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12 de abr de 2015

Artigo sobre âmbito da computação em nuvem na área da saúde

A scoping review of cloud computing in healthcare . Lena Griebel , Hans-Ulrich Prokosch , Felix Köpcke , Dennis Toddenroth , Jan Christoph ,Ines Leb , Igor Engel e Martin Sedlmayr. BMC Medical Informatics and Decision Making. 15 (Mar. 19, 2015): p17.


Revisão de 102 publicações do MEDLINE de Julho de 2013 a Dezembro de 2014. 
Seis domínios para computação em nuvem nos cuidados de saúde foram classificados em ordem decrescente pelo número de artigos incluídos:
1. Telemedicina / Teleconsulta
2. Imagens Médicas
3. Saúde pública e auto-gestão dos pacientes
4. Gestão Hospitalar / sistemas de informação clínica
5. Terapêutica
6. O uso secundário de dados


1- Telemedicina / teleconsulta: Apoiar a comunicação e partilha de dados entre as partes interessadas na área da saúde é o domínio mais proeminente dos quais 34 artigos, com as seguintes aplicações:

  • sistema de partilha de Prontuário eletrônico e PACS
  • rede ponto-a-ponto para transferir informações médicas como registros de pacientes e histórias médicas entre diversos atores, como hospitais e ambulâncias em um cenário de emergência médica
  • serviços médicos em nuvem de emergência: figura com componentes do sistema como infrastructure as a service (IaaS) , platform as a service (PaaS) and software as a service (SaaS).
  • Cloud Cardiology®: um servidor em nuvem permite compartilhar ECG simultaneamente dentro e fora do hospital
  • ECG de 12 derivações: serviço de telemedicina baseado em computação em nuvem, descreveram claramente como o processamento, visualização, gestão e serviços de e-learning são implantados dentro da plataforma comercial em nuvem da Microsoft Azur
  • e-Science Central: conjunto de serviços de nuvem prestados, que abrangem serviços de armazenamento de dados, mas também a execução do serviço, de fluxo de trabalho e segurança
  • projeto MOVEeCloud: médicos especialistas avaliar a atividade física dos pacientes com base nos dados enviados para a nuvem e-Science Central por acelerômetros wearable.
  • caREMOTE: protótipo de um relatório de supervisão der cânvcer, controlo da qualidade de vida e sinais vitais com telemedicina, que é acessível por dispositivos móveis, protótipo usa a infraestrutura de nuvem que foi construída sobre o Google App Engine (GAE) e os dados foram armazenados emGoogle's Big table technology.
  • dados de sensores de smartphone para detectar padrões de atividade e, finalmente, os padrões de estilo de vida
  • sistema de monitoramento em tempo real remoto de saúde baseada em nuvem (CHMS), que tem como objetivo integrar as redes de sensores multi-hop e computação em nuvem
  • telemonitorização no campo da neurociência: sistema on-line prototypic EEG-BCI (Brain Computer Interface) com base em EEG fones de ouvido sem fio e telefones celulares para prever estados cognitivos em pacientes saudáveis em doentes em situações dinâmicas de vida real
2- Imagiologia médica: armazenamento, compartilhamento e cálculo de imagens
  • PACS baseado em nuvem pode permitir o armazenamento de imagens médicas como "PACS-as-a-Service" ou até mesmo fornecer “radiology round-the-clock” altamente flexível
  • protótipo de prova de conceito para demonstrar que é possível a troca de imagens segura entre um cliente e um servidor DICOM hospedado no Microsoft Azure
  • cliente Android para receber informações do paciente e imagens de um servidor central que é executado em uma máquina virtual Amazon e medidos os tempos de download de imagens via 3G e WLAN. Além de o servidor estar na Internet, nem detalhes sobre a nuvem-particularidades nem sobre proteção de dados / segurança são questões mencionadas.
  • algoritmo de reconstrução cone-beam CT usando MapReduce, avaliado em 10 a 200 cloud nodes da Amazon que experimentam a 1/n diminuição do tempo de computação
  • projeto financiado pela Microsoft para implementar um ambiente de pesquisa virtual para reduzir as barreiras à examers imaginológicos no câncer
3- Saúde pública e auto-gestão dos pacientes: prevenção, promoção da saúde ou melhoria para os cidadãos e os pacientes, mas também para grandes grupos populacionais (epidemiologia)
  • HealthATM: infra-estrutura de saúde pessoal baseada em nuvem para fornecer à indivíduos de grupos populacionais carentes (ou seja, pessoas sem seguro de saúde) acesso instantâneo às suas informações de saúde
  • sistemas para informar os grupos de pacientes carentes que sofrem de diabetes e hipertensão com chamadas telefônicas automatizadas para permitir uma melhor auto-gestão das doenças
  • Sistema baseado em nuvem  para armazenar dados pessoais de saúde e estilo de vida através de dispositivos móveis
  • Telecare Medical Information System (TMIS): serviços médicos para os pacientes e profissionais da área médica, como uma monitorização remota de sinais fisiológicos, através de smartphones
  • protótipo de MyPHRMachines onde uma nuvem é usado para fazer upload dos dados relacionados com a saúde e o software aplicativo lê e analisa em um sistema de registro pessoal de saúde
  • TPM (Tele-PTSD Monitor) :monitor de transtorno de estresse baseado em nuvem para pacientes que sofrem de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) monitorarem seu progresso durante o tratamento
  • IAServ (Intelligent Aging-in-place Home care Web Services): plataforma eletrônica de prestação de serviços de saúde para os idosos em domicílio
  • iFit, que é uma plataforma para a promoção da aptidão física para os idosos através de atividades de gamificação
  • solução para trabalhar com dados de grandes populações por conceituar o uso de nuvens privadas virtuais para informação sobre saúde pública
  • redução do tempo de execução para epidemia de análises usando estruturas em nuvem
  • arquitetura baseada em nuvem para simulação de surtos de gripe pandémica
  • plataforma móvel de saúde baseada em nuvem com foco em eficiência energética
4- Gestão hospitalar e sistemas de informação clínica: implantação de sistemas de informação clínica em nuvens
  • nuvem privada dentro de Seoul National Bundang Hospital Universitário (Coréia), com base na tecnologia de virtualização, uma infra-estrutura de desktop virtual e 400 máquinas virtuais, com acesso fácil a cada um dos sistemas de informação do hospital de todos os dispositivos em todo o hospital.
  • ambiente de dois departamentos do hospital romenos com dois subsistemas clínicas diferentes que são capazes de trocar dados entre si com base em HL7 CDA
  • CMSDF : infraestrutura de dekstop virtual baseado em nuvem é detida e gerida por um grande hospital, que é capaz de compartilhar seu software médico como SaaS com as instituições de saúde Grassroot (menor nível administrativo das instituições médicas na China)
  • transferência de recursos da saúde para sistemas de nuvem deve ler em conta vários requisitos em relação à privacidade e confidencialidade dos dados do paciente e que uma empresa externa é necessária para auditar os mecanismos de segurança do provedor de plataforma de nuvem.
5- Terapêutica: planejamento, gerenciamento ou análise de intervenções terapêuticas
  • site para acesso a informações sobre compostos da droga usada na medicina tradicional chinesa
  • protótipo de um sistema de apoio à decisão clínica (CDS) que os pacotes de dados de um paciente são enviados para um SaaS remoto para análise, ou seja, aplicação de regra e comparação das avaliações locais versus os resultados obtidos  analisados ​​em remotamente
  • sistema de apoio à decisão baseado em nuvem para o reconhecimento precoce da sepse
  • avaliar o ganho de desempenho quando se deslocam simulações de Monte Carlo para o planejamento de radioterapia para a nuvem.
  • modelo baseado em nuvem da Amazon para simulação Monte Carlo da dose de radiação.
6- Uso secundário de dados:
  • Possibilidade de armazenasr e compartilhar dados de pesquisa em saúde e dados de prontuários eletrônicos em uma estrutura de computação em nuvem de modo a cumprir o HIPAA
  • abordagem para permitir serviços baseados em nuvem, que deve oferecer alta escalabilidade e segurança de dados HIPAA-compliant, propóe um protótipo SaaS baseado em NLP, em nuvem para permitir a extração, processamento, gestão, e comparação de dados médicos de vários hospitais
  • serviço NPL baseado em nuvem onde  texto livre é deidentificado antes de colocar na nuvem, com benefícios do uso de computação em nuvem como redução do custo de processamento de dados (sem investimento inicial, pay per use) e os serviços gerenciados que permitem o uso de serviços de computação intensivos e complexos por provedores de dados com departamentos de TI pequenos.
  • modelos de mineração de dados e os resultados podem ser partilhados entre os diferentes hospitais usando servidor baseado em nuvem.
  • sistema protótipo que permite uma arquitetura baseada em nuvem para o mineção e nomarlização de dados para o intercâmbio entre hospitais
Conclusão:

Uma aplicação que realmente melhora a prestação de serviço na Saúde,  por meio da computação em nuvem,  deve descrever explicitamente as características específicas da nuvem da sua aplicação de acordo com as definições do NIST, como elasticidade rápida ou serviço medido, onde um modelo de pay-per-use substitui investimentos iniciais . Pool de recursos ajuda as organizações a consolidar e simplificar os serviços de infra-estrutura e tendências existentes em virtualização. 

Além disso, se a computação em nuvem é uma das principais características de um aplicativo de assistência médica, recomendamos que em futuras publicações, autores que descrevem o modelo de implantação particular escolhido e  tipo de serviço de nuvem usado.

11 de abr de 2015

FIGURE 1, APP DE COMPARTILHAMENTO DE IMAGENS MÉDICAS, CHEGA AO BRASIL

Com 2 milhões de visualizações diárias, aplicativo reúne mais de 150 mil profissionais da área médica e de enfermagem que partilham casos clínicos e discutem tratamentos de forma segura e em tempo real

Quem quiser seguir meu Figure1, com imagens predominantemente de proctologia e truama, é esse : https://app.figure1.com/profile/leandracarneiro 



Brasil, abril de 2015 – O Figure 1, aplicativo para que profissionais da área médica e de enfermagem compartilhem casos clínicos e discutam sobre tratamentos de forma segura e em tempo real, desembarca no Brasil. Nesta comunidade é possível pesquisar sintomas, trocar ideias, receber informações e encaminhar imagens para outros profissionais da saúde ao redor do mundo com o intuito de disseminar conhecimento e informações importantes sobre o tratamento de problemas de saúde de forma integrada e global, preservando a privacidade dos pacientes.

A empresa, que é a primeira desse gênero no mundo, já é usada atualmente por mais de 150 mil médicos e profissionais da área. No Brasil mais de 400 mil médicos exercem a profissão, e a expectativa é que a ferramenta se torne canal de informação para profissionais brasileiros da saúde se conectarem de forma instantânea e trocarem informações sobre casos médicos no Figure 1.

A chegada do Figure 1 no Brasil marca a entrada da empresa na América Latina, que já se destaca com potencial de crescimento global. A empresa recebeu, entre aporte semente e Serie A, R$ 15,3 milhões (US$ 4,66 milhões), liderado pela Union Square Ventures, investimento usado para melhorias da plataforma e expansão internacional.

“A medicina é um campo visual e há muito a ser aprendido das imagens médicas. O aplicativo Figure 1 é uma ferramenta que capacita o médico a ter ainda mais conhecimento na palma da mão", afirma o Dr. Joshua Landy, médico especialista que desenvolveu o conceito do Figure 1 ao perceber como os médicos e residentes discutiam e analisavam imagens para um melhor tratamento. "Acredito que a ferramenta vai ajudar efetivamente os brasileiros a compreenderem, compartilharem e falarem sobre uma ampla variedade de descobertas médicas, ao mesmo tempo em que preserva a identidade do paciente", completa o executivo.

O Figure 1 considera que o perfil social dos profissionais brasileiros da área mostra um potencial de crescimento significativo na região. Segundo o Conselho Regional de Medicina de São Paulo, hoje, além dos mais de 400 mil médicos ativos, 16,5 mil alunos se formam em medicina por ano em cerca de 180 instituições de ensino. Igor Vaz, estudante de medicina que já começou a utilizar o aplicativo no Brasil explica sobre a utilidade da ferramenta, “o Figure 1 me ajudou a aprender sobre doenças que não são comuns no Brasil - como queimaduras por gelo. Eu aprendi bastante coisa sobre doenças ao redor do mundo e suas manifestações".

O app funciona como uma rede digital de compartilhamento de foto, onde os interessados se unem para dividir casos médicos. Todo protocolo de confidencialidade e moderação passa pela aprovação de um time dedicado da companhia, garantindo o anonimato do paciente. A companhia trabalhou com advogados brasileiros para se certificar de que o aplicativo estava de acordo com as leis do país, há inclusive formulário de consentimento em português para a postagem da imagem ser autorizada. Além disso, há uma ferramenta de bloqueio facial que reconhece e bloqueia o rosto de pacientes automaticamente e uma ferramenta que propicia aos profissionais bloquear marcas que podem identificar pacientes, como tatuagens, por exemplo. Assim que um caso é postado, a comunidade pode ver e comentar, criando uma rede de conhecimento para compartilhar e discutir aspectos de diferentes enfermidades.

O aplicativo, disponível para sistemas operacionais iOS e Android, e também pela web.

Sobre o Figure 1
Fundada em 2013, o Figure 1, empresa que desenvolve aplicativo de compartilhamento de imagens para profissionais da área médica e de enfermagem, tem sede em Toronto, no Canadá. A empresa, liderada pelo médico Joshua Landy, o jornalista Gregory Levey e o desenvolvedor Richard Penner, é fruto de uma ideia que pudesse reunir profissionais de saúde para aprender e discutir todos os casos que estavam cuidando, protegendo a privacidade do paciente. Ao estudar o comportamento do fluxo de trabalho de médicos recém-formados e estudantes, o dr. Joshua Landy chegou à conclusão que esses profissionais já estavam compartilhando casos e imagens por SMS, e-mail ou whatsapp, sem a proteção da privacidade do paciente. O Figure 1 é usado hoje por mais de 150 mil profissionais de saúde em milhares de hospitais em todo o mundo.  Em dezembro de 2013, recebeu um aporte de capital de R$ 5,1 milhões (US$ 1,5 milhão) e no começo de 2014, a empresa levantou uma rodada série A no valor de R$ 10,2 milhões (US$ 3,16 milhão), liderada pela novaiorquina Union Square Ventures - que também investiu no início das operações do Twitter, Tumblr, Zynga e Kickstart.

8 de abr de 2015

IV CURSO ON-LINE DE CAPACITAÇÃO EM OPENEHR - 27/04/2015

Fiz e recomendo!


Estão abertas as inscrições para o IV CURSO ON-LINE DE CAPACITAÇÃO EM OPENEHR, com início em 27 de Abril de 2015, com duração de 5 semanas.


O curso tem como objetivo introduzir os conceitos fundamentais do modelo openEHR (open Electronic Health Record) de arquitetura e conteúdo de registros eletrônicos de saúde, e seus componentes, e dar noções de como pode ser utilizado para implementar sistemas de registro eletrônico de saúde, tais como prontuários eletrônicos do paciente.

O curso compõe-se de um módulo teórico-prático, voltado para a discussão dos aspectos operacionais do uso, da implantação e do desenvolvimento do OpenEHR e tem como objetivo introduzir os conceitos fundamentais do modelo openEHR (open Electronic Health Record) de arquitetura e conteúdo de registros eletrônicos de saúde, e seus componentes, e dar noções de como pode ser utilizado para implementar sistemas de registro eletrônico de saúde, tais como prontuários eletrônicos do paciente.

Data e Duração:
A carga horária é de 16 horas, a serem completadas em 5 semanas. As aulas são todas gravadas, e podem ser assistidas sob demanda (quando o aluno quiser ou puder).

Início : 27 de Abril de 2015
Término : 15 de Maio de 2015

Público alvo:
Profissionais e estudantes da área de saúde (médicos, enfermeiros, dentistas, fisioterapeutas, nutricionistas, etc.) e de informática, participantes de projetos de informatização em saúde e outros que tenham interesse no desenvolvimento de sistemas de informação em saúde alinhados com a evolução clínica e de acordo com as determinações para o uso de padrões pelo Ministério da Saúde do Brasil.

Veja o que os alunos das turmas passadas acharam do curso. [Clique aqui]

Mais informações: http://www.hl7.com.br/events/iv-curso-on-line-de-capacitacao-em-openehr/

6 de abr de 2015

Caneta inteligente para pacientes com Parkinson

DopaSolution é uma caneta especial que pode suavizar a caligrafia de doentes de Parkinson, que usa motores de alta freqüência de vibração que ajudam com a escrita por estimulando os músculos da mão, bem como reduzindo o esforço necessário para mover a caneta sobre o papel.


5 de abr de 2015

Artigo sobre fatores de sucesso para implantação de prontuário eletrônico em ambientes de baixa renda

Fleur Fritz , Binyam Tilahun , Martin Dugas J Am Med Inform Assoc (2015) 22 (2): 479-488 DOI: http://dx.doi.org/10.1093/jamia/ocu038 First published online: 13 March 2015 (10 pages)

Revisão da literatuta (PUBMED) de 47 trabalhos de 1999 até 2013de onde foram extraídos 381 critérios de sucesso e 229 medidas correspondentes. Dos artigos, cerca de três quartos eram de países africanos. O país com o maior número de publicações a África do Sul.
Foi definido como ambiente de baixa renda, partes do mundo em que os recursos para a saúde (dinheiro, recursos humanos, e técnico infra-estrutura) são escassos, com características como deficiência de infra-estrutura  e financiamento na saúde assim como falta de pessoal treinado; deficiência de infraestrutura de TI e pouco treinamento de TI de saúde dentro do currículo médico; situação política que influencia muito dinâmica organizacional, o que dificulta a gestão eficiente do projeto e muitas vezes grande variedade de diferentes línguas tornando-se difícil de usar prontuários em Inglês. A definição de sucesso usada foi baseada no modelo de sucesso dos sistemas de informação DeLone e McLeanDeLone e McLean, a qualidade do sistema, a qualidade da informacão, a utilizacão, a satisfacão do utilizador, o impacto individual e organizational.

Os 381 critérios de sucesso são distribuídos nas seguintes categorias, classificadas por frequência: 112, funcionalidade (29%); 88, organizacional (23,5%); 82, técnico (21,5%); 37, a formação (10%); 24, política (6%); 21, ética (5,5%); e 17, financeira (4,5%).
  • Funcionalidade: ter um dicionário de dados, a qualidade dos dados, ou métodos de entrada de dados, Recursos opcionais ou extras designados especificamente para os usuários finais do prontuário eletrônico , critérios de usabilidade e funcionalidades mencionadas necessárias para agregar e reportar dados.
  • Organizacional:  recursos humanos, por exemplo, ter pessoal qualificado suficiente; questões de gerenciamento de projetos e o compromisso com o projeto de implementação do prontuário pela administração, critérios que estimulam ou impedem o uso do sistema e atitude em relação ao prontuário.
  • Técnico: infra-estrutura, como a rede e acesso à internet, bem como fonte de energia, características arquitetônicas do prontuário, questões de segurança e privacidade que precisam ser resolvidos antes que o prontuário seja implementado com sucesso além de  normas, incluindo padrões de interface, como HL7.
  • Formação: treinamentos, conhecimento existente e caracteríristicas da equipe, principalmente o conhecimento computacional dos usuários.
  • Política: confiança, atitude de mudar, e vontade política em geral. Cerca de um terço se relacionam com as políticas e a infra-estrutura do sistema de saúde, por exemplo, a localização de hospitais e a definição de tecnologia da informação e comunicação em geral.
  • Ético: sustentabilidade do prontuário implementado,  preocupações de privacidade e segurança.
  • Financeiro:  disponibilidade de recursos, a maioria deles mencionou especificamente recursos humanos. As despesas gerais e a necessidade de eficiência foram mencionados em 37% dos critérios.

Os resultados sugerem que os principais critérios para o sucesso da implementação do prontuário eletrôncio dependem da funcionalidade do sistema implementado, seguido pela estrutura organizacional e apoio para o projeto, bem como a disponibilidade da infra-estrutura técnica. Surpreendentemente, o financiamento não foi encontrado entre os principais critérios, embora parecça ser um fator importante, pois é quase sempre mencionado inicialmente, quando se fala em ambientes de baixa renda. A colocaçãodo fator financiamento pode ser devido ao fato de que muitos desses projetos foram financiados por doadores, com custos não está sendo discutidos. No entanto, o aspecto financeiro precisa ser levado em conta. Estudos mostram que há um retorno sobre o investimento em ambientes de baixa renda após 3 a 5 anos.

Neste estudo, parece que os fatores de sucesso são semelhantes aos encontrados em países com melhor renda. No entanto, deve-se reconhecer que existem diferenças em certos fatores individuais, como critérios de infraestrutura técnica, como fonte de energia e redes estáveis.

Projetos de implementação de prontuário eletrônico em ambientes de baixa renda precisam ser cuidadosamente planejados e, idealmente, com base nas melhores práticas para evitar o desperdício de recursos escassos. Responsáveis políticos, gestores e gerentes de projeto não devem preocupar-se apenas sobre as finanças, mas também, como demonstrado na revisão, nos aspectos funcionais, organizacionais e técnicos do PEP. Em particular, os métodos de manipulação de dados confiáveis, recursos humanos e gestão eficaz do projeto, bem como a arquitetura técnica e questões de infra-estrutura são fatores-chave para fazer implementações de sucesso.

23 de mar de 2015

Médicos e esgotamento profissional: saiba mais



Cada vez mais frequentes entre colegas de equipe, plantão ou consultórios, escutamos conversas com onde temas como desejo de aposentadoria precoce, mudança de país ou carreira, até sintomas da síndrome do pânico no caminho para o trabalho.  Muito pronunciadamente temos percebido isto de alguns anos para cá. Um fator que ainda não aparece nos estudos é a insatisfação com a política do Governo Federal em relação a nossa profissão! Atenção deve ser dada a sintomas como sarcasmo no tratamento com pacientes e colegas de trabalho, a impaciência e a baixa tolerância com erros ou ritmo de trabalho alheio; a irritabilidade também é corriqueira. Culpamos a vida corrida do médico, mas isso é patológico, é sintoma da Síndrome de Burnout.

A Síndrome de Burnout é consequente a prolongados níveis de estresse no trabalho e compreende exaustão emocional, distanciamento das relações pessoais e diminuição do sentimento de realização pessoal.



Ouvir de colegas e família que a Medicina ainda tem salários muito bons, que gastamos muito tempo, dinheiro, suor e lágrimas na nossa formação para desistirmos, que é só uma fase e que vai melhorar não ajuda nem um pouco. Os médicos estão insatisfeitos e sofrendo de burnout, mesmo sem o saberem.

Cerca de 40 a 60% dos Médicos apresentam níveis elevados de Burnout em qualquer fase da sua carreira profissional e os Médicos emergencistas são os mais afetados apresentando valores entre 46 a 93% segundo vários estudos. Ao contrário de outros trabalhadores, os Médicos, perante o sofrimento físico e emocional, muitas vezes não procuram ajuda, automedicam-se e, além disso negligenciam as suas necessidades quanto à saúde - 70% dos Médicos não fazem avaliações de rotina e 60% dos especialistas de Medicina Geral e Familiar não são acompanhados por um Médico. Por outro lado, a adesão dos mesmos ao tratamento prescrito pelos seus colegas é extremamente pobre, recusam, ignoram ou depreciam o seu próprio tratamento, o que contribui para uma perpetuação dos sintomas. (3) 

Os 12 estágios de burnout:
  1. Necessidade de se afirmar – provar ser capaz de tudo, sempre;
  2. Dedicação intensificada – com predominância da necessidade de se fazer tudo sozinho;
  3. Descaso com as necessidades pessoais – comer, dormir, sair com os amigos começam a perder o sentido;
  4. Recalque de conflitos – o portador percebe que algo não vai bem, mas não enfrenta o problema. É quando ocorrem as manifestações físicas;
  5. Reinterpretação dos valores – isolamento, fuga dos conflitos. O que antes tinha valor sofre desvalorização: lazer, casa, amigos, e a única medida da auto-estima é o trabalho;
  6. Negação de problemas – nessa fase os outros são completamente desvalorizados e tidos como incapazes. Os contatos sociais são repelidos, cinismo e agressão são os sinais mais evidentes;
  7. Recolhimento – aversão a grupos, reuniões – comportamento anti-social.
  8. Mudanças evidentes de comportamento – perda do humor, não aceitação de comentários, que antes eram tidos como naturais.
  9. Despersonalização – ninguém parece ter valor, nem mesmo a pessoa afetada. A vida se restringe a atos mecânicos e distância do contato social – prefere e-mails e mensagens.
  10. Vazio interior – sensação de desgaste, tudo é difícil e complicado.
  11. Depressão – marcas de indiferença, desesperança, exaustão. A vida perde o sentido;
  12. E, finalmente, a síndrome do esgotamento profissional propriamente dita, que corresponde ao colapso físico e mental. Esse estágio é considerado de emergência, e a ajuda médica e psicológica são urgentes.
Faça o teste para verificar se encontra-se em exaustão profissional: 

Tratar o Burnout apenas por um dos seus sintomas, por exemplo depressão, seria apenas paliativo, uma vez que os aspectos profissionais e organizativos presentes na síndrome estariam sendo ignorados. Deste modo, é preciso haver um diagnóstico preciso, bem quantificado, enquadrado no meio Médico a fim de pôr em prática estratégias de prevenção e intervenção e para que um tratamento mais efetivo seja ministrado. Mas o mais importante é procurar ajuda de um psiquiatra, e não optar com consultas de corredor com colegas ou a automedicação.


Fonte:
  1. A Sindrome de Burnout em Profissionais de Saúde
  2. Síndrome de burnout ou estafa profissional e os transtornos psiquiátricos
  3. SÍNDROME DE BURNOUTE a sua relação com o trabalho dos Médicos
  4. Síndrome de Burnout: um artigo que faz a diferença

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