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24 de jan. de 2018

Prontuário eletrônico para Celular: TI Saúde

Estou a procura de um bom prontuário eletrônico para smartphone, onde eu possa cadastrar meus pacientes nos meus locais de trabalho e exportá-los a uma base de dados para pesquisa. 
Hoje vou mostrar o Prontuário TISaúde, que achei bem interessante, disponível para Android e iOS, além de Web.

A plataforma TISAÚDE é formada por um conjunto de sistemas e aplicativos inovadores por meio de  Módulos que contem apenas as ferramentas de interesse do usuário. No meu caso, avaliei somente o Módulo Prontuário Eletrônico.
Tela do paciente: possível inserir foto, vídeo, som e arquivos ao prontuário, No cadastro do paciente constam dados indispensáveis como CPF, filiação, etc.
A interface do aplicativo é intuitiva e limpa, visualmente agradável. O cadastro do paciente tem campos imprescindíveis e ainda há a possibilidade de enviar email para o paciente direto do app.

Tela de atendimento: fichas de anamnese, receituários, pedidos de exames, atestados, orientações, pareceres (encaminhamentos), as visitas clínicas realizadas e as cirurgias realizadas.
A tela de atendimento fornece sempre uma opção em branco, e uma padrão, tanto de ficha de anamnese, como de atestado, etc. E o interessante é que pode ser customizada, pela equipe da plataforma, à pedido do médico, para que se adapte perfeitamente ao atendimento de sua especialidade. 
Tela da anamnese padrão: esta pode ser customizada para maior comodidade do médico especialista.
O registro pode ser editado ( o que na verdade não é recomendado), mas felizmente guarda e mostra sempre as versões anteriores dos registros e quando foram as edições. 
 Outras funcionalidades que não testei contam com Agenda, Gestão, TUSS (faturamento), Relatório de análise de pacientes.
O suporte do app afirmou ser possível a  exportação de dados em formato específico para pesquisa.



Preços e módulos podem ser vistos aqui.

16 de abr. de 2017

Aplicativo para marcar consultas na Atenção Básica no SUS em Curitiba

Prefeitura de Curitiba lançou nesta quarta-feira (12) um app para o agendamento de consultas e procedimentos médicos no Sistema Único de Saúde. O aplicativo Saúde Já Curitiba permite que os usuários dos serviços públicos possam marcar as visitas ao médico diretamente pelo celular. A novidade está em fase de testes e está disponível apenas para quem mora nas imediações do Bairro Portão.




Segundo a prefeitura, o aplicativo permite que os usuários escolham o melhor dia e o melhor horário para se consultarem nas unidades de saúde. Atualmente, podem experimentar a novidade os pacientes atendidos pelas unidades de saúde dos bairros Vila Izabel, Portão, Fazendinha e Santa Quitéria. A expectativa é de que até 2018 o programa funcione para os pacientes de toda a cidade.


O aplicativo Saúde Já Curitiba está disponível em versões para Android e também iOS. Quem não possui smartphones pode acessar o sistema pelo site especial saudeja.curitiba.pr.gov.br, onde os links para baixar os aplicativos estão disponíveis.
Fonte: G1

13 de abr. de 2017

AHEAD 30: detectando lesões cerebrais traumáticas com o smartphone


AHEAD 300 é um dispositivo portátil para detectar TCE. BrainScope - que recebeu a aprovação do FDA desde Setembro de 2016 para o dispositivo - é  uma empresa médica de neurotecnologia que está desenvolvendo uma nova geração de dispositivos portáteis, fáceis de usar e não invasivos, projetados para auxiliar os profissionais médicos a avaliar rápida e objetivamente diversas condições neurológicas, começando com lesões cerebrais traumáticas, incluindo concussão. A empresa de Bethesda, Maryland, trabalha em parceria com o Departamento de Defesa dos EUA.


Ahead 300 consiste de um headset que transmite dados para um dispositivo portátil com o objetivo de avaliar a probabilidade de um paciente ter mais do que um mililitro de sangramento no cérebro e sinaliza a necessidade de uma avaliação neurológica mias completa.

Em um teste clínico recente envolvendo 11 hospitais e 720 participantes, o AHEAD 300 conseguiu detectar corretamente hemorragia cerebral em 97% dos pacientes. Esses resultados agora aparecem no periódico científico Academic Emergency Medicine.

18 de fev. de 2017

Asculta Pulmonar- Sons online


O perfil do Meddy Bear no Facebook sempre vem com atualizações, bons esquemas médicos, ferramentas e utilidades muito oportunas principalmente para estudantres de Medicina. Vale a pena seguir!
Ouça com Fones de Ouvido!

Sibilos


Sibilos na Asma

Sibilos na Bronquiolite

Sibilos no DBPOC


28 de jan. de 2017

Evidências científicas sobre o uso do whatsapp na prática clínica

A cada dia usamos mais o whatsapp tanto entre colegas quanto em comunicação com pacientes. E na minha opinião, é uma excelente forma de segunda opinião médica, relatório de encaminhamento médico, contato com especialistas, etc...

Hoje vou falar de uma revisão do uso do app na prática clínica (1). WhatsApp in clinical practice: A literature review  revisou a literatura sobre o uso do WhatsApp na prática clínica, como é usado e a satisfação dos usuários com a ferramenta. 

Houve sete relatos de casos, seis dos quais foram da Índia e um da Arábia Saudita Arábia. Seis serviços clínicos, além de grupos intradepartamentais, incluíram um serviço de triagem de retinopatia diabética na Índia que usava uma câmera de fundo acoplada a um smartphone, um serviço de triagem para patologia bucal e odontológica na Itália, um segundo serviço de opinião para emergências maxilofaciais na Turquia, um programa de cardiologia de emergência na Turquia, e pacientes na Espanha usando WhatsApp para contatar seu alergologista. Uma visão geral do uso de aplicativos cirúrgicos na prática clínica mencionou o uso de WhatsApp por um cirurgião pediátrico na África do Sul.




O WhatsApp está sendo usado em uma variedade de serviços clínicos para facilitar a comunicação dentro de grupos intradisciplinares.

Os médicos incorporaram o WhatsApp em sua prática cotidiana sem a necessidade de formação adicional, quer técnica ou profissional. Em geral, as vantagens práticas de usar WhatsApp superam as desvantagens. Há má compreensão e equívoco de como o WhatsApp usa criptografa, transmite e armazena mensagens de texto e arquivos associados. O consentimento, a confidencialidade, a privacidade dos pacientes, a segurança dos dados e a manutenção de registros foram pouco relatados (o artigo foi escrito antes da criptografia end-to-end). Parece que a maioria dos clínicos não tinha conhecimento das potenciais violações de segurança e confidencialidade que poderiam ocorrer.

Alguns  médicos erroneamente acreditavam que usar uma conexão wi-fi (de preferência protegida por senha) em vez do serviço GSM do telefone, ou que confinar mensagens para o grupo de bate-papo resolvia os problemas de segurança. Idealmente não deve haver dados de pacientes armazenados em um telefone. Alguns defendem a supressão de mensagens após um determinado período, enquanto outros têm notado os benefícios de ter dados do paciente permanentemente armazenados. Os dados do WhatsApp armazenados em telefones permanecem criptografados, mas podem ser "lidos" se o telefone estiver desbloqueado. As precauções razoáveis são proteger a senha do telefone, de preferência usando biometria e senha no app.

Conclusão
A ubiquidade do WhatsApp, sua simplicidade, baixo custo e criptografia melhorada tornam uma proposta atraente para o desenvolvimento de serviços de telemedicina em ambientes com restrições de recursos. O advento da criptografia de ponta a ponta reduz as preocupações de segurança, mas pode enfrentar a regulamentação médica em alguns países. O que é necessário agora é o desenvolvimento de diretrizes para o uso do WhatsApp para grupos intradisciplinares e consulta de telemedicina. Estas podem começar como diretrizes genéricas que podem ser adaptadas para atender às necessidades legais, regulatórias e éticas locais usando o WhatsApp

1. MARS, M.; ESCOTT, R. WhatsApp in clinical practice: A literature review. Studies in Health Technology and Informatics, v. 231, p. 82–90, 2016. Disponível em: <http://ebooks.iospress.nl/publication/45680>. 

9 de jan. de 2017

S-Skin da Samsung: tecnologia para dermatologia

Samsung lançou alguns produtos destinados ao cuidado da pele na CES 2017.


S-Skin é uma solução destinada ao consumidor final, mas ao meu ver, pode ser muito útil para dermatologistas.
Dispositivo analisa a hidratação, melanina e vermelhidão da pele usando luz LED

É composto de um patch com microagulhas e um dispositivo portátil que analisa e cuida da pele. O patch com microagulhas pode penetrar profundamente a pele para administrar ingredientes eficazes e aumentar a absorção. 

O dispositivo pode medir a hidratação, vermelhidão e melanina da pele para um cuidado personalizado da pele usando luz LED. A condição da pele é salva no aplicativo para acompanhar as alterações ao longo do tempo.

Entenda mais no vídeo abaixo:



11 de dez. de 2016

Internet das coisas: sensor de gases para diagnóstico de doenças gastrointestinais e coloproctológicas

Como coloproctologista, adorei uma outra demonstração (veja a primeira aqui) que assisti no CBIS 2016.

Tratava-se de um sensor para correlação de doenças com gases de eructação e flatulência desenvolvido em projeto de doutoramento de Nathália Moraes  do Nascimento.

A Internet das Coisas pode ser definida com uma tendência em TI em que vários dispositivos considerados “burros” são conectados a redes de comunicação para a troca e coleta de informações. Ela envolve, mas não se limita a, o uso de sensores de presença e temperatura inteligentes para a regulação climática de um ambiente.  Na Saúde, aplicativos móveis podem se conectar a dispositivos diversos para obter e relacionar dados sobre o nosso corpo em busca de insights médicos.(fonte). Mas não temos relatos de dispositivos que analisem gases corporais (eructação e flatulênica), por isso o projeto da Nathália é um dispositivo sensor de gases, com comunicação wireless com smartphone.

Dispositivo de teste com arduino e sensores de álcool, CO2, Metano e Hidrogênio
O dispositivo é colocado próximo ao paciente e mede automaticamente a composição dos gases. 


 E como ainda não há estudos sobre o tema com sensores, acho que a correlação da composição dos gases pode ser muito útil, por exemplo, em endoscopias digestivas altas ou retossigmoidoscopias, ou mesmo em consultórios médicos com objetivo de screening de pacientes.


NASCIMENTO, N. M. DO; VIANA, M. L.; LUCENA, C. J. P. DE. An IoT-based Tool for Human Gas Monitoring. Anais do XV Congresso Brasileiro de Informática em Saúde, p. 96–98, 2016. Disponível em: http://www.sbis.org.br/biblioteca_virtual/cbis/Anais_CBIS_2016_Diversos.pdf

11 de jun. de 2016

Nutrição e Fitness, Dispositivos wearables e registros eletrônicos de saúde

Quantified Self, Mobilidade e Saúde: Palestra muito interessante com 13' de duração, do prof. Renato Sabbatini sobre uso de dispositivos de fitness para registro de atividades físicas, nutricionais e a utilização em registros eletrônicos pessoais de saúde.





Leia também:

Lista dos sensores vestíveis no mercado ou em desenvolvimento

17 de mai. de 2016

App Whitebook Clinical Decision - Guia de prescrição médica, antimicrobianos, bulario e conduta para decisão clínica

O Whitebook, tanto para iOS quanto para Android,  hoje é muito mais do que um guia de prescrições, mas sim uma ferramenta de auxílio a tomada de decisão do médico moderno. Com mais de 2.500 tópicos e englobando diversas especialidades, o app tem como objetivo expandir ainda mais seus conteúdos a cada atualização.



O aplicativo médico mais baixado da loja, com mais de 78000 usuários, acaba de evoluir para sua mais nova versão:  maior base nacional em conteúdo médico com mais de 2500 tópicos atualizados em doenças, drogas e manejo clínico.

Vantagens: 
  •  Conteúdo 100% Offline: Seu guia de prescrições médicas conta com mais de 300 orientações de prescrição para todos os usuários, além de um bulário de medicamentos com mais de 3000 bulas, e absolutamente todo o conteúdo com disponibilidade offline.
  • Incluído consulta ao "CID-10" e aos códigos de "Procedimentos SUS"! Recursos Gratuitos!
Conteúdo Gratuito



Recursos exclusivos para usuários Premium:
  • Condutas pediátricas, drogas pediátricas e prescrições pediátricas;
  • Guias de diagnóstico e doenças com abordagem diagnóstica e terapêutica (em constante expansão);
  • Guia de Antimicrobianos para 100 infecções da prática clínica;
  • Guias de condutas práticas fundamentais para emergência, terapia intensiva, enfermaria de clínica médica e especialidades, e ambulatório;
  • Total de 600 prescrições na versão completa do aplicativo.



Um aplicativo em constante expansão: mais de 2500 tópicos de conteúdo disponíveis. Seja na emergência, no CTI, na enfermaria de clínica médica e especialidades, ou no ambulatório, esta será a plataforma de auxílio na tomada de decisão clínica.

Além disso, o aplicativo agora funciona em um modelo Freemium onde o existe uma versão gratuita (super completa) e uma versão premium com assinatura no valor de R$20,00.

24 de mar. de 2016

Clarius: ultrassom portátil wireless para Android e iOS


Clarius

O novo Ultrassom Portátil Clarius para tablets e smartphones, iOS e Adroid, é mais um dos meus objetos do desejo.

O trasndutor Clarius é wireless (sem fio) e funciona com um aplicativo móvel que é compatível com a maioria dos dispositivos iOS e Android. Com ajustes automatizados e uma interface intuitiva, o dispositivo de ultra-som pessoal é projetado para ser usado em exames rápidos e orientar procedimentos, tais como bloqueios nervosos e acessos venosos centrais.
Clarius

Ainda não foi divulgado o preço do Clarius, mas deve limitar bastante seu uso.

Outro produto que também está na minha lista é o Philips Lumify.

Philips Lumify 

Philips Lumify 

Com modelo de assinatura escalável mês a mês ($199,00/mês), Philips Lumify tem um período experimental de 30 dias. Assinatura inclui um transdutor Lumify, o Lumify Android app, atualizações de software, garantia do fabricante, e acesso ao serviço e educação Philips.

6 de mar. de 2016

Whatsapp, criptografia e segurança de dados para telemedicina


Whatsapp é um app para celulares e web, de troca de mensagens (voz, texto, imagem, vídeos e documentos) que a cada dia mais tem sido usado à revelia do CFM, entre médicos e seus colegas e entre médicos e pacientes.

O CFM define a telemedicina como "o exercício da medicina mediante a utilização de metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em saúde". 

Face a interpretação de que se trata de ato médico, os serviços prestados através da telemedicina deverão oferecer infra-estrutura tecnológica apropriada e obedecer as normas técnicas do CFM, no que se refere à guarda, manuseio, transmissão de dados, confidencialidade, privacidade e garantia do sigilo profissional. De acordo com a legislação, em caso de emergência ou quando for solicitado pelo médico responsável, o profissional que emitir o laudo a distância poderá oferecer o devido suporte diagnóstico e terapêutico. O artigo 4.º ressalta, contudo, que a responsabilidade profissional é do médico assistente do paciente; os demais envolvidos responderão solidariamente na proporção em que contribuírem por eventual dano ao paciente.

Uma informação interessante, que a maioria dos leigos desconhece, é que telemedicina é de médico para médico, do médico que assiste o paciente ao médico consultor. Telessaúde envolve profissionais de saúde em geral e pacientes. 

O que falta no app para ser usado na telemedicina?
  • Segurança de dados: o app Whatsapp usa a criptografia end-to-end, o que significa que as mensagens estão criptografadas nos servidores da empresa, e só podem ser lidas/vistas/baixadas no celular que enviou e no que recebeu. Portanto, é segura o bastante, como se pode ver no recente episódio envolvendo a Justiça Brasileira e o Facebook.  Mas o CFM e a SBIS, que definiram os padrões de segurança para a telemedicina, ainda não tem um projeto ou estudo envolvendo segurança de dados em saúde e aplicativos móveis, infelizmente.
  • Guarda, manuseio, confidencialidade, privacidade e garantia do sigilo profissional:  todas essas questões, no que se refere ao aplicativo, ficam muito restritas ao comportamento do médico em relação às boas práticas de segurança na internet. O único entrave seria a guarda propriamente dita. O ideal seria a exportação da conversa para um Prontuário Eletrônico como parte de um atendimento. Para saber mais, veja CERT.br e o artigo  TI Móvel na Saúde: Privacidade, Confidencialidade e Segurança.
  • Inscrição no CRM:a pessoa jurídica que presta serviço de Telemedicina deve estar inscrito no Cadastro de Pessoa Jurídica do Conselho Regional de Medicina do estado onde estão situadas, com a respectiva responsabilidade técnica de um médico regularmente inscrito no Conselho e a apresentação da relação dos médicos que componentes de seus quadros funcionais. Para uso do aplicativo por médicos, e esse pré-requisito já está cumprido.
A evolução da tecnologia é muito rápida e a morosidade das nossas instituições fazem com que o uso de tecnologias pelos médicos deixem de lado a regulamentação da categoria em prol de uma maior agilidade de processos e melhor atendimento à Saúde. 
Continuaremos usando essa ferramenta tão útil para discussão de casos clínicos, passagem de plantão, encaminhamento de casos médicos e segunda opinião, mesmo que o CFM continue ignorando as novas tendências da profissão.
Whatsapp, criptografia e segurança de dados para telemedicina é um artigo original do TI Medicina.

20 de dez. de 2015

Estudo Mundial sobre Médicos e Saúde Digital: Mídias Sociais

A Cello Health Insight é uma agência de pesquisa em marketing na Saúde com mais de 30 anos de experiência entregando inteligência de negócios para setores de saúde e farmacêutica. Fazem pesquisa de mercado em Saúde para projetar e conduzir guias de negócios para tomada de decisões.

O relatório The Digital Health Debate 2015 revela como os médicos estão usando canais e dispositivos digitais para trocar informações, comunicar com seus pares, representantes farmacêuticos e pacientes.
82% possuem ou tem acesso a smartphones em seu trabalho e 77% afirmam que usam regulamente para fins profissionais. (90% no Brasil, 86% na China, 73% na Itália, 73% na França, Espanha 79% e Alemanha 68%, Estados Unidos 73%)
O maior uso é no Brasil, seguido da China, Europa e EUA. O menor índice de uso de smartphones no meio médico na Europa parece estar relacionado a dificuldade de acesso ao sistemas locais e nacionais de Health Eletronic Resporting (HER). 


Comunicação por redes digitais

88% dos médicos usam o email para se comunicar com colegas de profissão, 68% SMS, 31% usam Whatsapp, 17% Skype. 

A grande maioria dos médicos mundiais relataram que o telefone ainda é o canal principal de comunicação com seus pacientes, seguido pelo email, mensagens de texto, Whatsapp, mídias socias, Skype e outros.


Um dado muito interessante é o uso do Whatsapp pelos médicos mundiais: 87% dos médicos no Brasil usam para comunicar com seus pacientes, em copmaração com 61% na China, 4% nos EUA e 2% no Reino Unido. Aqui, faço uma observação, que nos EUA quem tem dispositivos iOS prefere o iMessage, que é nativo e restrito a essa plataforma, e a Apple ainda domina o mercado lá, ao contrário daqui, onde o Android prevalece. Outro fator é que nos EUA o custo de ligações é muito barata, em comparação com os preços abusivos que pagamos aqui, de onde a preferência por um serviço de mensagens de texto e voz ilimitados, e principalmente assíncrono (não é preciso estarem os 2 interlocutores online ao mesmo tempo).

Uso de Redes Sociais

Na capacitação profissional, as mídias sociais mais usadas no mundo por médicos foram YouTube por 28%, Linkedin por 24% e Google + por 21%. No Brasil e  na China a preferência pelo Youtube é significante. E um dado arrepiante alarmante é o uso da Wikipedia, com mais da metade dos médicos brasileiros afirmando usá-la como fonte para capacitação profissional!!!


Conclusões

As conclusões neste post são minhas, e não refletem uma visão da pesquisa realizada.Apesar dos dados no estudo serem muito interessantes, a metodologia usada (veja abaixo) foi falha, incluindo somente pesquisas online, e com uma proporção de entrevistas com médicos brasileiros muito baixa. Não acho que reflita nossa realidade atual. 

Penso que muitos médicos fornecem o número do seu Whatsapp para os pacientes mais por pressão destes do que por acharem que é um bom canal de comunicação, pois muitos pacientes veem o app como uma forma de economizar ligações, e principalmetne consultas. Outro ponto é que o CFM proíbe o uso de mídias sociais, apps de mensagem, email ou qualquer forma virtual de comunicação, como forma de diagnóstico e prescrição médicas (à excessão da telemedicina regulada pelo CFM).

Outra consideração que faço é o uso da Wikipedia como fonte de referência a aprimoramento profissional! Absurdo essa taxa de 63%! Com as principais sociedades de especialidade médicas usando tanto Youtube como webconferências para aprimoramento profissional (exemplo o PEC Coloproctologia, o programa de educação continuada da SBCP), com recursos como BMJ Brasil, o Portal Saúde Baseada em Evidências, e muito mais, é um disparate que a classe médica brasileira use a Wikipedia. Ainda acho que foi uma falha grave na metodologia usada. 



Metodologia: 1040 entrevistas online de 15 minutos foram realizadas em 8 mercados entre 10 e 31 de Julho pelo M3 Global Research. EUA: 330 médicos, Europa (Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha): 650 médicos, China e Brasil: 60 médicos.


30 de nov. de 2015

Big Data em Saúde - Parte II

Se você ainda não leu a Parte I, lá faço um apanhado das perspectivas do uso de Biga Data na saúde, pegando como referência o curso de Big Data em Saúde no Brasil.

Hoje, falarei de aplicações  de Big Data que já estão sendo utilizadas.

Big Data em Saúde - Parte II -  

Sistema que integra internet das coisas e prontuário eletrônico

O foco da atualidade é a integração de informações, compartilhamento  e análise de Big Data.  

A cada dia centenas de milhares de dispositivos médicos em todo o mundo geram bilhões de bits de valiosos dados em tempo real de sinais vitais de pacientes, informação dos próprios dispositivos, que juntos formam um quebra-cabeças da condição do paciente e estatísticas de dispositivos médicos em determinado momento no tempo.

Imagine poder registrar os dados de todos os dispositivos médicos e enviar essas informações para atender ás necessidades de todos as aplicações do hospital?
  • Promover a segurança do paciente com a transmissão de dados dos dispositivos médicos  ao sistema de gerenciamento de alarme.
  • Melhorar a eficácia clínica identificando precocemente sinais de deterioração do paciente.
  • Apoiar a investigação clínica e melhorar as iniciativas de qualidade de dados do dispositivo médico.
  • Melhorar a eficiência operacional por meio de informações através da utilização e performance de seus ativos de dispositivos médicos o que impacta positivamente na qualidade e nos custo do cuidado. 

InterSystems fechou, em Julho último, acordo de revenda do SmartLinx MDIS da Capsule, que promete realizar as façanhas do vídeo abaixo, integrando dados de dispositivos médicos ao software proprietário, o que na prática, integrará dados de monitores, ventiladores, incubadoras, aparelhos de anestesia, bombas de infusão, sensores de balão intra-aórtico, etc, ao prontuário eletrônico, o EMR TrakCare.  


O SmartLinx MDIS da Capsule é o primeiro sistema integrado de cuidados de saúde a permitir que os hospitais e as organizações de cuidados de saúde aumentem a eficiência e ajudem a melhorar a prestação de assistência ao paciente através da captura de dados de dispositivos médicos e contexto diretamente no ponto de atendimento. O sistema consolida o fluxo de trabalho clínico e coloca os dados para trabalhar, integrando-os com os registros médicos eletrônicos e os sistemas inteligentes para gerar decisões clínicas e operacionais informadas. A conectividade e captura de dados são obtidas através de soluções integradas de hardware e/ou software que atendem aos requisitos de praticamente qualquer ambiente de cuidados de saúde. (fonte Portal ERP)


Assista mais no video:

8 de set. de 2015

Tecnologia online para investigação da fragilidade do idoso - IVCF-20


Conheci o programa MAIS VIDA do cuidado do idoso do Ambulatório de Geriatria da UFMG, sob coordenação do Dr. Edgar Nunes de Moraes e Dra Flávia Lanna de Moraes, e fiquei muito impressionada (para quem deseja saber mais sobre o projeto, leia Atenção à Saúde do Idoso - Aspectos Conceituais da OPAS, e o eBook  Avaliação Multidimensional do Idoso).

O programa Mais Vida da PBH funciona no ambulatório Jenny de Andrade Faria do HC-UFMG e recebe os idosos frágeis com o objetivo de: 
  • Submetê-los à Avaliação Multidimensional do Idoso (Avaliação Geriátrica Ampla) e elaboração do Plano de Cuidados;
  • Indicação de intervenções interdisciplinares capazes de melhorar a autonomia e independência do idoso e prevenir o declínio funcional, institucionalização e óbito, mesmo na ausência da Avaliação Multidimensional do Idoso tradicional;
  • Planejamento de demanda programada no SUS e na Saúde Suplementar: definição de grupo de idosos que necessitarão de atendimento diferenciado na Unidade Básica de Saúde. 
  • Estruturação e direcionamento da consulta geriátrica: planejamento da consulta especializada do idoso, destacando as dimensões da saúde do idoso que merecem uma investigação mais detalhada.
Para facilitar a identificação a identificação do idoso de risco (indivíduo com 60 anos ou mais que apresenta maior risco de dependência funcional, institucionalização e óbito), a equipe está lançando uma ferramenta online (IVCF-20)  que pode ser usada por profissionais não especialistas em Geriatria e Gerontologia, inclusive o médico,  enfermeiro ou ACS da ESF (equipe de Saúde da Família) , ou até mesmo pelo próprio idoso e seus familiares, de qualquer computador, tablet ou celular com acesso a internet.
O IVCF-20 foi desenvolvido e validado no Brasil, a partir do VES-13 e de outros instrumentos de triagem rápida amplamente citados na literatura, como o PRISMA-7, SHERBROOKE Postal Questionnaire, TILBURG Frailty Indicator, o GRONINGEN Frailty Indicator e outros marcadores específicos.

O IVCF-20 é um  instrumento simples e de rápida aplicação (5 a 10 minutos) e tem a vantagem de ter caráter multidimensional, pois avalia oito dimensões consideradas preditoras de declínio funcional e/óbito em idosos: a idade, a auto-percepção da saúde, as atividades de vida diária (três AVD instrumentais e uma AVD básica), a cognição, o humor/comportamento, a mobilidade (alcance, preensão e pinça; capacidade aeróbica/muscular; marcha e continência esfincteriana), a comunicação (visão e audição) e a presença de comorbidades múltiplas, representada por polipatologia, polifarmácia e/ou internação recente. 

Cada seção é avaliada através de perguntas simples, que podem ser respondidas pelo idoso ou por alguém que conviva com ele (familiar ou cuidador). Foram também incluídas algumas medidas consideradas fundamentais na avaliação do risco de declínio funcional do idoso, como peso, estatura, IMC, circunferência da panturrilha e velocidade da marcha em 4 metros.

Pode ser aplicado por toda a equipe de enfermagem (enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem) e demais profissionais da área de saúde (médico, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, assistente social, dentista, psicólogo e farmacêutico).

Abaixo veja algumas telas e o relatório final do teste que fiz.
Tela inicial do IVCF-20

Segunda aba - Auto Percepção da Saúde

Resultado do teste: Alto Risco de Vulnerabilidade Clínico-Funcional

No site ainda é possível baixar uma aula em power-point sobre IVCF e ver a escala de fragilidades do Idoso, com estratos de 1 a 10.

O aplicativo web possui muito boa usabilidade, navegando entre abas com barra de progresso em porcentagem embaixo à direita. A interface é limpa e intuitiva, sendo muito fácil de usar inclusive por leigos.


PS: para os médicos da PBH: para encaminhar idosos frágeis ao serviço basta referenciar para:
Mais Vida - Geriatria ambulatório Jenny Faria
A marcação sai com cerca de 1 semana, pois há 1000 vagas por mês para idosos frágeis.

27 de ago. de 2015

Aplicativo do Cartão Nacional de Saúde, o Cartão SUS, já disponível para Android

O Cartão SUS Digital é um aplicativo do Ministério da Saúde para acessar Cartão Nacional de Saúde pelo smartphone ou tablet.


  • O Cartão SUS facilita seu acesso aos serviços de saúde no Brasil
Seja na versão física ou digital, o Cartão SUS facilita a localização de seus dados pessoais e histórico clínico no momento em que você busca atendimento em um serviço de saúde.

  • Acesse seu Cartão SUS Digital, em questão de segundos.
É só baixar o aplicativo no seu smartphone ou tablet, realizar um rápido cadastro e o sistema localizará o seu cartão.

  • Envie seus resultados de exames para sua equipe de saúde
Na aba “Meus exames” você informa resultados de exames de Pressão Arterial e Glicose, e sua equipe de saúde poderá, via celular ou tablet, acompanhar esses resultados.

  • Suas Informações conectadas para melhorar o atendimento no SUS
Você poderá cadastrar suas alergias, medicamentos que faz uso e contato de emergência. Essas informações serão sincronizadas com o e-SUS e outros prontuários eletrônicos, ajudando sua equipe de saúde no momento do atendimento agendado ou de urgência.

  • Gire o smartphone e seu cartão SUS está na mão
Quando for a um serviço de saúde, gire seu telefone e lá estará a imagem do seu cartão SUS igualzinha ao cartão físico. Lembre-se de levar um documento com foto.



 Obs: a única crítica é quanto ao CPF do profissional de Saúde ficar disponível no cartão SUS do usuário. Não gostei mesmo desse dado exposto.


Cartão SUS Digital para Android
Idioma: Português
Preço: Gratuito