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9 de mar. de 2018

Reflexões sobre HIMSS 2018

Minha querida  amiga Osmeire Chamelette Sanzovo (certificada pelo cpTICS/SBIS) divulgou as
Reflexões pós HIMSS que a CIO da BP (SP) - Lilian Quintal Hoffmann fez no linkedin e que achei bastante interessantes para reflexão. 


18 Reflexões pós HIMSS18:


1) Sim, CIO, physician burnout também é seu problema, ajude na solução 
2) Se Artificial Intelligence não está nos seus planos, inclua 
3) Patient engagement, você tem pensado seriamente sobre isso quando define sua arquitetura de sistemas? 
4) Patient experience, onde a TI pode fazer a diferença e mostrar a que veio 
5) Inovação, questão de sobrevivência. Sem pesquisa não há inovação, sem inovação, não há pesquisa 
6) Data Analytics, revisitar sua estratégia é mandatório, seu plano pode estar errado 
7) Cybersecurity, tirará seu sono para sempre 
8) Análises preditivas salvam vidas, seus dados contem tesouros 
9) Interoperabilidade continua sendo encarada como um problema, já está na hora de vc adotar padrões e facilitar para o ecossistema 
10) Soluções criativas resolvem a maioria dos problemas 
11) Blockchain, imaturo mas promissor 
12) “Contrate” robôs e facilite a vida das áreas de negócios 
13) Sim, EMRAM é um modelo que vai poupar esforços e garantir boas práticas 
14) Transformação Digital, você está atrasado 
15) Fornecedores, divida seus problemas e suas estratégias com eles, os transforme em verdadeiros parceiros 
16) Trocar experiências te provê conhecimento e insights 
17) Sim, o paciente DEVE ser o centro 
18) Participar da HIMSS é um privilégio


por Lilian Quintal Hoffmann
CIO BP - Hospital Beneficência Portuguesa São Paulo

12 de mar. de 2017

O que é o Conjunto Mínimo de Dados do SUS?

CMD (Conjunto Mínimo de Dados) é um estratégia do MS para aperfeiçoamento dos sistemas de informação do SUS, que foi instituído com a RESOLUÇÃO da Comissão Intergestores Tripartide (CIT) N 6, DE 25 DE AGOSTO DE 2016.
 
A implantação do Conjunto Mínimo de Dados (CMD) será gradual e unificará nove sistemas adotados no SUS. O registro das informações no CMD será realizado por todos estabelecimentos de saúde públicos e privados em território nacional e poderá ser realizado por meio dos sistemas já existentes que serão integrados no Barramento da Saúde ou por meio de solução gratuita disponibilizada pelo Ministério da Saúde.


1 de mar. de 2017

SBIS levanta grupos de pesquisa CNPq em Informática em Saúde



Durante a gestão 2017-2018, a Diretoria de Educação da SBIS realizou um levantamento dos grupos de pesquisa CNPq que trabalham com informática em saúde.

A lista é dividida em duas categorias: "grupos de pesquisa específicos de informática em saúde (http://sbis.org.br/images/educacao/grupos-de-pesquisa.pdf)" e "grupos de pesquisa que possuem linha(s) de pesquisa relacionadas à informática em saúde (http://sbis.org.br/images/educacao/linhas-de-pesquisa.pdf)".

Se você trabalha em um grupo de pesquisa em informática em saúde e o mesmo não consta na lista, por favor, nos informe pelo contato educacao@sbis.org.br.

4 de mai. de 2016

Queremos conhecer os médicos que atuam em Informática em Saúde


A SBIS está com um projeto de tornar a Informática Clínica/Informática Médica uma área de atuação da Medicina e subespecialidade médica.
Para tanto, deseja saber mais informações sobre os médicos brasileiros que atuam tanto no Brasil, como no exterior, em Informática em Saúde.
Clique aqui ou responda abaixo: https://docs.google.com/forms/d/1rdZOCNqGF-G3MiXn7uozey-CBMG138H5STir_O7k7ZE/viewform


25 de fev. de 2016

CBIS 2016- Congresso de Informática em Saúde em Goiânia de 27 a 30/07



A Sociedade Brasileira de Informática em Saúde - SBIS, juntamente com a Comissão de Governança da Informação em Saúde da Universidade Federal de Goiás - CGIS-UFG (Comissão de Organização Local), realizarão no período de 27 a 30 de novembro, em Goiânia-GO, o CBIS 2016 - XV Congresso Brasileiro de Informática em Saúde.O CBIS é um evento com ampla programação técnica e científica, com exposições de empresas e soluções do setor.

Submissão de trabalhos (todas as categorias): de 15/03/2016 a 31/05/2016


Eixos Temáticos para Submissões:

  • Eixo I: Sistemas clínicos
Dispositivos móveis aplicados ao cuidado em saúde (m-Health)
Padrões para troca de informações
Plataformas e portais para pacientes
Prontuário eletrônico
Registro eletrônico em saúde
Robótica e realidade virtual aplicados ao cuidado em saúde
Computação gráfica e processamento de sinais e imagens em saúde
Sistemas de apoio à decisão clínica
Sistemas de prescrição e ordens
Sistemas para enfermagem
Sistemas para equipe multidisciplinar e outras áreas da saúde
Telessaúde

  • Eixo II: Informática disciplinar e transdisciplinar aplicada à saúde
Aplicações em dispositivos móveis para educação em saúde e auto-cuidado
Apoio ao ensino e educação continuada
Biodispositivos
Bioinformática translacional
Ética aplicada à informática em saúde
Infodemiologia: epidemiologia e big-data
Informática aplicada à farmácia
Informática aplicada à odontologia
Mineração de dados e Big data
Portais de informação em saúde
Processamento de imagens e sinais biomédicos
Segurança da informação
Sistemas de informação georreferenciada
Terminologias, ontologias, vocabulários controlados

  • Eixo III: Organização, gestão e impacto social da informática em saúde
Formação de Recursos Humanos
Financiamento e Valorização de P&D em Informática em Saude
Acesso à informação
Avaliação de tecnologias em saúde
Barreiras para implementação de sistemas clínicos
Indicadores de saúde: painéis de monitoramento, salas de situação, controle de epidemias
Os sistemas de informação na Saúde Pública
Outros aspectos em saúde pública
Política nacional de informática em saúde
Políticas públicas para saúde com apoio da informática
Estratégia de e-Saúde para o Brasil
Revisões sistemáticas sobre Informática em Saúde
Segurança da informação, aspectos legais e questões éticas em sistemas nacionais

  • Datas Importantes:
Submissão de trabalhos (todas as categorias): de 15/03/2016 a 31/05/2016
Notificação de aceite: 08/08/2016
Envio da versão final para anais do evento: 31/10/2016
Prazo para inscrição de pelo menos um coautor: 31/10/2016
Publicação online dos anais do evento: 25/11/2016
Siga o CBIS 2016 nas redes sociais.

Saiba Mais!

14 de fev. de 2016

História do Surgimento de Associações e Sociedades em Informática em Saúde

Achei esse post no Dental Cadi, escrito pelo Dr.Nielsen Santos Pereira, sobre Sociedades de Informática em Saúde.

"O surgimento das associações e sociedades de Informática em Saúde ocorreu paralelamente ao desenvolvimento da Informática em Saúde, sendo que, nas primeiras décadas, essas sociedades foram veículos importantes para a divulgação dos novos conhecimentos, os quais eram mais facilmente transmitidos através de reuniões científicas promovidas pelas sociedades profissionais.

Atualmente, o papel dessas sociedades profissionais é muito mais abrangente, especialmente no que se diz respeito ao fortalecimento das comunidades profissionais, à promoção da educação continuada e à representação desta área junto a outras organizações públicas e privadas.

A rápida evolução do conhecimento na área da Informática em Saúde tem favorecido a organização de várias associações e sociedades profissionais ao redor do mundo inteiro. Na Tabela 1, apresentamos um sumário com as principais sociedades dessa área. Maiores informações encontram-se podem ser acessadas nos links respectivos a cada sociedade.

Tabela 1 – Principais Sociedades e Associações de Informática em Saúde.


Atualmente, existem dezenas de associações e sociedades em todo mundo. Entre elas estão:

1. IMIA – International Medical Informatics Association

  • História - A IMIA é uma associação internacional independente fundada em 1967, mas estabelecida 1989, sob Leis Suíças. Inicialmente atuava como comitê técnico da International Federation for Information Processing (IFIP ); também está estritamente ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS) e outras organizações internacionais semelhantes. A IMIA engloba dezenas associações constituindo uma federação internacional de IS da qual a SBIS faz parte.



  • Missão - A IMIA cumpre um papel principal na aplicação da Ciência da Informação e Tecnologia nas áreas da saúde e pesquisa na medicina, saúde e bioinformática. Dentre seus vários objetivos, ressaltamos a promoção da informática na saúde; cooperação internacional; estímulo à pesquisa e desenvolvimento de aplicações, etc. A IMIA também funciona como uma organização “ponte” com os objetivos principais de ser uma ligação entre o ambiente acadêmico e pesquisa com os profissionais, as instituições, os fabricantes e vendedores de equipamentos; liderar as comunidades de IS para o século XXI.

2. SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde

  • História - A SBIS foi fundada em 1986 durante a realização do I Congresso Brasileiro de Informática em Saúde, em Campinas – São Paulo. A diretoria da SBIS era composta por Roberto Rodrigues, Renato Sabbatini, Cândido Pinto de Melo e Beatriz Leão. A SBIS surgiu praticamente na mesma época que as demais associações, mostrando o interesse e o engajamento de pesquisadores e profissionais brasileiros no desenvolvimento da IS, no Brasil.
  • Missão - A SBIS reúne profissionais especialistas e interessados na área de IS com a finalidade de promover o desenvolvimento dos recursos tecnológicos para a melhoria da saúde no Brasil através de estímulos ao ensino, pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias. Além disso, promove congressos e eventos para divulgação de conhecimento e troca de experiências.

3. AMIA – American Medical Informatics Association

  • História - A AMIA é uma associação profissional científica que surgiu em 1988 pela união de 3 organizações: AAMSI (American Association for Medical Systems and Informatics), ACMI (American College of Medical Informatics) e SCAMC (Symposium on Computer Applications in Medical Care). A AMIA, por mais de 35 anos, tem patrocinado e apoiado encontros, educação, políticas e programas de pesquisa. A AMIA continua a ganhar influência como referência na informática em saúde devido suas publicações de alta qualidade como o Journal of the Americal Medical Informatics Association (JAMIA), Computers in Biomedical Research, e M.D. Computing. Além disso, promove o Symposium on Computers Application in Medical Care (SCAMC) – maior congresso de Informática Médica do mundo.
  • Missão - A AMIA visa liderar o caminho na transformação no ambiente em saúde através da ciência, educação e boas práticas na Informática. Ela reúne a comunidade de profissionais e estudantes interessados em informática; visa também ser uma ponte entre o meio acadêmico e o profissional das instituições de saúde. A AMIA apoia 5 domínios: Bioinformática Translacional; Pesquisa em Informática Clínica; Informática Clínica; Pesquisa em Informática do Consumidor e Informática em Saúde Pública.

4. HIMSS – Healthcare Information and Management Systems Society

  • História - A HIMSS surgiu em 1961 e foi fundada no Instituto de Tecnologia da Georgia. É uma organização sem fins lucrativos, focada exclusivamente em prover liderança global para melhorar a utilização da Tecnologia da Informação e Comunicação, dos Sistemas de Informação e Gerenciamento das instituições de saúde.
  • Missão – Liderar globalmente os esforços de otimização de engajamento, qualidade e resultados no ambiente de saúde através Tecnologia da Informação (TI). Os diversos grupos de interesse procuram ajudar no direcionamento estratégico e uma posição oficial nas questões pertinentes a uma melhor utilização da TI e dos sistemas de informação e gerenciamento nas instituições de saúde.
Referência - http://www.himss.org

5. EAHIL – European Association for Health Information and Libraries

  • História - A EAHIL, fundada em 1987, em Brighton, Reino Unido, na presença de mais de 100 delegados da OMS. Mas em dezembro de 1984 um grupo de bibliotecários da área de saúde iniciou os contatos entre os diferentes países europeus. Durante o 5º Congresso Internacional de Biblioteconomia Médica em 1985, em Tóquio, 26 representantes de países europeus se reuniram e iniciaram as discussões do local e data de uma primeira conferência, que aconteceria de 30 de setembro a 5 de outubro de 1986 em Bruxelas. Atualmente, a EHAIL conta com mais de 1400 membros de 25 diferentes países europeus, além dos Estados Unidos, Canadá e Austrália. Estes membros são bibliotecas, bibliotecários e empresas com interesse na ciência da IS.
  • Missão -. Seus objetivos principais são melhorar a cooperação entre as bibliotecas médicas espalhadas pela Europa; fortalecer os laços entre as bibliotecas médicas da Europa Ocidental e Oriental; elevar os padrões de fornecimento e práticas em bibliotecas médicas; manter os profissionais de biblioteca e de informação atualizados; incentivar a mobilidade e educação continuada no que tange as novas tecnologias; representar as bibliotecas médicas em nível europeu, nas instituições europeias e na OMS.

REFERÊNCIAS
Sigulem D. Um Novo Paradigma de Aprendizado na Prática Médica da UNIFESP/EPM [Tese de Livre- Docência]. São Paulo: Universidade Federal de São Paulo. Escola Paulista de Medicina. Departamento de Informática em Saúde, 1997.
SBIS [homepage na internet]. São Paulo [atualizada em 2013 Out 24; acesso em 2013 Out 25]. História da SBIS; [aproximadamente 5 telas]. Disponível em: http://www.sbis.org.br/
Sabbatini RME. Associações de Informática em Saúde. Informédica [periódico da internet]. 1994 [acesso em 2013 Out 26]; 2 (10): 13-14.Disponível em:http://www.informaticamedica.org.br/informed/assoc.htm"

24 de out. de 2015

Abertas Inscrições para Pós-Graduação em Tecnologia em Saúde na PUCPR


O período de inscrições vai de 23/10 a 31/11/2015 para Mestrado e Doutorado em três linhas de pesquisa de Tecnologia em Saúde da PUCPR, a saber: 

  • Bioengenharia: biomateriais e materiais biocompatíveis; engenharia de reabilitação; tecnologias assistivas; instrumentação biomédica com ênfase em aplicações na Biomecânica; modelagem e análise biomecânicas da motricidade humana; processamento de imagens médicas. 
  • Avaliação de Tecnologia em Saúde: aplicação de métodos qualitativos e quantitativos para avaliação de abordagens, processos e recursos que visam monitorar, preservar e melhorar a saúde e qualidade de vida dos seres humanos. Examinam-se as implicações clínicas, econômicas, éticas e legais das tecnologias na saúde.
  • Informática em Saúde: sistemas de informação, de apoio à decisão, banco de dados, inteligência artificial, padronização e integração de sistemas, telemedicina, indicadores, educação, bioinformática, prontuário eletrônico do paciente e análises epidemiológicas.

O Programa de Pós-Graduação em Tecnologia em Saúde (PPGTS) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná é um programa Interdisciplinar, que tem por finalidade principal a formação de recursos humanos qualificados para pesquisa e ensino superior nos domínios da Bioengenharia e Informática em Saúde. Possui como ponto forte sua estrutura organizacional e suas disciplinas, que reflete no ótimo resultado na qualidade dos egressos. 
Inscrições de Verão 2016 e Entrega da Documentação 
De 23/10/2015 a 31/11/2015

Início do Curso 
Março 2016

Total de Vagas 
25 vagas


12 de jul. de 2015

Palestra online Gratuita: Curso de Informática Biomédica da UFPR


A Diretoria de Educação da SBIS tem o prazer de convidar a todos para a 6ª palestra do VI Ciclo de Seminários Online de Informática em Saúde. No dia 03/08/2015, teremos a palestra Curso de Informática Biomédica da UFPR.

Resumo: O Curso de Informática Biomédica da UFPR reúne e coloca à disposição do estudante um currículo que proporciona uma formação sólida e integrada, contemplando especialmente as áreas de:
- Bioinformática;
- Processamento de Imagens Médicas;
- Sistemas de Informação em Saúde.
O curso oferta 30 vagas anuais com ingresso no primeiro semestre, teve seu início em 2011 e tem duração de 4 anos. Exigindo do aluno dedicação em tempo integral, pois oferece disciplinas nos turnos da tarde e da noite. Possui convênios de Intercâmbio com Instituições no exterior, bem como bolsas de Iniciação Científica, monitoria e Tutoria.


Palestra: Curso de Informática Biomédica da UFPR

Data: 03/08/2015
Horário: 20h00 às 21h30
Palestrante: Prof.ª Dr. Lucas Ferrari de Oliveira


Mini Currículo do palestrante:

Possui graduação (1998) em Ciência da Computação pela Universidade de Marília (UNIMAR), mestrado em Engenharia Elétrica (2000) pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP), doutorado (2005) em Ciências Médicas (Clínica Médica - Investigação Biomédica) pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal do Paraná (UFPR) no Departamento de Informática (DInf) e é professor colaborador dos Programas de Pós-Graduação em Informática e de Engenharia Elétrica da UFPR. Atualmente é coordenador do curso de Informática Biomédica da UFPR. Tem experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em Processamento de Imagens Médicas atuando principalmente nos seguintes temas: alinhamento de imagens, cintilografia miocárdica, neurologia e epilepsia.


Você é nosso convidado. A palestra é aberta ao público em geral, sem necessidade de inscrição prévia. Para acessar a sala virtual de webconferência, utilize um navegador de internet, acesse o link abaixo e entre na sala como Convidado, usando o seu nome.

https://meet52658369.adobeconnect.com/_a1106706205/vi_ciclo_seminarios_online_tics_sbis/

Atenciosamente,

Diretoria de Educação SBIS - Zilma Reis e Juliana Souza-Zinader

18 de jun. de 2015

Inscrições para Especialização em Informática em saúde pela UNIFESP à distância (2015-2016)



Está aberto  o processo de seleção do Curso de Especialização em Informática em Saúde UAB/UNIFESP, modalidade a distância. O período de inscrição vai de 17/06 a 15/07/2015.


Edital para TUTORES se candidatarem para trabalhar no curso

Especialização em Informática em Saúde

Objetivos do Curso
Oferecer as condições necessárias à especialização em informática em saúde na modalidade educação a distância aos profissionais interessados;
Socializar conhecimentos já produzidos e organizados da área da informática em saúde;
Desencadear novos processos sistematizados e orientados de produção de conhecimento em informática em saúde;
Proporcionar conhecimentos suficientes para a gestão de serviços de informática no ambiente de saúde.
Público Alvo
Este curso destina-se a profissionais graduados, com nível superior concluído, das áreas de saúde, biológicas, exatas e humanas com interesse de formação em informática em saúde.
Concepção do Curso
Esse curso é realizado na modalidade à distância, utilizando o ambiente virtual de aprendizagem oficial da UNIFESP, que é a plataforma Moodle, para apresentação
do conteúdo e para o cumprimento das atividades avaliativas.
O curso baseia-se na compreensão da aprendizagem como um processo de construção coletiva de conhecimentos a partir da reflexão sobre a prática. Proporciona aos participantes um conjunto de experiências de aprendizagem individual e coletiva com o objetivo de prepará-los para entender e atuar em hospitais e serviços de saúde onde haja sistemas de informação de saúde e outros recursos baseados no uso das tecnologias de informação e comunicação na saúde.
Possui acompanhamento de tutoria. Os tutores são especialistas no conteúdo do curso e selecionados previamente pela Coordenação. Durante todo o curso, o tutor estará disponível para:ƒƒ esclarecer dúvidas sobre o conteúdo do curso; acompanhar a frequência e o aproveitamento dos participantes; receber sugestões para melhoria do curso; facilitar o entendimento das disciplinas e acompanhar o aluno no processo de aprendizagem.
Temas Abordados
História da Informática em Saúde
Fundamentos da Informática em Saúde
Fundamentos das Ciências da Saúde
Fundamentos das Ciências da Computação
Estratégias e Técnicas de Gerenciamento de Dados
Bases de Dados em Saúde
Sistemas de Informação em Saúde
Prontuário Eletrônico do Paciente
Metodologia Científica em Informática em Saúde
Imagens Médicas
Telemedicina e Telessaúde
Padrões de Normatização em Informática em Saúde
Gestão e Economia em Saúde
Tecnologias para Capacitação Profissional em Saúde
Carga Horária
490 horas
Início e Duração
23 de agosto de 2015, 15 meses
Turno
Realizado a distância, com indicação de duas horas diárias de estudo, 5 dias na semana, com 3 encontros presenciais ao longo do curso no polo UAB (aos sábados)
Valor da Inscrição e Mensalidade
Curso gratuito
Local da Inscrição: http://portal.uab.unifesp.br/?p=1979
Certificação
O aluno que cumprir satisfatoriamente todas as exigências do curso receberá Certificado de Pós-Graduação Lato Sensu, em nível de Especialização, em “Especialização em Informática em Saúde”, expedido pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP – EPM e credenciado pelo MEC (Credenciamento para a oferta de cursos superiores à distância – Portaria nº 804/06 de 27/03/2006 publicada em 28/03/2006).

26 de abr. de 2015

Artigo sobre comparação de gráfico de visualização de exames laboratoriais de 8 prontuários eletrônicos


Graphical Display of Diagnostic Test Results in Electronic Health Records: A Comparison of 8 Systems.
Sittig DF, Murphy DR, Smith MW, Russo E, Wright A, Singh H. Journal of the American Medical Informatics Association : JAMIA : 2015 Mar 18 pg

Objetivo: determinar o quão bem registros eletrônicos de saúde (RES) atuais facilitaram os processos de visualização e interpretação dos resultados dos testes laboratoriais clínicos. Foram avaliadas as telas gráficas dos resultados dos testes laboratoriais em oito RES usando critérios objetivos para gráficos ideais com base na literatura e na opinião de especialistas.

Método
Foram avaliadas telas gráficas de visualização de resultados de exames laboratoriais em oito interfaces do usuário de Registros Eletrônicos de Saúde, como na tabela 1.

sistemas avaliados

Foram desenvolvidos 11 critérios para gráficos ideais baseado na literatura,  e usados para a comparação dos RES, como pode ser visto abaixo:

critérios de avaliação


Visão geral dos critérios utilizados para avaliar telas gráficas da RSE
  • Patient ID visible: O nome do paciente, data de nascimento e sexo são claramente apresentados no gráfico, ou no quadro de exibição que incorpora o gráfico e não pode ser obscurecido ao ver o gráfico.
  • Title: A descrição do conteúdo do gráfico, incluindo a(s) variável(eis) observada (s), é(são) claramente visível(eis) no gráfico.
  • x-axis label: A descrição do significado do conteúdo do eixo x é exibido claramente. O rótulo de "Data" ou "Time" pode ser suprimido se os rótulos do eixo x são claramente identificados com data (02 de fevereiro de 2015) ou hora (11:00).
  • x-axis scale: O eixo x tem intervalos de escala espaçados de maneira uniforme. 
  • x-axis values: O x -axis tem rótulos que indicam claramente o valor numérico de marcas de escala. As xrótulos -axis carrapato marca deve aumentar em valor como eles se movem da esquerda para a direita ao longo do eixo.
  • y-axis label: Etiqueta no eixo y mostra claramente o nome da variável e suas unidades (por exemplo, Pressão Arterial Sistólica [mm Hg]).
  • y-axis scale: O y -axis tem intervalos de escala espaçados de maneira uniforme 
  • y-axis values: O eixo y tem rótulos que indicam claramente o valor numérico de marcas de escala. Os rótulos de marcas de escala do eixo y devem aumentar em valor à medida que avançam desde a parte inferior para a parte superior do gráfico.
  • Legend: Se existirem duas ou mais variáveis no gráfico, deve haver uma legenda explicando as diferentes cores ou formas utilizadas para marcar os pontos de dados.
  • Reference range: O intervalo de referência é mostrado para cada variável observada. 
  • Data details: Valores exatos de pontos x-y devem estar disponíveis (por exemplo, o usuário pode ver, passe o mouse sobre com o mouse ou clique para ver mais detalhes) para cada ponto de dados em gráfico. 

A avaliação revelou que nenhum dos gráficos dos RES que estudamos reuniu todos os 11 critérios de avaliação. A magnitude da deficiência de 10 de 11 critérios para 5 de 11. Nenhum tinha um gráfico com rótulos do eixo x nomeados ou com as unidades de medida. Um sistema representou graficamente os resultados em ordem cronológica inversa (ou seja, os resultados mais recentes sobre o lado esquerdo do gráfico). Outro sistema mostrou dados coletados em pontos desigualmente espaçados no tempo, o que teve a percepção visual de desvio entre pontos de dados interpretada erroneamente. Esta deficiência teve um impacto negativamente significativo sobre a segurança do paciente. Apenas dois sistemas permitiam aos usuários ver ao passar o cursor, ou clicar em um ponto de dados para ver os valores exatos das coordenadas x - y. Três sistemas não exibiam ID do paciente diretamente no gráfico. 

Cursor mostra dados exatos

ordem cronológica inversa dos dados
Discussão/Conclusão:
A visualização e interpretação dos resultados de testes laboratoriais é fundamental na segurança do paciente. Além disso gráficos que mostram os dados em ordem cronológica inversa pode causar confusão aos usuários.
A visualização clara e imprecisa de dados ao longo do tempo pode ter sérias implicações na tomada de decisão clínica.
Recomenda-se que a legislação vigente nos EUA possa garantir a exibição visual clara e precisa dos dados laboratoriais  através de critérios no teste de certificação. Estes critérios devem ser baseados na melhor evidência científica disponível a partir da literatura e da opinião de especialistas, quando não houver evidência publicada. 

12 de abr. de 2015

Artigo sobre âmbito da computação em nuvem na área da saúde

A scoping review of cloud computing in healthcare . Lena Griebel , Hans-Ulrich Prokosch , Felix Köpcke , Dennis Toddenroth , Jan Christoph ,Ines Leb , Igor Engel e Martin Sedlmayr. BMC Medical Informatics and Decision Making. 15 (Mar. 19, 2015): p17.


Revisão de 102 publicações do MEDLINE de Julho de 2013 a Dezembro de 2014. 
Seis domínios para computação em nuvem nos cuidados de saúde foram classificados em ordem decrescente pelo número de artigos incluídos:
1. Telemedicina / Teleconsulta
2. Imagens Médicas
3. Saúde pública e auto-gestão dos pacientes
4. Gestão Hospitalar / sistemas de informação clínica
5. Terapêutica
6. O uso secundário de dados


1- Telemedicina / teleconsulta: Apoiar a comunicação e partilha de dados entre as partes interessadas na área da saúde é o domínio mais proeminente dos quais 34 artigos, com as seguintes aplicações:

  • sistema de partilha de Prontuário eletrônico e PACS
  • rede ponto-a-ponto para transferir informações médicas como registros de pacientes e histórias médicas entre diversos atores, como hospitais e ambulâncias em um cenário de emergência médica
  • serviços médicos em nuvem de emergência: figura com componentes do sistema como infrastructure as a service (IaaS) , platform as a service (PaaS) and software as a service (SaaS).
  • Cloud Cardiology®: um servidor em nuvem permite compartilhar ECG simultaneamente dentro e fora do hospital
  • ECG de 12 derivações: serviço de telemedicina baseado em computação em nuvem, descreveram claramente como o processamento, visualização, gestão e serviços de e-learning são implantados dentro da plataforma comercial em nuvem da Microsoft Azur
  • e-Science Central: conjunto de serviços de nuvem prestados, que abrangem serviços de armazenamento de dados, mas também a execução do serviço, de fluxo de trabalho e segurança
  • projeto MOVEeCloud: médicos especialistas avaliar a atividade física dos pacientes com base nos dados enviados para a nuvem e-Science Central por acelerômetros wearable.
  • caREMOTE: protótipo de um relatório de supervisão der cânvcer, controlo da qualidade de vida e sinais vitais com telemedicina, que é acessível por dispositivos móveis, protótipo usa a infraestrutura de nuvem que foi construída sobre o Google App Engine (GAE) e os dados foram armazenados emGoogle's Big table technology.
  • dados de sensores de smartphone para detectar padrões de atividade e, finalmente, os padrões de estilo de vida
  • sistema de monitoramento em tempo real remoto de saúde baseada em nuvem (CHMS), que tem como objetivo integrar as redes de sensores multi-hop e computação em nuvem
  • telemonitorização no campo da neurociência: sistema on-line prototypic EEG-BCI (Brain Computer Interface) com base em EEG fones de ouvido sem fio e telefones celulares para prever estados cognitivos em pacientes saudáveis em doentes em situações dinâmicas de vida real
2- Imagiologia médica: armazenamento, compartilhamento e cálculo de imagens
  • PACS baseado em nuvem pode permitir o armazenamento de imagens médicas como "PACS-as-a-Service" ou até mesmo fornecer “radiology round-the-clock” altamente flexível
  • protótipo de prova de conceito para demonstrar que é possível a troca de imagens segura entre um cliente e um servidor DICOM hospedado no Microsoft Azure
  • cliente Android para receber informações do paciente e imagens de um servidor central que é executado em uma máquina virtual Amazon e medidos os tempos de download de imagens via 3G e WLAN. Além de o servidor estar na Internet, nem detalhes sobre a nuvem-particularidades nem sobre proteção de dados / segurança são questões mencionadas.
  • algoritmo de reconstrução cone-beam CT usando MapReduce, avaliado em 10 a 200 cloud nodes da Amazon que experimentam a 1/n diminuição do tempo de computação
  • projeto financiado pela Microsoft para implementar um ambiente de pesquisa virtual para reduzir as barreiras à examers imaginológicos no câncer
3- Saúde pública e auto-gestão dos pacientes: prevenção, promoção da saúde ou melhoria para os cidadãos e os pacientes, mas também para grandes grupos populacionais (epidemiologia)
  • HealthATM: infra-estrutura de saúde pessoal baseada em nuvem para fornecer à indivíduos de grupos populacionais carentes (ou seja, pessoas sem seguro de saúde) acesso instantâneo às suas informações de saúde
  • sistemas para informar os grupos de pacientes carentes que sofrem de diabetes e hipertensão com chamadas telefônicas automatizadas para permitir uma melhor auto-gestão das doenças
  • Sistema baseado em nuvem  para armazenar dados pessoais de saúde e estilo de vida através de dispositivos móveis
  • Telecare Medical Information System (TMIS): serviços médicos para os pacientes e profissionais da área médica, como uma monitorização remota de sinais fisiológicos, através de smartphones
  • protótipo de MyPHRMachines onde uma nuvem é usado para fazer upload dos dados relacionados com a saúde e o software aplicativo lê e analisa em um sistema de registro pessoal de saúde
  • TPM (Tele-PTSD Monitor) :monitor de transtorno de estresse baseado em nuvem para pacientes que sofrem de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) monitorarem seu progresso durante o tratamento
  • IAServ (Intelligent Aging-in-place Home care Web Services): plataforma eletrônica de prestação de serviços de saúde para os idosos em domicílio
  • iFit, que é uma plataforma para a promoção da aptidão física para os idosos através de atividades de gamificação
  • solução para trabalhar com dados de grandes populações por conceituar o uso de nuvens privadas virtuais para informação sobre saúde pública
  • redução do tempo de execução para epidemia de análises usando estruturas em nuvem
  • arquitetura baseada em nuvem para simulação de surtos de gripe pandémica
  • plataforma móvel de saúde baseada em nuvem com foco em eficiência energética
4- Gestão hospitalar e sistemas de informação clínica: implantação de sistemas de informação clínica em nuvens
  • nuvem privada dentro de Seoul National Bundang Hospital Universitário (Coréia), com base na tecnologia de virtualização, uma infra-estrutura de desktop virtual e 400 máquinas virtuais, com acesso fácil a cada um dos sistemas de informação do hospital de todos os dispositivos em todo o hospital.
  • ambiente de dois departamentos do hospital romenos com dois subsistemas clínicas diferentes que são capazes de trocar dados entre si com base em HL7 CDA
  • CMSDF : infraestrutura de dekstop virtual baseado em nuvem é detida e gerida por um grande hospital, que é capaz de compartilhar seu software médico como SaaS com as instituições de saúde Grassroot (menor nível administrativo das instituições médicas na China)
  • transferência de recursos da saúde para sistemas de nuvem deve ler em conta vários requisitos em relação à privacidade e confidencialidade dos dados do paciente e que uma empresa externa é necessária para auditar os mecanismos de segurança do provedor de plataforma de nuvem.
5- Terapêutica: planejamento, gerenciamento ou análise de intervenções terapêuticas
  • site para acesso a informações sobre compostos da droga usada na medicina tradicional chinesa
  • protótipo de um sistema de apoio à decisão clínica (CDS) que os pacotes de dados de um paciente são enviados para um SaaS remoto para análise, ou seja, aplicação de regra e comparação das avaliações locais versus os resultados obtidos  analisados ​​em remotamente
  • sistema de apoio à decisão baseado em nuvem para o reconhecimento precoce da sepse
  • avaliar o ganho de desempenho quando se deslocam simulações de Monte Carlo para o planejamento de radioterapia para a nuvem.
  • modelo baseado em nuvem da Amazon para simulação Monte Carlo da dose de radiação.
6- Uso secundário de dados:
  • Possibilidade de armazenasr e compartilhar dados de pesquisa em saúde e dados de prontuários eletrônicos em uma estrutura de computação em nuvem de modo a cumprir o HIPAA
  • abordagem para permitir serviços baseados em nuvem, que deve oferecer alta escalabilidade e segurança de dados HIPAA-compliant, propóe um protótipo SaaS baseado em NLP, em nuvem para permitir a extração, processamento, gestão, e comparação de dados médicos de vários hospitais
  • serviço NPL baseado em nuvem onde  texto livre é deidentificado antes de colocar na nuvem, com benefícios do uso de computação em nuvem como redução do custo de processamento de dados (sem investimento inicial, pay per use) e os serviços gerenciados que permitem o uso de serviços de computação intensivos e complexos por provedores de dados com departamentos de TI pequenos.
  • modelos de mineração de dados e os resultados podem ser partilhados entre os diferentes hospitais usando servidor baseado em nuvem.
  • sistema protótipo que permite uma arquitetura baseada em nuvem para o mineção e nomarlização de dados para o intercâmbio entre hospitais
Conclusão:

Uma aplicação que realmente melhora a prestação de serviço na Saúde,  por meio da computação em nuvem,  deve descrever explicitamente as características específicas da nuvem da sua aplicação de acordo com as definições do NIST, como elasticidade rápida ou serviço medido, onde um modelo de pay-per-use substitui investimentos iniciais . Pool de recursos ajuda as organizações a consolidar e simplificar os serviços de infra-estrutura e tendências existentes em virtualização. 

Além disso, se a computação em nuvem é uma das principais características de um aplicativo de assistência médica, recomendamos que em futuras publicações, autores que descrevem o modelo de implantação particular escolhido e  tipo de serviço de nuvem usado.

5 de abr. de 2015

Artigo sobre fatores de sucesso para implantação de prontuário eletrônico em ambientes de baixa renda

Fleur Fritz , Binyam Tilahun , Martin Dugas J Am Med Inform Assoc (2015) 22 (2): 479-488 DOI: http://dx.doi.org/10.1093/jamia/ocu038 First published online: 13 March 2015 (10 pages)

Revisão da literatuta (PUBMED) de 47 trabalhos de 1999 até 2013de onde foram extraídos 381 critérios de sucesso e 229 medidas correspondentes. Dos artigos, cerca de três quartos eram de países africanos. O país com o maior número de publicações a África do Sul.
Foi definido como ambiente de baixa renda, partes do mundo em que os recursos para a saúde (dinheiro, recursos humanos, e técnico infra-estrutura) são escassos, com características como deficiência de infra-estrutura  e financiamento na saúde assim como falta de pessoal treinado; deficiência de infraestrutura de TI e pouco treinamento de TI de saúde dentro do currículo médico; situação política que influencia muito dinâmica organizacional, o que dificulta a gestão eficiente do projeto e muitas vezes grande variedade de diferentes línguas tornando-se difícil de usar prontuários em Inglês. A definição de sucesso usada foi baseada no modelo de sucesso dos sistemas de informação DeLone e McLeanDeLone e McLean, a qualidade do sistema, a qualidade da informacão, a utilizacão, a satisfacão do utilizador, o impacto individual e organizational.

Os 381 critérios de sucesso são distribuídos nas seguintes categorias, classificadas por frequência: 112, funcionalidade (29%); 88, organizacional (23,5%); 82, técnico (21,5%); 37, a formação (10%); 24, política (6%); 21, ética (5,5%); e 17, financeira (4,5%).
  • Funcionalidade: ter um dicionário de dados, a qualidade dos dados, ou métodos de entrada de dados, Recursos opcionais ou extras designados especificamente para os usuários finais do prontuário eletrônico , critérios de usabilidade e funcionalidades mencionadas necessárias para agregar e reportar dados.
  • Organizacional:  recursos humanos, por exemplo, ter pessoal qualificado suficiente; questões de gerenciamento de projetos e o compromisso com o projeto de implementação do prontuário pela administração, critérios que estimulam ou impedem o uso do sistema e atitude em relação ao prontuário.
  • Técnico: infra-estrutura, como a rede e acesso à internet, bem como fonte de energia, características arquitetônicas do prontuário, questões de segurança e privacidade que precisam ser resolvidos antes que o prontuário seja implementado com sucesso além de  normas, incluindo padrões de interface, como HL7.
  • Formação: treinamentos, conhecimento existente e caracteríristicas da equipe, principalmente o conhecimento computacional dos usuários.
  • Política: confiança, atitude de mudar, e vontade política em geral. Cerca de um terço se relacionam com as políticas e a infra-estrutura do sistema de saúde, por exemplo, a localização de hospitais e a definição de tecnologia da informação e comunicação em geral.
  • Ético: sustentabilidade do prontuário implementado,  preocupações de privacidade e segurança.
  • Financeiro:  disponibilidade de recursos, a maioria deles mencionou especificamente recursos humanos. As despesas gerais e a necessidade de eficiência foram mencionados em 37% dos critérios.

Os resultados sugerem que os principais critérios para o sucesso da implementação do prontuário eletrôncio dependem da funcionalidade do sistema implementado, seguido pela estrutura organizacional e apoio para o projeto, bem como a disponibilidade da infra-estrutura técnica. Surpreendentemente, o financiamento não foi encontrado entre os principais critérios, embora parecça ser um fator importante, pois é quase sempre mencionado inicialmente, quando se fala em ambientes de baixa renda. A colocaçãodo fator financiamento pode ser devido ao fato de que muitos desses projetos foram financiados por doadores, com custos não está sendo discutidos. No entanto, o aspecto financeiro precisa ser levado em conta. Estudos mostram que há um retorno sobre o investimento em ambientes de baixa renda após 3 a 5 anos.

Neste estudo, parece que os fatores de sucesso são semelhantes aos encontrados em países com melhor renda. No entanto, deve-se reconhecer que existem diferenças em certos fatores individuais, como critérios de infraestrutura técnica, como fonte de energia e redes estáveis.

Projetos de implementação de prontuário eletrônico em ambientes de baixa renda precisam ser cuidadosamente planejados e, idealmente, com base nas melhores práticas para evitar o desperdício de recursos escassos. Responsáveis políticos, gestores e gerentes de projeto não devem preocupar-se apenas sobre as finanças, mas também, como demonstrado na revisão, nos aspectos funcionais, organizacionais e técnicos do PEP. Em particular, os métodos de manipulação de dados confiáveis, recursos humanos e gestão eficaz do projeto, bem como a arquitetura técnica e questões de infra-estrutura são fatores-chave para fazer implementações de sucesso.

9 de fev. de 2015

O que faz um médico especialista em Informática em Saúde?

áreas de atuação do Médico Informata em Saúde

O que é Informática em Saúde?

A Informática em Saúde estuda e desenvolve sistemas computacionais para apoio às atividades médicas, trabalhando com análise e processamento digital de sinais bioelétricos, processamento digital de imagens médicas, desenvolvimento de sistemas de monitoração, apoio ao diagnóstico e à decisão e sistemas de instrução inteligente auxiliada por computador.

O que faz um Médico Informata?

Os médicos que praticam Informática Médica colaboram com outros profissionais de saúde e de tecnologia da informação para analisar, projetar , implementar e avaliar as tecnologias de informação e de comunicação (TICS) que melhoram os resultados de saúde individuais e da população,  a assistência ao paciente e reforçam a relação médico -paciente. 


Esses profissionais usam seu conhecimento da assistência ao paciente combinado com sua compreensão dos conceitos de informática , métodos e ferramentas para : 
  • Avaliar as necessidades de informação e de conhecimento dos profissionais de saúde e pacientes; 
  • Caracterizar, avaliar e aperfeiçoar processos clínicos; 
  • Desenvolver, implementar aquisição, personalização, desenvolvimento, implementação, gestão, avaliação e melhoria contínua dos sistemas de informação clínica .

Áreas de atuação:
  1. Sistemas de informação em Saúde
  2. Certificação Registros eletrônicos em Saúde da SBIS
  3. Telemedicina e telessaúde
  4. Internet em saúde
  5. Padronização de informação em saúde: nomenclaturas, ontologias
  6. Mineração de dados em Informação Médica
  7. Educação Médica em EAD
  8. Processamento de Imagens Médicas
  9. Sistemas de Apoio a decisão clínica
  10. Prontuário eletrônico do Paciente
Retirado do site: http://timedicina.com.br

14 de dez. de 2014

Especialização em Informática em Saúde no Hospital Sírio-Libanês: inscrições até 10/01/2015


As inscrições estão abertas até dia 10/01/2015 para a Pós-Graduação em Informática em Saúde do Hospital Sírio Libanês.

O curso visa capacitar os profissionais envolvidos na modelagem, implantação e gestão de processos de saúde. O objetivo é promover conhecimento tecnológico para facilitar a captura, o processamento e a utilização de dados, proporcionando melhorias de processos e, consequentemente, da condição da saúde das pessoas.

Com isso, o participante terá a e-saúde como centro do seu processo de trabalho e das suas estratégias, sendo capaz de aperfeiçoar o atendimento e o fluxo de informações e oferecendo apoio qualificado às decisões clínicas e de gestão.


São 40 vagas oferecidas para gestores, médicos, enfermeiros, informatas, e todos os outros profissionais para um programa de pós-graduação baseado nas principais competências em Informática em Saúde, conforme a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde.

Mais informações aqui.

27 de mai. de 2014

Big Data pode acrescentar informações aos Prontuários eletrônicos em prol da melhoria do cuidado clínico?

Em um questionamento do meu orientador do TCC, Prof Fábio de Oliveira Teixeira,  da especialização em Informática em Saúde da UNIFESP, resolvi escrever um post com algumas ideias sobre como a Big Data pode melhorar um prontuário eletrônico.

As discussões de como big data tem sido utilizada como ferramenta de análise de grandes volumes de dados provenientes de várias fontes de serviços de saúde como registros eletrônicos de saúde, faturamento, sistemas hospitalares já é uma realidade no Brasil. Algumas instituições já tem projetos em andamento para utilizar plataformas analíticas para gerenciar desde custos operacionais, dados clínicos, de exames, de medicamentos e tratamentos, até sinistros de seguro.

Mas e o contrário? E se pudéssemos coletar informações de grandes repositórios de dados em tempo real e esses dados pudessem ser inseridos em prontuários eletrônicos de acordo com a relevância para o paciente? Hoje com a cloud computing e a maioria dos prontuários eletrôncos baseados na internet, essas ferramentas poderiam ser utilizadas para agregar valor à tomada de decisão médica.

Algumas ideias de uso de Big Data para acrescentar informações relevantes ao prontuário eletrônico do paciente:

  • Epidemiologia: Integrar informações georeferenciadas de relevância de acordo com local de residência ou de trabalho, como doenças infecto-contagiosas.
HealthMap: usa diversas fontes de informação online para monitorar surtos de doenças em tempo real e alertar o público sobre ameaças emergentes para a saúde.

Break Dengue foi criado especificamente para rastrear surtos da dengue em todo o mundo.
Google trends: Dengue e Gripe
Sickweether: usa as redes sociais para indicadores de doença, o que lhe permite verificar se há a indícios de doença (alergias, asma, bronquite, catapora, gripe, pneumonia, etc) em local definido.

Observatório da Dengue: O Observatório da Dengue é um sistema de vigilância epidemiológica ativa a partir de dados coletados na internet. No observatório as informações sobre dengue são coletadas, analisadas e apresentadas em tempo real a partir de muitas de fontes de dados da internet, incluindo redes sociais e blogs. 
  • Farmacovigilância: é o trabalho de acompanhamento do desempenho dos medicamentos que já estão no mercado, protegendo as populações de danos causados por produtos comercializados, por meio da identificação precoce do risco e intervenção oportuna.
Além de toda a possibilidade de se usar as mídias sociais como o twitter e o Facebook como é usado em epidemiologia, ainda há o serviço de farmacovigilância da ANVISA. Não temos um serviço eletrônico como FDA Adverse Events Reporting System (FAERS) nos EUA, o que proporcionaria mais uma fonte de dados úteis para o prontuário eletrônico.
  • Infectologia: perfis de resistência a antimicrobianos, de acordo com a localização.
Epocrates Bugs + Drugs é um aplicativo gratuito de referência de susceptibilidade antimicrobiana  que fornece dados de resistência bacteriana geolocalizadas para apoiar a tomada de decisão clínica no ponto de atendimento. 
Epocrates Bugs + Drugs
Big Data é um tema que vem sendo pesquisado e se mostra como uma promessa futura para facilitar as análises e os processos de tomada de decisão clínica. Ainda há muito o que se pesquisar e as possibilidades são imensas na área da saúde.

Big Data pode acrescentar informações aos Prontuários eletrônicos em prol da melhoria do cuidado clínico? é um post original do TI Medicina. Quando copiá-lo, adicionar os devidos créditos.

Você também pode se interessar pelo post:

3 de jul. de 2013

Google Trends: trends in health informatics

Por Luciana Alves
Lançado em maio de 2006, o Google Trends inaugurou uma era onde é possível vasculhar o passado tardio e o mais recente, e vislumbrar o futuro de diversos assuntos para os mais variados interesses. Os termos mais procurados pelos internautas possibilitam que o Google Trends exiba aqueles mais populares em um determinado período de tempo.

Os resultados das pesquisas nesta ferramenta exibem gráficos com dados desde o início do ano de 2004, mapas e listas com os termos relacionados, podendo-se ainda realizar um filtro baseado na região de interesse. A versatilidade desta ferramenta possibilita ainda, comparar o volume de pesquisas de dois ou mais termos distintos.

Tendo em vista que o interesse por um determinado assunto pode sofrer variações ao longo do tempo, ou seja, passar por períodos de grande aumento ou queda, a ferramenta também disponibiliza, quando possível, uma indicação por meio de letras, de notícias relacionadas. A exibição desta informação pode ser útil, por exemplo, para se fazer inferências a respeito das causas de variações bruscas no interesse sobre um determinado assunto ao longo do tempo. O Google Trends consiste portanto, em uma ferramenta de análise, comparação, e estatísticas.

Para exemplificar, tomemos como exemplo o termo “health informatics”, pesquisado em 30 de junho de 2013. É importante se ter em mente que para exibição de dados é imprescindível que haja um volume de buscas suficiente para a geração das estatísticas.

Observe a Fig. 1.

FIGURA 1 – Gráfico referente ao volume de pesquisas pelo termo “health informatics”, compreendendo o período de Janeiro de 2004 a junho de 2013 (dados parciais), de acordo com pesquisa realizada no Google Trends em 30 de junho de 2013.
 
Fonte: Google Trends
Fazendo uma análise superficial a partir da interação com a ferramenta, é possível observar que, no período de janeiro de 2004 até o dia 30 de junho de 2013, algumas notícias na linha do tempo foram destaque:

- Março de 2004: Health informatics ready for next stage (TechCentral[1])
- Março de 2008: SLU to launch health informatics graduate program (Bz.journals.com)
- Abril de 2009: FRESH STARTS Health Informatics, Connecting the Dots of Medicine and Data (The New York)
- Setembro de 2009: UC adds health informatics track (Bz.journals.com)
- Abril de 2010: IT for docs with Pharex-PAFP's Health Informatics Program (Philippine Star)
-  Setembro de 2010: ICF International Awarded $31.8 Million Health Informatics Contract to Support U.S. Food and Drug Administration (MarketWatch)
-  Janeiro de 2012: Why NHS should insist on registered health informatics professionals (The Guardian)

Observa-se ainda que a partir de 2007 o interesse pelo termo começa a estabilizar, e desde então mantém-se a tendência de estabilidade. A previsão é que até junho de 2014 mantenha-se esta estabilidade relativa ao interesse por “health informatics”.[2]

A análise do volume de buscas por região, vislumbrado no mapa da Fig. 2, demonstra que Filipinas, Estados Unidos e Canadá exibem grande volume de buscas no período em análise, seguido pela Irlanda, Reino Unido, Austrália, Arábia Saudita e Índia. Também é possível verificar, o crescente interesse por assuntos relacionados à formação/capacitação profissional, e remuneração salarial, quando analisados os termos relacionados à “health informatics” de crescente interesse: “health informatics degree”, “health informatics salary”, e “masters health informatics”.

FIGURA 2 – Mapas do interesse regional e por cidades, e termos relacionados, à “health informatics”, de acordo com pesquisa realizada no Google Trends em 30 de junho de 2013.
Fonte: Google Trends


A Fig. 3 exibe os termos relacionados à “health informatics”, cujo interesse é crescente. O aumento repentino dos termos “health informatics degree”, “health informatics salary” e masters health informatics” aponta o interesse crescente pela remuneração no setor e capacitação/formação profissional.


FIGURA 3 – Mapa do interesse por cidade, e termos crescentes relacionados, à “health informatics”, de acordo com pesquisa realizada no Google Trends em 30 de junho de 2013.

Fonte: Google Trends


É! Quem precisa de espelho encantado, quando a gente pode perguntar ao Google Trends: Google trends, Google trends meu...





[1]O link para esta publicação não foi encontrado.
[2] Para saber o que significa o número “45” na Fig.1 acesse.


Luciana Alves é Neuropsicóloga, Mestre e Doutora em Ciências da Saúde, e faz Residência Pós-doutoral no Instituto de Ciências Biológicas - UFMG, com temática relacionada à Infoveillance & Infodemiology, junto ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Dengue. Ministra curso com temática relacionada com Informática em Saúde, coordena, como colaboradora, uma linha de pesquisa em Mobilidade em Saúde e Segurança da informação no np-Infosaude – UFMG. Fundou e Lidera uma atividade de cunho social denominada PACEMAKERusers.com, e é CEO - Chief Executive Officer na  Bionics Health and Technology.
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