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20 de dez. de 2015

Estudo Mundial sobre Médicos e Saúde Digital: Mídias Sociais

A Cello Health Insight é uma agência de pesquisa em marketing na Saúde com mais de 30 anos de experiência entregando inteligência de negócios para setores de saúde e farmacêutica. Fazem pesquisa de mercado em Saúde para projetar e conduzir guias de negócios para tomada de decisões.

O relatório The Digital Health Debate 2015 revela como os médicos estão usando canais e dispositivos digitais para trocar informações, comunicar com seus pares, representantes farmacêuticos e pacientes.
82% possuem ou tem acesso a smartphones em seu trabalho e 77% afirmam que usam regulamente para fins profissionais. (90% no Brasil, 86% na China, 73% na Itália, 73% na França, Espanha 79% e Alemanha 68%, Estados Unidos 73%)
O maior uso é no Brasil, seguido da China, Europa e EUA. O menor índice de uso de smartphones no meio médico na Europa parece estar relacionado a dificuldade de acesso ao sistemas locais e nacionais de Health Eletronic Resporting (HER). 


Comunicação por redes digitais

88% dos médicos usam o email para se comunicar com colegas de profissão, 68% SMS, 31% usam Whatsapp, 17% Skype. 

A grande maioria dos médicos mundiais relataram que o telefone ainda é o canal principal de comunicação com seus pacientes, seguido pelo email, mensagens de texto, Whatsapp, mídias socias, Skype e outros.


Um dado muito interessante é o uso do Whatsapp pelos médicos mundiais: 87% dos médicos no Brasil usam para comunicar com seus pacientes, em copmaração com 61% na China, 4% nos EUA e 2% no Reino Unido. Aqui, faço uma observação, que nos EUA quem tem dispositivos iOS prefere o iMessage, que é nativo e restrito a essa plataforma, e a Apple ainda domina o mercado lá, ao contrário daqui, onde o Android prevalece. Outro fator é que nos EUA o custo de ligações é muito barata, em comparação com os preços abusivos que pagamos aqui, de onde a preferência por um serviço de mensagens de texto e voz ilimitados, e principalmente assíncrono (não é preciso estarem os 2 interlocutores online ao mesmo tempo).

Uso de Redes Sociais

Na capacitação profissional, as mídias sociais mais usadas no mundo por médicos foram YouTube por 28%, Linkedin por 24% e Google + por 21%. No Brasil e  na China a preferência pelo Youtube é significante. E um dado arrepiante alarmante é o uso da Wikipedia, com mais da metade dos médicos brasileiros afirmando usá-la como fonte para capacitação profissional!!!


Conclusões

As conclusões neste post são minhas, e não refletem uma visão da pesquisa realizada.Apesar dos dados no estudo serem muito interessantes, a metodologia usada (veja abaixo) foi falha, incluindo somente pesquisas online, e com uma proporção de entrevistas com médicos brasileiros muito baixa. Não acho que reflita nossa realidade atual. 

Penso que muitos médicos fornecem o número do seu Whatsapp para os pacientes mais por pressão destes do que por acharem que é um bom canal de comunicação, pois muitos pacientes veem o app como uma forma de economizar ligações, e principalmetne consultas. Outro ponto é que o CFM proíbe o uso de mídias sociais, apps de mensagem, email ou qualquer forma virtual de comunicação, como forma de diagnóstico e prescrição médicas (à excessão da telemedicina regulada pelo CFM).

Outra consideração que faço é o uso da Wikipedia como fonte de referência a aprimoramento profissional! Absurdo essa taxa de 63%! Com as principais sociedades de especialidade médicas usando tanto Youtube como webconferências para aprimoramento profissional (exemplo o PEC Coloproctologia, o programa de educação continuada da SBCP), com recursos como BMJ Brasil,Portal Saúde Baseada em Evidências, e muito mais, é um disparate que a classe médica brasileira use a Wikipedia. Ainda acho que foi uma falha grave na metodologia usada. 



Metodologia: 1040 entrevistas online de 15 minutos foram realizadas em 8 mercados entre 10 e 31 de Julho pelo M3 Global Research. EUA: 330 médicos, Europa (Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha): 650 médicos, China e Brasil: 60 médicos.


27 de dez. de 2011

A internet está mudando a Medicina?

Com a inclusão digital e os computadores mais acessíveis, é muito comum que as pessoas busquem informações sobre saúde na internet. Tanto, que o Dr. Google é um concorrente forte em consultórios, fornecendo informações, antes mesmo da consulta, sobre as últimas novidades em tratamentos e na pior das hipóteses, propiciando um auto-diagnóstico na maioria das vezes errôneo.

Sites e comunidades online estão cada vez mais comuns, como o PatientsLikeMe, onde os pacientes encontram pessoas com os mesmos problemas de saúde para discutir tratamentos, obter apoio e trocar experiências.
sites como http://www.patientslikeme.com/
 E os médicos estão perdendo a oportunidade de ocupar esse espaço. Como detentores - não mais exclusivos - do conhecimento, deixam de aproveitar essa demanda por informações confiáveis, podendo usar esse canal para divulgar eticamente seu trabalho e ainda melhorar a comunicação com seus pacientes.

Os profissionais de saúde podem aproveitar o interesse dos pacientes pelas informações online de saúde, para criar sites sobre sua especialidade, comunidades, usar o twitter e as páginas institucionais do facebook (e  não seu perfil particular) para divulgar dicas de saúde agregando valor ao serviço médico oferecido, mantendo a fidelidade do paciente.







Os pacientes querem informação sobre saúde confiável na internet e é uma excelente oportunidade para os médicos ocuparem o espaço online.

Precisa de consultoria nessa área? TI Medicina pode te ajudar.

Baseado no 

Social Medicine: Is the Internet Transforming Healthcare? "The Social Life of Health Information" é um relatório baseado em uma pesquisa telefônica nacional realizada em agosto e setembro de 2010, entre 3.001 adultos em os EUA.

14 de dez. de 2010

Internet, maior concorrente dos consultórios médicos

Por Angela Bittencourt no  Valor Econômico - 14/12/2010


A internet é um concorrente e tanto para os médicos e contribui para o uso maior e indiscriminado de medicamentos. "O Dr. Google é nosso maior competidor. Os pacientes chegam aos consultórios portando diagnósticos, submetem os médicos a uma inquisição e chegam até a mudar os sintomas para que fiquem semelhantes aos obtidos nos sistemas online", relata o toxicologista do Hospital da Clínicas Anthony Wong, para quem o uso maior de medicamentos tem correlação com fluxo também maior de informações. "Na internet existem trocas de experiências, relatos. Nos grandes jornais brasileiros, as sessões de saúde só têm crescido. Ocupavam uma página, agora têm duas ou três", informa. 

Pesquisa Ibope realizada com cerca de 18 mil pessoas em regiões metropolitanas brasileiras, entre o ano passado e meados deste ano, confirma o interesse geral da população sobre produtos farmacêuticos. O maior apelo é nas classes D e E, com 40% dos entrevistados considerando "importante" conhecer "lançamentos", ante 34% em média do universo consultado. 
No Brasil, 39% dos internautas usam a rede para procurar informações sobre o assunto. Esse percentual sobe a 60% quando se consideram os internautas com nível superior, relata o Comitê Gestor da Internet no Brasil. 
Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da USP, via web, sobre os hábitos dos pacientes na internet mostra que 83% buscam informações sobre saúde na rede; 85% dizem que voltam a fazer pesquisas online mesmo depois da consulta médica; e 50% dos médicos reagem mal se o paciente traz informações prévias.
Nos Estados Unidos, 60% dos adultos fazem busca sobre saúde na internet e afirmam que os resultados encontrados acabam exercendo influência sobre o tratamento da doença, mostra pesquisa realizada pela Pew Research Center's Internet e California Health Care Foundation. A pesquisa revela ainda que os americanos, mesmo conectados ao mundo online, continuam a recorrer às fontes tradicionais de informação. Quando precisam de informação ou assistência em saúde e assuntos médicos, 86% dos americanos consultam profissionais de saúde; 68% trocam ideias com um amigo ou membro da família; 57% utilizam a internet; e 54% recorrem a livros ou outras publicações impressas.
"O paciente tem o direto de se informar", reconhece o psicoterapeuta. "O paciente é dono do seu corpo. Mas daí a se automedicar há uma distância. O médico tem treinamento, tem experiência clínica. Isso é muito importante e deve ser valorizado. Por mais útil que sejam os diagnósticos por computador, é necessário que alguém interprete", diz. 
Sérgio José Nicoletti, coordenador do Núcleo de Educação da Saúde da Universidade Federal de São Paulo, pondera que o consumo de medicamentos faz parte do ciclo econômico, mas é um consumo diferente. "Quando consumimos alimentos, roupas, automóveis, há busca pela satisfação. Esse consumo pode até gerar insatisfação, mas não nos deixa doentes. No consumo errôneo ou desinformado de remédios, além da perda pela não satisfação, há o risco de perda de saúde ou seu comprometimento."

Dica do meu amigo @berlitz

11 de ago. de 2010

Pacientes podem consultar na internet leitos disponíveis de UTIs

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) fez um censo das UTIs públicas e particulares onde trabalham médicos credenciados. Há um levantamento feito por médicos que trabalham em Unidades de Terapia Intensiva. Esse mapa pode ajudar na hora de distribuir os recursos e está agora na internet.

Uma portaria do Ministério da Saúde determina que cada hospital tenha de 4% a 10% do total de leitos destinados a Unidades de Terapia Intensiva. Agora os pacientes podem saber onde estão muitos desses leitos pela internet.

Foram mapeados 25.367 leitos em mais de duas mil unidades de saúde. A pesquisa mostrou que quase 54% dos leitos estão concentrados na Região Sudeste do país. Número bem maior do que os registrados pelo estudo no Sul e no Nordeste. Segundo a Amib, o Centro-Oeste tem apenas 7,6% do total de leitos. O Norte, 5%.
O Ministério da Saúde informou que o número de leitos é proporcional à população de cada região e que hoje apenas três estados - Maranhão, Acre e Roraima - não têm o número mínimo recomendado de vagas.
“O ministério tem feito um esforço. Somente em 2010, 1,8 mil leitos serão qualificados em todo o país”, aponta o secretário do Ministério da Saúde Alberto Beltrame.
O censo da Amib foi feito no ano passado e pode ser útil no futuro.

17 de jul. de 2010

O papel da mídias sociais na Medicina

Um terço dos médicos com acesso online usam blogs, redes de profissionais, fóruns e painéis de mensagens para se conectar com outros médicos de acordo com um novo relatório da JupiterResearch "Online Marketing: Benchmarking e Adoção Aproveitando Médicos de Social Media". 
Mais da metade (63%) por cento dos médicos participou em uma variedade de programas de marketing da indústria farmacêutica on-line, em comparação com 53% dos médicos desconectados. Os médicos conectados são mais propensos a ser líderes que influenciam outros médicos e pacientes. 


Dois terços dos destes médicos repassam conteúdos úteis aos colegas, e 58% recomendam sites específicos para os pacientes.


Resumo por Renato M.E. Sabbatini
Fonte: http://www.webpronews.com/topnews/2008/02/04/social-media%E2%80%99s-role-in-medicine





Alguns boas oportunidades para ficar em dia com assuntos relevantes nas mídias socias relacionados a Medicina:


Twitter:
  • @ldiamante - Dr. Leonardo Diamante, Médico cardiologista em atividade, expert em Informática em Saúde, membro da SBIS, Médico Consultor Certificação Digital em Saúde -Serasa e Diretor da Anasazi Tecnologia da Informação em Saúde
  • @medinforme  - acadêmica de medicina Anna Luyza Aguiar.O Blog sobre saúde da mulher onde você encontra os mais diversos assuntos na área. Acompanhe os posts informativos e conheça mais sobre sua saúde!
  • @charlesbigfoot - Dr. Carlos Andrade, Brasileiro de Aracaju,Sergipe. Médico ortopedista. Hoje, paulista adotado.Filho,pai,marido e tio.Geek e nerd, óbvio. Pitacador sempre.
  • @meduardosantana - Dr. Eduardo Santana,  Médico, Sec. Rel. Trabalhistas do SIMEGO, II Vice-Presidente da FENAM, Dir. da CONFEMEL, saúde, medicina, entidades médicas e militância social
  • @SB_Web - O Portal de Gestão Médico-Hospitalar
  • @Webmedica - 

    Ambiente eletrônico para prestadores de serviços de saúde. Se você trabalha em algum ramo da saúde, venha para o nosso ambiente.
  • @isaudenet - Portal de notícias para profissionais de saúde.
  • @linha1A LINHA1 permite o agendamento de consultas e exames via internet sem a necessidade de telefonemas. Tweets postados pelo Dr. Fábio Soccol, Diretor da LINHA1.
  • @DrFertilidade .:Médico especialista em Reprodução Humana e Fertilização In Vitro. Para dúvidas, acesse o Blog da Fertilidade!
  • @Medcenter_BR - notícias médicas, casos clínicos, artigos em medicina.
  • @mediconerd Bem-vindo ao Twitter do Blog Médico Nerd. Aqui você encontrará notícias e atualizações do www.mediconerd.com
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Acompanhem pelas listas:

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Por favor, quem tiver indicações deixe nos comentários que eu edito o post.

20 de mai. de 2010

Como o médico pode se manter bem informado?


O genoma humano foi decodificado. Descobriu-se que a terapia hormonal para mulheres na meia idade aumenta o risco de acidentes cardiovasculares. Essas são apenas duas das importantes pesquisas publicadas na última década. A cada ano são feitas novas descobertas científicas na área da medicina e da farmacologia. Direta ou indiretamente, a maioria delas interfere principalmente nos tratamentos oferecidos aos pacientes. Com tanta tecnologia, acesso a publicações científicas médicas, mídias sociais, como o médico pode se manter bem informado?
Essa é uma questão importantíssima para a carreira do profissional e para a saúde de seus pacientes. Pensar nesse dilema pode até causar um certo desespero. Mas as novas formas de comunicação podem oferecer uma sugestão de resposta. E até o Ministério da Saúde percebeu o potencial delas.
Sobre as notícias oficiais brasileiras relacionadas à saúde, os profissionais podem se atualizar por meio das mídias sociais. O Ministério da Saúde possui páginas no Orkut,Facebook e Twitter. Para tirar dúvidas sobre a campanha de vacinação contra o vírus H1N1 criou inclusive uma conta no Formspring – site no qual qualquer pessoa posta uma pergunta, mas só o dono da conta pode responder. Já a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que regula medicamentos e alguns tratamentos, possui uma área no seu site apenas para informes e outra para notícias referentes a suas ações.
De acordo com uma matéria publicada no site Diário da Saúdeos médicos conseguiriam manter-se mais bem informados com o ritmo das descobertas científicas se usassem um plano de carreira para tal. Essa conclusão foi publicada em um estudo na revista científica Academic Pediatrics. A pesquisa analisou se “os residentes em pediatria sabem como desenvolver planos de profissionalização para se manter a par das últimas novidades na prática médica”.
Participaram da pesquisa médicos residentes – profissionais formados que estão se especializando – de 46 dos programas de residência em pediatria nos Estados Unidos, o que corresponde a 23% do total. Cerca de 1.000 dos 1.700 residentes de pediatria de todo o país foram entrevistados. Apenas 26% dos entrevistados disseram monitorar seu próprio desenvolvimento para atingir objetivos na aprendizagem. Dessa forma, a pesquisa concluiu que o acompanhamento do processo de aprendizagem continuada é mais relevante para manter os médicos atualizados com as últimas descobertas científicas e com as últimas técnicas disponíveis.
Resumindo, a melhor maneira de se manter em dia com o que há de mais novo é escrever planos realizáveis de acompanhamento do que é publicado na área e de aprendizado de novas técnicas. Em seguida, seguir os planos, claro. Apesar de ser realizada com residentes em pediatria, o resultado pode ser aplicado para qualquer profissional.
Manter-se conectado com os colegas da área também pode ser uma maneira de trocar novidades. Assim, para os conectados, o segredo é fazer um plano de estudos, segui-lo e utilizar ao máximo as redes com os amigos. Trocar experiências nunca é demais. O canal para isso? As mil e uma possibilidades da internet.