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3 de dez. de 2016

Geo-Monitoramento na Saúde para melhor tomada de decisão

Estive no CBIS 2016 -  XV Congresso de Informática em Saúde em Goiânia e gostaria de mostrar 2 demonstrações que assisti e que me impressionaram bastante. O post de hoje será sobre uma demonstração do Conecta SUS Zilda Arns Neumann da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, que achei  que é muito útil do ponto de vista do gestor e do profissional de saúde.

A tecnologia apresentada junta o Sistemas de Informações Geográficas (SIG) que associa uma latitude e longitude a um endereço de uma ocorrência em saúde (morte, nascimento, caso de dengue, etc) ao Business Intelligence (BI) que é uma série de tecnologias, processos, práticas e ferramentas para a evolução de dados em informação e da informação em conhecimento para auxiliar as tomadas de decisão e obtenção dos indicadores de desempenho desejados.

Geo-Business Intelligence (Geo-BI) ou localização inteligente é um conjunto de tecnologias que combina SIG e BI para avaliação de resultados obtidos, planejamento e tomada de decisão. 


Carlos Augusto Tibiriçá apresentou brilhantemente um sistema de Geo-BI do Conecta SUS, onde é possível ver o geo-referenciamento de cada caso individualmente. 
Carlos Augusto Tibiriçá mostra o sistema geo-referenciado das gestantes  em Quirinólpolis de Goiás 
É possível perceber como os dados são na maioria não informados, 117, contra 13  de gestantes normais e 5 de alto risco, e nós profissionais de saúde somos responsáveis pela baixa qualidade dos dados. E aqui faço um comentários aos gestores: mostrem aos seus profissionais de saúde seuas ferramentas de gestão e o quão importante são os dados de qualidade! Se o profissional não vê benefício na burocracia, se ele não pode usar os dados que informa em benefício da assistência à saúde, preferirá SEMPRE atender bem o paciente e deixar a burocracia mal feita. 

Ele mostrou também a gestão da Dengue, pode ser feita a cada paciente, como quando do bloqueio de caso de Dengue, que consiste em tratamento de criadouros em uma região circunferencial de 150m de cada paciente confirmado com dengue.


Cada ponto,  no slide abaixo, na tela do Módulo SIG no Sistema de Administração e Controle da Dengue - SACD,  é um caso bloqueado (verde), ainda não bloqueado (vermelho) e não informado (branco) no município de Anápolis. Clicando em cada caso é possível ver o nº da notificação, endereço, data do início do bloqueio e até a quantidade de larvicida usada. 
Bloqueio de caso de Dengue
As possibilidades são infinitas! O importante a ser ressaltado é que uma excelente ferramenta na mão de um profissional limitado não o torna mais competente ou com mais conhecimento, por isso há que se valorizar imensamente o trabalho desse pessoal. Utilizam ferramentas open source para criar um sistema de Geo-Business Intelligence, que nas mãos de profissionais competentes transformam dados em conhecimento para tomada de decisão oportuna.

Quem quiser saber mais, acesse: 

TIBIRIÇÁ, C. A. G.; RINCON, J. P.; ESMERALDO, L. L.; et al. Geo-Business Intelligence: Um Modelo Aplicado ao Monitoramento em Tempo Oportuno de Saúde Pública. Anais do XV Congresso Brasileiro de Informática em Saúde, p. 50–53, 2016. Disponível em: http://www.sbis.org.br/biblioteca_virtual/cbis/Anais_CBIS_2016_Diversos.pdf

11 de jun. de 2016

Nutrição e Fitness, Dispositivos wearables e registros eletrônicos de saúde

Quantified Self, Mobilidade e Saúde: Palestra muito interessante com 13' de duração, do prof. Renato Sabbatini sobre uso de dispositivos de fitness para registro de atividades físicas, nutricionais e a utilização em registros eletrônicos pessoais de saúde.





Leia também:

Lista dos sensores vestíveis no mercado ou em desenvolvimento

7 de abr. de 2016

Painel de Big Data em 2016 - Inteligência Artificial a serviço da Saúde

Matt Turck escreveu o post "Is Big Data Still a Thing? (The 2016 Big Data Landscape)" onde mostra o panorama atual de Big Data e como ela está se tornando a nova Inteligência Artificial, inclusive na área da saúde.
"A grande tendência ao longo dos últimos meses em análise de Big Data tem sido o foco crescente em inteligência artificial (em suas diversas formas e sabores) para ajudar a analisar enormes quantidades de dados e derivar percepções preditivas.(...) Os algoritmos para aprendizagem profunda (a área da IA que recebe mais atenção nos dias de hoje) foram criados há décadas atrás, mas não mostraram todo o seu potencial até que pudessem ser aplicados a grandes quantidades de dados baratos e rápidos. (...) A combinação de Big Data e IA irá impulsionar a inovação em praticamente todos os setores. A partir dessa perspectiva, a oportunidade de Big Data é provavelmente ainda maior do que as pessoas pensavam." Matt Turck
Abaixo podemos ver um panorama atual da Big Data dividida em infraestrutura, análise e aplicações, atualizada em 23/03/2016, isto é, bem recente.

Matt Turck -big data landscape

Para a imagem em tamanho grande, clique aqui. Para a lista das empresas, clique aqui.
Na área da saúde temos 2 áreas que chama a atenção: fonte de dados e API e Aplicações em Life Science.

Fonte de dados e API em Big data em Saúde


Fonte de dados e API em Big data em Saúde
  • Jawbone: Aplicativo UP usa o telefone ou smartwatch compatível para monitorar os movimentos, permite registrar alimentos e sono e mostra como fazer ajustes simples que, com o tempo, renovam o usuário por completo. Possui monitores de atividade física também: 
  • Garmin: um dos principais produtores de dispositivos de fitness que ajudam as pessoas a atingir seus objetivos, com dispositivos para atividades diárias, caminhada, corrida, natação ou uma combinação de atividades, além de ciclismo, natação corrida e poliesportiva.
  • Practice Fusion: conecta médicos, pacientes e dados para conduzir melhor saúde e salvar vidas, plataforma clínica em tempo real de dados não-identificados.
  • Fitbit: vários modelos de dispositivos tracker para todos os gostos.
  • Withings: dispositivos wireless de pressão arterial, peso, temperatura, atividade e muito mais, vendidos no site da Apple.
  • Validic: plataforma de tecnologia baseada em nuvem que conecta os dados gravados do usuário, desde aplicativos de saúde, dispositivos e wearables à empresas, como Kaiser Permanent, Cerner, sistemas hospitalares, fornecedores, empresas farmacêuticas, contribuintes, plataformas de tecnologia de informação de saúde, clubes de saúde e empresas de bem-estar.
  • Netatmo: Câmera com reconhecimento de face.
  • Kinsa: termômetro que junto com aplicativo, relaciona a febre e os sintomas informando aos pais quando é motivo de preocupação.
  • HumanAPI: acesso em tempo real aos dados de saúde digitais estruturados a partir de fornecedores, laboratórios, farmácias, dispositivos e aplicativos, permite conectar o mundo de dados de saúde para a sua aplicação com uma única API.


Aplicações de Big Data em Life Scienses 
Aplicações de Big Data em Life Scienses 
  • 23andMe:  serviço de análise de DNA fornecendo informações e ferramentas para as pessoas para conhecer e explorar seu DNA.
  • 3scan: visa alargar a compreensão da biologia passado o dogma central para fornecer uma compreensão da estrutura, função e mau funcionamento dos tecidos normais e patológicos em 2D e 3D. Com várias modalidades de imagem disponíveis, podemos capturar, manipular, analisar e quantificar uma grande variedade de informações estruturais para fornecer insights sobre o seu investigação problemas.
  • AiCure: soluções avançadas de adesão à medicação alimentado por inteligência artificial
  • Atomwise: usando supercomputadores para prever, com antecedência, que potenciais medicamentos vai funcionar, e quais não. Usando algoritmos de aprendizado de máquina para analisar as bases de dados para dizer a diferença entre quais drogas são indicadas e quais serão tóxicas, e descobrir novos usos para medicamentos antigos. 
  • Bina Technologies: soluções para análise genômica secundária e terciária, gestão de dados end-to-end e colaboração eficaz. As soluções  ajudam a organizar, encontrar e compartilhar ideias como grandes volumes de dados e  genômica.
  • Counsyl: análise de DNA para pré-concepção, pré-natal, câncer hereditário, e mias.
  • Deep Genomics: aprendizagem de máquina, biologia do genoma e da medicina de precisão, nova geração de tecnologias computacionais que podem nos dizer o que vai acontecerá dentro de uma célula quando o DNA é alterado pela variação genética, de ocorrência natural ou terapêutico. Banco de dados SPIDEX TM , um conjunto abrangente de mutações e seus efeitos previstos no splicing de RNA em todo o genoma humano.
  • Diassess: análise de DNA com objetivos médicos, forenses, químicos, industrial e agricultura.
  • Enlitic: tecnologia de aprendizagem profunda para a medicina, contextualiza os dados de imagem comparando-a com grandes conjuntos de dados de imagens do passado, e através da análise de dados clínicos auxiliares, incluindo os relatórios clínicos e estudos de laboratório. Fornece insights ao médico em tempo real ou retrospectivo.
  • Flatiron Health: plataforma de evidências para oncologia, ferramenta de análise que desbloqueia dados de vários sistemas e fornece insights clínicos detalhados e inteligência de negócios. 
  • Ginger.io: empresa fez um app que acompanha sua saúde mental, medindo níveis de paciência e depressão.
  • Glow: rastreamento de saúde pessoal abordando período menstrual e vida sexual, fertilidade, gravidez e bebê.
  • Grand Round Table: solução de suporte a decisão clínica integrado ao Registro eletrônico de Saúde
  • HealthTap: uma plataforma com mais de 60 mil médicos para atender pacientes online, base de conhecimento mais abrangente do mundo de informações pessoais de saúde criado pelo médico, e organizado com a ontologia proprietária da empresa, não só para os usuários e médicos, mas também para os desenvolvedores.
  • HumanDX:  é um esforço mundial para mapear qualquer problema de saúde aos seus possíveis diagnósticos . O Projeto coleta e interpreta as contribuições online de membros das comunidades médicas , científicas e de paciente para criar o primeiro sistema de diagnóstico aberto do mundo .
  • Kyruus: plataforma empresarial orientada a dados ajuda os sistemas de saúde a otimizar sua capacidade clínica e melhorar a experiência do paciente em todos os pontos de entrada.
  • Metabiota: análise de risco, abordagem diferente às ameaças de doenças infecciosas, soluções para transformar a informação de saúde em inteligência acionável.
  • Ovuline:nova geração de apps de saúde construídos por cientistas e médicos usando algoritmos sofisticados, para a saúde feminina
  • Pathway: análise de DNA, com IBM Watson, fornece aos usuários informação de saúde validada e personalizada entregue em qualquer dispositivo, incluindo informação somática e câncer hereditário , saúde cardíaca , triagem de portadores , dieta e perda de peso , bem como a resposta à drogapara medicamentos específicos, incluindo os utilizados na gestão da dor e saúde mental.
  • Recombine: análise de DNA
  • SolveBio: Plataforma de Genomic Intelligence para Medicina de precisão.
  • Transcriptic: acesse um laboratório celular e de biologia molecular totalmente automatizado diretamente do seu navegador. 
  • Tute Genomics: plataforma de genômica, armazena e gerenciar grandes repositórios de dados genômicos.
  • uBiome:  mapeia o microbioma humano, serviço de sequenciamento fornece informações e ferramentas para explorar as populações de bactérias que vivem sobre e dentro do corpo. Com base em pesquisas do Projeto Microbioma Humano NIH , aperfeiçoou a tecnologia para realizar estudos microbioma em grande escala.
  • Vital Labs:  processamento de imagens médicas, análise de dados, e desenvolvimento de produtos voltado para o consumidor.
  • Zephyr Health: organizar e visualizar os dados globais de saúde para ajudar os clientes indicar terapias de acordo com as necessidades do cliente.
  • Zymergen: biotecnologiaa, biologia, automação, aprendizado de máquina e arquitetura de dados, desenvolvendo novas formas  mais eficientes e mais confiáveis ​​para otimizar microrganismos para a fermentação industrial.

Vemos big data aplicada em Genômica para Medicina de Precisão, Farmacogenômica, banco de dados gerando Suporte a Decisão Clínica para integrar a prontuários eletrônicos, Insights relacionando história clínica e exames de imagens, tudo isso utilizando a enormidade de dados disponíveis.  E empresas produzindo dispositivos para capturar esses dados, aprimorando smartphones para se tornarem cada vez mais um sensor de saúde e bem estar.

Um mundo de evidências está disponível para ser descoberto e melhorar nossa prática clínica diária. E penso que o conceito de algoritmos foi introduzido em 1936 com a Máquina de Turing de Alan Turing e pelo cálculo lambda de Alonzo Church, e que só na década de 80 foram relembrados e aplicados adequadamente devido a evolução dos microprocessadores e computadores. 

Inteligência artificial é o estudo de como fazer os computadores realizarem tarefas que, no momento, as pessoas realizam melhor, o que inclui a capacidade de adquirir e aplicar conhecimentos aprendidos. (Almir Olivette Artero - Inteligência Artificial - Teoria e Prática). Praticar Medicina ainda é algo que fazemos melhor que os computadores.  Os algoritmos e as máquinas ainda não são tão bons na análise do discurso do paciente, pois o paciente intui uma grande quantidade de conhecimento de senso comum que pressupõe que o médico possua, e usa a ambiguidade, assumindo que o médico perceba. Computadores ainda não o fazem. AINDA.

5 de abr. de 2016

O Radiologista automatizado da IBM pode ler imagens e registros médicos

Do blog Technology Review vem esse artigo superinteressante sobre o Avicena, um software da IBM que usa algoritmos de processamento de imagem juntamente com outros algoritmos de interpretação de texto (nos registros médicos), para sugestão de diagnóstico no auxílio a radiologistas.  É o aprendizado de máquina e a inteligência artificial aliando-se à prática clínica. Confira:

A maioria dos softwares inteligentes em uso hoje é especializada em um tipo de dado, seja interpretando texto ou adivinhando o conteúdo de fotos. O software em desenvolvimento na IBM tem que fazer tudo isso ao mesmo tempo. Está treinando para se tornar um assistente do radiologista.
O software tem o apelido de Avicena, em homenagem ao filósofo do século 11 que escreveu uma enciclopédia médica influente. Ele pode identificar características anatômicas e anormalidades em imagens médicas, tais como tomografia computadorizada e também se baseia em texto e outros dados no prontuário do paciente para sugerir possíveis diagnósticos e tratamentos.
Avicena foi projetado para ser utilizado pelos cardiologistas e radiologistas para acelerar seu trabalho e reduzir os erros e atualmente é especializada em radiologia cardiológica e de mama. Está atualmente sendo testado e refinado usando imagens e registros médicos anônimos. Mas Tanveer Syeda-Mahmood, um pesquisador do laboratório de pesquisa da IBM em Almaden perto de San Jose, Califórnia, e cientista-chefe do projeto, diz que a sua equipe e outros na empresa já estão se preparando para começar a testar o software fora do laboratório com grandes volumes de dados reais de pacientes. "Estamos começando os preparativos para a comercialização", diz ela.
Avicena "olha" imagens médicas utilizando um conjunto de diferentes algoritmos de processamento de imagem com diferentes especialidades. Alguns foram treinados para avaliar a distância para dentro do peito do paciente de uma imagem que foi tirada, por exemplo. Outros podem identificar os órgãos ou rotular anormalidades como coágulos sanguíneos. Alguns desses componentes de imagem usam uma técnica chamada de aprendizagem profunda, que produziu recentemente grandes saltos na precisão de software de reconhecimento de imagem (veja "AI Advances Make It Possible to Search, Shop with Images").
Os algoritmos de processamento de imagem trabalham ao lado de outros que foram treinados para interpretar o texto e resultados de testes em registros médicos. Avicena tem um sistema de "raciocínio" que se enquadra na saída de todos esses sinais diferentes para sugerir possíveis diagnósticos para um paciente. Ele mostra um resumo de seu raciocínio para a pessoa que trabalha com o software.
Imagem: O software da IBM, Avicena, destacou possíveis embolias em uma tomografia em verde, encontrando virtualmente o mesmo problema que um radiologista humano que marcou a imagem em vermelho.

Em uma demonstração do sistema, Syeda-Mahmood mostrou Avicena avaliando o caso de uma mulher de 28 anos de idade, queixando-se de falta de ar. O prontuário da paciente tinha imagens de pulmão e angiograma dos vasos sanguíneos em torno de seus pulmões, alguns exames de sangue e texto, observando que sua mãe tinha passado por vários abortos.
Avicenna sabia que o histórico da família poderia ser associado com uma tendência de formar coágulos sanguíneos, o que pode levar a abortos, conhecimento que mudou como as imagens do angiograma foram analisadas. O software sugeriu embolia pulmonar como o diagnóstico mais provável e destacou várias embolias possíveis em artérias pulmonares direita e esquerda do paciente. Quando um radiologista de forma independente analisou o mesmo caso, ele fez o mesmo diagnóstico e destacou mais ou menos exatamente as mesmas embolias.
IBM não são os únicos pesquisadores tentando construir software que combina texto e outros dados de registros médicos para funcionar como um radiologista. Mas Kenji Suzuki, professor associado no centro de pesquisa de imagens médicas no Instituto de Tecnologia de Illinois, diz que as ambições comerciais da IBM para Avicena são únicos. "Nenhuma outra empresa está a tentar ou prevendo que a integração total de texto, dados estruturados e imagiologia médica", diz ele.
No entanto, com base no que ele tem visto do projeto até agora, Suzuki diz que o processamento de imagem do Avicena e os poderes de diagnóstico ainda precisam se tornar mais precisos e flexíveis. Mesmo depois de fazer essas melhorias, para ter vendas significativas, a IBM terá de integrar seu ajudante automatizado com os sistemas de TI de hospitais existentes e provar que tem benefícios econômicos - "como reduzir o custo total do hospital, o reembolso do seguro, ou os riscos de ações judiciais", diz Suzuki.
Syeda-Mahmood diz que tornar o Avicena mais preciso é uma das principais prioridades da sua equipe, embora o objetivo seja ajudar os radiologistas e não substituí-los. E ela acredita que a IBM tem uma vantagem sobre as outras empresas tentando construir este tipo de software.
Isso porque fazer um sistema de aprendizado de máquina mais preciso requer oferecer a ele muitos dados de exemplo para refinar suas habilidades. A IBM já acumulou uma grande coleção de imagens médicas e registros e está no processo de torna-la muito maior.
No ano passado a empresa adquiriu uma coleção de milhares de imagens médicas, quando adquiriu a empresa Merge Healthcare. Essas imagens ainda não estão disponíveis para Avicena, mas quando estiverem, poderão ajudar a tornar o software mais preciso, diz Syeda-Mahmood. O projeto também pode obter um aumento de 50 milhões de registos de saúde electrônicos anônimos que a IBM recebeu na aquisição do ano passado de uma startup chamada Explorys.
Este artigo pertence a coleção Como treinar suas máquinas

6 de mar. de 2016

Whatsapp, criptografia e segurança de dados para telemedicina


Whatsapp é um app para celulares e web, de troca de mensagens (voz, texto, imagem, vídeos e documentos) que a cada dia mais tem sido usado à revelia do CFM, entre médicos e seus colegas e entre médicos e pacientes.

O CFM define a telemedicina como "o exercício da medicina mediante a utilização de metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em saúde". 

Face a interpretação de que se trata de ato médico, os serviços prestados através da telemedicina deverão oferecer infra-estrutura tecnológica apropriada e obedecer as normas técnicas do CFM, no que se refere à guarda, manuseio, transmissão de dados, confidencialidade, privacidade e garantia do sigilo profissional. De acordo com a legislação, em caso de emergência ou quando for solicitado pelo médico responsável, o profissional que emitir o laudo a distância poderá oferecer o devido suporte diagnóstico e terapêutico. O artigo 4.º ressalta, contudo, que a responsabilidade profissional é do médico assistente do paciente; os demais envolvidos responderão solidariamente na proporção em que contribuírem por eventual dano ao paciente.

Uma informação interessante, que a maioria dos leigos desconhece, é que telemedicina é de médico para médico, do médico que assiste o paciente ao médico consultor. Telessaúde envolve profissionais de saúde em geral e pacientes. 

O que falta no app para ser usado na telemedicina?
  • Segurança de dados: o app Whatsapp usa a criptografia end-to-end, o que significa que as mensagens estão criptografadas nos servidores da empresa, e só podem ser lidas/vistas/baixadas no celular que enviou e no que recebeu. Portanto, é segura o bastante, como se pode ver no recente episódio envolvendo a Justiça Brasileira e o Facebook.  Mas o CFM e a SBIS, que definiram os padrões de segurança para a telemedicina, ainda não tem um projeto ou estudo envolvendo segurança de dados em saúde e aplicativos móveis, infelizmente.
  • Guarda, manuseio, confidencialidade, privacidade e garantia do sigilo profissional:  todas essas questões, no que se refere ao aplicativo, ficam muito restritas ao comportamento do médico em relação às boas práticas de segurança na internet. O único entrave seria a guarda propriamente dita. O ideal seria a exportação da conversa para um Prontuário Eletrônico como parte de um atendimento. Para saber mais, veja CERT.br e o artigo  TI Móvel na Saúde: Privacidade, Confidencialidade e Segurança.
  • Inscrição no CRM:a pessoa jurídica que presta serviço de Telemedicina deve estar inscrito no Cadastro de Pessoa Jurídica do Conselho Regional de Medicina do estado onde estão situadas, com a respectiva responsabilidade técnica de um médico regularmente inscrito no Conselho e a apresentação da relação dos médicos que componentes de seus quadros funcionais. Para uso do aplicativo por médicos, e esse pré-requisito já está cumprido.
A evolução da tecnologia é muito rápida e a morosidade das nossas instituições fazem com que o uso de tecnologias pelos médicos deixem de lado a regulamentação da categoria em prol de uma maior agilidade de processos e melhor atendimento à Saúde. 
Continuaremos usando essa ferramenta tão útil para discussão de casos clínicos, passagem de plantão, encaminhamento de casos médicos e segunda opinião, mesmo que o CFM continue ignorando as novas tendências da profissão.
Whatsapp, criptografia e segurança de dados para telemedicina é um artigo original do TI Medicina.

25 de fev. de 2016

CBIS 2016- Congresso de Informática em Saúde em Goiânia de 27 a 30/07



A Sociedade Brasileira de Informática em Saúde - SBIS, juntamente com a Comissão de Governança da Informação em Saúde da Universidade Federal de Goiás - CGIS-UFG (Comissão de Organização Local), realizarão no período de 27 a 30 de novembro, em Goiânia-GO, o CBIS 2016 - XV Congresso Brasileiro de Informática em Saúde.O CBIS é um evento com ampla programação técnica e científica, com exposições de empresas e soluções do setor.

Submissão de trabalhos (todas as categorias): de 15/03/2016 a 31/05/2016


Eixos Temáticos para Submissões:

  • Eixo I: Sistemas clínicos
Dispositivos móveis aplicados ao cuidado em saúde (m-Health)
Padrões para troca de informações
Plataformas e portais para pacientes
Prontuário eletrônico
Registro eletrônico em saúde
Robótica e realidade virtual aplicados ao cuidado em saúde
Computação gráfica e processamento de sinais e imagens em saúde
Sistemas de apoio à decisão clínica
Sistemas de prescrição e ordens
Sistemas para enfermagem
Sistemas para equipe multidisciplinar e outras áreas da saúde
Telessaúde

  • Eixo II: Informática disciplinar e transdisciplinar aplicada à saúde
Aplicações em dispositivos móveis para educação em saúde e auto-cuidado
Apoio ao ensino e educação continuada
Biodispositivos
Bioinformática translacional
Ética aplicada à informática em saúde
Infodemiologia: epidemiologia e big-data
Informática aplicada à farmácia
Informática aplicada à odontologia
Mineração de dados e Big data
Portais de informação em saúde
Processamento de imagens e sinais biomédicos
Segurança da informação
Sistemas de informação georreferenciada
Terminologias, ontologias, vocabulários controlados

  • Eixo III: Organização, gestão e impacto social da informática em saúde
Formação de Recursos Humanos
Financiamento e Valorização de P&D em Informática em Saude
Acesso à informação
Avaliação de tecnologias em saúde
Barreiras para implementação de sistemas clínicos
Indicadores de saúde: painéis de monitoramento, salas de situação, controle de epidemias
Os sistemas de informação na Saúde Pública
Outros aspectos em saúde pública
Política nacional de informática em saúde
Políticas públicas para saúde com apoio da informática
Estratégia de e-Saúde para o Brasil
Revisões sistemáticas sobre Informática em Saúde
Segurança da informação, aspectos legais e questões éticas em sistemas nacionais

  • Datas Importantes:
Submissão de trabalhos (todas as categorias): de 15/03/2016 a 31/05/2016
Notificação de aceite: 08/08/2016
Envio da versão final para anais do evento: 31/10/2016
Prazo para inscrição de pelo menos um coautor: 31/10/2016
Publicação online dos anais do evento: 25/11/2016
Siga o CBIS 2016 nas redes sociais.

Saiba Mais!

23 de fev. de 2016

Palestra Online: Tecnologia da Informação Aplicada à Educação Distância 07/03 às 20:00

Assine o Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/1514244738881052/

A Diretoria de Educação da SBIS tem o prazer de convidar a todos para a 1ª palestra do VII Ciclo de Seminários Online de Informática em Saúde. No dia 07/03/2016, teremos a palestra Tecnologia da Informação Aplicada à Educação Distância - Importância e Perspectivas atuais no Brasil.

Resumo: O processo de ensino e aprendizagem estão diretamente ligados aos processos de comunicação. As TICs, nos últimos anos, tem propiciado diversas mudanças na área educacional, quer pela tecnologia utilizada, assim como também influenciando a forma de apresentação dos conteúdos. O número de estudantes a distância cresce em todo o mundo paralelo às oportunidades de formação profissional a distância. O tema é de grande interesse para interessados em informática aplicada à saúde pois os instrumentos educacionais em grande parte resultam do trabalho conjunto e multiprofissional nas areas das ciências da saúde, educação e da computação.


Palestra: Tecnologia da Informação Aplicada à Educação Distância - Importância e Perspectivas atuais no Brasil.

Data: 07/13/2016

Horário: 20h00 às 21h30

Palestrante: Prof. Marcio L Bunte de Carvalho

Mini Currículo da palestrante:

Mestrado em Industrial Engineering And Operations Research - University of California at Berkeley (1986), mestrado em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG (1983) e graduação em Engenharia Mecânica pela UFMG (1980). Atualmente é Professor Assistente do Departamento de Ciência da Computação da UFMG, Diretor do Laboratório de Computação Científica/Cenapad da UFMG .É secretario executivo do Comitê Gestor do Programa Interministerial para a implantação e manutenção da RNP - Rede Nacional de Ensino e Pesquisa do Governo Federal. Faz parte da coordenação do Projeto da Plataforma Arouca/UNA-SUS, coordena o Comitê Gestor da Rede ComepBH. Colaborador de Projetos em Telessaúde da Faculdade de Medicina da UFMG. Foi presidente da Câmara de Ensino Superior do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais e Diretor da Associação Brasileira de Educação a Distância. Tem experiência na coordenação e desenvolvimento de vários projetos na área de Ciência da Computação, com ênfase em Matemática da Computação, atuando principalmente em: educação a distância, computação paralela, descoberta do conhecimento em bancos de dados e segurança na internet.

Você é nosso convidado. A palestra é aberta ao público em geral, sem necessidade de inscrição prévia. Para acessar a sala virtual de webconferência, utilize um navegador de internet, acesse o link abaixo e entre na sala como Convidado, usando o link:

http://meet52658369.adobeconnect.com/vii_ciclo_seminarios_online_sbis/

Atenciosamente,

Diretoria de Educação SBIS - Zilma Reis e Juliana Souza-Zinader
Diretoria de Comunicação SBIS - Abel Magalhães e Leandra Carneiro

30 de jan. de 2016

A implantação de iniciativas em saúde baseada em evidências: recomendações aos gestores da saúde

"O uso apropriado da evidência científica pode nortear a decisão clínica com benefícios e redução de danos ao paciente." (ATALLAH, A.N.; CASTRO, A.A. Fundamentos da pesquisa clínica. São Paulo: Lemos Editorial, 1998.)

O benefício do uso de evidências na prática clínica já é muito conhecido dos médicos. O problema todo está em destinar um tempo a procura dessas informações e selecionar as fontes adequadas e respeitadas. Do meu ponto de vista, é inadismissível que médicos usem a Wikipedia como fonte de informação clínica, como informado no relatório The Digital Health Debate 2015 .

Há cerca de 1 ano, o blog chamou médicos para participar de um estudo sobre o impacto de informações disponibilizadas no portal Saúde Baseada em Evidências na prática clínica dos profissionais de saúde do Estado de São Paulo (aqui).


O resultado deste estudo encontra-se no artigo "A implantação de iniciativas em saúde baseada em evidências: recomendações aos gestores da saúde" do Prof. Dr. Ivan Ricarte e Profª Dra. Cristiane Galvão. Sintetiza as principais lições aprendidas durante a execução do projeto para que possam ser consideradas por gestores da saúde quando da implantação de iniciativas com foco na saúde baseada em evidências.

Eu participei do estudo e confesso que foi muito útil e oportuno receber as principais evidências no meu email. Como parte do estudo, os médicos avaliavam as evidências recebidas e o resultado pode ver visto no gráfico abaixo.


A conclusão que o estudo chega é:

"Profissionais de saúde precisam de informação adequada, resumida e facilmente acessível, mas possuem pouco tempo para se manterem atualizados. Assim, é fundamental o estabelecimento de equipes para a busca, seleção e disseminação de evidência. Equipes interdisciplinares, incluindo profissionais de biblioteconomia, informática e saúde, viabilizam o desenvolvimento de serviços inovadores e adequados às demandas informacionais dos contextos clínicos do século 21."

Lamentavelmente, os gestores não estão interessados na formação ou qualidade de atendimento médico dos seus usuários e sim nos números de atendimento e na presteza ou agilidade. 

18 de jun. de 2015

Inscrições para Especialização em Informática em saúde pela UNIFESP à distância (2015-2016)



Está aberto  o processo de seleção do Curso de Especialização em Informática em Saúde UAB/UNIFESP, modalidade a distância. O período de inscrição vai de 17/06 a 15/07/2015.


Edital para TUTORES se candidatarem para trabalhar no curso

Especialização em Informática em Saúde

Objetivos do Curso
Oferecer as condições necessárias à especialização em informática em saúde na modalidade educação a distância aos profissionais interessados;
Socializar conhecimentos já produzidos e organizados da área da informática em saúde;
Desencadear novos processos sistematizados e orientados de produção de conhecimento em informática em saúde;
Proporcionar conhecimentos suficientes para a gestão de serviços de informática no ambiente de saúde.
Público Alvo
Este curso destina-se a profissionais graduados, com nível superior concluído, das áreas de saúde, biológicas, exatas e humanas com interesse de formação em informática em saúde.
Concepção do Curso
Esse curso é realizado na modalidade à distância, utilizando o ambiente virtual de aprendizagem oficial da UNIFESP, que é a plataforma Moodle, para apresentação
do conteúdo e para o cumprimento das atividades avaliativas.
O curso baseia-se na compreensão da aprendizagem como um processo de construção coletiva de conhecimentos a partir da reflexão sobre a prática. Proporciona aos participantes um conjunto de experiências de aprendizagem individual e coletiva com o objetivo de prepará-los para entender e atuar em hospitais e serviços de saúde onde haja sistemas de informação de saúde e outros recursos baseados no uso das tecnologias de informação e comunicação na saúde.
Possui acompanhamento de tutoria. Os tutores são especialistas no conteúdo do curso e selecionados previamente pela Coordenação. Durante todo o curso, o tutor estará disponível para:ƒƒ esclarecer dúvidas sobre o conteúdo do curso; acompanhar a frequência e o aproveitamento dos participantes; receber sugestões para melhoria do curso; facilitar o entendimento das disciplinas e acompanhar o aluno no processo de aprendizagem.
Temas Abordados
História da Informática em Saúde
Fundamentos da Informática em Saúde
Fundamentos das Ciências da Saúde
Fundamentos das Ciências da Computação
Estratégias e Técnicas de Gerenciamento de Dados
Bases de Dados em Saúde
Sistemas de Informação em Saúde
Prontuário Eletrônico do Paciente
Metodologia Científica em Informática em Saúde
Imagens Médicas
Telemedicina e Telessaúde
Padrões de Normatização em Informática em Saúde
Gestão e Economia em Saúde
Tecnologias para Capacitação Profissional em Saúde
Carga Horária
490 horas
Início e Duração
23 de agosto de 2015, 15 meses
Turno
Realizado a distância, com indicação de duas horas diárias de estudo, 5 dias na semana, com 3 encontros presenciais ao longo do curso no polo UAB (aos sábados)
Valor da Inscrição e Mensalidade
Curso gratuito
Local da Inscrição: http://portal.uab.unifesp.br/?p=1979
Certificação
O aluno que cumprir satisfatoriamente todas as exigências do curso receberá Certificado de Pós-Graduação Lato Sensu, em nível de Especialização, em “Especialização em Informática em Saúde”, expedido pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP – EPM e credenciado pelo MEC (Credenciamento para a oferta de cursos superiores à distância – Portaria nº 804/06 de 27/03/2006 publicada em 28/03/2006).

29 de abr. de 2015

Aplicativos Médicos: Imagem da semana UFMG: quiz de casos clínicos


Tela inicial
Teste seus conhecimentos em Medicina com o novo aplicativo paras Android do Imagem da Semana!


O app Imagem da Semana  foi criado e revisado por acadêmicos e professores da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, este quiz foi projetado para servir como plataforma de ensino interativa aberta ao público.
Tela Jogar

Tela caso clínico


Sobre o Projeto Imagem da Semana:

O projeto Imagem da Semana é uma ferramenta de e-learning criada em 2010 na Faculdade de Medicina da UFMG (FM-UFMG) e consiste na apresentação semanal de um caso clínico online, associado a uma imagem, e de uma questão para teste de conhecimentos. A identificação da resposta correta permite o acesso à discussão do caso e à revisão do conteúdo teórico. Todo o material produzido é de livre acesso pelo portal do projeto no site da FM-UFMG (www.medicina.ufmg.br/imagemdasemana). O melhor caso do trimestre, eleito por comissão julgadora formada por professores da FM-UFMG, é premiado com a publicação na Revista Médica de Minas Gerais (RMMG), na seção de Imagem criada especialmente para este fim.

Atualmente, o portal Imagem da Semana conta com uma média de 5.500 acessos/mês, totalizando aproximadamente 110.000 acessos entre outubro de 2010 a outubro de 2013. Nas duas pesquisas de opinião realizadas em 2011 e 2012, o conteúdo do portal foi considerado "bom" ou "muito bom" tanto para o ensino de graduação como para a atualização de conteúdo teórico. Esse reconhecimento foi traduzido na sua utilização como material de educação continuada por tutores de profissionais da Estratégia de Saúde da Família (ESF) em Belo Horizonte e no interesse demostrado pela cooperativa médica UNIMED-BH em exibir o conteúdo do projeto em seu portal destinado aos médicos cooperados.

 App Imagem da Semana
Idioma: português
Preço: gratuito

18 de fev. de 2015

Palestra Online Gratuita: Qualidade de dados em Sistemas de informação em Saúde

Iniciando o VI Ciclo de Seminários On-Line em TI em Saúde da Scociedade Brasileira de Informática em Saúde- SBIS, anunciamos a Palestra com Prof Ricardo João Cruz-Correia, docente do Departamento de Ciência da Informação e do Apoio a Decisão em Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto / Portugal. Formado em Ciência da Computaçao, é Doutor em Informática Medica. Coordena o Mestrado em Informática Médica nesta universidade. Autor de inúmeros artigos científicos (100 publicações), é também docente responsavel pelo Curso de Educaçao Contínua: Introduçao à Norma openEHR. 

Palestra online: Qualidade de dados em Sistemas de Informação em Saúde
Data: 02/03/2015
Horário: 20:00 até 21:30

Realização: Diretoria de educação da SBIS

Não é preciso se inscrever antecipadamente. Basta no dia e horário indicados da palestra, entrar como Convidado com seu nome na webconferência.

9 de fev. de 2015

O que faz um médico especialista em Informática em Saúde?

áreas de atuação do Médico Informata em Saúde

O que é Informática em Saúde?

A Informática em Saúde estuda e desenvolve sistemas computacionais para apoio às atividades médicas, trabalhando com análise e processamento digital de sinais bioelétricos, processamento digital de imagens médicas, desenvolvimento de sistemas de monitoração, apoio ao diagnóstico e à decisão e sistemas de instrução inteligente auxiliada por computador.

O que faz um Médico Informata?

Os médicos que praticam Informática Médica colaboram com outros profissionais de saúde e de tecnologia da informação para analisar, projetar , implementar e avaliar as tecnologias de informação e de comunicação (TICS) que melhoram os resultados de saúde individuais e da população,  a assistência ao paciente e reforçam a relação médico -paciente. 


Esses profissionais usam seu conhecimento da assistência ao paciente combinado com sua compreensão dos conceitos de informática , métodos e ferramentas para : 
  • Avaliar as necessidades de informação e de conhecimento dos profissionais de saúde e pacientes; 
  • Caracterizar, avaliar e aperfeiçoar processos clínicos; 
  • Desenvolver, implementar aquisição, personalização, desenvolvimento, implementação, gestão, avaliação e melhoria contínua dos sistemas de informação clínica .

Áreas de atuação:
  1. Sistemas de informação em Saúde
  2. Certificação Registros eletrônicos em Saúde da SBIS
  3. Telemedicina e telessaúde
  4. Internet em saúde
  5. Padronização de informação em saúde: nomenclaturas, ontologias
  6. Mineração de dados em Informação Médica
  7. Educação Médica em EAD
  8. Processamento de Imagens Médicas
  9. Sistemas de Apoio a decisão clínica
  10. Prontuário eletrônico do Paciente
Retirado do site: http://timedicina.com.br

6 de jan. de 2015

Têndêcias Tecnológicas para Medicina em 2015

Retornando às atividades do blog após pequenas férias, abordarei algumas tendências de tecnologias que devem ser aprimoradas ou mais utilizadas em 2015 na Medicina.

1- Medicina na Nuvem:

Utilizar memória, capacidade de armazenamento, softwares, programas médicos, ferramentas, base de dados, etc, compartilhados e interligados por meio da internet, sem necessidade de instalar programas ou armazenar dados é o que fazemos quando utilizamos a computação em nuvem. Cada vez mais esses recursos são utilizados pelos médicos com a vantagem de economia de custos, onde não é preciso investir em infraestrutura como servidores e licenças de software. A possibilidade de ajustar o que é pago ao que é demandado, facilita no momento de adequar o sistema às necessidades do profissional, como pagar valores diferenciados por um Prontuário Eletrônico online, de acordo com a quantidade de profissionais que o usarão. Outra vantagem é a segurança de dados: provedores de cloud computing seguem padrões internacionais de segurança, como ISO, SSL, criptografia avançada e outras. Além disso, ao perder um notebook ou mesmo um celular, informações confidenciais não vão embora junto com o aparelho: elas estão armazenadas na nuvem e se mantém protegidas e disponíveis nela.
Além de prontuário eletrônico, há vários outros serviços disponíveis na nuvem como gestão empresarial, captura e armazenamento de imagens, telemedicina, etc.
Uma tendência da cloud computing na Medicina para 2015 é a “Hybrid Cloud", uma combinação entre “Private Cloud” (criar sua nuvem, com a necessidade de hardware e softwares para atender seu modelo com a estratégia de segurança de dados que atenda seu negócio) e “Public Cloud”  (fornecedor entrega “pacote” pronto para ser utilizado).

2 - Impressão 3D:
Aplicações da impressão 3D na Medicina
A técnica de impresão 3D permite uma personalização sem precedentes na história da Medicina. Utilizando pó, gel ou filamento de metal ou de plástico, a impressora 3D imprime camada por camada peças tridimensionais como vistas na imagem acima: próteses faciais, próteses, réplicas de partes do corpo e  implantes sob medida. Há a promessa de imprimir órgãos humanos e tecidos em um futuro não muito distante! Essa técnica auxilia o trabalho dos médicos e melhora a qualidade de vida dos pacientes. 

3- Big Data e Data Mining
Outra tendência importante que não deve ser ignorada em 2015 é  lidar com grande volume de dados : gerenciando e sabendo usar. A virtualização do armazenamento e eliminação de dados duplicados passa a ser uma necessidade crescente. E os benefícios são percebidos pelo gestor e pelos profissionais de saúde na tomada de decisão. 
As ferramentas de apoio a decisão tendem a se tornar mais personalizadas, como o OpenCDS e uma solução que me empolga, é o InfoButon. 
InfoButon (Anticipatory Passive Decision Support) é uma ferramenta computadorizada de busca de informação que fornece acesso contínuo a recursos de conhecimento contextualmente relevantes no âmbito dos sistemas de informação clínica como prontuários eletrônicos. São uma abordagem promissora para apoiar a tomada de decisão clínica, ajudando profissionais para atender com eficácia e eficiência as suas necessidades de informação. Por exemplo, ao clicar em um Infobutton próximo a um diagnostico na lista de problema, ele informaria links com temas como diagnóstico, tratamento, etiologia ou prognóstico provenientes de uma base de dados como o UpToDate, Medline ou qualquer outra base de dados importante. E o mais interessante seria se ele pegasse dados relevantes para aquele paciente específico, como, por exemplo, idade, sexo, creatinina, uso de captopril e o diagnóstico e fornecesse links relevantes com a associação desses fatores.
Um exemplo abaixo é a integração do VisualDX, exelente app de diagnóstico de imagens, ao prontuário eletrônico.
VisualDx supports the Health Level 7 (HL7) Infobutton standard

Têndêcias Tecnológicas para Medicina em 2015 é um artigo original do TI Medicina. Quando copiá-lo, dar o crédito.

17 de jan. de 2014

Google Glass e a Cirurgia - possibilidades e fatos concretos



Google Glass e a Medicina pelo blog Academia Médica do Dr. Fernando Carbonieri, fala das possibilidades de uso na medicina, como acesso a exames em cirurgias, auxílio aos profissionais de homecare, atendimento pré-hospitalar e muito mais.



A revolução do Google Glass na Medicina do blog Médico Nerd, Dra. Anna Carolina Batista fala do que é a tecnologia, como pode ser usada na medicina, com bons exemplos de quem já experimentou.

Dr. Miguel Pedroso transmite em tempo real uma colectomia videolaparoscópica no hospital São Camilo (Salto - SP)
Médico usa Google Glass para realizar cirurgia em hospital de Salto: A cirurgia foi transmitida em tempo real e vista por médicos que acompanhavam a cirurgia em uma sala anexa do hospital. “Estamos em fase de testes. O próximo passo é o desenvolvimento de um aplicativo que obedeça ao comando de voz para a exibição de um videoatlas para o cirurgião que realiza a operação e, simultaneamente, faça a transmissão de imagens da cirurgia para outros médicos conectados ao sistema”, diz Miguel.


Christopher Kaeding é cirurgião ortopédico da Universidade Wexner Medical Center de Ohio grava todas as suas cirurgias
Este médico usa o Google Glass para gravar todas as suas cirurgias: o intuito é transmitir as cirurgias para que estudantes possam acompanhar remotamente. Ele foi um dos escolhidos para participar do Google Glass Project, que entregou os primeiros aparelhos para algumas pessoas que pudesse pensar novas formas de utilização.



Google Glass’ abilities excite surgeons: Ciriurgiáo Plástico, Dr. Anil Shah: "Uma vantagem imediata é manter meus olhos sempre em minha paciente. Não tenho que mover constantemente a cabeça para cima e para baixo, olhando para uma MRI ou raios- X ou uma imagem de 'antes e depois' na minha tela." Ele continua: "Outra vantagem é que pode se comunicar diretamente da sala de cirurgia com os amigos de um paciente ou familiares e dizer-lhes o que está acontecendo." Além disso ele ainda vê vantagens médico-legais, principalemnte na documentação de comentos críticos durante o procedimento cirúrgico.



Experience the future of wearable technology - Philips Healthcare: Imagine um dispositivo que permita aos cirurgiões controlar simultaneamente os sinais vitais de um paciente e reagir às mudanças - sem ter que tirar os olhos do procedimento ou paciente. 

Já imaginou e muito mais.

30 de dez. de 2013

Panorama atual do uso de tecnologias (Prontuários Eletrônicos) por médicos - Parte II

Continuando com os posts sobre a pesquisa TIC Saúde (CETIC.br*)  que mede o estágio de adoção das TIC (tecnologias de informação e comunicação) nos estabelecimentos de saúde brasileiros e sua apropriação pelos profissionais do setor, hoje abordarei os estabelecimentos de saúde e a informatização disponível.

94% dos estabelecimentos de saúde utilizaram computador nos últimos 12 meses. Esse dado vem contribuir para o entendimento que as instituições tem investido em infraestrutura para informatização da atenção à saúde, mesmo que essa infraestrutura não seja adequada ou seja precária.

Com relação ao tipo de suporte de registro do prontuário do paciente, se eletrônico ou em papel, a diferença entre estabelecimentos públicos ou privados foi digna de destaque. Enquanto 35% dos estabelecimentos privados de saúde já usam registros totalmente eletrônicos, somente 9% dos públicos os tem. A maioria dos estabelecimentos 49% públicos e 53% privados, utilizam registros estão parte em papel e parte em forma eletrônica, no entanto resta saber de estão em fase de implantação ou se alguns dados são eletrônicos - como registro de pacientes -  e outros como prontuário do paciente são em papel, como na UPA de Belo Horizonte onde trabalho.  42% dos estabelecimentos públicos utilizam somente papel para registro em saúde contra 12% dos estabelecimentos privados.



Quanto à estrutura  e funcionalidades do registro eletrônico em saúde, podemos inferir com base nos dados abaixo, que a maioria dos registros eletrônicos dispõe somente de dados cadastrais, com menos de 50% deles possuindo dados básicos como histórico do paciente, medicamentos e dados vitais. Na minha visão, pelos menos metade deles não são nem sequer considerados prontuário de pacientes, mas simples registros eletrônicos de cadastros.

O mesmo pode-se dizer das funcionalidades pesquisadas como agendamento de consultas, pedir exames laboratoriais, prescrever medicamentos e fornecer resumo da alta: menos de 50% dos estabelecimentos fazem o mínimo necessário para um prontuário com suporte eletrônico.




Gráfico 1 Gráfico 2
  • Dados cadastrais do paciente: 83%
  • Resultados de exames laboratoriais: 60%
  • Diagnóstico, problemas ou condições de saúde do paciente: 49%
  • Principais motivos que levaram o paciente ao atendimento ou consulta: 45%
  • Histórico ou anotações clínicas sobre o atendimento: 42%
  • Lista de medicamentos prescritos: 40%
  • Anotações de enfermagem: 26%
  • Sinais vitais do paciente: 26%
  • Imagens de exames radiológicos: 25%
  • Agendar consultas, exames ou cirurgias: 53%
  • Listar todos os resultados de exames laboratoriais de um paciente específico: 50%
  • Listar todos os pacientes por diagnóstico: 44%
  • Pedir exames laboratoriais: 41%
  • Listar todos os medicamentos que um paciente específico está fazendo uso incluindo aqueles prescritos por outros médicos: 34%
  • Pedir exames de imagem: 34%
  • Fornecer resumos de alta dos pacientes: 33%
  • Pedir medicamentos/ prescrição médica: 32%

A atual situação brasileira de informatização do registro de saúde do paciente é incipiente, apesar de estarmos caminhando para tal realidade. A qualidade dos prontuários ainda deixa bastante a desejar e nesse ponto venho reafirmar meu apoio ao processo de certificação da SBIS/CFM dos registros eletrônicos em saúde.
Justifico meu ponto de vista neste outro post para quem quiser saber mais:
 *Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br) é o departamento do NIC.br responsável pela coordenação e publicação de pesquisas sobre a disponibilidade e uso da Internet no Brasil. Esses estudos são referência para a elaboração de políticas públicas que garantam o acesso da população às Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs), assim como para monitorar e avaliar o impacto socioeconômico das TICs.


Panorama atual do uso de tecnologias (Prontuários Eletrônicos) por médicos - Parte II
é um post original do TI Medicina. Quando copiá-lo ou citá-lo, adicionar os devidos créditos.