30 de set. de 2016

Ligas Acadêmicas de Medicina no Facebook




Separei algumas páginas de Ligas Acadêmicas de Medicina, bem ativas e com conteúdo relevante.

https://www.facebook.com/lidiufcspa/
A LiDI foi fundada em agosto-2015, é um projeto em parceria da Faculdade de Medicina da UFCSPA e o Pavilhão Pereira Filho da Santa Casa de Porto Alegre.








Liga Acadêmica de Radiologia e Diagnóstico por Imagem do Amazonas
https://www.facebook.com/lardimagem
A liga acadêmica de radiologia e diagnóstico por imagem tem sede em Manaus e é vinculada à universidade Nilton Lins.

Casos clínicos todas as semanas.




https://www.facebook.com/ladipufmg
Temos o objetivo de trazer as diversas questões das doenças infecciosas e parasitárias para o cotidiano da Faculdade de Medicina da UFMG.






https://www.facebook.com/Lannufpb
A LANN UFPB, fundada em 2006, é composta por acadêmicos do curso de medicina da UFPB e profissionais de saúde. Tem desde então como principal meta a produção, o intercâmbio e a difusão de conhecimento no campo de Neurologia e Neurocirurgia.



https://www.facebook.com/Liga-Academica-de-Urologia-do-Amazonas-508523352649153
Educação, no serviço de Urologia, voltada para acadêmicos de Medicina e entusiastas dessa especialidade clínica e cirúrgica.




https://www.facebook.com/laggmg
Página oficial da Liga Acadêmica de Geriatria e Gerontologia de Minas Gerais (LAGG - MG) - UNIBH





https://www.facebook.com/Liga-Acadêmica-De-Clínica-Médica-UFCA-1085681248153667
A Liga Acadêmica de Clínica Médica da Universidade Federal do Cariri tem como objetivos fomentar, valorizar e difundir o conhecimento de Clínica Médica.

26 de set. de 2016

Aplicativos médicos gratuitos para iOS e Android do Telemedicina RS


Risco Cardiovascular
O escore estratifica o risco de morte por doença coronariana,IAM, angina, AVE fatal ou não fatal, AIT, claudicação intermitente e insuficiência cardíaca em 10 anos.
iOS: https://itunes.apple.com/br/app/calculadora-risco-cardiovascular/id1048111478?mt=8
Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.sisqualis.calculadora_risco_cardiovascular 



Asma
Orientações sobre o diagnóstico, classificação e manejo da asma em adultos e crianças maiores de 5 anos.
IOS: https://itunes.apple.com/br/app/asma-telessauders/id1055618991?mt=8
Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.ufrgs.telessauders.Asma
DPOC 
Orientações sobre o diagnóstico, classificação e manejo da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). 
iOS: https://itunes.apple.com/br/app/dpoc-doenca-pulmonar-obstrutiva/id1054330925?mt=8
Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.ufrgs.telessauders.DPOC



ADDS – Apoio ao diagnóstico de depressão e avaliação de risco de suicídio
. 
Visa auxiliar no diagnóstico de depressão e na definição de Risco de Suicídio.
iOS:https://itunes.apple.com/br/app/adds-apoio-ao-diagnostico/id1055387783?mt=8


Animais Peçonhentos RS

Auxílio na identificação dos principais animais peçonhentos e venenosos existentes no RS, medidas de prevenção de acidentes e de informações gerais sobre soros antivenenos.

Calculadora Gestacional 
Permite calcular a idade gestacional e a data do provável parto a partir da data da última menstruação ou da idade gestacional obtida através de ecografia obstétrica.


Mamografia
Indicações, resultados e condutas de mamografia
Este instrumento visa auxiliar no rastreamento e diagnóstico do câncer de mama.

RegulaSUS
Médicos da APS poderão consultar se os pacientes apresentam critérios clínicos que sugiram encaminhamento para o especialista.

Cancer de colo de útero
Rastreamento do Câncer do Colo do Útero. Este instrumento visa auxiliar rastreamento do câncer de colo de útero.
Álcool - Avaliação do Uso Prejudicial
AUDIT (Alcohol Use Disordrs Identification Test) – é um questionário desenvolvido pela OMS (Organização Mundial de Saúde), validado em Português, para detecção de indivíduos com consumo de risco de álcool.


e muito mais! Confiram nos links abaixo: 
Android – https://play.google.com/store/search?q=telessauders&hl=en
iOS - https://itunes.apple.com/br/developer/erno-harzheim/id1022819656

16 de set. de 2016

Alertas em Prescrições e Farmacogenômia

Esse post é parte da palestra Inteligência artificial e Big Data na prática clínica, que apresentei no CBC- Vitória. A farmacogenômica é a área que estuda a alteração no metabolismo das drogas pela expressão de alguns genes, ou seja, com o tempo a seleção de drogas terapêuticas deverá ser substituída por seleção de pacientes nos quais uma determinada droga seria eficaz.
Nos EUA, o FDA já conta com mais de 100 drogas que tem seu efeito modificado na presença de alguns genes:
Veja mais aqui
A IGNITE, rede de pesquisa com o objetivo de incorporar informação genômica na prática clínica, conta com seis Universidades ligadas a centros hospitalares, cada um desenvolvendo um tipo de pesquisa diferente.  Vanderbuilt University, no Tenesse, usa prontuário eletrônico desde 2001, retirou a identificação dos pacientes do prontuários eletrônicos e criou um banco de dados que hoje conta com mais de 2 milhões de registros clínicos, destinados a pesquisa! Incluem dados de anamnese, prescrição, exames, reações adversas, interação medicamentosa, dados demográficos e muito mais.

Em 2005, eles tiveram a ideia de pegar amostras de sangue de exames laboratoriais que seriam descartadas e transformá-las em um banco de DNA, chamado BioVU. Os pacientes que aceitam doar suas amostras e participar do banco, assinam um termo de consentimento. A aceitação de uma amostra dispara o programa de criptografia para atribuir um número de identificação único para a pesquisa da amostra, assim as amostras de DNA não são identificadas.Hoje já são mais de 180.000 amostras de adultos e mais de 12.000 crianças, são 800 amostras cadastradas por semana atualmente. O BioVU é ligado ao banco de registros eletrônicos não identificados da Universidade Vanderbuilt.
 
Já imaginaram tudo que poderíamos pesquisar no acesso a esse banco de dados? Por exemplo, lá consta que desde 2001 foram 230 vítimas de mordida humana. Penso na quantidade de informação que eu poderia pesquisar com esse dado: resposta terapêutica ligada à idade, comorbidade, diferentes evoluções associadas a resultados de exames laboratoriais iniciais...

Mas voltando ao banco de dados Vanderbuilt e BioVU, nas prescrições de pacientes surge um alerta quando o paciente possui um determinado fenótipo que interfere no metabolismo de alguma droga específica. Vejam o exemplo do Clopidogrel:

Pacientes que tem o genótipo  CYP2D19 não metabolizam bem o Clopidogrel, por isso podem ter eventos tromboembólicos usando essa medicação. O programa oferece 2 opções, Prasugrel ou Ticagrelor, com suas respectivas contraindicações e precauções.

Acho que o futuro a medicina estará muito voltado para a medicina de precisão, onde a droga certa será prescrita para o paciente certo, na hora certa. 

O post Alertas em Prescrições e Farmacogenômia é original do TI Medicina. Quando copiá-lo, citar a fonte.

4 de set. de 2016

Porque os médicos devem usar redes sociais?

Fui convidada para dar 2 palestras no Congresso do Setor IV do CBC em Vitória neste fim de semana, uma delas sobre "Inteligência artificial e Big Data na Medicina" e outra sobre por que os médicos devem usar Redes Sociais. 







 Apresentação no Prezi:

1 de ago. de 2016

Profissionalização da Preceptoria Médica: uma necessidade?

Estou fazendo a Especialização em Preceptoria Médica do SUS do Hospital Sírio Libanês/Ministério da Saúde e dentre muitas discussões interessantes uma delas se destacou esse mês: O modelo atual da Residência Médica atende os residentes?

Fiz residência em Cirurgia Geral e Coloproctologia há uns 20 anos e sempre achei que foram excelentes. Um período de aprendizado muito importante e de extrema valia. Aprendíamos pelo exemplo, observando nossos preceptores. 

Agora, na especialização fomos levados a questionar nossa experiência na residência e comparar com o que está sendo transmitido no curso. Há um artigo muito interessante (no final), onde o pesquisador entrevista 16 preceptores em um hospital para definir o papel do preceptor, comparando as falas com as referências na literatura. 

Procurei também artigos que mostrassem o ponto de vista do residente na crítica ao modelo atual, mas só achei papers que questionavam remuneração, condições de trabalho e carga horária. Outros aspectos da residência não foram mencionados.

Das definições das competências dos preceptores, separei as que eu considerava que poderiam ser mais comuns em residências atuais:
  • Ausência de formação ou limitação da capacidade pedagógica do preceptor;
  • Os preceptores não explicam as intencionalidades educacionais específicas nos procedimentos, discussão de casos, etc;
  • Atuação somente no hospital, sem outros cenários de aprendizagem (urgência, ambulatório, etc);
  • Ausência de supervisão adequada e procedimentos pelos preceptores;
  • Ausência de feedback do preceptor ao residente quanto a sua aprendizagem no processo;
  • Ausência de discussão dos comportamentos e atitudes do residente em apsctos morais e bioética.

Resolvi fazer uma enquete (aqui também) no Facebook  (Grupo Estudantes de Medicina do Brasil) para testar se os residentes tinham alguma noção das deficiências de sua residência:

Não para minha surpresa, pois eu também não tinha essa percepção anteriormente, a totalidade de quem respondeu se preocupou quase que exclusivamente com  remuneração, condições de trabalho e carga horária. 

E então? Está satisfeito com sua residência nos aspectos educacionais? Ou acha que aprendemos mesmo é pelo exemplo?

1. Botti SH de O, Rego ST de A. Docente-clínico: o complexo papel do preceptor na residência médica. Physis Rev Saúde Coletiva [Internet]. 2011;21(1):65–8. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-73312011000100005


30 de jul. de 2016

Mundo dos Exames: site com informações sobre exames


O universo dos exames diagnósticos é pouco familiar para a maior parte das pessoas..

 O Mundo dos Exames disponibiliza informações sobre os principais exames, com conteúdo produzido por alguns dos maiores especialistas do país, de uma forma fácil de entender, e, oferecem opções de pesquisas modernas.

Pesquisa por múltiplos exames
Quando o seu médico solicita algum diagnóstico complementar, é raro que o pedido não contemple vários exames para serem analisados em conjunto. Pensando nisso, implantaram uma ferramenta inédita: lista de todos exames que precisa realizar e, além de mostrar o conteúdo de cada um deles, apresentam resultados otimizados que permitam que você visite o mínimo possível de laboratórios para resolver suas necessidades.

É possível pesquisar por tipos de exames, uma ferramenta inclusive muito útil para médicos, estudantes de medicina e outros profissionais de saúde.

Por exemplo, escolhendo Análises Clínicas, uma página com diversos exames é aberta e pode-se selecionar para saber mais sobre ele.


No exame selecionado encontra-se informações gerais e definição, tipo de amostra realizada, preparo necessário, possíveis reações, contraindicações, exames relacionados e bibliografia. Seria interessante constar os valores de referência...


15 de jul. de 2016

Cirurgião esperimenta Hololens da Microsoft


O cirurgião ortopédico pediátrico Justin Barad, do site Medgadget, falou de sua experiência com o Hololens da Microsoft. Ele experimentou o dispositivo graças a Neil Gupta, organizador do Boston Augmented/Mixed Reality Meetup, e graças à Microsoft e afirmou que o hanset é ergonômico e o sistema de controle por gestos é fácil de usar, permitindo, inclusive, que se digite em um teclado virtual.

Uma observação que ele fez foi sobre o campo limitado de visão holográfica (FOV), onde os hologramas são vistos em uma pequena caixa no centro de seu campo visual  (imagem abaixo da The Verge). "Então, quando você vê vídeos promocionais com hologramas em tela cheia é um pouco enganoso. Embora os dados do objeto para esses hologramas estejam lá, há que se girar a cabeça ao redor para ver tudo. Contudo, a partir de uma perspectiva de jogos/entretenimento iso possa ser um "deal-breaker" (motivo de quebra de acordo, empecilho) no momento, mas para aplicações médicas pode não significar tanto." afirma Dr. Barad.



Ele aventou as possibilidades de uso em uma sala de cirurgia:

"Durante a cirurgia, um grande desafio é controlar a localização e o conteúdo das apresentações visuais na sala. Normalmente existem vários monitores que podem exibir um feed de câmera, sinais vitais, ou dados de imagem. às vezes a enfermeira circulante não está familiarizada com o sistema para mudar os feeds, reposicionar os monitores, e/ou abrir imagens disponíveis, o que pode ser frustante, especialmente durante um caso estressante. Pelo que experimentei, o Hololens já tem a capacidade de eliminar completamente este processo complicado e permite que você crie um layout holográfico personalizado  de informações relacionadas ao paciente. Além disso, graças ao sistema de gesto, você pode percorrer os dados e as imagens como desejar. "

Uma de suas preocupações é com a iluminação da sala de cirurgia, se a mesma afetará a qualidade das projeções holográficas, e se afetará o reconhecimento de comandos por gestos.  Outra preocupação é se o visor colorido da Hololens possa diminuir a capacidade do cirurgião de ver claramente o campo operatório, assim como se protegeria os olhos no caso de contato com secreções, o que limitaria as aplicações cirúrgicas. 

Outras aplicações de realidade aumentada na sala de cirurgia seria o uso da tecnologia de navegação cirúrgica para "ver através" do paciente, como por exemplo ver a estrutura óssea da coluna vertebral de um paciente usando reconstituição de tomografias. Outra aplicação interessante é a possibilidade e cirurgiões orientarem outros profissionais remotamente, também chamado telementoria.

Veja abaixo as aplicações no aprendizado de anatomia:

14 de jul. de 2016

Quais as vantagens você percebe em um prontuário eletrônico?

Temos um grupo no Facebook, o Informática Médica, onde discutimos vários aspectos da informática na Medicina. Outro dia vi um post do Prontuário.net sobre quais as funcionalidades que os médicos mais gostam no prontuário eletrônico. Resolvi perguntar no grupo quais as vantagens (e não funcionalidades) que o médico percebe no PEP.

A verdade é que a maioria dos médicos percebe vantagens no acesso aos dados do paciente, como ferramenta de auxílio a decisão clínica e como prevenção de erros em prescrições.


"Vantagens e desvantagens do uso do PEP
Para comparar o prontuário manuscrito à forma eletrônica, foram destacados trechos da conferência intitulada “Por que uma infraestrutura para sistemas de informação hospitalar é necessária para manter a competitividade?”, citada por Cunha e Silva: 22
[...] o prontuário médico, que todos conhecem (suporte de papel) [...] tem páginas difíceis de ler, escritas a mão, rasuradas [...] mas apesar de um documento de difícil recuperação, existem algumas vantagens em sua forma atual: seu manuseio é fácil, sem dúvida, ele é um volume na mão. A forma com que eu escrevo é absolutamente livre, não é preciso alguém com treinamento especial para manusear o prontuário. Teoricamente, todos os que escrevem devem ter um treinamento absolutamente especializado. E ele não sai do ar, está sempre lá. Às vezes ele desaparece, isso é verdade, mas ele independe da energia elétrica. [...] quando passo para o prontuário eletrônico, tenho uma série de vantagens. A primeira é que consigo recuperar a informação, o que, no papel, é absolutamente impossível. [...] em um sistema, utilizando um computador, posso ter uma forma de comunicação mais adequada, através da voz, linguagem natural. Nestes sistemas [...], posso trabalhar com padrões universalmente aceitos e vocabulários, ponte para troca de mensagens. Com ele poderei fazer estudos multicêntricos, comparar resultados de fato entre uma instituição e outra. Posso interagir sinais e imagens, acessar simultaneamente de vários locais. E se não pudesse nada disso, poderia ler o prontuário, porque muitas vezes não consigo lê-lo no papel. [...] prontuário eletrônico melhora a assistência ao paciente, porque a qualidade da informação melhora [...]”. 

Percebe-se, portanto, que inúmeras são as vantagens e possibilidades advindas da utilização do PEP, tais como:
  • acesso mais veloz ao histórico de saúde e às intervenções às quais o paciente foi submetido; 
  • disponibilidade remota; 
  • uso simultâneo por diversos serviços e profissionais de saúde; 
  • flexibilidade do layout dos dados; 
  • legibilidade absoluta das informações; 
  • eliminação da redundância de dados e de pedidos de exames complementares; 
  • fim da redigitação das informações; 
  • integração com outros sistemas de informação; 
  • processamento contínuo dos dados, deixando-os imediatamente disponíveis para todos os atores envolvidos no cuidado ao paciente; 
  • informações organizadas de forma mais sistemática; 
  • facilidade na coleta dos dados para emissão de relatórios, seja para pesquisa ou faturamento;
  • acesso ao conhecimento atualizado com consequente melhoria do processo de tomada de decisão e da efetividade do cuidado.

Perondi et al.28 identificam outras vantagens, como:
  • inexistência da possibilidade de extravio das fichas; 
  • controle do fluxo de pacientes nos serviços de saúde; 
  • possibilidade de priorização do atendimento para os casos graves; 
  • disponibilidade dos dados de atendimentos prévios e histórico do paciente; 
  • solicitação e verificação de exames e de medicações; 
  • mais agilidade;
  • aumenta a qualidade no preenchimento dos prontuários; 
  • pode evitar deterioração, perda e alteração das informações; 
  • há melhor controle de medicações podendo minimizar erros e padronização do atendimento."

1. Patrício C, Maia M. O prontuário eletrônico do paciente no sistema de saúde brasileiro : uma realidade para os médicos? Sci Med (Porto Alegre) [Internet]. 2011 [cited 2014 Mar 5];21(81):121–31. Available from: http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/scientiamedica/article/download/8723/6722.

E você, percebe essas vantagens nos PEPs que usa?

12 de jul. de 2016

Óculos para daltônicos: EnChroma



Eles podem parecer óculos de sol, mas o produto da EnChroma realmente aumenta a saturação das luzes vermelha e verde, melhorando a visão de cores em pessoas com daltonismo especifico para as cores vermelho e verde, a deficiência de percepção de cor mais comum, afetando até um em cada 12 homens e uma em 200 mulheres (a falta da visão de cores por completo é muito rara).

A maioria das pessoas têm três tipos de cones para detecção de cor em seus olhos: vermelho, verde e azul. Os comprimentos de onda da luz que estes três cones absorvem possuem regiões que se sobrepõem. Daltonismo é frequentemente um resultado de um cone com defeito que faz com que os comprimentos de onda se sobreponham ainda mais, resultando em dificuldade em diferenciar cores. Os óculos da EnChroma usam um filtro para eliminar estes comprimentos de onda sobrepostos, permitindo uma distinção mais clara entre as cores, especialmente vermelhos e verdes.

O site da EnChroma deixa claro que seus óculos não curam o daltonismo, assim como óculos de leitura não curam a hipermetropia. Mas uma verdadeira cura poderia vir um dia sob a forma de terapia genética para entregar genes funcionais para as células que respondem à cor na retina. Jay Neitz, professor de oftalmologia da Universidade de Washington, demonstrou a viabilidade desta ideia em macacos em 2009. E no ano passado ele se juntou com a Avalanche Biotechnologies para tentar levar esta tecnologia para ensaios clínicos.

Outra ressalva para os óculos da EnChroma é que eles não são recomendados para os testes de visão de cores necessárias para determinados postos de trabalho, incluindo operar navios, aviões e transporte público.

Vejam a reação das pessoas:



Fonte: MIT Technology Review