13 de set de 2009

Nanotecnologia e sua aplicação na medicina

O nanômetro não é uma partícula ou um componente da eletrônica, mas é apenas uma mera forma de medida. O nome “nanotecnologia” foi criado e definido pela Universidade Científica de Tóquio, no ano de 1974. Entre 1980 e 1990 muitas outras teorias foram elaboradas em cima da definição básica criada por um professor da Universidade de Tóquio. Finalmente, no ano de 2000 a nanotecnologia começou a ser desenvolvida em laboratórios.
Os processadores de computador são, provavelmente, os componentes eletrônicos que mais se utilizam da nanotecnologia. Evidentemente, o processador não tem dimensões em nanômetros, mas as peças dentro dele são desta escala minúscula. Temos também as placas de vídeo, a NVIDIA como ATI possuem processadores gráficos (os famosos GPUs) elaborados com tecnologia nano. Vale frisar que cada novo modelo que sai, os GPUs ficam mais poderosos e ao mesmo tempo, tendem a utilizar uma tecnologia nano em menor escala. Algumas placas utilizam nanotecnologia de 90nm, já as placas mais modernas utilizam 55nm ou até menos.
Outro uso muuto interessante é na conservação dos alimentos. Embalagem antimicrobiana feitas com filmes comestíveis a base de óleo de canela ou de orégano, ou nano partículas de zinco, cálcio ou outros materiais bactericidas; além disso, nanocompostos de argila, que bloqueiam o oxigênio, fazem embalagens que dobram a validade de alimentos. Um protótipo desses já foi feito na Unicamp.
Na Medicina já existem várias aplicações na nanotecnologia (nanomedicina). Uma delas é o curativo do câncer, compostos de oxigênio sensíveis à luz estão sendo usados para tratar o câncer de pele, na chamada terapia fotodinâmica. Ao receberem luz, eles danificam as células cancerígenas ao redor, que acabam formando uma crosta e sendo substituídas por tecidos sadios. Outra aplicação já disponível é a obturação natural. Ela não cai nunca. É um adesivo da 3M que se liga molecularmente ao dente.
Nanorrobôs:
Existem dois tipos sendo pesquisados e desenvolvidos: os orgânicos, também denominados bionanorrobôs, e os inorgânicos. Bionanorrobôs serão fabricados a partir de estruturas de DNA e materiais orgânicos inspirados em bactérias e vírus programados. Sua função será identificar bactérias e vírus com ação negativa dentro do corpo e destruí-los. Os inorgânicos serão revestidos com estruturas de diamantes mecanicamente manipuladas e terão aplicações mais amplas e complexas, como realizar cirurgias não-invasivas e enviar medicamentos a células e órgãos específicos. Em teoria, nanorobôs poderiam ser introduzidos no corpo, seja por via oral ou intra-venosa, e então identificaríam e destruiriam células cancerosas ou infectadas por vírus, poderiam regenerar tecidos destruídos e fazer rapidamente uma infinidade de coisas que os medicamentos convencionais (baseados unicamente em química) não conseguem ou demoram para conseguir.
Por exemplo, pode injetar um antibiótico em um paciente por meio de uma seringa para ajudar seu sistema imunológico. O antibiótico dilui enquanto viaja pela corrente sanguínea do paciente, fazendo com que somente uma parte chegue ao ponto de infecção. No entanto, um nanorrobô - ou vários nanorrobôs - poderia viajar diretamente até o ponto de infecção e depositar uma pequena dose de medicação. O paciente possivelmente sofreria menos efeitos colaterais com a medicação.
Estes são alguns exemplos de aplicações dos nanorrobôs:
Limpadores de pulmão
Centenas de nanorrobôs entrando em uma cavidade bronquial a caminho dos pulmões. Ao chegarem lá acoplam-se à superfície do tecido pulmonar com o objetivo de retirar impurezas do pulmão.
Caçador de micróbios
Um nanorrobô que imita uma célula branca flutuando na corrente sanguínea a caminho de um micróbio causador de doenças. O nanorrobô irá capturá-lo e eliminá-lo.
Ataque aos inimigos
Outra versão do nanorrobô capturador de micróbios, que utiliza tentáculos retráteis para cercar e capturar o inimigo.
Plaquetas mecânicas
Um nanorrobô que auxilia na coagulação do sangue.
Reparadores de vasos
Nanorrobôs menores que vírus e bactérias, cuja função é reparar vasos sanguíneos.
Reparadores de vasos
Nanorrobôs menores que vírus e bactérias, cuja função é reparar vasos sanguíneos.
Gastronanorrobôs
Nanorrobôs usados para a detecção de infecções estomacais

Fonte: Super, Nonomedicina

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