25 de abr de 2011

Por que gastar com hardware que não é multitarefas na administração hospitalar?

Estava lendo uma reportagem sobre PDAs e os softwares médicos (MV e Honeywell: PDA para a saúde) e me questionei sobre essa "venda casada" de equipamentos que encarecem a TI das clínicas e hospitais e por que não usar uma tecnologia mais disponível, barata e multifuncional?
O PDA citado no artigo é o Dolphin 9700, que é um coletor de dados para ser usado na administração de medicamentos em clínicas e hospitais. Ele envia solicitação de medicamentos para  a farmácia, confere a medicação por meio de código de barras, a checagem da medicação e o horário podem ser confirmados na beira do leito pelo profissional. Preço: cerca de R$2.300,00.

Fico pensando, com a tecnologia móvel disponível hoje, por quê gastar com um hardware desse tipo e não com um que exerça multitarefas?

Um produto, por exemplo, o Apple iPad 3G 32 GB, que hoje custa cerca de R$1500,00 a R$2.000,00 e que a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) estima que o modelo mais simples do iPad fabricado no Brasil poderá custar R$ 990, poderia realizar as seguintes tarefas dentro de um hospital:
  • Leitor de código de barras que envia requisição direto para farmácia (Red Laser, iScan, por exemplo)
  • Prontuário eletrônico do paciente como DrChrono e MDCoder.
  • Solicitar exames e visualização dos mesmos, inclusive exames de imagens como TC, ECG e Radiografias na cabeceira do paciente.
  • Enviar e receber e-mails, assim como mensagem de texto como meio de comunicação entre equipe médica, enfermagem, área administrativa dos hospitais.
  • Acesso a publicações de medicina, fisioterapia, enfermagem, além de DEF, código de ética médica, CID 10, CBHPM etc...
  • Acesso a ferramentas de apoio a decisão clínica.
  • Controle de estoque de medicamentos e a cobrança de todos os itens direto do software de gestão hospitalar.
A opção por tecnologias mais abrangentes pode economizar no custo da TI e ainda automatiza a rotina dos profissionais, facilita o acesso a informação e garante maior controle de suprimentos hospitalares.

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