9 de out de 2009

Desafios para classe médica em tempo de Paciente Informado e Web 2.0



O texto de Yuri Almeida"Desafios para classe médica em tempo de Paciente Informado e Web 2.0" apresenta de forma sucinta e muito interessante o debate ocorrido em Salvador, com discussão via twitter, "paciente Informado"
Abaixo transcrevo parte dele, mas quem se interessar em lê-lo na íntegra, clique aqui.


A internet provocou mudanças no relacionamento entre médicos e pacientes a partir do momento em que ampliou o leque de informação sobre doenças, tratamentos e medicamentos. Se por um lado, tais transformações exigem da classe médica maior interação com o paciente, cada vez mais informado, por outro, implica debater certificação e/ou credibilidade do conteúdo publicado no ciberespaço.
Primeiro é preciso destacar que a relação médico versus paciente é marcada pela autoridade científica e poder simbólico daquele que detém o conhecimento sob aquele que realiza uma consulta. Vale destacar que o conhecimento adquirido pelos profissionais na academia é elemento estruturante desta relação. Porém, a liberação do pólo emissor, impulsionada pela Web e novas tecnologias de informação e comunicação, potencializaram o acesso a informação e radicalizaram o ditado popular de que “de médico e louco, todo mundo tem um pouco”.
Basta uma busca no Google para encontrar solução caseira para curar um câncer até consulta online. Independente da credibilidade e exatidão da informação publicada, o paciente consulta o Dr. Google antes e após a consulta, implicando para o médico uma nova forma de se relacionar com o seu paciente.
Diante da infinidade de textos sobre tratamento, sintomas e curas disponíveis na Web em qual confiar? Afinal, café faz bem ou mal a saúde? Estas e outras questões são rotineiras para os pacientes que buscam na internet orientações sobre saúde, mas a cada clique uma informação diferente, uma verdade diferente. O que tem credibilidade? O que é verdade, do ponto de vista médico? O que realmente vai aliviar essa dor de cabeça?
Dar respostas a estas questões é o objetivo da proposta da Federação Nacional dos Médicos em certificar os produtores de conteúdo e sites que abordem a temática médica na Web. A idéia ainda não esta finalizada em termos de execução, mas a necessidade foi defendida por médicos e pacientes durante uma mesa redonda realizada em Salvador na última quinta-feira (8).
“Existe a necessidade de qualificar a informação encontrada via “dr. Google”. Mais importante do que encontrar a informação, é que esta informação seja verdadeira”, opina o professor de marketing digital, Eduardo Sales.
Para além de um serviço para o paciente, a grande questão para os profissionais da área de saúde é: ocupar espaço no ciberespaço antes que os “não-médicos”, munidos de técnicas SEO e soluções milagrosas dominem a Web. Para isso, enxergar a Internet apenas como um meio de transmitir informação é pueril. Vale lembrar que a Web, sobretudo é espaço para interação, logo é preciso que os médicos se preocupem com seus pacientes além do consultório, estejam nas redes sociais, mantenham blogs ou pelo menos entendam que o Dr. Google é um aliado para o exercício de uma medicina mais humana e eficiente.

Minha opinião sobre o assunto é que vejo mais benefícios no paciente que procura informações adicionais na internet, mesmo ainda não tendo senso crítico da qualidade das mesmas, do que malefício. O questionamento sobre tratamentos disponíveis e sobre diagnóstico é uma realidade imputável dos dias de hoje. O importante é nos adaptarmos a essa nova era das informações dos 140 caracteres, e tirarmos vantagens dessa nova situação nos consultórios e hospitais.(aqui)



"Não se pode esquecer que a história é cruel com aqueles que pensam que ela é eterna. Porque ela não é eterna. Ela muda as faces, muda as exigências. E pode se converter num abismo e afogar aqueles que não percebem que é o momento de mudar de rumo."
Florestan Fernandes (Série Encontros, org. Amélia Cohn, Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2008). )

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