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24 de jan. de 2018

Prontuário eletrônico para Celular: TI Saúde

Estou a procura de um bom prontuário eletrônico para smartphone, onde eu possa cadastrar meus pacientes nos meus locais de trabalho e exportá-los a uma base de dados para pesquisa. 
Hoje vou mostrar o Prontuário TISaúde, que achei bem interessante, disponível para Android e iOS, além de Web.

A plataforma TISAÚDE é formada por um conjunto de sistemas e aplicativos inovadores por meio de  Módulos que contem apenas as ferramentas de interesse do usuário. No meu caso, avaliei somente o Módulo Prontuário Eletrônico.
Tela do paciente: possível inserir foto, vídeo, som e arquivos ao prontuário, No cadastro do paciente constam dados indispensáveis como CPF, filiação, etc.
A interface do aplicativo é intuitiva e limpa, visualmente agradável. O cadastro do paciente tem campos imprescindíveis e ainda há a possibilidade de enviar email para o paciente direto do app.

Tela de atendimento: fichas de anamnese, receituários, pedidos de exames, atestados, orientações, pareceres (encaminhamentos), as visitas clínicas realizadas e as cirurgias realizadas.
A tela de atendimento fornece sempre uma opção em branco, e uma padrão, tanto de ficha de anamnese, como de atestado, etc. E o interessante é que pode ser customizada, pela equipe da plataforma, à pedido do médico, para que se adapte perfeitamente ao atendimento de sua especialidade. 
Tela da anamnese padrão: esta pode ser customizada para maior comodidade do médico especialista.
O registro pode ser editado ( o que na verdade não é recomendado), mas felizmente guarda e mostra sempre as versões anteriores dos registros e quando foram as edições. 
 Outras funcionalidades que não testei contam com Agenda, Gestão, TUSS (faturamento), Relatório de análise de pacientes.
O suporte do app afirmou ser possível a  exportação de dados em formato específico para pesquisa.



Preços e módulos podem ser vistos aqui.

15 de nov. de 2017

10 mandamentos de cibersegurança para Médicos e Enfermeiros

Não basta um software certificado pelo Processo SBIS/CFM para garantir a segurança de sistemas de registro eletrônico. O fator que fica entre o computador e a cadeira (usuário) ainda é o maior responsável violações de segurança de sistremas eletrônicos. As instituições deveriam investir mais na divulgação de Boas Práticas de Segurança da Informação orientadas a seus funcionários. 

Em face dos ataques de phishing, como o WannaCry (crypto-ransomware que afeta  o Windows, sendo difundido em larga escala em 12 de maio de 2017 através de técnicas de phishing) que afetou o sistema de saúde inglês, Ministério da Saúde de Portugal lança uma campanha para que os profissionais da saúde protejam mais os seus computadores e a privacidade dos pacientes.

O presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, Henrique Martins - que gere a informática do Serviço Nacional de Saúde - diz que é necessário investir mais na formação de quem utiliza os computadores para aumentar a segurança de todo o sistema.

As regras da cibersegurança vão ser distribuídas em formato de folheto ou adesivo, 10 mil cópias, que serão distribuídas por médicos e enfermeiros, e que podem ser colados ao tela do computador para serem sempre visíveis.

Aí vão os 10 mandamentos para cibersegurança na Saúde :

Fonte: Sapotek

23 de jan. de 2014

O que é Prontuário Eletrônico do Paciente

O prontuário médico, antes em suporte em papel e evoluindo para o suporte eletrônico, também denominado como Registro Eletrônico do Paciente (REP), Computer-Based Patient Record, (CBPR), Electronic Medical Record Systems (EMRS) e  Registro Eletrônico de saúde (RES), o Prontuário Eletrônico do Paciente é  o documento que contém a história dos registros de informações concernentes à saúde do indivíduo, podendo ser individual e às vezes coletivo.

O que é necessário para ser considerado prontuário eletrônico?
A simples digitalização (scanner) de histórico do paciente, documentos e exames não pode ser considerada prontuário eletrônico uma vez que não traz mudanças de comportamento e não possibilita a estruturação da informação, ou seja, não permite (ainda) o manejo e pesquisa de dados pois o arquivo é uma imagem e não contem dados estruturados. O ideal, no futuro, é que os softwares possam ler o que foi escrito no papel e digitalizado e transformar essa informação em texto digitado e dados estruturados.

























Mas qual o mínimo de funcionalidades e requisitos necessários? A discussão em torno desse assunto é gigantesca, assim como não há, na legislação do CFM, o mínimo exigido. A Cartilha sobre Prontuário Eletrônico do CFM/SBIS é muito útil e simples e pode elucidar a maioria das dúvidas dos médicos.
























Mas um aspecto muito importante é que a percepção do que é Qualidade difere de profissional para profissional, e o que é excelente para mim pode ser muito ruim para você. Dizer que um prontuário eletrônico é bom pode ser que mesmo sendo cheio de campos para preencher e muito detalhado, é possível depois fazer a análise de quantos pacientes estão com consultas de controle atrasadas e necessitam ser lembrados disso por email automático. Mas para outro profissional, um bom prontuário eletrônico é aquele onde ele possa arquivas fotos do paciente a cada consulta para efeito comparativo de lesões e que tenha um algorítimo matemático que avalie a chance de malignidade incorporado no software.

A maioria dos profissionais acha dispensável uma consultoria de informatização de seu consultório para definir qual melhor software para sua necessidade. Se você pensa diferente, clique aqui.



Você pode também interessar-se por:

  1. Panorama atual do uso de tecnologias (Prontuários Eletrônicos) por médicos - Parte II
  2. A SBIS certifica qualidade no Prontuário Eletrônico?
  3. Lista de Prontuários eletrônicos e Gestão de clínicas
  4. TI em saúde: 9 lições com prontuário eletrônico
  5. Desafios na implantação de prontuários eletrônicos em instituições de Saúde
  6. Usos do Prontuário do Paciente na contemporaneidade por Dra Cristiane Galvão


1 de ago. de 2013

Usos do Prontuário do Paciente na contemporaneidade por Dra Cristiane Galvão

Dra. Maria Cristiane Galvão é colunista do InfoHome e esta semana publicou um artigo muito interessante, que reproduzo aqui:



USOS DO PRONTUÁRIO DO PACIENTE NA CONTEMPORANEIDADE
[Agosto/2013]


Introdução

Em que pese a origem do prontuário do paciente ter seu escopo voltado para a conduta e assistência médica e de enfermagem, na contemporaneidade, o prontuário do paciente em suporte papel e em suporte eletrônico pode conter registros elaborados por diferentes profissionais de saúde. Tais registros, observados os limites da lei, podem ser solicitados e utilizados pelos próprios pacientes ou seus representantes legais, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, farmacêuticos, nutricionistas, biomédicos, odontólogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais, educadores físicos, advogados, juízes, administradores, pesquisadores etc.

Em linhas gerais, ao menos no contexto brasileiro, há um deslocamento histórico do que se denominou “prontuário médico” centrado nos registros médicos para “prontuário do paciente” que, por sua vez, recebe os registros efetuados por diferentes profissionais da saúde. Outro aspecto a ser destacado é que o prontuário passa a ser efetivamente usado pelo paciente em múltiplos contextos voltados ao seu bem-estar, havendo assim o extrapolamento da visão de saúde restrita à dimensão física para um conceito de saúde mais ampliado que considera a dimensão social, física e psicológica do indivíduo. Desse modo, em nossos dias, o “prontuário médico” pode se constituir como uma parte do “prontuário do paciente”, mas nem sempre e nem em todos os casos abrange a totalidade deste.

Considerando essa perspectiva, este texto apresenta situações nas quais o prontuário do paciente é requerido, ressaltando, na conclusão, ações necessárias à sua gestão e manutenção de forma que os pacientes não tenham seus direitos prejudicados.


Usos do prontuário

Uma pessoa que realiza seguro de vida não espera morrer tão cedo. Mas, com certeza, após seu óbito, a seguradora demandará acesso ao prontuário do segurado, a fim de saber quais doenças ele tinha antes e após a contratação desse seguro. Neste contexto, além da família demandar a transparência das razões de morte, o valor a ser pago para aos beneficiários pela seguradora, por exemplo, é associado ao tipo de morte, ou seja, se morte natural um valor, se morte acidental outro valor. Situação similiar acontecerá em casos de seguro de viagem, que a depender da ocorrência de saúde, acidente ou causa da morte, o valor a ser pago para os beneficiários será quantitativamente diferente. Assim, pode-se já iniciar um caminho na compreensão de que as informações existentes no prontuário durante a vida e a morte do paciente possuem valores outros, incluindo valores econômicos, que ultrapassam a própria assistência de saúde.

No momento da morte, o prontuário do paciente é igualmente importante para a equipe responsável pelo serviço de verificação de óbitos, dentre os quais médicos patologistas, que realizam a necropsia, a fim de que a definição da causa de morte tenha mais embasamento. Em caso de morte violenta ou acidental, o prontuário do paciente será demandado pelo Instituto Médico Legal (IML). Certamente, os relatos do paciente sobre violências já sofridas, ameaças, ou intenções sobre sua vida registradas no prontuário do paciente ajudarão as equipes de especialistas na melhor compreensão da morte ocorrida.

4 de jun. de 2013

Uruguai digitalizará os prontuários médicos em todo o país


Converter a suporte digital todos os registros de atendimento de pacientes para melhorar a gestão desses dados e gerar maior eficiência no sistema de saúde, essa é a meta para que estejam disponíveis os dados médicos dos mais de 3 milhões de usuários do sistema de saúde, em qualquer local do país.

Primeiramente, só será digitalizado o prontuário eletrônico de um grupo de usuários do sistema público da Administração de Serviços de Saúde do Estado (ASSE). Nesta primeira parte trabalha-se na integração dos dados básicos de toda a população atendida em instituições públicas e privadas. Os dados básicos são: nome, cédula de identidade, carteira de vacinas, se sofre alguma enfermidade e toma determinada medicação, assim como a carteira de saúde da criança. 

A implementação permitirá que todas as instituições cruzem dados caso seja necessário, o que beneficiará o paciente que requeira atendimento em qualquer posto de emergência ou policlínica de qualquer lugar do país. Além disso, analisa-se quanta informação há digitalizada, já que vários centros de saúde começaram este processo há dois anos.

8 de mai. de 2013

O Prontuário do Paciente – A Paciente Frida Kahlo e seus dados de saúde


Por Luciana Alves 


Frida Kahlo não foi médica, ainda que isto tenha feito parte de seus planos de vida. A pintora, famosa por seus quadros, retratou vários de seus problemas de saúde. Na medicina não raramente é mencionada por aqueles que se interessam pela psicossomática como um exemplo de alguém que transformou a dor pela arte. 

Mas a Frida era antes uma paciente, e certa vez, declarou ela: "Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o tema que conheço melhor". Frida não digitou seus dados em nenhum sistema eletrônico de saúde. Não utilizou nenhum aplicativo ou software de imagem menos sofisticado do que si mesma. Frida ao menos pediu permissão, para pintar seu prontuário médico. Seu prontuário médico era a sua pintura. 

Frida pode ter enunciado esta frase mais como paciente, do que como artista. Como ela mesma afirmou: “sou o tema que conheço melhor”. Frida conseguia dizer sem uma palavra onde estava a incisão, onde doía, sua condição emocional e a percepção de si mesma frente aos seus problemas de saúde. Na verdade, quem conhece a obra de Frida percebe que, no seu “prontuário”, não faltava nenhuma informação e não havia rasuras. 

A revolução tecnológica permitiu a coexistência de um novo tipo de paciente, o e-paciente, aquele que acessa informação de saúde, que consome aplicativos voltados para o cuidado da saúde, e que troca informações com outros pacientes sobre sua condição médica. 

Vimos discutindo atualmente sobre a importância do uso de padrões para o desenvolvimento de sistemas de informações voltados para saúde, e sobre como realizar a troca de informações, gerenciamento e integração entre sistemas de informações na saúde. 

E apesar do meu grande fascínio pelas tecnologias eu não consigo deixar de pensar se realmente estamos trabalhando para “criar sistemas” de comunicação entre os profissionais de saúde e esta nova categoria de pacientes, que possam refletir para uma maior qualidade do dado que irá alimentar esta este sistema durante a integração e interoperabilidade de informações dos dados em saúde. 

O dado pelo paciente, o dado da perspectiva do paciente. A minha perspectiva do dado de Frida Kahlo.   





Drª. Luciana Alves

Neuropsicóloga, Mestre e Doutora em Ciências da Saúde, Pós-doutoranda no ICB-UFMG com temática relacionada à Infoveillance & Infodemiology – Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Dengue. É professora de Informática em Saúde, e preside a empresa Bionics Health Technology. 
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15 de dez. de 2012

A SBIS certifica qualidade no Prontuário Eletrônico?


Todos sabem ( e os que ainda não sabiam ficam sabendo agora) que a SBIS, juntamente com o Conselho Federal de Medicina, tem um Selo de Certificação de Software em Saúde. Certifica que o software cumpre uma série de requisitos de segurança que impedem o acesso a pessoas não autorizadas aos dados do paciente, a adulteração do prontuário, além de manter uma trilha de auditoria que possibilita ver "quem fez o quê e quando".

Mas a SBIS certifica qualidade do Prontuário Eletrônico?? Sim e Não.

Nesse mesmo processo de certificação há também os requisitos de estrutura e funcionalidade, como por exemplo que o prontuário precisa possuir dados de identificação do paciente, com possibilidades de mudança de endereço, estado civil, cônjuge, etc, mantendo ainda o histórico das mudanças. Deve possuir ainda, por exemplo, o manuseio de unidades, de Kg para gramas, de Fahrenheit (symbol °F) para Celsius (C°), notificação de agravos constante na portaria Nº 5, de 20/02/2006 da secretaria de Vigilância em Saúde (Poliomielite, Paralisia Flácida Aguda, Raiva Humana, Rubéola, Síndrome da Rubéola Congênita, etc). 

Todas as funcionalidades e exigências de estrutura tem como objetivo de acrescentar qualidade do PEP.

Mas Qualidade é um conceito subjetivo que está relacionado diretamente às percepções de cada indivíduo. Diversos fatores como cultura, modelos mentais, tipo de produto ou serviço prestado, necessidades e expectativas influenciam diretamente nesta definição. O que é um Prontuário eletrônico de  qualidade para mim, pode ser péssimo para você, com campos demais a preencher, prescrição eletrônica pouco funcional, interface complicada...

Qualidade, n.
  1. As características de um produto ou serviço que afetam sua capacidade de satisfazer necessidades explícitas ou implícitas. Quais suas necessidades quanto à um PEP? Quer um que te permita recuperar dados como quantos pacientes deixarama de comparecer às suas consultas com DM ou HAS? E você, Gestor, quer saber o tempo gasto desde o acolhimento do paciente até a primeira conduta médica (tempo Ouro)?
  2. Um produto ou serviço livre de deficiências. Quais as deficiências inaceitáveis para você: Ausência de prescrição eletrônica? Ausência de funcionalidade de inserir fotos de lesão do paciente, diagrama corporal, curva de crescimento e peso?
  3. O grau em que um conjunto de características inerentes satisfaz os requisitos. Esse prontuário possui as características que considera importantes?
  4. Conformidade com os requisitos. Cumpre os requisistos de estrutura, funcionalidade e segurança da SBIS/CFM?
  5. Aptidão para o uso. É intuitivo? As dificuldades de uso são contornadas com treinamento?
  6. Satisfazer as necessidades e expectativas do cliente. Quais as suas necessidades e expectativas?
  7. Superioridade aos concorrentes. Conhece as outras possibilidades no mercado?

Portanto, qualidade é subjetiva e cada usuário possui a sua qualidade. É de extrema importância o mapeamento da qualidade antes da escolha do produto para que as expectativas se satisfaçam e você obtenha um produto de qualidade.

Esse artigo foi escrito em homenagem ao amigo Dr. Fábio Castro do Informática Médica no PSF devido a uma conversa que tivemos outro dia pelo Facebook.



A SBIS certifica qualidade no Prontuário Eletrônico? é um artigo original do TI Medicina. Quando for copiá-lo dar os devidos créditos.


TI Medicina: http://timedicina.com.br

22 de nov. de 2012

Computadores em consultórios e a relação médico-paciente


Questiona-se se o uso de EHRs diminuir a interação médico-paciente na sala de exame.

No hospital escola da Harvard Medical School, o BIDMC, há um portal com login para pacientes e Wi-Fi em todo o hospital, os médicos muitas vezes chegam à beira do leito para encontrar um paciente consultando seus exames de laboratório em um iPad, pronto com perguntas sobre seus testes.
site para pacientes do Beth Israel Deaconess Medical Center

A literatura mostra, baseada nos estudos realizados em consultórios com computadores na sala de exame,  que computadores atrapalham se os médicos tem facilidade no seu uso e mantém contato visual com os pacientes.

Aqui estão três artigos:

"Os computadores nos consultórios pareceu ter efeitos positivos sobre interação médico-paciente  relacionadas com a comunicação médica sem efeitos negativos significativos sobre outras áreas, como o tempo disponível para os questionamentos do paciente. Mais estudos são necessários para entender melhor uso HIT (Health Information Technology) durante as visitas." J Am Med Informe Assoc. 2005; 12:474-480. DOI 10.1197/jamia.M1741 http://jamia.bmj.com/content/12/4/474.abstract


"Os estudos que examinam o uso EHR (Eletronic Health Records) encontraram efeitos na sua maioria neutros ou positivos sobre a satisfação do paciente, mas os pesquisadores da Atenção Básica necessitam  realizar mais pesquisas para uma resposta mais definitiva." J Am Med Board Fam 2009; 22:553-562.http://www.jabfm.org/content/22/5/553.full.pdf+html


"Com a implementação do registro médico eletrônico chamado HealthConnect em todas as salas de exame em todo o sistema de prestação de saúde da Kaiser Permanente, como os computadores nos consultórios afeta a comunicação médico-paciente é uma nova preocupação. Índices de satisfação dos pacientes foram obtidas para a atenção básica e especialidades em um grande centro médico no sul da Califórnia para determinar se a pontuação seria alterada conforme os médicos começassem a usar HealthConnect na sala de exame. Os Resultados não mostram mudanças significativas na satisfação do paciente para estes médicos. Embora as preocupações de que a satisfação do paciente fosse diminuir após o HealthConnect fosse introduzido, também não houve evidência de que a introdução de um prontuário eletrônico em ambulatórios melhorasse a satisfação do paciente. " 

5 de nov. de 2012

Lista de Prontuários Eletrônicos (web ou dekstop)


A procura por Prontuários Eletrônicos (PEP) aqui no blog e no grupo de Informática Médica no facebook é sempre grande. Assim, resolvi deixar uma lista nas páginas na coluna à direita para facilitar a vida de quem quer ver as possibilidades existentes no mercado hoje.


A lista está dividida em PEPs certificados pela SBIS e outras sugestões. E o que muda em um PEPE certificado para um que não é?

motivos para escolher um PEP certificado

O que é certificação Digital



Para mais informações, acesse o post: Cartilha sobre prontuário eletrônico do CFM/SBIS



19 de set. de 2012

O ponto de vista dos desenvolvedores sobre Prontuário Eletrônico

O post Desabafo de um médico sobre o prontuário eletrônico, tanto na lista de discussão da SBIS quanto no facebook e aqui no blog, teve uma repercussão muito boa, com pontos de vista diferentes sobre o mesmo assunto (Faltam Profissionais de TI em Saúde).
Vou abordar hoje um resumo do que foi dito sobre as dificuldades de um bom sistema de prontuário eletrônico do paciente, do ponto de vista dos desenvolvedores.

  • Falta de incentivo dos CEOs para aperfeiçoamento dos profissionais de TI na área de saúde.
"Consegui um mestrado de informática médica, mas precisava faltar às segundas-feiras pela manhã, a empresa não patrocinou esse que gostaria de se aperfeiçoar na área que a própria empresa era detentora de grande participação no mercado, com grande prestígio, e que contava até com profissionais que era professores na escola que eu iria."  Marinilton Gottschall

  • Faltam profissionais de saúde dispostos a atuar junto com programadores na elaboração e desenvolvimento de sistemas
"Os gerentes precisam adotar a visão progressista de que equipes multi-disciplinares são necessárias, se não indispensáveis. De outra forma, os sistemas de informação continuarão sendo inadequados, apesar do número de linhas de código..." Dra. Maria Lúcia de Azevedo Botelho

  • A forma como as solicitações da saúde são apresentadas dificultam a elaboração das soluções por parte da TI.
"(...)homens da TI também sofrem com a forma com que as solicitações, demandas e projeto chegam às nossas mãos, por profissionais de segmentos não baseados em padrões, muitas vezes de ramos de humanas e biológicas (médicos, advogados e outros)."   Marinilton Gottschall

  • A Saúde é muito mais complexa que outras áreas
"1. A e-Saúde é uma área intrinsecamente multidisciplinar. É necessário um mix de conhecimentos, práticas, experiências e atitudes para entendê-la e trazer soluções adequadas para as suas necessidades;2. De uma forma geral, os potenciais clientes de serviços de TI em Saúde, acham que o tema é simples e que profissionais de TI, em geral, podem atender suas demandas. Tanto assim que alguns hospitais de primeira linha têm CIOs que literalmente desconhecem a área;3. São poucos os profissionais de TI em Saúde, hoje, que conseguem navegar com fluência nas áreas de atenção à Saúde, gestão de sistemas de saúde e gestão e/ou uso de tecnologia.4. O mercado brasiliero de saúde é muito fragmentado e diverso. São cerca de 7.000 hospitais, 1.000 operadoras de planos de saúde e 5.600 municipios, que pouco compartilham em termos de infraestrutura, sistemas e modelos de informação." Lincoln A Moura Jr

  • Tempo necessário para desenvolver um bom sistema é longo, os custos são altos e  gestores de TI em Saúde veem a área como um gasto necessário, e não como estratégia de negócio.
"Quando um analista de negócio chega para conversar com um cliente, ele vê um cliente que muitas vezes não tem a menor idéia de onde quer chegar. Alguns médicos querem uma interface "a sua cara", outros querem "que funcionem como meu celular". Esquecem que desenvolver regras, exige tempo, esforço, testes e custos. E querem tudo isto no menor valor possível. Não discordo que sistemas que usem melhores práticas, tecnologia e I.A. sejam desejáveis. Mas eu vejo a questão: quanto se quer e se pode pagar por isto? (...) Sistemas inteligentes realmente podem ajudar a reduzir e, em muitos casos, até a diminuir o tempo de internação. Mas quem vai pagar por uma equipe de analistas, arquitetos de software, e todos os profissionais que desenvolvem este tipo de tecnologia?"   José Henriques Júnior 

"Em relação aos prontuários eletrônicos, existem diversas opções no mercado, levando em conta a capacidade tecnológica envolvida nesse processo, é possível implementar soluçõespara manipular as informações de modo "inteligente", utilizar ontologias para rastreamento dedados, mas existem problemas que vão além disso, como o padrão de comunicação de dados que são diferentes para cada prontuário, e entre os hospitais, o amazenamento distinto e outro fator também é o custo para produzir algo nesse nível, quem está disposto a pagar o possível alto custo para desenvolver essa tecnologia?" Adriana Costa

16 de set. de 2012

Desabafo de um médico sobre o prontuário eletrônico


Faço parte de uma lista de discussão muito boa da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde e gostei tanto da resposta do Dr. João Marcelo a um post sobre a falta de profissionais de TI em Saúde, que resolvi postar no meu blog. Aí vai:

"Sou médico e há muitos anos interessado em informática na saúde.
Gostaria de tecer algumas considerações sobre o preparo dos profissionais de informática para atuar na área da saúde.
Acho que os profissionais de informática não percebem as diferenças entre a prática profissional em saúde e sistemas bancários, cartões de crédito e gerenciamento de estoques.
Em geral, se fascinam por ontologias e árvores semânticas, relutando (ou não conseguindo) perceber que o raciocínio clínico é muito mais nebuloso e baseado em padrões. Nosso conhecimento vem de bases incertas, sem limites pré-definidos.
Vejo hoje prontuários eletrônicos que não passam de toscas imitações do prontuário de papel. Colocam lá, como quem jogasse em uma caixa, CIDs eletrônicos. Mas quem oferece exames complementares na forma de sistemas de apoio a tomada de decisão que sejam interessantes para aquele CID cadastrado? Quem audita em tempo real a pertinência de um pedido de exames de triagem (sensíveis e não específicos) quando exames de alta especificidade já estão com o resultado disponível para aquele determinado paciente? Quantos estão lendo esse parágrafo sem entender do que eu estou falando?
Nunca vi nos meios onde circulo um prontuário eletrônico que oferecesse sequer uma busca de “string” para o corpo das evoluções. Quanto mais buscas metaindexadas como as do UptoDate, que quando procuramos por petéquias e ele devolve tópicos que tratarão também de plaquetopenia.
Vejo como é fácil para o profissional da informática propor gerenciamentos por curva A, preparar agendas para melhor aproveitamento de salas em centros cirúrgicos ou cruzar fármacos de uma prescrição (usando tabelas prontas, claro) em busca de interações medicamentosas. Mas não vejo eles propondo soluções para saber se o fármaco caro era adequado para as patologias do paciente, nem fazendo sistemas que considerem o tempo de espera do paciente por aquele procedimento que será adiado ou cancelado, tampouco filtrando dezenas de interações estilo pop-up induzindo o usuário à fechá-las mesmo antes de ler.
Faço mestrado e tenho lá contato com as ferramentas de inteligência artificial. Propus nos hospitais onde trabalho que se customizasse a lista de solicitação de exames complementares pelo número do conselho. Eu, na minha especialidade, tendo a necessitar de uma dúzia de exames com muito mais frequência que as centenas que o hospital dispõe. Por que o sistema não consegue me apresentar aqueles em primeiro plano? Por que quando solicito uma angiotomografia (cara e com contraste) ninguém me pergunta antes se uma solicitação de d-dímeros não poderia fornecer informação útil em 30 minutos?
A resposta é essa: por que o pessoal de informática não sabe. Não quer ouvir o cliente. E quando ouve,  se dá conta que precisa aprender ferramentas que não dominam ainda.
Recentemente, ouvi de um analista sênior (ele vai reconhecer a frase se lê-la): “nossas rotinas são excelentes, têm mais de duas mil linhas de código”. Ora, isso é critério de qualidade para sistemas de saúde? De uma das analistas que trabalham com ele, ouvi há anos atrás que o sistema do hospital era o melhor por que tinha mais de duas mil telas. Pelo amor de Deus... Me sinto dialogando com um profissional da IBM. Só que na década de 70.
Redes bayesianas (excelentes por simularem muito bem a forma como se pensa diagnósticos diferenciais e se escolhe investigações e condutas), regras de produção (para sistemas de apoio à decisão alimentados por guidelines clínicos), redes neurais para aprender padrões de comportamento de determinados profissionais ou equipes... Onde estão? Não falo nem de algoritmos genéticos nem mapas de estado...
Sinto muito dizer isso, mas acho sim que há despreparo entre os profissionais de informática. Prontuários ingênuos que acumulam menus e penduricalhos, mostram calculadoras e importam tabelas de cruzamento sem adaptá-las não é o que se precisa. Precisamos de gente que programa como a heurística que prevê o uso fora de padrão do cartão de crédito. Não como o sujeito que programa o débito automático ou o gerenciamento de estoque. Se o Google pode me dizer que vou terminar um email sem anexar (como disse como disse que iria) ou que se quero ir para algum lugar provavelmente vou querer partir de onde estou agora, por que nenhum prontuário me avisa que internei um infartado sem prescrever AAS ou adivinha que se pedi uma transaminase é provável que eu queira também outras provas de função hepática?
Sou otimista quanto ao futuro. Mas para isso, alguém tem que ter a coragem e o investimento de querer fazer diferente. "


Dr. João Marcelo Lopes Fonseca
Médico Intensivista no Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Clínica Médica (HCPA), Medicina Intensiva (HCPA), Gestão em Saúde (Escola de Administração UFRGS)

26 de ago. de 2012

CFM e SBIS tiram dúvidas sobre certificado digital e PEP

A presidente do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (CREMEPE), Helena Maria Carneiro Leão, explica quais são os objetivos da parceria entre o Conselho Federal de Medicina e a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS). Orientar os médicos no que se refere ao prontuário eletrônico e na retirada da nova carteira digital do médico.

A entrevista foi concedida durante MV Experience, evento realiazado, em Recife, entre os dias 2 e 3 de agosto.
Fonte: Saúde Web

15 de fev. de 2012

Cartilha sobre prontuário eletrônico do CFM/SBIS

O Conselho Federal de Medicina e a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde estão lançando a "Cartilha sobre Prontuário Eletrônico - a Certificação de Sistemas de Registro Eletrônico de Saúde".

Essa publicação traz em uma linguagem acessível o que um prontuário eletrônico precisa ter para cumprir as exigências de autenticidade, confidencialidade e integridade das informações de saúde, o que é certificação digital, por que é necessária e as principais dúvidas dos médicos.


limitações do prontuário de papel e vantagens do eletrônico

O que é necessário para paperless

o que é certificação de software

Dúvidas

linkda cartilha: http://www.sbis.org.br/certificacao/Cartilha_SBIS_CFM_Prontuario_Eletronico_fev_2012.pdf




Precisa de  assessoria para certificação do seu software? Acesse http://timedicina.com.br/serviccedilos.html e entre em contato contato@timedicina.com.br

14 de fev. de 2012

Hologramas em prontuário eletrônico e Plama Medicine

No futuro, os ensaios clínicos serão baseados em bytes e bits. Hoje gasta-se $200 milhões de dólares e 20 anos para passar por um completo estudo clínico randomizado. A tecnologia de simulação, uma vez que é capaz de imitar processos biológicos humanos, iria mudar o processo de ensaios clínicos, disse Dr. Richard Satava.

Dr. Richard Satava, professor de cirurgia da Washington Medical Center University, um dos criadores do processo de cirurgia robótica que se tornou o Da Vinci, falou no FutureMed sobre Cirurgia robótica, medicina de plasma e prontuário eletrônico com homem virtual, segundo o Medgadget.

Dr. Satava afirmou que necessitamos de um novo tipo de prontuário eletrônico do paciente que inclua informações baseadas em representações do corpo de pacientes. Ele deu como exemplo o holomer (HOLO-graphic M-edical E-lectronic R-epresentation), que é uma imagem holográfica em 3D do paciente, usando Tomografia Computadorizada, Ressonânica Magnética, Ultrassonografia e outras modalidades de exames.
Assim, não só informações anatomicamente precisas estarão disponívies, mas também informações fisiológicas, biológicas, genéticas, demográficas e outras contidas na imagem. Para o diagnóstico, todos os dados relevantes sobre o paciente pode ser recuperados na forma de um registo visual médico.


Sobre os avanços na Cirurgia Robótica, ele afirmou que 95% do potencial do Da Vinci é desperdiçado. As informações que podem ser colhidas durante um procedimento cirúrgico com o sistema robótico não são aproveitadas. A próxima evolução dos robôs em sala operatória será para substituir as instrumentadoras em procedimentos cirúrgicos. 
aplicação de plasma na pele

"A energia vai ser uma parte muito importante do futuro da medicina", raciocinou.  Plasma Medicine é a combinação de física de plasma , ciências da vida e medicina para utilizar plasma físico para aplicações terapêuticas. O tratamento será capaz de utilizar o poder de plasma (como em uma nuvem de energia) com instrumentos portáteis à temperatura ambiente. Nuvem de plasma são partículas carregadas que podem trabalhar diretamente em células individuais e ao nível molecular. O campo de brotamento dá aos médicos o poder de ligar e desligar a moléculas específicas, por exemplo, influenciar os tempos de coagulação e cicatrização. Também podem ser usados ​​para matar agentes biológicos. "Neste momento no tempo, não existe nenhum agente biológico conhecido que é resistente à exposição ao plasma por 30 segundos", disse ele. Ele supôs que o plasma medicine representa uma das "mais excitantes novas áreas, além de genômica" na medicina moderna.


16 de jan. de 2012

Prontuário eletrônico para parceria com o TI Medicina

Possui um prontuário eletrônico que acha que pode se tornar parte dos produtos oferecidos pela T.I. Medicina nos serviços de Projetos de Informatização à pequenas clínicas e consultórios médicos?
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5 de dez. de 2011

Notícias e atualizações do e-Saúde & PEP2011

O Congresso Internacional e-Saúde & PEP2011 que está acontecendo em Campinas, comemora os 25 anos da SBIS ( Sociedade Brasileira de Informática em Saúde) e mostra-se um grande sucesso.

A abertura oficial deu-se ontem, precedida dos tutoriais pré-congresso, dos quais tive o prazer de assistir apenas "Como implantar um prontuário eletrônico/registro eletrônico de saúde" com Dr Lincoln de Assis Moura Jr e "Certificação digital para  Registro Eletrônico deu Saúde"  com Dr Luís Gustavo Gasparini Kiatake.  Foi uma pena pois os outros abordando e-Saúde, terminologia em informática, governança e usabilidade, ProTICs (certificação profissional da SBIS), saúde móvel e telessaúde foram igualmente interessantes.


Alguns pontos que destaco: 
- O e-CRM, que estava previsto para Março, ainda não deve ser disponibilizado em 2012. Algumas inserções de dados, como o número do Cartão Nacional de Saúde, e alguns detalhes quanto a certificação digital ainda não estão definidos.

- A certificação de registro eletrônico de saúde deve se tornar obrigatória, segundo o CFM, a partir de 2012.
- Dr. Marivan Abraão, da HL7,  afirmou a intenção de ministrar um curso em Belo Horizonte em Janeiro de 2012.

Acompanhem mais novidades pelo twitter do @timedicina.

16 de ago. de 2011

Informatizando o consultório médico - Software

Do blog do José Henriques, UglyDarkSide, mais um excelente artigo sobre hardware na informatização do consultório médico. JHenriques é de João Monlevade, e é uma das pessoas que mais conhecem os trâmites do saúde no SUS.
"Ótimo, vamos informatizar o consultório. E você olha os milhares de sistemas disponíveis na Internet, ou nos congressos de especialidades. Todos prometem mundos e fundos. Com preços diferentes, opções diferentes, ambientes diferentes. E você se sente mais perdido que cego em tiroteio. Como escolher adequadamente o sistema do meu consultório? 

A primeira dica é: Não confie nas aparências. O Sistema deve estar pronto para atender a legislação vigente. Se você adotar uma solução de PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente), não caia na propaganda do vendedor, sem antes verificar no site da SBIS (Sociedade Brasileira de Informática em Saúde). A lista dos sistemas certificados está aqui

Mas vamos lidar que você não irá ter um PEP. Irá ter um sistema para lidar com o agendamento, faturamento e algum registro clínico (emitir receitas, atestados de saúde). Muito bem, o que você precisa considerar então? 

a) Atualizações: Um bom sistema deve permitir atualizações de versões, principalmente para o faturamento eletrônico. Como as operadoras adotam campos de preenchimento opcional e podem vir a validar estes campos, é importante você verificar qual a periodicidade das atualizações dos sitemas, e como elas são disponibilizadas. 

b) Forma de licenciamento: Existe no mercado algumas opções de licenciamento: Por número de usuários, por pagamento de mensalidade, por registros feitos no sistema, enfim, uma gama muito grande de opções. Antes de assumir uma, verifique a sua disponibilidade financeira. E não pense em ser pão duro! Um bom sistema não é barato, pois envolve o desenvolvimento daquilo. Querer sistema barato não é o indicativo de que seu consultório vai estar bem informatizado! 

c) Processos: A escolha do sistema começa por identificar seus processos em consultório: Como sua rotina vai se encaixar na rotina do Sistema de Prateleira? Aquilo que você faz de crítico está previsto no Sistema? Ele permite que minha secretária acesse apenas as informações da agenda? Que configurações preciso ter para rodar este sistema? As tabelas de convênios são facilmente parametrizáveis neste sistema? 

d) Implantação: Este é a pedra do calcanhar da maioria dos sistemas. Muitas vezes, você compra a caixa, mas não recebe o treinamento. Tipo “vai descobrindo pelo manual”. Outras vezes, o sistema oferece uma consultoria de implantação, com previsão de um volume X de horas. Verifique sempre esta possibilidade, pois lhe dá garantia do uso efetivo do sistema, e não parcial. 

e) Autorização on-line e uso de biometria: Com o advento do TISS, a maioria das operadoras liberou o acesso a processos de autorização direta no próprio sistema do prestador, via Webservices. Verifique seu volume de atendimento e economia de tempo para a secretária. Isto ajuda e muito o trabalho da mesma. 

f) Indicadores: Um bom sistema me deve dar indicadores. Quantas consultas eu tenho atendido por convênio, qual é o perfil de minha clientela, quais são os exames que tenho requisitado, quantas consultas de retorno tenho atendido, qual é o volume de faturamento estimado, e quanto eu realizei de faturamento naquele período. Isto ajuda e muito a gerir o seu consultório. Se ele tiver um pequeno sistema Financeiro, que lhe auxilie a gerir as finanças do consultório, melhor ainda. Lembre-se que a gestão das finanças do consultório é diferente da gestão financeira pessoal. Modelos diferentes de negócio, meu caro! 

g) Integração: Muitas vezes, o sistema é excelente, mas não se integra a nada. Por exemplo, com meu celular, com meu dispositivo móvel (tablet, IPAD). Os dados podem ser acessados via Web? Diversos sistemas tem este tipo de recurso (geralmente pago a parte). Se você é um médico conectado, pense nisto. Se não for, considere pelo menos no futuro ter este recurso, ou o fornecedor lhe disponibilizar isto. 

h) Atendimento e suporte: Este é um calcanhar de aquiles de muitos sistemas. O Atendimento antes da venda é uma maravilha, o vendedor só falta carregar água na peneira. No pós-venda, é aquele inferno, você nunca consegue falar com o suporte, e quando consegue, é aquela má vontade de resolver o problema. Opte sempre por verificar isto antes de comprar, pois algumas empresas costumam cobrar por este tipo de atendimento. 

i) Experiência dos colegas: Verifique sempre se os colegas ou usuários do sistema tem boa experiência com o sistema, se é realmente aquilo que eles prometeram. Este tipo de conversa sempre ajuda e muito a esclarecer os problemas antes de comprar. 

No mais, seguindo estas principais dicas, você pode ter uma experiência agradável com seu sistema de prateleira. Se não tiver, pense em optar por uma versão desenvolvida customizada, que é o que abordaremos em nossa próxima postagem desta série. 

E vamos subindo a montanha!"

Leia também:

Informatizando o consultório médico - Hardware

13 de ago. de 2011

O Fracasso/Sucesso de um Prontuário Eletrônico


Do blog Informática Médica no PSF, vem esse post muito interessante que fala sobre o que leva um prontuário eletrônico ser bem incorporado a um serviço e os fatores que levam ao seu fracasso.

"Uma noticia recente cita que a Reino Unido está cancelando um mega programa de Prontuário Eletrônico que ligaria todo o sistema de saúde do país. O governo já gastou bilhões de Libras no projeto. O objetivo era criar um banco de dados único de todos os pacientes. Agora cada serviço poderá escolher qual sistema irá usar. O artigo cita problemas de liderança e não ter consultado os profissionais que irão usar o sistema. Veja os artigos aqui e aqui.

A notícia é interessante para o Brasil pois o Ministério da Saúde está iniciando projetos parecidos como fornecer um Prontuário Eletrônico gratuito para os municípios (ver post anterior).

Particularmente o exemplo britânico me faz lembrar um caso contado por uma médica sobre um Prontuário Eletrônico que foi implantado em um hospital e foi odiado desde o porteiro até a diretoria. O sistema era muito demorado de usar e causava uma cascata de atrasos no atendimento. Há três dias, em uma reunião no meu trabalho, fiquei sabendo de uma reunião entre as gerentes e o secretário de saúde onde foi uma reclamação geral sobre o Prontuário Eletrônico. A informatização em geral pois era incompatível com as novas propostas de metas do governo. O secretário de saúde não estava sabendo de nada.

A literatura sobre informática médica (ou informática em saúde) tem muitos exemplos e informações sobre sucessos e fracassos de prontuários eletrônicos. No inicio da década de 90 o Partners HealthCare desenvolveu um dos primeiros Prontuários Eletrônicos para o Brigham and Women’s Hospital (BWH). Os médicos queixaram muito no inicio e demorou vários anos para entrar em operação. O sistema foi implantado em outros hospitais também com problemas. A “mudança de cultura” era um dos problemas principais. Por fim um médico atuou como chefe de projeto, sistemas pilotos foram usados para testes, e a implementação foi em fases. Todo o hospital acabou ajudando na implementação. A equipe de apoio estava sempre presente para ajudar os médicos. O trabalho foi tido como uma iniciativa dos médicos.

Em 2002, o Cedars-Sinai Medical Center cancelou o Prontuário Eletrônico que estava desenvolvendo. Um pequeno grupo de médicos protestou contra o uso obrigatório do sistema e reclamaram da demora no uso do sistema. O sistema foi cancelado após poucos meses de uso. As causas verdadeiras do fracasso não foram determinadas com certeza, podendo incluir falhas de comunicação entre a diretoria e os médicos (1).

Uma olhada em vários artigos que citam os fatores de sucesso mostra que as barreiras primárias para adoção de um Prontuário Eletrônico são os custos e resistência dos médicos. Os fatores podem ser divididos em liderança, infra-estrutura e fatores culturais. Vários estudos mostram que um programa e sucesso deve ser integrado na rotina diária dos médicos e usuários. A usabilidade e estilo da interface é importante pois para o usuário a interface é o sistema. A interface deve ser clara, sem detalhes desnecessários e interação consistente. Menus, gráficos e cores consistentes podem ajudar a ficar atrativo e simples de aprende e usar.

A lista de fatores de sucesso é grande:
  • Cultivar a aceitação dos usuários como consultar os usuários antes de implementar e participação de todos nas decisões
  • Pesquisar e conhecer experiências semelhantes de desenvolvimento- Consenso sobre a necessidade de um sistema e qual é o melho
  • Detalhar as especificações- Formação de um consenso sobre uma estratégia para os sistemas de informação ou um plano de migração e implementação
  • Priorização e direção da equipe de gerenciamento
  • Líder de projeto de tecnologia de informação e equipe competentes- Sistema intuitivo e testado que pode ser usado com pouco treino.
  • Os testes devem mostrar que o sistema funciona como projetado e produz o resultado esperado- Funciona melhor que o procedimento que substituiu
  • Ter um bom potencial de desenvolvimento
  • Demonstração do custo-benefício do prontuário eletrônico, mostrando que vai melhorar o serviço e a prática da medicina
  • Treinar os usuários e desenvolvedores- Educação e demonstração dos benefícios dos prontuáris eletrônico na melhoria do atendimento ao paciente
  • Trabalhar junto a organizações de padronização ou associações de classe para melhorar e expandir os padrões
A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) iniciou trabalhos sobre o assunto, ainda engatinhando. Se der certo poderá ser fornecido um certificado para prontuários eletrônicos considerados adequados para atuar na Atenção Primária."


Leia também: 

Desafios na implantação de prontuários eletrônicos em instituições de Saúde