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24 de set. de 2014

Panorama atual do uso de registro médico eletrônico pelos médicos generalistas na União Européia

SMART PROJECT 2011/033 EC-OECD  é uma análise comparativa da e-Health (e-saúde) entre os médicos generalistas/de família e tem como objetivo medir o uso de aplicações de TICs e e-saúde por médicos de atenção primária na União Europeia mais a Noruega, Islândia, Croácia e Turquia.
Gênero e idade dos médicos participantes da pesquisa
Tipo de exercício profissional
Usos que os médicos fazem dos registros eletrônicos em saúde


Foram entrevistados uma amostra aleatória de 9.196 médicos clínicos gerais na União Europeia e os dados foram processados ​​usando técnicas estatísticas multivariadas sofisticadas. 

A pesquisa mostra que o acesso e utilização das TIC básicas (um computador conectado à Internet) na consulta tornou-se quase universal em todos os países (97% da amostra). No entanto, para recursos mais avançados, tais como registos de saúde eletrônicos (RES), troca de informações de saúde (HIE), telessaúde e registros médicos pessoais (PHR), os dados mostram que são necessários mais progressos. Apesar dos progressos feitos em relação a 2007, a existência de sistemas de saúde online na atenção primária é limitada à troca de informações clínicas, tele-saúde e os registros médicos pessoais.

Hoje 93% dos clínicos gerais têm algum tipo básico de RES, mas as aplicações mais avançadas são menos generalizadas. 

O nível de implementação é influenciada por características e atitudes dos médicos, bem como as circunstâncias específicas de cada país, e a percepção do impacto e barreiras. A maioria dos clínicos gerais colocar mais ênfase nas barreiras que nos benefícios e consideram a falta de incentivos e recursos econômicos, a falta de interoperabilidade dos sistemas e a falta de um marco regulatório para a confidencialidade e a privacidade como principal barreiras. 

Segundo os relatos da apresentação, os níveis de utilização sugerem estão longe de atingir a meta e os objetivos estabelecidos de saúde online, tanto no Plano de Ação sobre e-Saúde 2012 como a Agenda Digital para a Europa, e são necessários mais esforços políticos para facilitar implantação. 


Se quiserem comparar com o Brasil, os dois posts abaixo oferecem um panorama atual:
À direita, em cima: registros eletrônicos do paciente: presente em 25% dos estabelecimentos de saúde, registro eletrônico associado a registro em papel: 52%, e apenas registro em papel: 23%

23 de jan. de 2014

O que é Prontuário Eletrônico do Paciente

O prontuário médico, antes em suporte em papel e evoluindo para o suporte eletrônico, também denominado como Registro Eletrônico do Paciente (REP), Computer-Based Patient Record, (CBPR), Electronic Medical Record Systems (EMRS) e  Registro Eletrônico de saúde (RES), o Prontuário Eletrônico do Paciente é  o documento que contém a história dos registros de informações concernentes à saúde do indivíduo, podendo ser individual e às vezes coletivo.

O que é necessário para ser considerado prontuário eletrônico?
A simples digitalização (scanner) de histórico do paciente, documentos e exames não pode ser considerada prontuário eletrônico uma vez que não traz mudanças de comportamento e não possibilita a estruturação da informação, ou seja, não permite (ainda) o manejo e pesquisa de dados pois o arquivo é uma imagem e não contem dados estruturados. O ideal, no futuro, é que os softwares possam ler o que foi escrito no papel e digitalizado e transformar essa informação em texto digitado e dados estruturados.

























Mas qual o mínimo de funcionalidades e requisitos necessários? A discussão em torno desse assunto é gigantesca, assim como não há, na legislação do CFM, o mínimo exigido. A Cartilha sobre Prontuário Eletrônico do CFM/SBIS é muito útil e simples e pode elucidar a maioria das dúvidas dos médicos.
























Mas um aspecto muito importante é que a percepção do que é Qualidade difere de profissional para profissional, e o que é excelente para mim pode ser muito ruim para você. Dizer que um prontuário eletrônico é bom pode ser que mesmo sendo cheio de campos para preencher e muito detalhado, é possível depois fazer a análise de quantos pacientes estão com consultas de controle atrasadas e necessitam ser lembrados disso por email automático. Mas para outro profissional, um bom prontuário eletrônico é aquele onde ele possa arquivas fotos do paciente a cada consulta para efeito comparativo de lesões e que tenha um algorítimo matemático que avalie a chance de malignidade incorporado no software.

A maioria dos profissionais acha dispensável uma consultoria de informatização de seu consultório para definir qual melhor software para sua necessidade. Se você pensa diferente, clique aqui.



Você pode também interessar-se por:

  1. Panorama atual do uso de tecnologias (Prontuários Eletrônicos) por médicos - Parte II
  2. A SBIS certifica qualidade no Prontuário Eletrônico?
  3. Lista de Prontuários eletrônicos e Gestão de clínicas
  4. TI em saúde: 9 lições com prontuário eletrônico
  5. Desafios na implantação de prontuários eletrônicos em instituições de Saúde
  6. Usos do Prontuário do Paciente na contemporaneidade por Dra Cristiane Galvão


1 de set. de 2013

I Curso de Capacitação de OpenEHR dia 18/09 em São Paulo pela HL7 Brasil


OpenEHR não é um programa de registo clínico eletrônico. É um conjunto de especificações e ferramentas que permitem o desenvolvimento de registos clínicos modulares e interoperáveis. O openEHR foi o modelo de referência escolhido para definição do RES nacional e já está sendo adotado em projetos de RES compartilhados nacionais públicos e privados, como o da Atenção Básica (e-SUS AB) e no Sistema UNIMED.
 
O INSTITUTO HL7 BRASIL, chefiado pelo Dr. Marivan Santiago Abrahão, promove o I Curso de Capacitação em OpenEHR , com duração de 8 horas no dia 18/09/13, na cidade de São Paulo.
Será ministrado pela Dra. Jussara Rötzsch e Dr. Gustavo Bacelar e tem como objetivo mostrar os problemas atuais na estruturação de dados em saúde e como estruturar a informação em saúde, definir o que é o openEHR, mostrar como criar arquétipos, templates, como utilizar o Clinical Knowledge Manager (CKM) e como participar da comunidade openEHR.




DÚVIDAS ? escreva para hl7@hl7.org.br ou ligue para 11-2371-1466 ou faça sua inscrição aqui.

22 de nov. de 2012

Computadores em consultórios e a relação médico-paciente


Questiona-se se o uso de EHRs diminuir a interação médico-paciente na sala de exame.

No hospital escola da Harvard Medical School, o BIDMC, há um portal com login para pacientes e Wi-Fi em todo o hospital, os médicos muitas vezes chegam à beira do leito para encontrar um paciente consultando seus exames de laboratório em um iPad, pronto com perguntas sobre seus testes.
site para pacientes do Beth Israel Deaconess Medical Center

A literatura mostra, baseada nos estudos realizados em consultórios com computadores na sala de exame,  que computadores atrapalham se os médicos tem facilidade no seu uso e mantém contato visual com os pacientes.

Aqui estão três artigos:

"Os computadores nos consultórios pareceu ter efeitos positivos sobre interação médico-paciente  relacionadas com a comunicação médica sem efeitos negativos significativos sobre outras áreas, como o tempo disponível para os questionamentos do paciente. Mais estudos são necessários para entender melhor uso HIT (Health Information Technology) durante as visitas." J Am Med Informe Assoc. 2005; 12:474-480. DOI 10.1197/jamia.M1741 http://jamia.bmj.com/content/12/4/474.abstract


"Os estudos que examinam o uso EHR (Eletronic Health Records) encontraram efeitos na sua maioria neutros ou positivos sobre a satisfação do paciente, mas os pesquisadores da Atenção Básica necessitam  realizar mais pesquisas para uma resposta mais definitiva." J Am Med Board Fam 2009; 22:553-562.http://www.jabfm.org/content/22/5/553.full.pdf+html


"Com a implementação do registro médico eletrônico chamado HealthConnect em todas as salas de exame em todo o sistema de prestação de saúde da Kaiser Permanente, como os computadores nos consultórios afeta a comunicação médico-paciente é uma nova preocupação. Índices de satisfação dos pacientes foram obtidas para a atenção básica e especialidades em um grande centro médico no sul da Califórnia para determinar se a pontuação seria alterada conforme os médicos começassem a usar HealthConnect na sala de exame. Os Resultados não mostram mudanças significativas na satisfação do paciente para estes médicos. Embora as preocupações de que a satisfação do paciente fosse diminuir após o HealthConnect fosse introduzido, também não houve evidência de que a introdução de um prontuário eletrônico em ambulatórios melhorasse a satisfação do paciente. " 

15 de fev. de 2012

Cartilha sobre prontuário eletrônico do CFM/SBIS

O Conselho Federal de Medicina e a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde estão lançando a "Cartilha sobre Prontuário Eletrônico - a Certificação de Sistemas de Registro Eletrônico de Saúde".

Essa publicação traz em uma linguagem acessível o que um prontuário eletrônico precisa ter para cumprir as exigências de autenticidade, confidencialidade e integridade das informações de saúde, o que é certificação digital, por que é necessária e as principais dúvidas dos médicos.


limitações do prontuário de papel e vantagens do eletrônico

O que é necessário para paperless

o que é certificação de software

Dúvidas

linkda cartilha: http://www.sbis.org.br/certificacao/Cartilha_SBIS_CFM_Prontuario_Eletronico_fev_2012.pdf




Precisa de  assessoria para certificação do seu software? Acesse http://timedicina.com.br/serviccedilos.html e entre em contato contato@timedicina.com.br

7 de dez. de 2011

Curso de visão estratégica e padrões em Sistemas de Informação em Saúde



Sistemas de Informação são necessários para a qualidade em serviços de saúde. 

Dra. Beatriz de Faria Leão e Dr. Lincoln de Assis Moura Jr ministrarão o curso "Sistemas de Informação em Saúde: Uma Visão Estratégica & os Padrões para Construi-la" durante os dias 19 e 20 de Dezembro em Porto Alegre.

As inscrições podem ser feitas pelo site http://ehealth.tangu.com.br/, onde pode-se obter mais informações sobre o curso.

Todos os que se inscreverem e confirmarem sua inscrição até o dia 11/12/2011, inclusive, receberão um exemplar do livro "Vecina & Malik – Gestão em Saúde: 1ª edição/2011".


Objetivo:

Repensar criticamente os processos atuais e explorar mecanismos, conceitos e práticas que possibilitem que os Sistemas de Informação em Saúde sejam úteis, sustentáveis e capazes de melhorar a gestão, a operação e a qualidade do atendimento das redes de serviços de saúde públicos e privados.

Apresentar e discutir o conceito de Arquiteturas para os Sistemas de Informação em Saúde e os métodos e padrões associados a elas.

Público alvo:
  • Informatas em saúde
  • analistas que trabalham em organizações de saúde
  • gestores de sistemas de saúde nas áreas pública e privada
  • profissionais de saúde
  • e interessados nesta área.


Local e data:
  • 19 e 20 de dezembro de 2011, das 9:00 às 17:30 hs
  • Auditório Moinhos I, Hotel Quality Porto Alegre, Rua Comendador Caminha, 42. 90430-030 Porto Alegre
Mais informações: site do curso

16 de ago. de 2011

Informatizando o consultório médico - Software

Do blog do José Henriques, UglyDarkSide, mais um excelente artigo sobre hardware na informatização do consultório médico. JHenriques é de João Monlevade, e é uma das pessoas que mais conhecem os trâmites do saúde no SUS.
"Ótimo, vamos informatizar o consultório. E você olha os milhares de sistemas disponíveis na Internet, ou nos congressos de especialidades. Todos prometem mundos e fundos. Com preços diferentes, opções diferentes, ambientes diferentes. E você se sente mais perdido que cego em tiroteio. Como escolher adequadamente o sistema do meu consultório? 

A primeira dica é: Não confie nas aparências. O Sistema deve estar pronto para atender a legislação vigente. Se você adotar uma solução de PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente), não caia na propaganda do vendedor, sem antes verificar no site da SBIS (Sociedade Brasileira de Informática em Saúde). A lista dos sistemas certificados está aqui

Mas vamos lidar que você não irá ter um PEP. Irá ter um sistema para lidar com o agendamento, faturamento e algum registro clínico (emitir receitas, atestados de saúde). Muito bem, o que você precisa considerar então? 

a) Atualizações: Um bom sistema deve permitir atualizações de versões, principalmente para o faturamento eletrônico. Como as operadoras adotam campos de preenchimento opcional e podem vir a validar estes campos, é importante você verificar qual a periodicidade das atualizações dos sitemas, e como elas são disponibilizadas. 

b) Forma de licenciamento: Existe no mercado algumas opções de licenciamento: Por número de usuários, por pagamento de mensalidade, por registros feitos no sistema, enfim, uma gama muito grande de opções. Antes de assumir uma, verifique a sua disponibilidade financeira. E não pense em ser pão duro! Um bom sistema não é barato, pois envolve o desenvolvimento daquilo. Querer sistema barato não é o indicativo de que seu consultório vai estar bem informatizado! 

c) Processos: A escolha do sistema começa por identificar seus processos em consultório: Como sua rotina vai se encaixar na rotina do Sistema de Prateleira? Aquilo que você faz de crítico está previsto no Sistema? Ele permite que minha secretária acesse apenas as informações da agenda? Que configurações preciso ter para rodar este sistema? As tabelas de convênios são facilmente parametrizáveis neste sistema? 

d) Implantação: Este é a pedra do calcanhar da maioria dos sistemas. Muitas vezes, você compra a caixa, mas não recebe o treinamento. Tipo “vai descobrindo pelo manual”. Outras vezes, o sistema oferece uma consultoria de implantação, com previsão de um volume X de horas. Verifique sempre esta possibilidade, pois lhe dá garantia do uso efetivo do sistema, e não parcial. 

e) Autorização on-line e uso de biometria: Com o advento do TISS, a maioria das operadoras liberou o acesso a processos de autorização direta no próprio sistema do prestador, via Webservices. Verifique seu volume de atendimento e economia de tempo para a secretária. Isto ajuda e muito o trabalho da mesma. 

f) Indicadores: Um bom sistema me deve dar indicadores. Quantas consultas eu tenho atendido por convênio, qual é o perfil de minha clientela, quais são os exames que tenho requisitado, quantas consultas de retorno tenho atendido, qual é o volume de faturamento estimado, e quanto eu realizei de faturamento naquele período. Isto ajuda e muito a gerir o seu consultório. Se ele tiver um pequeno sistema Financeiro, que lhe auxilie a gerir as finanças do consultório, melhor ainda. Lembre-se que a gestão das finanças do consultório é diferente da gestão financeira pessoal. Modelos diferentes de negócio, meu caro! 

g) Integração: Muitas vezes, o sistema é excelente, mas não se integra a nada. Por exemplo, com meu celular, com meu dispositivo móvel (tablet, IPAD). Os dados podem ser acessados via Web? Diversos sistemas tem este tipo de recurso (geralmente pago a parte). Se você é um médico conectado, pense nisto. Se não for, considere pelo menos no futuro ter este recurso, ou o fornecedor lhe disponibilizar isto. 

h) Atendimento e suporte: Este é um calcanhar de aquiles de muitos sistemas. O Atendimento antes da venda é uma maravilha, o vendedor só falta carregar água na peneira. No pós-venda, é aquele inferno, você nunca consegue falar com o suporte, e quando consegue, é aquela má vontade de resolver o problema. Opte sempre por verificar isto antes de comprar, pois algumas empresas costumam cobrar por este tipo de atendimento. 

i) Experiência dos colegas: Verifique sempre se os colegas ou usuários do sistema tem boa experiência com o sistema, se é realmente aquilo que eles prometeram. Este tipo de conversa sempre ajuda e muito a esclarecer os problemas antes de comprar. 

No mais, seguindo estas principais dicas, você pode ter uma experiência agradável com seu sistema de prateleira. Se não tiver, pense em optar por uma versão desenvolvida customizada, que é o que abordaremos em nossa próxima postagem desta série. 

E vamos subindo a montanha!"

Leia também:

Informatizando o consultório médico - Hardware

13 de ago. de 2011

O Fracasso/Sucesso de um Prontuário Eletrônico


Do blog Informática Médica no PSF, vem esse post muito interessante que fala sobre o que leva um prontuário eletrônico ser bem incorporado a um serviço e os fatores que levam ao seu fracasso.

"Uma noticia recente cita que a Reino Unido está cancelando um mega programa de Prontuário Eletrônico que ligaria todo o sistema de saúde do país. O governo já gastou bilhões de Libras no projeto. O objetivo era criar um banco de dados único de todos os pacientes. Agora cada serviço poderá escolher qual sistema irá usar. O artigo cita problemas de liderança e não ter consultado os profissionais que irão usar o sistema. Veja os artigos aqui e aqui.

A notícia é interessante para o Brasil pois o Ministério da Saúde está iniciando projetos parecidos como fornecer um Prontuário Eletrônico gratuito para os municípios (ver post anterior).

Particularmente o exemplo britânico me faz lembrar um caso contado por uma médica sobre um Prontuário Eletrônico que foi implantado em um hospital e foi odiado desde o porteiro até a diretoria. O sistema era muito demorado de usar e causava uma cascata de atrasos no atendimento. Há três dias, em uma reunião no meu trabalho, fiquei sabendo de uma reunião entre as gerentes e o secretário de saúde onde foi uma reclamação geral sobre o Prontuário Eletrônico. A informatização em geral pois era incompatível com as novas propostas de metas do governo. O secretário de saúde não estava sabendo de nada.

A literatura sobre informática médica (ou informática em saúde) tem muitos exemplos e informações sobre sucessos e fracassos de prontuários eletrônicos. No inicio da década de 90 o Partners HealthCare desenvolveu um dos primeiros Prontuários Eletrônicos para o Brigham and Women’s Hospital (BWH). Os médicos queixaram muito no inicio e demorou vários anos para entrar em operação. O sistema foi implantado em outros hospitais também com problemas. A “mudança de cultura” era um dos problemas principais. Por fim um médico atuou como chefe de projeto, sistemas pilotos foram usados para testes, e a implementação foi em fases. Todo o hospital acabou ajudando na implementação. A equipe de apoio estava sempre presente para ajudar os médicos. O trabalho foi tido como uma iniciativa dos médicos.

Em 2002, o Cedars-Sinai Medical Center cancelou o Prontuário Eletrônico que estava desenvolvendo. Um pequeno grupo de médicos protestou contra o uso obrigatório do sistema e reclamaram da demora no uso do sistema. O sistema foi cancelado após poucos meses de uso. As causas verdadeiras do fracasso não foram determinadas com certeza, podendo incluir falhas de comunicação entre a diretoria e os médicos (1).

Uma olhada em vários artigos que citam os fatores de sucesso mostra que as barreiras primárias para adoção de um Prontuário Eletrônico são os custos e resistência dos médicos. Os fatores podem ser divididos em liderança, infra-estrutura e fatores culturais. Vários estudos mostram que um programa e sucesso deve ser integrado na rotina diária dos médicos e usuários. A usabilidade e estilo da interface é importante pois para o usuário a interface é o sistema. A interface deve ser clara, sem detalhes desnecessários e interação consistente. Menus, gráficos e cores consistentes podem ajudar a ficar atrativo e simples de aprende e usar.

A lista de fatores de sucesso é grande:
  • Cultivar a aceitação dos usuários como consultar os usuários antes de implementar e participação de todos nas decisões
  • Pesquisar e conhecer experiências semelhantes de desenvolvimento- Consenso sobre a necessidade de um sistema e qual é o melho
  • Detalhar as especificações- Formação de um consenso sobre uma estratégia para os sistemas de informação ou um plano de migração e implementação
  • Priorização e direção da equipe de gerenciamento
  • Líder de projeto de tecnologia de informação e equipe competentes- Sistema intuitivo e testado que pode ser usado com pouco treino.
  • Os testes devem mostrar que o sistema funciona como projetado e produz o resultado esperado- Funciona melhor que o procedimento que substituiu
  • Ter um bom potencial de desenvolvimento
  • Demonstração do custo-benefício do prontuário eletrônico, mostrando que vai melhorar o serviço e a prática da medicina
  • Treinar os usuários e desenvolvedores- Educação e demonstração dos benefícios dos prontuáris eletrônico na melhoria do atendimento ao paciente
  • Trabalhar junto a organizações de padronização ou associações de classe para melhorar e expandir os padrões
A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) iniciou trabalhos sobre o assunto, ainda engatinhando. Se der certo poderá ser fornecido um certificado para prontuários eletrônicos considerados adequados para atuar na Atenção Primária."


Leia também: 

Desafios na implantação de prontuários eletrônicos em instituições de Saúde

29 de jan. de 2011

Infraestrutura de TI para implementação de um PEP ou S-RES

Do blog do Dr. Leonardo Diamante vem esse artigo muito interessante:

As comunidades que se relacionam com as questões de TI em saúde estão preocupadas com a certificação dos sistemas e já existe uma sinalização da necessidade da certificação dos profissionais de informática em saúde. Mas esta discussão deve abranger também recomendações de infra-estrutura que são necessárias para que os sistemas funcionem de acordo com o esperado.

Essas questões são importantes para criar uma padronização da estrutura mínima, baseada na estrutura do software. O raciocínio inverso também poderia ser aplicado, de forma tal a que poderemos passar a cobrar das empresas de softwares que desenvolvam soluções baseados na infra-estrutura conhecida, evitando eventuais necessidades de supercomputadores ou de infra-estrutura altamente complexas. É preciso ter em mente evitar que sistemas exijam estruturas super dimensionadas, exigência que via de regra só é posta após a compra do sistema e implica em despesas altíssimas por parte do contratante, que muitas vezes não está preparado para arcar com esse tipo de investimento.

Seria interessante, por exemplo, estabelecer a infra-estrutura necessária para manter um S-RES em Instituições de Saúde. 
  • Qual a infraestrutura mínima correta, inclusive configuração de equipamentos? 
  • Qual a abrangência desta infra estrutura?
  • Quais os setores devem estar equipados obrigatoriamente? 
  • Qual o padrão de cabeamento para os centros cirúrgicos, por exemplo? 
  • Quais as metodologias de atendimento do pessoal de suporte? 
  • Seguir a ITIL é uma boa solução?
Entretanto sabemos que as questões de tecnologia são muito dinâmicas e a resposta não é simples e pode estar na dependência de variáveis como o tamanho da Instituição, a quantidade e dos tipos de atendimentos realizados, a política de gestão, as aplicações utilizadas e a disponibilidade de recursos financeiros para investimento.

No nível governamental existe um projeto que pretende reestruturar toda infraestrutura dos Hospitais Universitários Federais,, com novos Servidores, Estações de trabalho, Rede Estruturada e etc., inclusive prevê a adoção de práticas de Governança de TI, como ITIL, Cobit, PmBok e outros, que podem servir de referência para outras Instituições de Saúde.

Portanto, já existe uma iniciativa no intuito de estabelecer padrões ou recomendações para a infraestrutura de TI nas Instituições de Saúde em nível de governo, mas ainda falta muito para se alcançar um nível de maturidade satisfatório.

Em termos de certificação de software pelo CFM/SBIS, penso que uma instituição que vá implementar um software certificado, deveria passar por uma homologação do ambiente em que está sendo rodado, pois todas as qualidades do sistema podem ser comprometidas se o ambiente for inadequado, o que infelizmente não é raro. Uma aplicação submetida a uma infraestrutura inadequada não irá proporcionar os resultados esperados e podem resultar em uma decepção em todos os sentidos. Todas as questões de segurança da informação discutidas durante a evolução de um S-RES ou PEP podem estar comprometidas se a infra-estrutura não for adequada, tendo que se levar em consideração também a redundância de energia, de armazenamento, de link de internet, backup eficientes para vários discos, criptografia da base etc. e é preciso que se diga que estas práticas, políticas e ações dependem muito mais da instituição, do que do sistema ou do desenvolvedor do RES.

Uma passada rápida nos quesitos de infra-estrutura de qualquer empresa de bom nível passa por avaliação de servidores, storage, comunicação de dados, voz e vídeo (equipamentos e meios de comunicação - cabo/wireless), impressoras, leitores de código de barras, de cartões e biometria, dispositivos clínicos, totens, displays, energia, hidráulica, iluminação, climatização, mobília, controle de acesso físico, segurança patrimonial, ambientalização, decoração, o que mostra bem a complexidade do assunto.

É preciso levar em consideração que a necessidade de interoperabilidade, portabilidade e mobilidade dos sistemas de saúde estarão no mercado rodando em plataformas móveis, vejam que até é possível o software rodar todo em um telefone celular ou table PC e outros similares o que envolve multiplataformase alguns deles já rompem barreiras de processamento de alguns computadores tradicionais.
Portanto não adianta uma Instituição de Saúde, simplesmente adquirir um S-RES certificado, se não há garantia que o sistema funcionará bem na infra-estrutura existente, portanto a homologação do ambiente com identificação das funcionalidades que a aplicação demanda, seguida de recomendação adequada para o sistema que será implantado.

7 de out. de 2010

As dificuldades em se criar um PEP no Brasil


Recebi um comentário nesse post, do Dr. Paulo Freire, que achei muito interessante e agora o posto como artigo.

"Senhores

É muito dificil realizar algo de útil neste país, contra todos os entraves burocráticos, falta de capacitação humana, falta de recursos e apoio institucional. Parabenizo todos os idealistas que construiram sistemas de prontuários eletrônicos com sacrifício e esforço próprios, como o OnLine Doctor citado acima, e o meu próprio, Saude Direta.

Só quem construiu algo parecido sabe o que digo. E muitos críticos JAMAIS realizam algo como estes sistemas. Conheço muitos teóricos de PEP, mas nada de prático foi construido por eles.

Estes críticos de plantão estão em toda parte, dizendo que o sistema não é perfeito, não tem isto e aquilo, que não é adequado ou não segue as normas burocráticas, etc... etc... 

Como médico praticante vejo que a saúde anda de mal a pior, a qualificação dos colegas idem. 

Não adianta exigir PEPs maravilhosos para serem utilizados por médicos despreparados e sem recursos mínimos ao bom exercício da medicina. Prontuário certificado, maravilhoso, não melhora a qualidade da saúde. As pessoas continuarão morrendo nas mãos da má medicina, agora de forma digital.

Defendo que o prontuário eletronico dos pacientes deve ser uma ferramenta facilitadora do trabalho médico. Deve ter conteúdo para se evitar erros médicos (66% deles são evitáveis), deve melhorar a prescrição médica (67% delas contém erros), deve auxiliar na escolha dos medicamentos (no Brasil morrem 78 mil pessoas/ano pelo uso incorreto dos medicamentos). Este deve ser o foco.

Se um PEP não atende todas as normas burocráticas, mas atende às necessidades dos médicos, ele já se justifica. Já contribui para melhorar a saúde da população. Com a evolução este PEP, ainda não certificado, vai chegar lá.

A SBIS/CFM deveria ao menos cobrar um valor razoável pela certificação, para dar oportunidade aos idealistas como nós conseguirmos a certificação.

Construí o Portal Saúde Direta com recursos próprios e de minha família. Tenho trabalhado intensamente no projeto, e afirmo que nenhum destes teóricos me prestou qualquer colaboração para erguer o sistema.

Uma única coisa me move para realizar meu projeto: vou salvar vidas, tenho certeza. E isto me basta para caminhar para a frente.

Paulo Celso Budri Freire,
Médico Coordenador do Portal Saúde Direta
www.saudedireta.com.br "

3 de out. de 2010

Sistemas de Registro em Saúde e Prontuário Eletrônico do Paciente

Sistema de registro

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Cartão Nacional de Saúde ou Cartão do SUS

1- O que era para ser:
  • Cartão Nacional de Saúde ou Cartão do SUS é um documento pessoal que identifica o usuário do SUS, reunindo suas informações pessoais e dados sobre procedimento clínicos que já realizou, que remédios toma, etc.
  • Finalidade:Conhecer quem está sendo atendido, por quem, aonde, como e com quais resultados.Toda vez que acontece um atendimento em um estabelecimento público de saúde ele é registrado por meio do cartão do paciente no banco de dados do SUS. Todos os prontuários de pacientes ficam disponíveis na rede do sistema, desta forma, mesmo que o atendimento seja feito em outros estabelecimentos e até mesmo em outros estados, o sistema é atualizado e é possível que o médico saiba o que já foi feito.Com isso, o Cartão do SUS tem a finalidade de:
  • Fornecer um histórico confiável do paciente;
  • Imediata identificação do paciente, gerando assim agilidade no atendimento;
  • Acesso a medicamentos mais facilmente;
  • Melhoria da gestão: revisão de processo de compras de medicamentos, integração dos sistemas de informação, acompanhamento dos processos de referência e contra-referência dos pacientes, revisão dos processos de financiamento e racionalização dos custos, acompanhamento, controle, avaliação e auditoria do sistema e serviços de saúde, além da gestão e avaliação de recursos humanos.
2- O que acabou sendo: 
Cartão Nacional de Saúde do SUS está longe de alcançar a atribuição prevista na sua criação, em 1996: a identificação do paciente e do seu prontuário clínico por meio de uma base de dados on line, interligando todos os municípios ao  sistema brasileiro de saúde pública. Hoje não passa de  apenas um número para ser inserido no sistema de faturamento, como o SIA e AIHs.

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Microsoft HealthVault
A Microsoft escolheu Peter Neupert para lançar e desenvolver o HealthVault, que é um é uma plataforma da Microsoft para armazenar e manter o histórico médico e as informação em saúde do paciente, ou seja sistema on-line de registro clínico eletrônico.
O acesso ao HealthVault é feito por meio do Windows Live ID, e o registro é gratuito. A ferramenta permite que os registros pessoais sejam associados, o que facilita o gerenciamento de saúde de uma família, por exemplo. Além disso, o sistema permite baixar os documentos do próprio computador ou de aparelhos como o medidor de glicose.

Os médicos e hospitais também poderão utilizar a ferramenta. O sistema foi desenvolvido em parceria com a Allscripts Healthcare Solutions, cujo software permite o envio de dados via internet para o HealthVault.

Para gerar resultado, a Microsoft aposta na publicidade dentro do serviço de busca pela internet inserido na solução. A ferramenta foi desenvolvida pela Medstory e lista informações específicas sobre saúde. A expectativa da divisão Health Solutions Group da Microsoft é gerar operações com receita de mais de US$ 1 bilhão com o HealthVault, além da venda de softwares para os hospitais.


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Google Health
    • O que é:
    O Google Health fornece um perfil personalizado para usuários do Google com dados contendo seu histórico médico. Fazem parte do histórico dados pessoais como peso, altura, idade, sexo e dados clinicos alergias, medicamentos que faz uso, cirurgias às quais foi submetido, resultados de exames, vacinas, etc. Esta é uma forma de compilar todas as suas informações de saúde em um mesmo local, facilita a busca de históricos de tratamentos e diagnósticos antigos, localização de profissionais, entre outros. Apesar de se encontrar apenas em inglês e a possibilidade de importação de seus dados médicos a partir de de bancos de dados brasileiro não ser existir, você poderá, caso deseje, colocar os dados manualmente.Ainda há ferramentas para pesquisa de condições médicas, como Diabetes ou Hipertensão, além dos sintomas como cefaléia ou febre.
    Também é possível consultar medicamentos e interações medicamentosas, procurar serviços de saúde e médicos (ainda não disponível no Brasil).
    • Financiamento:
    Segundo o Google, o serviço Google Health será de graça e as informações pessoais não serão compartilhadas, porém, informações anônimas poderão ser capturadas e utilizadas. Por isso os usuários deverão aceitar os 2 termos logo no início do cadastro.
    A ferramenta não terá anúncios publicitários da mesma forma que outros serviços do buscador como o Google News, mas, apesar disso, será lucrativo, porque aumentará o fluxo de usuários para outras páginas do Google.
    O Google Health é um sistema aberto a outras empresas ou instituições que queiram oferecer serviços diretos para o consumidor, como 
    tabelas de medicamentos ou lembretes para vacinas, mas insistiu em que nenhum dado será compartilhado sem o consentimento do paciente.
    • Privacidade:
    "Nosso modelo se baseia em que o proprietário dos dados tem o controle sobre quem pode vê-los", disse Schmidt em uma conferência da Sociedade de Sistemas e Informação e Gestão dos Serviços de Saúde dos Estados Unidos.
    Especialistas em privacidade de dados de saúde demonstraram suas
    dúvidas sobre este projeto e outros similares. O Google não está só, pois dúzias de empresas oferecem serviços de gestão de dados médicos na Internet.
    Bob Gellman, consultor de políticas de privacidade e informação em Washington, afirma que o serviço do Google apresenta os mesmos riscos para a privacidade dos pacientes que o de outras companhias semelhantes na rede
    ."Um dos principais riscos é que estes dados privados acabem nas mãos de empresas de marketing", disse Gellman à Agência Efe. O consultor, que fez um estudo sobre o assunto para o Fórum Mundial da Privacidade, explicou que firmas como o Google não são necessariamente obrigadas a respeitar a HIPAA, uma lei federal que impede, entre outras coisas, que a informação médica seja utilizada com fins comerciais. Embora estes serviços tragam vantagens para os pacientes, "pode ser também complicado para os pacientes", opinou Gellman. "Muitos consumidores não são capazes de decidir quem pode ter acesso a seu histórico médico e quem não pode", destacou.


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ALERT
O software ALERT é uma solução operacional para todos os ambientes de prestação de cuidados à saúde com a capacidade de produzir ambientes clínicos totalmente sem papel. O sistema permite a introdução, em tempo real, de toda a informação clínica do paciente, em telas sensíveis ao tato (touch-screen). O software permite a realização de triagem por meio do Protocolo de Manchester* ou qualquer outro protocolo de classificação de riscos, com consulta em tempo real aos dados dos pacientes e interação entre as equipes dos profissionais da saúde.Outro aspecto do ALERT é o fato de controlar o acesso à informação clínica por meio de identificação biométrica dos usuários (impressão digital) e de identificar pacientes por meio de fotografia digital e códigos de barra em pulseiras. Isso garante segurança tanto ao paciente quanto à instituição de saúde. O ALERT também tem capacidade de “conversar” com outros programas de gestão administrativa, sendo membro do IHE, instituto que produz protocolos para a troca, gerenciamento e integração de informações pertinentes aos cuidados do paciente, assim como a administração, distribuição e avaliação dos serviços de saúde. A vantagem para os clientes ALERT é a possibilidade de interoperabilidade entre seus sistemas de informação, sem prejuízo ou necessidade de substituição de programas já instalados.


  • ALERT HMO: health maintenance organization ( HMO ) é um projeto voltado para as operadoras de planos de saúde, sendo responsável pela gestão de saúde da organização. Aqui em Belo Horizonte a UNIMED é um cliente desse serviço.

  • ALERT RHIO: Regional Health Information Organizations (RHIOs), integra redes básicas aos hospitais da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, com um prontuário eletrônico transversal, ou seja, compartilhado por todas as unidades em rede.

  • ALERT REFERRAL: integra as agendas e os processos de referenciação e de contra-referenciação do Servicio de Salud Metropolitano Norte (SSMN), no Chile, uma revolução nos processos de referenciação, eliminando-se o sistema tradicional de vagas.

  • ALERT INPATIENT, ALERT ORIS e ALERT EDIS: atenção hospitalar. O primeiro é o software responsável pela internação, o segundo pelo bloco cirúrgico e o terceiro pela urgência do hospital, integrando o Protocolo de Manchester (ALERT TRIAGE). São alguns dpos projetos: Santa Casa de Belo Horizonte, Hospital da Beneficência Portuguesa em São Paulo. Inclui também o ALERT OUTPATIENT, responsável pela gestão das consultas ambulatoriais.



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    P2D
    P2D é um prontuário eletrônico webased (seguindo a tendência da Cloud Computing, "nas nuvens"), ou seja, não é preciso instalar o programa no computador e pode-se ter acesso do consultório, do hospital ou de casa., agregando qualidade ao atendimento, eficiência e redução de custos.
    A confidencialidade e segurança são garantidas, o acesso aos prontuários é restrito aos profissionais de saúde, possuindo um nível de segurança similar ao do sistema bancário.
    Dentre as funcionalidades que me atraem nele estão a possibilidade deimportar dados de outros programas de registro de pacientes e a digitalização facilitada de prontuários em papel, documentos, resultados de exames, etc...


    Outros:



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    Dossia: http://dossia.org/


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    Prontuário na WEB com Agenda online de consultas

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    Online Doctor: OnLine Doctor é um sistema gratuito para gerenciamento de consultórios médicos. http://www.onlinedoctor.com.br/


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    sistema de armazenamento de histórico médico.

    Prontuário médico online e agendamento online de consultas