25 de jan. de 2015

Resultado do sorteio do app Dr. Diagnóstico da PebMed


  • Facebook:

 Hugo Moura 
 Raul Wahle 
 Carlos Rodrigues Filho 
 Ezil Reis
 Joaquim Torres 
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 Karoline Gomes Rodrigues 
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Câmeras de smartphones e a documentação de imagens clínicas

Uso muito meu galaxy para documentar imagens na proctologia e com a evolução dos modelos não notei uma melhora nesse sentido.
Usava o Galaxy S3, e com ele eu obtinha imagens de qualidade excelente no modo automático, como essa abaixo, onde a lagarta media aproximadamente 1 cm. Reparem na qualidade de ampliação da imagem e nos detalhes.
lagarta de 1 cm
lagarta de 1 cm 
detalhe da foto tirada com samsung galaxy S3 de lagarta de 1 cm
Meu Galaxy S3 queimou a placa e troquei pelo S4, que também me fornecia boas fotos no modo automático.


Quando fui trocar meu smartphone, optei pelo Samsung Galaxy Zook K, que é o Galaxy S5, sem a característica de ser à prova d'água, mas com o mesmo hardware, com o adicional de uma lente de câmera fotográfica. 


Possui uma série de especificações e modo do fotografia, inclusive de Macro. E para a minha decepção, o modo macro não obtém o grau de detalhamento da imagem que eu desejo e preciso. E no modo automático, o tamanho da lente não me permite aproximar da lesão o quanto eu gostaria. Para fotos a distância é um excelente smartphone com imagens maravilhosas de pessoas e paisagens. Mas documentação clínica de imagens médicas, não recomendo. Não sei quanto ao Galaxy S5, pois não experimentei a câmera dele.
Imagem feita com modo Macro. Observem que mesmo marcando que quero o foco no centro da imagem, ele se dá nas bordas da foto.

Feita no modo automático. Melhora discreta no foco.

Uso o Evernote para guardar imagens dos meus pacientes, mas ainda não é o que eu recomendaria. Vou procurar alguns aplicativos que possam ser usados com essa finalidade e faço um outro post sobre esse assunto.


14 de jan. de 2015

CFM, conhecimento colaborativo em Medicina e as mídias sociais

No CBIS 2014 (Congresso Brasileiro de Informática em Saúde), assisti a um Talk Show "A Expectativa dos Conselhos em Relação ao eSaúde", do qual compareceu somente um representante do CFM, o Dr. Gerson Zafalon Martins, conselheiro no CRM- PR, onde seriam discutidos aspectos da e-Saúde como uso de redes sociais, prescrição eletrônica, telessaúde, etc... Os conselhos de Farmácia, Ododtologia e Enfermagem não mandaram representantes.

Houve momentos louváveis e outros, no mínimo, contrangedores, e ainda outros de desalinhamento do CFM em relação ás novas tecnologias. Nessa apresentação, o conselheiro Dr. Gérson criticou algumas posturas médicas em redes sociais, como por exemplo, o vídeo de uma cirurgia do HU de Londrina que caiu na rede (um absurdo tanto a quantidade de expectadores na sala de cirurgia, quanto a divulgação do vídeo) e uma postagem do Instagram de um jovem médico afirmando que não fez pneumotórax durante uma punção de acesso  venoso central. 
Slide da apresentação "A Expectativa dos Conselhos em Relação ao eSaúde"
Achei louvável, já que alguns profissionais não tem noção de ética quando postam como médicos em redes sociais. Falta a iniciativa, como da Ordem Médica da Espanha, de fazer um manual ético para o uso de redes sociais Manual de Ética em Redes Sociais para Médicos e Estudantes de MedicinaAinda louvável foi a iniciativa de reavaliar a posição do conselho em relação a telemedicina em situais especiais. A perícia médica já pode ser realizada por meio eletrônico, e a teleradiologia nem sempre exigirá a presença de um médico para receber o resultado na outra ponta do radiologista.

Slide da apresentação "A Expectativa dos Conselhos em Relação ao eSaúde"
Embaraçosa foi o desconhecimento do que é prescrição eletrônica, e como é usada. O conselheiro não entendia o objetivo da prescrição eletrônica, que é assinada digitalmente e enviada por meio eletrônico á farmácia. O Dr. Claudio Giulliano Alves da Costa foi muito elegante e contornou bem a situação.

E finalmente, momentos onde o desalinhamento do CFM com o uso de novas tecnologias para compartilhamento de conhecimento médico se torna evidente é quando o conselheiro pergunta por que alguém quereria discutir casos online. 

Pois informo ao CFM que essa prática se tornou comum na classe médica, onde o paciente não se importa com a privacidade de seus dados, consentindo que tiremos fotos e gravemos vídeos, enviando a outros colegas pelos whatsapp  (já há grupos de discussão de casos pelo whatsapp) ou postando em grupos SÉRIOS,  de discussão de casos no facebook. Esses grupos são coordenados por professores universitários, preceptores de residência e médicos de renome que tem como característica comum a GENEROSIDADE com o compartilhamento de conhecimento médico.

E aí, CFM? Não está na hora de formar grupos para normalizar o uso de redes sociais na Medicina??


Leandra Carneiro é médica inscrita no CRMMG e usuária assídua do Facebook, Twitter, Linkedin, Instagram para a divulgação de conhecimento médico e tecnológico. CFM, conhecimento colaborativo em Medicina e as mídias sociais é um post original do TI Medicina.

Ainda dá tempo! Prorrogadas inscrições da Especialização em Informática em Saúde.


Especialização em Informática em Saúde no Hospital Sírio-Libanês: inscrições até 10/01/2015


12 de jan. de 2015

Sorteio do app Dr. Diagnóstico para iOS

A PebMed disponibilizou vários apps do Dr. Diagnóstico para sortearmos no blog. Mas atenção, apesar do app estar disponível tanto para iOS quanto para Android, só serão sorteados apps para iPad e iPhone, já que a política do Google não permite a concessão de promocodes no Brasil (vai saber por quê...)

Para participar:

  • Pelo Facebook:

Acesse o facebook e clique em quero participar:https://www.sorteiefb.com.br/269962917594/418882 


  • Pelo Twitter:
1- Siga o TI Medicina no twitter: https://twitter.com/timedicina e a @Pebmed https://twitter.com/pebmed
2- Dê RT na seguinte frase: " RT @timedicina: eu quero ganhar o app Dr. Diagnóstico da @Pebmed http://goo.gl/UOgKT6 "

O sorteio será no dia 20/01/2014! Participem, serão vários promocodes!

Aplicativos médicos: Dr. Diagnóstico- diagnósticos diferenciais


A PebMed está com mais um lançamento de app médico, dessa vez focado no auxílio ao diagnóstico diferencial. 

O Dr. Diagnóstico (iOS e Android) apresenta 2 abas: uma de sintomas ou condições clínicas comuns e outra de critérios para diagnóstico de várias patologias.

tela de diagnóstico diferencial
Na aba de diagnóstico diferencial, são apresentados os diagnósticos diferencias mais comuns, os incomuns e os raros.
Tela de critérios diagnósticos com calculadoras e score

Na aba de critérios, são apresentados os critérios clínicos, diagnóstico e principais diagnósticos diferencias, além de calculadoras de score.

Conteúdo do app:
  • Listas de diagnósticos diferenciais nas mais diversas especialidades, com busca a partir do sintoma ou síndrome clínica:
- Clínica Médica;
- Cirurgia Geral;
- Ginecologia e Obstetrícia;
- Pediatria
- Neurologia;
- Reumatologia;
- Cardiologia;
- Nefrologia;
- Dermatologia;
- Hematologia;
- Oftalmologia;
- Gastrenterologia;
- Endocrinologia;
- Infectologia;
- Urologia;
- Otorrinolaringologia;
- E muito mais!


  • Calculadoras de Critérios Diagnósticos para consulta rápida:
- Arterite de Takayasu
- Arterite Temporal
- Artrite Psoriática
- Artrite Reumatóide
- Churg-Strauss
- Dermatomiosite
- Diabetes Mellitus
- Displasia Arritmogênica de VD
- Doença de Behçet
- Doença de Kawasaki
- Doença de Still do Adulto
- Doença Mista
- Ehlers-Danlons
- Embolia Gordurosa
- Endocardite Infecciosa
- Enxaqueca
- Esclerodermia
- Espondilite Anquilosante
- Febre Reumática
- Fibromialgia
- Gota
- Granulomatose de Wegener
- Henoch-Schönlein
- Hepatite Autoimune
- Insuficiência Cardíaca
- Lúpus Sistêmico
- Mieloma Múltiplo
- Neurofibromatose
- Osteoartrose de Joelho
- Osteoartrose de Mão
- Osteoartrose de Quadril
- Poliarterite Nodosa
- Policitemia Vera
- Polimialgia Reumática
- Polimiosite
- Síndrome da Fadiga Crônica
- Síndrome de Reiter
- Síndrome de Sjögren
- Síndrome de Sweet
- Síndrome do Intestino Irritável
- Síndrome Metabólica
- Síndrome POEMS

App Dr. Diagnóstico
Preço: iOS  ($4,99) e Android (R$12,00)
Idioma: Português

11 de jan. de 2015

Empresas de Tecnologia em Saúde investem pouco nos núcleos acadêmicosde Informática em Saúde

A conferência de abertura do CBIS'14 foi marcada por uma avaliação crítica da situação atual da Informática em Saúde em relação ao meio acadêmico de pesquisa e desenvolvimento e sua relação com as empresas de Tecnologias da Informação e comunicação em Saúde. Dr. Edward Shortliffe, que desenvolveu um dos primeiros sistemas especialistas de apoio à decisão, o MYCIN em 1974 em Stanford, proferiu a palestra.

Dr. Shortliffe deu ênfase à quão pouco as companhias de TICS investem recursos financeiros em pesquisa e desenvolvimento em centros acadêmicos ligados a informática em saúde e afirmou a necessidade de investimento em parcerias que envolvam os centros médicos, as universidades e as empresas de TICS.

Afirmando que a demanda por produtos da Informática em Saúde atualmente é muito alta, sugeriu alguns pontos que precisam ser revistos e aprimorados. As oportunidades de treinamento devem ser diversificadas, com programas de formação ainda tão raros no nosso país em Informática em Saúde, assim como a presença desse conteúdo nos cursos de medicina. Outro ponto a ser aprimorado foi o de mestrados aplicados online, com opções realistas para profissionais de saúde. Estes mestrados teriam ênfase na prática e não só na pesquisa científica.

A sugestão de incorporação da Informática em Saúde em subespecialidade médica já é uma realidade nos EUA desde 2013. A American Board of Medical Specialities concedeu certificado de especialidade a mais de 450 médicos em Clinical Informatics em 2013 e mais de 400 em 2014. No momento há mais de 900 médicos especialistas na área nos EUA, além de vários programas de fellowship sendo desenvolvidos. O reconhecimento formal da especialidade é um dos passos para a integração das disciplinas no currículo médico.

Outro ponto muito interessante abordado foi a deficiência de profissionais líderes no setor no Brasil e a necessidade de formação dos mesmos.

Nesses muitos anos do blog TI Medicina tenho tentado aproximar a Tecnologia da Informação e Comunicação em Saúde (TICS) da comunidade médica, mas vejo o quanto é difícil e ainda escassa a formação oferecida na área, principalmente para profissionais, que como eu, encontram-se afastados no cotidiano, dos centros acadêmicos. 

Avaliações, como a do Dr. Edward Shortliffe, são extremamente oportunas, e mostram que a generosidade com o compartilhamento de conhecimento na área da Informática em Saúde no Brasil ainda é incipiente.



6 de jan. de 2015

Têndêcias Tecnológicas para Medicina em 2015

Retornando às atividades do blog após pequenas férias, abordarei algumas tendências de tecnologias que devem ser aprimoradas ou mais utilizadas em 2015 na Medicina.

1- Medicina na Nuvem:

Utilizar memória, capacidade de armazenamento, softwares, programas médicos, ferramentas, base de dados, etc, compartilhados e interligados por meio da internet, sem necessidade de instalar programas ou armazenar dados é o que fazemos quando utilizamos a computação em nuvem. Cada vez mais esses recursos são utilizados pelos médicos com a vantagem de economia de custos, onde não é preciso investir em infraestrutura como servidores e licenças de software. A possibilidade de ajustar o que é pago ao que é demandado, facilita no momento de adequar o sistema às necessidades do profissional, como pagar valores diferenciados por um Prontuário Eletrônico online, de acordo com a quantidade de profissionais que o usarão. Outra vantagem é a segurança de dados: provedores de cloud computing seguem padrões internacionais de segurança, como ISO, SSL, criptografia avançada e outras. Além disso, ao perder um notebook ou mesmo um celular, informações confidenciais não vão embora junto com o aparelho: elas estão armazenadas na nuvem e se mantém protegidas e disponíveis nela.
Além de prontuário eletrônico, há vários outros serviços disponíveis na nuvem como gestão empresarial, captura e armazenamento de imagens, telemedicina, etc.
Uma tendência da cloud computing na Medicina para 2015 é a “Hybrid Cloud", uma combinação entre “Private Cloud” (criar sua nuvem, com a necessidade de hardware e softwares para atender seu modelo com a estratégia de segurança de dados que atenda seu negócio) e “Public Cloud”  (fornecedor entrega “pacote” pronto para ser utilizado).

2 - Impressão 3D:
Aplicações da impressão 3D na Medicina
A técnica de impresão 3D permite uma personalização sem precedentes na história da Medicina. Utilizando pó, gel ou filamento de metal ou de plástico, a impressora 3D imprime camada por camada peças tridimensionais como vistas na imagem acima: próteses faciais, próteses, réplicas de partes do corpo e  implantes sob medida. Há a promessa de imprimir órgãos humanos e tecidos em um futuro não muito distante! Essa técnica auxilia o trabalho dos médicos e melhora a qualidade de vida dos pacientes. 

3- Big Data e Data Mining
Outra tendência importante que não deve ser ignorada em 2015 é  lidar com grande volume de dados : gerenciando e sabendo usar. A virtualização do armazenamento e eliminação de dados duplicados passa a ser uma necessidade crescente. E os benefícios são percebidos pelo gestor e pelos profissionais de saúde na tomada de decisão. 
As ferramentas de apoio a decisão tendem a se tornar mais personalizadas, como o OpenCDS e uma solução que me empolga, é o InfoButon
InfoButon (Anticipatory Passive Decision Support) é uma ferramenta computadorizada de busca de informação que fornece acesso contínuo a recursos de conhecimento contextualmente relevantes no âmbito dos sistemas de informação clínica como prontuários eletrônicos. São uma abordagem promissora para apoiar a tomada de decisão clínica, ajudando profissionais para atender com eficácia e eficiência as suas necessidades de informação. Por exemplo, ao clicar em um Infobutton próximo a um diagnostico na lista de problema, ele informaria links com temas como diagnóstico, tratamento, etiologia ou prognóstico provenientes de uma base de dados como o UpToDate, Medline ou qualquer outra base de dados importante. E o mais interessante seria se ele pegasse dados relevantes para aquele paciente específico, como, por exemplo, idade, sexo, creatinina, uso de captopril e o diagnóstico e fornecesse links relevantes com a associação desses fatores.
Um exemplo abaixo é a integração do VisualDX, exelente app de diagnóstico de imagens, ao prontuário eletrônico.
VisualDx supports the Health Level 7 (HL7) Infobutton standard

Têndêcias Tecnológicas para Medicina em 2015 é um artigo original do TI Medicina. Quando copiá-lo, dar o crédito.

14 de dez. de 2014

Especialização em Informática em Saúde no Hospital Sírio-Libanês: inscrições até 10/01/2015


As inscrições estão abertas até dia 10/01/2015 para a Pós-Graduação em Informática em Saúde do Hospital Sírio Libanês.

O curso visa capacitar os profissionais envolvidos na modelagem, implantação e gestão de processos de saúde. O objetivo é promover conhecimento tecnológico para facilitar a captura, o processamento e a utilização de dados, proporcionando melhorias de processos e, consequentemente, da condição da saúde das pessoas.

Com isso, o participante terá a e-saúde como centro do seu processo de trabalho e das suas estratégias, sendo capaz de aperfeiçoar o atendimento e o fluxo de informações e oferecendo apoio qualificado às decisões clínicas e de gestão.


São 40 vagas oferecidas para gestores, médicos, enfermeiros, informatas, e todos os outros profissionais para um programa de pós-graduação baseado nas principais competências em Informática em Saúde, conforme a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde.

Mais informações aqui.

3 de dez. de 2014

Resultado do Sorteio dos promocodes iCTI e Whitebook


  • Whitebook, sorteado no twitter:( entrar em contato pelo email conato@timedicina.com.br)





  • iCTI, sorteado no facebook:


 Sergio Andrade 
 Joaquim Torres 
 Diêgo Brandão 
 Hugo Moura 
 Tamara Aarestrup 
 Pamela Santos 
 Lazaro Inacio 
 Pablo Braga Gusman
 Ezil Reis 

Precisa-se de 2363 médicos de SP para participar de estudo

Convite para profissionais de saúde que atuam na prática clínica

Cristiane Galvão e Ivan Ricarte, do livro Prontuário do Paciente, estão desenvolvendo o estudo Evid@SP Impacto de informações disponibilizadas no portal Saúde Baseada em Evidências na prática clínica dos profissionais de saúde do Estado de São Paulo. Este projeto tem por objetivo identificar se as evidências disponibilizadas pelo Ministério da Saúde são efetivamente utilizáveis no contexto de assistência em saúde.

Para a realização deste estudo, precisaremos contar com a preciosa participação de ao menos 2363 profissionais de saúde, que atuem no Estado de São Paulo, no Sistema Único de Saúde. Os participantes do estudo receberão, a partir de janeiro de 2015, ao longo 48 semanas, 144 conteúdos informacionais relacionados a evidências em saúde sobre temáticas de interesse para o Estado de São Paulo. Se desejarem, poderão avaliar, por meio de instrumento específico, se tais conteúdos são ou não úteis para a sua prática clínica.


Os profissionais de saúde que desejem participar do estudo devem acessar o link abaixo:
participe.evidasp.med.br

Para saber mais veja o vídeo abaixo:


Responsáveis pelo Projeto
Prof. Dr. Maria Cristiane Barbosa Galvão (Universidade de São Paulo)
Prof. Dr. Ivan Luiz Marques Ricarte (Universidade Estadual de Campinas)
Prof. Dr. Fabio Carmona (Universidade de São Paulo)
Danielle Alves Fernandes dos Santos (FAPESP)
Contato: evidasp@fmrp.usp.br

1 de dez. de 2014

Manual de Ética em Redes Sociais para Médicos e Estudantes de Medicina



A OMC (Organización Médica Colegial de España), que equivale ao nosso CFM, indo de encontro ao que já vem sendo feito em outros países devido a difusão do uso de redes sociais pelos médicos e estudantes e levando-se em conta  a linha tênue entre o pessoal e o profissional neste uso, lançou agora em Novembro no IV Convención de la Profesión Médica, um Manual de Ética em redes sociais para Médicos e  Estudantes de Medicina. Afinal,  o Código de Ética exige, como a medicina moderna, se adaptar a este novo ambiente e evoluir.

A equipe de médicos que trabalhou no projeto foi escolhida devido a sua boa atividade em redes sociais e blogs pessoais: Rafael Olalde , Beatriz Satué, Rosa Taberner, Marian Jiménez Aldasoro, Jose Antonio Trujillo, Rodrigo Gutierrez Fernandez, e Mónica Lalanda. Também contribuíram na elaboração do guia Iris Mar Hernández, Jesús José Camacho, Enrique Sánchez Aciaga, Emilio Delgado y Guillermo Jiménez (estudantes de medicina e membros do Conselho Estadual de estudantes de Medicina ECMS).


Manual de Estilo para os médicos e futuros sobre o bom uso de redes sociais

1-  Respeitar a confidencialidade e o Segredo Médico-Paciente
Se a informação clínica for divulgada em redes sociais, é sempre desejável:
  • Certifique-se de que o paciente não é reconhecível ou identificável, não só por meio de imagens ou dados, mas por associação em relação ao local hospitalar, centro de saúde, especialidade ... etc.
  • Faça uso profissional da informação clínica com objectivo claro e sempre em benefício do paciente em particular ou da medicina acadêmica em geral (para fins de ensino ou de intercâmbio de conhecimento com outros profissionais), evitando o sensacionalismo e morbidade.
  • Cuidado no uso de sistemas de troca de informações em que a segurança dos dados enviados é questionável (leia a privacidade e uso de aplicativos de mensagens).
  • Lembre-se de que não é sensato o armazenamento em telefones celulares e laptops, informações sem criptografia ou imagens.
  • Peça permissão antes de tirar uma foto do paciente e explique em termos que ele possa entender a finalidade dessa fotografia.


2-  Evitar conselho médico a pacientes virtuais
Quando o profissional aparecer nas redes sociais como médico e for questionado por um usuário (conhecido ou desconhecido) é importante observar que:
  • Não há nenhuma obrigação de responder (não é uma situação de bom samaritano), mas se for o caso é adequado e desejável encaminhá-lo a uma fonte confiável (website ou blog) onde possa esclarecer suas dúvidas ou orientá-lo a consultar o seu médico.
  • Pode ser recomendável aproveitar  o poder amplificador das redes sociais para responder a perguntas que possam ser de interesse geral e, assim, fazer um trabalho divulgador que pode ser muito gratificante (saúde pública, promover estilos de vida saudáveis, fotoproteção, etc.).
  • Temos de ser mais cauteloso no caso de consultas de outros profissionais (segunda opinião), especialmente quando eles incluem fotografias e dados reconhecíveis de paciente por terceiros.



3-  Mantenha uma imagem profissional virtual adequada
Quando um profissional escolher livremente estar presente nas redes sociais, usando uniforme médico em sua foto do perfil, é importante lembrar que está vinculando uma imagem corporativa para a profissão. Por conseguinte, é desejável:
  • Evitar o uso inadequado e inconveniente das redes sociais de modo a não abalar a confiança em nossa sociedade. É aconselhável ajustar-se às expectativas existentes na sociedade no que diz respeito à prática médica.
  • Evite sempre atitudes insensíveis, frívola ou pouco de acordo com as regras básicas de etiqueta, ou seja, educação, cortesia e respeito.
  • Não opinar sem pesar as consequências sobre questões médicas,comportando-se de forma sensata e avaliando o contexto, os interlocutores e o tema abordado, assim como as referências  e fontes utilizadas.



4-  Evitar que o uso de novas tecnologias desviem nossa atenção da consulta direta com o paciente
  • Evite interrupções particularmente se eles podem afetar a privacidade e confidencialidade dos dados.
  • Evite fazer e receber chamadas telefônicas ou trocas virtuais que não são absolutamente necessárias, e se assim for, pedir autorização e ser o mais cuidadoso possível.




5-  Ter responsabilidade sobre a informação médica difundida em redes sociais


-A Informação médica publicada em redes sociais deve ser compreensível, precisa, ponderada e prudente. A competência que nos dá nossa formação profissional faz com que nossas opiniões sejam tomadas como referência.

-A Responsabilidade pela informação médica em redes sociais se não se diliu porque o receptor é múltiplo, simultâneo ou desconhecido. Há que se ter responsabilidade sobre o que se divulga. Mas a  possibilidade de interação é também uma enorme vantagem,
  • A criação e divulgação de conteúdos de qualidade, não é uma obrigação profissional, mas é altamente recomendável (promoção de blogs, páginas da web e fóruns virtuais).
  • É altamente desejável que estar alerta e interceptar informações médicas falsas que possam alarmar a população ou comprometer a saúde.


6-  Manter o respeito na interação com colegas ou nos comentários sobre eles

  • Em caso de discordância sobre questões médicas ou profissionais, as redes sociais podem ser uma ferramenta para o diálogo. Em qualquer caso, evitar os insultos e expressões depreciativas sobre os colegas e outros profissionais de saúde.
  • Deve-se evitar alusões a âmbitos pessoais e privados dos colegas.


7-  Faz um bom uso de publicidade e propaganda médica
  • A reputação "off-line" e "on-line" é um dos maiores ativos de qualquer instituição médica ou profissional de saúde. A promessa de valor para qualquer instituição ou profissional de saúde deve respeitar a liberdade e dignidade dos doentes, e ser justo com a sua realidade.
  • O prestígio profissional, que promove relações de confiança com os pacientes,  pode tornar-se mais visível através de publicidade e propaganda.
  • A publicidade e propaganda médica deve ser sempre objetivo, prudente e verdadeira.