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29 de ago. de 2017

O futuro do Prontuário Eletrônico!

Em uma aula sobre "Inteligência Artificial na Prática Clínica" que dei outro dia no NUTEDS -UFC, falo sobre a minha visão de prontuário eletrônico em um futuro próximo. Hoje vou escrever sobre isso aqui.

SISTEMAS DE APOIO A DECISÃO CLÍNICA

Os SADCs são sistemas que utilizam uma base de conhecimento aliada a algoritmos  e que utilizando dados clínicos  vão gerar recomendações específicas para o cada caso médico específico. Hoje já está disponível em muitos prontuários eletrônicos sistemas que por meio de protocolos e guidelines, ajudam na tomada de decisão do médico.
O que eu imagino que está por vir são sistemas que, baseados em em uma base de dados própria, associada a uma base de conhecimento, pudesse prever um desfecho para um paciente, em tempo real, e alertar o médico. 
Por exemplo, o profissional de saúde está atendendo um paciente e registrando o atendimento, e recebe um alerta de que os sintomas apresentados como hiporexia e náuseas, associado a sinais como bradicardia e mucosas desidratadas, pode ser devido a intoxicação pela Digoxina que o paciente usa, tendo como causa a desidratação e a função renal já registrada em outro atendimento.
Esse tipo preditivo de Análise de Dados, pelo que eu questiono a quem entende e estuda os algoritmos, é muito difícil de ser posto em prática, pois seria baseado em uma análise não supervisionada. Análise de dados supervisionada é aquela onde são informadas as variáveis a serem buscadas assim como o desfecho esperado. Na análise de dados não supervisionada, são fornecidas somente as variáveis e baseado nos dados e as relações entre eles, os desfechos relevantes são descobertos.

WEARABLES


O uso de dispositivos vestíveis para a saúde já é muito comum. Algum deles já oferecem a API  (Application Programming Interface - conjunto de rotinas que processa respostas seguindo padrões estabelecidos por um software ou web service) que os programadores usam para integrar esses dados a prontuários médicos, por exemplo (veja exemplos aqui). 
Eu penso que logo a integração dos dispositivos médicos ao registros eletrônicos será bem mais simples, bastando o paciente fornecer um código do seu Apple Watch ou Nike Fuelband, ou mesmo glicosímetros,  que seria inserido pelo médico no prontuários. Esses dados de saúde dos wearables seriam integrados em tempo real. Assim, curvas de PA ou glicemia estariam disponíveis nos prontuários eletrônicos a cada atendimento.


MÍDIAS SOCIAIS

Outra funcionalidade que vejo inserida em Prontuários eletrônicos são aos mídias sociais. O Twitter já é usado para análise de sentimento, detecção de epidemias. Algoritmos já detectam no Instagran sinais de depressão dos usuários com base em suas fotos postadas. Usando suas fotos postadas no Facebook, algoritmos descobrem quem o usuário ama, ou detecta sinais de inteligência usando sua foto de perfil.
Penso que pacientes autorizariam a vinculação de suas contas de mídias sociais  ao prontuário eletrônico, fornecendo dados de Big Data para detecção de informação clinicamente relevante para o médico.

Desenvolvedores de Sistemas de Registro de Saúde que pensarem essas funcionalidades para seus produtos sairão na frente. O problema é que é muito mais rentável para as empresas desenvolvedores as funcionalidades voltadas para os gestores. São muito poucas as que pensam funcionalidades  de análise de dados voltadas para quem atua na ponta, ou seja, o profissional de saúde.

24 de ago. de 2017

Como usar o Google Keep: lembretes, listas, notas de voz e texto, reconhecimento de texto em imagens...

Nem só de apps médicos vive o profissional de Saúde! Hoje vou falar de um dos meus aplicativos favoritos: o Google Keep. Além de usar o app diretamente. qualquer "coisa" que você quiser compartilhar com este botãozinho abaixo, poderá ser salvo no Google Keep.
Disponível para iOS, Android e também na internet, ele é indispensável.

FUNCIONALIDADES:
Google Keep: 1- criar nota digitada, 2- lista, 3- nota escrita a mão, 4- nota de voz  e convertida em texto, 5- imagem, 6- menu
1- CRIAR NOTA:

  • Clique em 1 para criar a nota de texto. 
  • Clicando em A: acrescente foto, imagem da galeria, desenho, gravação de voz que será convertida em texto digitado também, ou caixa de seleção (lista).
  • Clicando em B: mude a cor da nota, exclua, faça uma cópia, enviar (e-mail, Whatsapp, etc), adicione um colaborador (acrescente o e-mail de alguém que possa ver a nota ou editá-la), e use marcadores (Vou falar mais á frente sobre os marcadores).
  • Clicando em C: fixe a nota no topo.
  • Clicando em D: adicione um lembrete à nota. Pode ser de horário, com a possibilidade de se tornar recursivo em algum dia da semana, por exemplo. Mas pode também ser um lembrete geolocalizado: por exemplo, ao chegar em casa ou no trabalho, essa nota emitirá um aviso sonoro e lembrete na tela do celular.


  • Clicando em E: arquive a nota.

2- CRIAR LISTA:
Para criar uma lista, é só ir digitando, e a cada enter, um novo item é adicionado. As funcionalidades da lista são as mesmas da nota acima.

3- CRIAR NOTA ESCRITA:
Ao criar uma nota escrita a mão, é possível mudar a cor da escrita, a caneta, e a espessura. Outra funcionalidade de inteligência artificial é o reconhecimento da escrita. Clicando em A, selecione capturar texto da imagem.

4- CRIAR NOTA DE VOZ:
Com o mesmo recurso de reconhecimento de padrões da Inteligência Artificial (NLP Processamento de Linguagem Natural), algoritmos do Google transformam sua nota de voz em texto digitado, mas mantem o arquivo de voz na nota também.

5- CRIE UMA NOTA COM IMAGEM
Para criar uma nota com uma imagem, basta escolher entre a câmera e a galeria de imagens.
 Na imagem abaixo, mostro a funcionalidade de reconhecimento de texto em imagem em capturar texto da imagem, que ainda não é perfeito, mas é muito bom. Basta abrir a imagem e clicar nos 3 pontinhos ( em A como em CRIAR NOTA ESCRITA).

6- MENU
Aqui, vou explicar um pouco sobre os marcadores. É um recurso valioso para categorizar notas.  Se usar para salvar notas de pacientes, assuntos de estudo (como por exemplo cardiologia), sites, usando marcadores, eles ficaram separados em uma categoria específica, muito mias fácil de localizar.

App Google Keep
Gratuito
Android
iOS



Espero que tenham gostado do minitutorial de como usar o Google Keep. Se tiverem interesse em tutoriais de  um aplicativo específico, deixem nos comentários!

11 de jun. de 2017

Aplicativo e-Saúde do SUS: Informações centralizadas no celular para facilitar a vida de Médicos, Pacientes e Governo

O Ministério da Saúde lançou a nova versão do app e-Saúde (Android e iOS), que é um exemplo de interoperabilidade no SUS, que até então, eu nunca tinha visto. Acho que o SUS está entrando no século 21!
O aplicativo é a plataforma móvel e de serviços digitais oficial do Ministério da Saúde. Agrega informações do paciente como CNS (Cartão Nacional do SUS), medicamentos usados, exames, médicos do paciente, além de informações como serviços do SUS mais perto da sua localização, e é um canal de comunicação entre o usuário e o Governo.
Tela inicial do e-Saúde

Para realizar seu primeiro acesso, baixe o aplicativo e insira algumas informações básicas e o sistema localizará o seu cartão. Após este passo, você visualizará o número do seu Cartão Nacional de Saúde e algumas funcionalidades.

A página "Minha Saúde" mostra as informações gerais do cidadão como: lista de medicamentos que foram recebidos pelo programa Aqui tem Farmácia Popular, lista de vacinas recebidas e outras novidades, dentre as quais destacam-se a possibilidade de consultar a posição na lista de transplantes e denunciar o lançamento indevido de medicamentos em seu nome. O aplicativo tem ao objetivo também de diminuir fraudes.

tela "Meus Medicamentos" com medicamentos recebidos
Nesta tela de Medicamentos Recebidos, uma novidade muito interessante é a de avaliar o estabelecimento que forneceu a medicação.

tela de avaliação do estabelecimento que forneceu a medicação
Outra novidade é poder cadastrar seu médico que receberá suas informações de saúde e exames que você informar no aplicativo.

tela "Minha Saúde" e tela "Profissionais de Saúde"

A página "Serviços de Saúde" permite consultar estabelecimentos de saúde próximos à sua localização ou pelo tipo, além de permitir adicionar aos favoritos os mais relevantes.

tela "Serviços de Saúde"

A página "Atendimento SUS" apresenta a lista de procedimentos realizados pelo cidadão nos estabelecimentos da atenção básica de saúde. O aplicativo permite que sejam avaliados ou ainda, que o Ministério da Saúde seja informado quando o atendimento não foi realizado.

Tela "balão"
Ministério da Saúde merece congratulações por um serviço tão bem feito. Parabéns!!

App e-Saúde
Android e iOS
Idioma: português
Preço: Gratuito

12 de mar. de 2017

O que é o Conjunto Mínimo de Dados do SUS?

CMD (Conjunto Mínimo de Dados) é um estratégia do MS para aperfeiçoamento dos sistemas de informação do SUS, que foi instituído com a RESOLUÇÃO da Comissão Intergestores Tripartide (CIT) N 6, DE 25 DE AGOSTO DE 2016.
 
A implantação do Conjunto Mínimo de Dados (CMD) será gradual e unificará nove sistemas adotados no SUS. O registro das informações no CMD será realizado por todos estabelecimentos de saúde públicos e privados em território nacional e poderá ser realizado por meio dos sistemas já existentes que serão integrados no Barramento da Saúde ou por meio de solução gratuita disponibilizada pelo Ministério da Saúde.


3 de dez. de 2016

Geo-Monitoramento na Saúde para melhor tomada de decisão

Estive no CBIS 2016 -  XV Congresso de Informática em Saúde em Goiânia e gostaria de mostrar 2 demonstrações que assisti e que me impressionaram bastante. O post de hoje será sobre uma demonstração do Conecta SUS Zilda Arns Neumann da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, que achei  que é muito útil do ponto de vista do gestor e do profissional de saúde.

A tecnologia apresentada junta o Sistemas de Informações Geográficas (SIG) que associa uma latitude e longitude a um endereço de uma ocorrência em saúde (morte, nascimento, caso de dengue, etc) ao Business Intelligence (BI) que é uma série de tecnologias, processos, práticas e ferramentas para a evolução de dados em informação e da informação em conhecimento para auxiliar as tomadas de decisão e obtenção dos indicadores de desempenho desejados.

Geo-Business Intelligence (Geo-BI) ou localização inteligente é um conjunto de tecnologias que combina SIG e BI para avaliação de resultados obtidos, planejamento e tomada de decisão. 


Carlos Augusto Tibiriçá apresentou brilhantemente um sistema de Geo-BI do Conecta SUS, onde é possível ver o geo-referenciamento de cada caso individualmente. 
Carlos Augusto Tibiriçá mostra o sistema geo-referenciado das gestantes  em Quirinólpolis de Goiás 
É possível perceber como os dados são na maioria não informados, 117, contra 13  de gestantes normais e 5 de alto risco, e nós profissionais de saúde somos responsáveis pela baixa qualidade dos dados. E aqui faço um comentários aos gestores: mostrem aos seus profissionais de saúde seuas ferramentas de gestão e o quão importante são os dados de qualidade! Se o profissional não vê benefício na burocracia, se ele não pode usar os dados que informa em benefício da assistência à saúde, preferirá SEMPRE atender bem o paciente e deixar a burocracia mal feita. 

Ele mostrou também a gestão da Dengue, pode ser feita a cada paciente, como quando do bloqueio de caso de Dengue, que consiste em tratamento de criadouros em uma região circunferencial de 150m de cada paciente confirmado com dengue.


Cada ponto,  no slide abaixo, na tela do Módulo SIG no Sistema de Administração e Controle da Dengue - SACD,  é um caso bloqueado (verde), ainda não bloqueado (vermelho) e não informado (branco) no município de Anápolis. Clicando em cada caso é possível ver o nº da notificação, endereço, data do início do bloqueio e até a quantidade de larvicida usada. 
Bloqueio de caso de Dengue
As possibilidades são infinitas! O importante a ser ressaltado é que uma excelente ferramenta na mão de um profissional limitado não o torna mais competente ou com mais conhecimento, por isso há que se valorizar imensamente o trabalho desse pessoal. Utilizam ferramentas open source para criar um sistema de Geo-Business Intelligence, que nas mãos de profissionais competentes transformam dados em conhecimento para tomada de decisão oportuna.

Quem quiser saber mais, acesse: 

TIBIRIÇÁ, C. A. G.; RINCON, J. P.; ESMERALDO, L. L.; et al. Geo-Business Intelligence: Um Modelo Aplicado ao Monitoramento em Tempo Oportuno de Saúde Pública. Anais do XV Congresso Brasileiro de Informática em Saúde, p. 50–53, 2016. Disponível em: http://www.sbis.org.br/biblioteca_virtual/cbis/Anais_CBIS_2016_Diversos.pdf

21 de out. de 2016

PhoneSoap 2.0: Desinfecção de Celulares e Tablets em Ambiente Hospitalar

Em 2014 fiz uma revisão (veja o post aqui) sobre o assunto de antissepsia de dispositivos em ambiente hospitalar com uma mistura comercial de ácido isopropílico e Clorexidina , eficaz contra MRSA e VRE, além de vírus, outras bactérias e o bacilo da TBC, mas não contra o Clostridium (esse artigo fala mais sobre como fazer a desinfecção para Clostridium). 
Falei também do Isopropanol (Álcool isopropílico 99,8%), encontrado no Brasil, também bastante útil e eficaz. 
Mas hoje encontrei uma solução muito boa, o PhoneSoap 2.0, que limpa e carrega a bateria ao mesmo tempo do seu dispositivo.

A luz UV-C já está sendo usado em hospitais para antissepsia de celulares e tablets. A luz vai higienizar qualquer superfície que toca. PhoneSoap adaptou esta tecnologia , tornando-a portátil e acessível para profissionais de saúde e hospitais.
Encontra-se disponível em tamanho maior, para tablets. 
Custa $59,00 o PhoneSop para celular e $119,95 o modelo XL para tablets. Mas não está disponível no Brasil. Você pode comprá-lo diretamente no site: https://www.phonesoap.com/products?orderBy=sku

30 de jan. de 2016

A implantação de iniciativas em saúde baseada em evidências: recomendações aos gestores da saúde

"O uso apropriado da evidência científica pode nortear a decisão clínica com benefícios e redução de danos ao paciente." (ATALLAH, A.N.; CASTRO, A.A. Fundamentos da pesquisa clínica. São Paulo: Lemos Editorial, 1998.)

O benefício do uso de evidências na prática clínica já é muito conhecido dos médicos. O problema todo está em destinar um tempo a procura dessas informações e selecionar as fontes adequadas e respeitadas. Do meu ponto de vista, é inadismissível que médicos usem a Wikipedia como fonte de informação clínica, como informado no relatório The Digital Health Debate 2015 .

Há cerca de 1 ano, o blog chamou médicos para participar de um estudo sobre o impacto de informações disponibilizadas no portal Saúde Baseada em Evidências na prática clínica dos profissionais de saúde do Estado de São Paulo (aqui).


O resultado deste estudo encontra-se no artigo "A implantação de iniciativas em saúde baseada em evidências: recomendações aos gestores da saúde" do Prof. Dr. Ivan Ricarte e Profª Dra. Cristiane Galvão. Sintetiza as principais lições aprendidas durante a execução do projeto para que possam ser consideradas por gestores da saúde quando da implantação de iniciativas com foco na saúde baseada em evidências.

Eu participei do estudo e confesso que foi muito útil e oportuno receber as principais evidências no meu email. Como parte do estudo, os médicos avaliavam as evidências recebidas e o resultado pode ver visto no gráfico abaixo.


A conclusão que o estudo chega é:

"Profissionais de saúde precisam de informação adequada, resumida e facilmente acessível, mas possuem pouco tempo para se manterem atualizados. Assim, é fundamental o estabelecimento de equipes para a busca, seleção e disseminação de evidência. Equipes interdisciplinares, incluindo profissionais de biblioteconomia, informática e saúde, viabilizam o desenvolvimento de serviços inovadores e adequados às demandas informacionais dos contextos clínicos do século 21."

Lamentavelmente, os gestores não estão interessados na formação ou qualidade de atendimento médico dos seus usuários e sim nos números de atendimento e na presteza ou agilidade. 

23 de nov. de 2015

Big Data em Saúde - parte I

Fiz o curso de Big Data em Saúde no Brasil da USP, no Coursera, com o Prof. Alexandre Chiavegatto Filho, e gostei demais. Recomendo imensamente. Farei alguns posts abordando temas do curso e outras aplicações práticas já em uso em Big Data na Saúde. Recomendo também um artigo muito bom do mesmo autor do curso:
Chiavegatto Filho ADP. Uso de big data em saúde no Brasil: perspectivas para um futuro próximo. Epidemiol e Serviços Saúde [Internet]. Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços / Secretaria de Vigilância em Saúde / Ministério da Saúde; [cited 2015 Oct 30];24(2):325–32. 


Big data em Saúde - parte I

O prof. Alexandre Chiavegatto Filho define Big data como "uma quantidade de dados suficientemente grande que leve a uma mudança nas formas tradicionais de análise de dados." 

Já pensou analisar dados de dispositivos de monitorização como o app S Health do Android ou o do app Saúde do iOS9, associados a dados de prontuário eletrônico dos pacientes? Localizar, por exemplo, todos os pacientes que tenham atividade física leve (1 hora de caminhada diária em atividades habituais) com uso de anlodipino, idade > 60 anos e pressão arterial de 140/90 mmHg? Logo será possível que nós, simples médicos, possamos fazer essas associações e tirar algumas conclusões de nossa própria amostra.

 As perspectivas atuais para o uso do Big Data em Saúde no Brasil passam por 4 grandes áreas:
  • Estudos Multicênctricos
  • Prontuários eletrônicos
  • Medicina de Precisão 
  • Internet das coisas

Perspectivas para uso do Big Data no Brasil segundo Prof Alexandre

O uso do Big Data já é uma realidade nas operadoras de saúde. Há vários projetos em andamento para análise dessa enorme quantidade de dados de forma automatizada, gerando dados que serão aproveitados em prol da melhoria do atendimento e qualidade de vida dos beneficiários, espero.





4 de out. de 2015

Visão crítica de pronto-atendimentos - para médicos e pacientes

Do blog "Meus Nervos" do talentoso amigo Dr. Solon Maia, veem 4 textos e algumas tirinhas e cartoons que falam sobre o trabalho nos Pronto-atendimentos no Brasil. Muito esclarecedor tanto para médicos quanto para pacientes! Vale a pena ler todos eles!

O atendimento de urgências e emergências é uma das áreas mais estressantes, perigosas e ingratas da medicina. Estou nessa há oito longos anos e hoje vejo claramente as consequências disso: O trabalho em prontos-socorros mudou a forma como vejo a medicina e os pacientes, me levou a um quadro de ansiedade e depressão, e quase me fez abandonar a profissão. Hoje estou mais tranquilo, fazendo a minha residência de anestesiologia, e não é para ganhar mais do que antes, e nem para trabalhar menos… Minha meta é me livrar desse fardo que é trabalhar em PS!
Os médicos que encaram esse tipo de trabalho são heróis, e foi pensando neles que escrevi esses quatro posts como desabafo, reflexão e informação a respeito do tema. Reuni todos eles nesse único post para facilitar a leitura e divulgação.


TEXTO 01: “Entenda o atendimento em um pronto-socorro”
(CLIQUE AQUI PARA ABRIR O POST!)
Trecho do texto: “Os serviços de saúde destinados ao atendimento de urgências e emergências são, em sua essência, problemáticos, tanto no setor público quanto no privado. As pessoas dificilmente tem o conhecimento e o preparo adequados para lidar com os protocolos, fluxos e padrões de atendimento preconizados e adotados em tais unidades de saúde. Aliado a isso, ainda temos grande parte dos usuários com os ânimos exaltados por fatores diversos, como dor, desconforto, ansiedade, medo, ignorância, prepotência, etc.”

TEXTO 02: “O seu problema é realmente urgente?”
(CLIQUE AQUI PARA ABRIR O POST!)
Trecho do texto: “Ontem foi meu ultimo plantão de segunda-feira… Há alguns meses, numa segunda (dia internacional do atestado) logo após um feriado prolongado eu atendi um senhor de 42 anos (…) Depois de ficha aberta, José aguardou mais 33 minutos para passar pela triagem do hospital (…) O infarto era grave, jamais saberemos se ele teria chance de sobreviver, mas a chance foi tirada por: Jéssica, 22 anos, bronzeada do sol do feriado, atendente de telemarketing queixando de ROUQUIDÃO.”

TEXTO 03: “Pronto-socorro na prática: Saiba como funciona”
(CLIQUE AQUI PARA ABRIR O POST!)
Trecho do texto: “O médico sai do consultório toda hora… Motivo 01: Ele precisa reavaliar pacientes em observação o tempo todo. Motivo 02: Ele é responsável por todos os pacientes que estão internados no hospital. Pode ser que ele tenha 100 ou mais doentes sob sua responsabilidade! Quando eles passam mal, o médico tem que ir tentar resolver o problema. Motivo 03: Por incrível que pareça, o médico precisa se alimentar, beber água, urinar e defecar. Sim, é verdade! Médicos precisam fazer essas coisas!”

TEXTO 04: “A medicina de emergência é negligenciada no Brasil”
(CLIQUE AQUI PARA ABRIR O POST!)
Trecho do texto: “O profissional que trabalha num pronto-socorro fica sob estresse e pressão constantes. A imprevisibilidade do que vai aparecer, a falta de condições de trabalho e de segurança; a superlotação da unidade, as intercorrências das enfermarias; a falta de especialistas, de exames, de vagas de UTI, de ambulâncias para transportes; pacientes e acompanhantes enfurecidos e ameaças constantes. Isso enlouquece qualquer um. Pouquíssimos profissionais querem isso para a vida toda, fugindo da especialidade quando finalmente estão no auge do preparo para a mesma.”

15 de set. de 2015

Infraestrutura e tecnologias para integração de dados no Cartão SUS - Barramento SOA

Ontem houve a aula "Arquitetura do barramento nacional da Saúde e as perspectivas do Ministério da Saúde com relação aos serviços SOA ofertados" que faz parte do VI Ciclo de Palestras Online da SBIS (ocorre sempre na primeira segunda-feira de cada mês, às 20:00, em https://meet52658369.adobeconnect.com/_a1106706205/vi_ciclo_seminarios_online_tics_sbis/). 

Dr. Moacyr Esteves Perche, Coordenador Geral de Gestão de Projetos Estratégicos do DATASUS, deu uma visão muito interessante do cenário atual, que acho que vale a pena compartilhar, de maneira mais inteligível para quem não é da área de TI.

Barramento SOA SUS


SOA é arquitetura orientada a serviços, é um estilo de arquitetura de software com foco em prover um maior reuso e eficiência na criação ou manutenção de funcionalidades e aplicações de uma empresa. No SOA,  as funcionalidades que antes estariam contidas dentro de programas e sistemas de forma isolada, devem agora ser expostas na forma de serviços através de interfaces bem definidas, utilizando tecnologias interoperáveis e padrões abertos (fonte). O objetivo é reutilizar o que já está pronto, criando interações e trocas de informação na forma de serviços (funcionalidades do software).

Barramento, ou barramento de serviços (Enterprise Service Bus - ESB) é um padrão arquitetural que permite integrar diferentes aplicações de uma maneira fácil e rápida, usando uma única interface, independentemente de quem é o destino. O ESB, ou barramento, é um intermediário entre serviços, permitindo a interoperabilidade entre eles. Integra e permite a comunicação de sistemas, independente da linguagem de programação em que foram escritos.


Interoperabilidade entre sistemas do MS e base do Cartão SUS
Toda essa arquitetura é baseada na Portaria 2.073 de Interoperabilidade do MS, com terminologias padronizadas para comunicação de serviços do SUS e também da saúde suplementar que quiser comunicar com as bases do MS. O IHE-PIX é o padrão internacional adotado para o identificador único do paciente, o Cartão SUS (CNS),  que atualmente encontra-se com 90% da população brasileira cadastrada.
Arquitetura SOA SUS
O barramento interno não é feito em software livre. A ferramenta que atualmente está sendo usada é ORACLE. 

Uma iniciativa interessante baseada em software livre, parceria do MS com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o SIS-Interop, que tem como objetivo criar um barramento local para prefeituras, por exemplo, que queira integrar dados clínicos de diversas fontes.  Mais informações podem ser obtidos pelo governanca.soa@saude.gov.br . Informações também podem ser encontradas no Centerms (Centro Nacional de Terminologias em Saúde).

Para as Startups, existe um catálogo de serviços SOA-SUS disponíveis no site do DATASUS (http://datasus.saude.gov.br/interoperabilidade) que podem e devem ser ser usados em aplicações. Vale a pena das uma olhada.
Barramento Nacional do e-Saúde. Barramento municipal e estadual pode ser feito pelo sistema SIS-Interop

Enfim, o barramento SOA tem como objetivo integrar a base de dados do Ministério da Saúde, como por exemplo, CADSUS (bane nacional de cadastros do Cartão SUS),  SISREG (sistema de regulação) ou e-SUS H (hospitalar) com hospitais, municípios ou mesmo com o aplicativo do Cartão SUS.

O App do Cartão SUS, em um futuro próximo, vai contar com todas as bases de dados do Registro Eletrônico Nacional de Saúde. Por isso é tão importante adotar o CNS (Cartão Nacional de Saúde ou Cartão SUS) como a identidade pessoal do paciente (identificador único), independente se no âmibo do SUS ou saúde suplementar. O barramento SOA (Service Oriented Architecture) para as trocas de informações, já conta com 16 sistemas integrados ao cartão SUS. Assim, tanto os pacientes quanto os profissionais de saúde poderão se aproveitar dos registros, decisões clínicas e análises presentes.

26 de abr. de 2015

Artigo sobre comparação de gráfico de visualização de exames laboratoriais de 8 prontuários eletrônicos


Graphical Display of Diagnostic Test Results in Electronic Health Records: A Comparison of 8 Systems.
Sittig DF, Murphy DR, Smith MW, Russo E, Wright A, Singh H. Journal of the American Medical Informatics Association : JAMIA : 2015 Mar 18 pg

Objetivo: determinar o quão bem registros eletrônicos de saúde (RES) atuais facilitaram os processos de visualização e interpretação dos resultados dos testes laboratoriais clínicos. Foram avaliadas as telas gráficas dos resultados dos testes laboratoriais em oito RES usando critérios objetivos para gráficos ideais com base na literatura e na opinião de especialistas.

Método
Foram avaliadas telas gráficas de visualização de resultados de exames laboratoriais em oito interfaces do usuário de Registros Eletrônicos de Saúde, como na tabela 1.

sistemas avaliados

Foram desenvolvidos 11 critérios para gráficos ideais baseado na literatura,  e usados para a comparação dos RES, como pode ser visto abaixo:

critérios de avaliação


Visão geral dos critérios utilizados para avaliar telas gráficas da RSE
  • Patient ID visible: O nome do paciente, data de nascimento e sexo são claramente apresentados no gráfico, ou no quadro de exibição que incorpora o gráfico e não pode ser obscurecido ao ver o gráfico.
  • Title: A descrição do conteúdo do gráfico, incluindo a(s) variável(eis) observada (s), é(são) claramente visível(eis) no gráfico.
  • x-axis label: A descrição do significado do conteúdo do eixo x é exibido claramente. O rótulo de "Data" ou "Time" pode ser suprimido se os rótulos do eixo x são claramente identificados com data (02 de fevereiro de 2015) ou hora (11:00).
  • x-axis scale: O eixo x tem intervalos de escala espaçados de maneira uniforme. 
  • x-axis values: O x -axis tem rótulos que indicam claramente o valor numérico de marcas de escala. As xrótulos -axis carrapato marca deve aumentar em valor como eles se movem da esquerda para a direita ao longo do eixo.
  • y-axis label: Etiqueta no eixo y mostra claramente o nome da variável e suas unidades (por exemplo, Pressão Arterial Sistólica [mm Hg]).
  • y-axis scale: O y -axis tem intervalos de escala espaçados de maneira uniforme 
  • y-axis values: O eixo y tem rótulos que indicam claramente o valor numérico de marcas de escala. Os rótulos de marcas de escala do eixo y devem aumentar em valor à medida que avançam desde a parte inferior para a parte superior do gráfico.
  • Legend: Se existirem duas ou mais variáveis no gráfico, deve haver uma legenda explicando as diferentes cores ou formas utilizadas para marcar os pontos de dados.
  • Reference range: O intervalo de referência é mostrado para cada variável observada. 
  • Data details: Valores exatos de pontos x-y devem estar disponíveis (por exemplo, o usuário pode ver, passe o mouse sobre com o mouse ou clique para ver mais detalhes) para cada ponto de dados em gráfico. 

A avaliação revelou que nenhum dos gráficos dos RES que estudamos reuniu todos os 11 critérios de avaliação. A magnitude da deficiência de 10 de 11 critérios para 5 de 11. Nenhum tinha um gráfico com rótulos do eixo x nomeados ou com as unidades de medida. Um sistema representou graficamente os resultados em ordem cronológica inversa (ou seja, os resultados mais recentes sobre o lado esquerdo do gráfico). Outro sistema mostrou dados coletados em pontos desigualmente espaçados no tempo, o que teve a percepção visual de desvio entre pontos de dados interpretada erroneamente. Esta deficiência teve um impacto negativamente significativo sobre a segurança do paciente. Apenas dois sistemas permitiam aos usuários ver ao passar o cursor, ou clicar em um ponto de dados para ver os valores exatos das coordenadas x - y. Três sistemas não exibiam ID do paciente diretamente no gráfico. 

Cursor mostra dados exatos

ordem cronológica inversa dos dados
Discussão/Conclusão:
A visualização e interpretação dos resultados de testes laboratoriais é fundamental na segurança do paciente. Além disso gráficos que mostram os dados em ordem cronológica inversa pode causar confusão aos usuários.
A visualização clara e imprecisa de dados ao longo do tempo pode ter sérias implicações na tomada de decisão clínica.
Recomenda-se que a legislação vigente nos EUA possa garantir a exibição visual clara e precisa dos dados laboratoriais  através de critérios no teste de certificação. Estes critérios devem ser baseados na melhor evidência científica disponível a partir da literatura e da opinião de especialistas, quando não houver evidência publicada. 

12 de abr. de 2015

Artigo sobre âmbito da computação em nuvem na área da saúde

A scoping review of cloud computing in healthcare . Lena Griebel , Hans-Ulrich Prokosch , Felix Köpcke , Dennis Toddenroth , Jan Christoph ,Ines Leb , Igor Engel e Martin Sedlmayr. BMC Medical Informatics and Decision Making. 15 (Mar. 19, 2015): p17.


Revisão de 102 publicações do MEDLINE de Julho de 2013 a Dezembro de 2014. 
Seis domínios para computação em nuvem nos cuidados de saúde foram classificados em ordem decrescente pelo número de artigos incluídos:
1. Telemedicina / Teleconsulta
2. Imagens Médicas
3. Saúde pública e auto-gestão dos pacientes
4. Gestão Hospitalar / sistemas de informação clínica
5. Terapêutica
6. O uso secundário de dados


1- Telemedicina / teleconsulta: Apoiar a comunicação e partilha de dados entre as partes interessadas na área da saúde é o domínio mais proeminente dos quais 34 artigos, com as seguintes aplicações:

  • sistema de partilha de Prontuário eletrônico e PACS
  • rede ponto-a-ponto para transferir informações médicas como registros de pacientes e histórias médicas entre diversos atores, como hospitais e ambulâncias em um cenário de emergência médica
  • serviços médicos em nuvem de emergência: figura com componentes do sistema como infrastructure as a service (IaaS) , platform as a service (PaaS) and software as a service (SaaS).
  • Cloud Cardiology®: um servidor em nuvem permite compartilhar ECG simultaneamente dentro e fora do hospital
  • ECG de 12 derivações: serviço de telemedicina baseado em computação em nuvem, descreveram claramente como o processamento, visualização, gestão e serviços de e-learning são implantados dentro da plataforma comercial em nuvem da Microsoft Azur
  • e-Science Central: conjunto de serviços de nuvem prestados, que abrangem serviços de armazenamento de dados, mas também a execução do serviço, de fluxo de trabalho e segurança
  • projeto MOVEeCloud: médicos especialistas avaliar a atividade física dos pacientes com base nos dados enviados para a nuvem e-Science Central por acelerômetros wearable.
  • caREMOTE: protótipo de um relatório de supervisão der cânvcer, controlo da qualidade de vida e sinais vitais com telemedicina, que é acessível por dispositivos móveis, protótipo usa a infraestrutura de nuvem que foi construída sobre o Google App Engine (GAE) e os dados foram armazenados emGoogle's Big table technology.
  • dados de sensores de smartphone para detectar padrões de atividade e, finalmente, os padrões de estilo de vida
  • sistema de monitoramento em tempo real remoto de saúde baseada em nuvem (CHMS), que tem como objetivo integrar as redes de sensores multi-hop e computação em nuvem
  • telemonitorização no campo da neurociência: sistema on-line prototypic EEG-BCI (Brain Computer Interface) com base em EEG fones de ouvido sem fio e telefones celulares para prever estados cognitivos em pacientes saudáveis em doentes em situações dinâmicas de vida real
2- Imagiologia médica: armazenamento, compartilhamento e cálculo de imagens
  • PACS baseado em nuvem pode permitir o armazenamento de imagens médicas como "PACS-as-a-Service" ou até mesmo fornecer “radiology round-the-clock” altamente flexível
  • protótipo de prova de conceito para demonstrar que é possível a troca de imagens segura entre um cliente e um servidor DICOM hospedado no Microsoft Azure
  • cliente Android para receber informações do paciente e imagens de um servidor central que é executado em uma máquina virtual Amazon e medidos os tempos de download de imagens via 3G e WLAN. Além de o servidor estar na Internet, nem detalhes sobre a nuvem-particularidades nem sobre proteção de dados / segurança são questões mencionadas.
  • algoritmo de reconstrução cone-beam CT usando MapReduce, avaliado em 10 a 200 cloud nodes da Amazon que experimentam a 1/n diminuição do tempo de computação
  • projeto financiado pela Microsoft para implementar um ambiente de pesquisa virtual para reduzir as barreiras à examers imaginológicos no câncer
3- Saúde pública e auto-gestão dos pacientes: prevenção, promoção da saúde ou melhoria para os cidadãos e os pacientes, mas também para grandes grupos populacionais (epidemiologia)
  • HealthATM: infra-estrutura de saúde pessoal baseada em nuvem para fornecer à indivíduos de grupos populacionais carentes (ou seja, pessoas sem seguro de saúde) acesso instantâneo às suas informações de saúde
  • sistemas para informar os grupos de pacientes carentes que sofrem de diabetes e hipertensão com chamadas telefônicas automatizadas para permitir uma melhor auto-gestão das doenças
  • Sistema baseado em nuvem  para armazenar dados pessoais de saúde e estilo de vida através de dispositivos móveis
  • Telecare Medical Information System (TMIS): serviços médicos para os pacientes e profissionais da área médica, como uma monitorização remota de sinais fisiológicos, através de smartphones
  • protótipo de MyPHRMachines onde uma nuvem é usado para fazer upload dos dados relacionados com a saúde e o software aplicativo lê e analisa em um sistema de registro pessoal de saúde
  • TPM (Tele-PTSD Monitor) :monitor de transtorno de estresse baseado em nuvem para pacientes que sofrem de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) monitorarem seu progresso durante o tratamento
  • IAServ (Intelligent Aging-in-place Home care Web Services): plataforma eletrônica de prestação de serviços de saúde para os idosos em domicílio
  • iFit, que é uma plataforma para a promoção da aptidão física para os idosos através de atividades de gamificação
  • solução para trabalhar com dados de grandes populações por conceituar o uso de nuvens privadas virtuais para informação sobre saúde pública
  • redução do tempo de execução para epidemia de análises usando estruturas em nuvem
  • arquitetura baseada em nuvem para simulação de surtos de gripe pandémica
  • plataforma móvel de saúde baseada em nuvem com foco em eficiência energética
4- Gestão hospitalar e sistemas de informação clínica: implantação de sistemas de informação clínica em nuvens
  • nuvem privada dentro de Seoul National Bundang Hospital Universitário (Coréia), com base na tecnologia de virtualização, uma infra-estrutura de desktop virtual e 400 máquinas virtuais, com acesso fácil a cada um dos sistemas de informação do hospital de todos os dispositivos em todo o hospital.
  • ambiente de dois departamentos do hospital romenos com dois subsistemas clínicas diferentes que são capazes de trocar dados entre si com base em HL7 CDA
  • CMSDF : infraestrutura de dekstop virtual baseado em nuvem é detida e gerida por um grande hospital, que é capaz de compartilhar seu software médico como SaaS com as instituições de saúde Grassroot (menor nível administrativo das instituições médicas na China)
  • transferência de recursos da saúde para sistemas de nuvem deve ler em conta vários requisitos em relação à privacidade e confidencialidade dos dados do paciente e que uma empresa externa é necessária para auditar os mecanismos de segurança do provedor de plataforma de nuvem.
5- Terapêutica: planejamento, gerenciamento ou análise de intervenções terapêuticas
  • site para acesso a informações sobre compostos da droga usada na medicina tradicional chinesa
  • protótipo de um sistema de apoio à decisão clínica (CDS) que os pacotes de dados de um paciente são enviados para um SaaS remoto para análise, ou seja, aplicação de regra e comparação das avaliações locais versus os resultados obtidos  analisados ​​em remotamente
  • sistema de apoio à decisão baseado em nuvem para o reconhecimento precoce da sepse
  • avaliar o ganho de desempenho quando se deslocam simulações de Monte Carlo para o planejamento de radioterapia para a nuvem.
  • modelo baseado em nuvem da Amazon para simulação Monte Carlo da dose de radiação.
6- Uso secundário de dados:
  • Possibilidade de armazenasr e compartilhar dados de pesquisa em saúde e dados de prontuários eletrônicos em uma estrutura de computação em nuvem de modo a cumprir o HIPAA
  • abordagem para permitir serviços baseados em nuvem, que deve oferecer alta escalabilidade e segurança de dados HIPAA-compliant, propóe um protótipo SaaS baseado em NLP, em nuvem para permitir a extração, processamento, gestão, e comparação de dados médicos de vários hospitais
  • serviço NPL baseado em nuvem onde  texto livre é deidentificado antes de colocar na nuvem, com benefícios do uso de computação em nuvem como redução do custo de processamento de dados (sem investimento inicial, pay per use) e os serviços gerenciados que permitem o uso de serviços de computação intensivos e complexos por provedores de dados com departamentos de TI pequenos.
  • modelos de mineração de dados e os resultados podem ser partilhados entre os diferentes hospitais usando servidor baseado em nuvem.
  • sistema protótipo que permite uma arquitetura baseada em nuvem para o mineção e nomarlização de dados para o intercâmbio entre hospitais
Conclusão:

Uma aplicação que realmente melhora a prestação de serviço na Saúde,  por meio da computação em nuvem,  deve descrever explicitamente as características específicas da nuvem da sua aplicação de acordo com as definições do NIST, como elasticidade rápida ou serviço medido, onde um modelo de pay-per-use substitui investimentos iniciais . Pool de recursos ajuda as organizações a consolidar e simplificar os serviços de infra-estrutura e tendências existentes em virtualização. 

Além disso, se a computação em nuvem é uma das principais características de um aplicativo de assistência médica, recomendamos que em futuras publicações, autores que descrevem o modelo de implantação particular escolhido e  tipo de serviço de nuvem usado.

5 de abr. de 2015

Artigo sobre fatores de sucesso para implantação de prontuário eletrônico em ambientes de baixa renda

Fleur Fritz , Binyam Tilahun , Martin Dugas J Am Med Inform Assoc (2015) 22 (2): 479-488 DOI: http://dx.doi.org/10.1093/jamia/ocu038 First published online: 13 March 2015 (10 pages)

Revisão da literatuta (PUBMED) de 47 trabalhos de 1999 até 2013de onde foram extraídos 381 critérios de sucesso e 229 medidas correspondentes. Dos artigos, cerca de três quartos eram de países africanos. O país com o maior número de publicações a África do Sul.
Foi definido como ambiente de baixa renda, partes do mundo em que os recursos para a saúde (dinheiro, recursos humanos, e técnico infra-estrutura) são escassos, com características como deficiência de infra-estrutura  e financiamento na saúde assim como falta de pessoal treinado; deficiência de infraestrutura de TI e pouco treinamento de TI de saúde dentro do currículo médico; situação política que influencia muito dinâmica organizacional, o que dificulta a gestão eficiente do projeto e muitas vezes grande variedade de diferentes línguas tornando-se difícil de usar prontuários em Inglês. A definição de sucesso usada foi baseada no modelo de sucesso dos sistemas de informação DeLone e McLeanDeLone e McLean, a qualidade do sistema, a qualidade da informacão, a utilizacão, a satisfacão do utilizador, o impacto individual e organizational.

Os 381 critérios de sucesso são distribuídos nas seguintes categorias, classificadas por frequência: 112, funcionalidade (29%); 88, organizacional (23,5%); 82, técnico (21,5%); 37, a formação (10%); 24, política (6%); 21, ética (5,5%); e 17, financeira (4,5%).
  • Funcionalidade: ter um dicionário de dados, a qualidade dos dados, ou métodos de entrada de dados, Recursos opcionais ou extras designados especificamente para os usuários finais do prontuário eletrônico , critérios de usabilidade e funcionalidades mencionadas necessárias para agregar e reportar dados.
  • Organizacional:  recursos humanos, por exemplo, ter pessoal qualificado suficiente; questões de gerenciamento de projetos e o compromisso com o projeto de implementação do prontuário pela administração, critérios que estimulam ou impedem o uso do sistema e atitude em relação ao prontuário.
  • Técnico: infra-estrutura, como a rede e acesso à internet, bem como fonte de energia, características arquitetônicas do prontuário, questões de segurança e privacidade que precisam ser resolvidos antes que o prontuário seja implementado com sucesso além de  normas, incluindo padrões de interface, como HL7.
  • Formação: treinamentos, conhecimento existente e caracteríristicas da equipe, principalmente o conhecimento computacional dos usuários.
  • Política: confiança, atitude de mudar, e vontade política em geral. Cerca de um terço se relacionam com as políticas e a infra-estrutura do sistema de saúde, por exemplo, a localização de hospitais e a definição de tecnologia da informação e comunicação em geral.
  • Ético: sustentabilidade do prontuário implementado,  preocupações de privacidade e segurança.
  • Financeiro:  disponibilidade de recursos, a maioria deles mencionou especificamente recursos humanos. As despesas gerais e a necessidade de eficiência foram mencionados em 37% dos critérios.

Os resultados sugerem que os principais critérios para o sucesso da implementação do prontuário eletrôncio dependem da funcionalidade do sistema implementado, seguido pela estrutura organizacional e apoio para o projeto, bem como a disponibilidade da infra-estrutura técnica. Surpreendentemente, o financiamento não foi encontrado entre os principais critérios, embora parecça ser um fator importante, pois é quase sempre mencionado inicialmente, quando se fala em ambientes de baixa renda. A colocaçãodo fator financiamento pode ser devido ao fato de que muitos desses projetos foram financiados por doadores, com custos não está sendo discutidos. No entanto, o aspecto financeiro precisa ser levado em conta. Estudos mostram que há um retorno sobre o investimento em ambientes de baixa renda após 3 a 5 anos.

Neste estudo, parece que os fatores de sucesso são semelhantes aos encontrados em países com melhor renda. No entanto, deve-se reconhecer que existem diferenças em certos fatores individuais, como critérios de infraestrutura técnica, como fonte de energia e redes estáveis.

Projetos de implementação de prontuário eletrônico em ambientes de baixa renda precisam ser cuidadosamente planejados e, idealmente, com base nas melhores práticas para evitar o desperdício de recursos escassos. Responsáveis políticos, gestores e gerentes de projeto não devem preocupar-se apenas sobre as finanças, mas também, como demonstrado na revisão, nos aspectos funcionais, organizacionais e técnicos do PEP. Em particular, os métodos de manipulação de dados confiáveis, recursos humanos e gestão eficaz do projeto, bem como a arquitetura técnica e questões de infra-estrutura são fatores-chave para fazer implementações de sucesso.