4 de ago. de 2009

Últimas notícias da Gripe H1N1 e mudanças no protocolo

  • O que mudou no protocolo da gripe H1N1 ontem


Médicos poderão receitar o medicamento contra a gripe suína para pacientes que não se enquadram nos casos previstos no atual protocolo de tratamento - SRAG* (síndrome respiratória grave ou com algum fator de risco, como cardiopatia e gravidez.
A mudança será introduzida no protocolo nos próximos dias, segundo o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Gerson Penna. O documento trará uma caixa em vermelho com a frase: "Qualquer indicação diferente das recomendadas neste protocolo fica na inteira responsabilidade do médico prescritor e da autoridade sanitária local".

Qualquer pessoa que apresente sintomas de gripe passa a ser considerada caso suspeito de influenza sazonal e de influenza A (H1N1).

O Ministério da Saúde prioriza entre os casos de síndrome gripal a notificação, a investigação, o diagnóstico laboratorial e o tratamento dos casos com síndrome respiratória aguda grave (SRAG)* e aquelas pessoas que apresentam fatores de risco para a complicação pela doença, como: menores de 2 e maiores de 60 anos de idade, gestantes, portadores de doenças crônicas, imunodeprimidos, entre outros. (leia mais em Portal Saúde)

  • 15% e 45% da população terá sido infectada pelo novo vírus
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reiterou nesta terça-feira (4) a estimativa de que cerca de 2 bilhões de pessoas deverão pegar o vírus A (H1N1) até o fim da pandemia. A estimativa, entretanto, vem com um grande alerta sanitário: ninguém sabe quantas pessoas já foram infectadas até agora pela nova cepa de vírus influenza, e o número final nunca será conhecido, já que muitos casos são tão leves que podem passar despercebidos.
"Até o fim da pandemia, entre 15% e 45% da população terá sido infectada pelo novo vírus pandêmico", disse a porta-voz da OMS, Aphaluck Bhatiasevi, em um comunicado."Trinta por cento é uma estimativa média e 30% da população mundial é 2 bilhões.""Devemos lembrar, entretanto, que as tentativas de estimar as taxas de infecção podem ser apenas aproximações grosseiras", acrescentou. (leia mais em GazetaWeb)
  • H1N1 pode estar substituindo vírus da gripe comum
O vírus H1N1 pode estar substituindo o vírus da gripe comum, afirmou nesta sexta-feira o diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage. Segundo ele, 60% dos exames positivos para gripe desde abril apontaram para o vírus H1N1.
"O que isso pode indicar é uma possível substituição do vírus", disse Hage, de acordo com o ministério, ao comentar sobre a taxa de gripe causada pelo vírus H1N1 no país.
"Ele (vírus H1N1) aparentemente pode passar a predominar no cenário e outro vírus (da gripe comum), deixar de circular", afirmou ele.
Segundo Hage, a taxa de mortalidade em relação ao total de pacientes graves é de 12,8 por cento no país.
A pasta indicou que mais de 60% dos casos de nova gripe no Brasil estão concentrados em pacientes entre 20 e 49 anos. A idade média dos infectados é de 29 anos.
O ministério reiterou a recomendação para que pacientes em grupos de risco adiem viagens para países onde a transmissão é sustentada. A pasta também pediu que alunos com sintomas de gripe evitem retornar às aulas até que se recuperem. (leia mais em G1)
*SRAG:
DOENÇA RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE:
Indivíduo de qualquer idade com doença respiratória aguda caracterizada por febre superior a 38ºC, tosse E dispnéia, acompanhada ou não de dor de garganta ou manifestações gastrointestinais.
Sinais e sintomas que devem ser observados:
-Aumento da freqüência respiratória (> 25 irpm)
-Hipotensão em relação a pressão arterial habitual do paciente

Em crianças além dos itens acima, observar também:
-batimentos de asa de nariz, cianose, tiragem intercostal, desidratação e inapetência.
O quadro clínico pode ou não ser acompanhado de alterações laboratoriais e radiológicas listadas abaixo:
-Alterações laboratoriais: leucocitose, leucopenia ou neutrofilia;
-Radiografia de tórax: infiltrado intersticial localizado ou difuso ou presença de área de condensação.
Alerta: deve ser dada atenção especial a essas alterações quando ocorrerem em pacientes que apresentem fatores de risco para a complicação por influenza.

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