28 de mai de 2009

Anti-hipertensivo desenvolvido na UFMG obtém patente na China

Um medicamento anti-hipertensivo com sistema de liberação controlada, desenvolvido na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Brasil, é a primeira patente da instituição na China. Há também pedidos de proteção em análise na Coréia, nos Estados Unidos, Europa, Índia, Japão e México.
O anti-hipertensivo foi formulado a partir do peptídeo angiotensina (1-7). A metodologia patenteada diminui a velocidade de absorção do medicamento no organismo e aumenta a sua eficácia.
A tecnologia foi desenvolvida pelos professores Rubén Dario Sinisterra, do Departamento de Química do Instituto de Ciências Exatas, Frédéric Jean Georges Frezard e Robson Augusto Souza dos Santos, ambos do Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Ciências Biológicas, e por Ana Paula Nadu, doutora pela UFMG.
A patente foi depositada no Instituto Nacional da Propriedade Intelectual em 2001 e, em 2002, no PCT (Patent Cooperation Treaty).
A Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG está recebendo propostas de empresas interessadas no licenciamento dessa tecnologia.
Há cerca de 250 patentes brasileiras depositadas na China. Além da que foi concedida, a UFMG possui mais uma em análise, a “Preparation of formulations of angiotensin II AT1 receptors antagonists for the treatment of arterial hypertension, other cardiovascular illnesses and its complications” (China 02810681.4).
A patente da UFMG concedida na China foi licenciada, em 2005, pela COINFAR, que tem os direitos de produção e comercialização do medicamento. A COINFAR é uma joint-venture entre as empresas Aché, Biolab Sanus e União Química, que se dedica à descoberta e desenvolvimento de novos compostos de alto potencial terapêutico derivados da biodiversidade brasileira.
Dentro de um ano a um ano e meio, o medicamento deverá chegar ao mercado para uma de suas aplicações, que a disfunção erétil. Para controle da hipertensão não há previsões de quando ele estará disponível.
Testes
Os testes pré-clínicos foram feitos e há uma autorização do Comitê de Ética da Escola Paulista de Medicina para iniciar a fase 1 dos testes clínicos. Na fase pré-clínica são feitos testes em células e animais para obter informações de segurança que antecedem a realização de testes clínicos com seres humanos.
Há três fases de testes clínicos. Na fase 1 avalia-se a toxicologia do fármaco para que possam ser realizadas as fases 2 e 3, que avaliam a eficácia e segurança do medicamento, primeiramente numa escala menor, e depois numa escala maior de pacientes. Os resultados da fase 3 de estudos clínicos determinam a viabilidade de comercialização do medicamento.
Considerada a grande responsável por doenças coronarianas, cerebrais e vasculares renais, a hipertensão é a principal causa de morte e incapacidade entre adultos. Na maioria dos países, de 15% a 25% da população adulta sofrem de pressão arterial elevada.
Fonte: Portugal Digital

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