26 de mar de 2010

Verdades e mentiras sobre a vacina contra a InFluenza H1N1

Fabiana Leite da seção Doenças Infectocontagiosas do Estadão, fez essa matéria muito boa esclarecendo sobre dúvidas quanto a vacinação contra Influenza A (H1N1): 


Alguns grupos continuam no esforço de aterrorizar pessoas com informações erradas sobre a vacina contra a gripe suína, o que levou hoje o Ministério da Saúde a divulgar um rol de respostas contra a onda de boatos. Parece, pelo menos, que no mundo real, fora da rede, as mensagens amendrotadoras não tiveram efeito. O problema tem sido a falta do imunizante em alguns pontos do País.


Medo da Vacina? 
Veja as principais respostas da pasta.

O mercúrio presente na vacina causa autismo em crianças?
Não. A concentração de mercúrio é de 25 microgramas por dose de 0,5ml e é usada para evitar crescimento de fungos ou bactérias, no caso de a vacina ser contaminada acidentalmente. Esse mesmo conservante é utilizado rotineiramente em outras vacinas, como na tetravalente indicada contra difteria, tétano, coqueluche, meningite.
O timerosal, conservante antiséptico presente na vacina, pode causar autismo em crianças com disfunção mitocondrial e em adultos com disfunção hematoencefálica.
Estudos realizados em todo o mundo demonstram que o timerosal, desde 1930, tem sido amplamente utilizado como conservante em uma série de produtos biológicos, incluindo muitas vacinas. O uso nas vacinas tem por finalidade evitar o crescimento de bactérias ou fungos (micróbios) quando esta é contaminada acidentalmente, como no caso de punção repetida no frasco. A concentração do timerosal na qualidade de conservante é de 0.01%, contendo, aproximadamente, 25 microgramas de mercúrio por dose de 0,5 ml, condição que tem mostrado ser capaz de impedir o crescimento de micróbios. Vacinas com esses tipos de conservantes já são utilizadas desde 1930. Em 2004, o Instituto de Medicina dos Estados Unidos convocou um comitê de revisão de segurança em Imunização e examinou a hipótese de que as vacinas contendo timerosal estariam causalmente associadas ao autismo. Comprovou que as provas disponíveis rejeitam a existência de nexo de causalidade entre vacinas contendo timerosal e autismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu o conservante timerosal para o uso nas vacinas, baseando-se em estudos que concluíram não existir evidências de contaminação em crianças ou adultos expostos. As vacinas que contêm essa substância não aumentam a quantidade de mercúrio no organismo, pois este é expelido rapidamente, não se acumulando em função de repetidas injeções.
A vacina contém esqualeno, substância que afeta o sistema imunológico do indivíduo.
Os adjuvantes são substâncias que estimulam a resposta imunitária, permitindo reduzir a quantidade de material viral utilizado em cada dose, garantindo proteção de longa duração. São produtos entre os quais se incluem certos sais de alumínio e emulsões (esqualeno e seus derivados) que são utilizados na composição de vacinas. E não causam danos ao ser humano.
A gripe pandêmica foi uma criação da indústria financeira para favorecer os laboratórios farmacêuticos.
O monitoramento do vírus da gripe no País identificou em 2009 que, desde o surgimento da pandemia, aproximadamente 70% dos vírus respiratórios que causavam síndrome gripal eram o vírus influenza pandêmica (H1N1) 2009. Em alguns países este percentual chegou até 100%. O simples surgimento de casos de gripe em varios países causado por um novo vírus já caracteriza a pandemia.
Anafilaxia, reação alérgica potencialmente fatal, é uma reação adversa pós-vacinação.
Anafilaxia é um evento raro que pode ocorrer com o uso de várias substâncias ingeridas ou introduzidas por via parenteral (muscular ou endovenosa) no corpo humano, incluindo alimentos, remedios, vacinas, entre outros. Se caracteriza por uma reação alérgica sistémica, severa e rápida a uma determinada substância, se apresentando com diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação sanguínea, acompanhada ou não de edema de glote. Pessoas que são altamente alérgicas a gema de ovo não podem tomar vacinas que são produzidas a partir de gemas de ovos embrionários, como a vacina contra a febre amarela, gripe comum e influenza H1N1. Os profissionais de saúde são capacitados para identificar essas pessoas altamente alérgicas no momento em que procuram um posto de vacinação.
Há evidências da síndrome de Guillain-Barré em muitas pessoas que tomaram a vacina nos outros países do mundo.
Não existe esta evidência nos países que já realizaram ou estão vacinando contra a influenza pandêmica.
A vacina contém traços de neomicina.
Sim, a vacina produzida pelo Laboratório Sanofi Pasteur.A neomicina é um antibiótico indicado para infecção bacteriana provocada por estafilococos ou outros microorganismos susceptíveis a este princípio ativo.
A vacina que venderam para o Brasil é vacina encalhada.
Todas vacinas adquiridas pelo Brasil foram compradas diretamente dos laboratórios produtores e por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde – Opas/OMS. Em nenhum momento o País comprou ou recebeu doação de outro país.
Há evidências de má formação fetal em gestantes que tomaram a vacina.
A vacina contra o vírus influenza pandêmico (H1N1) 2009 é segura e indicada para a gestante em qualquer idade gestacional. Na vacinação realizada no hemisfério norte não houve nenhum registro de má formação fetal relacionada a vacina. Esta indicação foi ratificada pela Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia – Febrasgo. Até o momento, não há relato de ocorrência de nenhum prejuízo sequer para a mãe e/ou para o feto.

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