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16 de jan. de 2012

Prontuário eletrônico para parceria com o TI Medicina

Possui um prontuário eletrônico que acha que pode se tornar parte dos produtos oferecidos pela T.I. Medicina nos serviços de Projetos de Informatização à pequenas clínicas e consultórios médicos?
Empresa T.I. Medicina
Entre em contato conosco e seja conhecido!
Email: contato@timedicina.com.br

16 de ago. de 2011

Informatizando o consultório médico - Software

Do blog do José Henriques, UglyDarkSide, mais um excelente artigo sobre hardware na informatização do consultório médico. JHenriques é de João Monlevade, e é uma das pessoas que mais conhecem os trâmites do saúde no SUS.
"Ótimo, vamos informatizar o consultório. E você olha os milhares de sistemas disponíveis na Internet, ou nos congressos de especialidades. Todos prometem mundos e fundos. Com preços diferentes, opções diferentes, ambientes diferentes. E você se sente mais perdido que cego em tiroteio. Como escolher adequadamente o sistema do meu consultório? 

A primeira dica é: Não confie nas aparências. O Sistema deve estar pronto para atender a legislação vigente. Se você adotar uma solução de PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente), não caia na propaganda do vendedor, sem antes verificar no site da SBIS (Sociedade Brasileira de Informática em Saúde). A lista dos sistemas certificados está aqui

Mas vamos lidar que você não irá ter um PEP. Irá ter um sistema para lidar com o agendamento, faturamento e algum registro clínico (emitir receitas, atestados de saúde). Muito bem, o que você precisa considerar então? 

a) Atualizações: Um bom sistema deve permitir atualizações de versões, principalmente para o faturamento eletrônico. Como as operadoras adotam campos de preenchimento opcional e podem vir a validar estes campos, é importante você verificar qual a periodicidade das atualizações dos sitemas, e como elas são disponibilizadas. 

b) Forma de licenciamento: Existe no mercado algumas opções de licenciamento: Por número de usuários, por pagamento de mensalidade, por registros feitos no sistema, enfim, uma gama muito grande de opções. Antes de assumir uma, verifique a sua disponibilidade financeira. E não pense em ser pão duro! Um bom sistema não é barato, pois envolve o desenvolvimento daquilo. Querer sistema barato não é o indicativo de que seu consultório vai estar bem informatizado! 

c) Processos: A escolha do sistema começa por identificar seus processos em consultório: Como sua rotina vai se encaixar na rotina do Sistema de Prateleira? Aquilo que você faz de crítico está previsto no Sistema? Ele permite que minha secretária acesse apenas as informações da agenda? Que configurações preciso ter para rodar este sistema? As tabelas de convênios são facilmente parametrizáveis neste sistema? 

d) Implantação: Este é a pedra do calcanhar da maioria dos sistemas. Muitas vezes, você compra a caixa, mas não recebe o treinamento. Tipo “vai descobrindo pelo manual”. Outras vezes, o sistema oferece uma consultoria de implantação, com previsão de um volume X de horas. Verifique sempre esta possibilidade, pois lhe dá garantia do uso efetivo do sistema, e não parcial. 

e) Autorização on-line e uso de biometria: Com o advento do TISS, a maioria das operadoras liberou o acesso a processos de autorização direta no próprio sistema do prestador, via Webservices. Verifique seu volume de atendimento e economia de tempo para a secretária. Isto ajuda e muito o trabalho da mesma. 

f) Indicadores: Um bom sistema me deve dar indicadores. Quantas consultas eu tenho atendido por convênio, qual é o perfil de minha clientela, quais são os exames que tenho requisitado, quantas consultas de retorno tenho atendido, qual é o volume de faturamento estimado, e quanto eu realizei de faturamento naquele período. Isto ajuda e muito a gerir o seu consultório. Se ele tiver um pequeno sistema Financeiro, que lhe auxilie a gerir as finanças do consultório, melhor ainda. Lembre-se que a gestão das finanças do consultório é diferente da gestão financeira pessoal. Modelos diferentes de negócio, meu caro! 

g) Integração: Muitas vezes, o sistema é excelente, mas não se integra a nada. Por exemplo, com meu celular, com meu dispositivo móvel (tablet, IPAD). Os dados podem ser acessados via Web? Diversos sistemas tem este tipo de recurso (geralmente pago a parte). Se você é um médico conectado, pense nisto. Se não for, considere pelo menos no futuro ter este recurso, ou o fornecedor lhe disponibilizar isto. 

h) Atendimento e suporte: Este é um calcanhar de aquiles de muitos sistemas. O Atendimento antes da venda é uma maravilha, o vendedor só falta carregar água na peneira. No pós-venda, é aquele inferno, você nunca consegue falar com o suporte, e quando consegue, é aquela má vontade de resolver o problema. Opte sempre por verificar isto antes de comprar, pois algumas empresas costumam cobrar por este tipo de atendimento. 

i) Experiência dos colegas: Verifique sempre se os colegas ou usuários do sistema tem boa experiência com o sistema, se é realmente aquilo que eles prometeram. Este tipo de conversa sempre ajuda e muito a esclarecer os problemas antes de comprar. 

No mais, seguindo estas principais dicas, você pode ter uma experiência agradável com seu sistema de prateleira. Se não tiver, pense em optar por uma versão desenvolvida customizada, que é o que abordaremos em nossa próxima postagem desta série. 

E vamos subindo a montanha!"

Leia também:

Informatizando o consultório médico - Hardware

13 de ago. de 2011

O Fracasso/Sucesso de um Prontuário Eletrônico


Do blog Informática Médica no PSF, vem esse post muito interessante que fala sobre o que leva um prontuário eletrônico ser bem incorporado a um serviço e os fatores que levam ao seu fracasso.

"Uma noticia recente cita que a Reino Unido está cancelando um mega programa de Prontuário Eletrônico que ligaria todo o sistema de saúde do país. O governo já gastou bilhões de Libras no projeto. O objetivo era criar um banco de dados único de todos os pacientes. Agora cada serviço poderá escolher qual sistema irá usar. O artigo cita problemas de liderança e não ter consultado os profissionais que irão usar o sistema. Veja os artigos aqui e aqui.

A notícia é interessante para o Brasil pois o Ministério da Saúde está iniciando projetos parecidos como fornecer um Prontuário Eletrônico gratuito para os municípios (ver post anterior).

Particularmente o exemplo britânico me faz lembrar um caso contado por uma médica sobre um Prontuário Eletrônico que foi implantado em um hospital e foi odiado desde o porteiro até a diretoria. O sistema era muito demorado de usar e causava uma cascata de atrasos no atendimento. Há três dias, em uma reunião no meu trabalho, fiquei sabendo de uma reunião entre as gerentes e o secretário de saúde onde foi uma reclamação geral sobre o Prontuário Eletrônico. A informatização em geral pois era incompatível com as novas propostas de metas do governo. O secretário de saúde não estava sabendo de nada.

A literatura sobre informática médica (ou informática em saúde) tem muitos exemplos e informações sobre sucessos e fracassos de prontuários eletrônicos. No inicio da década de 90 o Partners HealthCare desenvolveu um dos primeiros Prontuários Eletrônicos para o Brigham and Women’s Hospital (BWH). Os médicos queixaram muito no inicio e demorou vários anos para entrar em operação. O sistema foi implantado em outros hospitais também com problemas. A “mudança de cultura” era um dos problemas principais. Por fim um médico atuou como chefe de projeto, sistemas pilotos foram usados para testes, e a implementação foi em fases. Todo o hospital acabou ajudando na implementação. A equipe de apoio estava sempre presente para ajudar os médicos. O trabalho foi tido como uma iniciativa dos médicos.

Em 2002, o Cedars-Sinai Medical Center cancelou o Prontuário Eletrônico que estava desenvolvendo. Um pequeno grupo de médicos protestou contra o uso obrigatório do sistema e reclamaram da demora no uso do sistema. O sistema foi cancelado após poucos meses de uso. As causas verdadeiras do fracasso não foram determinadas com certeza, podendo incluir falhas de comunicação entre a diretoria e os médicos (1).

Uma olhada em vários artigos que citam os fatores de sucesso mostra que as barreiras primárias para adoção de um Prontuário Eletrônico são os custos e resistência dos médicos. Os fatores podem ser divididos em liderança, infra-estrutura e fatores culturais. Vários estudos mostram que um programa e sucesso deve ser integrado na rotina diária dos médicos e usuários. A usabilidade e estilo da interface é importante pois para o usuário a interface é o sistema. A interface deve ser clara, sem detalhes desnecessários e interação consistente. Menus, gráficos e cores consistentes podem ajudar a ficar atrativo e simples de aprende e usar.

A lista de fatores de sucesso é grande:
  • Cultivar a aceitação dos usuários como consultar os usuários antes de implementar e participação de todos nas decisões
  • Pesquisar e conhecer experiências semelhantes de desenvolvimento- Consenso sobre a necessidade de um sistema e qual é o melho
  • Detalhar as especificações- Formação de um consenso sobre uma estratégia para os sistemas de informação ou um plano de migração e implementação
  • Priorização e direção da equipe de gerenciamento
  • Líder de projeto de tecnologia de informação e equipe competentes- Sistema intuitivo e testado que pode ser usado com pouco treino.
  • Os testes devem mostrar que o sistema funciona como projetado e produz o resultado esperado- Funciona melhor que o procedimento que substituiu
  • Ter um bom potencial de desenvolvimento
  • Demonstração do custo-benefício do prontuário eletrônico, mostrando que vai melhorar o serviço e a prática da medicina
  • Treinar os usuários e desenvolvedores- Educação e demonstração dos benefícios dos prontuáris eletrônico na melhoria do atendimento ao paciente
  • Trabalhar junto a organizações de padronização ou associações de classe para melhorar e expandir os padrões
A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) iniciou trabalhos sobre o assunto, ainda engatinhando. Se der certo poderá ser fornecido um certificado para prontuários eletrônicos considerados adequados para atuar na Atenção Primária."


Leia também: 

Desafios na implantação de prontuários eletrônicos em instituições de Saúde

16 de nov. de 2010

National Library of Medicine lança novo serviço Medline Plus para PEPs


A National Library of Medicine dos EUA acaba de anunciar o lançamento de MedlinePlus Connect.

MedlinePlus é um site da NLM com muitos recursos de informação em saúde para pacientes, familiares e prestadores de cuidados de saúde, e fornece informações em inglês e espanhol sobre condições e doenças, 
medicamentos, saúde e bem-estar. 


O MedlinePlus tem centenas de páginas de tópicos de saúde, que reúnem informações da Institutos Nacionais de Saúde (NIH), outras agências governamentais dos EUA e provedores de informações confiáveis sobre saúde.
-Suporta os códigos:
-Suporta as solicitações de informações sobre medicamentos:
  • RXCUI (Conceito RxNorm Unique Identifier)
  • NDC (Código Nacional de Drogas)
MedlinePlus Connect é um serviço gratuito que permite que os registros eletrônicos de saúde (RES) possam direcionar os seus usuários para o MedlinePlus.

A URL para MedlinePlus Connect é http://medlineplus.gov/connect

Para mais detalhes sobre este novo desenvolvimento ver http://www.nlm.nih.gov/news/medlineplus_connect.html


página de demosntração


Fonte: SBIS News - Boletim Eletrônico Noticioso
Sociedade Brasileira de Informática em Saúde
Assinstura gratuita para associados da SBIS

7 de out. de 2010

As dificuldades em se criar um PEP no Brasil


Recebi um comentário nesse post, do Dr. Paulo Freire, que achei muito interessante e agora o posto como artigo.

"Senhores

É muito dificil realizar algo de útil neste país, contra todos os entraves burocráticos, falta de capacitação humana, falta de recursos e apoio institucional. Parabenizo todos os idealistas que construiram sistemas de prontuários eletrônicos com sacrifício e esforço próprios, como o OnLine Doctor citado acima, e o meu próprio, Saude Direta.

Só quem construiu algo parecido sabe o que digo. E muitos críticos JAMAIS realizam algo como estes sistemas. Conheço muitos teóricos de PEP, mas nada de prático foi construido por eles.

Estes críticos de plantão estão em toda parte, dizendo que o sistema não é perfeito, não tem isto e aquilo, que não é adequado ou não segue as normas burocráticas, etc... etc... 

Como médico praticante vejo que a saúde anda de mal a pior, a qualificação dos colegas idem. 

Não adianta exigir PEPs maravilhosos para serem utilizados por médicos despreparados e sem recursos mínimos ao bom exercício da medicina. Prontuário certificado, maravilhoso, não melhora a qualidade da saúde. As pessoas continuarão morrendo nas mãos da má medicina, agora de forma digital.

Defendo que o prontuário eletronico dos pacientes deve ser uma ferramenta facilitadora do trabalho médico. Deve ter conteúdo para se evitar erros médicos (66% deles são evitáveis), deve melhorar a prescrição médica (67% delas contém erros), deve auxiliar na escolha dos medicamentos (no Brasil morrem 78 mil pessoas/ano pelo uso incorreto dos medicamentos). Este deve ser o foco.

Se um PEP não atende todas as normas burocráticas, mas atende às necessidades dos médicos, ele já se justifica. Já contribui para melhorar a saúde da população. Com a evolução este PEP, ainda não certificado, vai chegar lá.

A SBIS/CFM deveria ao menos cobrar um valor razoável pela certificação, para dar oportunidade aos idealistas como nós conseguirmos a certificação.

Construí o Portal Saúde Direta com recursos próprios e de minha família. Tenho trabalhado intensamente no projeto, e afirmo que nenhum destes teóricos me prestou qualquer colaboração para erguer o sistema.

Uma única coisa me move para realizar meu projeto: vou salvar vidas, tenho certeza. E isto me basta para caminhar para a frente.

Paulo Celso Budri Freire,
Médico Coordenador do Portal Saúde Direta
www.saudedireta.com.br "

3 de out. de 2010

Sistemas de Registro em Saúde e Prontuário Eletrônico do Paciente

Sistema de registro

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Cartão Nacional de Saúde ou Cartão do SUS

1- O que era para ser:
  • Cartão Nacional de Saúde ou Cartão do SUS é um documento pessoal que identifica o usuário do SUS, reunindo suas informações pessoais e dados sobre procedimento clínicos que já realizou, que remédios toma, etc.
  • Finalidade:Conhecer quem está sendo atendido, por quem, aonde, como e com quais resultados.Toda vez que acontece um atendimento em um estabelecimento público de saúde ele é registrado por meio do cartão do paciente no banco de dados do SUS. Todos os prontuários de pacientes ficam disponíveis na rede do sistema, desta forma, mesmo que o atendimento seja feito em outros estabelecimentos e até mesmo em outros estados, o sistema é atualizado e é possível que o médico saiba o que já foi feito.Com isso, o Cartão do SUS tem a finalidade de:
  • Fornecer um histórico confiável do paciente;
  • Imediata identificação do paciente, gerando assim agilidade no atendimento;
  • Acesso a medicamentos mais facilmente;
  • Melhoria da gestão: revisão de processo de compras de medicamentos, integração dos sistemas de informação, acompanhamento dos processos de referência e contra-referência dos pacientes, revisão dos processos de financiamento e racionalização dos custos, acompanhamento, controle, avaliação e auditoria do sistema e serviços de saúde, além da gestão e avaliação de recursos humanos.
2- O que acabou sendo: 
Cartão Nacional de Saúde do SUS está longe de alcançar a atribuição prevista na sua criação, em 1996: a identificação do paciente e do seu prontuário clínico por meio de uma base de dados on line, interligando todos os municípios ao  sistema brasileiro de saúde pública. Hoje não passa de  apenas um número para ser inserido no sistema de faturamento, como o SIA e AIHs.

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Microsoft HealthVault
A Microsoft escolheu Peter Neupert para lançar e desenvolver o HealthVault, que é um é uma plataforma da Microsoft para armazenar e manter o histórico médico e as informação em saúde do paciente, ou seja sistema on-line de registro clínico eletrônico.
O acesso ao HealthVault é feito por meio do Windows Live ID, e o registro é gratuito. A ferramenta permite que os registros pessoais sejam associados, o que facilita o gerenciamento de saúde de uma família, por exemplo. Além disso, o sistema permite baixar os documentos do próprio computador ou de aparelhos como o medidor de glicose.

Os médicos e hospitais também poderão utilizar a ferramenta. O sistema foi desenvolvido em parceria com a Allscripts Healthcare Solutions, cujo software permite o envio de dados via internet para o HealthVault.

Para gerar resultado, a Microsoft aposta na publicidade dentro do serviço de busca pela internet inserido na solução. A ferramenta foi desenvolvida pela Medstory e lista informações específicas sobre saúde. A expectativa da divisão Health Solutions Group da Microsoft é gerar operações com receita de mais de US$ 1 bilhão com o HealthVault, além da venda de softwares para os hospitais.


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Google Health
    • O que é:
    O Google Health fornece um perfil personalizado para usuários do Google com dados contendo seu histórico médico. Fazem parte do histórico dados pessoais como peso, altura, idade, sexo e dados clinicos alergias, medicamentos que faz uso, cirurgias às quais foi submetido, resultados de exames, vacinas, etc. Esta é uma forma de compilar todas as suas informações de saúde em um mesmo local, facilita a busca de históricos de tratamentos e diagnósticos antigos, localização de profissionais, entre outros. Apesar de se encontrar apenas em inglês e a possibilidade de importação de seus dados médicos a partir de de bancos de dados brasileiro não ser existir, você poderá, caso deseje, colocar os dados manualmente.Ainda há ferramentas para pesquisa de condições médicas, como Diabetes ou Hipertensão, além dos sintomas como cefaléia ou febre.
    Também é possível consultar medicamentos e interações medicamentosas, procurar serviços de saúde e médicos (ainda não disponível no Brasil).
    • Financiamento:
    Segundo o Google, o serviço Google Health será de graça e as informações pessoais não serão compartilhadas, porém, informações anônimas poderão ser capturadas e utilizadas. Por isso os usuários deverão aceitar os 2 termos logo no início do cadastro.
    A ferramenta não terá anúncios publicitários da mesma forma que outros serviços do buscador como o Google News, mas, apesar disso, será lucrativo, porque aumentará o fluxo de usuários para outras páginas do Google.
    O Google Health é um sistema aberto a outras empresas ou instituições que queiram oferecer serviços diretos para o consumidor, como 
    tabelas de medicamentos ou lembretes para vacinas, mas insistiu em que nenhum dado será compartilhado sem o consentimento do paciente.
    • Privacidade:
    "Nosso modelo se baseia em que o proprietário dos dados tem o controle sobre quem pode vê-los", disse Schmidt em uma conferência da Sociedade de Sistemas e Informação e Gestão dos Serviços de Saúde dos Estados Unidos.
    Especialistas em privacidade de dados de saúde demonstraram suas
    dúvidas sobre este projeto e outros similares. O Google não está só, pois dúzias de empresas oferecem serviços de gestão de dados médicos na Internet.
    Bob Gellman, consultor de políticas de privacidade e informação em Washington, afirma que o serviço do Google apresenta os mesmos riscos para a privacidade dos pacientes que o de outras companhias semelhantes na rede
    ."Um dos principais riscos é que estes dados privados acabem nas mãos de empresas de marketing", disse Gellman à Agência Efe. O consultor, que fez um estudo sobre o assunto para o Fórum Mundial da Privacidade, explicou que firmas como o Google não são necessariamente obrigadas a respeitar a HIPAA, uma lei federal que impede, entre outras coisas, que a informação médica seja utilizada com fins comerciais. Embora estes serviços tragam vantagens para os pacientes, "pode ser também complicado para os pacientes", opinou Gellman. "Muitos consumidores não são capazes de decidir quem pode ter acesso a seu histórico médico e quem não pode", destacou.


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ALERT
O software ALERT é uma solução operacional para todos os ambientes de prestação de cuidados à saúde com a capacidade de produzir ambientes clínicos totalmente sem papel. O sistema permite a introdução, em tempo real, de toda a informação clínica do paciente, em telas sensíveis ao tato (touch-screen). O software permite a realização de triagem por meio do Protocolo de Manchester* ou qualquer outro protocolo de classificação de riscos, com consulta em tempo real aos dados dos pacientes e interação entre as equipes dos profissionais da saúde.Outro aspecto do ALERT é o fato de controlar o acesso à informação clínica por meio de identificação biométrica dos usuários (impressão digital) e de identificar pacientes por meio de fotografia digital e códigos de barra em pulseiras. Isso garante segurança tanto ao paciente quanto à instituição de saúde. O ALERT também tem capacidade de “conversar” com outros programas de gestão administrativa, sendo membro do IHE, instituto que produz protocolos para a troca, gerenciamento e integração de informações pertinentes aos cuidados do paciente, assim como a administração, distribuição e avaliação dos serviços de saúde. A vantagem para os clientes ALERT é a possibilidade de interoperabilidade entre seus sistemas de informação, sem prejuízo ou necessidade de substituição de programas já instalados.


  • ALERT HMO: health maintenance organization ( HMO ) é um projeto voltado para as operadoras de planos de saúde, sendo responsável pela gestão de saúde da organização. Aqui em Belo Horizonte a UNIMED é um cliente desse serviço.

  • ALERT RHIO: Regional Health Information Organizations (RHIOs), integra redes básicas aos hospitais da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, com um prontuário eletrônico transversal, ou seja, compartilhado por todas as unidades em rede.

  • ALERT REFERRAL: integra as agendas e os processos de referenciação e de contra-referenciação do Servicio de Salud Metropolitano Norte (SSMN), no Chile, uma revolução nos processos de referenciação, eliminando-se o sistema tradicional de vagas.

  • ALERT INPATIENT, ALERT ORIS e ALERT EDIS: atenção hospitalar. O primeiro é o software responsável pela internação, o segundo pelo bloco cirúrgico e o terceiro pela urgência do hospital, integrando o Protocolo de Manchester (ALERT TRIAGE). São alguns dpos projetos: Santa Casa de Belo Horizonte, Hospital da Beneficência Portuguesa em São Paulo. Inclui também o ALERT OUTPATIENT, responsável pela gestão das consultas ambulatoriais.



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    P2D
    P2D é um prontuário eletrônico webased (seguindo a tendência da Cloud Computing, "nas nuvens"), ou seja, não é preciso instalar o programa no computador e pode-se ter acesso do consultório, do hospital ou de casa., agregando qualidade ao atendimento, eficiência e redução de custos.
    A confidencialidade e segurança são garantidas, o acesso aos prontuários é restrito aos profissionais de saúde, possuindo um nível de segurança similar ao do sistema bancário.
    Dentre as funcionalidades que me atraem nele estão a possibilidade deimportar dados de outros programas de registro de pacientes e a digitalização facilitada de prontuários em papel, documentos, resultados de exames, etc...


    Outros:



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    Dossia: http://dossia.org/


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    Prontuário na WEB com Agenda online de consultas

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    Online Doctor: OnLine Doctor é um sistema gratuito para gerenciamento de consultórios médicos. http://www.onlinedoctor.com.br/


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    sistema de armazenamento de histórico médico.

    Prontuário médico online e agendamento online de consultas


    28 de jul. de 2010

    O Uso Significativo do Prontuário Eletrônico de Saúde e o Acesso à Informação

    Já publiquei alguns textos do blog  CIBERSEGURANÇA E O DOMÍNIO PÚBLICO de  Ruy José Guerra Barretto de Queiroz, Professor Associado do Centro de Informática da UFPE, e o da semana passada é muito bom, onde ele comenta as regras divulgadas recentemente para implementação da reforma da saúde do governo OBAMA, com o uso do prontuário eletrônico do paciente (PEP). Leia o artigo na íntegra aqui.
    "Esta semana o “U.S. Department of Health and Human Services” (HHS), através da Secretária Kathleen Sebelius, anunciou o que foi definido como sendo o conjunto de regras para, segundo suas próprias palavras, melhorar a saúde dos americanos, aumentar a segurança e reduzir os custos de assistência à saúde através do uso expandido do ‘prontuário médico de saúde’ – em inglês, ‘eletronic health record’, abrev. EHR.  Conforme o comunicado do HHS, o anúncio marca a conclusão de diversos estágios na preparação do terreno para a implementação do programa de pagamento de incentivos. Sob o regime da nova lei de assistência à saúde, o “Health Information Technology for Economic and Clinical Health (HITECH) Act” de 2009, profissionais de assistência à saude e hospitais elegíveis podem se candidatar a receber pagamentos de incentivos provenientes dos programas governamentais Medicare e Medicaid quando adotarem a tecnologia de EHR certificado, e usá-la para atingir determinados objetivos. Uma das regras anunciadas na ocasião define os objetivos do chamado “uso significativo” que os provedores de assistência médica devem atingir para se qualificarem para receber os pagamentos de bônus, enquanto que a outra regra identifica as capacidades técnicas exigidas para a tecnologia de EHR certificado. Entre outras coisas, as novas regras de “uso significativo” tratam de regulamentar o quanto as instituições de assistência médica poderão cobrar, e o período de tempo no qual as informações devem ser disponibilizadas ao paciente.
    Em artigo publicado em 23/07/10 no New England Journal of Medicine sob o título ‘The “Meaningful Use” Regulation for Electronic Health Records’, David Blumenthal e Marilyn Tavenner afirmam que o amplo uso de prontuários médicos de saúde (EHR’s) nos Estados Unidos é inevitável, pois o EHR propiciará melhoras nas decisões dos provedores de assistência médica e nos resultados nos pacientes. Lembrando que, embora inevitável, a incorporação da tecnologia de prontuários médicos de saúde na prática cotidiana não será fácil, Blumenthal – que foi nomeado por Obama em 2009 “coordenador nacional de tecnologia da informação em saúde” – enfatiza que o programa prevê um total de 27 bilhões de dólares em prêmios a serem pagos nos próximos 10 anos.
    Um dos princípios básicos por trás das novas regras é que, para ser útil, os dados têm que fluir. No caso dos dados relativos ao paciente, estes devem estar: 
    •  disponíveis para os próprios pacientes; 
    •  disponíveis para outros provedores de serviços de saúde, de modo que eles possam coordenar a assistência médica; 
    •  disponíveis para farmácias para que possam lidar com as receitas médicas eletrônicas; e 
    • disponíveis para agências governamentais para garantir a saúde pública, regular as instituições, e dar suporte à pesquisa pública para melhores curas.
    Concretamente, as regras atuais de “uso significativo” buscam um equilíbrio entre o reconhecer a urgência de se adotar EHR’s para melhorar o sistema de saúde e o se dar conta dos desafios que a adoção deverá oferecer aos provedores de assistência à saúde. A idéia é que a regulação tem que ser ao mesmo tempo ambiciosa e atingível. “Como uma escada rolante, o HITECH tenta fazer subir o sistema de saúde em direção a uma qualidade e a uma eficácia melhoradas, mas a velocidade de subida deve ser calibrada para refletir as capacidades dos provedores que enfrentam uma variedade de desafios do mundo-real, e a maturidade da própria tecnologia.
    Paralelamente, o HHS vem desenvolvendo um sistema para permitir que organizações independentes possam certificar os sistemas de EHR’s. Em conjunto com o anúncio das regras de “uso significativo”, foi divulgado o conjunto inicial de padrões, especificações de implementação, e critérios de certificação para a tecnologia de EHR. Digno de menção o incentivo explícito à submissão feito especificamente aos desenvolvedores de sistemas de código aberto.
    Entre os principais objetivos das novas regras está o de incentivar o uso de diversos aplicativos de software que permitam explorar o verdadeiro potencial dos EHR’s na melhora da qualidade, da segurança, e da eficiência da assistência médica. Em particular, ajudar o médico na tomada de decisão, minimizando inclusive as chances de ocorrência de erros que podem evitados, tais como a prescrição de medicamentos incompatíveis com a condição do paciente. E para se candidatar ao pagamento dos incentivos, os médicos devem começar empregando tais ferramentas de suporte à decisão, bem como usar os sistemas de EHR para registrar todas as suas prescrições, sobretudo as de medicamentos. No entanto, somente quando também os provedores de serviços (hospitais, clínicas) passarem a entrar com seus registros no EHR do paciente, o sistema poderá efetivamente melhorar a qualidade da assistência. E, naturalmente, para começar a estender os benefícios dos EHR’s aos pacientes, as exigências de uso significativo deverão incluir o fornecimento de versões eletrônicas de seus prontuários médicos aos pacientes e seus familiares ou responsáveis."