1 de abr de 2012

Gartner Hyper Cycle e as novas tecnologias

Gartner introduziu o conceito de Hype Cycle, que são curvas de adoção de novas tecnologias, produtos e serviços.

Tentando simplificar o conceito, um Hype Cycle é a forma gráfica de representar a maturidade e a adoção de determinadas tecnologias. O termo foi criado pelo Gartner e não consegui encontrar uma tradução para o português. Aqui no Brasil o pessoal costuma chamar de HYPE CYCLES mesmo.
Basicamente o hype cycle caracteriza o exagerado entusiasmo inicial e subseqüente desapontamento que tipicamente acontece na introdução de novas tecnologias. O gráfico também pretende mostrar o que ocorre depois desse ciclo inicial, quando a tecnologia cai na real, passa a oferecer benefícios práticos e começa a ser efetivamente adotada pela sociedade.




Basicamente, o hype cycle compreende 5 fases:

"Technology Trigger" — é a primeira fase do hype cycle, quando a nova tecnologia gera grande interesse da mídia e da sociedade. Ou seja, é a fase do “só se fala nisso” ou “isso vai mudar o mundo”.

"Peak of Inflated Expectations" — na fase seguinte, com a mídia em cima bombando, é gerado um entusiasmo exagerado, bem carregado de expectativas não realistas. É uma mistura de aplicações bem sucedidas e decepções. É a fase do “não é bem assim” ou “é muito legal, mas não é aquilo tudo que tem sido dito”.

"Trough of Disillusionment" — Essa fase é inevitável. Ela ocorre porque a nova tecnologia não consegue atender toda a expectativa criada. Muitas vezes a imprensa deixa de falar sobre aquela tecnologia pois ela fica “fora de moda”. É a fase do “até que parecia legal”.

"Slope of Enlightenment" — Nessa fase, apesar do desinteresse da imprensa, a nova tecnologia continua a ser experimentada e até adotada em alguns negócios. É a fase “eu acho que está dando certo prá isso”.

"Plateau of Productivity" — A tecnologia alcança o “platô de produtividade”. Ou seja, ela passa a ser aceita de forma abrangente, se torna mais estável e já se vislumbra uma geração seguinte mais evoluída da tecnologia. A curva final do platô pode variar em função da aplicação da tecnologia, que pode ser abrangente ou específica para algum segmento de mercado.

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