1 de ago de 2009

Os incentivos à Tecnologia da Informação na Saúde no governo Obama


O plano para reformar o sistema público de saúde do presidente americano, Barack Obama, deu um primeiro passo adiante na noite de ontem, sexta-feira, após a aprovação do projeto por uma comissão da Câmara dos Representantes.

Um pacote de estímulos do governo americano no valor de US$ 20 bilhões tem como objetivo incentivar médicos e hospitais a usar sistemas eletrônicos de saúde focados principalmente no intercâmbio de informações no sistema de saúde.

"O intercâmbio de informações é a base essencial para um sistema de saúde efetiva. Independentemente do que médicos e hospitais pensam, os doentes claramente querem as suas informações eletrônicas para poder viajar de uma maneira segura e privada. Portanto, é muito mais um objetivo da política pública, melhorar a troca de informações. (...) O objetivo de nossas políticas é tornar mais fácil a troca de informação sobre saúde e também criar um mercado de troca de informações, dando incentivos aos hospitais e médicos para se tornarem usuários significativos do sistema e ainda incluir a troca de informação como uma componente essencial dos seus trabalhos." (Fonte: Saúde Business)

Foram as palavras do coordenador de TI de Saúde Nacional, David Blumenthal, em entrevista a InformationWeek. Desse total, US$ 300 milhões serão investidos somente no intercâmbio de informações a nível estatal.


A REFORMA DA SAÚDE
O que é - Uma das principais plataformas eleitorais de Obama, projeto prevê expandir a cobertura do sistema público de saúde para 97% dos americanos; o custo para o governo será de mais de US$ 1 trilhão em dez anos, incluindo também a criação de uma empresa seguradora de saúde do governo, que concorrerá com as empresas privadas.
Críticas - Apesar de reconhecer que o sistema atual está falido, muitos conservadores consideram a reforma de Obama socialista e insistem que a livre concorrência de empresas privadas deve continuar a ser a base do setor.
Lobby - Desde o fim da 2.ª Guerra, presidentes tentam sem sucesso alterar o sistema atual, extremamente lucrativo para companhias de seguro saúde; americanos gastam 16,5% do PIB com saúde.
Fonte: O Estado de São Paulo, 23/7/2009

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