5 de fev. de 2017

Como médicos devem usar redes sociais para evitar erros

Fiz uma apresentação no Congresso de Cirurgia do Espírito Santo sobre porque os médicos devem usar redes sociais. É muito importante zelar por nossa reputação online. Atualmente com toda a informações disponível a todos em tempo real,  as mídias sociais, e a necessidade de "causar" nas redes, lembrem-se que uma vez postado é impossível controlar  a divulgação. Uma vez postado é impossível apagar, completamente, um conteúdo indesejado que esteja na internet.

slide da apresentação: cuidados a serem observados nas mídias sociais
Então médicos não podem usar redes sociais? Na minha opinião temos todo o direito de criticar e fazer piadas com assuntos polêmicos, mas o que entre pares pode ser engraçado, fora do contexto pode se tornar uma mancha na reputação online de um bom profissional.
Por exemplo, vou colocar uma postagem minha polêmica em um post sobre o assunto aborto abordado pela Revista TPM abaixo:


No post expressei minha opinião de que como médica sou a favor da legalização do aborto. A maioria dos comentários ofensivos foi apagada, mas continha coisas como "você deveria ter sido abortada" e "filha do diabo", "assassina" e coisas do tipo. Desativei as notificações do post (saiba como fazer aqui) e não me dei ao trabalho de "bater boca" com nenhum deles. Poderia ter me explicado: o aborto é uma questão de saúde pública; as classes com condições financeiras melhores ou com conhecimento (como os profissionais de saúde) fazem o aborto com condições mínimas de saúde. As classes menos favorecidas morrem tentando. Legaliza e faz quem quiser, de acordo com as convicções e consciência de cada um. 

Nas redes sociais, como na vida, existem pessoas  fanáticas, isso significa que não estão dispostos a escutar a sua opinião e ainda querem impor a deles aos outros. Não alimente os trolls, não dê combustível para discussões, a não ser que essa seja sua intenção, né +MeusNervos  e @analuiza, os dois médicos mais polêmicos que conheço e amo!!!

Portanto, ao postar opiniões, piadas, brincadeiras, pensem em como isso poderia ser visto pelos seus pacientes. Qual a imagem profissional que você quer passar?


Leia também:
Porque os médicos devem usar redes sociais?

30 de jan. de 2017

Inteligência artificial: chave para saúde mental

Com AI, nossas palavras serão uma janela em nossa saúde mental

A IBM prediz que em cinco anos, o que dizemos e escrevemos será utilizado como indicador de nossa saúde mental e bem-estar físico. Padrões em nossa fala e escrita serão analisados ​​por novos sistemas cognitivos fornecendo indicadores de transtornos de desenvolvimento em estágio inicial, doenças mentais e doenças neurológicas degenerativas que podem ajudar médicos e pacientes a melhor prever, monitorar e acompanhar essas condições.


Os distúrbios cerebrais incluindo as doenças do desenvolvimento, psiquiátricas e neurodegenerativas, representam uma enorme carga de doença, em termos de sofrimento humano e custo econômico. Por exemplo, hoje em dia, um em cada cinco adultos nos EUA experimenta uma condição de saúde mental, como depressão, distúrbio bipolar ou esquizofrenia, e aproximadamente metade dos indivíduos com transtornos psiquiátricos graves não recebem tratamento. O custo global das condições de saúde mental deverá aumentar para US $ 6 trilhões até 2030.

Os computadores cognitivos irão analisar a fala de um paciente ou palavras escritas para procurar indicadores encontrados na linguagem, incluindo significado, sintaxe e entonação. Combinando os resultados dessas medições com aqueles de dispositivos wearables e sistemas de imagem (RNM e EEGs) pode mostrar um quadro mais completo do indivíduo para profissionais de saúde, com o objetivo de melhor identificar, compreender e tratar a doença subjacente, seja Parkinson, Alzheimer, doença de Huntington , PTSD ou mesmo condições de desenvolvimento neurológico como o autismo e TDAH.

O que antes eram sinais invisíveis irão se tornar sinais claros da probabilidade de os pacientes entrarem em um determinado estado mental ou de como seu plano de tratamento está funcionando, complementando consultas médicas com avaliações diárias no conforto de suas casas.

Como isso poderia mudar o mundo:
  • Analise o discurso para detecção precoce - Encontrar padrões na fala para prever e monitorar precisamente psicose, esquizofrenia, mania e depressão.
  • Palavras escritas fornecem indicadores - Analise palavras escritas para ajudar a avaliar a nossa saúde mental, alertando-nos para um declínio antes que ele ocorre.
  • Assistentes cognitivos para a saúde mental- Assistentes cognitivos e sensores em nossos telefones inteligentes poderiam "ouvir" para fora para o nosso bem-estar.
  • Ferramentas automatizadas de saúde mentalCrie ferramentas automatizadas para ajudar os médicos a acompanhar e tratar a progressão da doença neurológica de um paciente.
Na IBM, os cientistas estão usando transcrições e entradas de áudio de entrevistas psiquiátricas, juntamente com técnicas de aprendizagem de máquina, para encontrar padrões de fala para ajudar os médicos a prever e monitorar precisamente psicose, esquizofrenia, mania e depressão. Hoje, leva apenas cerca de 300 palavras para ajudar os médicos a prever a probabilidade de psicose em um usuário.
Veja mais no vídeo:

28 de jan. de 2017

Evidências científicas sobre o uso do whatsapp na prática clínica

A cada dia usamos mais o whatsapp tanto entre colegas quanto em comunicação com pacientes. E na minha opinião, é uma excelente forma de segunda opinião médica, relatório de encaminhamento médico, contato com especialistas, etc...

Hoje vou falar de uma revisão do uso do app na prática clínica (1). WhatsApp in clinical practice: A literature review  revisou a literatura sobre o uso do WhatsApp na prática clínica, como é usado e a satisfação dos usuários com a ferramenta. 

Houve sete relatos de casos, seis dos quais foram da Índia e um da Arábia Saudita Arábia. Seis serviços clínicos, além de grupos intradepartamentais, incluíram um serviço de triagem de retinopatia diabética na Índia que usava uma câmera de fundo acoplada a um smartphone, um serviço de triagem para patologia bucal e odontológica na Itália, um segundo serviço de opinião para emergências maxilofaciais na Turquia, um programa de cardiologia de emergência na Turquia, e pacientes na Espanha usando WhatsApp para contatar seu alergologista. Uma visão geral do uso de aplicativos cirúrgicos na prática clínica mencionou o uso de WhatsApp por um cirurgião pediátrico na África do Sul.




O WhatsApp está sendo usado em uma variedade de serviços clínicos para facilitar a comunicação dentro de grupos intradisciplinares.

Os médicos incorporaram o WhatsApp em sua prática cotidiana sem a necessidade de formação adicional, quer técnica ou profissional. Em geral, as vantagens práticas de usar WhatsApp superam as desvantagens. Há má compreensão e equívoco de como o WhatsApp usa criptografa, transmite e armazena mensagens de texto e arquivos associados. O consentimento, a confidencialidade, a privacidade dos pacientes, a segurança dos dados e a manutenção de registros foram pouco relatados (o artigo foi escrito antes da criptografia end-to-end). Parece que a maioria dos clínicos não tinha conhecimento das potenciais violações de segurança e confidencialidade que poderiam ocorrer.

Alguns  médicos erroneamente acreditavam que usar uma conexão wi-fi (de preferência protegida por senha) em vez do serviço GSM do telefone, ou que confinar mensagens para o grupo de bate-papo resolvia os problemas de segurança. Idealmente não deve haver dados de pacientes armazenados em um telefone. Alguns defendem a supressão de mensagens após um determinado período, enquanto outros têm notado os benefícios de ter dados do paciente permanentemente armazenados. Os dados do WhatsApp armazenados em telefones permanecem criptografados, mas podem ser "lidos" se o telefone estiver desbloqueado. As precauções razoáveis são proteger a senha do telefone, de preferência usando biometria e senha no app.

Conclusão
A ubiquidade do WhatsApp, sua simplicidade, baixo custo e criptografia melhorada tornam uma proposta atraente para o desenvolvimento de serviços de telemedicina em ambientes com restrições de recursos. O advento da criptografia de ponta a ponta reduz as preocupações de segurança, mas pode enfrentar a regulamentação médica em alguns países. O que é necessário agora é o desenvolvimento de diretrizes para o uso do WhatsApp para grupos intradisciplinares e consulta de telemedicina. Estas podem começar como diretrizes genéricas que podem ser adaptadas para atender às necessidades legais, regulatórias e éticas locais usando o WhatsApp

1. MARS, M.; ESCOTT, R. WhatsApp in clinical practice: A literature review. Studies in Health Technology and Informatics, v. 231, p. 82–90, 2016. Disponível em: <http://ebooks.iospress.nl/publication/45680>. 

22 de jan. de 2017

Podcasts Médicos - o que há de melhor no Brasil



Podcasts são programas de áudio gravados sobre temas específicos, normalmente disponíveis através de assinatura em plataformas como SoundClound, ou no iTunes, por exemplo.
É uma ótima oportunidade para aprender e se atualizar enquanto caminha ou está no trânsito.


Medicina do Conhecimento: anestesia ( do Blog Anestesiador)
Exemplos:



exemplo:
Segurança da metformina no DMII com DBPOC- Neuropatia induzida pela redução acentuada da glicada - Triagem da doença celíaca no DMI - Relação entre hormônio antidiurético e DMII
018 - Dr. Orsine Valente, Dr. Rodrigo O. Moreira, Dra. Mônica A. L. Gabbay, Dr. Fernando Valente

Cardiopapers

Se você sabe de algum outro interessante, deixe nos comentários!

leia também: 

17 de jan. de 2017

Palestra Gratuita 26/01 11:00- Educação em Bioinformática - Brasil e Portugal



O Núcleo de Tecnologias e Educação a Distância em Saúde da Universidade Federal do Ceará (NUTEDS/UFC) realiza, dia 26 de janeiro, às 11h (horário de Fortaleza/CE), a webconferência especial "Educação em Informática Biomédica: O Estado da Arte em Portugal e no Brasil", ministrada pelo Professor Ricardo João Cruz Correia, docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (U.Porto), em Portugal. A webconferência é aberta ao público.

A iniciativa faz parte da estratégia para a criação do Grupo de Interesse Especial (do inglês Special Interest Groups - SIGs) intitulada Educação em Informática Biomédica. A ideia é fomentar o debate sobre a Informática Biomédica no Brasil, tendo como base a experiência exitosa da universidade portuguesa. A Faculdade de Medicina da U.Porto conta com um departamento específico voltado para a Informática Médica, além de um Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde.

Também deve participar da web a Profa. Dra. Zilma Reis, do Centro de Informática Médica no Centro de Tecnologia em Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Participarão ainda os Núcleos da Rede Universitária de Telemedicina (RUTE) que devem compor o SIG Educação em Informática Biomédica. Além do NUTEDS, na Faculdade de Medicina da UFC, estão confirmados até agora os Núcleos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com o Prof. Dr. José Diniz Junior; da Escola Bahiana de Medicina, com o Prof. Antonio Carlos; da Universidade Federal de Pernambuco, com a Profa. Magdala Novaes; da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, com a Profa. Alexandra Monteiro.

Como participar?
 
A webconferência é aberta ao público em geral. Interessados podem acessar pelo link: http://webconf2.rnp.br/rutehuwcufc. Basta entrar como convidado, colocar o nome e acessar a sala virtual. Lá, é possível acompanhar as discussões, visualizar o conteúdo e participar do debate.
 
Sobre os SIGs e a Rede RUTE
 
Os SIGs são uma iniciativa fomentada pela Rede Universitária de Telemedicina (RUTE) para promoção de debates, discussões de caso e até aulas à distância, por videoconferência ou webconferência, estimulando a integração e a capacitação entre profissionais de saúde em diferentes níveis de formação profissional.

A Rede RUTE é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), apoiada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e coordenada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que visa a apoiar o aprimoramento de projetos em Telemedicina em universidades públicas e Hospitais Universitários (HUs), estimulando a colaboração entre os parceiros, por meio de vídeo e webconferência, com palestras, educação permanente, Segunda Opinião Formativa e teleconsultas.

9 de jan. de 2017

S-Skin da Samsung: tecnologia para dermatologia

Samsung lançou alguns produtos destinados ao cuidado da pele na CES 2017.


S-Skin é uma solução destinada ao consumidor final, mas ao meu ver, pode ser muito útil para dermatologistas.
Dispositivo analisa a hidratação, melanina e vermelhidão da pele usando luz LED

É composto de um patch com microagulhas e um dispositivo portátil que analisa e cuida da pele. O patch com microagulhas pode penetrar profundamente a pele para administrar ingredientes eficazes e aumentar a absorção. 

O dispositivo pode medir a hidratação, vermelhidão e melanina da pele para um cuidado personalizado da pele usando luz LED. A condição da pele é salva no aplicativo para acompanhar as alterações ao longo do tempo.

Entenda mais no vídeo abaixo:



7 de jan. de 2017

Localizar celular pelo número do IMEI

A PMMG (48º Batalhão de Ibirité) lançou um serviço interessante, onde você cadastra o IMEI do seu celular e no caso de roubo, é possível localizá-lo. A PM também pode verificar os aparelhos de suspeitos e ver se o IMEI encontra-se entre os de celulares roubados e te comunicar se ele foi achado. 
Depois da admiração inicial, fiquei apreensiva com o que a PM pode fazer com esses dados... sabendo onde vc se encontra o tempo todo... Não sei se gostaria de conceder acesso a esses meus dados a qualquer PM, sei lá... há maus profissionais em qualquer profissão.
Outra coisa, a Clarisse Falcão aparece no vídeo da PM :D, acho que eles não se deram conta que usaram a imagem dela.

3 de jan. de 2017

Como fazer seu próprio app (aplicativo)


Para quem quer desenvolver seu próprio app, há algumas alternativas que vão desde plataformas bem simples, com interface intuitiva e sem necessidade de programação até opções bem elaboradas que utilizam blocos lógicos.
Nestas plataformas é possível fazer o aplicativo e disponibilizá-lo para venda lá mesmo. Se quiser vender (ou disponibilizá-lo gratuitamente) nas lojas Google Play ou AppleStore é preciso ter uma conta de desenvolvedor lá, explico em outro post posteriormente. 
Lembrando: gratuitos sempre têm restrições, mas são ótimo começo para quem quer testar o desenvolvimento de um app e aprender como pensar funcionalidades. A criatividade permite fazer maravilhas com os recursos básicos!

Gratuitos/Nível básico:
1- Fábrica de aplicativos: http://fabricadeaplicativos.com.br, em português, gratuito com restrição de logins e presença de propaganda do site no app, mas com todas as funcionalidades. 

2- WebRobot Appshttps://webrobotapps.com/, também possui um plano gratuito para experimentas, com muitas restrições principalmente de número de downloads.

3- Appypie.com: http://pt.appypie.com/, Android e iOS e HTML5 possui plano gratuito também e é em português. 

Pagos/Nível Básico:
1- iBuildApp: http://ibuildapp.com/, 14 dias de plano de teste, apps para Android e iOS,  em inglês, bem intuivo tipo drag and drop, possui vários templates já direcionados a uma categoria específica como social, saúde, negócios, etc. Bem completo.

2- GoodBarber: http://pt.goodbarber.com/, apps para Android e iOS e HTML5, meu preferido até então, tem 30 dias para teste gratuito.  O que maios gostei nele foi a utilização de APIs, e o passo-a-passo para publicação nas lojas.

Gratuito/ Intermediário:
1- MIT App Inventor: http://appinventor.mit.edu/explore/: Android, Open Source, também em português. Transforma a linguagem complexa de codificação baseada em texto em blocos de construção visuais, de arrastar e soltar. Necessita de um pouco de conhecimento em lógica de programação. Mas há vários tutoriais no youtube, indico esse: One Day Code.

Gratuito/Avançado:
1- BlueMix: https://console.ng.bluemix.net/: plataforma da IBM que permite construir seu app, inclusive utilizando funcionalidades do IBM Watson. Alguns são serviços pagos. Em português.



11 de dez. de 2016

Internet das coisas: sensor de gases para diagnóstico de doenças gastrointestinais e coloproctológicas

Como coloproctologista, adorei uma outra demonstração (veja a primeira aqui) que assisti no CBIS 2016.

Tratava-se de um sensor para correlação de doenças com gases de eructação e flatulência desenvolvido em projeto de doutoramento de Nathália Moraes  do Nascimento.

A Internet das Coisas pode ser definida com uma tendência em TI em que vários dispositivos considerados “burros” são conectados a redes de comunicação para a troca e coleta de informações. Ela envolve, mas não se limita a, o uso de sensores de presença e temperatura inteligentes para a regulação climática de um ambiente.  Na Saúde, aplicativos móveis podem se conectar a dispositivos diversos para obter e relacionar dados sobre o nosso corpo em busca de insights médicos.(fonte). Mas não temos relatos de dispositivos que analisem gases corporais (eructação e flatulênica), por isso o projeto da Nathália é um dispositivo sensor de gases, com comunicação wireless com smartphone.

Dispositivo de teste com arduino e sensores de álcool, CO2, Metano e Hidrogênio
O dispositivo é colocado próximo ao paciente e mede automaticamente a composição dos gases. 


 E como ainda não há estudos sobre o tema com sensores, acho que a correlação da composição dos gases pode ser muito útil, por exemplo, em endoscopias digestivas altas ou retossigmoidoscopias, ou mesmo em consultórios médicos com objetivo de screening de pacientes.


NASCIMENTO, N. M. DO; VIANA, M. L.; LUCENA, C. J. P. DE. An IoT-based Tool for Human Gas Monitoring. Anais do XV Congresso Brasileiro de Informática em Saúde, p. 96–98, 2016. Disponível em: http://www.sbis.org.br/biblioteca_virtual/cbis/Anais_CBIS_2016_Diversos.pdf

3 de dez. de 2016

Geo-Monitoramento na Saúde para melhor tomada de decisão

Estive no CBIS 2016 -  XV Congresso de Informática em Saúde em Goiânia e gostaria de mostrar 2 demonstrações que assisti e que me impressionaram bastante. O post de hoje será sobre uma demonstração do Conecta SUS Zilda Arns Neumann da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, que achei  que é muito útil do ponto de vista do gestor e do profissional de saúde.

A tecnologia apresentada junta o Sistemas de Informações Geográficas (SIG) que associa uma latitude e longitude a um endereço de uma ocorrência em saúde (morte, nascimento, caso de dengue, etc) ao Business Intelligence (BI) que é uma série de tecnologias, processos, práticas e ferramentas para a evolução de dados em informação e da informação em conhecimento para auxiliar as tomadas de decisão e obtenção dos indicadores de desempenho desejados.

Geo-Business Intelligence (Geo-BI) ou localização inteligente é um conjunto de tecnologias que combina SIG e BI para avaliação de resultados obtidos, planejamento e tomada de decisão. 


Carlos Augusto Tibiriçá apresentou brilhantemente um sistema de Geo-BI do Conecta SUS, onde é possível ver o geo-referenciamento de cada caso individualmente. 
Carlos Augusto Tibiriçá mostra o sistema geo-referenciado das gestantes  em Quirinólpolis de Goiás 
É possível perceber como os dados são na maioria não informados, 117, contra 13  de gestantes normais e 5 de alto risco, e nós profissionais de saúde somos responsáveis pela baixa qualidade dos dados. E aqui faço um comentários aos gestores: mostrem aos seus profissionais de saúde seuas ferramentas de gestão e o quão importante são os dados de qualidade! Se o profissional não vê benefício na burocracia, se ele não pode usar os dados que informa em benefício da assistência à saúde, preferirá SEMPRE atender bem o paciente e deixar a burocracia mal feita. 

Ele mostrou também a gestão da Dengue, pode ser feita a cada paciente, como quando do bloqueio de caso de Dengue, que consiste em tratamento de criadouros em uma região circunferencial de 150m de cada paciente confirmado com dengue.


Cada ponto,  no slide abaixo, na tela do Módulo SIG no Sistema de Administração e Controle da Dengue - SACD,  é um caso bloqueado (verde), ainda não bloqueado (vermelho) e não informado (branco) no município de Anápolis. Clicando em cada caso é possível ver o nº da notificação, endereço, data do início do bloqueio e até a quantidade de larvicida usada. 
Bloqueio de caso de Dengue
As possibilidades são infinitas! O importante a ser ressaltado é que uma excelente ferramenta na mão de um profissional limitado não o torna mais competente ou com mais conhecimento, por isso há que se valorizar imensamente o trabalho desse pessoal. Utilizam ferramentas open source para criar um sistema de Geo-Business Intelligence, que nas mãos de profissionais competentes transformam dados em conhecimento para tomada de decisão oportuna.

Quem quiser saber mais, acesse: 

TIBIRIÇÁ, C. A. G.; RINCON, J. P.; ESMERALDO, L. L.; et al. Geo-Business Intelligence: Um Modelo Aplicado ao Monitoramento em Tempo Oportuno de Saúde Pública. Anais do XV Congresso Brasileiro de Informática em Saúde, p. 50–53, 2016. Disponível em: http://www.sbis.org.br/biblioteca_virtual/cbis/Anais_CBIS_2016_Diversos.pdf

13 de nov. de 2016

Recém-formado em Medicina: como escolher uma especialidade médica


Decidi republicar as dicas para escolha de uma especialidade médica, do meu amigo Solon Maia do Blog Meus Nervos,  para quem ainda está na faculdade ou já se formou e quer escolher uma especialidade médica. Sábias palavras...

"2016 foi o primeiro ano que vi colegas médicos desempregados. Foi o primeiro ano que vi preços dos plantões caírem. A coisa não está boa pra quem está chegando agora, e a turma está percebendo isso...
Muitos estudantes de medicina e médicos recém-formados tem me procurado perguntando quais especialidades médicas recomendo, levando em conta qualidade de vida, mercado, etc.
É uma pergunta difícil, pois nenhuma área de atuação anda realmente boa, mas eu tento responder, baseado nas minhas experiências e na forma que vejo as coisas. Ou seja: Ninguém é obrigado a concordar!
  1. Escolha uma especialidade que você goste, que lhe traga satisfação pessoal, mas leve em conta tudo que vou falar daqui em diante!!! Não façam escolhas guiados pela emoção. Raciocinem.  MOTIVO: Você pode amar certa especialidade e achar interessantíssima, MAS a depender da rotina, da ansiedade dos pacientes, do quanto outros invadirão sua área, do pouco retorno financeiro, talvez você passe a odiá-la!
  2. Escolha uma especialidade na qual o menor erro resulte rapidamente em morte ou sequela. Exemplo: Cirurgia, Anestesiologia, Ortopedia, Cardiologia intervencionista, etc. MOTIVO: Os profissionais de saúde que costumam invadir a medicina e os médicos picaretas costumam passar longe delas. Eles preferem invadir especialidades clínicas, nas quais dá pra enganar e ir levando com a barriga, com sorrisos, pilantragem e marketing.
  3. Escolha uma especialidade que tenha procedimentos. MOTIVO: Está cada vez mais difícil viver de consultas numa época em que SUS e planos de saúde pagam cada vez menos, e agora, com excesso de médico no mercado, a o preço da "consultinha" vai despencar. 
  4. Fuja da medicina estética. Prefira lidar com gente doente!  MOTIVO: O paciente que procura médicos por razões estéticas não lida bem com complicações. Uma complicação cirúrgica por causa de um câncer é muito mais aceita do que aquela resultante de um implante de silicone. Uma cicatriz no rosto por causa de uma reconstrução é muito mais aceita do que aquela resultante de um peeling.
  5. Se você não é rico, escolha especialidades nas quais não terá que gastar milhares de reais com equipamentos. Ou tenha certeza que onde vc resolver trabalhar será muito bem equipado. MOTIVO: Pode ser que você tenha que recorrer a financiamentos e seu retorno pode demorar décadas! Procure saber quanto custa um fibroscópio, endoscópio, aparelho de USG, os da oftalmo, microscópios da neurocirurgia, etc.
  6. Seja bom de serviço, especialize-se e subespecialize-se o máximo que puder! Se torne referência!
  7. Leve em conta os seguintes fatores:
  • Sua especialidade exigirá muito esforço físico? Você vai conseguir ficar horas em pé operando até quando?
  • Sua especialidade exigirá muito do seu emocional? Conseguirá ficar 12 a 24 horas anestesianto num lugar fechado, sem saber se faz sol ou chuva, se é dia ou noite?
  • Sua especialidade exigirá que você saia de casa a noite correndo para atender urgências?
  • Você terá que trabalhar muitos anos nos feriados e finais de semana?
  • Você suportará seu celular tocando dia e noite, cheio de mensagens, como ocorre frequentemente com pediatras, por exemplo?
  • Você se vê trabalhando nessa especialidade fazendo sempre a mesma coisa durante 30 anos?


     9.  Pra finalizar, aconselho que conversem com pelo menos três profissionais que já atuem na área em questão e que, se possível, fique uma semana acompanhando a rotina de um deles. Numa dessas vc pode perceber que está entrando numa fria!

Caso eu me lembre de mais alguma questão, atualizarei o post!"
Texto original escrito por SOLON MAIA

6 de nov. de 2016

Sorteio de 5 promocodes do App SOS TRATAMENTOS para iPhone e iPad e Android


O app SOS TRATAMENTOS está fornecendo 03 promocodes para versão Premium do app para usuários de iPad e iPhonee 03 para Android também.

Você poderá participar pelo Facebook e pelo twitter:


  • Pelo Facebook:

Acesse o facebook e clique em "quero participar": sorteiefb.com.br/269962917594/598377




  • Pelo Twitter:


1- Siga o TI Medicina no twitter: https://twitter.com/timedicina
2- Dê RT na seguinte frase: " RT @timedicina: eu quero ganhar o app SOS Tratamentos! https://goo.gl/Un79aL "

O sorteio será no dia 15/11/2016! Participem!

App SOS Tratamentos para iPhone e Android

SOS Tratamentos é um aplicativo desenvolvido como instrumento de apoio à decisão em Medicina Interna, indispensável para lidar com a complexidade da medicina atual. O aplicativo foi desenhado para consulta rápida pelo médico e acadêmico de medicina em busca de inúmeras doenças listadas e obtendo como rápida resposta as opções de tratamento e posologias a serem empregadas nos plantões em pronto socorro, CTIs, enfermarias e consultórios.




O aplicativo sofre atualizações frequentes tendo em vista acompanhar as mais novas informações do meio científico e com base em pedidos de clientes que podem ser efetuados pelo próprio aplicativo para inclusão de doenças.

App SOS TRATAMENTOS
Idioma: Português
Preço: Versão gratuita com algumas patologias e versão Premium Completa por $6,99

Participe do sorteio de 05 promocodes do app!! Clique aqui!