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10 de out. de 2020

A bolha médica do twitter: #medtwitter #medtwitterbr e #medtwitterstudy



Caí, meio que sem querer, na bolha #medtwitter e descobri um mundo de médicos gente boa, cheios de humor, com ótimas threads médicas  e com bastante assunto off-topic  divertido também.

O que é uma bolha social?

A bolha social é um efeito de isolamento que nós causamos nas redes sociais com nossos clicks. É o ajuntamento de pessoas em um dado espaço ou rede social, e que na maioria das vezes não permite a troca de ideias com quem não pensa da mesma forma. 

Quando estamos na nossa rede social tendemos a pensar que milhões pensam como nós, pois algorítmos tendem a nos mostrar aquilo que buscamos. Por exemplo, se você começar e pesquisar por terraplanismo no Facebook ou Youtube, logo você só receberá posts ou vídeos corroborando essa ideia, o que reforça a sensação de estarmos certos, mesmo sobre algo tão absurdo em termos científicos. Um bom documentário sobre isso é o Dilema das Redes Sociais , na Netflix.

Mas qual a vantagem do #MedTwitter então?

Se bolhas sociais são tão ruins, por que recomentar uma do Twitter? Pelo mesmo motivo de se reunir na hora do café com colegas no plantão e bater um papinho pra relaxar, discutir casos, contar assuntos engraçados, piadas, compartilhar memes e aprender um pouco uns com outros.

Encaro o #MedTwitter como meu horário do café no plantão. Lá tem ótimas discussões de casos, muitos memes do momento, Insights e críticas interessantes, muitos médicos recém formados cheios de sonhos e idealismo.

Mas sempre tem quem vai lá e problematiza. Então, se não te agradou, não siga e permaneça na sua bolha social que te faz feliz. 

Siga @timedicina no Twitter e veja quem são meus preferidos lá:

8 de jul. de 2017

Grupos interessantes de Medicina no Telegram

Lista dos grupos Estaduais de Plantão:
Grupos interessantes no telegram:

3 de abr. de 2017

5 coisas que os médicos nunca devem publicar em mídias sociais

 Do site DoctorCPR.com vem essa matéria útil e interessante sobre médicos e mídias socias:

A popularidade das mídias sociais explodiu nos últimos anos, com 31,24% de todo o tráfego na web vindo das plataformas de mídia social . De acordo com o New York Times, em abril de 2015, a principal plataforma de mídia social é Facebook com um incrível 1,44 bilhões de usuários.

Esta imensa popularidade oferece aos profissionais médicos algumas oportunidades para melhorar a sua interação com o paciente. Algumas das maneiras construtivas em que os médicos podem utilizar as mídias sociais incluem:
  • Melhor envolvimento com os pacientes. Responder a perguntas gerais, responder a comentários e compartilhar informações médicas  úteis
  • Promoção de serviços médicos
  • Construir um perfil relevante dentro da comunidade local
  • Divulgação de informações importantes sobre condições médicas, novos tratamentos e resultados de pesquisas


No entanto, você também deve estar ciente dos perigos potenciais do uso de mídias sociais. Aqui estão 5 coisas que os médicos nunca devem publicar em mídias sociais.
 
1. Informação Médica Confiável: Ao usar mídias sociais, vemos muitas manchetes médicas publicadas diariamente. Os artigos são muitas vezes cheio de imprecisões e distorções da investigação médica. Profissionais médicos devem evitar republicar, compartilhar, curtir ou retwitar notícias sobre tratamentos médicos a menos que tenham lido completamente a história e ter verificado a sua precisão. Se um usuário encontrar informações médicas imprecisas no seu perfil, sua reputação online fica prejudicada. 
É importante para os profissionais de saúde perceberem o volume imenso de pessoas que usam a Internet para pesquisar mais sobre sua saúde. Pew Research estima que mais de um terço dos americanos têm usado a Internet para descobrir que condição médica eles ou alguém pode ter . Os pacientes atuais e potenciais encontrarão o seu perfil social  e avaliarão seu índice de exatidão.

2. Não publique nada que viole a confidencialidade do paciente: O American College of Physicians recomenda que os médicos sejam conscientes das implicações, ao usar a mídia social, com relação a confidencialidade do paciente. Houve casos de médicos perderem sua licença médica após postar uma imagem em mídias sociais que violou a confidencialidade do paciente . Mesmo postar uma imagem de uma erupção cutânea pode ser considerado uma violação da confidencialidade do paciente, por isso tenha muito cuidado. Sempre há que se obter permissão do paciente por escrito, se for usar uma imagem de qualquer parte do corpo. Evite falar sobre pacientes específicos em todos os meios sociais, a menos que você tenha permissão para fazê-lo. Mesmo se não há nenhuma chance de que um paciente poder ser identificado pelo que você escreve em mídias sociais, é  pouco profissional discutir as especificidades de sua doença.
Tenha cuidado ao tirar fotos de si mesmo enquanto estiver em sua clínica. Também houve casos em que profissionais médicos acidentalmente incluíram a imagem do paciente no fundo da imagem enquanto tiravam uma  "selfie". Certifique-se de que não há registros de saúde do paciente em exibição ao tirar fotos na prática clínica e nenhum paciente é incluído nas fotografias a menos que eles queiram ser. Todos os profissionais em empregos médicos e empregos em escritório médicos (enfermeiros, médicos de clínica geral, recepcionistas, cirurgiões) devem manter a confidencialidade do paciente em mente quando postar em suas mídias sociais.

3. Suas informações pessoais: Você deve evitar postar qualquer informação pessoal em mídia social profissional. Publicando um comentário, imagem ou vídeo inapropriado pode manchar sua reputação profissional. Também corre o risco de uma ruptura na relação paciente-médico se os pacientes sabem muito sobre sua vida pessoal.  Por exemplo: quando você está falando com seus pacientes em um ambiente clínico não é adequado comentar que  você ficou muito bêbado na sexta-feira passada e passou um vexame.
O Colégio Americano de Médicos (ACP) e a Federação das Juntas Médicas Estaduais (FSMB) recomendam que os médicos criem contas de mídia social separadas para suas vidas profissionais e pessoais . Eles também sugerem que o perfil profissional seja mais visível do que qualquer perfil pessoal.
  Os profissionais médicos devem avaliar se as informações que colocam em seu perfil de mídia social é adequada às necessidades de seus clientes. Se você é um clínico geral, é improvável que postar sobre sua vida pessoal seja de algum benefício para seus pacientes. Sempre pense sobre os tipos de informações de seus pacientes e da comunidade estão interessados ​​em saber. Outros funcionários em clínicas, incluindo recepcionistas e gestores devem ser também cuidadoso sobre o conteúdo de sua mídia social.

  4. Opiniões sobre questões controversas: Ao usar a Internet, muitas pessoas se sentem mais opinativo e livre para divulgar suas opiniões. Acreditam que o mundo virtual não está conectado ao real! Infelizmente, o que você diz no mundo virtual definitivamente terá repercussões no mundo real. Qualquer tópico controverso deve ser evitado no seu perfil profissional, tanto quanto possível, incluindo qualquer coisa a ver com religião, política, racismo, aborto e controle de armas . Você pode perder clientes e credibilidade com isso.

5. Reclamações: Mesmo se você está tendo tido um dia muito ruim, é pouco profissional para usar as plataformas de mídia social para reclamar sobre sua situação. Mesmo se for um paciente desagradável ou um colega irritante, não use mídia social para dizê-lo. Tudo o que você escreve em mídias sociais pode um dia voltar a assombrá-lo. Se você se queixar de seu chefe, na próxima vez que mudar de emprego um possível empregador pode encontrar os comentários on-line. Um paciente pode perceber que você estava reclamando sobre eles em mídias sociais!

* Lembre-se da regra de ouro de usar as mídias sociais como um médico - apenas postar informações que seus pacientes e da comunidade vai encontrar útil. Seja profissional e lembre-se de que os posts de mídia social têm resultados de mundo real *.

Autor: Pablo Horteg-Media Social e Analista de SEO e Escritor Convidado para DoctorCPR.com–America’s #1 Site for Medical Jobs + Practice Resources

leia Também:

Como médicos devem usar redes sociais para evitar erros

4 de set. de 2016

Porque os médicos devem usar redes sociais?

Fui convidada para dar 2 palestras no Congresso do Setor IV do CBC em Vitória neste fim de semana, uma delas sobre "Inteligência artificial e Big Data na Medicina" e outra sobre por que os médicos devem usar Redes Sociais. 







 Apresentação no Prezi:

1 de dez. de 2014

Manual de Ética em Redes Sociais para Médicos e Estudantes de Medicina



A OMC (Organización Médica Colegial de España), que equivale ao nosso CFM, indo de encontro ao que já vem sendo feito em outros países devido a difusão do uso de redes sociais pelos médicos e estudantes e levando-se em conta  a linha tênue entre o pessoal e o profissional neste uso, lançou agora em Novembro no IV Convención de la Profesión Médica, um Manual de Ética em redes sociais para Médicos e  Estudantes de Medicina. Afinal,  o Código de Ética exige, como a medicina moderna, se adaptar a este novo ambiente e evoluir.

A equipe de médicos que trabalhou no projeto foi escolhida devido a sua boa atividade em redes sociais e blogs pessoais: Rafael Olalde , Beatriz Satué, Rosa Taberner, Marian Jiménez Aldasoro, Jose Antonio Trujillo, Rodrigo Gutierrez Fernandez, e Mónica Lalanda. Também contribuíram na elaboração do guia Iris Mar Hernández, Jesús José Camacho, Enrique Sánchez Aciaga, Emilio Delgado y Guillermo Jiménez (estudantes de medicina e membros do Conselho Estadual de estudantes de Medicina ECMS).


Manual de Estilo para os médicos e futuros sobre o bom uso de redes sociais

1-  Respeitar a confidencialidade e o Segredo Médico-Paciente
Se a informação clínica for divulgada em redes sociais, é sempre desejável:
  • Certifique-se de que o paciente não é reconhecível ou identificável, não só por meio de imagens ou dados, mas por associação em relação ao local hospitalar, centro de saúde, especialidade ... etc.
  • Faça uso profissional da informação clínica com objectivo claro e sempre em benefício do paciente em particular ou da medicina acadêmica em geral (para fins de ensino ou de intercâmbio de conhecimento com outros profissionais), evitando o sensacionalismo e morbidade.
  • Cuidado no uso de sistemas de troca de informações em que a segurança dos dados enviados é questionável (leia a privacidade e uso de aplicativos de mensagens).
  • Lembre-se de que não é sensato o armazenamento em telefones celulares e laptops, informações sem criptografia ou imagens.
  • Peça permissão antes de tirar uma foto do paciente e explique em termos que ele possa entender a finalidade dessa fotografia.


2-  Evitar conselho médico a pacientes virtuais
Quando o profissional aparecer nas redes sociais como médico e for questionado por um usuário (conhecido ou desconhecido) é importante observar que:
  • Não há nenhuma obrigação de responder (não é uma situação de bom samaritano), mas se for o caso é adequado e desejável encaminhá-lo a uma fonte confiável (website ou blog) onde possa esclarecer suas dúvidas ou orientá-lo a consultar o seu médico.
  • Pode ser recomendável aproveitar  o poder amplificador das redes sociais para responder a perguntas que possam ser de interesse geral e, assim, fazer um trabalho divulgador que pode ser muito gratificante (saúde pública, promover estilos de vida saudáveis, fotoproteção, etc.).
  • Temos de ser mais cauteloso no caso de consultas de outros profissionais (segunda opinião), especialmente quando eles incluem fotografias e dados reconhecíveis de paciente por terceiros.



3-  Mantenha uma imagem profissional virtual adequada
Quando um profissional escolher livremente estar presente nas redes sociais, usando uniforme médico em sua foto do perfil, é importante lembrar que está vinculando uma imagem corporativa para a profissão. Por conseguinte, é desejável:
  • Evitar o uso inadequado e inconveniente das redes sociais de modo a não abalar a confiança em nossa sociedade. É aconselhável ajustar-se às expectativas existentes na sociedade no que diz respeito à prática médica.
  • Evite sempre atitudes insensíveis, frívola ou pouco de acordo com as regras básicas de etiqueta, ou seja, educação, cortesia e respeito.
  • Não opinar sem pesar as consequências sobre questões médicas,comportando-se de forma sensata e avaliando o contexto, os interlocutores e o tema abordado, assim como as referências  e fontes utilizadas.



4-  Evitar que o uso de novas tecnologias desviem nossa atenção da consulta direta com o paciente
  • Evite interrupções particularmente se eles podem afetar a privacidade e confidencialidade dos dados.
  • Evite fazer e receber chamadas telefônicas ou trocas virtuais que não são absolutamente necessárias, e se assim for, pedir autorização e ser o mais cuidadoso possível.




5-  Ter responsabilidade sobre a informação médica difundida em redes sociais


-A Informação médica publicada em redes sociais deve ser compreensível, precisa, ponderada e prudente. A competência que nos dá nossa formação profissional faz com que nossas opiniões sejam tomadas como referência.

-A Responsabilidade pela informação médica em redes sociais se não se diliu porque o receptor é múltiplo, simultâneo ou desconhecido. Há que se ter responsabilidade sobre o que se divulga. Mas a  possibilidade de interação é também uma enorme vantagem,
  • A criação e divulgação de conteúdos de qualidade, não é uma obrigação profissional, mas é altamente recomendável (promoção de blogs, páginas da web e fóruns virtuais).
  • É altamente desejável que estar alerta e interceptar informações médicas falsas que possam alarmar a população ou comprometer a saúde.


6-  Manter o respeito na interação com colegas ou nos comentários sobre eles

  • Em caso de discordância sobre questões médicas ou profissionais, as redes sociais podem ser uma ferramenta para o diálogo. Em qualquer caso, evitar os insultos e expressões depreciativas sobre os colegas e outros profissionais de saúde.
  • Deve-se evitar alusões a âmbitos pessoais e privados dos colegas.


7-  Faz um bom uso de publicidade e propaganda médica
  • A reputação "off-line" e "on-line" é um dos maiores ativos de qualquer instituição médica ou profissional de saúde. A promessa de valor para qualquer instituição ou profissional de saúde deve respeitar a liberdade e dignidade dos doentes, e ser justo com a sua realidade.
  • O prestígio profissional, que promove relações de confiança com os pacientes,  pode tornar-se mais visível através de publicidade e propaganda.
  • A publicidade e propaganda médica deve ser sempre objetivo, prudente e verdadeira.

19 de out. de 2014

Aplicativos Médicos: como usar Figure 1 no Brasil

O app no qual os profissionais da saúde compartilham fotos de seus casos, ainda não disponível para o Brasil como aplicativo mobile (Atualização em 08/-2/2015: já estão disponíveis para Android e iOS, mas não permitem upoload de fotos)., está para ser lançado na Europa até o fim do ano.


Figure 1 é uma rede social que funciona como o Instagram e seu objetivo é a discussão de casos médicos, baseado em imagens.




Mas aqui no Brasil podemos usá-lo na web. Basta acessar o site  e fazer seu cadastro com a especialidade.
https://figure1.com/

Imagens por categoria de especialidades
Imagens por categorias anatômicas



As imagens preservam a identidade do paciente, com medidas como cobrir o rosto automaticamente com tarja preta. Mas cabe aos usuários bloquearem outros sinais que possam entregar a identidade do paciente como tatuagem. Cada foto é revisada e aprovada por um moderador antes de ser adicionada à base de dados do aplicativo.

Mas um excelente recurso de compartilhamento do conhecimento disponível para a atualização médica!

Você poderá gostar também de:

2 de abr. de 2014

Instagram do TI Medicina com vídeo tutoriais sobre aplicativos médicos


O Instagram é uma rede social gratuita para compartilhamento de fotos e vídeos e tem sido usada para compartilhamento de conhecimento na Medicina. Com o app, é possível aplicar filtros em suas imagens e filmagens e depois publicá-las em seu perfil, onde seus amigos podem visualizá-las, curti-las e comentá-las.

Tenho usado o Instagram para postar vídeo-tutoriais de 15 segundos sobre usos de aplicativos médicos que acho interessantes, sempre com a tag #medicina. 

O vídeo abaixo é um exemplo, onde mostro como usar o app Medscape para verificar interações medicamentosas.

Siga o TIMEDICINA no Instagram!

27 de jan. de 2014

Medicina: grupos e comunidades de discussão no facebook

O Facebook atualmente é a maior rede social em termos de usuários no Brasil, e a comunidade médica está presente em várias comunidades e grupos interessantes. Vão desde grupos de especialidades médicas onde podemos discutir casos com especialistas e pedir opiniões até lugares para se divagar e descontrair com médicos artistas.
Hoje darei algumas dicas de grupos que acho que merecem destaque. Aceito sugestões para editar o post.

Grupo de Pele -  Dermatologia: O grupo de pele e estética- estudo e debate sobre dermatologia e estética. Foi criado em 10 de dezembro de 201. O intercâmbio através do Facebook possibilita uma interação mais rápida. Objetivo deste grupo é intercambiar conhecimentos, opiniões, passar experiências, postar fotos de casos dermatológicos até mesmo sem diagnóstico ainda. 

Clínica Médica: Protocolos Casos Clínicos e artigos científicos:  discussão de casos clínicos, apresentação de reviews, protocolos,  e muitos artigos. 



AnestesiaDor: Para discussão de assuntos ligados à anestesiologia, dor e medicina intensiva.

Médicos artistas: Este grupo é direcionado a todos médicos e estudantes de Medicina, que além de se dedicar à arte médica, executam ou apreciam as várias manifestações artísticas do nosso mundo: a escrita (prosa, poesias, poemas, contos, etc.), a música, a pintura, o teatro, a fotografia, o desenho, o cinema e outras e outras formas de artes.


Médicos escritores Brasil/Portugal: Grupo de escritores e poetas médicos, que se unem pela linguagem e pela profissão. Sejam bem vindos poetas e escritores de Portugal, Brasil e países da língua portuguesa!


Informática Médica: Grupo para quem se interessa pela área de informática médica.
SBIS Sociedade Brasileira de Informática em Saúde: Comunidade virtual da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde no Facebook. Criado pela Diretoria de Educação e Capacitação Profisional. Temas: computadores, medicina, saúde, informática, telemedicina, telessaúde, prontuário eletrônico, inteligência artificial, hospitais.

30 de set. de 2013

O que é Big Data e porque os médicos odeiam isso

Big Data é, na prática, a tecnologia que permite analisar qualquer tipo de informação digital em tempo real sendo importante para a tomada de decisões. A novidade é que essa tecnologia permite lidar com informações e dados não estruturadas como tweets, posts no facebook, geolocalização, vídeos no youtube e outros dados que  dependem das pessoas e do contexto para serem entendidos.

Parte do Infográfico Big Data de O Globo

O Big data pode ser usado pela área de gestão da saúde com foco centrado nos custos e resultados, com fins a compilar dados não só para o estabelecimento de metas a serem atingidas no plano da saúde individual como também para o estabelecimento de programas e políticas no âmbito da saúde coletiva. A análise dessa enorme quantidade de dados estruturados e não estruturados permite melhorar o cuidado com doenças crônicas (impedindo ou minimizando complicações de diabetes e hipertensão arterial, por exemplo), mostrando eficácia clínica de um tratamento X para um paciente Y(golden-patch) e diminuindo readmissões.

Um dos mais importantes divulgadores da ideia da aplicação do Big Data na área da Saúde é o líder do Mckinsey Global Institute, Michael Chui. De acordo com Chui a ocorrência de epidemias de doenças pode, muitas vezes, ser mensurada até por meio de buscas feitas no google. Na mesma direção cientistas ambientais estão capturando enormes quantidades de dados de qualidade do ar de zonas poluídas e tentando combiná-los com bases de dados de saúde igualmente volumosas para a produção de insights sobre doenças respiratórias. Epidemiologistas têm reunindo informações obtidas nas redes sociais para identificar melhor a propagação de doenças e até mesmo criar sistemas de alerta precoce. Em outro uso que vem sendo dados ao Big Data, pesquisadores estão vasculhando diversos bancos de dados do governo e de clínicas nos EUA para tratamentos de melhor relação custo-benefício para centenas de doenças, informações estas que poderiam transformar as políticas de saúde.

Outros exemplos do uso do Big Data são o projeto que vêm sendo realizado no Kwait, (desenvolvido pela Aridhia Informatics) cujo objetivo é relacionar o registro eletrônico de saúde com dados de Diabetes, e o projeto para monitorar pacientes com câncer, correlacionando os riscos de doenças crônicas bem como a avaliação de pacientes com prescrições de certas medicações associadas a condições clínicas que vem sendo realizado no Reino Unido. No âmbito acadêmico, professores da Harvard Medical School desenvolvem uma pesquisa em farmaco-epidemiologia com o objetivo de aumentar a segurança e efetividade dos medicamentos.

Mas se os benefícios são tantos por que é que alguns médicos odeiam o Big Data? Como toda ferramenta de gestão, ela está voltada para o fornecimento de indicadores exclusivos de produtividade e eficiência voltados quase sempre para o estabelecimento de critérios de parametrização da relação custo/benefício. Infelizmente critérios de efetividade e eficácia em geral são secudarizados pelos gestores na área de saúde uma vez que tais indicadores muitas vezes podem interferir substancialmente nos custos envolvidos no sistema.

Em seu artigo no Information Week, Paul Cerrato, afirma que “algum contador decidirá o que é o desempenho”, e seu temor é  que as aplicações da análise de Big Data associadas à pressão para ajustar a prática clínica à enorme lista de métricas de desempenho pode forçar os médicos a evitar o trato de pacientes mais velhos e doentes cujo quadro clínico podem baixar sua estatística de desempenho em razão do tratamento mais adequado a ser utilizado. Exemplo disso é a política do governo Obama nos EUA de pagamento por performance dos médicos, baseado em metas de produtividade verticalmente estipuladas.

Um exemplo real desta situação pode ser verificada em uma iniciativa da ABIM Foundation que criou uma lista ( denominada Choosing Wisely) de práticas médicas, exames e testes que não são apoiadas por evidências, e que portanto seriam desnecessárias ou poderiam inclusive causar danos. Estão entre os procedimentos listados "não realizar teste de papanicolau de rotina em mulheres de 30 a 65 anos de idade" (e mais alguns outros que podem ser vistos no quadro abaixo). Polêmicas à parte, a inclusão destes procedimentos à essa  lista acabaram por receber o aval de 25 sociedades médicas.

Embora não esteja claro se as companhias de seguros de saúde irão utilizar as listas para controlar os custos ou até mesmo negar a cobertura, é do conhecimento público que planos médicos de cuidados de saúde estão trabalhando cada vez mais com as sociedades médicas sobre as diretrizes de qualidade e os resultados que reduziriam a realização de exames e procedimentos desnecessários.

A maioria dos médicos concorda que a política das operadoras de planos e seguros de saúde em remunerar diferenciadamente o médico pode limitar suas opções terapêuticas. As políticas de meta referencial ou gerencial (método usado pelas operadoras para monitorar e, freqüentemente punir – pecuniariamente ou não – o médico que solicita mais exames complementares do que a média mensal de seus colegas) e o pagamento por performance (uma modalidade que premia médicos que cumprem metas de redução de exames) são práticas são proibidas pelo CFM e condenadas pelas demais entidades médicas, todavia é de amplo conhecimento dos profissionais de saúde que  algumas operadoras continuem a adotá-las.

No âmbito da saúde pública no Brasil, o PMAQ é uma política do Ministério da Saúde e utilizado no SUS cujo objetivo é incentivar a ampliação do acesso da população aos serviços de saúde e a melhorar da qualidade da atenção básica mediante a contratualização de compromissos e indicadores a serem firmados entre as Equipes de Atenção Básica e os gestores municipais, em que uma recompensa financeira que pode ser repassada às ESF (equipe de Saúde da Família) por decisão do gestor municipal em caso do cumprimento do acordo de resultados. Essa política, apesar da boa intensão de melhorar a atenção básica no SUS, é uma política de pagamento por performance praticada pelo Estado Brasileiro.

O Debate em curso envolve uma tensão (que é crescente) entre a mercantilização do trabalho médico por meio do estabelecimento de controles e metas de produtividade baseadas na contabilização (e em alguns casos restrição) dos instrumentos de diagnóstico e de procedimentos que interferem objetivamente na prática da clínica por meio da limitação dos recursos disponíveis ou da “ameaça” de penalização do profissional. O Código de Ética Médica veda ao médico deixar de utilizar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento cientificamente reconhecidos e a seu alcance, em favor do paciente. A decisão dos procedimentos deve ser do médico, preparado na ciência de curar e que melhor conhece os convenientes e os inconvenientes de cada conduta, e principalmente no quadro clínico individual de cada paciente.

Ao usarmos o Big Data e as listas de procedimentos recomendáveis, assim como as ferramentas de gestão, não estaríamos deixando de lado casos que não são estatisticamente significativos, mas que, são pacientes que, em razão destas diretrizes, poderão deixar de ser diagnosticados e tratados corretamente?

"O que é Biga Data e porque os médicos odeiam isso" é um artigo original do TI Medicina. Quando for copiá-lo ou citá-lo, dar os devidos créditos.

3 de mai. de 2012

iMedicine: A influência das Mídias Sociais na Medicina

iMedicine: The Influence of Social Media on Medicine foi o tema do 27º encontro de estudantes de Medicina na New York Medical College, em Valhalla, Nova York.

Os palestrantes recordaram o ensino e prática da medicina nas décadas de 60 e 70, onde a educação médica era baseada em apostilas mimeografadas, livros didáticos e anotações em cadernos das aulas ministradas. O paradigma dominante era o modelo biomédico que reduz todas as doenças a um mecanismo biológico de causa e efeito. O foco era a doença aguda, e especialistas substituindo generalistas. O objetivo da assistência médica era curar e saúde era definida como ausência de doença.

Hoje a convergência do desenvolvimento (genômica, sensores em fio, sistemas de informação, redes sociais, smartphones e poder computacional ilimitado com cloud computing) está mudando de diagnosticar para prever e prevenir. Saúde é entendida como um estado completo de desenvolvimento físico, mental e bem estar social e não apenas ausência de doença. Agora é a hora de concentrar-nos nas doenças crônicas e reconhecer que a gestão de doenças crônicas é tão importante quanto curar a doença.

Dessa forma, as mídias sociais estão entre os recursos que tornam a medicina digital possível. E ninguém pode afirmar como ela transformará a medicina. Mas foi consenso que elas estão presentes para auxiliar o médico de muitas maneiras.

Utilidades das Mídias Sociais na Medicina
  • Desenvolver rede profissional.
  • Angariar pacientes
  • Pesquisar vagas do mercado de trabalho
  • Ficas a par das atualizações e bibliografia médica
  • Estar acessível aos pacientes de um modo que preserve a sua privacidade

Conselhos dados pelos palestrantes à classe médica

  • Equilibre as mídias Sociais com as formas mais tradicionais de comunicação
  • Algumas informações necessárias à prática clínica precisam estar dentro da cabeça além de acessíveis nos smartphones, tablets, etc
  • Aprimore suas habilidades de observação
  • Disponha de  tempo para encontros presenciais com pacientes e colegas
  • As normas éticas são importantes e os pacientes esperam e merecem que se respeite a confidencialidade
  • Comece pequeno
  • Não espere sucesso estrondoso do dia para a noite, independente se seu conteúdo é que qualidade
  • É fácil sentir-se oprimido e acuado pela quantidade de informações disponíveis, mas os filtros ajudam muito
  • Se você postar, a audiência aparecerá
  • Elogios e críticas vêm rapidamente nos meios de comunicação social
  • As mídias sociais não são uma moda passageira





Kent Bottles afirmou que as mídias sociais estão na Gartner Hype Cycle, com seus altos e baixos; vão perdurar e não são um modismo.
Gartner Hype Cycle: um Hype Cycle é a forma gráfica de representar a maturidade e a adoção de determinadas tecnologias. Basicamente o hype cycle caracteriza o exagerado entusiasmo inicial e subsequente desapontamento que tipicamente acontece na introdução de novas tecnologias. O gráfico também pretende mostrar o que ocorre depois desse ciclo inicial, quando a tecnologia cai na real, passa a oferecer benefícios práticos e começa a ser efetivamente adotada pela sociedade. Veja mais detalhes aqui

Hype Cycle 2012 que tenta prever onde cada tecnologia está em sua evolução
Dicas de leitura
Os palestrantes recomendaram para quem quiser se aprofundar mais no assunto o kit de mídias sociais do CDC, o livro The Information: A History, A Theory, and A Flood by James Gleick e o artigo de Betsy Sparrow Google Effects on Memory: Cognitive Consequences of Having Information at Our Fingertips.

As armadilhas e perigos do uso de redes sociais pelos médicos também foi comentado. Todo profissional envolvido em mídias sociais deve conhecer esses dois casos:
  1. Birthing sheds, the cabbage patch and madwives': Irreverent tweets by hospital medic Welsh Gas Doc provoke angry backlash
  2. Unprofessional Physician Behavior on Twitter
A cobertura mais completa do evento pode ser lida aqui.