15 de dez de 2012

A SBIS certifica qualidade no Prontuário Eletrônico?


Todos sabem ( e os que ainda não sabiam ficam sabendo agora) que a SBIS, juntamente com o Conselho Federal de Medicina, tem um Selo de Certificação de Software em Saúde. Certifica que o software cumpre uma série de requisitos de segurança que impedem o acesso a pessoas não autorizadas aos dados do paciente, a adulteração do prontuário, além de manter uma trilha de auditoria que possibilita ver "quem fez o quê e quando".

Mas a SBIS certifica qualidade do Prontuário Eletrônico?? Sim e Não.

Nesse mesmo processo de certificação há também os requisitos de estrutura e funcionalidade, como por exemplo que o prontuário precisa possuir dados de identificação do paciente, com possibilidades de mudança de endereço, estado civil, cônjuge, etc, mantendo ainda o histórico das mudanças. Deve possuir ainda, por exemplo, o manuseio de unidades, de Kg para gramas, de Fahrenheit (symbol °F) para Celsius (C°), notificação de agravos constante na portaria Nº 5, de 20/02/2006 da secretaria de Vigilância em Saúde (Poliomielite, Paralisia Flácida Aguda, Raiva Humana, Rubéola, Síndrome da Rubéola Congênita, etc). 

Todas as funcionalidades e exigências de estrutura tem como objetivo de acrescentar qualidade do PEP.

Mas Qualidade é um conceito subjetivo que está relacionado diretamente às percepções de cada indivíduo. Diversos fatores como cultura, modelos mentais, tipo de produto ou serviço prestado, necessidades e expectativas influenciam diretamente nesta definição. O que é um Prontuário eletrônico de  qualidade para mim, pode ser péssimo para você, com campos demais a preencher, prescrição eletrônica pouco funcional, interface complicada...

Qualidade, n.
  1. As características de um produto ou serviço que afetam sua capacidade de satisfazer necessidades explícitas ou implícitas. Quais suas necessidades quanto à um PEP? Quer um que te permita recuperar dados como quantos pacientes deixarama de comparecer às suas consultas com DM ou HAS? E você, Gestor, quer saber o tempo gasto desde o acolhimento do paciente até a primeira conduta médica (tempo Ouro)?
  2. Um produto ou serviço livre de deficiências. Quais as deficiências inaceitáveis para você: Ausência de prescrição eletrônica? Ausência de funcionalidade de inserir fotos de lesão do paciente, diagrama corporal, curva de crescimento e peso?
  3. O grau em que um conjunto de características inerentes satisfaz os requisitos. Esse prontuário possui as características que considera importantes?
  4. Conformidade com os requisitos. Cumpre os requisistos de estrutura, funcionalidade e segurança da SBIS/CFM?
  5. Aptidão para o uso. É intuitivo? As dificuldades de uso são contornadas com treinamento?
  6. Satisfazer as necessidades e expectativas do cliente. Quais as suas necessidades e expectativas?
  7. Superioridade aos concorrentes. Conhece as outras possibilidades no mercado?

Portanto, qualidade é subjetiva e cada usuário possui a sua qualidade. É de extrema importância o mapeamento da qualidade antes da escolha do produto para que as expectativas se satisfaçam e você obtenha um produto de qualidade.

Esse artigo foi escrito em homenagem ao amigo Dr. Fábio Castro do Informática Médica no PSF devido a uma conversa que tivemos outro dia pelo Facebook.



A SBIS certifica qualidade no Prontuário Eletrônico? é um artigo original do TI Medicina. Quando for copiá-lo dar os devidos créditos.


TI Medicina: http://timedicina.com.br

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