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11 de jun. de 2017

Aplicativo e-Saúde do SUS: Informações centralizadas no celular para facilitar a vida de Médicos, Pacientes e Governo

O Ministério da Saúde lançou a nova versão do app e-Saúde (Android e iOS), que é um exemplo de interoperabilidade no SUS, que até então, eu nunca tinha visto. Acho que o SUS está entrando no século 21!
O aplicativo é a plataforma móvel e de serviços digitais oficial do Ministério da Saúde. Agrega informações do paciente como CNS (Cartão Nacional do SUS), medicamentos usados, exames, médicos do paciente, além de informações como serviços do SUS mais perto da sua localização, e é um canal de comunicação entre o usuário e o Governo.
Tela inicial do e-Saúde

Para realizar seu primeiro acesso, baixe o aplicativo e insira algumas informações básicas e o sistema localizará o seu cartão. Após este passo, você visualizará o número do seu Cartão Nacional de Saúde e algumas funcionalidades.

A página "Minha Saúde" mostra as informações gerais do cidadão como: lista de medicamentos que foram recebidos pelo programa Aqui tem Farmácia Popular, lista de vacinas recebidas e outras novidades, dentre as quais destacam-se a possibilidade de consultar a posição na lista de transplantes e denunciar o lançamento indevido de medicamentos em seu nome. O aplicativo tem ao objetivo também de diminuir fraudes.

tela "Meus Medicamentos" com medicamentos recebidos
Nesta tela de Medicamentos Recebidos, uma novidade muito interessante é a de avaliar o estabelecimento que forneceu a medicação.

tela de avaliação do estabelecimento que forneceu a medicação
Outra novidade é poder cadastrar seu médico que receberá suas informações de saúde e exames que você informar no aplicativo.

tela "Minha Saúde" e tela "Profissionais de Saúde"

A página "Serviços de Saúde" permite consultar estabelecimentos de saúde próximos à sua localização ou pelo tipo, além de permitir adicionar aos favoritos os mais relevantes.

tela "Serviços de Saúde"

A página "Atendimento SUS" apresenta a lista de procedimentos realizados pelo cidadão nos estabelecimentos da atenção básica de saúde. O aplicativo permite que sejam avaliados ou ainda, que o Ministério da Saúde seja informado quando o atendimento não foi realizado.

Tela "balão"
Ministério da Saúde merece congratulações por um serviço tão bem feito. Parabéns!!

App e-Saúde
Android e iOS
Idioma: português
Preço: Gratuito

16 de abr. de 2017

Aplicativo para marcar consultas na Atenção Básica no SUS em Curitiba

Prefeitura de Curitiba lançou nesta quarta-feira (12) um app para o agendamento de consultas e procedimentos médicos no Sistema Único de Saúde. O aplicativo Saúde Já Curitiba permite que os usuários dos serviços públicos possam marcar as visitas ao médico diretamente pelo celular. A novidade está em fase de testes e está disponível apenas para quem mora nas imediações do Bairro Portão.




Segundo a prefeitura, o aplicativo permite que os usuários escolham o melhor dia e o melhor horário para se consultarem nas unidades de saúde. Atualmente, podem experimentar a novidade os pacientes atendidos pelas unidades de saúde dos bairros Vila Izabel, Portão, Fazendinha e Santa Quitéria. A expectativa é de que até 2018 o programa funcione para os pacientes de toda a cidade.


O aplicativo Saúde Já Curitiba está disponível em versões para Android e também iOS. Quem não possui smartphones pode acessar o sistema pelo site especial saudeja.curitiba.pr.gov.br, onde os links para baixar os aplicativos estão disponíveis.
Fonte: G1

12 de mar. de 2017

O que é o Conjunto Mínimo de Dados do SUS?

CMD (Conjunto Mínimo de Dados) é um estratégia do MS para aperfeiçoamento dos sistemas de informação do SUS, que foi instituído com a RESOLUÇÃO da Comissão Intergestores Tripartide (CIT) N 6, DE 25 DE AGOSTO DE 2016.
 
A implantação do Conjunto Mínimo de Dados (CMD) será gradual e unificará nove sistemas adotados no SUS. O registro das informações no CMD será realizado por todos estabelecimentos de saúde públicos e privados em território nacional e poderá ser realizado por meio dos sistemas já existentes que serão integrados no Barramento da Saúde ou por meio de solução gratuita disponibilizada pelo Ministério da Saúde.


3 de dez. de 2016

Geo-Monitoramento na Saúde para melhor tomada de decisão

Estive no CBIS 2016 -  XV Congresso de Informática em Saúde em Goiânia e gostaria de mostrar 2 demonstrações que assisti e que me impressionaram bastante. O post de hoje será sobre uma demonstração do Conecta SUS Zilda Arns Neumann da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, que achei  que é muito útil do ponto de vista do gestor e do profissional de saúde.

A tecnologia apresentada junta o Sistemas de Informações Geográficas (SIG) que associa uma latitude e longitude a um endereço de uma ocorrência em saúde (morte, nascimento, caso de dengue, etc) ao Business Intelligence (BI) que é uma série de tecnologias, processos, práticas e ferramentas para a evolução de dados em informação e da informação em conhecimento para auxiliar as tomadas de decisão e obtenção dos indicadores de desempenho desejados.

Geo-Business Intelligence (Geo-BI) ou localização inteligente é um conjunto de tecnologias que combina SIG e BI para avaliação de resultados obtidos, planejamento e tomada de decisão. 


Carlos Augusto Tibiriçá apresentou brilhantemente um sistema de Geo-BI do Conecta SUS, onde é possível ver o geo-referenciamento de cada caso individualmente. 
Carlos Augusto Tibiriçá mostra o sistema geo-referenciado das gestantes  em Quirinólpolis de Goiás 
É possível perceber como os dados são na maioria não informados, 117, contra 13  de gestantes normais e 5 de alto risco, e nós profissionais de saúde somos responsáveis pela baixa qualidade dos dados. E aqui faço um comentários aos gestores: mostrem aos seus profissionais de saúde seuas ferramentas de gestão e o quão importante são os dados de qualidade! Se o profissional não vê benefício na burocracia, se ele não pode usar os dados que informa em benefício da assistência à saúde, preferirá SEMPRE atender bem o paciente e deixar a burocracia mal feita. 

Ele mostrou também a gestão da Dengue, pode ser feita a cada paciente, como quando do bloqueio de caso de Dengue, que consiste em tratamento de criadouros em uma região circunferencial de 150m de cada paciente confirmado com dengue.


Cada ponto,  no slide abaixo, na tela do Módulo SIG no Sistema de Administração e Controle da Dengue - SACD,  é um caso bloqueado (verde), ainda não bloqueado (vermelho) e não informado (branco) no município de Anápolis. Clicando em cada caso é possível ver o nº da notificação, endereço, data do início do bloqueio e até a quantidade de larvicida usada. 
Bloqueio de caso de Dengue
As possibilidades são infinitas! O importante a ser ressaltado é que uma excelente ferramenta na mão de um profissional limitado não o torna mais competente ou com mais conhecimento, por isso há que se valorizar imensamente o trabalho desse pessoal. Utilizam ferramentas open source para criar um sistema de Geo-Business Intelligence, que nas mãos de profissionais competentes transformam dados em conhecimento para tomada de decisão oportuna.

Quem quiser saber mais, acesse: 

TIBIRIÇÁ, C. A. G.; RINCON, J. P.; ESMERALDO, L. L.; et al. Geo-Business Intelligence: Um Modelo Aplicado ao Monitoramento em Tempo Oportuno de Saúde Pública. Anais do XV Congresso Brasileiro de Informática em Saúde, p. 50–53, 2016. Disponível em: http://www.sbis.org.br/biblioteca_virtual/cbis/Anais_CBIS_2016_Diversos.pdf

4 de out. de 2015

Visão crítica de pronto-atendimentos - para médicos e pacientes

Do blog "Meus Nervos" do talentoso amigo Dr. Solon Maia, veem 4 textos e algumas tirinhas e cartoons que falam sobre o trabalho nos Pronto-atendimentos no Brasil. Muito esclarecedor tanto para médicos quanto para pacientes! Vale a pena ler todos eles!

O atendimento de urgências e emergências é uma das áreas mais estressantes, perigosas e ingratas da medicina. Estou nessa há oito longos anos e hoje vejo claramente as consequências disso: O trabalho em prontos-socorros mudou a forma como vejo a medicina e os pacientes, me levou a um quadro de ansiedade e depressão, e quase me fez abandonar a profissão. Hoje estou mais tranquilo, fazendo a minha residência de anestesiologia, e não é para ganhar mais do que antes, e nem para trabalhar menos… Minha meta é me livrar desse fardo que é trabalhar em PS!
Os médicos que encaram esse tipo de trabalho são heróis, e foi pensando neles que escrevi esses quatro posts como desabafo, reflexão e informação a respeito do tema. Reuni todos eles nesse único post para facilitar a leitura e divulgação.


TEXTO 01: “Entenda o atendimento em um pronto-socorro”
(CLIQUE AQUI PARA ABRIR O POST!)
Trecho do texto: “Os serviços de saúde destinados ao atendimento de urgências e emergências são, em sua essência, problemáticos, tanto no setor público quanto no privado. As pessoas dificilmente tem o conhecimento e o preparo adequados para lidar com os protocolos, fluxos e padrões de atendimento preconizados e adotados em tais unidades de saúde. Aliado a isso, ainda temos grande parte dos usuários com os ânimos exaltados por fatores diversos, como dor, desconforto, ansiedade, medo, ignorância, prepotência, etc.”

TEXTO 02: “O seu problema é realmente urgente?”
(CLIQUE AQUI PARA ABRIR O POST!)
Trecho do texto: “Ontem foi meu ultimo plantão de segunda-feira… Há alguns meses, numa segunda (dia internacional do atestado) logo após um feriado prolongado eu atendi um senhor de 42 anos (…) Depois de ficha aberta, José aguardou mais 33 minutos para passar pela triagem do hospital (…) O infarto era grave, jamais saberemos se ele teria chance de sobreviver, mas a chance foi tirada por: Jéssica, 22 anos, bronzeada do sol do feriado, atendente de telemarketing queixando de ROUQUIDÃO.”

TEXTO 03: “Pronto-socorro na prática: Saiba como funciona”
(CLIQUE AQUI PARA ABRIR O POST!)
Trecho do texto: “O médico sai do consultório toda hora… Motivo 01: Ele precisa reavaliar pacientes em observação o tempo todo. Motivo 02: Ele é responsável por todos os pacientes que estão internados no hospital. Pode ser que ele tenha 100 ou mais doentes sob sua responsabilidade! Quando eles passam mal, o médico tem que ir tentar resolver o problema. Motivo 03: Por incrível que pareça, o médico precisa se alimentar, beber água, urinar e defecar. Sim, é verdade! Médicos precisam fazer essas coisas!”

TEXTO 04: “A medicina de emergência é negligenciada no Brasil”
(CLIQUE AQUI PARA ABRIR O POST!)
Trecho do texto: “O profissional que trabalha num pronto-socorro fica sob estresse e pressão constantes. A imprevisibilidade do que vai aparecer, a falta de condições de trabalho e de segurança; a superlotação da unidade, as intercorrências das enfermarias; a falta de especialistas, de exames, de vagas de UTI, de ambulâncias para transportes; pacientes e acompanhantes enfurecidos e ameaças constantes. Isso enlouquece qualquer um. Pouquíssimos profissionais querem isso para a vida toda, fugindo da especialidade quando finalmente estão no auge do preparo para a mesma.”

15 de set. de 2015

Infraestrutura e tecnologias para integração de dados no Cartão SUS - Barramento SOA

Ontem houve a aula "Arquitetura do barramento nacional da Saúde e as perspectivas do Ministério da Saúde com relação aos serviços SOA ofertados" que faz parte do VI Ciclo de Palestras Online da SBIS (ocorre sempre na primeira segunda-feira de cada mês, às 20:00, em https://meet52658369.adobeconnect.com/_a1106706205/vi_ciclo_seminarios_online_tics_sbis/). 

Dr. Moacyr Esteves Perche, Coordenador Geral de Gestão de Projetos Estratégicos do DATASUS, deu uma visão muito interessante do cenário atual, que acho que vale a pena compartilhar, de maneira mais inteligível para quem não é da área de TI.

Barramento SOA SUS


SOA é arquitetura orientada a serviços, é um estilo de arquitetura de software com foco em prover um maior reuso e eficiência na criação ou manutenção de funcionalidades e aplicações de uma empresa. No SOA,  as funcionalidades que antes estariam contidas dentro de programas e sistemas de forma isolada, devem agora ser expostas na forma de serviços através de interfaces bem definidas, utilizando tecnologias interoperáveis e padrões abertos (fonte). O objetivo é reutilizar o que já está pronto, criando interações e trocas de informação na forma de serviços (funcionalidades do software).

Barramento, ou barramento de serviços (Enterprise Service Bus - ESB) é um padrão arquitetural que permite integrar diferentes aplicações de uma maneira fácil e rápida, usando uma única interface, independentemente de quem é o destino. O ESB, ou barramento, é um intermediário entre serviços, permitindo a interoperabilidade entre eles. Integra e permite a comunicação de sistemas, independente da linguagem de programação em que foram escritos.


Interoperabilidade entre sistemas do MS e base do Cartão SUS
Toda essa arquitetura é baseada na Portaria 2.073 de Interoperabilidade do MS, com terminologias padronizadas para comunicação de serviços do SUS e também da saúde suplementar que quiser comunicar com as bases do MS. O IHE-PIX é o padrão internacional adotado para o identificador único do paciente, o Cartão SUS (CNS),  que atualmente encontra-se com 90% da população brasileira cadastrada.
Arquitetura SOA SUS
O barramento interno não é feito em software livre. A ferramenta que atualmente está sendo usada é ORACLE. 

Uma iniciativa interessante baseada em software livre, parceria do MS com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o SIS-Interop, que tem como objetivo criar um barramento local para prefeituras, por exemplo, que queira integrar dados clínicos de diversas fontes.  Mais informações podem ser obtidos pelo governanca.soa@saude.gov.br . Informações também podem ser encontradas no Centerms (Centro Nacional de Terminologias em Saúde).

Para as Startups, existe um catálogo de serviços SOA-SUS disponíveis no site do DATASUS (http://datasus.saude.gov.br/interoperabilidade) que podem e devem ser ser usados em aplicações. Vale a pena das uma olhada.
Barramento Nacional do e-Saúde. Barramento municipal e estadual pode ser feito pelo sistema SIS-Interop

Enfim, o barramento SOA tem como objetivo integrar a base de dados do Ministério da Saúde, como por exemplo, CADSUS (bane nacional de cadastros do Cartão SUS),  SISREG (sistema de regulação) ou e-SUS H (hospitalar) com hospitais, municípios ou mesmo com o aplicativo do Cartão SUS.

O App do Cartão SUS, em um futuro próximo, vai contar com todas as bases de dados do Registro Eletrônico Nacional de Saúde. Por isso é tão importante adotar o CNS (Cartão Nacional de Saúde ou Cartão SUS) como a identidade pessoal do paciente (identificador único), independente se no âmibo do SUS ou saúde suplementar. O barramento SOA (Service Oriented Architecture) para as trocas de informações, já conta com 16 sistemas integrados ao cartão SUS. Assim, tanto os pacientes quanto os profissionais de saúde poderão se aproveitar dos registros, decisões clínicas e análises presentes.

27 de ago. de 2015

Aplicativo do Cartão Nacional de Saúde, o Cartão SUS, já disponível para Android

O Cartão SUS Digital é um aplicativo do Ministério da Saúde para acessar Cartão Nacional de Saúde pelo smartphone ou tablet.


  • O Cartão SUS facilita seu acesso aos serviços de saúde no Brasil
Seja na versão física ou digital, o Cartão SUS facilita a localização de seus dados pessoais e histórico clínico no momento em que você busca atendimento em um serviço de saúde.

  • Acesse seu Cartão SUS Digital, em questão de segundos.
É só baixar o aplicativo no seu smartphone ou tablet, realizar um rápido cadastro e o sistema localizará o seu cartão.

  • Envie seus resultados de exames para sua equipe de saúde
Na aba “Meus exames” você informa resultados de exames de Pressão Arterial e Glicose, e sua equipe de saúde poderá, via celular ou tablet, acompanhar esses resultados.

  • Suas Informações conectadas para melhorar o atendimento no SUS
Você poderá cadastrar suas alergias, medicamentos que faz uso e contato de emergência. Essas informações serão sincronizadas com o e-SUS e outros prontuários eletrônicos, ajudando sua equipe de saúde no momento do atendimento agendado ou de urgência.

  • Gire o smartphone e seu cartão SUS está na mão
Quando for a um serviço de saúde, gire seu telefone e lá estará a imagem do seu cartão SUS igualzinha ao cartão físico. Lembre-se de levar um documento com foto.



 Obs: a única crítica é quanto ao CPF do profissional de Saúde ficar disponível no cartão SUS do usuário. Não gostei mesmo desse dado exposto.


Cartão SUS Digital para Android
Idioma: Português
Preço: Gratuito

21 de jul. de 2014

Vídeo para Médicos do PSF sobre manejo de Hipertensão, Diabetes e Pré-Natal

Outro dia vi em um grupo do facebook uma divulgação de vídeos educativos para a estratégia de saúde a Família feitos por um médico residente de Medicina de Família e Comunidade. Achei a iniciativa muito interessante e resolvi divulgar.

Daniel Coriolano é médico residente do segundo ano em Medicina de Família e Comunidade (MFC) pela Universidade Federal do Ceará na cidade de Fortaleza. Graduado pela Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte (FMJ) e pós-graduado lato sensu em Medicina do Esporte pela Universidade Católica de Petrópolis (UCP).


Os vídeos estão disponíveis gratuitamente mediante inscrição no link: bit.ly/videossobreMFC e contam com assuntos que sanarão muitas das dúvidas de médicos que atuma no PSF:
  • Para os diabéticos...
Quais exames solicitar?
Quais as metas glicêmicas?
Como devo realizar o exame físico dos pés?
Quando devo mudar o tratamento medicamentoso de oral para insulina?

  • Para os hipertensos...
Quais exames fazem parte da rotina básica?
Quais as metas de controle pressórico?
Efetivamente, o que devo orientar sobre atividade física e alimentação para estes pacientes?
Quando optar por combinar fármacos ou decidir pala monoterapia?

  • Pré-natal...
Quantas consultas realizar durante a gestação?
Qual a rotina básica de exames que devo solicitar?
Quais vacinas indicadas e contraindicadas para a gestante?
Qual a sequencia do exame físico e os achados esperados conforme idade gestacional?

O médico é autor dos e-books “Resumo da Ópera para Médicos e Estudantes de Medicina” e "4 Temas da Estratégia Saúde da Família que você precisa saber", disponíveis na Amazon.
Link para compra 
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30 de set. de 2013

O que é Big Data e porque os médicos odeiam isso

Big Data é, na prática, a tecnologia que permite analisar qualquer tipo de informação digital em tempo real sendo importante para a tomada de decisões. A novidade é que essa tecnologia permite lidar com informações e dados não estruturadas como tweets, posts no facebook, geolocalização, vídeos no youtube e outros dados que  dependem das pessoas e do contexto para serem entendidos.

Parte do Infográfico Big Data de O Globo

O Big data pode ser usado pela área de gestão da saúde com foco centrado nos custos e resultados, com fins a compilar dados não só para o estabelecimento de metas a serem atingidas no plano da saúde individual como também para o estabelecimento de programas e políticas no âmbito da saúde coletiva. A análise dessa enorme quantidade de dados estruturados e não estruturados permite melhorar o cuidado com doenças crônicas (impedindo ou minimizando complicações de diabetes e hipertensão arterial, por exemplo), mostrando eficácia clínica de um tratamento X para um paciente Y(golden-patch) e diminuindo readmissões.

Um dos mais importantes divulgadores da ideia da aplicação do Big Data na área da Saúde é o líder do Mckinsey Global Institute, Michael Chui. De acordo com Chui a ocorrência de epidemias de doenças pode, muitas vezes, ser mensurada até por meio de buscas feitas no google. Na mesma direção cientistas ambientais estão capturando enormes quantidades de dados de qualidade do ar de zonas poluídas e tentando combiná-los com bases de dados de saúde igualmente volumosas para a produção de insights sobre doenças respiratórias. Epidemiologistas têm reunindo informações obtidas nas redes sociais para identificar melhor a propagação de doenças e até mesmo criar sistemas de alerta precoce. Em outro uso que vem sendo dados ao Big Data, pesquisadores estão vasculhando diversos bancos de dados do governo e de clínicas nos EUA para tratamentos de melhor relação custo-benefício para centenas de doenças, informações estas que poderiam transformar as políticas de saúde.

Outros exemplos do uso do Big Data são o projeto que vêm sendo realizado no Kwait, (desenvolvido pela Aridhia Informatics) cujo objetivo é relacionar o registro eletrônico de saúde com dados de Diabetes, e o projeto para monitorar pacientes com câncer, correlacionando os riscos de doenças crônicas bem como a avaliação de pacientes com prescrições de certas medicações associadas a condições clínicas que vem sendo realizado no Reino Unido. No âmbito acadêmico, professores da Harvard Medical School desenvolvem uma pesquisa em farmaco-epidemiologia com o objetivo de aumentar a segurança e efetividade dos medicamentos.

Mas se os benefícios são tantos por que é que alguns médicos odeiam o Big Data? Como toda ferramenta de gestão, ela está voltada para o fornecimento de indicadores exclusivos de produtividade e eficiência voltados quase sempre para o estabelecimento de critérios de parametrização da relação custo/benefício. Infelizmente critérios de efetividade e eficácia em geral são secudarizados pelos gestores na área de saúde uma vez que tais indicadores muitas vezes podem interferir substancialmente nos custos envolvidos no sistema.

Em seu artigo no Information Week, Paul Cerrato, afirma que “algum contador decidirá o que é o desempenho”, e seu temor é  que as aplicações da análise de Big Data associadas à pressão para ajustar a prática clínica à enorme lista de métricas de desempenho pode forçar os médicos a evitar o trato de pacientes mais velhos e doentes cujo quadro clínico podem baixar sua estatística de desempenho em razão do tratamento mais adequado a ser utilizado. Exemplo disso é a política do governo Obama nos EUA de pagamento por performance dos médicos, baseado em metas de produtividade verticalmente estipuladas.

Um exemplo real desta situação pode ser verificada em uma iniciativa da ABIM Foundation que criou uma lista ( denominada Choosing Wisely) de práticas médicas, exames e testes que não são apoiadas por evidências, e que portanto seriam desnecessárias ou poderiam inclusive causar danos. Estão entre os procedimentos listados "não realizar teste de papanicolau de rotina em mulheres de 30 a 65 anos de idade" (e mais alguns outros que podem ser vistos no quadro abaixo). Polêmicas à parte, a inclusão destes procedimentos à essa  lista acabaram por receber o aval de 25 sociedades médicas.

Embora não esteja claro se as companhias de seguros de saúde irão utilizar as listas para controlar os custos ou até mesmo negar a cobertura, é do conhecimento público que planos médicos de cuidados de saúde estão trabalhando cada vez mais com as sociedades médicas sobre as diretrizes de qualidade e os resultados que reduziriam a realização de exames e procedimentos desnecessários.

A maioria dos médicos concorda que a política das operadoras de planos e seguros de saúde em remunerar diferenciadamente o médico pode limitar suas opções terapêuticas. As políticas de meta referencial ou gerencial (método usado pelas operadoras para monitorar e, freqüentemente punir – pecuniariamente ou não – o médico que solicita mais exames complementares do que a média mensal de seus colegas) e o pagamento por performance (uma modalidade que premia médicos que cumprem metas de redução de exames) são práticas são proibidas pelo CFM e condenadas pelas demais entidades médicas, todavia é de amplo conhecimento dos profissionais de saúde que  algumas operadoras continuem a adotá-las.

No âmbito da saúde pública no Brasil, o PMAQ é uma política do Ministério da Saúde e utilizado no SUS cujo objetivo é incentivar a ampliação do acesso da população aos serviços de saúde e a melhorar da qualidade da atenção básica mediante a contratualização de compromissos e indicadores a serem firmados entre as Equipes de Atenção Básica e os gestores municipais, em que uma recompensa financeira que pode ser repassada às ESF (equipe de Saúde da Família) por decisão do gestor municipal em caso do cumprimento do acordo de resultados. Essa política, apesar da boa intensão de melhorar a atenção básica no SUS, é uma política de pagamento por performance praticada pelo Estado Brasileiro.

O Debate em curso envolve uma tensão (que é crescente) entre a mercantilização do trabalho médico por meio do estabelecimento de controles e metas de produtividade baseadas na contabilização (e em alguns casos restrição) dos instrumentos de diagnóstico e de procedimentos que interferem objetivamente na prática da clínica por meio da limitação dos recursos disponíveis ou da “ameaça” de penalização do profissional. O Código de Ética Médica veda ao médico deixar de utilizar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento cientificamente reconhecidos e a seu alcance, em favor do paciente. A decisão dos procedimentos deve ser do médico, preparado na ciência de curar e que melhor conhece os convenientes e os inconvenientes de cada conduta, e principalmente no quadro clínico individual de cada paciente.

Ao usarmos o Big Data e as listas de procedimentos recomendáveis, assim como as ferramentas de gestão, não estaríamos deixando de lado casos que não são estatisticamente significativos, mas que, são pacientes que, em razão destas diretrizes, poderão deixar de ser diagnosticados e tratados corretamente?

"O que é Biga Data e porque os médicos odeiam isso" é um artigo original do TI Medicina. Quando for copiá-lo ou citá-lo, dar os devidos créditos.

25 de set. de 2013

Desafios da Atenção Básica: o que não sai na imprensa

Vendo uma apresentação do Diretor da Atenção Básica do Ministério da Saúde, Hêider Aurélio Pinto, fico incomodada com a visão que os gestores tem internamente dos processos e o que é passado para a imprensa e a população.

Na própria visão do Diretor, o que a classe médica vem falando é evidente nos slides abaixo, mas quando a situação é exposta à imprensa, a ênfase dos problemas é colocada na classe médica, que não deseja trabalhar no PSF.


  •  As condições inadequadas de trabalho são assumidas pelo MS, assim como o baixo investimento nos trabalhadores. É só ver os posts no twitter e facebook, onde nós temos voz, que a situação acima fica evidente.
  • Direitos e condições de trabalho, assim como carreira e fixação inexistem na programa Mais Médicos. Apoio dado a equipe pela gestão: só quem trabalha no serviço público de saúde sabe que a única variável importante é o número de atendimentos, sem importar a qualidade dos mesmos. Antes um médico que atenda 60 em um plantão de 12 horas do que outro que assista aos pacientes de maneira digna, ou seja, com 15 minutos para cada paciente, em um total de 35 pacientes, fora as reavaliações.
  • SGTES: Secretaria de Gestão do trabalho e da educação em Saúde. No site do MS as atribuições dessa secretaria são educação continuada e desenvolvimento profissional do servidor do SUS, assim como desprecarização do trabalho. Sinceramente, eu trabalho há 18 anos com SUS e em mim, absolutamente nada foi investido, inclusive para obter uma liberação para congresso é um "parto".

 "A Gestão do Trabalho em Saúde trata das relações de trabalho a partir de uma concepção na qual a participação do trabalhador é fundamental para a efetividade e eficiência do Sistema Único de Saúde. Dessa forma, o trabalhador é percebido como sujeito e agente transformador de seu ambiente e não apenas um mero recurso humano realizador de tarefas previamente estabelecidas pela administração local. " só na teoria pois nós, a ponta do serviço, nunca vimos nem sinal dessa premissa.

  • PET-SAÚDE ( educação pelo trabalho e disponibiliza bolsas para tutores, preceptores (profissionais dos serviços) e estudantes de graduação da área da saúde), PRO-SAÚDE (Programa Nacional de Reorientação da Formação profissional edm saúde), PRO-RESIDÊNCIA ( nova modalidade de financiamento de Residências Médicas, Multiprofissionais e em Área Profissional da Saúde), FIES, PROVAB e MAIS MÉDICOS: conheço só o PROVAB e o MAIS MÉDICOS, e acho que nenhum dos dois investe no profissional. Investir em programas de residência médica em Medicina Comunitária, para formar profissionais para trabalhar na Atenção Básica, ou na Carreira Federal dos Médicos, não é medida populista e não traz votos.
  • A estratégia da Saúde da Família retirou os especialistas da Atenção Básica - pediatras e genecologistas - e intutuiu o Médico de Saúde da Família. Conheço alguns excelentes médicos da família, mas a grande maioria é recém-formados no primeiro emprego, só enquanto não conseguem passar na residência médica.  Eu levo minha filha no Pediatra e acho que meus pacientes do SUS devam ter o mesmo direito de consultar-se com especialistas na atenção básica quanto eu.
  • Sobre o PMAQ, falarei posteriormente, quando um médico da saúde da família me concederá uma entrevista mostrando os problemas dessa avaliação e de como é feita (exérese de unha na UBS? Drenagem de abscesso?? Como assim?)
E você? Trabalhador do SUS, deixe sua crítica nos comentários.

16 de set. de 2013

A gestão pública do SUS e o telemonitoramento a distância de feridas por smartphones


Há cerca de seis meses entreguei um projeto de telemedicina na UPA Barrreiro para que os pacientes do PAD (Programa de Atenção Domiciliar) da PBH não precisassem ser deslocados do domicílio para avaliação de feridas, já que a grande maioria é acamada e necessita de transporte sanitário.
O custo do projeto consistia em usar smartphones e o Whatsapp com envio de fotos.
Por tratar-se de um projeto de fácil implantação e de custo ZERO, que englobaria tecnologias de uso cotidiano (smartphone com envio de imagens) e que evitaria deslocamentos desnecessários de pacientes já debilitados á UPA, seria de grande benefício tanto ao usuário quanto às equipes envolvidas.
A resposta que recebi da Sra. Cristiane Hernades (GEUG) foi que já havia um projeto com smartphones fornecidos pelo Ministério da Saúde e que já havia um piloto em andamento nas EMAD Oeste e Noroeste e na EMAP. Já se passaram seis meses e até hoje não tivemos notícias desse projeto.


Tenho 2 críticas:
Primeiro é a burocracia do serviço público. Daqui a 2 anos quando já tiverem análise do projeto piloto e retornarem ao Ministério da Saúde os resultados, e se houver bons resultados como a mHealth Evidence já tem mostrado (final do texto), as licitações e os outros processo burocráticos trarão para o usuário final uma tecnologia e processos obsoletos. Tal morosidade em tempos de internet e tecnologia móvel é impensavel hoje em dia.
Segundo: tentar melhorar o serviço público de baixo para cima, ou seja, com iniciativas provenientes dos servidores é um tarefa impossível. Isso faz com que nós, funcionários públicos, fiquemos cada vez mais limitados a "nossa obrigação". Essa gestão do Ministério da Saúde e a gestão da Prefeitura de Belo Horizonte na Saúde é extremamente centralizada  e verticalizada, não permitindo nem estimulando seus funcionários a melhoria tanto do ambiente de trabalho quanto dos processos de trabalho. Uma pena.

Para quem se interessar, alguns artigos da mHealth Evidence sobre feridas e tecnologia móvel:
Teleconsultation by using the mobile camera phone for remote management of the extremity wound: a pilot study.

24 de jul. de 2013

Alternativa para Curso de Medicina de 8 anos

A Medida Provisória, MP 621, que mudou o curso de Medicina para 8 anos é descabível para a grande maioria da classe médica do Brasil.

partir de agora o curso de seis anos conta com um segundo ciclo, de dois anos, onde  o aluno terá de atuar em serviços públicos de saúde. A exigência do segundo ciclo será tanto para estudantes de instituições da rede pública quanto faculdades particulares. O ano 1 do segundo ciclo será na rede de Atenção Básica e o ano 2, nos serviços de urgência e emergência.
§ 4o  O segundo ciclo de formação poderá ser aproveitado como uma etapa dos programas de residência médica ou de outro curso de pós-graduação, nos termos definidos pelos Ministérios da Educação e da Saúde, ouvida a Comissão Nacional de Residência Médica - CNRM.  

Considerando que, segundo o Ministério da Saúde, faltam médicos para Atenção Básica, ou seja, PSF (Programa da Saúde da Família), onde estão as medidas para formar médicos em Residência de Medicina Comunitária?

O número de vagas ofertadas deveria ser regulado ano a ano,  pelo Governo,  e de acordo com o Censo Médico
Os cursos de especialização de PSF, como são ofertados, são muitas vezes em EAD, e nem se compararam às residências médicas. Um programa de residência médica é um aprendizado supervisionado que além de capacitar, valoriza o profissional para uma área onde, atualmente, aceita-se qualquer recém formado que saiba atender ambulatório. De acordo com a Revista Brasileira de Educação Médica, uma residência em PDF deveria ser:
"O programa inclui atividades práticas, teórico-práticas, investigativas e avaliativas desenvolvidas durante dois anos na Unidade de Saúde e no Hospital Regional, integrando o processo docente ao assistencial mediante a formação em serviço e no trabalho conjunto da faculdade com a Secretaria Municipal de Saúde e população, com uma visão preventivo-curativa e biopsicossocial do processo saúde-enfermidade, em função da problemática do indivíduo, da família e comunidade. Acreditamos que a proposta possa contribuir para o debate deste tema complexo e polêmico, e que, entre os acertos e desacertos dos programas, encontremos um consenso para a formação do médico de família e comunidade que o Brasil necessita."
 Se o Governo quer profissionais que assumam a estratégia da Atenção Básica e façam uma medicina de qualidade, há que proporcionar recursos para tal profissional.

Mas aparentemente, como sempre, as medidas são tomadas com fins eleitoreiros, bastando na visão dos gestores, ocupar as vagas existentes nos postos de trabalho muitas vezes sem recursos, com qualquer um que se submeta a aguentar as condições por no mínimo 6 meses. E depois?

Este artigo reflete a opinião pessoal da Dra. Leandra Carneiro, médica do SUS há 13 anos.

6 de jul. de 2013

Enquete: O que falta na saúde no Brasil?

Nós da áre de saúde sabemos bem o que falta na saúde Pública no Brasil. Vamos mostrar a a Presidenta Dilma e ao Ministro da Saúde Alexandre Padilha o que realmente falta no SUS.
Compartilhem a enquete!


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6 de abr. de 2013

e-SUS nas prefeituras: a nova plataforma da gestão municipal da saúde

Sistema Coleta de Dados Simplificada (CDS)
O e-SUS é nova estratégia do Ministério da Saúde para modernizar e melhorar a qualidade de atenção à saúde prestada à população.

O e-SUS Atenção Básica (AB) é o novo sistema da Atenção Básica que substitui o SIAB. Composto de dois sistemas de software (e-SUS/AB CDS e e-SUS/AB PEC) e que podem operar desde uma UBS sem computador até as novas com conexão de banda larga, computador nos consultórios e nas salas de atendimento. 

Coleta de Dados Simplificada (CDS)
O Coleta de Dados Simplificada (e-SUS/AB CDS) é um sistema onde os dados são coletados em fichas de papel e substituirá os sistemas atuais (ex.: SIAB, HIPERDIA, SISPré-Natal). Desse modo, essa modalidade também contribui para desburocratizar e dar maior agilidade ao atendimento na AB, pois o profissional precisará preencher menos fichas. 
e-SUS/AB PEC: Prontuário Eletrônico do Cidadão

O e-SUS/AB PEC, um Sistema com Prontuário Eletrônico do Cidadão, destinado a municípios cujas Unidades Básicas de Saúde são informatizadas, possuem algum grau de conectividade e contam com profissionais capacitados para apoiar sua implantação. 

A versão inicial do software desta modalidade com prontuário eletrônico, o e-SUS/AB PEC, possui ferramentas para cadastro dos indivíduos no território, gestão da agenda dos profissionais, acolhimento à demanda espontânea, atendimento individual e registro de atividades coletivas. A versão seguinte do sistema já prevê inclusão de outras funcionalidades como abordagem familiar, controle de imunização, prontuário de saúde bucal, gestão da lista de espera de encaminhamentos, gestão do cuidado a doenças crônicas, além de integração com Telessaúde e geração de relatórios dinâmicos. Também será possível monitorar pacientes faltosos e realizar controle de medicamentos e exames pelo computador.


Deseja uma ajuda para implementar na sua cidade? Entre em contato com a TI Medicina: diretorcomercial@timedicina.com.br

13 de mar. de 2013

Recursos digitais para o PROVAB

Atualização 11/05/2013
Apartir desse mês os médicos do PROVAB contam com o 0800 644 6543, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30. 
Através deste canal, o médico da Atenção Básica, antes de encaminhar o paciente para outra unidade ou nível da assistência, pode ter acesso a um médico especialista experiente, que vai tirar dúvidas e orientá-lo sobre como cuidar daquele paciente ali mesmo na periferia ou no interior. Isso vai qualificar e agilizar todo o processo de atendimento do SUS, reduzindo, por exemplo, o tempo de espera e as filas para exames, esclarece o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O médico é atendido por um profissional de call-center que confirma a participação dele no Programa e remete o atendimento para uma equipe qualificada, composta por médicos especialistas em Medicina de Família e Comunidade. O novo canal de comunicação faz parte do Telessaúde Brasil Redes, programa do Ministério da Saúde que utiliza as tecnologias de informação para apoiar os profissionais de saúde na sua prática clínica e processo de trabalho, oferecendo teleconsultorias, telediagnósticos e ações de teleducação aplicadas às questões e dificuldades vivenciadas na prática clínica, na gestão do cuidado e no processo de trabalho em saúde. (Revista Hospitais Brasil)

Ainda não é o que eu queria, mas chegaremos lá, com certeza. Eu acredido em um SUS de qualidade.

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A maioria dos médicos que eu conheço que não querem ir trabalhar no interior, principalmente no PSF (Programa de Saúde da Família), justificam que os recursos são escassos. Esses recursos são principalmente recursos diagnósticos e de tratamento. Os médicos que optartam pelo PROVAB são, na sua maioria, recém-formados, com falta de experiência clínica que só se obtém na prática diária e nos anos de atuação. Trabalhar sozinho longe dos grandes centros, sem algum colega mais experiente para dicussão dos casos, pode ser estressante e definir a permanência do médico no interior.

Hoje, com os recursos tecnológicos disponíveis de forma tão mais acessível, eu penso que seria bem simples propiciar um recurso que julgo ser de muita valia para os médicos longe dos grandes centros. O Ministério da Saúde e Secretarias Estaduais de Saúde poderiam disponibilizar profissionais especialistas para receberem dúvidas dos médicos em tempo real e fornecerem uma seguna opiniáo nos casos.

Hoje isso já existe na forma de telemedicina, como a Segunda Opinião, mas demanda infraestrutura especializada.

A solução que eu penso ser bastante barata, acessível e de uso intuitivo é usar smartphones com aplicativos de comunicação instantânea gratuitos.

WhatsApp Messenger é um aplicativo de mensagens multiplataforma que permite trocar mensagens de texto, vídeo e áudio pelo celular sem pagar por SMS. Está disponível para iPhone, BlackBerry, Android, Windows Phone, e Nokia e sim, esses telefones podem trocar mensagens entre si! Como o WhatsApp Messenger usa o mesmo plano de dados de internet que você usa para e-mails e navegação, não há custo para enviar mensagens e ficar em contato com seus amigos.

Disponível para todas as plataformas móveis
Enviar fotografias de eletrocardiogramas tiradas diretamente do smartphone, radiografias, lesões de pele
como úlceras ou tumorações, e enviá-las pelo app Whatsapp para o smartphone do especialista com uma avaliação e discussão do caso em tempo real já é uma realidade no meu meio. Contudo, fazemos isso com colegas de trabalho do nosso convívio.

Exemplo de imagem compartilhada via Whatsapp: a resolução das imagens é bem aceitável, sendo possível fazer zoom


A disponibilização desses profissionais para avaliação desses casos não é um recurso difícil ou dispendioso, já que a tecnologia já é de uso bem difundido.

Acho que é uma solução a se pensar...

6 de fev. de 2013

E-SUS AB: o prontuário eletrônico da Atenção Básica do SUS

O Ministério da Saúde, Alexandre Padilha, lançou o software E-SUS  para o uso dos profissionais de saúde nas unidades básicas. Por meio desse programa, que está sendo testado em dez municípios brasileiros e estará disponível a todos a partir de março deste ano, será possível fazer prontuários eletrônicos, armazenar e acessar dados sobre os pacientes e sobre a rede de saúde.
Créditos da foto:  Diniz Neto - Informações e ideias

O programa pode ser usado em notebooks, tablets e celulares com plataforma mobile. O software poderá ser usado em versões online e off-line – em municípios onde as unidades de saúde ainda não estão conetadas à internet. Nesses locais onde não há rede disponível, o Ministério das Cidades irá custear a conexão a cerca de 14 mil unidades básicas que aderiram ao Plano Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade.

TECNOLOGIA NAS UNIDADES BÁSICAS – Outra ferramenta que moderniza os serviços de saúde é o software público E-SUS Atenção Básica (E-SUS AB), capaz de organizar a gestão do funcionamento das unidades básicas e que será ofertado gratuitamente a todos os municípios.

“O Ministério da Saúde desenvolveu um sistema para ajudar o prefeito a gerenciar melhor a Unidade Básica de Saúde, controlar o horário do médico, a agenda e manter as informações do prontuário do cidadão disponíveis aos profissionais de saúde. Assim, o médico vai saber quais doenças aquele paciente tem, quais tratamentos e exames já realizou e poderá prestar um atendimento de melhor qualidade”, informou Alexandre Padilha.


Segundo o ministro, a ferramenta irá proporcionar economia aos municípios. “Há municípios que chegaram a gastar até R$ 2 milhões para desenvolver um sistema próprio de informação. Agora, todos receberão de graça”, destacou.
As informações específicas sobre cada paciente que constarem na plataforma ficarão registradas nas unidades de cada município. Para ampliar a adesão a essas ferramentas e aperfeiçoar a capacidade de atendimento, o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério das Comunicações, irá custear conexão a internet banda larga para as quase 14 mil unidades básicas que aderiram ao Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade (PMAQ). O programa induz a ampliação do acesso e a melhoria da qualidade da atenção básica.


“Vamos financiar a Internet Banda Larga, com velocidade adequada para todas as UBS que fazem parte do PMAQ e ainda para as novas que vierem a fazer parte do programa. Desta forma, vamos garantir que todos os dispositivos e ferramentas que integram o conjunto de ações do sistema nacional de saúde sejam acessados por todas as UBS que fazem parte do PMAQ”, afirmou o secretário de Gestão Estratégica e Participativa, Luiz Odorico Andrade.


A conectividade garante maior agilidade no uso do Cartão Nacional, do prontuário eletrônico e do Portal do Cidadão, aumentando, assim, o acesso e a integração do SUS.


Em fevereiro, será realizada audiência pública com as operadoras de telefonia para definir o cronograma de implantação desse serviço. Após a discussão com o setor privado, a expectativa é lançar em março o edital para selecionar as empresas que levarão a conexão às unidades. Todos os custos serão pagos pelo Ministério da Saúde.