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13 de jun. de 2011

Microsoft HealthVault chega aos smartphones


O Microsoft HealthVault chega aos smartphones com 2 novidades:
  • os usuários que visitam http://healthvault.com em seu dispositivo móvel será automaticamente redirecionado a um layout especialmente projetado para o acesso rápido de suas informações de saúde. É possível logar agora com o facebook, windows live ID e OpenID.
  • A microsoft disponibilizou bibliotecas para os desenvolvedores de apps para smartphones. Os kit de desenvolvimento de software e amostras para Windows Phone 7 já estão disponíveis, enquanto para Apple e Google Android IOS estará disponível em breve
Fonte: Medgadget

26 de out. de 2009

Sistema de Apaio a Decisão Clínica baseado em SRE




General Electric está desenvolvendo um novo Software de Apoio a Decisão Clínica em conjunto com o sistema hospitalar Intermountain Healthcare de Salt Lake City. Usando anos de dados clínicos do Intermountain Healthcare,  o software é projetado para monitorar dezenas de pacientes, mostrando dados em tempo real sobre eles, e gerando alertas quando certos critérios são preenchidos.
O software piloto será lançado em Novembro no encontro do  Healthcare Information Management and Systems Society (HIMSS).
Esse projeto poderia vir a ser desenvolvido pela Microsft HealthVault e pelo Google Health, agregando valor mais um dado de extremo valor aos interesses da classe médica.

3 de set. de 2009

Microsoft HealthVault deixa de ser versão beta

Nest quarta-feira, 02/09/2009, o software / serviço deixa de ser beta e passa a estar pronto para produção. Segundo nota no site:
HealthVault release 0908 já está disponível em pré-produção e ambientes de produção, com esse lançamento estamos removendo a etiqueta beta do HealthVault. Os associados do SDK. NET para esta versão estarão disponíveis em breve.

25 de ago. de 2009

Regra determina avisar quando houver quebra na segurança e dado médicos

A Federal Trade Comission (FTC) dos EUA determinou uma regra que exige que os provedores de sistemas de registro pessoal de saúde (Personal Health Records - PHR), como o Google Health e o Microsoft HealthVault, entre muitos outros, avisem os usuários quando a segurança das informações armazenadas for violada.
A regra também se aplica aos provedores de sistemas que interagem com os PHRs, como sistemas de aviamento de receitas médicas, calculadoras médicas, etc. O Congresso americano pretende passar leis mais restritas a esse respeito, em futuro próximo. O Ministério de Saúde americano está testanto um modelo de PHR que permita a comparação entre os diferentes provedores.
Resumo por Renato M.E. Sabbatini

20 de jul. de 2009

E-wellness: o bem estar on-line


Marketing - Opinião abalizada (OPAB)
por Strategies Telecoms & Multimedia
19-Jul-2009
O mercado do bem estar on-line (e-wellness) apresenta crescimento em âmbito mundial. As preocupações ligadas à saúde associadas aos novos equipamentos em tecnologia da informação conduzem numerosos atores a multiplicar iniciativas a fim de se posicionar neste segmento emergente. A saúde se tornou a principal preocupação dos europeus, por exemplo.
De fato, 99% entre eles a consideram o elemento mais importante da vida. E 76% se dizem quotidianamente preocupados com questões de saúde e bem estar, segundo o Eurobarometer - "European social reality" 2007. À margem do mercado da saúde, endereçado às pessoas doentes, o e-wellness coloca à disposição dos consumidores em boa saúde diferentes serviços on-line que os ajudam a cuidar de si mesmos.

Quatro ofertas de serviços foram identificadas:
  1. Conteúdo (e-content) - Este serviço permite obter informar e compartilhar problemáticas de saúde ou bem estar. Ele repousa sobre um modelo econômico de audiência com o suporte da publicidade.

  2. Avaliação (e-assessment) - Este serviço permite avaliar, através de questionários, os programas de especialistas e as vendas de serviços; o nível de exposição ao risco em função do modo de vida etc.
  3. Assistência (e-coaching) - Esta aplicação diz respeito à evolução dos comportamentos, graças a um programa de assistência on-line

  4. Informação sobre saúde ou PHI (Personal Health Information) - Este serviço, financiado pela publicidade, permite gerar on-line informações sobre a saúde da família. Esta modalidade já recebeu mais de 7 milhões de visitantes únicos e uma cifra de negócios de 11,5 milhões de euros ao final de 2007.

O mercado do bem estar on-line interessa igualmente os estados, as empresas seguradoras, os exploradores de rede (como o serviço e-health da Orange e Vodafone ou o "Docteur Clic" da francesa SFR), além dós grupos de mídia, grandes empresas (entre elas o "Health Vault" da Microsoft, o "Google Health" do Google, Danone, Nestlé etc.) todos em busca de uma boa imagem junto ao cliente.

Fonte: e-Thesis - Tecnologia e Negócios

6 de jun. de 2009

Google e Microsoft numa competição saudável e outros sistemas de registro em saúde

Os rivais tecnológicos Google e Microoft lançaram sistemas semelhantes de registro eletrônico de saúde em 2007. Com o Google Health e o Microsoft HealthVault, os consumidores podem manter um registro digital de saúde que contém vários dados de consultórios médicos , hospitais, farmácias, e até mesmo dado inseridos pelos próprios pacientes.
"Este é o mundo que a Microsoft e a Google estão tentando entrar. Eles estão tentando conectar a informação que existe em vários lugares do sistema de cuidados de saúde com os consumidores que pretendem ser pró-activos em reação a sua saúde." disse Matthew Holt, co-fundador do Evento Health 2.0 e autor do The Health Care Blog.
Ambas as empresas estão em estágios iniciais de seus esforços, tendo lançado um primeiro produto Web-based que permite armazenar uma grande variedade de registros pessoais de saúde.
Mas Microsoft e Google não estão sozinhos neste espaço. WebMD e Revolution Health também oferecem ferramentas para o registro pessoal de saúde. Esforços como os de Dossia e Aetna estão trabalhando diretamente com os empregadores para oferecer opções de sistemas de registro de saúde para seus funcionários. Entretanto, alguns fornecedores, como a Kaiser Permanente, oferecem seus próprios registros de saúde.
Apesa de todas as vantagens de acesso a dados de saúde desses sistemas, a privacidade desses dados ainda preocupa. Mesmo afirmando que o consumidor estará no controle do acesso a esses dados, a forma como eles serão manipulados causa preocupação, especialmente se a Google e Microsoft não estão sujeitas ao Ato de Portabilidade e Responsabilidade de Seguros de Saúde (HIPAA), a legislação federal que regula como os médicos e hospitais devem manipular dados.
Outra questão é a diversidade de fontes usadas para incluir dados nos registros de saúde. Uma das mais ricas é o faturamento, mas como um caso recente ilustra, tais registros também são propensas a erros.
O paciente Dave deBronkart usou dados no seu Google Health compilados a partir de códigos de faturamento utilizado pelas companhias de seguros para reembolsar médicos e hospitais, aparecendo erros como idade, mas também outros de antecedentes ou condições prévias e saúde, incluindo um aneurisma da aorta que ele nunca teve.
A Google anunciou em 27 de Abril que iria mudar as suas políticas, no que diz respeito aos dados, e enviar apenas o texto e as informações digitadas pelo médico, deixando de fora os dados relacionados ao códigos de faturamento. "O resultado será informação e dados mais precisos e úteis nos ' Perfis de Saúde da Google", divulgado no blog da Google.
Uma grande diferença: o esforço do Google está focado sobre o consumidor, enquanto a Microsoft investe na Amalga Life Sciences, que ajuda pesquisadores e outros profissionais da indústria de saúde a gerenciar e organizar dados clínicos.
Dados os riscos e benefícios, quem ficará à margem e quem usará esses serviços? Certamente isso é uma decisão individual.
Traduzido livremente da Cnn.com/technology

12 de mai. de 2009

Presidente da Microsoft clama por reforma na saúde centrada em TI

Steve Balmer, presidente da Microsoft, acha que setor saúde nos EUA precisa de uma grande reestruturação, e que a crise financeira atual representa uma grande oportunidade de novas idéias e empreendimentos, no sentido de colocar o software como uma das ferramentas que irão ajudar essa reestruturação. Ele lembrou que a GE, a Microsoft e a Apple foram iniciadas em um periodo de recessão nos EUA. A Microsoft está investindo bastante em TI em saúde, através dos seus programas HealthVault e Amalga.
Microsoft CEO calls for rebirth of healthcare, with IT at center
May 08, 2009 Bernie Monegain, Editor

22 de abr. de 2009

Mayo Clinic adere ao Microsoft HealthVault

A Mayo Clinic aderiu ao sistema de registros médicos da Microsoft Health Vault. O novo serviço chamado de Mayo Clinic Health Manager inclui uma interface personalizada. O site já online, e podem se cadastrar mesmo quem não é afiliado a Clínica Mayo. A utilização do serviço é gratuito. Dados tanto de prestadores de saúde, como farmácias, quanto de monitorização, como pressão arterial, podem ser importados bastanto que estes sejam compatíveis com a plataforma do HelathVault.
"Onde quer que vá, a sua informação está na ponta dos dedos. Você terá acesso aos seus registros de saúde qualquer hora, em qualquer lugar que você tenha uma conexão de Internet, assim você pode facilmente gerir a sua saúde, mesmo em outra cidade ou país."


"Estar mais preparado para as consultas médicas. Aqui você pode imprimir informações sobre questões relevantes da sua saúde e levá-las com você para tirar o máximo de proveito de cada visita ao seu médico."


"Você controla toda a informação médica da sua família, com um painel individual para cada membro, facilitando a navegação."



"Gerencie seu perfil com um painel de ferramentas que ajudam você no controle de suas patologias como curva de nível de colesterol, pressão arterial e glicemia, ou usando a calculadora de risco de doenças cardíacas."
" Receba informações dos especialistas da Clínica Mayo referentes aos problemas de saúde que você inseriu. Assim, quanto mais informações sobre sua saúde você fornecer, mais orientações dos especialistas terá."
A escolha da Microsoft HealthValut pode representar uma grande vitória para a companhia, mas o que se sobressai nisso tudo não é só o sistema desenvolvido pela Clínica Mayo, mas o que está sendo feito com ele. O verdadeiro cérebro do sistema é o software que combina os dados demográficos e médicos da Mayo com a perspectiva de melhores práticas, a fim de recomendar o gerenciamento e o acompanhamento de rotinas de saúde.
O fato é que levando em consideração o que a Clínica Mayo promete adicionar a seus serviços de saúde, usando um sistema de armazenamento de registros médicos (EMR) que já está operacional, tem atraído a tenção do governo e da Indústria de Cuidados a Saúde.
Fonbte: Ars Technica

12 de mar. de 2009

Sistemas eletrônicos de Registros Médicos

Darren Hauck/The New York Times

O Dr. Theodore Praxel, diretor da clínica Marshfield, mostra um registro médico digital


O futuro da medicina passa pelo futuro da medicina digital. E ela é cada vez mais acessível e presente no nosso cotidiano.
Quem imaginaria há cerca de 15 anos, quando me formei, que poderíamos ter lista de discussão sobre casos médicos na internet, com acesso a tomografias online, ecodopller, exames laboratoriais a um clique de distância? Que poderíamos acessar caixa de e-mails, msn, assistir a programas de televisão pelo celular?
Isso tudo é uma realidade indiscutível atualmente. E assim vem sendo com registros médicos.

Na área das políticas de assistência médica nacionais existe amplo consenso de que transferir os registros de pacientes do papel para o computador é essencial para melhorar a qualidade do atendimento e conter custos.

O registro no papel é um documento passivo e histórico. Já o registro médico eletrônico pode ser uma ferramenta vibrante que lembra e assessora médicos. Ele pode manter informações sobre consultas, tratamentos e condições, retornando anos, e até mesmo décadas. Pode ser acionado com um clique, ao invés de permanecer escondido num arquivo em algum lugar remoto, portanto inútil durante emergências médicas.
Os modernos sistemas computadorizados possuem links para informação online a respeito das melhores práticas, tratamentos, recomendações e de combinações nocivas de drogas. Os benefícios potenciais incluem menos testes desnecessários, redução de erros médicos, e melhores cuidados para que os pacientes necessitem menos de custosos tratamentos hospitalares.

A ampla adoção de registros médicos eletrônicos também pode fornecer mais evidências para a pesquisa médica. Cada registro de paciente é adicionado em tempo real a um banco de dados em constante crescimento de evidências sobre o que funciona ou não. O objetivo é aproveitar a informação da saúde de indivíduos e populações, compartilhá-la em redes, peneirá-la e analisá-la para tornar a prática da medicina mais uma ciência e menos uma perícia.

O futuro já chegou. A clínica Marshfield sabe disso. Hoje, todos os seus 790 médicos e equipes de apoio espalhados em 43 localidades de Wisconsin utilizam a prancheta digital. No final do ano passado, o grupo eliminou os prontuários de papel para os mais de 365 mil pacientes atendidos todos os anos, liberando um espaço de armazenamento do tamanho de um campo de futebol americano na clínica principal em Marshfield. Em cada passo rumo ao sistema completamente digital, os médicos foram consultados e envolvidos no processo.

"Foi uma jornada fabulosa, com médicos antes relutantes e que agora não conseguem viver sem essa tecnologia," observou o doutor Karl J. Ulrich, chefe-executivo da clínica.

Mashfield é um entre dezenas de grupos médicos do Estados Unidos que está abraçando agressivamente a tecnologia da informação. As organizações tendem a ser grandes - de instituições com milhares de médicos, como Kaiser Permanente e Department of Veterans Affairs, a outras com apenas centenas, como Mashfield e Geisinger Health Systems, no centro da Pensilvânia. Elas normalmente são responsáveis por todos os aspectos dos cuidados com o paciente. E geralmente também são companhias de seguro.



A partir de agora, vou iniciar uma série de posts sobre os Sistemas Eletrônicos de Registros Médicos, como o Google Health, Microsoft HealthVault, o Cartão Nacional de Saúde aqui no Brasil, e mesmo a clínica Marshfiled.

17 de fev. de 2009

DADOS MÉDICOS ESTÃO NA MIRA DA MICROSOFT


Entre em um consultório médico e você se deparará com um paradoxo da medicina moderna. Logo atrás da mesa da recepcionista estão todos os tipos de tecnologias de ponta da medicina: aparelhos de tomografia computadorizada, eletrocardiograma e de densitometria óssea. Ao chegar à mesa de recepção, contudo, parece que se volta no tempo. A recepcionista te entrega uma prancheta com formulários. Pela enésima vez, precisa se preenchê los, com seu nome, idade, alergias, histórico médico e coisas do tipo.

Apesar de todos os avanços criados pela tecnologia, os registros médicos continuam anacrônicos. Essa situação, porém, começa a mudar, com mais empresas concorrendo para trazer os históricos médicos para a era digital.

A WebMD Health e seguradoras como a Aetna, United HealthCare? e WellPoint? oferecem registros clínicos eletrônicos a seus clientes há anos. Mais recentemente, grandes empregadores, como Wal Mart e AT&T, se uniram para criar sistemas eletrônicos de registros médicos. O Revolution Health Group, liderado pelo antigo chefe da America Online Steve Case, tenta entrar no mercado, assim como o gigante de buscas na internet Google.

Agora, a Microsoft entra na briga. Na última semana, a fabricante de softwares lançou um serviço, baseado em uma ferramenta de busca, que ajuda pacientes a coordenarem partes dispersas de informações clínicas, desde resultados de laboratório e registros de prescrição de remédios até raios X e leituras da pressão sanguínea. Ciente de que os pacientes são avessos a colocar seus dados mais pessoais em um servidor potencialmente livre para olhos curiosos, a Microsoft promete que apenas os pacientes controlarão o acesso a suas informações médicas.

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O receio com a privacidade não é o único obstáculo que a Microsoft pode encontrar pela frente. Os registros médicos dos pacientes são tão resistentes à tecnologia como o resfriado comum a uma cura. Os médicos com consultórios pequenos nem sempre são afeitos a investir em sistemas de computação, quando o retorno parece tão incerto. Poucos hospitais se importaram em criar sistemas que possam recuperar os dados dos pacientes.

O maior obstáculo, talvez, seja o fato de não haver nenhum incentivo econômico real para digitalizar os dados. Pagar os computadores que processarão e armazenarão os dados médicos, para não mencionar o treinamento dos funcionários que usarão esses sistemas, custa dinheiro. O retorno financeiro, na melhor das hipóteses, é incerto.


O clínico geral Robert A. Jenders, que trabalha na unidade de sistemas de informações médicas do Cedars Sinai Medical Center, em Los Angeles, diz que iniciativas como a da Microsoft são encorajadoras. No entanto, o volume de treinamento necessário para adotar os sistemas computadorizados pode não valer a pena para os médicos, habituados à falta de tempo. "Sua prática nos consultórios funciona muito bem do jeito que está agora", observa Jenders. "E tempo é dinheiro."

A Microsoft acredita que pode ter sucesso no que outros falharam. Mudou a equação econômica, de forma a que hospitais e médicos não precisem investir em novos equipamentos para usar o HealthVault?, como foi batizado seu serviço on line para armazenar as informações clínicas dos pacientes.

Fabricantes de softwares de registros médicos, como a Allscripts Healthcare Solutions, trabalharam com a Microsoft para que os médicos, usando os programas da Allscripts, possam facilmente enviar os arquivos à HealthVault pela internet. Quem não tiver os softwares pode transformar os registros em arquivos digitais por meio de um fax.

A Microsoft escolheu Peter Neupert para lançar e desenvolver o HealthVault. Veterano da empresa, ele arquitetou o acordo que criou a MSNBC em meados dos anos 90 e também lançou, posteriormente, a revista virtual "Slate". Neupert deixou a empresa em 1998 para criar, com sucesso, a Drugstore.com, onde ficou até 2004, antes de voltar à Microsoft. Agora, no comando da divisão Health Solutions Group, Neupert avalia que pode desenvolver operações com receitas de mais de US$ 1 bilhão no HealthVault, além de outro negócio de venda de software a hospitais.

A Microsoft espera ganhar dinheiro com o serviço gratuito para os pacientes graças a um serviço de busca na internet inserido na página da HealthVault. O serviço conecta os clientes a uma ferramenta criada pela Medstory, que a Microsoft comprou em fevereiro. Ao contrário dos serviços tradicionais de interesse geral, como o Google e Live.com, da própria Microsoft, a ferramenta da Medstory lista informações específicas sobre saúde, agrupadas em tópicos, como nutrição, medicação e estudos clínicos. Há espaço também para anúncios pagos. É aqui que a fabricante de software espera ganhar dinheiro.

Pesquisa recente da Harris Interactive revelou que 76% dos adultos com mais de 55 anos usam a internet para ajudar a diagnosticar suas condições de saúde. Essas buscas geram entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão em publicidade por ano, segundo estimativas da Microsoft. Neupert acredita que o mercado pode crescer para US$ 5 bilhões nos próximos cinco a sete anos. Caso a Microsoft consiga canalizar mais dessas buscas para sua ferramenta, poderia facilmente sustentar o negócio e, no processo, ganhar espaço do Google, que também planeja sua própria iniciativa para os registros médicos. O Google não dá detalhes, mas informa que os esforços foram adiados para 2008, pelo menos, depois da inesperada saída do engenheiro Adam Bosworth, que era da Microsoft e encabeçava o projeto.

Para fazer a HealthVault decolar, a Microsoft teria de persuadir as pessoas a aderirem. Os que teriam mais a ganhar seriam os pacientes com doenças crônicas. Alguns diabéticos, por exemplo, precisam monitorar o nível de glicose no sangue diariamente, com um instrumento conhecido como gleucômetro. Vários desses aparelhos podem ser conectados a um computador pessoal para que os usuários acompanhem as leituras. A Microsoft trabalhou com a Johnson & Johnson, uma das maiores fabricantes de gleucômetros, para permitir que os consumidores se conectem ao HealthVault.

Convencer os pacientes de que podem garantir privacidade para os dados, no entanto, não será fácil para a Microsoft. Deborah C. Peel, fundadora e presidente do grupo de defesa dos consumidores Patient Privacy Rights, acredita que os servidores da Microsoft terão a maior segurança possível. Isso porque, se houvesse vazamento dos dados, "arruinaria completamente" a reputação da Microsoft, afirma. "Seria como o (vazamento do petroleiro) Exxon Valdez."

A Microsoft está disposta a assumir o risco e aposta que colocar as informações nas mãos dos pacientes acabará rendendo dinheiro e melhorando a assistência médica. Para a empresa, o HealthVault é mais uma aposta numa idéia do que em um salto tecnológico. "Não é a vanguarda total", diz Glen E. Tullman, executivo chefe da Allscripts. "É a vanguarda mais importante."

(Colaboraram Arlene Weintraub, de Nova York, e Robert D. Hof, de San Mateo) - Jay Greene - Fonte: Valor Econômico