11 de nov de 2014

Antissepsia de iPads, tablets, iPhones e outros smartphones em ambientes hospitalares


Muito antes da ameaça do Ebola, muitos estudos mostram a colonização de agentes infecciosos nos dispositivos móveis usados pelos médicos, estudantes e outros profissionais de saúde em ambientes hospitalares.


As pesquisas mostram que smartphones e tablets estão contaminados com Staphylococcus aureus (MRSA), Enterococo resitente a Vancomicina (VRE), e P. aeruginosa mesmo quando limpos com produtos inapropriados.

Dicas de limpeza:
  • Precauções universais de higiene - lavagem das mãos- antes e depois do uso do iPad
  • Evitar o uso em ambientes isolados para prevenir a transmissão de organismos resistentes
  • Para limpar o tablet ou smartphone, desconecte todos os cabos e desligue-o. Use um pano macio, ligeiramente úmido e sem fiapos. 
Para a antissepsia o produto mais eficaz é o Sani-Cloth CHG 2%, uma mistura de álcool isopropílico 70% e clorexidina a 2%, mas não encontrei para a venda no Brasil. Pode-se comprar na Amazon. Com exceção do Clostridium, este produto foi eficaz contra MRSA e VRE, além de vírus, outras bactérias e o bacilo da TBC. 



O ideal é que se use barreiras de proteção como CleanCase, onde podem ser usados produtos corrosivos como cloro. Mas nem sempre é prático usar seu dispositivo encapado.

Aqui no Brasil temos o Isopropanol (Álcool isopropílico 99,8%) ideal para limpeza de eletrônicos pois não contem água e evapora rapidamente. Não é difícil de achar para comprar e já bem mais eficiente que limpar só com pano sem fiapos.

  • Surface Microbiology of the iPad Tablet Computer and the Potential to Serve as a Fomite in Both Inpatient Practice Settings as Well as Outside of the Hospital Environment - Hirsch EB, Raux BR, Lancaster JW, Mann RL, Leonard SN (2014) . PLoS ONE 9(10): e111250. doi:10.1371/journal.pone.0111250
  • Disinfecting the iPad: evaluating effective methods. Howell, V. et al. Journal of Hospital Infection , Volume 87 , Issue 2 , 77 - 83
  • Bacteria on smartphone touchscreens in a German university setting and evaluation of two popular cleaning methods using commercially available cleaning products  Markus Egert,Kerstin Späth,Karoline Weik,Heike Kunzelmann,Christian Horn,Matthias Kohl,Frithjof BlessingFolia Microbiologica.2014;44(7)16

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