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1 de mai. de 2017

app Meios de Contraste - FSN vs. NIC: uso racional e mais seguro dos meios de contrastes em exames radiológicos


Os médicos radiologistas brasileiros Sandro Fenelon (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo - ICESP) e Dr. Frederico F. de Souza (Universidade do Mississipi, EUA) idealizaram o app Meios de Contraste ajudar no dia a dia médicos e demais profissionais da Saúde que solicitam exames contrastados de TC e RM.



O objetivo do aplicativo é oferecer uma ferramenta prática para análise dos possíveis riscos de Fibrose Sistêmica Nefrogênica (FSN) e Nefropatia Induzida por Contraste (NIC).  Os médicos têm que enfrentar a difícil escolha do risco entre NIC após a administração de meios de contraste iodados e a FSN e aos meios de contraste à base de gadolínio (MCBG).


Escolher o exame correto para cada paciente é um desafio diário no qual se deve pesar os riscos e benefícios de cada opção. Esse aplicativo proporciona uma abordagem prática para minimizar o risco de FSN e NIC.

Funcionalidades:

  • Faz a estimativa dos riscos de se desenvolver FSN e NIC após a administração intravenosa (IV) dos meios de contraste (não se aplica para administração intra-arterial).
  • Estratificação de risco e ações recomendadas com base na eTFG. 
  • Um panorama atualizado da fibrose sistêmica nefrogênica (FSN) e nefropatia induzida por contraste (NIC).

Novidades da versão 1.2.0
• Metformina e Meios de Contraste: orientações baseadas na eTFG.
• Checklist Pré-procedimento (questionário de rastreamento).

App Meios de Contraste: FSN vs. NIC
Idioma: Português
Preço: $0,99 e R$3,99

29 de jan. de 2016

Dr PIXEL: aprenda radiologia online com UNICAMP

Disponível online desde dezembro de 2015, o site Dr. Pixel tem como objetivo o ensino e a atualização em propedêutica por imagem. Destina-se principalmente a alunos de graduação em medicina, residentes e médicos especialistas ou não em radiologia.


O conteúdo é produzido principalmente na seção de Imagem do Hospital Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti – Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM)Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com a contribuição dos Departamentos de Tocoginecologia, Radiologia e Medicina Nuclear da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) -Unicamp. A sua execução técnica é responsabilidade do Núcleo de Tecnologia da Informação da FCM-Unicamp e teve a contribuição da empresa Conexão Médica.

Aulas

Discussão de casos

29 de abr. de 2014

ProRadis: sistema de gestão de clinicas de radiologia SmartRIS e serviço computação em nuvem de imagem Image2Doc

A ProRadis é uma empresa de TI que desenvolve softwares especializados na gestão e operação de clínicas de radiologia e vem com dois produtos interessantes: o SmartRIS e o Image2doc.


SmartRIS é um sistema que agrega todas as informações da sua clínica  - PACS, RIS, PEP e ERP em um só lugar- todos os processos clínicos, administrativos, financeiros e de atendimento numa única ferramenta
100% web, acessível de qualquer lugar, traz alta qualidade aos procedimentos radiológicos e faz aumentar a lucratividade da sua empresa.
Veja como funciona no vídeo abaixo:




Já o Image2doc armazena e compartilha as imagens e permite a emissão de laudos remotamente. Possibilita ainda o compartilhamento de informações seja para criar grupos de estudos e de debates ou para tirar dúvidas rapidamente com colegas especialistas sobre casos mais complexos. Com ele, todas as informações ficam armazenadas em nuvem, com toda a segurança, privacidade no acesso e realização automática de backup. Image2Doc é conhecimento médico a um clique de distância.

3 de mar. de 2011

OsiriX HD: vizualização de imagens médicas agora no iPAD


OsiriX é um aplicativo para a visualização interativa e análise de imagens médicas. A versão molile permite fazer download e manipular série de imagens diretamente no iPhone. O aplicativo é capaz de exibir imagens no seu formato nativo DICOM padrão utilizado pela indústria médica (ultra-sonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, PET SACN etc ...) . Recebe imagens via wireless e é de código aberto.


Agora disponível no iPAD, com o OsiriX HD, onde a tela maior é muito mais adequada a visualização de imagens que a tela do iPhone. O preço está por volta de $30,00, e pode ser usado como complemento à versão do Dekstop, proporcionando integração por se conectar ao servidor PACS recuperando imagens pelo WiFi ou pelo 3G. A principal limitação é a resolução 1024x1024 pixels.
Fonte: Medgadget

20 de dez. de 2010

Tecnologia brasileira faz diagnóstico e tratamento de doenças em fetos

A tecnologia chamou atenção da comunidade científica. O médico Stuart Campbell, referência em medicina fetal, veio ao Brasil conhecer o projeto.


Uma tecnologia brasileira para o diagnóstico e o tratamento de doenças em bebês que ainda estão na barriga das mães chamou a atenção da comunidade científica internacional.
A imagem em 3D do aparelho respiratório de um bebê antes de nascer foi produzida a partir de uma ressonância magnética feita na mãe da criança. O trabalho é desenvolvido no Instituto Nacional de Tecnologia, com ajuda de uma clínica do Rio especializada em imagem. A pesquisa no Brasil fez a diferença porque uniu o conhecimento de um especialista em medicina fetal com a tecnologia dos profissionais que trabalham as imagens da ressonância no computador. Esse casamento vem permitindo avanços importantes no estudo dos fetos. A imagem que nunca tinha sido vista: dos órgãos internos de um bebê no útero da mãe.
A novidade ganhou o reconhecimento da comunidade científica internacional. O médico inglês Stuart Campbell, referência em medicina fetal, veio ao Brasil conhecer o projeto, que considerou pioneiro, único.
Os técnicos do INT separaram as imagens da ressonância camada por camada até obter um desenho tridimensional. O exame era de um menino com um tumor no pescoço que obstruía as vias aéreas. Pela imagem em 3D, o médico descobriu que havia uma passagem de ar. Com isso, não foi preciso fazer um corte na garganta do bebê, para que respirasse com ajuda de um aparelho. A técnica por enquanto é usada para avaliar casos de fetos com tumores na cervical. O próximo passo é usar essa tecnologia para acompanhar a gravidez de gêmeos.
“Ela vai facilitar intervenções intrauterinas podendo evitar algumas que antes eram feitas talvez desnecessariamente”, declarou o médico obstetra Heron Werner.

8 de set. de 2010

Análise do uso do iPAD no Diagnóstico por imagem - Radiologia

Dr. Sam Friedman, diretor técnico e diretor médico da medicina nuclear no Pitts Radiologia (http://www.pittsrad.com) e um blogueiro de radiologia (www.doctordalai.com), faz uma análise do iPAD e seu uso na radiologia.

Características e dimensões

Para aqueles que passaram a maior parte de 2010 em uma caverna - ou pelo menos sem banda larga (o que equivale a viver em uma caverna) - do IPAD é um computador muito fino com uma tela colorida , um botão "Home" na frente, controle de volume, um interruptor e uma entrada para fone de ouvido nas laterais. Sua forma e a tela Multi-Touch são as principais características do IPad. A tela Multi-Touch do IPad é baseada na mesma tecnologia revolucionária do iPhone. 


Especificações:


  • Altura: 242,8 mm
  • Largura:189,7 mm
  • Profund.:13,4 mm
  • Peso:0,68 kg modelo Wi-Fi e 0,73 kg, modelo Wi-Fi + 3G.
  • processador A4 do IPAD é executado a 1GHz (embora a Apple não confirme isso), e tem 256 MB de DRAM embutido no processador. O usuário pode optar 16, 32 e 64 GB de Memória flash para armazenar músicas, fotos, vídeos e, claro, aplicativos.
  • resolução da tela: 1024 x 768 pixels (XGA) e uma proporção de 4:3; medidas de 9,7 polegadas (25 cm) na diagonal, e possui um backlight LED. 

A tela do IPad é adequada para o diagnóstico por imagens?


O iPAD está de acordo com DIN V 6868-57:2001-02 (em conformidade com os testes de dispositivos médicos). O IPAD excede os valores para Dispositos médicos Categoria A (exceto mamografia que exige luminância igual ou superior a 3.000 cd/m2 no negatoscópio).
  • Luminância (min): 1,88 cd/m2
  • Luminância (máx.): 363 cd/m2
  • Relação de Contraste: 193:1
  • Ls: 0.33 cd/m2 (visualização desligada, luminosidade da luz ambiente na tela)

Aplicativos para visualização:






































Eles tem interface simples, com ferramentas e níveis de ajuste, zoom, scrolling, e uma mensuração rudimentar. Dr. Sam Friedman acha o iPAD adequado para diagnóstico, apesar de alguns afirmarem que a tela não é adequada.Isso poderia ser corrigido se a Apple tivesse planos de um iPAD específico para área médica.

A questão final é se o IPAD vai ser útil como um viewer em radiologia. Depois de muito brincar, eu posso  responder honestamente que "talvez" ou mesmo "Provavelmente." Com os softwares de hoje, IPAD pode ser uma base portátil espetacular. Se isso é o mais longe que consigamos chegar, eu provavelmente não iria sair e comprar um apenas para esse fim. Mas eu acho que estamos no começo de algo revolucionário.

Desvantagens:
A RAM bastante baixo (256 MB), será um obstáculo. As versões posteriores podem melhorar esse aspecto.
Um cliente PACS no seu iPAD. Você pode tentar conectar ao PACS através de um dekstop virtual o que o autoe conseguiu pelo Agfa IMPAX via Citrix (veja imagem abaixo).

Agfa IMPAX via Citrix

ResolutionMD Mobile (imagem abaixo) roda em um servidor OEM e é acessado por rede Wireless, permite pesquisar em qualquer PACS conectado e exibe qualquer imagem DICOM. Mas o que você vê não é armazenada no IPAD, portanto os problemas com privacidade dos dados dos pacientes são minimizados.

ResolutionMD Mobile


"Eu não acho que o IPad irá substituir o nosso PC baseado no PACS tão cedo. No entanto, se o hardware e software irão progredir como que penso que sim, eu prevejo que haverá um monte de IPad em nossos departamentos - e, mais importante, fora da sala de radiologia." escreve Dr. Sam Friedman.

Artigo Original: 

The iPad--Radiology's Sharper Image? It may still be a work in progress, but Apple's tablet device could herald a new computing age that extends to the radiology suite.

27 de jun. de 2010

The Radiology Assistant: site educativo de radiologia

The Radiology Assistant, um site educativo criado pela Sociedade de Radiologia da Holanda, é um ótimo recurso para estudar radiologia! O site é divido de acordo com os sistemas do corpo humano e traz capítulos sobre diversos órgãos, doenças e exames de imagem. Os capítulos trazem imagens e textos explicativos ao lado de cada uma, mostrando-se um recurso bastante didático. Além disso, o site tem uma seção com casos clínicos, mostrando uma imagem e depois discutindo os achados. Bons estudos!



Do Médico Nerd

16 de mai. de 2010

Diagnósticos inteligentes: Mudanças à vista


por Cylene Souza, especial para a revista Fornecedores Hospitalares
06/05/2010

Sem contar com percepções humanas e experiências práticas dos radiologistas, as soluções clínicas dependem de parâmetros específicos para fornecer informações aos profissionais. Por isso, a análise quantitativa de imagens anda cada vez mais ao lado da análise qualitativa, feita pelo especialista. "Este é um tópico crucial. A análise quantitativa é uma das principais novas direções da radiologia e irá melhorar a consistência e precisão da interpretação das imagens. Agora que estamos numa era totalmente digital para a radiologia,  nossa informação já é passível de quantificação. Isso também vai levar a um grande boom em pesquisa, que será guiada pela oportunidade de garimpar dados estruturados e quantitativos, para descobrir as relações entre o que está na imagem e o que está por trás da patologia", afirma o especialista da RSNA. A padronização do diagnóstico com o uso do software tornará os laudos mais consistentes e aumentará a clareza na comunicação com os médicos. "É possível imaginar que como parte da revisão dos relatórios para a correção de erros de digitação, por exemplo, termos impróprios seriam substituídos por termos padrão ou conteúdos omitidos fundamentais para a conclusão dos laudos seriam detectados", complementa Rubin.
Para o vice-presidente do CBR, os médicos sentirão um grande ganho de tempo, já que a análise quantitativa pode levar à automação de diversas etapas do diagnóstico, mas, em sua opinião, por mais avançadas que sejam, as soluções não serão capazes de substituir o profissional. "A análise quantitativa das imagens vai substituir boa parte do trabalho do médico, deixando mais tempo para que ele se dedique a tarefas mais importantes. Muitos exames mais simples serão completamente, ou quase completamente automatizados, como é o caso da densitometria óssea, por exemplo. Acho muito difícil, no entanto, que, num futuro próximo, tenhamos uma automatização substancial dos métodos de imagem. Há ainda muito de subjetivo na interpretação dos exames. De qualquer forma, não vejo a automatização em princípio como algo negativo, pejorativo ou maléfico."
"A forma como estas tecnologias serão implementadas será crítica. Se o trabalho for bem feito, o impacto no fluxo de trabalho dos radiologista será pequeno e os benefícios serão sentidos pelo paciente, com a redução de erros e a padronização das terapias", conclui Rubin.
A tecnologia e o futuro
Por meio da divisão Medical Imaging and Technology Alliance (Mita - Aliança das Imagens Médicas e Tecnologia), a Nema, associação norte-americana dos fabricantes de equipamentos eletromédicos e de diagnóstico por imagem, fez algumas projeções sobre as evoluções que ainda serão trazidas com o uso de software em medicina. Entre elas:
  • As novas tecnologias vão acompanhar os movimentos dos olhos dos médicos enquanto eles veem as imagens. Baseada em cálculos, a tecnologia vai perguntar ao radiologista se ele quer ver de novo aspectos de imagens em que se concentrou mais, mas que não foram marcadas na avaliação original da imagem.
  • As visitas médicas serão facilitadas com equipamentos portáteis, a exemplo dos PDAs que, com a identificação do pacientes, mostrará imagens médicas. Com um aparelho a beira do leito, o médico poderá combinar ou fundir as imagens e aplicar zoom em áreas de interesse, enquanto discute as opções de tratamento com o paciente.
  • Embora os tomógrafos, ressonâncias magnéticas e ultrassons mais avançados produzam imagens tridimensionais, elas ainda são vistas em duas dimensões, o que tira do médico a capacidade de perceber profundidade e outros detalhes sutis apresentados no exame. Novos sistemas ópticos permitirão que o campo de visão do radiologista se torne tridimensional, eliminando a necessidade de headsets e óculos especiais.
  • Os novos processos permitirão a fusão de imagens de equipamentos diferentes, como tomógrafos e ressonâncias, com uma visão em tempo real do paciente por dentro. O paciente vai tomar uma pílula, que emitirá um sinal e focará na atividade molecular de um tumor, enquanto o médico usará um dispositivo portátil para ver o tumor em tempo real.
  • Equipamentos de pequeno porte permitirão a realização de exames dentro de ambulâncias e as imagens serão transmitidas diretamente ao hospital, permitindo que as equipes já atendam de forma direcionada na chegada do paciente. Para aumentar o conforto e conveniência do paciente, as imagens de raios X poderão ser capturadas por meio de tecnologias embutidas no leito e até mesmo no avental utilizado pelo paciente durante a internação.
  • A transmissão de informações por meio de pulseiras utilizadas pelo pacientes serão integradas ao sistema de radiografia computadorizada, eliminando a inserção manual de dados e reduzindo os erros.

Os benefícios da evolução
De acordo com estudos da Mita, a evolução em diagnóstico por imagem já trouxe benefícios econômicos comprováveis. Entre eles:
  • Os PET Scans podem eliminar até metade das cirurgias desnecessárias para pacientes de câncer.
  • As tomografias podem reduzir hospitalizações e cirurgias desnecessárias em caso de suspeita de apendicite.
  • Os sistemas de informação, como o RIS, ajudam os prestadores de serviço a eliminar exames desnecessários.
  • A exposição automatizada à radiação projeta a dose ao tamanho do corpo e reduz a irradiação de 10% a 30% em tomografias de rotina e mais de 50% em casos de tomografias para cardiologia.
  • Biópsias guiadas por imagem gastam um terço do tempo e custam a metade se comparadas às biópsias cirúrgicas.
  • A angioplastia renal guiada por imagem custa 20% do total de uma cirurgia de campo aberto e praticamente elimina a necessidade de internação.
  • A colocação de cateteres com o auxílio de equipamentos de imagem reduz as complicações e, consequentemente, os custos com atendimento.

11 de mai. de 2010

Diagnósticos inteligentes: Evolução x preço


por Cylene Souza, especial para a revista Fornecedores Hospitalares
06/05/2010

As evoluções em diagnóstico por imagem não devem parar tão cedo e levarão a uma especialização ainda maior em áreas clínicas. "Os incríveis avanços tecnológicos vão continuar. As principais tendências são ferramentas de visualização e que ajudem os radiologistas a ver imagens volumétricas, detecção assistida por computação (computer assisted detection - CAD) para ajudá-los a perceber anormalidades, e aplicativos de apoio às decisões, para ajudá-los a identificar o que veem, e  bases de dados, fontes e websites que os ajudem a encontrar o conhecimento que procuram", diz o professor de Stanford.

O presidente da Comissão Científica da SPR acredita no desenvolvimento de software de pós-processamento especialmente em odontologia, para o planejamento de implantes dentários, em cardiologia, para estudo das coronárias pela tomografia, e em angiografias, com a obtenção de imagens de forma não invasiva pela tomografia ou ressonância. "São incontáveis os aplicativos de pós-processamento disponíveis atualmente na área de imagem, mas sempre existirão áreas do conhecimento que necessitem de um novo software."
Entre as empresas, o aumento da capacidade de processamento e armazenamento, assim como a especialização cada vez maior, são os principais focos. "Isso é fundamental em função do avanço tecnológico. Na Siemens, também estamos investindo muito em automação do diagnóstico, para que os processos repetitivos, como o mapeamento correto do órgão, a reconstrução e até algumas definições da doença já sejam pré-determinados", conta Goto.
Na Philips, times específicos trabalham em hardware e software para lançar novos conceitos. "Ainda há muito a fazer e estas não são áreas dissociadas. Um exemplo é o conceito Time of Flight, descoberto no meio acadêmico e que foi implantado no PET-CT. Não havia capacidade eletrônica e computacional para implantar o conceito de forma que pudesse ser comercializado. Com novos cristais, eletrônica e software, a tecnologia foi implementada em 2007 e foi considerada uma revolução", relembra Cheade. "Os campos de desenvolvimento estão voltados aos exames moleculares e in-vitro, para deteção cada vez mais antecipada da alteração da condição de saúde do indivíduo. Por estes caminhos surgirão avanços da Philips", adiciona o gerente de produtos e marketing da Philips Healthcare Informatics, Benvenuto Somera.
A premissa seguida pelo departamento de pesquisa da GE Healthcare é que os equipamentos inteligentes devem ser fáceis de usar e reconhecer características do corpo humano, para apoiar com mais precisão o trabalho do radiologista. "Uma grande tendência é o que chamamos de "one touch" (toque único). Inventamos e desenvolvemos algoritmos avançados de análise para reduzir o tempo de aquisição da imagem. Nos laboratórios da GE Research (o departamento de pesquisa da empresa), desenvolvemos a tecnologia "one touch" para diversos aplicativos de ressonância magnética. Também trabalhamos no uso de atlas, para que que o computador tenha ciência do significado de cada voxel (pixel 3D), conheça a anatomia do paciente e apoie o desempenho de diversos algoritmos, levando à quantificação ou visualização da imagem", explica o gerente do Visualization and Computer Vision Lab (Laboratório de Visualização e Visão Computadorizada) da GE, Mark Grabb.
Para o radiologista do Fleury, as evoluções devem mesmo conjugar esforços em todas as áreas. "Não adianta ter um motor novo em um carro velho. Vejo lançamentos da indústria nos dois sentidos. Quanto mais o software evolui, mais demanda do hardware. No caso da colonoscopia virtual, foi necessário também aprimorar a capacidade de outro equipamento, a workstation."
O custo se torna, agora, um novo desafio. "Este dilema existe. Vemos uma avanço rápido do mundo de TI com qualidade de imagem e custo menor, como é o caso do valor por megapixel nas câmeras digitais. Além disso, a distribuição destas imagens se tornou mais simples e as soluções de armazenamento, aliadas ao uso da internet, favoreceram o crescimento das soluções. O médico atua com mais segurança e poupa em filme e negatoscópio. Porém, a análise de custo x qualidade é subjetiva na realidade brasileira. Há soluções acessíveis, mas sem a adoção de padrões como o Dicom e sem segurança no armazenamento de imagens. É preciso ter regulamentação para que a redução do preço não afete a garantia de qualidade e a adoção de padrões mínimos para a realização de diagnósticos precisos", defende o gerente da Siemens.
 "Com uma equação bem balanceada entre hardware e software, é possível fazer o diagnóstico precoce, evitar procedimentos invasivos e aumentar a produtividade, o que traz ganhos financeiros aos hospitais e centros de medicina diagnóstica", pondera Cheade.
"Se a adoção do software pelo mercado não é grande, então é sinal de que é caro. Com a capacidade destes softwares modernos de ajudar na visualização e interpretação de imagens, eles deveriam ser largamente adotados. Se não são, é hora de perguntar se os preços são apropriados", provoca Rubin.
E o impacto financeiro não está só na adoção do software, mas também no aprimoramento dos profissionais, na adaptação dos espaços e, por vezes, na necessária troca de hardware para a realização de novos exames. "Os médicos saem da especialização estrita em diagnóstico e precisam também conhecer TI, já que a radiologia é uma área muito técnica e exige o uso destas ferramentas. Além disso, com a telerradiologia, que permite a realização do laudo sem a presença física do profissional, o radiologista precisa se especializar cada vez mais, ou numa modalidade ou numa área clínica. As mudanças também acontecem na estrutura dos centros de diagnóstico. Os negatoscópios começam a ser aposentados e dão lugar a soluções de reconhecimento por voz e instalações de estações de trabalho. A radiologia está cada vez mais entrando na TI", explica Meirelles.
"As estações de trabalho passaram a ser os locais mais concorridos dos departamentos de radiologia. São muitas vezes os maiores ‘gargalos" para o desenrolar  da rotina. Praticamente todas as subespecialidades já têm pacotes e mais pacotes de software de pós-processamento. Na medida em que estas soluções e suas licenças fiquem mais baratos, poderão ser oferecidos em um número maior de estações de trabalho. Por enquanto, em alguns lugares, o transtorno chega a ser grande", relata Mendonça.
No que tange o hardware, o equipamento em si, não há ilusões: por mais que o software aprimore as características do equipamento, sozinho, não é capaz de conferir novas capacidades às máquinas. "Por melhor que seja o software, ele não gera novas informações que estejam além da capacidade do equipamento. Ele consegue atualizar este equipamento, melhora o armazenamento e tratamento das imagens, mas não amplia as funcionalidades", diz Goto.
"A indústria de diagnóstico por imagem persegue a evolução das funcionalidades clínicas para deteção do estado de saúde do indivíduo. Este objetivo traz demandas tanto para a área de software quanto hardware e frequentemente atingimos limites dos componentes", explica Somera.
Com experiência prática, Mendonça concorda. "Embora existam circunstâncias em que um upgrade de software consegue ampliar a gama de aplicações de um equipamento, dificilmente isto é significativo em uma máquina low end. Também existem limitações para qualquer upgrade. A evolução da tecnologia é tão célere que é muitas vezes mais fácil e mais barato trocar de equipamento do que tentar atualizá-lo. Em algumas poucas situações, talvez estes softwares adicionem valor a um equipamento limitado", diz Mendonça.
A boa notícia é que hoje os departamentos de pesquisas das empresas utilizam tecnologia não só para tornar as funcionalidades mais avançadas, mas também para tornar seus produtos mais acessíveis. "Com a invenção de tecnologia em pontos de preço baixo, estamos encontrando novas formas de trazer melhorias para nossos produtos high end. Isso se chama inovação reversa. Além disso, a inovação de hardware requer a criação de scanners de baixo custo. Tirar custos de um design existente é um processo de evolução buscado por qualquer fabricante, em qualquer indústria. Atingir radicalmente um ponto de preço baixo requer novas ideias e novos desenhos. A necessidade de software clínico high end está claramente em ascendência, também", analisa Grabb.

8 de mai. de 2010

Diagnósticos inteligentes: Aplicativos


por Cylene Souza, especial para a revista Fornecedores Hospitalares
06/05/2010
Avanços na área de imagem melhoraram a capacidade de identificar doenças, mas os equipamentos mais avançados tornaram a tarefa complexa

Novos aplicativos, capacidade de realizar tarefas antes inimagináveis para o aparelho, tráfego de informações e melhor desempenho. Parece a descrição dos smartphones que, apoiados em software e tecnologias de hardware avançadas, transformaram o telefone num computador portátil. Mas não é. Todas estas características hoje são também realidade nos equipamentos de diagnóstico por imagem, de um simples ultrassom até o mais avançado PET-CT.

"As modalidades atendiam apenas uma patologia, mas hoje se difundem para outras especialidades. Os exames cardiológicos, por exemplo, podem ser feitos por tomógrafos, ultrassons ou ressonâncias magnéticas. Esta capilaridade é uma característica marcante trazida com o uso de software", constata o especialista de produto de Tomografia Computadorizada, Medicina Nuclear e Oncologia da Philips para a América Latina, Eduardo Cheade.

Com o aprimoramento do hardware, as empresas perceberam que os grandes volumes de imagens produzidas acabavam tornando o trabalho do radiologista mais complexo e, o que era um benefício, como o detalhamento e os novos ângulos, corria o risco de se tornar um problema, já que o tempo gasto com a análise dos exames seria muito maior e tornaria os negócios menos produtivos. "Assim como a Lei de Moore mostra que a cada ano a capacidade dos processadores dobra, a mesma coisa acontece com os equipamentos de diagnóstico por imagem. As máquinas geram muitos dados, que não se tornam informações antes de serem processados", avalia o gerente geral de marketing estratégico da Siemens, Reynaldo Goto.

Embora o trabalho com estas máquinas avançadas tenha ficado mais interessante para os profissionais, eles reconhecem a necessidade de auxílio. "Na maioria das vezes o médico até gosta muito de "brincar" de pós-processar, é um trabalho muito envolvente. Temos, no entanto, que considerar que as fontes pagadoras não remuneram pelo esforço extra. Muito deste trabalho terá que ser padronizado, transferido para técnicos ou mesmo automatizado, porque o tempo dos médicos é muito valioso", pondera o presidente da Comissão Científica da Sociedade Paulista de Radiologia (SPR), Renato Adam Mendonça, que também é vice-Presidente de São Paulo do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR).

"A tecnologia ajuda e atrapalha. Ela trouxe diagnósticos que nós antes não fazíamos, como o de embolia pulmonar por meio de tomografia computadorizada, mas também criou um problema com o grande volume de imagens. Surgiram, por exemplo, mais falsos-positivos, porque o equipamento acaba identificando lesões que, do ponto de vista clínico são insignificantes. Por isso, o software e a experiência do radiologista são essenciais para analisar os dados", complementa o radiologista do Fleury Medicina e Saúde, Gustavo Meirelles.

"A evolução realmente tornou a tarefa mais complexa e criou a necessidade de desenvolvimento de softwares para ajudar os radiologistas", atesta o professor assistente do Departamento de Radiologia da Universidade de Stanford, Daniel Rubin, que também é membro do Comitê de Informática da Radiologia da Sociedade Norte-Americana de Radiologia (Radiology Society North America - RSNA).

As indústrias estão buscando atender a estas necessidades e, além de softwares de visualização e pós-processamento, procuram cobrir todas as áreas da medicina com novas ferramentas. "A integração de software e de hardware tem criado ferramentas muito valiosas para o pós-processamento de imagens e de outros dados com o objetivo de obter imagens em outros planos ou dimensões, medidas de inúmeros parâmetros destas imagens ou ainda de outros parâmetros mensuráveis pela metodologia específica. Estes pacotes de informações adicionais adquiridas ao mesmo tempo em que se faz um exame convencional da modalidade, seja de tomografia computadorizada ou de ressonância magnética, por exemplo, já se tornaram o padrão de referência. Nos centros de excelência já não se admite que o exame venha sem as informações adicionais obtidas pelo pós-processamento", conta Mendonça.
À esquerda, imagem com melhor detalhamento anatômico da cavidade atrial esquerda e do aparelho valvar mitral e, à direita, pós-processamento de imagem adquirida em um único bloco. (Fleury)

Mas não só ferramentas de visualização e processamento de imagens têm auxiliado os médicos. Como o próprio nome sugere, existem aplicativos que de fato apoiam a definição do diagnóstico. São os CAD - Computer Aided Detection (Detecção Auxiliada por Computação). "Os CAD são capazes de ir além e já fazem uma primeira leitura dirigida para buscar um nódulo, por exemplo. Ainda há algumas falhas, nem sempre o diagnóstico proposto pelo software é fidedigno, mas pode ser que no futuro alguns processos sejam automatizados, como já acontece na área de análises clínicas. A quantificação de cálcio nas coronárias é um exemplo", analisa Meirelles.

Computer Aided Detection & Diagnóstico em Imagens Médicas: cólon reconstruído com pólipos clinicamente relevantes sinalizados. À esquerda: vista externa. Direita: Vista interna com a linha central em destaque. (rince)

As mudanças chegam, mas trazem consigo problemas hoje já comuns quando se fala em software. Um deles é a falta de interoperabilidade: os fabricantes desenvolvem novas tecnologias, mas não permitem que elas conversem com outras já instaladas, o que exige dos compradores a adoção de todo o pacote de soluções de apenas uma marca ou a realização de constantes investimentos para atender às demandas dos equipamentos de cada fabricante. "Eu acho que a integração de métodos avançados de informática em equipamentos de imagens é lento. Ainda vemos tecnologias de ponta sendo usadas como sistemas únicos e, por isso, muitas salas de visualização de imagens acabam tendo diversos computadores e telas, de várias marcas, para atender a estes sistemas. Os fabricantes precisam permitir que estas novas funcionalidades sejam integradas nos sistemas, sem que isso exija a adoção ou incorporação de uma nova máquina ou tecnologia da mesma marca", comenta Rubin.

Para superar esta dificuldade, em 1993 foi criado o Digital Imaging Communications in Medicine (Comunicação de Imagens Digitais em Medicina - Dicom), que determina padrões para armazenamento, confirmação de armazenamento, busca e recuperação de imagens, worklists, procedimento realizado por equipamento, impressão e armazenamento em mídia off-line. A proposta de adoção deste padrão universal ainda enfrenta resistências e, por isso, quase 20 anos após o lançamento de sua primeira versão, muitos equipamentos ainda utilizam seus próprios sistemas, incompatíveis com outras máquinas.

23 de out. de 2009

Ultrasom portátil - o novo estetoscópio?


Praticamente do tamanho de um smart phone, esse dispositivo portátil tem a tecnologia de ultrasom poderoso e pode potencialmente redefinir a forma como os médicos examinam os pacientes. Ao dar aos médicos uma visão interna do organismo tão acessível, GE acredita que Vscan poderia um dia tornar-se tão indispensável como estetoscópio no exame clínico!

20 de set. de 2009

Radiopedia - enciclopédia radiológia editável

O objetivo da Radiopedia é reunir uma pequena fração do conhecimento coletivo e de bibliotecas em Radiologia em um único site, que poderá atuar como uma referência digital, sem taxas de assinatura ou de direitos autorais. Um verdadeiro site onde é possível editar , onde os erros podem ser encontrados e corrigidos eonde se pode dicutir sobre temas difíceis ou controversos , e as imagens transmitidas e usadas.

Qualquer um pode criar um artigo. Qualquer pessoa pode editar um já existente. Contribuições são informadas em sua autoria, e pode ser incluído no seu CV, juntamente com um link para sua página de usuário. Basta registar (que leva apenas 60 segundos) e começam a contribuir para o wiki com o rescimento mais rápido em torno de radiologia.
Todo o conteúdo está licenciado sob Creative Commons que permite o uso não comercial de todo o conteúdo, mantendo privilégios de atribuição para os contribuintes de imagens.
Agora disponível para iPHONE.



Artigo da Radiopedia sobre Tumo dermóide ovariano

Radiografia de tumor dermóide ovariano

tc de tumro dermóide ovariano na radiopedia

tc de tumro dermóide ovariano na radiopedia
Fonte: medgadet