5 de ago. de 2010

Ministério da Saúde irá estudar criação de uma carreira para profissionais de saúde do SUS

imagem do blog da FENAM

O Ministério da Saúde terá uma comissão especial para elaborar proposta de carreiras do Sistema Único de Saúde (SUS), abrangendo, inicialmente, os profissionais médicos, os cirurgiões-dentistas e os enfermeiros. A criação do grupo está prevista na portaria 2.169, assinada pelo ministro José Gomes Temporão e anunciada por ele na solenidade de abertura do XII Encontro Nacional das Entidades Médicas (Enem), em 28 de julho. O texto foi publicado nesta sexta-feira (30), no Diário Oficial da União.


Com a comissão, o objetivo do governo é “buscar soluções para a ausência de profissionais permanentes na atenção à saúde”, diz a portaria. Para criar a comissão que vai elaborar a proposta de uma carreira do SUS, o Ministério levou em consideração “a dificuldade apresentada por inúmeros municípios brasileiros em fixarem profissionais de saúde em seu território”. A má distribuição dos profissionais afeta principalmente as regiões Norte e Nordeste do País, onde “expressiva parcela da população brasileira não tem acesso aos serviços de saúde”, justifica a portaria.

O SUS é hoje o maior empregador de médicos no Brasil. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), relativos a 2009, apontam mais de 190 mil médicos (55% dos profissionais registrados no CFM) atuando no sistema.
Fonte: CFM

O Programa de Saúde da Família conta hoje com uma gama de médicos recém-formados, que não tem residência médica, e que vêem nos salários oferecidos um rendimento condizente com o gasto nas mensalidades escolares das faculdades particulares. 
Após 1 ou 2 anos esses mesmos médicos abandonam o PSF, por inúmeras razões, dentre elas condições precárias de atendimento, violência nos postos de atendimento, sensação de inresolutibilidade dos casos e principalmente o fato de não terem sido preparados para a medicina preventiva e a ausência de um plano de carreira nesta área.
Já nas áreas de especialidades do SUS, o salário é baixo, pois não conta com os adicionais da urgência e do PSF, o que faz a maioria dos médicos pedirem exoneração do cargo, e contrato administrativo nessa área é extremamente raro.
Realmente espero que o Ministério da Saúde leve essa idéia a contento, pois como médica do SUS, eu sofro na pele a ausência de colegas interessados em fazer um bom trabalho. Um plano de carreira decente seria um bom atrativo para médicos entrarem e permanecerem no SUS.




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