico imensamente satisfeita em saber que a faixa etária que já passou dos 60 anos, ainda se mantenha atualizada na medicina com o uso da tecnologia móvel!
 No próximo post falarei do uso "não médico" dos smartphones por parte da classe médica, assim como qual app que mais usam e outras considerações. Não percam e deixem suas impressões nos comentários

O post Perfil dos médicos quanto ao uso de celulares (smartphones) na prática clínica 2014- parte 2- USOS é um original do TI Mecicina. Quando copiá-lo adicionar os devidos créditos.

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29 de ago. de 2014

Perfil dos médicos quanto ao uso de celulares (smartphones) na prática clínica 2014- parte 1


Foi realizada uma pesquisa aqui no blog e nos meios sociais (facebook, twitter, intagram e linkedin) para traçar o perfil dos médicos que usam smartphones e tablets na sua prática clínica. Qual marca e sistema operacional preferem? Para que usam o celular? Usam rede social, Whatsapp? Qual seu aplicativo preferido?
Hoje começarei uma série de posts sobre o resultado dessa pesquisa:


Responderam a pesquisa muitos profissionais de saúde e TI, foram separados 208 médicos para análise, com idades predominantemente entre 21 a 30 anos, cerca de 80% dos médicos.  

A marca preferida de smartphone é o iPhone em 60% dos médicos (27 % sendo o iPhone 4S ou inferior e 73% 5, 5S ou 5C, com predominância desse último na faixa etária entre 31 e 50 anos) e em segundo lugar a linha Samsung  Galaxy com 28% da preferência (47% Galaxy S4 ou S5, predominando na faixa etária de 41 a 50 anos, 20% S3, 14% Galaxy Note, 11% entre Galaxy S2, Galaxy Mini, S2 ligth). Os aparelhos top de linha são mais prevalentes entre os 31 e 50 anos.

Incrivelmente, na minha opinião, 4% dos médicos entrevistados não possuem smartphone!  Mas vejo isso na minha prática clínica, onde meus colegas de plantão, homens, na faixa dos 40 a 50 anos, são extremamente resistentes a aderir ao uso do smartphones. Os outros aparelhos citados foram: Sony Xperia, Motog e Motorola Razr HD, Nokia Lumia, Nexus, LG e Blackberry Z10.


Quanto aos tablets, 20% dos médicos não os possuem, não aparecendo nenhuma tendência a alguma faixa etária em particular. Dos médicos que possuem tablet, a marca mais escolhida é sem dúvida o iPad, com 82% da preferência e a essa escolha se mantém estável dos 21 a 50 anos. 

Posso inferir que os tablets não foram uma categoria que teve uma penetração muito boa entre os médicos com mais tempo de formados, possivelmente por já estarem mais estabelecidos e passarem menos tempo em trânsito, como os mais jovens que utilizam mais dessa ferramenta de tecnologia móvel.



Foi perguntado aos entrevistados se eles achavam que o smartphone era essencial à sua prática clínica. A faixa etária que considera mais útil o celular é acima de 60 anos, e  que tem menos necessidade dele é a de 41 a 50 anos. Um resultado interessante é que 87% dos usuários de iPhone acham o dispositivo essencial contra 79% dos usuários de Galaxy. Atribuo isso a melhor qualidade dos apps da Apple Store dos que os Android, apesar dos melhores apps estarem disponíveis nas duas plataformas.

No próximo post mostrarei os resultados sobre como os médicos usam os Smartphones na sua prática clínica.

O post Perfil dos médicos quanto ao uso de celulares (smartphones) na prática clínica 2014- parte 1 é um original do TI Medicina. Quando copiá-lo, citar a fonte.

27 de ago. de 2014

Divulgados os 10 finalistas do concurso do Tricorder X-Price


Quem se lembra do Tricorder do Dr. McCoy de Star Trek? A Qualcomm criou um concurso para desenvolvimento do tricorder de Jornada nas Estrelas!



A Qualcomm Tricorder XPrize é uma competição global de 10 milhões de dólares para estimular a inovação e integração de tecnologias de diagnóstico de precisão, ajudando os consumidores a fazer as sua própria avaliação confiável  de saúde em qualquer lugar, a qualquer hora.

O dispositivo será uma ferramenta capaz de capturar as principais métricas de saúde e diagnosticar um conjunto de 15 doenças através de uma combinação de sensores sem fio, tecnologias de imagem e diagnósticos laboratoriais não-invasivos portáteis.

Os requisitos para o aparelho são 13 patologias obrigatórias
  • Anemia, fibrilação atrial (FA), 
  • Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DBPOC), 
  • diabetes, 
  • hepatite A, 
  • leucocitose, 
  • pneumonia, 
  • otite média, 
  • apnéia do sono, 
  • AVC, 
  • tuberculose, 
  • infecção do trato urinário, 
  • ausência de condição clínica.
Mais 3 condições a escolher:
  • Os alérgenos (no ar),  
  • Colesterol, 
  • Doença de origem alimentar,
  • HIV, hipertensão, 
  • hipotireoidismo / hipertireoidismo, 
  • Melanoma, 
  • Mononucleose, 
  • Osteoporose, 
  • coqueluche (tosse convulsa), 
  • Herpes Zoster
  • Amigdalite.
E cinco sinais vitais obrigatórios: pressão arterial, frequência cardíaca, saturação de oxigênio, frequência respiratória, temperatura.

Foram divulgados os 10 finalistas (abaixo), estamos perto do desenvolvimento e fabricação dessa ferramenta!

Baltimore, MD, United States
Team Leader: Tatiana Rypinski
Mississauga, ON, Canada
Team Leader: Sonny Kohli
Chennai, Tamilnadu, India
Team Leader: Sridharan Mani
Cambridge, MA, United States
Team Leader: Eugene Y Chan MD
Zhongli City, Taoyuan, Taiwan
Team Leader: Chung-Kang Peng
Paoli, PA, United States
Team Leader: Basil Harris
Ljubljana, Slovenia
Team Leader: Jakob Susteric
Moffett Field, CA, United States
Team Leader: Walter De Brouwer
London, United Kingdom
Team Leader: Anil Vaidya
Belfast, Belfast, United Kingdom
Team Leader: Jim McLaughlin
O post Divulgados os 10 finalistas do concurso do Tricorder X-Price é um original do TI Medicina.

24 de fev. de 2014

Sites de avaliação e classificação de médicos

Nos EUA, sites de avaliação de médicos estão se tornando tanto fonte de consulta para se escolher um profissional, quanto um local para postar comentários, muitas vezes anonimamente, sobre eles. ZocDoc, RateMD, Vitals, Heatthgrades são alguns exemplos de sites onde os médicos podem ser localizados, consultas marcadas online e avaliados. Mas os opiniões divergem bastante tanto entre os pacientes quanto entre os médicos.



Além de queixas de usuários que referem inconsistências de horários na agenda divulgada no site - maioria deles fazem marcações de consultas online - há também reclamações dos mesmos sobre a impossibilidade de publicar reviews negativas, o que obviamente deva-se a uma política dos sites e dos próprios médicos. Muitos pacientes desejam fazer as reviews anonimamente, mas a maioria dos serviços só permitem usuários cadastrados que usaram o serviço avaliem seus prestadores.

Um estudo publicando na JAMA em Fevereiro revela que 23% dos entrevistados usaram sites de avaliação médica para escolher seus cuidadores e 33% dos que não usaram disseram não o fazer por não confiar nas avaliações, já que o processo de classificação e avaliação não é transparente.


Opiniões desfavoráveis a esse tipo de serviço apontam que os médicos não devem ser sujeitos a esse tipo de avaliação, como outras commodities, como restaurantes e hotéis, pois o fato de não concordar com a conduta médica em uma consulta pode ser motivo de uma avaliação ruim. 

No Brasil, temos algo semelhante, o iMeds, que é uma comunidade médica onde o profissional pode ter uma página pessoal para ser localizado e avaliado. No cadastro, há uma opção "permitir ser avaliado", mas ainda não vi como essa avaliação é feita. Entendo que esse serviço aqui no Brasil não vá prosperar pois a aversão e resistência da classe médica à tecnologia ainda é muito grande. Vários projetos de marcação de agendas online independentes não obtiveram êxito, com exceção dos serviços oferecidos pelas operadoras de saúde, como o da Unimed BH. Mas no caso de eu estar errada, no site InformationWeek há 6 estratégias médicas para avaliações online.

Sites de avaliação e classificação de médicos é um post original do TI Medicina. Quando copiá-lo, adicionar os devidos créditos.

17 de fev. de 2014

iWatch da Apple poderá monitorar dados de saúde

O iWatch, projeto de relógio inteligente da Apple que, segundo relatos, já emprega mais de cem pessoas, parece estar entrando numa nova fase. Há boas chances de que o relógio seja lançado no segundo semestre, junto com o novo app de saúde e condicionamento físico Healthbook, app para  monitorar a saúde e os exercícios da pessoa e manter registros de atividades, segundo a revista Exame.

Com base nas contratações da Apple para o projeto, como Michael O’Reilly, ex-diretor médico da Masimo (empresa que fabrica um oxímetro de dedo para iPhone), Jay Blahnik (atuou no desenvolvimento da Nike Fuelband),  Marcelo Lamego, diretor de tecnologia da Cercacor e trabalhou também na Masimo (trabalhou em patentes de dispositivos de monitoramento de pacientes), além de encontros dos diretores da Apple com FDA, podemos supor que o iWatch poderá ter funções de monitoramento de saúde. Prever um relógio que meça saturação de oxigênio, níveis de glicose, além de frequência cardíaca e atividade física em um futuro próximo é uma realidade bem plausível e muito bem vinda.

Há vários conceitos de design para o iWatch, mas o protótipo ainda não foi divulgado.
Yanko design

Venestudio

Federico Ciccarese

Jivaldi team