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27 de dez. de 2011

A internet está mudando a Medicina?

Com a inclusão digital e os computadores mais acessíveis, é muito comum que as pessoas busquem informações sobre saúde na internet. Tanto, que o Dr. Google é um concorrente forte em consultórios, fornecendo informações, antes mesmo da consulta, sobre as últimas novidades em tratamentos e na pior das hipóteses, propiciando um auto-diagnóstico na maioria das vezes errôneo.

Sites e comunidades online estão cada vez mais comuns, como o PatientsLikeMe, onde os pacientes encontram pessoas com os mesmos problemas de saúde para discutir tratamentos, obter apoio e trocar experiências.
sites como http://www.patientslikeme.com/
 E os médicos estão perdendo a oportunidade de ocupar esse espaço. Como detentores - não mais exclusivos - do conhecimento, deixam de aproveitar essa demanda por informações confiáveis, podendo usar esse canal para divulgar eticamente seu trabalho e ainda melhorar a comunicação com seus pacientes.

Os profissionais de saúde podem aproveitar o interesse dos pacientes pelas informações online de saúde, para criar sites sobre sua especialidade, comunidades, usar o twitter e as páginas institucionais do facebook (e  não seu perfil particular) para divulgar dicas de saúde agregando valor ao serviço médico oferecido, mantendo a fidelidade do paciente.







Os pacientes querem informação sobre saúde confiável na internet e é uma excelente oportunidade para os médicos ocuparem o espaço online.

Precisa de consultoria nessa área? TI Medicina pode te ajudar.

Baseado no 

Social Medicine: Is the Internet Transforming Healthcare? "The Social Life of Health Information" é um relatório baseado em uma pesquisa telefônica nacional realizada em agosto e setembro de 2010, entre 3.001 adultos em os EUA.

15 de jun. de 2011

'E-Patients' se envolvem no próprio tratamento

Pacientes utilizam dispositivos médicos e a tecnologia para se manter informados sobre seu estado de saúde

Segundo os defensores da medicina participativa, ser um e-patient hoje significa ser "equipado, envolvido, habilitado"


O brasileiro Hugo Campos, de 44 anos, é um típico e-patient. Em 2006, ele descobriu ser portador de cardiomiopatia hipertrófica, doença congênita considerada a principal causa de morte súbita em pessoas com menos de 35 anos. Os dois primeiros cardiologistas que consultou recomendaram apenas que "parasse de se preocupar tanto". "Após desmaiar duas vezes e ser internado, decidi assumir um papel mais ativo e busquei um médico com outra filosofia", diz. 
Quando surgiu, nos anos 1990, o termo e-patient representava aqueles que se informavam sobre suas doenças nos meios eletrônicos - o famoso "doutor Google". Mas, segundo os defensores da medicina participativa, ser um e-patient hoje significa ser "equipado, envolvido, habilitado".

Sem dúvida é o caso de Campos. Há cerca de 20 anos ele mora em São Francisco, nos Estados Unidos, onde lidera um grupo de pacientes com dispositivos cardíacos implantáveis, como desfibriladores e marca-passos. Para se manter informado sobre o tema, faz cursos e frequenta congressos e eventos médicos.

"A maioria de nós tem opiniões sobre qual marca de carro é mais confiável, mas, se somos notificados de que precisamos de um marca-passo, joelho artificial ou outro tipo de prótese, deixamos a decisão nas mãos do médico". Numa cultura em que não são raros os conflitos de interesses entre os doutores e a indústria, diz, é importante que os pacientes participem das decisões.

e-patient Dave
Um nome conhecido no mundo virtual dos pacientes é Dave deBronkart - ou e-patient Dave. Tornou-se um militante do movimento Saúde 2.0 depois de descobrir, em 2007, um grave câncer nos rins. Os médicos lhe deram 24 semanas de vida. Hoje a doença está sob controle. "O tratamento que recebi não é o padrão. Muitos hospitais nem sequer contam que ele existe", diz deBronkart. "Caí nas mãos dos médicos certos. Muitos não têm a mesma sorte".

Os conhecimentos sobre saúde, continua, tornaram-se muito extensos e complexos. É impossível para o médico se manter atualizado sobre todos os assuntos. "Por isso, a principal bandeira da medicina participativa é 'deixe o paciente ajudar no que puder'". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

19 de jan. de 2011

O que o médico deve saber sobre direito digital

  • Propriedade, guarda e segurança do prontuário eletrônico: 
Desde sempre o direito aos dados do Prontuário Médico é do Paciente, e só cabe a ele, inclusive. No entanto, a geração do mesmo é de obrigação do médico e a guarda acaba sendo dos agentes de saúde, especialmente Clínicas e Hospitais, onde estes médicos atuam e consultam. Mas é só um paciente ou um familiar necessitar de suas informações para iniciar uma disputa muitas vezes jurídica, visto que há toda uma questão de sigilo médico envolvido.
O CFM  na Resolução CFM n.º1.821/2007 autoriza a eliminação do papel na informatização e guarda de registros médicos dos sistemas de saúde. Mas para isso há pré-requisitos a serem seguidos como o uso de certificação digital, a guarda permanente do registro, controle de acesso com base na autenticação do ususário, a rastreabilidade de dados no caso de auditoria, e principalmente que dados não podem ser alterados depois de inseridos, caso haja necessidade de fazê-lo, o sistema deverá garantir as retificações ou acréscimos, sem modificar o registro original. 
O prontuário eletrônico é visto por muitos, e erroneamente, como um documento que serve para incriminar o médico, na verdade ele é meio de prova fundamental exatamente para demonstrar como ele agiu, registrando cada detalhe, cada evolução, cada reação medicamentosa, servindo de espelho à atuação do médico naquele caso concreto.
  • Publicidade Médica em época digital:
Segundo o novo código de ética médica, é vedado ao médico permitir que sua participação na divulgação de assuntos médicos, em qualquer meio de comunicação de massa (blogs, redes sociais, facebook, orkut, twitter, etc), deixe de ter caráter exclusivamente de esclarecimento e educação da sociedade; divulgar informação sobre assunto médico de forma sensacionalista, promocional ou de conteúdo inverídico; divulgar, fora do meio científico, processo de tratamento ou descoberta cujo valor ainda não esteja expressamente reconhecido cientificamente por órgão competente; consultar, diagnosticar ou prescrever por qualquer meio de comunicação de massa.


Mais informações interessantes sobre o assunto podem ser pesquisadas no Livro Direito Digital da advogada Patricia Peck Pinheiro, que aborda os aspectos legais da saúde digital-prontuário eletrônico.

O que o médico deve saber sobre direito digital é post original do TIMedicina

14 de dez. de 2010

Internet, maior concorrente dos consultórios médicos

Por Angela Bittencourt no  Valor Econômico - 14/12/2010


A internet é um concorrente e tanto para os médicos e contribui para o uso maior e indiscriminado de medicamentos. "O Dr. Google é nosso maior competidor. Os pacientes chegam aos consultórios portando diagnósticos, submetem os médicos a uma inquisição e chegam até a mudar os sintomas para que fiquem semelhantes aos obtidos nos sistemas online", relata o toxicologista do Hospital da Clínicas Anthony Wong, para quem o uso maior de medicamentos tem correlação com fluxo também maior de informações. "Na internet existem trocas de experiências, relatos. Nos grandes jornais brasileiros, as sessões de saúde só têm crescido. Ocupavam uma página, agora têm duas ou três", informa. 

Pesquisa Ibope realizada com cerca de 18 mil pessoas em regiões metropolitanas brasileiras, entre o ano passado e meados deste ano, confirma o interesse geral da população sobre produtos farmacêuticos. O maior apelo é nas classes D e E, com 40% dos entrevistados considerando "importante" conhecer "lançamentos", ante 34% em média do universo consultado. 
No Brasil, 39% dos internautas usam a rede para procurar informações sobre o assunto. Esse percentual sobe a 60% quando se consideram os internautas com nível superior, relata o Comitê Gestor da Internet no Brasil. 
Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da USP, via web, sobre os hábitos dos pacientes na internet mostra que 83% buscam informações sobre saúde na rede; 85% dizem que voltam a fazer pesquisas online mesmo depois da consulta médica; e 50% dos médicos reagem mal se o paciente traz informações prévias.
Nos Estados Unidos, 60% dos adultos fazem busca sobre saúde na internet e afirmam que os resultados encontrados acabam exercendo influência sobre o tratamento da doença, mostra pesquisa realizada pela Pew Research Center's Internet e California Health Care Foundation. A pesquisa revela ainda que os americanos, mesmo conectados ao mundo online, continuam a recorrer às fontes tradicionais de informação. Quando precisam de informação ou assistência em saúde e assuntos médicos, 86% dos americanos consultam profissionais de saúde; 68% trocam ideias com um amigo ou membro da família; 57% utilizam a internet; e 54% recorrem a livros ou outras publicações impressas.
"O paciente tem o direto de se informar", reconhece o psicoterapeuta. "O paciente é dono do seu corpo. Mas daí a se automedicar há uma distância. O médico tem treinamento, tem experiência clínica. Isso é muito importante e deve ser valorizado. Por mais útil que sejam os diagnósticos por computador, é necessário que alguém interprete", diz. 
Sérgio José Nicoletti, coordenador do Núcleo de Educação da Saúde da Universidade Federal de São Paulo, pondera que o consumo de medicamentos faz parte do ciclo econômico, mas é um consumo diferente. "Quando consumimos alimentos, roupas, automóveis, há busca pela satisfação. Esse consumo pode até gerar insatisfação, mas não nos deixa doentes. No consumo errôneo ou desinformado de remédios, além da perda pela não satisfação, há o risco de perda de saúde ou seu comprometimento."

Dica do meu amigo @berlitz

9 de dez. de 2010

Saúde 2.0: vantagens e desvantagens

Aproveitei um e-mail que recebi e fiz um post sobre esse assunto interessante que é a Saúde 2.0.

A partir do termo WEB 2.0 surgiu o Saúde 2.0, onde os médicos e pacientes interagem ativamente com as informações sobre saúde através de fóruns e comunidades virtuais, blogs e mídias socias na internet. 
VANTAGENS
O paciente de hoje não se contenta somente em possuir seus dados médicos como no caso do Microsoft HealthVault ou do Google Health entre tantos outros, ele quer discutir as possibilidades de tratamento, quer entender a doença e quer compartilhar experiências com outros pacientes. Assim, com o acesso a informações há um estreitamento na relação médico-paciente.
O acesso às informações proporciona um maior entendimento dos processos de saúde-doença o que faz com que a prevenção e melhora na qualidade de vida sejam mais acessíveis. Os conteúdos colaborativos, os repositórios de conteúdo médico e os espaços de discussão e debate, tanto profissionais como de pacientes, trazem novas perspectivas no tratamento de doenças, novas técnicas, novos métodos. As ferramentas da web 2.0 facilitam a prática clínica e ajudam no seu aprimoramento, com o uso da tecnologia móvel dos smartphones e iPADs, a telemedicina e o prontuário eletrônico do paciente.
Exemplos:
O Patientslikeme (http://www.patientslikeme.com/)  é uma rede social que tem o objetivo de aproximar médicos, pacientes, organizações de pesquisa e indústria compartilhando informações para contribuir para um melhor diagnóstico ou tratamento de uma doença. Os membros compartilham informações sobre sintomas e tratamento trazendo um maior entendimento e melhorias na sua qualidade de vida.
Outro projeto interessante é o Radiopedia (http://radiopaedia.org/) que é uma enciclopédia editável de radiologia, que pode ser usada como referência digital e onde se pode discutir casos difíceis e controversos. As imagens disponíveis no site podem ser transmitidas e usadas em aulas e projetos. Um bom exemplo de conteúdo colaborativo em Medicina.
DIFICULDADES
Apesar de não estarem sendo usadas em massa, com absoluta certeza, as ferramentas de Saúde 2.0 estão alterando o relacionamento médico-paciente.
Há um termo que vem sendo bastante usado que é o "Paciente Informado", que é aquele que consulta o "Dr. Google", antes e depois da consulta médica. O questionamento sobre tratamentos disponíveis e diagnósticos é uma realidade. Se por um lado essa mudança exige dos médicos uma maior interação com o paciente, tornando o mesmo um ator consciente e ativo nas decisões sobre sua saúde, por outro também implica em debater credibilidade das informações adquiridas na web, o que por vezes é um processo desgastante para profissionais de saúde. O conhecimento advém da prática clínica e acho muito pouco provável que "Dr. Google" substitua os consultórios médicos. Ainda assim vejo mais benefícios do que malefícios na Saúde 2.0, tanto para os profissionais de saúde, quanto para os pacientes. 



    RESISTÊNCIA
"Se o jeito que eu faço funciona satisfatoriamente, para quê mudar?" Ainda há muito receio por parte dos profissionais de saúde que se queixam da dificuldade de usar as novas tecnologias, do tempo que as mesmas demandam até que se tornem usuais. Mas a desinformação tem sido o maior obstáculo. A resistência parte principalmente do desconhecimento da nova tecnologia, dos seus benefícios e das suas vantagens.
Outra dificuldade é a gestão do tempo do profissional; falta tempo para quase tudo e além da aprendizagem contínua que as profissões da Saúde exigem, a aprendizagem computacional demanda tempo e dedicação.
 APLICATIVOS para Saúde e bem estar e sites de informação médica
Qual informação médica na web é confiável? Já se pensou em um selo de certificação de sites médicos. Não há controle sobre se o conteúdo dos aplicativos tem embasamento científico. Uma solução seria  aplicativos com selos de aprovação de sociedades específicas ou conselhos regionais, tornando-os certificáveis.
Redes e Mídias sociais
Há uma possibilidade de estreitamento na relação médico-paciente, ajudar os pacientes e ao mesmo tempo melhorar a prática médica. Médicos cada vez mais tem chegado a conclusão que ignorar todos os meios de comunicação social é ignorar as necessidades de seus pacientes e uma vasta gama de novas oportunidades de desenvolvimento de negócios. 
Tecnologia móvel (celulares, smartphones...)
Está em desenvolvimento um projeto britânico para diagnóstico de DST pelo celular. Quem tiver a suspeita que possa estar com DST poderá colocar uma gota de urina ou saliva em um chip de computador do tamanho de uma entrada USB e inserir o dispositivo no celular, obtendo o resultado em minutos. Foram investidos 11 milhões de dólares na pesquisa. Os chips serão descartáveis e vendidos a cerca de U$2 em casas noturnas.

21 de nov. de 2010

Considerações éticas sobre a medicina, a tecnologia e a relação médico-paciente

Tenho alguns alertas no Google que às vezes me fazem cair às mãos uns artigos interessantes. Este, em especial, que transcrevo apenas uma pequena parte abaixo, foi realmente um achado. Parabenizo o Dr. Carlos Frederico, pela abordagem ampla e abrangente da situação delicada que nós, médicos, vivemos hoje na profissão.

"Vivemos uma época de extremos, de bipolaridades, que, apesar do fim da Guerra Fria e do pretenso início de um pensamento hegemônico , demonstra na sociedade, e por suposto na medicina, uma oscilação entre  campos aparentemente inconciliáveis: individual versus social; cura versus prevenção; pacientes passivos – com o devido perdão pela redundância – versus sujeitos ativos; e trabalho individual versus trabalho em equipe.
Nesse mundo de contrastes, embora a tecnologia tenha aumentado o poder dos médicos estes encontram-se cada vez mais sujeitos às normas e regulamentações jurídicas, bem como às da instituição onde trabalham. Essas transformações aceleradas na relação médico-paciente levam a uma restrição da liberdade do profissional e também, mesmo que paradoxalmente, à liberdade do paciente, que vê seu poder de escolha reduzido à cobertura ou não do seu plano de saúde.
(...) alguns pilares fundamentais, mesmo na contemporaneidade.
O primeiro deles, talvez o mais antigo, constitui-se no alívio da dor e do sofrimento, no cuidar, que engloba muito mais do que a cura da patologia, implicando em ir além, rumo ao conforto psíquico do paciente. Essa seria a grande responsabilidade do médico, cuidar além de curar e sanar; o exercício de uma responsabilidade que continua quando se diz eis-me aqui , mesmo após a impossibilidade terapêutica. Vale ressaltar que ainda que esteja consubstanciada no clássico juramento hipocrático essa responsabilidade não se restringe aos códigos, regras ou leis: é a resposta ética ao grito de sofrimento do outro e exprime o reconhecimento da própria ideia de humanidade."

Artigo: Considerações éticas sobre a medicina contemporânea: uma reflexão pontual de Carlos Frederico de Almeida Rodrigues (Médico, graduado pela Faculdade Souza Marques (FTESM), pós-graduado lato sensu em Neurocirurgia Pediátrica no Instituto Fernandes Figueira (IFF/ Fiocruz), mestre em Ética e Filosofia Política pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Brasil.)

9 de set. de 2010

A importância da Internet na Saúde Pública

Ethevaldo Siqueira é escritor, consultor e jornalista especializado em novas tecnologias, trabalhando atualmente como colunista do jornal O Estado de S. Paulo, para o qual escreve desde 1967; é colaborador especial da revista Época e comentarista da Rádio CBN, desde 2006, com uma coluna diária chamada Mundo Digital. Cobre esses setores há 40 anos, entrevistando cientistas, participando de congressos e visitando exposições, laboratórios e universidades no Brasil e no mundo.
Dr. Leonardo Diamante deu a dica de 2 podcasts muito bons da CBN sobre internet e saúde pública e o paciente informado.
Confiram:


Heródoto – Ethevaldo, você prometeu continuar falando sobre internet e saúde. Qual é a importância dessa rede para a saúde pública?
Ethevaldo – À medida que a internet se universaliza, Heródoto, mais importantes se tornam os projetos de utilização dessa rede para informação do grande público. Uma das sugestões dos especialistas é criar até um selo, que poderá identificar os sites ou portais realmente confiáveis, de qualidade. 

Heródoto – E que outra contribuição a internet poderia dar nessa área de saúde?
Ethevaldo – Outra seria o prontuário eletrônico. Você já imaginou se todos os pacientes pudessem ter seu prontuário armazenado na internet, protegidos com senha, para evitar a violação da privacidade, mas acessíveis a médicos, em caso de necessidade, em qualquer lugar e a qualquer hora? Poderemos armazenar tudo na nuvem, Heródoto. 

Heródoto – Por que esses portais de universidades e os prontuários eletrônicos não foram ainda adotados no Brasil? 
Ethevaldo – Tenho uma teoria pessoal que me diz que as melhores aplicações – seja em saúde seja em educação ou proteção ambiental – são sempre as últimas a chegar, em quase tudo no mundo da tecnologia. Sei que já existem iniciativas em fase incipiente de amadurecimento na USP, na Unicamp e noutras universidades brasileiras, Heródoto.






Heródoto – Ethevaldo, qual é a importância do paciente informado para a medicina?
Ethevaldo – É cada dia mais importante, Heródoto. Em primeiro lugar, é fundamental lembrar que o paciente informado é aquele que tem conhecimentos básicos sobre saúde e medicina. O paciente informado pode colaborar de forma valiosa para melhores diagnósticos e tratamentos mais efetivos. É isso que a prática nos prova todos os dias. Mas é preciso que o paciente seja corretamente informado.

Heródoto – Por que o paciente bem informado pode colaborar com o médico?
Ethevaldo – Porque ele tem noções básicas sobre higiene, alimentação, origem e evolução das doenças, medicina preventiva, tecnologia para diagnósticos, como tomografia computadorizada, ressonância magnética, ultrassonografia e outros temas. Estar corretamente informado, portanto, é algo muito positivo, um avanço, para o paciente, para o médico e para a própria medicina. 

Heródoto – E qual é o papel da internet na informação do paciente?
Ethevaldo – Pode ser muito positivo ou muito negativo, Heródoto. Tudo depende da qualidade da informação médica de cada site. O lado negativo está na desonestidade de sites que, para vender medicamentos, atraem pacientes incautos com promessas absurdas, divulgam conceitos inteiramente falsos sobre obesidade, disfunções sexuais, câncer, doenças degenerativas e outras. 

Heródoto – E o lado positivo?
Ethevaldo – É o lado da informação correta, acessível, sem interesses comerciais, preparada por médicos competentes. A boa notícia, Heródoto, é que esses sites já existem.

Heródoto – Você pode dar um exemplo?
Ethevaldo – Posso. Um dos melhores surgidos nos Estados Unidos é a www.Medpedia.com, criada pelo trabalho colaborativo de meia dúzia de universidades famosas, como Harvard, MIT, Columbia, Illinois, Berkeley e Stanford. Esse portal-modelo de saúde já presta um bom serviço para o grande público. Amanhã continuarei a falar sobre internet e saúde.

Dica: @ldiamante

18 de dez. de 2009

Aluno de medicina aborda uso da internet pelos pacientes em TCC

O acadêmico de Medicina Rodrigo Viana Cabral da Unisul, de Tubarão, abordou a utilização da internet em consultas médicas




O acadêmico da 10ª fase do curso de Medicina, Rodrigo Viana Cabral, abordou este tema em seu TCC: “A influência da internet na relação médico-paciente na percepção do profissional médico”. Nele, Rodrigo abordou as vantagens e desvantagens sobre essa nova comunicação. A pesquisa foi realizada com médicos que dão aula na Unisul de Tubarão.

“Como na internet as informações chegam mais rápido para nós, muitas vezes elas não são viáveis, são incompletas, contraditórias e sem controle de qualidade. A vantagem é que nas consultas o paciente fica mais a vontade para questionar, e a comunicação entre médico e paciente fica mais fácil”, conta.

O aluno conta que a internet deve ser apenas um auxílio para algumas dúvidas. “Como na Medicina muitos termos técnicos são usados, a internet faz com que haja uma linguagem mais simples para o entendimento. Mas o paciente não pode achar que as informações obtidas são suficientes para se tratar sozinho. Deve repassá-las ao médico para que ele identifique quais são confiáveis e quais não”.

Rodrigo afirma que, geralmente, a porta de entrada para as informações é no conhecido site de busca do Google. Diz ainda que 85% dos médicos acreditam que os pacientes acessam a internet em busca de informações com relação a sua doença ou pelo motivo de procurar auxílio médico e 92% dos pacientes utilizam informações obtidas na internet para conversar com o médico na consulta seguinte. “Como na internet se usa o anonimato, pacientes mais tímidos se tornam mais participativos dentre os aspectos mais íntimos”, conta o aluno.

“Metade dos pacientes chegam com alguma informação nas consultas. 56% dos médicos consideram que as informações ajudam e 50% ficam motivados em saber que o paciente quer se autoajudar. A importância dessa troca é a acessibilidade da comunicação. O alerta é a certa ingenuidade de algumas pessoas que acreditam em tudo que estão lendo, essas informações tem que ser apenas complementares”, afirma Rodrigo.

Fonte: O barriga Verde

2 de nov. de 2009

Em tempos de paciente informado e Dr. Google, como me comunicar melhor com o meu paciente?

Como um médico pode divulgar seus serviços eticamente? Paletra muito interessante de Márcia Wirth que
realiza um trabalho focado na divulgação ética das atividades da área saúde, atendendo clientes em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba.

8 de out. de 2009

Evento "Paciente informado" hoje pelo twitter foi um sucesso

Participaram do evento:
Dr. Eduardo Santana -VP da FENAM - Assunto: “Selo” Médico
twitter: @meduardosantana
Assunto: “Selo” Médico

Dr. Antístenes Albernaz -Vice-Presidente da ABO-BA - Assunto: Odontologia na web

website: www.abo-ba.org.br

Dr. Marcelo Matos - Odontologista – Pós graduado em patologia da ATM e especialista em Radiologia Odontológica - Assunto: Odontologia na web
website: blog.marcelomatos.com / www.marcelomatos.com
Twitter: @Artrodoc

Felipe Rocha - Analista de sistemas, professor de informática em Saúde , mestrando em filosofia e bloqueiro.
Assunto: Odontologia na web
Dr. André Pereira - Professor do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da ENSP - Assunto: Paciente Informado
Referência: Fiocruz
Dr. Claudio Freitas - Professor e médico, gestor do projeto GDF em Brasília - Assunto: Médico Informado
Blog saudeconectada
BLOGUEIROS E CONSULTORIA EM MÍDIAS SOCIAIS
Yuri Almeida - Jornalista, pós-graduado em Jornalismo Contemporâneo (UniJorge) com a tese “A noticiabilidade no jornalismo colaborativo”
Papel: debatedor
Twitter: @herdeirodocaos
Blog Herdeiro do Caos
Eduardo Sales Filho -Publicitário, professor, tradutor e blogueiro
Papel: debatedor
Twitter: @eduardo_sales
Blog Papo de Gordo
Eduardo Pelosi - Jornalista e blogueiro
Papel: Debatedor
Twitter: @eduardopelosi
Blog 2.Zero

Marcelo “Tuca” Hernandes - Analista de mídias sociais e blogueiro
Papel: debatedor e cobertura do evento
Twitter: @tucahernandes
Blog polvora! comunicação

Mário Soma - Jornalista, radialista e empreendedor do setor de comunicação tradicional corporativa e de mídia social
Papel: mediador
Twitter: @msoma
Blog polvora! comunicação
Roberto Camara Jr. - Blogueiro, professor e guia de turismo.
Twitter: @robertocamarajr

O evento foi acompanhado no twitter pela tag #saudecoenctada e #pacienteinformado e pelo USTREAM. Os  melhores comentários seguem abaixo:

















20 de ago. de 2009

A democratização das informações na internet e o paciente


A democratização do conteúdo informacional útil e relevante da saúde, em particular da Medicina, está cada vez mais presente na internet hoje.

No passado era preciso que a imprensa privada ou estatal processasse a informação médica e a divulgasse a população. Não bastava ter acesso a informação. Era preciso que se tivesse algum tipo de formação na área de saúde para que a informação fosse útil, ou seja, fosse utilizada por alguém para diminuir sua incerteza em relação a algum assunto. Dessa forma a informação era usada como forma de poder e controle, adequando-a a conveniência de quem a detinha.
O que acontece hoje é que a democratização da informática e das telecomunicações vem democratizando o conteúdo de informação médica. Blogs, mecanismos de pesquisa como o Google, enciclopédias como a Wikipedia, comunidades em Orkut ou associações online de indivíduos com a mesma patologia divulgam conteúdo, antes de difícil acesso e entendimento, hoje de uma forma intelegível e sucinta.
Eu vejo mais benefícios no paciente que procura informações adicionais na internet, mesmo ainda não tendo senso crítico da qualidade das mesmas, do que malefício. O questionamento sobre tratamentos disponíveis e sobre diagnóstico é uma realidade imputável dos dias de hoje. O importante é nos adaptarmos a essa nova era das informações dos 140 caracteres, e tirarmos vantagens dessa nova situação nos consultórios e hospitais.

"Não se pode esquecer que a história é cruel com aqueles que pensam que ela é eterna. Porque ela não é eterna. Ela muda as faces, muda as exigências. E pode se converter num abismo e afogar aqueles que não percebem que é o momento de mudar de rumo."
Florestan Fernandes (Série Encontros, org. Amélia Cohn, Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2008). )