5 de abr. de 2016

O Radiologista automatizado da IBM pode ler imagens e registros médicos

Do blog Technology Review vem esse artigo superinteressante sobre o Avicena, um software da IBM que usa algoritmos de processamento de imagem juntamente com outros algoritmos de interpretação de texto (nos registros médicos), para sugestão de diagnóstico no auxílio a radiologistas.  É o aprendizado de máquina e a inteligência artificial aliando-se à prática clínica. Confira:

A maioria dos softwares inteligentes em uso hoje é especializada em um tipo de dado, seja interpretando texto ou adivinhando o conteúdo de fotos. O software em desenvolvimento na IBM tem que fazer tudo isso ao mesmo tempo. Está treinando para se tornar um assistente do radiologista.
O software tem o apelido de Avicena, em homenagem ao filósofo do século 11 que escreveu uma enciclopédia médica influente. Ele pode identificar características anatômicas e anormalidades em imagens médicas, tais como tomografia computadorizada e também se baseia em texto e outros dados no prontuário do paciente para sugerir possíveis diagnósticos e tratamentos.
Avicena foi projetado para ser utilizado pelos cardiologistas e radiologistas para acelerar seu trabalho e reduzir os erros e atualmente é especializada em radiologia cardiológica e de mama. Está atualmente sendo testado e refinado usando imagens e registros médicos anônimos. Mas Tanveer Syeda-Mahmood, um pesquisador do laboratório de pesquisa da IBM em Almaden perto de San Jose, Califórnia, e cientista-chefe do projeto, diz que a sua equipe e outros na empresa já estão se preparando para começar a testar o software fora do laboratório com grandes volumes de dados reais de pacientes. "Estamos começando os preparativos para a comercialização", diz ela.
Avicena "olha" imagens médicas utilizando um conjunto de diferentes algoritmos de processamento de imagem com diferentes especialidades. Alguns foram treinados para avaliar a distância para dentro do peito do paciente de uma imagem que foi tirada, por exemplo. Outros podem identificar os órgãos ou rotular anormalidades como coágulos sanguíneos. Alguns desses componentes de imagem usam uma técnica chamada de aprendizagem profunda, que produziu recentemente grandes saltos na precisão de software de reconhecimento de imagem (veja "AI Advances Make It Possible to Search, Shop with Images").
Os algoritmos de processamento de imagem trabalham ao lado de outros que foram treinados para interpretar o texto e resultados de testes em registros médicos. Avicena tem um sistema de "raciocínio" que se enquadra na saída de todos esses sinais diferentes para sugerir possíveis diagnósticos para um paciente. Ele mostra um resumo de seu raciocínio para a pessoa que trabalha com o software.
Imagem: O software da IBM, Avicena, destacou possíveis embolias em uma tomografia em verde, encontrando virtualmente o mesmo problema que um radiologista humano que marcou a imagem em vermelho.

Em uma demonstração do sistema, Syeda-Mahmood mostrou Avicena avaliando o caso de uma mulher de 28 anos de idade, queixando-se de falta de ar. O prontuário da paciente tinha imagens de pulmão e angiograma dos vasos sanguíneos em torno de seus pulmões, alguns exames de sangue e texto, observando que sua mãe tinha passado por vários abortos.
Avicenna sabia que o histórico da família poderia ser associado com uma tendência de formar coágulos sanguíneos, o que pode levar a abortos, conhecimento que mudou como as imagens do angiograma foram analisadas. O software sugeriu embolia pulmonar como o diagnóstico mais provável e destacou várias embolias possíveis em artérias pulmonares direita e esquerda do paciente. Quando um radiologista de forma independente analisou o mesmo caso, ele fez o mesmo diagnóstico e destacou mais ou menos exatamente as mesmas embolias.
IBM não são os únicos pesquisadores tentando construir software que combina texto e outros dados de registros médicos para funcionar como um radiologista. Mas Kenji Suzuki, professor associado no centro de pesquisa de imagens médicas no Instituto de Tecnologia de Illinois, diz que as ambições comerciais da IBM para Avicena são únicos. "Nenhuma outra empresa está a tentar ou prevendo que a integração total de texto, dados estruturados e imagiologia médica", diz ele.
No entanto, com base no que ele tem visto do projeto até agora, Suzuki diz que o processamento de imagem do Avicena e os poderes de diagnóstico ainda precisam se tornar mais precisos e flexíveis. Mesmo depois de fazer essas melhorias, para ter vendas significativas, a IBM terá de integrar seu ajudante automatizado com os sistemas de TI de hospitais existentes e provar que tem benefícios econômicos - "como reduzir o custo total do hospital, o reembolso do seguro, ou os riscos de ações judiciais", diz Suzuki.
Syeda-Mahmood diz que tornar o Avicena mais preciso é uma das principais prioridades da sua equipe, embora o objetivo seja ajudar os radiologistas e não substituí-los. E ela acredita que a IBM tem uma vantagem sobre as outras empresas tentando construir este tipo de software.
Isso porque fazer um sistema de aprendizado de máquina mais preciso requer oferecer a ele muitos dados de exemplo para refinar suas habilidades. A IBM já acumulou uma grande coleção de imagens médicas e registros e está no processo de torna-la muito maior.
No ano passado a empresa adquiriu uma coleção de milhares de imagens médicas, quando adquiriu a empresa Merge Healthcare. Essas imagens ainda não estão disponíveis para Avicena, mas quando estiverem, poderão ajudar a tornar o software mais preciso, diz Syeda-Mahmood. O projeto também pode obter um aumento de 50 milhões de registos de saúde electrônicos anônimos que a IBM recebeu na aquisição do ano passado de uma startup chamada Explorys.
Este artigo pertence a coleção Como treinar suas máquinas

29 de mar. de 2016

Memed Síntese: acesso inteligente às informações dos medicamentos

A Memed melhorou seu aplicativo de medicamentos, apresentando agora as informações mais relevantes da bula em 9 tópicos, em cada medicação.

O que você encontra em cada tópico?
1. Composição
Visualize rapidamente os princípios ativos e as suas respectivas concentrações evitando reações adversas.
2. Indicações
Conheça as informações de todos os medicamentos e acesse rapidamente as informações off-label atualizadas.
3. Dosagem Adultos
Vá além das orientações contidas apenas na bula e tenha acesso aos esquemas posológicos exatos para cada situação.
4. Dosagem Pediátrica
Vá além das orientações contidas apenas na bula e tenha acesso aos esquemas posológicos exatos para cada situação.
5. Dosagem Idosos
Tenha a segurança para fazer as correções na dosagem de acordo com cada faixa etária.
6. Reações Adversas
Cheque se o quadro clínico que seu paciente apresenta não é decorrente de um medicamento que ele já faz uso.
7. Contra Indicações
As contra indicações estão discriminadas de modo claro e sucinto para que você possa verificá-las e evitar iatrogenias.
8. Gravidez
Tenha acesso as categorias de risco para prescrições de medicamentos durante o período gestacional.
9. Lactação
Saiba se o medicamento é compatível com a lactação e visualize alternativas ao medicamento caso seja necessário.

Memed Síntese: acesso inteligente às informações dos medicamentos


24 de mar. de 2016

Clarius: ultrassom portátil wireless para Android e iOS


Clarius

O novo Ultrassom Portátil Clarius para tablets e smartphones, iOS e Adroid, é mais um dos meus objetos do desejo.

O trasndutor Clarius é wireless (sem fio) e funciona com um aplicativo móvel que é compatível com a maioria dos dispositivos iOS e Android. Com ajustes automatizados e uma interface intuitiva, o dispositivo de ultra-som pessoal é projetado para ser usado em exames rápidos e orientar procedimentos, tais como bloqueios nervosos e acessos venosos centrais.
Clarius

Ainda não foi divulgado o preço do Clarius, mas deve limitar bastante seu uso.

Outro produto que também está na minha lista é o Philips Lumify.

Philips Lumify 

Philips Lumify 

Com modelo de assinatura escalável mês a mês ($199,00/mês), Philips Lumify tem um período experimental de 30 dias. Assinatura inclui um transdutor Lumify, o Lumify Android app, atualizações de software, garantia do fabricante, e acesso ao serviço e educação Philips.

6 de mar. de 2016

Whatsapp, criptografia e segurança de dados para telemedicina


Whatsapp é um app para celulares e web, de troca de mensagens (voz, texto, imagem, vídeos e documentos) que a cada dia mais tem sido usado à revelia do CFM, entre médicos e seus colegas e entre médicos e pacientes.

O CFM define a telemedicina como "o exercício da medicina mediante a utilização de metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em saúde". 

Face a interpretação de que se trata de ato médico, os serviços prestados através da telemedicina deverão oferecer infra-estrutura tecnológica apropriada e obedecer as normas técnicas do CFM, no que se refere à guarda, manuseio, transmissão de dados, confidencialidade, privacidade e garantia do sigilo profissional. De acordo com a legislação, em caso de emergência ou quando for solicitado pelo médico responsável, o profissional que emitir o laudo a distância poderá oferecer o devido suporte diagnóstico e terapêutico. O artigo 4.º ressalta, contudo, que a responsabilidade profissional é do médico assistente do paciente; os demais envolvidos responderão solidariamente na proporção em que contribuírem por eventual dano ao paciente.

Uma informação interessante, que a maioria dos leigos desconhece, é que telemedicina é de médico para médico, do médico que assiste o paciente ao médico consultor. Telessaúde envolve profissionais de saúde em geral e pacientes. 

O que falta no app para ser usado na telemedicina?
  • Segurança de dados: o app Whatsapp usa a criptografia end-to-end, o que significa que as mensagens estão criptografadas nos servidores da empresa, e só podem ser lidas/vistas/baixadas no celular que enviou e no que recebeu. Portanto, é segura o bastante, como se pode ver no recente episódio envolvendo a Justiça Brasileira e o Facebook.  Mas o CFM e a SBIS, que definiram os padrões de segurança para a telemedicina, ainda não tem um projeto ou estudo envolvendo segurança de dados em saúde e aplicativos móveis, infelizmente.
  • Guarda, manuseio, confidencialidade, privacidade e garantia do sigilo profissional:  todas essas questões, no que se refere ao aplicativo, ficam muito restritas ao comportamento do médico em relação às boas práticas de segurança na internet. O único entrave seria a guarda propriamente dita. O ideal seria a exportação da conversa para um Prontuário Eletrônico como parte de um atendimento. Para saber mais, veja CERT.br e o artigo  TI Móvel na Saúde: Privacidade, Confidencialidade e Segurança.
  • Inscrição no CRM:a pessoa jurídica que presta serviço de Telemedicina deve estar inscrito no Cadastro de Pessoa Jurídica do Conselho Regional de Medicina do estado onde estão situadas, com a respectiva responsabilidade técnica de um médico regularmente inscrito no Conselho e a apresentação da relação dos médicos que componentes de seus quadros funcionais. Para uso do aplicativo por médicos, e esse pré-requisito já está cumprido.
A evolução da tecnologia é muito rápida e a morosidade das nossas instituições fazem com que o uso de tecnologias pelos médicos deixem de lado a regulamentação da categoria em prol de uma maior agilidade de processos e melhor atendimento à Saúde. 
Continuaremos usando essa ferramenta tão útil para discussão de casos clínicos, passagem de plantão, encaminhamento de casos médicos e segunda opinião, mesmo que o CFM continue ignorando as novas tendências da profissão.
Whatsapp, criptografia e segurança de dados para telemedicina é um artigo original do TI Medicina.

25 de fev. de 2016

CBIS 2016- Congresso de Informática em Saúde em Goiânia de 27 a 30/07



A Sociedade Brasileira de Informática em Saúde - SBIS, juntamente com a Comissão de Governança da Informação em Saúde da Universidade Federal de Goiás - CGIS-UFG (Comissão de Organização Local), realizarão no período de 27 a 30 de novembro, em Goiânia-GO, o CBIS 2016 - XV Congresso Brasileiro de Informática em Saúde.O CBIS é um evento com ampla programação técnica e científica, com exposições de empresas e soluções do setor.

Submissão de trabalhos (todas as categorias): de 15/03/2016 a 31/05/2016


Eixos Temáticos para Submissões:

  • Eixo I: Sistemas clínicos
Dispositivos móveis aplicados ao cuidado em saúde (m-Health)
Padrões para troca de informações
Plataformas e portais para pacientes
Prontuário eletrônico
Registro eletrônico em saúde
Robótica e realidade virtual aplicados ao cuidado em saúde
Computação gráfica e processamento de sinais e imagens em saúde
Sistemas de apoio à decisão clínica
Sistemas de prescrição e ordens
Sistemas para enfermagem
Sistemas para equipe multidisciplinar e outras áreas da saúde
Telessaúde

  • Eixo II: Informática disciplinar e transdisciplinar aplicada à saúde
Aplicações em dispositivos móveis para educação em saúde e auto-cuidado
Apoio ao ensino e educação continuada
Biodispositivos
Bioinformática translacional
Ética aplicada à informática em saúde
Infodemiologia: epidemiologia e big-data
Informática aplicada à farmácia
Informática aplicada à odontologia
Mineração de dados e Big data
Portais de informação em saúde
Processamento de imagens e sinais biomédicos
Segurança da informação
Sistemas de informação georreferenciada
Terminologias, ontologias, vocabulários controlados

  • Eixo III: Organização, gestão e impacto social da informática em saúde
Formação de Recursos Humanos
Financiamento e Valorização de P&D em Informática em Saude
Acesso à informação
Avaliação de tecnologias em saúde
Barreiras para implementação de sistemas clínicos
Indicadores de saúde: painéis de monitoramento, salas de situação, controle de epidemias
Os sistemas de informação na Saúde Pública
Outros aspectos em saúde pública
Política nacional de informática em saúde
Políticas públicas para saúde com apoio da informática
Estratégia de e-Saúde para o Brasil
Revisões sistemáticas sobre Informática em Saúde
Segurança da informação, aspectos legais e questões éticas em sistemas nacionais

  • Datas Importantes:
Submissão de trabalhos (todas as categorias): de 15/03/2016 a 31/05/2016
Notificação de aceite: 08/08/2016
Envio da versão final para anais do evento: 31/10/2016
Prazo para inscrição de pelo menos um coautor: 31/10/2016
Publicação online dos anais do evento: 25/11/2016
Siga o CBIS 2016 nas redes sociais.

Saiba Mais!

23 de fev. de 2016

Palestra Online: Tecnologia da Informação Aplicada à Educação Distância 07/03 às 20:00

Assine o Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/1514244738881052/

A Diretoria de Educação da SBIS tem o prazer de convidar a todos para a 1ª palestra do VII Ciclo de Seminários Online de Informática em Saúde. No dia 07/03/2016, teremos a palestra Tecnologia da Informação Aplicada à Educação Distância - Importância e Perspectivas atuais no Brasil.

Resumo: O processo de ensino e aprendizagem estão diretamente ligados aos processos de comunicação. As TICs, nos últimos anos, tem propiciado diversas mudanças na área educacional, quer pela tecnologia utilizada, assim como também influenciando a forma de apresentação dos conteúdos. O número de estudantes a distância cresce em todo o mundo paralelo às oportunidades de formação profissional a distância. O tema é de grande interesse para interessados em informática aplicada à saúde pois os instrumentos educacionais em grande parte resultam do trabalho conjunto e multiprofissional nas areas das ciências da saúde, educação e da computação.


Palestra: Tecnologia da Informação Aplicada à Educação Distância - Importância e Perspectivas atuais no Brasil.

Data: 07/13/2016

Horário: 20h00 às 21h30

Palestrante: Prof. Marcio L Bunte de Carvalho

Mini Currículo da palestrante:

Mestrado em Industrial Engineering And Operations Research - University of California at Berkeley (1986), mestrado em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG (1983) e graduação em Engenharia Mecânica pela UFMG (1980). Atualmente é Professor Assistente do Departamento de Ciência da Computação da UFMG, Diretor do Laboratório de Computação Científica/Cenapad da UFMG .É secretario executivo do Comitê Gestor do Programa Interministerial para a implantação e manutenção da RNP - Rede Nacional de Ensino e Pesquisa do Governo Federal. Faz parte da coordenação do Projeto da Plataforma Arouca/UNA-SUS, coordena o Comitê Gestor da Rede ComepBH. Colaborador de Projetos em Telessaúde da Faculdade de Medicina da UFMG. Foi presidente da Câmara de Ensino Superior do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais e Diretor da Associação Brasileira de Educação a Distância. Tem experiência na coordenação e desenvolvimento de vários projetos na área de Ciência da Computação, com ênfase em Matemática da Computação, atuando principalmente em: educação a distância, computação paralela, descoberta do conhecimento em bancos de dados e segurança na internet.

Você é nosso convidado. A palestra é aberta ao público em geral, sem necessidade de inscrição prévia. Para acessar a sala virtual de webconferência, utilize um navegador de internet, acesse o link abaixo e entre na sala como Convidado, usando o link:

http://meet52658369.adobeconnect.com/vii_ciclo_seminarios_online_sbis/

Atenciosamente,

Diretoria de Educação SBIS - Zilma Reis e Juliana Souza-Zinader
Diretoria de Comunicação SBIS - Abel Magalhães e Leandra Carneiro

14 de fev. de 2016

História do Surgimento de Associações e Sociedades em Informática em Saúde

Achei esse post no Dental Cadi, escrito pelo Dr.Nielsen Santos Pereira, sobre Sociedades de Informática em Saúde.

"O surgimento das associações e sociedades de Informática em Saúde ocorreu paralelamente ao desenvolvimento da Informática em Saúde, sendo que, nas primeiras décadas, essas sociedades foram veículos importantes para a divulgação dos novos conhecimentos, os quais eram mais facilmente transmitidos através de reuniões científicas promovidas pelas sociedades profissionais.

Atualmente, o papel dessas sociedades profissionais é muito mais abrangente, especialmente no que se diz respeito ao fortalecimento das comunidades profissionais, à promoção da educação continuada e à representação desta área junto a outras organizações públicas e privadas.

A rápida evolução do conhecimento na área da Informática em Saúde tem favorecido a organização de várias associações e sociedades profissionais ao redor do mundo inteiro. Na Tabela 1, apresentamos um sumário com as principais sociedades dessa área. Maiores informações encontram-se podem ser acessadas nos links respectivos a cada sociedade.

Tabela 1 – Principais Sociedades e Associações de Informática em Saúde.


Atualmente, existem dezenas de associações e sociedades em todo mundo. Entre elas estão:

1. IMIA – International Medical Informatics Association

  • História - A IMIA é uma associação internacional independente fundada em 1967, mas estabelecida 1989, sob Leis Suíças. Inicialmente atuava como comitê técnico da International Federation for Information Processing (IFIP ); também está estritamente ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS) e outras organizações internacionais semelhantes. A IMIA engloba dezenas associações constituindo uma federação internacional de IS da qual a SBIS faz parte.



  • Missão - A IMIA cumpre um papel principal na aplicação da Ciência da Informação e Tecnologia nas áreas da saúde e pesquisa na medicina, saúde e bioinformática. Dentre seus vários objetivos, ressaltamos a promoção da informática na saúde; cooperação internacional; estímulo à pesquisa e desenvolvimento de aplicações, etc. A IMIA também funciona como uma organização “ponte” com os objetivos principais de ser uma ligação entre o ambiente acadêmico e pesquisa com os profissionais, as instituições, os fabricantes e vendedores de equipamentos; liderar as comunidades de IS para o século XXI.

2. SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde

  • História - A SBIS foi fundada em 1986 durante a realização do I Congresso Brasileiro de Informática em Saúde, em Campinas – São Paulo. A diretoria da SBIS era composta por Roberto Rodrigues, Renato Sabbatini, Cândido Pinto de Melo e Beatriz Leão. A SBIS surgiu praticamente na mesma época que as demais associações, mostrando o interesse e o engajamento de pesquisadores e profissionais brasileiros no desenvolvimento da IS, no Brasil.
  • Missão - A SBIS reúne profissionais especialistas e interessados na área de IS com a finalidade de promover o desenvolvimento dos recursos tecnológicos para a melhoria da saúde no Brasil através de estímulos ao ensino, pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias. Além disso, promove congressos e eventos para divulgação de conhecimento e troca de experiências.

3. AMIA – American Medical Informatics Association

  • História - A AMIA é uma associação profissional científica que surgiu em 1988 pela união de 3 organizações: AAMSI (American Association for Medical Systems and Informatics), ACMI (American College of Medical Informatics) e SCAMC (Symposium on Computer Applications in Medical Care). A AMIA, por mais de 35 anos, tem patrocinado e apoiado encontros, educação, políticas e programas de pesquisa. A AMIA continua a ganhar influência como referência na informática em saúde devido suas publicações de alta qualidade como o Journal of the Americal Medical Informatics Association (JAMIA), Computers in Biomedical Research, e M.D. Computing. Além disso, promove o Symposium on Computers Application in Medical Care (SCAMC) – maior congresso de Informática Médica do mundo.
  • Missão - A AMIA visa liderar o caminho na transformação no ambiente em saúde através da ciência, educação e boas práticas na Informática. Ela reúne a comunidade de profissionais e estudantes interessados em informática; visa também ser uma ponte entre o meio acadêmico e o profissional das instituições de saúde. A AMIA apoia 5 domínios: Bioinformática Translacional; Pesquisa em Informática Clínica; Informática Clínica; Pesquisa em Informática do Consumidor e Informática em Saúde Pública.

4. HIMSS – Healthcare Information and Management Systems Society

  • História - A HIMSS surgiu em 1961 e foi fundada no Instituto de Tecnologia da Georgia. É uma organização sem fins lucrativos, focada exclusivamente em prover liderança global para melhorar a utilização da Tecnologia da Informação e Comunicação, dos Sistemas de Informação e Gerenciamento das instituições de saúde.
  • Missão – Liderar globalmente os esforços de otimização de engajamento, qualidade e resultados no ambiente de saúde através Tecnologia da Informação (TI). Os diversos grupos de interesse procuram ajudar no direcionamento estratégico e uma posição oficial nas questões pertinentes a uma melhor utilização da TI e dos sistemas de informação e gerenciamento nas instituições de saúde.
Referência - http://www.himss.org

5. EAHIL – European Association for Health Information and Libraries

  • História - A EAHIL, fundada em 1987, em Brighton, Reino Unido, na presença de mais de 100 delegados da OMS. Mas em dezembro de 1984 um grupo de bibliotecários da área de saúde iniciou os contatos entre os diferentes países europeus. Durante o 5º Congresso Internacional de Biblioteconomia Médica em 1985, em Tóquio, 26 representantes de países europeus se reuniram e iniciaram as discussões do local e data de uma primeira conferência, que aconteceria de 30 de setembro a 5 de outubro de 1986 em Bruxelas. Atualmente, a EHAIL conta com mais de 1400 membros de 25 diferentes países europeus, além dos Estados Unidos, Canadá e Austrália. Estes membros são bibliotecas, bibliotecários e empresas com interesse na ciência da IS.
  • Missão -. Seus objetivos principais são melhorar a cooperação entre as bibliotecas médicas espalhadas pela Europa; fortalecer os laços entre as bibliotecas médicas da Europa Ocidental e Oriental; elevar os padrões de fornecimento e práticas em bibliotecas médicas; manter os profissionais de biblioteca e de informação atualizados; incentivar a mobilidade e educação continuada no que tange as novas tecnologias; representar as bibliotecas médicas em nível europeu, nas instituições europeias e na OMS.

REFERÊNCIAS
Sigulem D. Um Novo Paradigma de Aprendizado na Prática Médica da UNIFESP/EPM [Tese de Livre- Docência]. São Paulo: Universidade Federal de São Paulo. Escola Paulista de Medicina. Departamento de Informática em Saúde, 1997.
SBIS [homepage na internet]. São Paulo [atualizada em 2013 Out 24; acesso em 2013 Out 25]. História da SBIS; [aproximadamente 5 telas]. Disponível em: http://www.sbis.org.br/
Sabbatini RME. Associações de Informática em Saúde. Informédica [periódico da internet]. 1994 [acesso em 2013 Out 26]; 2 (10): 13-14.Disponível em:http://www.informaticamedica.org.br/informed/assoc.htm"

30 de jan. de 2016

A implantação de iniciativas em saúde baseada em evidências: recomendações aos gestores da saúde

"O uso apropriado da evidência científica pode nortear a decisão clínica com benefícios e redução de danos ao paciente." (ATALLAH, A.N.; CASTRO, A.A. Fundamentos da pesquisa clínica. São Paulo: Lemos Editorial, 1998.)

O benefício do uso de evidências na prática clínica já é muito conhecido dos médicos. O problema todo está em destinar um tempo a procura dessas informações e selecionar as fontes adequadas e respeitadas. Do meu ponto de vista, é inadismissível que médicos usem a Wikipedia como fonte de informação clínica, como informado no relatório The Digital Health Debate 2015 .

Há cerca de 1 ano, o blog chamou médicos para participar de um estudo sobre o impacto de informações disponibilizadas no portal Saúde Baseada em Evidências na prática clínica dos profissionais de saúde do Estado de São Paulo (aqui).


O resultado deste estudo encontra-se no artigo "A implantação de iniciativas em saúde baseada em evidências: recomendações aos gestores da saúde" do Prof. Dr. Ivan Ricarte e Profª Dra. Cristiane Galvão. Sintetiza as principais lições aprendidas durante a execução do projeto para que possam ser consideradas por gestores da saúde quando da implantação de iniciativas com foco na saúde baseada em evidências.

Eu participei do estudo e confesso que foi muito útil e oportuno receber as principais evidências no meu email. Como parte do estudo, os médicos avaliavam as evidências recebidas e o resultado pode ver visto no gráfico abaixo.


A conclusão que o estudo chega é:

"Profissionais de saúde precisam de informação adequada, resumida e facilmente acessível, mas possuem pouco tempo para se manterem atualizados. Assim, é fundamental o estabelecimento de equipes para a busca, seleção e disseminação de evidência. Equipes interdisciplinares, incluindo profissionais de biblioteconomia, informática e saúde, viabilizam o desenvolvimento de serviços inovadores e adequados às demandas informacionais dos contextos clínicos do século 21."

Lamentavelmente, os gestores não estão interessados na formação ou qualidade de atendimento médico dos seus usuários e sim nos números de atendimento e na presteza ou agilidade. 

29 de jan. de 2016

Dr PIXEL: aprenda radiologia online com UNICAMP

Disponível online desde dezembro de 2015, o site Dr. Pixel tem como objetivo o ensino e a atualização em propedêutica por imagem. Destina-se principalmente a alunos de graduação em medicina, residentes e médicos especialistas ou não em radiologia.


O conteúdo é produzido principalmente na seção de Imagem do Hospital Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti – Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM) – Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com a contribuição dos Departamentos de Tocoginecologia, Radiologia e Medicina Nuclear da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) -Unicamp. A sua execução técnica é responsabilidade do Núcleo de Tecnologia da Informação da FCM-Unicamp e teve a contribuição da empresa Conexão Médica.

Aulas

Discussão de casos

28 de jan. de 2016

App de Produtividade: Freedom para foco e bloqueio temporário de redes sociais e sites

Hoje vou escrever sobre um app que, apesar de não muito útil para médicos, é utilíssimo para quem está em alguma pós-graduação ou estudando para residência médica e necessita de foco.
O app Freedom - Reduce Distractions, disponível para Windows, Mac, iOS e Android, bloqueia temporariamente desde dites que te distraem até redes sociais, pelo tempo que o usuário desejar.




app Freedom - Reduce Distractions
Idioma: inglês
Preço: $3,00
Windows: http://assets.freedom.to/installers/FreedomSetup.dmg
Mac: http://assets.freedom.to/installers/FreedomSetup.exe
iOS: https://itunes.apple.com/us/app/freedom-reduce-distractions/id960372431?ls=1&mt=8
Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=to.freedom.android

9 de jan. de 2016

App para interpretação de ECG gratuito: ECG Calc Lite

ECG CALC é um aplicativo para interpretação de eletrocardiograma que além de dar o laudo do ECG, guia o usuário para aprender a interpretar o exame, com uma completa lista de problemas com embasamento teórico e sua explicação.

O usuário responde a uma série de questões simples baseada na presença ou ausência de alguns parâmetros do eletrocardiograma.

Quase 100 alterações do eletrocardiograma foram incluídas para diagnóstico e podem ser identificados respondendo os 12 passos. Dominando a interpretação dos 12 passos permite ter grande precisão na interpretação do eletrocardiograma. O ECG CALC pode ser usado para revisão de casos e estudos. 

Na tela incial, cadastra-se o paciente e seleciona-se o sexo e se adulto, depois clica-se em Abordagem do ECG
Um especialista consegue interpretar um ECG em apenas alguns segundos mas leva anos de estudos e prática até atingir está capacidade. O ECG CALC permite que um iniciante com apenas algumas horas de treino no aplicativo gaste 10-15 minutos para interpretar um traçado com um nível de precisão próximo de um especialista.

O ECG CALC contém informações relacionadas com a interpretação do eletrocardiograma como critérios de hipertrofia, bloqueios e hemibloqueios, avaliação de ondas e intervalos, critérios para IAM, eletrólitos, envenenamentos, entre outras alterações clínicas.

Em cada etapa da análise do exame, no total de 12, marca-se as informações pedidas 

Na Frequência, insere a frequência cardíaca ou seleciona-se se é lento, normal, ou rápido. Clicando-se em Info, tem-se a explicação da FC e como se mede no ECG

No campo Ritmo, marca-se se o intervalo P-R é regular, clicando-se em Info, tem-se uma explicação do que é e como se evidenciam as alterações de ritmo


Características:
  • Interface intuitiva
  • Entrada de dados totalmente aleatória
  • 12 etapas (apenas as 5 primeiras geram análises na versão LITE): Frequência cardíaca, Ritmo, Onda P, Intervalo PR. Complexo QRS, Segmento ST, Onda T, Onda Q, Intervalo QT, Onda U, Eixo, Dados clínicos.

A medida que se avança pelas 12 etapas, chega-se aos lista de problemas mais prováveis, clicando-se no Menu em cima à direita, ao lado do título, e da mesam forma cliuca-se em laudo, que pode ser compartilhado.
  • Quase 100 problemas diagnosticáveis com o ECG (apenas as arritmias estão disponíveis na versão LITE). Versãop completa: Arritmias,  Bloqueios, Hipertrofias, IAM .
  • Problemas Clínicos
  • INFO sobre os problemas
  • Laudo do ECG
  • Compartilhamento do laudo

App ECG Calc Lite
Idioma: Português
Preço: Gratuito versão Lite com arritmias, e versão completa com arritmais, bloqueios, hipertrofias, IAM, 

20 de dez. de 2015

Estudo Mundial sobre Médicos e Saúde Digital: Mídias Sociais

A Cello Health Insight é uma agência de pesquisa em marketing na Saúde com mais de 30 anos de experiência entregando inteligência de negócios para setores de saúde e farmacêutica. Fazem pesquisa de mercado em Saúde para projetar e conduzir guias de negócios para tomada de decisões.

O relatório The Digital Health Debate 2015 revela como os médicos estão usando canais e dispositivos digitais para trocar informações, comunicar com seus pares, representantes farmacêuticos e pacientes.
82% possuem ou tem acesso a smartphones em seu trabalho e 77% afirmam que usam regulamente para fins profissionais. (90% no Brasil, 86% na China, 73% na Itália, 73% na França, Espanha 79% e Alemanha 68%, Estados Unidos 73%)
O maior uso é no Brasil, seguido da China, Europa e EUA. O menor índice de uso de smartphones no meio médico na Europa parece estar relacionado a dificuldade de acesso ao sistemas locais e nacionais de Health Eletronic Resporting (HER). 


Comunicação por redes digitais

88% dos médicos usam o email para se comunicar com colegas de profissão, 68% SMS, 31% usam Whatsapp, 17% Skype. 

A grande maioria dos médicos mundiais relataram que o telefone ainda é o canal principal de comunicação com seus pacientes, seguido pelo email, mensagens de texto, Whatsapp, mídias socias, Skype e outros.


Um dado muito interessante é o uso do Whatsapp pelos médicos mundiais: 87% dos médicos no Brasil usam para comunicar com seus pacientes, em copmaração com 61% na China, 4% nos EUA e 2% no Reino Unido. Aqui, faço uma observação, que nos EUA quem tem dispositivos iOS prefere o iMessage, que é nativo e restrito a essa plataforma, e a Apple ainda domina o mercado lá, ao contrário daqui, onde o Android prevalece. Outro fator é que nos EUA o custo de ligações é muito barata, em comparação com os preços abusivos que pagamos aqui, de onde a preferência por um serviço de mensagens de texto e voz ilimitados, e principalmente assíncrono (não é preciso estarem os 2 interlocutores online ao mesmo tempo).

Uso de Redes Sociais

Na capacitação profissional, as mídias sociais mais usadas no mundo por médicos foram YouTube por 28%, Linkedin por 24% e Google + por 21%. No Brasil e  na China a preferência pelo Youtube é significante. E um dado arrepiante alarmante é o uso da Wikipedia, com mais da metade dos médicos brasileiros afirmando usá-la como fonte para capacitação profissional!!!


Conclusões

As conclusões neste post são minhas, e não refletem uma visão da pesquisa realizada.Apesar dos dados no estudo serem muito interessantes, a metodologia usada (veja abaixo) foi falha, incluindo somente pesquisas online, e com uma proporção de entrevistas com médicos brasileiros muito baixa. Não acho que reflita nossa realidade atual. 

Penso que muitos médicos fornecem o número do seu Whatsapp para os pacientes mais por pressão destes do que por acharem que é um bom canal de comunicação, pois muitos pacientes veem o app como uma forma de economizar ligações, e principalmetne consultas. Outro ponto é que o CFM proíbe o uso de mídias sociais, apps de mensagem, email ou qualquer forma virtual de comunicação, como forma de diagnóstico e prescrição médicas (à excessão da telemedicina regulada pelo CFM).

Outra consideração que faço é o uso da Wikipedia como fonte de referência a aprimoramento profissional! Absurdo essa taxa de 63%! Com as principais sociedades de especialidade médicas usando tanto Youtube como webconferências para aprimoramento profissional (exemplo o PEC Coloproctologia, o programa de educação continuada da SBCP), com recursos como BMJ Brasil, o Portal Saúde Baseada em Evidências, e muito mais, é um disparate que a classe médica brasileira use a Wikipedia. Ainda acho que foi uma falha grave na metodologia usada. 



Metodologia: 1040 entrevistas online de 15 minutos foram realizadas em 8 mercados entre 10 e 31 de Julho pelo M3 Global Research. EUA: 330 médicos, Europa (Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha): 650 médicos, China e Brasil: 60 médicos.


12 de dez. de 2015

Curso no RJ: Informatização de Clínicas e Consultórios - 09/01/2016

Curso de Informatização de Clínicas e Consultórios

  • Data e Horário: 09 de janeiro de 2016 (sábado) - 09 às 18h
  • Local: Av das Américas 3434 - Centro de Convenções Mário Henrique Simonsen - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro (RJ)
  • Programação
Introdução | Porque Informatizar o Consultório? | Vale a Pena? | O que Informatizar? | Processos de um Consultório | Software, Hardware e Peopleware | Certificação SBIS-CFM | Prontuários Eletrônicos e Registros Eletrônicos de Saúde | Principais Fornecedores do Mercado Brasileiro | Certificado Digital | Banco de Dados Online | Agendamento Online | Ferramentas de Relacionamento com o Paciente | Papel do E-mail, do SMS e do Whatsapp | Seu Site Médico | Redes Sociais | Marketing Médico Digital | Prescrição Eletrônica | Telemedicina e Telessaúde | Sistemas de Suporte a Decisão | Pesquisa Bibliográfica | Faturamento Eletrônico (Padrão TISS) | Infra-estrutura de Internet e Telefonia | Computação Móvel na Medicina (mobile-Health) | Perspectivas Futuras
  • Público-alvo: 
Médicos e demais profissionais de saúde que desejam dominar aspectos básicos/intermediários da informatização de pequenas clínicas e consultórios.