17 de jan de 2017

Palestra Gratuita 26/01 11:00- Educação em Bioinformática - Brasil e Portugal



O Núcleo de Tecnologias e Educação a Distância em Saúde da Universidade Federal do Ceará (NUTEDS/UFC) realiza, dia 26 de janeiro, às 11h (horário de Fortaleza/CE), a webconferência especial "Educação em Informática Biomédica: O Estado da Arte em Portugal e no Brasil", ministrada pelo Professor Ricardo João Cruz Correia, docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (U.Porto), em Portugal. A webconferência é aberta ao público.

A iniciativa faz parte da estratégia para a criação do Grupo de Interesse Especial (do inglês Special Interest Groups - SIGs) intitulada Educação em Informática Biomédica. A ideia é fomentar o debate sobre a Informática Biomédica no Brasil, tendo como base a experiência exitosa da universidade portuguesa. A Faculdade de Medicina da U.Porto conta com um departamento específico voltado para a Informática Médica, além de um Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde.

Também deve participar da web a Profa. Dra. Zilma Reis, do Centro de Informática Médica no Centro de Tecnologia em Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Participarão ainda os Núcleos da Rede Universitária de Telemedicina (RUTE) que devem compor o SIG Educação em Informática Biomédica. Além do NUTEDS, na Faculdade de Medicina da UFC, estão confirmados até agora os Núcleos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com o Prof. Dr. José Diniz Junior; da Escola Bahiana de Medicina, com o Prof. Antonio Carlos; da Universidade Federal de Pernambuco, com a Profa. Magdala Novaes; da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, com a Profa. Alexandra Monteiro.

Como participar?
 
A webconferência é aberta ao público em geral. Interessados podem acessar pelo link: http://webconf2.rnp.br/rutehuwcufc. Basta entrar como convidado, colocar o nome e acessar a sala virtual. Lá, é possível acompanhar as discussões, visualizar o conteúdo e participar do debate.
 
Sobre os SIGs e a Rede RUTE
 
Os SIGs são uma iniciativa fomentada pela Rede Universitária de Telemedicina (RUTE) para promoção de debates, discussões de caso e até aulas à distância, por videoconferência ou webconferência, estimulando a integração e a capacitação entre profissionais de saúde em diferentes níveis de formação profissional.

A Rede RUTE é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), apoiada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e coordenada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que visa a apoiar o aprimoramento de projetos em Telemedicina em universidades públicas e Hospitais Universitários (HUs), estimulando a colaboração entre os parceiros, por meio de vídeo e webconferência, com palestras, educação permanente, Segunda Opinião Formativa e teleconsultas.

9 de jan de 2017

S-Skin da Samsung: tecnologia para dermatologia

Samsung lançou alguns produtos destinados ao cuidado da pele na CES 2017.


S-Skin é uma solução destinada ao consumidor final, mas ao meu ver, pode ser muito útil para dermatologistas.
Dispositivo analisa a hidratação, melanina e vermelhidão da pele usando luz LED

É composto de um patch com microagulhas e um dispositivo portátil que analisa e cuida da pele. O patch com microagulhas pode penetrar profundamente a pele para administrar ingredientes eficazes e aumentar a absorção. 

O dispositivo pode medir a hidratação, vermelhidão e melanina da pele para um cuidado personalizado da pele usando luz LED. A condição da pele é salva no aplicativo para acompanhar as alterações ao longo do tempo.

Entenda mais no vídeo abaixo:



7 de jan de 2017

Localizar celular pelo número do IMEI

A PMMG (48º Batalhão de Ibirité) lançou um serviço interessante, onde você cadastra o IMEI do seu celular e no caso de roubo, é possível localizá-lo. A PM também pode verificar os aparelhos de suspeitos e ver se o IMEI encontra-se entre os de celulares roubados e te comunicar se ele foi achado. 
Depois da admiração inicial, fiquei apreensiva com o que a PM pode fazer com esses dados... sabendo onde vc se encontra o tempo todo... Não sei se gostaria de conceder acesso a esses meus dados a qualquer PM, sei lá... há maus profissionais em qualquer profissão.
Outra coisa, a Clarisse Falcão aparece no vídeo da PM :D, acho que eles não se deram conta que usaram a imagem dela.

3 de jan de 2017

Como fazer seu próprio app (aplicativo)


Para quem quer desenvolver seu próprio app, há algumas alternativas que vão desde plataformas bem simples, com interface intuitiva e sem necessidade de programação até opções bem elaboradas que utilizam blocos lógicos.
Nestas plataformas é possível fazer o aplicativo e disponibilizá-lo para venda lá mesmo. Se quiser vender (ou disponibilizá-lo gratuitamente) nas lojas Google Play ou AppleStore é preciso ter uma conta de desenvolvedor lá, explico em outro post posteriormente. 
Lembrando: gratuitos sempre têm restrições, mas são ótimo começo para quem quer testar o desenvolvimento de um app e aprender como pensar funcionalidades. A criatividade permite fazer maravilhas com os recursos básicos!

Gratuitos/Nível básico:
1- Fábrica de aplicativos: http://fabricadeaplicativos.com.br, em português, gratuito com restrição de logins e presença de propaganda do site no app, mas com todas as funcionalidades. 

2- WebRobot Appshttps://webrobotapps.com/, também possui um plano gratuito para experimentas, com muitas restrições principalmente de número de downloads.

3- Appypie.com: http://pt.appypie.com/, Android e iOS e HTML5 possui plano gratuito também e é em português. 

Pagos/Nível Básico:
1- iBuildApp: http://ibuildapp.com/, 14 dias de plano de teste, apps para Android e iOS,  em inglês, bem intuivo tipo drag and drop, possui vários templates já direcionados a uma categoria específica como social, saúde, negócios, etc. Bem completo.

2- GoodBarber: http://pt.goodbarber.com/, apps para Android e iOS e HTML5, meu preferido até então, tem 30 dias para teste gratuito.  O que maios gostei nele foi a utilização de APIs, e o passo-a-passo para publicação nas lojas.

Gratuito/ Intermediário:
1- MIT App Inventor: http://appinventor.mit.edu/explore/: Android, Open Source, também em português. Transforma a linguagem complexa de codificação baseada em texto em blocos de construção visuais, de arrastar e soltar. Necessita de um pouco de conhecimento em lógica de programação. Mas há vários tutoriais no youtube, indico esse: One Day Code.

Gratuito/Avançado:
1- BlueMix: https://console.ng.bluemix.net/: plataforma da IBM que permite construir seu app, inclusive utilizando funcionalidades do IBM Watson. Alguns são serviços pagos. Em português.



11 de dez de 2016

Internet das coisas: sensor de gases para diagnóstico de doenças gastrointestinais e coloproctológicas

Como coloproctologista, adorei uma outra demonstração (veja a primeira aqui) que assisti no CBIS 2016.

Tratava-se de um sensor para correlação de doenças com gases de eructação e flatulência desenvolvido em projeto de doutoramento de Nathália Moraes  do Nascimento.

A Internet das Coisas pode ser definida com uma tendência em TI em que vários dispositivos considerados “burros” são conectados a redes de comunicação para a troca e coleta de informações. Ela envolve, mas não se limita a, o uso de sensores de presença e temperatura inteligentes para a regulação climática de um ambiente.  Na Saúde, aplicativos móveis podem se conectar a dispositivos diversos para obter e relacionar dados sobre o nosso corpo em busca de insights médicos.(fonte). Mas não temos relatos de dispositivos que analisem gases corporais (eructação e flatulênica), por isso o projeto da Nathália é um dispositivo sensor de gases, com comunicação wireless com smartphone.

Dispositivo de teste com arduino e sensores de álcool, CO2, Metano e Hidrogênio
O dispositivo é colocado próximo ao paciente e mede automaticamente a composição dos gases. 


 E como ainda não há estudos sobre o tema com sensores, acho que a correlação da composição dos gases pode ser muito útil, por exemplo, em endoscopias digestivas altas ou retossigmoidoscopias, ou mesmo em consultórios médicos com objetivo de screening de pacientes.


NASCIMENTO, N. M. DO; VIANA, M. L.; LUCENA, C. J. P. DE. An IoT-based Tool for Human Gas Monitoring. Anais do XV Congresso Brasileiro de Informática em Saúde, p. 96–98, 2016. Disponível em: http://www.sbis.org.br/biblioteca_virtual/cbis/Anais_CBIS_2016_Diversos.pdf

3 de dez de 2016

Geo-Monitoramento na Saúde para melhor tomada de decisão

Estive no CBIS 2016 -  XV Congresso de Informática em Saúde em Goiânia e gostaria de mostrar 2 demonstrações que assisti e que me impressionaram bastante. O post de hoje será sobre uma demonstração do Conecta SUS Zilda Arns Neumann da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, que achei  que é muito útil do ponto de vista do gestor e do profissional de saúde.

A tecnologia apresentada junta o Sistemas de Informações Geográficas (SIG) que associa uma latitude e longitude a um endereço de uma ocorrência em saúde (morte, nascimento, caso de dengue, etc) ao Business Intelligence (BI) que é uma série de tecnologias, processos, práticas e ferramentas para a evolução de dados em informação e da informação em conhecimento para auxiliar as tomadas de decisão e obtenção dos indicadores de desempenho desejados.

Geo-Business Intelligence (Geo-BI) ou localização inteligente é um conjunto de tecnologias que combina SIG e BI para avaliação de resultados obtidos, planejamento e tomada de decisão. 


Carlos Augusto Tibiriçá apresentou brilhantemente um sistema de Geo-BI do Conecta SUS, onde é possível ver o geo-referenciamento de cada caso individualmente. 
Carlos Augusto Tibiriçá mostra o sistema geo-referenciado das gestantes  em Quirinólpolis de Goiás 
É possível perceber como os dados são na maioria não informados, 117, contra 13  de gestantes normais e 5 de alto risco, e nós profissionais de saúde somos responsáveis pela baixa qualidade dos dados. E aqui faço um comentários aos gestores: mostrem aos seus profissionais de saúde seuas ferramentas de gestão e o quão importante são os dados de qualidade! Se o profissional não vê benefício na burocracia, se ele não pode usar os dados que informa em benefício da assistência à saúde, preferirá SEMPRE atender bem o paciente e deixar a burocracia mal feita. 

Ele mostrou também a gestão da Dengue, pode ser feita a cada paciente, como quando do bloqueio de caso de Dengue, que consiste em tratamento de criadouros em uma região circunferencial de 150m de cada paciente confirmado com dengue.


Cada ponto,  no slide abaixo, na tela do Módulo SIG no Sistema de Administração e Controle da Dengue - SACD,  é um caso bloqueado (verde), ainda não bloqueado (vermelho) e não informado (branco) no município de Anápolis. Clicando em cada caso é possível ver o nº da notificação, endereço, data do início do bloqueio e até a quantidade de larvicida usada. 
Bloqueio de caso de Dengue
As possibilidades são infinitas! O importante a ser ressaltado é que uma excelente ferramenta na mão de um profissional limitado não o torna mais competente ou com mais conhecimento, por isso há que se valorizar imensamente o trabalho desse pessoal. Utilizam ferramentas open source para criar um sistema de Geo-Business Intelligence, que nas mãos de profissionais competentes transformam dados em conhecimento para tomada de decisão oportuna.

Quem quiser saber mais, acesse: 

TIBIRIÇÁ, C. A. G.; RINCON, J. P.; ESMERALDO, L. L.; et al. Geo-Business Intelligence: Um Modelo Aplicado ao Monitoramento em Tempo Oportuno de Saúde Pública. Anais do XV Congresso Brasileiro de Informática em Saúde, p. 50–53, 2016. Disponível em: http://www.sbis.org.br/biblioteca_virtual/cbis/Anais_CBIS_2016_Diversos.pdf

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